Retrato deprimente da exploração colonial que nos assola: Canaã dos Carajás e Parauapebas estão entre os maiores PIBs municipais do Brasil, por figurarem entre os que mais exportam.
A título de ilustração, Canaã é o terceiro e Parauapebas o sexto; todavia o PB per capita, a soma da riqueza gerada dividida pelo número de habitantes, não passa de mera ficção estatística.
Segundo os indicadores sociais revelados, metade da população de Pebas, como carinhosamente é chamada por seus habitantes, sobrevive com renda familiar de pouco mais de meio salário mínimo por mês.
Com Canaã não é muito diferente e a concentração da riqueza extraída do solo daquelas cidades, ao invés de dividida entre as populações donas daquela riqueza, é concentrada nas mãos de rapaces donos de mineradoras e seus vassalos governantes. É a pirataria que vivemos em pleno século XXI. Triste!
