Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

"Eles agridem, a gente acolhe"


En passant: o que o ministro Guilherme Boulos está fazendo até aqui é digno de registro pela forma como ele chega nas pessoas
.

Já vi, no dia 31/ 12 último, ele em uma favela na zona leste de SP em contato com moradores vitimados pela privatização da SABESP e sofrendo com a falta dágua.

Seu diálogo corajoso com trabalhadores de aplicativos, um segmento geralmente moldado por aquilo que a ideologia dominante impõe discretamente; Boulos vai pacientemente mostrando quem são os verdadeiros inimigos desses trabalhadores, principalmente os entregadores de mercadorias.

Agora, ele compra a briga de uma diarista maltratada pela polícia, colocada em um camburão como suspeita de furto e Boulos a recebe e a encaminha aos canais competentes para que veja reparada a injustiça cometida contra ela, bem como a reparação do dano causado pela recorrente truculência policial.

Penso que essa proximidade que Boulos estabelece, entre o poder público e aquela parcela da cidadania que vive sob tensão e sensação de abandono por parte das autoridades que deveriam acolhe-la, é a grande sacada de sua ida para o ministério, algo que tende a alcançar o status de grande política pública, no mesmo nível das mais exitosas criadas por Lula. A conferir.

O novo salário mínimo e o arrocho praticado pelo governo do Pará


O governo federal projeta, para o ano que vem(2027), um salário mínimo de R$1717,00, um reajuste de quase 10%, em relação ao pago neste ano.

Será mais um desafio ao futuro governador do Pará, que herdará um passivo gigantesco com os servidores públicos, principalmente dos níveis operacional e médio.

Com o vencimento/ base atualmente em pouco mais dos R$1300, fruto da convicção neoliberal do governador nesses últimos oito anos, certamente o futuro governo verá essa panela de pressão chiar bem alto.

Some-se a isso o endividamento crescente do estado, nesses últimos anos, legando ao novo governo a obrigação de mudar radicalmente a atual política econômica, descartando esse modelo de dependência ao agro e da exportação de commodities, que nos levaram a um crescimento econômico ridículo e concentrador de riqueza, daí termos a mais baixa renda per capita do país.

Jogada ensaiada?


A interdição do sociólogo e ex presidente da República, FHC, concedida pela justiça ao filho de Cardoso, é apenas mais um episódio da longa história patrimonialista que ainda assombra este país.

Não faz muito tempo, FHC havia declarado publicamente o que faria com o patrimônio amealhado ao longo de sua trajetória política, acadêmica e outras atividades, e não incluía os filhos como herdeiros.

Lógico que isso deve ter incomodado ao menos Paulo Henrique Cardoso, que parecia mais amante de dinheiro fácil do que alguém que demonstrasse, ao menos em público, um amor filial que impedisse esse tipo de atitude.

Bom, de qualquer modo o próprio ex presidente já havia declarado publicamente total confiança no filho para administrar o patrimônio, o que serviu de base para a decisão da justiça de SP, o que indica poder ter sido a declaração anterior de FHC uma bravata. Credo!


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os rumos de Braz


Uma das relações mais fortes que a política mantém, notadamente no Brasil, é com o futebol onde paixão e multidões andam juntas e misturadas.

Muitas vezes são convenientemente mantidas sob os panos das conveniências, todavia, sempre acabam vindo à tona, infelizmente após êxitos de ardis.

Helder Barbalho, então governador paraense e mecenas do seu time do coração, o Remo, contratou para executivo de futebol de seu time o ex cartola flamenguista Marcos Braz.

Vamos poupar quem ler esse post das remissões a respeito da fama de Braz, referindo apenas os méritos do cartola, tanto no Flamengo quanto no Remo, deste saindo sem explicações convincentes.

E aí que observamos o entrelaçamento entre política e futebol: Helder havia dado um golpe de mestre, ao trazer um cartola de fama nacional, cujo cumprimento da missão o faria ídolo da torcida.

E assim aconteceu. O Remo voltou à Série A, formou um elenco digno da competição e obviamente virou um ídolo do mesmo nível do jogador mais paparicado entre os torcedores em êxtase, depois de 32 anos de sonho.

Mas, Braz vinha do Rio de Janeiro bastante ressentido, pois havia sido derrotado nas eleições municipais de 2024, quando não conseguiu reeleger-se vereador, fruto do desgaste sofrido nos últimos meses no Flamengo, quando teve que antecipar sua saída.

Então, o Remo era o espaço perfeito para a retomada da carreira política de Braz, agora não mais como vereador, e sim como deputado federal; e era nesse ambiente que sua exposição o faria mais que um candidato forte, mas, um puxador de votos para o MDB.

A conjuntura política acabou por transformar o sonho em pesadelo. O desgaste emedebista, depois de oito anos à frente do governo, mesmo não alcançando Helder, bateu forte no partido, atingindo inclusive a mãe do governador, tida em pesquisas internas como derrotada certa, na corrida à Câmara Federal.

A saída familiar foi recorrer ao então ministro Jader Filho para o partido, valendo-se de seu cacife eleitoral amealhado após a entrega de milhares de moradias pelo Programa 'Minha Casa, Minha Vida', colocando em segundo plano o projeto Marcos Braz, que preferiu sair apresentando uma desculpa esfarrapada.

Ontem, Braz foi visto na imagem que registrou um evento pessedebista em que Aécio Neves lançou Ciro Gomes candidato à sucessão de Lula, este ano, nos dando a certeza que o cartola não abandonou seu projeto político, seja qual for a legenda ou qual seu verdadeiro domicílio eleitoral. Essa é a minha percepção, quem quiser que exponha a sua.


terça-feira, 14 de abril de 2026

O lavajatismo que orienta o conservadorismo impune


Promete provocar muito barulho o relatório do senador Alessandro Vieira, na CPI do crime organizado, a ser apresentado hoje.

Apesar do nome, as investigações deixaram de lado PCC, CV e assemelhados homiziados na Faria Lima(ou Lama) e centraram fogo no banco Master.

Pero no mucho, ressalte-se, já que Alessandro não enxergou indícios que incriminassem Ibaneis Rocha e ainda viu Claudio Castro e Roberto Campos Neto fugirem pela janela do habeas corpus.

Sobrou então para os ministros do STF, Dias Tofolli, Gilmar Mendes e Alexandre Moraes, mais o procurador geral Paulo Gonet, os indiciamentos feitos por Vieira, um lavajatista de primeira hora.

Espera-se que essa moralidade encenada do relator seja contestada, inclusive pelo presidente da dita comissão, senador Fabiano Contarato, evitando-se a troca conveniente do boi pelo bife, em que o fundamental é substituído pelo eventual poupando-se os verdadeiros criminosos e punindo vítimas de suspeitas pueris.

Tem pra todos os gostos


Aos enamorados tupiniquins da 3ª via, eis aí o Peru e suas 35 candidaturas presidenciais e alta rotatividade na cadeira presidencial.

A propósito, tem tanto direitista que Keiko Fujimori, a filha do gangster e ex ditador Alberto Fujimori, está sendo considerada de centro.

Certo é que ela, Keiko, lidera as intenções de votos nas eleições peruanas com raquíticos 17%, além de grandes possibilidades de ser derrotada, em 2º turno, contra um candidato que terá 1 voto em cada dez, nesse primeiro turno.

Enfim, esse quadro patético e fruto de sucessivos golpes políticos e chicanas jurídicas, tem os ingredientes que a direita e extrema direita brasileiras curtem à falta de votos: alternância(frenética) do poder e tantas vias políticas disponíveis que mais parece um labirinto. Credo!

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Pé-de-Meia alcança 5,6 milhões de estudantes e reduz evasão escolar em 43%



O Programa Pé-de-Meia beneficiou 5,6 milhões de estudantes de ensino médio público em dois anos. Os dados, divulgados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, foram apresentados hoje, durante a inauguração de obras da nova sede do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em Fortaleza (CE), que contou com a presença do presidente Lula e de autoridades do Executivo e do Legislativo. 

Durante o evento, Lula reforçou o papel da educação no desenvolvimento do país. “Não existe modelo de país desenvolvido sem antes ter investido em educação”, afirmou. Em discurso voltado aos jovens beneficiados pelo Pé-de-Meia, o presidente destacou que a meta da política pública é garantir que os estudantes consigam alcançar seus objetivos. “O que nós estamos tentando garantir é que, no presente, vocês não percam a oportunidade de continuar sonhando.”

Com investimento total de R$ 18,6 bilhões, o Pé-de-Meia funciona como um incentivo financeiro para estudantes de baixa renda da rede pública de ensino com famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A política vincula o pagamento à matrícula, frequência escolar e conclusão dos anos letivos do Ensino Médio. O objetivo é reduzir a evasão escolar e a desigualdade social e ampliar as oportunidades de inserção na educação superior e no mercado de trabalho.

Entre os estudantes presentes, Raimundo Enzo Brasileiro Soares, de 17 anos, beneficiário do Pé-de-Meia desde o início do programa, afirmou que o incentivo vai além do aspecto financeiro. “É o reconhecimento do esforço e do tempo gasto nos estudos. É a prova de que a educação pública pode sim nos levar a caminhos futuros”, declarou.

Redução no abandono e reprovações escolares

Os resultados apresentados pelo Ministério da Educação mostram o impacto direto do programa nos indicadores educacionais do país. Com o Pé-de-Meia, houve queda de 43% no abandono escolar, 33% nas reprovações e 27,5% na distorção idade-série (indicador que mede a proporção de alunos com 2 ou mais anos de atraso escolar em relação à faixa etária adequada) no ensino público. 

Outros estudos, como o publicado em março pelo Centro de Evidências da Educação Integral, parceria entre Insper, Instituto Sonho Grande e Instituto Natura, apontam ainda que um a cada quatro estudantes que pensavam em abandonar a escola decidiu permanecer por conta da política pública. Dos beneficiados, 90% foram aprovados

Para Camilo Santana, o programa representa um compromisso com a permanência dos jovens nas escolas. “Só um presidente com essa sensibilidade foi capaz de criar um programa desse para dizer que nós não queremos nenhum adolescente fora da escola pública”, afirmou o ministro da Educação. 

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT-CE), classificou o Pé-de-Meia como “histórico” e ressaltou o desempenho educacional do estado, que alcançou o primeiro lugar na taxa de alfabetização no Brasil. “Temos um orgulho enorme da juventude cearense”. 

Durante a cerimônia, Lula recebeu uma Carteira Nacional Docente do Brasil simbólica, sendo chamado de  “o maior professor desse país” por Camilo Santana, e uma camiseta do programa assinada por alunos beneficiados pelo programa. Em sua fala, o presidente também associou a educação à redução das desigualdades. “A formação de um povo traz conhecimento, cidadania e soberania.”

(Agência PT)