Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Inelegibilidade mantida


E o Tribunal Superior Eleitoral manteve a inelegibilidade do meliante ex togado, Deltan Dallagnol, que renunciou ao cargo pra evitar o inevitável.

O quadrilheiro lavajatista deve estar inconsolável com o entendimento legal razoável da Corte, afinal estava acostumado a chicanas variadas desde o seu ingresso no MP.

Como todos recordam, Deltan não tinha tempo mínimo de formado em direito para submeter-se ao concurso, o que só ocorreu por influência do pai dele, consumando-se a patranha cinco anos depois de embargo de gaveta do recurso contra.

Que o patife produza um outro power point, agora com ele no centro da imagem cercado pro seu comparsa "juiz ladrão", seu outros comparsas togados, os parças globais e a inscrição sob as imagens clamando pela volta da famigerada "república de Curitiba"

Pastor Lourival cotado pra vice de Hana


Rumores fortíssimos, já com flagrante de batom na cueca detectado, dão conta que Helder Barbalho já teria batido o martelo e escolhido o pastor Lourival Pereira para ser o vice na chapa de Hana Ghassan.

Desde que Daniel Santos saiu do PSB e foi para o Podemos, com o aval de Zequinha Marinho, presidente regional daquela legenda, Helder sentiu que tomou uma bola nas costas e vê o atacante adversário de frente pra sua goleira.

Certamente, a rifa do jovem Dirceu Ten Catten não será sem anestesia, deve ser construído com o escorregadio Beto Faro o argumento da necessidade de pulverização das candidaturas a fim de melhor enfrentar o adversário, o que tende a ser paulatinamente assimilado pelo petismo mais dócil.

A candidatura própria, com efeito, tende a aprofundar ainda mais o racha interno no PT do Pará na medida em que será sentida a traição emedebista, depois de quase consolidada uma aliança para a qual, por sinal, Helder nunca morreu de amores, já que seu projeto sempre foi ter o PT como refém do MDB. Aguardemos os próximos lances desse jogo.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

"Eles agridem, a gente acolhe"


En passant: o que o ministro Guilherme Boulos está fazendo até aqui é digno de registro pela forma como ele chega nas pessoas
.

Já vi, no dia 31/ 12 último, ele em uma favela na zona leste de SP em contato com moradores vitimados pela privatização da SABESP e sofrendo com a falta dágua.

Seu diálogo corajoso com trabalhadores de aplicativos, um segmento geralmente moldado por aquilo que a ideologia dominante impõe discretamente; Boulos vai pacientemente mostrando quem são os verdadeiros inimigos desses trabalhadores, principalmente os entregadores de mercadorias.

Agora, ele compra a briga de uma diarista maltratada pela polícia, colocada em um camburão como suspeita de furto e Boulos a recebe e a encaminha aos canais competentes para que veja reparada a injustiça cometida contra ela, bem como a reparação do dano causado pela recorrente truculência policial.

Penso que essa proximidade que Boulos estabelece, entre o poder público e aquela parcela da cidadania que vive sob tensão e sensação de abandono por parte das autoridades que deveriam acolhe-la, é a grande sacada de sua ida para o ministério, algo que tende a alcançar o status de grande política pública, no mesmo nível das mais exitosas criadas por Lula. A conferir.

O novo salário mínimo e o arrocho praticado pelo governo do Pará


O governo federal projeta, para o ano que vem(2027), um salário mínimo de R$1717,00, um reajuste de quase 10%, em relação ao pago neste ano.

Será mais um desafio ao futuro governador do Pará, que herdará um passivo gigantesco com os servidores públicos, principalmente dos níveis operacional e médio.

Com o vencimento/ base atualmente em pouco mais dos R$1300, fruto da convicção neoliberal do governador nesses últimos oito anos, certamente o futuro governo verá essa panela de pressão chiar bem alto.

Some-se a isso o endividamento crescente do estado, nesses últimos anos, legando ao novo governo a obrigação de mudar radicalmente a atual política econômica, descartando esse modelo de dependência ao agro e da exportação de commodities, que nos levaram a um crescimento econômico ridículo e concentrador de riqueza, daí termos a mais baixa renda per capita do país.

Jogada ensaiada?


A interdição do sociólogo e ex presidente da República, FHC, concedida pela justiça ao filho de Cardoso, é apenas mais um episódio da longa história patrimonialista que ainda assombra este país.

Não faz muito tempo, FHC havia declarado publicamente o que faria com o patrimônio amealhado ao longo de sua trajetória política, acadêmica e outras atividades, e não incluía os filhos como herdeiros.

Lógico que isso deve ter incomodado ao menos Paulo Henrique Cardoso, que parecia mais amante de dinheiro fácil do que alguém que demonstrasse, ao menos em público, um amor filial que impedisse esse tipo de atitude.

Bom, de qualquer modo o próprio ex presidente já havia declarado publicamente total confiança no filho para administrar o patrimônio, o que serviu de base para a decisão da justiça de SP, o que indica poder ter sido a declaração anterior de FHC uma bravata. Credo!


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os rumos de Braz


Uma das relações mais fortes que a política mantém, notadamente no Brasil, é com o futebol onde paixão e multidões andam juntas e misturadas.

Muitas vezes são convenientemente mantidas sob os panos das conveniências, todavia, sempre acabam vindo à tona, infelizmente após êxitos de ardis.

Helder Barbalho, então governador paraense e mecenas do seu time do coração, o Remo, contratou para executivo de futebol de seu time o ex cartola flamenguista Marcos Braz.

Vamos poupar quem ler esse post das remissões a respeito da fama de Braz, referindo apenas os méritos do cartola, tanto no Flamengo quanto no Remo, deste saindo sem explicações convincentes.

E aí que observamos o entrelaçamento entre política e futebol: Helder havia dado um golpe de mestre, ao trazer um cartola de fama nacional, cujo cumprimento da missão o faria ídolo da torcida.

E assim aconteceu. O Remo voltou à Série A, formou um elenco digno da competição e obviamente virou um ídolo do mesmo nível do jogador mais paparicado entre os torcedores em êxtase, depois de 32 anos de sonho.

Mas, Braz vinha do Rio de Janeiro bastante ressentido, pois havia sido derrotado nas eleições municipais de 2024, quando não conseguiu reeleger-se vereador, fruto do desgaste sofrido nos últimos meses no Flamengo, quando teve que antecipar sua saída.

Então, o Remo era o espaço perfeito para a retomada da carreira política de Braz, agora não mais como vereador, e sim como deputado federal; e era nesse ambiente que sua exposição o faria mais que um candidato forte, mas, um puxador de votos para o MDB.

A conjuntura política acabou por transformar o sonho em pesadelo. O desgaste emedebista, depois de oito anos à frente do governo, mesmo não alcançando Helder, bateu forte no partido, atingindo inclusive a mãe do governador, tida em pesquisas internas como derrotada certa, na corrida à Câmara Federal.

A saída familiar foi recorrer ao então ministro Jader Filho para o partido, valendo-se de seu cacife eleitoral amealhado após a entrega de milhares de moradias pelo Programa 'Minha Casa, Minha Vida', colocando em segundo plano o projeto Marcos Braz, que preferiu sair apresentando uma desculpa esfarrapada.

Ontem, Braz foi visto na imagem que registrou um evento pessedebista em que Aécio Neves lançou Ciro Gomes candidato à sucessão de Lula, este ano, nos dando a certeza que o cartola não abandonou seu projeto político, seja qual for a legenda ou qual seu verdadeiro domicílio eleitoral. Essa é a minha percepção, quem quiser que exponha a sua.


terça-feira, 14 de abril de 2026

O lavajatismo que orienta o conservadorismo impune


Promete provocar muito barulho o relatório do senador Alessandro Vieira, na CPI do crime organizado, a ser apresentado hoje.

Apesar do nome, as investigações deixaram de lado PCC, CV e assemelhados homiziados na Faria Lima(ou Lama) e centraram fogo no banco Master.

Pero no mucho, ressalte-se, já que Alessandro não enxergou indícios que incriminassem Ibaneis Rocha e ainda viu Claudio Castro e Roberto Campos Neto fugirem pela janela do habeas corpus.

Sobrou então para os ministros do STF, Dias Tofolli, Gilmar Mendes e Alexandre Moraes, mais o procurador geral Paulo Gonet, os indiciamentos feitos por Vieira, um lavajatista de primeira hora.

Espera-se que essa moralidade encenada do relator seja contestada, inclusive pelo presidente da dita comissão, senador Fabiano Contarato, evitando-se a troca conveniente do boi pelo bife, em que o fundamental é substituído pelo eventual poupando-se os verdadeiros criminosos e punindo vítimas de suspeitas pueris.