Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica(ANEEL), depois do reajuste verificado no final do mês passado, o Pará passou a ter a conta de energia mais cara a seu consumidor.
Antes desse reajuste(11%, e não 9% como anunciou o governador), os paraenses já pagavam a quarta tarifa mais cara do país, agora assumem essa desagradável liderança no ranking dos espoliados.
O kw/h(quilowatt-hora) pago pelos paraenses agora está custando R$0,96, além de impostos e taxa de iluminação pública; enquanto a média nacional está em R$0,72 por kw/h, por isso o Pará deixou de ser o quarto mais caro para ser o primeiro.
As razões alegadas têm a ver com a lógica do lucro, jamais com a prestação de um serviço essencial; sendo motivos técnicos, seja lá o que isto signifique, furto e a baixa densidade demográfica do estado, o que eleva os custos da distribuição, segundo a empresa que distribui.
Na época em que foi privatizada(meados dos anos 1990, auge da lábia que pregava a excelência das maravilhas da concepção privata), essa área prometia eficiência no serviço e redução dos custos no preço final cobrado dos consumidores, hoje largamente comprovado tratar-se de balela que só trouxe prejuízo à sociedade.
E o que era péssimo vai virar trágico, com a venda da Eletrobrás, a holding que administra a geração dessa energia, agora também usada como meio de ganhos fáceis de dinheiro às custas de uma logística que o poder público montou e larápios como Messias Boçalnaro e Paulo Guedes trocaram por michè.
(Com informações do site Poder 360)

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