Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 5 de julho de 2026

A paranoia que virou real


A paranoia anti comunista ganhou força nos EUA logo após a morte de Franklin Delano Roosevelt, bem como a ascensão de seu vice Harry Truman, um fascista de dar inveja ao recém esquartejado 'Duce'.

Desde então, esse fantasma foi o maior suporte ideológico do conservadorismo, sustentado na indústria da alienação que despejou seu lixo pseudo cultural pelos quatro cantos do mundo e até hoje é hegemônico em certos países.

Nessa perspectiva, o discurso de Donald Trump, ontem, a quando dos 250 anos da passagem da independência das 13 colônias do domínio do império britânico, foi o mais pertinente já feito, nesses 81 anos da trajetória dessa assombração anti comunista.

De fato, a China atualmente lidera um bloco de países que não mais submetem-se bovinamente à ordem emanada do Plano Marshall, consolidando uma nova ordem mundial possível, em que o dólar, o comércio e o poderio militar estadunidense deixam paulatinamente de ser hegemônicos.

Portanto, o comunismo que assombra Trump é muito mais perigoso para o fascismo estadunidense do que aquele que embalava as atrocidades de Truman; hoje, o temor orquestrado e propagandeado artificialmente outrora, tornou-se a tendência do mundo e pode consolidar-se ainda no mandato desse que pode ser o derradeiro chefe dessa ordem carcomida e decadente. Que tal?

Aliados do El Niño


Instado pelo STF a apresentar um programa de enfrentamento às intempéries que virão junto com o El Niño, o governo federal apresentou seu plano.

O mesmo fez a Defesa Civil, demonstrando elevado senso de responsabilidade social e respeito ao papel que cumpre no auxílio à sociedade civil brasileira.

Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos estados e das capitais brasileiras, até aqui, salvo melhor juízo, alheios ao esforço preventivo contra as catástrofes que aquele fenômeno pode causar.

Cá no Pará, por exemplo, a governadora foi na contramão dessa preocupação, optando pelo eleitoreirismo vulgar ao investir-se no papel de super prefeita distribuindo asfalto no atacado por dezenas de municípios.

Segue, obviamente, as ordens de seu chefe político, um defensor ferrenho do agronegócio predador e para quem a cartilha neoliberal é a bíblia do desenvolventismo nefasto que vive de mãos dadas com a grilagem e garimpo ilegal, entre outras práticas infames. Lamentável!

terça-feira, 30 de junho de 2026

Deveria chamar-se "avenida Adhemar de Barros"


Definitivamente, essa obra alcunhada de 'avenida Liberdade' nada tem a ver com o espírito da COP30, devido ao seu caráter predatório.

Objeto de inúmeros protestos, tratou-se de mera realização da vontade autoritária de um governador que desprezou todos os parâmetros do bom senso e do respeito ao meio ambiente.

Portanto, sua interdição prematura poucos meses após ser dada como concluída dá bem a dimensão rapace de sua realização: inútil, custosa e marcada por uma ação entre amigos altamente suspeita.

Um consórcio de cinco empresas para fazer um serviço tão imundo, só podia ter entre os beneficiários dessa fábula em dinheiro um doido por dinheiro integrante da entourage legislativa do governador, por sinal, tornado inelegível para outubro próximo. Lamentável!

Nascido do odor equino


Em tempos de arroubos anti democráticos, sempre tem alguém querendo ressuscitar momentos históricos marcados pela exclusão como solução para o presente.

Aqui no Brasil, um celerado investido em mandato parlamentar recentemente defendeu que beneficiários do programa Bolsa Família deveriam ser proibidos de votar.

Nos EUA, fanáticos religiosos ora defendem que mulheres sejam excluídas das listas dos aptos ao voto porque, segundo esses beócios, elas geralmente erram, sem que exista algo que meça o erro ou acerto.

Óbvio que essa defesa do voto censitário é propriedade privada da direita à extrema direita no espectro político, frequentemente incomodados com o fato da democracia, particularmente no Brasil, comportar um povo bem mais numeroso do que esses patifes gostariam.

O voto universal é uma conquista histórica e dele depende um regime democrático, cada vez mais consolidado quanto mais a vontade soberana de uma nação o sustenta, desprezando arroubos autoritários extemporâneos de descendentes de gorilas impostos à força como governantes, rebentos que não passam de teratologia genético/ política, daí serem absolutamente desprezíveis. 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Reincidência delinquente


Repercutiu nacionalmente na grande mídia, embora as afiliadas locais desta obviamente tenham omitido a notícia, o uso indecente que Helder Barbalho faz de aeronave de empresário que mantém contratos com o governo do Pará.

É mais um crime cometido por alguém que já fez propaganda ilegal e extemporânea em estádio de futebol, idem em evento oficial transformado em palanque eleitoreiro, algo que precisa urgentemente de um freio para quem a lei parece ser potoca.

Urge, enfim, que a justiça eleitoral  retome a higidez do processo e imponha condições iguais a todos os que disputarão as eleições em outubro próximo.


domingo, 28 de junho de 2026

Predadores do universo


Mais de mil pessoas já morreram na França, vitimadas pela devastadora onde de calor que ora assola toda a Europa; ontem(27), a Dinamarca registrou o dia mais quente de toda sua existência.

Eis aí a profecia do 'cabra da peste' realizando-se parcialmente na sua forma mais devastadora da ação autodestrutiva do ser humano, que segue trabalhando contra o equilíbrio ecológico e a favor do aumento gradual das temperaturas nos quatro cantos do mundo.

Com efeito. O mar está virando sertão, mas a recíproca não está sendo verificada, restando esforços quase isolados como o do atual governo brasileiro, cuja visão preservacionista ainda nos permite mitigar situações extremas provocadas por iniciativas políticas pseudo desenvolvimentistas.

Quando o fascista Donald Trump, de forma debochada e imbecilizada, chama equipamentos de captação de energia eólica de 'cata ventos' certamente expõe a descrença neoliberal nos riscos que ameaçam a humanidade, renovando sua(dele) profissão de fé na longa duração do império dos combustíveis fósseis.

Claro que não viverá para ver a merda que fez, mas seu nome ficará na história como um dos mais destacados agentes a atuar pela extinção da espécie humana.

A complicada situação do palanque mineiro


Marília Campos, ex prefeita de Contagem(MG), não aceitou colocar seu nome na disputa pelo governo mineiro e segue candidata ao Senado.

E o PT segue sem formar seu palanque à sucessão estadual, depois que o escorregadio Rodrigo Pacheco recusou o convite de Lula para ser seu candidato.

Marília defende uma composição entre PT, PSB, MDB e até o reticente PDT a fim de formar uma frente que apresente um projeto alternativo à rifa neoliberal.

O estado de Minas está seriamente endividado, fruto da política rapace e privatista do desonesto Romeu Zema, necessitando urgentemente de uma nova forma de governar que coloque o estado nos eixos.

Segundo maior colégio eleitoral do país, por isso lá é fundamental que Lula consiga formar um palanque onde consiga ganhar a eleição e assim evitar que a mistura de neoliberalismo com fascismo sigam desgraçando a vida de um estado rico em recursos naturais, mas paupérrimo em governantes.