Patética, matéria publicada hoje no jornal O Globo quando, mais uma vez, o panfletão da quartelada de 1964 arvora-se a dar direção o Poder Judiciário.
Como acreditar em um sistema midiático tradicional, como o brazuca, onde o dever de informar é chutado pro lado e assumido o papel de defesa furibunda de segmentos da sociedade?
No caso em questão, o jornal poderia simplesmente limitar-se a noticiar que um ministro da nossa Suprema Corte anulou provas de um longo e rumoroso processo, consolidando a parcialidade do juiz, bem como sua relação promíscua com integrantes do Ministério Público. Ponto.
Porém, o vício conservador entortou definitivamente a boca dessas corporações. No caso da Rede Globo, inclusive seu panfletão desacreditado, essa isenção é impossível na medida em que desde a fundação do jornal e expansão do grupo para outras mídias consolidou-se através de relação estreita com o poder, geralmente consolidado à sorrelfa, como o suicídio de um presidente, a deposição de outro desafeto global, cumplicidade com os milicos que usurparam o poder em 1964, culminando com o golpe dado em 2016, apadrinhando os métodos sujos agora anulados e que tanto incomodam a Globo.

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