Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Trairagens e pererecas. O rumoroso caso que dormia sob a saia da impunidade


E bruscamente uma pulga foi colocada atrás de nossa orelha, a respeito de como teria votado o senador Jader Barbalho(MDB/PA) na rejeição do nome de Jorge Messias à vaga no STF.

E o que nos induz relevar essa hipótese foi a repentina cobrança por agilidade, feita pelo MPF à justiça federal, no caso do chamado Ranário Touro Gigante,  financiado com recursos da Sudam.

Segundo o MPF, naquela época(1999/ 2000) a autarquia havia repassado ao empreendimento R$9,6 milhões, todavia, menos de 40% teriam sido empregados no tal ranário, com o restante sendo desviado.

O negócio estava no nome de Márcia Cristina Zahlut Centeno, à época esposa do então deputado Jader Barbalho; este, suspeita-se, seria o verdadeiro titular do negócio das pererecas, dada sua forte influência na Sudam e fama de latin lover.

Jader, recorde-se, chegou a ser preso, juntamente com o superintendente de então, o também emedebista e ex deputado estadual Arthur Tourinho, e a Sudam extinta, recriada posteriormente sob outros parâmetros institucionais tidos como mais seguros.

Sem mais nem menos, quase três décadas após o ocorrido, eis que o Ministério Público cobra agilidade na perspectiva da conclusão desse caso, cerca de 15 dias após o Senado rejeitar o nome do atual advogado Geral da União, Jorge Messias, à vaga aberta no STF com a aposentadoria, em outubro último, do ministro Luís Roberto Barroso.

A votação da rejeição a Messias foi secreta, no entanto, o governo afirma ter condições de mapear quem votou com o governo e quem votou contra; Barbalho, ressalte-se, ausentou-se da votação- aberta- que examinava o veto de Lula ao PL da Dosimetria, na prática, um voto contrário ao governo, o que deve ter deixado Lula igual a como estamos: com a pulga que agora coça nossas orelhas. Que tal?

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Imagem de pesquisa eleitoral


Quem conhece a antológica crônica de Stanislaw Ponte Preta, a respeito da velhinha que contrabandeava motocicletas, não tem dúvidas: essas pesquisas eleitorais não passam de sacos de areia em cima de uma moto.

Ronaldo Caiado com 5% de intenções de votos? Romeu Zema com 4%? Aldo Rebelo com 2%?

Claro que isso não passa de ficção barata ficção, pretensões(descabidas) de tabulação estatística, feita à luz da mais obscura numerologia, cartomancia que utiliza baralho viciado, travestido de pesquisa estatística científica.

Elas(as pesquisas atuais) atuam como âncora da votação do campo conservador, exibidas como imbatíveis no segundo turno, quando essa numerologia artificialmente torrencial é somada quase mecanicamente e despejada no candidato que essas forças do atraso chamarão de suas na ocasião. Não dá!


Jornalixo aliado da incúria administrativa


Dessa vez, ontem(5), nem choveu tanto quanto naquele final de semana catastrófico, todavia, Belém foi novamente ao fundo.

Curioso é que jornais televisivos, e agregados midiáticos, sentenciam, 'a chuva causou estragos na cidade', em clara palmada na bunda errada.

A chuva caiu, aliás, como cai quase que diariamente em Belém durante o ano todo, mais ou menos de acordo com a época. O estrago tem digitais outras.

Elas identificam o incompetente de plantão homiziado no Palácio 'Antônio Lemos', que deveria limpar bueiros, dragar canais limpar valas, enfim, limpar a cidade obedecendo um cronograma constante do contrato vigente com a empresa encarregada desse serviço.

Afirmar dissimuladamente que a 'chuva causa estragos' significa jornalixo da pior espécie, que tergiversa a respeito da situação concreta com a clara finalidade de promover um álibi que inocente os verdadeiros responsáveis, adotando uma postura abstrata e cínica a respeito.

Canais transbordando, ruas que viraram rios, bueiros que jorram lama fazem parte do combo de sofrimento imposto à população, com efeito, têm solução concreta no dia a dia de uma administração pública, não é o caso de Belém em que um alcaide alheio ao cotidiano da maioria da população desgoverna a cidade.

A chuva nada tem a ver com essa iniquidade.

domingo, 3 de maio de 2026

Coronelismo, eleitoreirismo e reforma de escolas


É nítido que a governadora paraense vai mal das pernas eleitoralmente, conforme atesta sua agenda escandalosamente eleitoreira.

E quem diz isso é a mídia familiar do governador de fato, ao impor atividades onde a tática eleitoral é adentrar em redutos onde o adversário dela está melhor. avaliado.

É o caso de Ananindeua, onde o panfleto de campanha da famiglia exalta a reforma de 15 escolas estaduais já entregues, número espalhafatoso na retórica eleitoreira adotada pelo dito panfleto.

Na prática, é no mínimo tardio o que se entrega agora, se é que estão mesmo concluindo as reformas, na medida em que há escolas em que essas intermináveis obras já se arrastam há quatro, cinco anos.

Enfim, é aquela velha prática de que tudo conosco recomeça agora, não por acaso período eleitoral, prometido demagogicamente que 'daqui pra frente tudo vai ser diferente'; e assim se passaram 32 anos, atravessamos de um século para outro e eles ainda vivem(nababescamente) de promessas. Credo!

A atávica nostalgia dos boçais


Se fosse sério, seria uma das maiores atrocidades políticas já verbalizadas por um governante, embora o ardil pra chamar atenção não apague a calhordice contida nas palavras.

Com efeito, o objetivo foi atingido e Romeu Zema, o infame ex governador de Minas Gerais, foi objeto de críticas aqui e alhures, porém, sua fala em favor do trabalho infantil faz parte dele.

A imagem utilizada, de garotos vendendo jornais nos EUA, deve ser memória de filmes dos anos dourados de Hollywood e hoje já seja coisa do passado, mesmo na terra do tio Sam onde leis trabalhistas nunca foram modelo para o mundo.

Todavia, esse misto de viralatice e escravagismo inoculado na mente tacanha de um vil agiota reflete não só um, mas dezenas de integrantes de um segmento da elite brasileira que atavicamente sente saudades dos tempos em que o Brasil era o maior importador de navios negreiros. Triste!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Assim estava escrito


Dos 17 deputados federais paraenses, apenas 4(Airton Faleiro,Celso Sabino, Dilvandra Faro e Elcione Barbalho) votaram pela manutenção do veto de Lula ao PL da Dosimetria.

A extrema direita votou em peso contra Lula e o MDB dividiu-se entre o explícito e o sorrateiro: metade votou contra o veto e outra metade escafedeu-se malandramente do Plenário.

Até o senador Jader Barbalho colocou-se contra o governo e fugiu da sua responsabilidade de manter a punição contra golpistas de 8 de janeiro de 2023, optando pelo autoritarismo e contra a democracia.

Como se vê, no Pará a direita uniu-se com a extrema direita contra o governo Lula, como ocorreu em 2016, quando uma articulação do gatuno Michel Temer depôs uma presidenta honesta e colocou em seu lugar uma quadrilha de ladrões. Haverá desdobramentos eleitorais.

'Os Traíras'


Dentro do mapeamento do governo Lula para saber quem protagonizou a minissérie 'Os Traíras', o governo identificou o MDB, PSD e o neo socialista Rodrigo Pacheco como os principais.

A partir de segunda feira(4), poderemos ter mudanças em cargos de todos os escalões governamentais, com a exoneração talvez lenta, gradual e segura de todos aqueles indicados pelos envolvidos.

Em tempo: no MDB, o governo está magoado com os Calheiros, Renan pai e filho, que teriam votado contra Jorge Messias, em respeito ao nome que defendiam, Bruno Dantas, do TCU, preterido desde cedo.

Todavia, não esqueçamos do MDB/PA, por exemplo, onde só a deputada Elcione Barbalho votou pela manutenção do veto de Lula ao PL da Dosimetria, o restante da bancada, na Câmara e no Senado, votou contra Lula.

Certamente voltarei ao assunto, à medida que as visões forem clareando.