Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Um partido em movimento: novas lideranças apontam os caminhos para o futuro


Aos 46 anos, maior partido de esquerda da América Latina, o PT busca estar em sintonia com a transformação social do mundo e do país. “Nós temos que valorizar tudo aquilo que o PT construiu nos 46 anos da sua existência, mas temos que entender o que a sociedade espera de nós no século 21”, defende o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Estar atento à agenda do século 21 é também compreender que a transição geracional de lideranças é fundamental para que o Partido dos Trabalhadores siga se renovando. “Nós temos que fazer uma transição das nossas lideranças, porque o sucessor do presidente Lula tem que nascer desse processo”, enfatiza o presidente Edinho Silva. “Juventude não é apenas um recorte de idade. Juventude é inquietude, é vontade de mudança e de transformação. Juventude é um sentimento. E eu quero que o PT seja um partido muito jovem.”

Nas eleições municipais de 2024, o PT elegeu mais de 3.100 vereadores em todo o Brasil, incluindo 561 jovens com até 35 anos, reforçando a tendência de renovação nos quadros. A Redação do PT traz depoimentos das novas cabeças do partido, parlamentares e lideranças de diversas regiões do país, que apontam suas expectativas sobre o futuro.

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‘O PT reúne passado, presente e a construção de um futuro’

Maíra do MST, Vereadora do PT no Rio de Janeiro

Divulgação

“A política é parte fundamental da sociedade. A política organiza nosso trabalho, nossa vida, desde o preço do pão até os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Tudo é política! Se a gente não se engaja, não participa, alguém vai participar e decidir por nós. Por isso, é fundamental que nós, mulheres, jovens e da classe trabalhadora participemos para fazer valer os nossos interesses. Não entendo a política apenas pelo ponto de vista da representação institucional. A politica está nas mais diversas formas de organização: movimentos sociais do campo, como o MST, associações de moradores, coletivos de juventudes, movimento estudantil, grupos feministas, LGBTs, culturais, movimento negro… onde há sociedade, há política! Por isso eu escolhi o PT!

Pra mim, o PT é uma das maiores expressões de organização popular da classe trabalhadora do século. É um partido que reúne passado, presente e que vem representando a construção de um futuro longe do autoritarismo e do ódio de classe propagado pela extrema direita. O PT que eu quero para o futuro precisa estar conectado com os verdadeiros anseios e pautas dos trabalhadores. Um partido que esteja atento às demandas da juventude, como o acesso à educação, a tarifa zero; que entenda as urgências das mulheres trabalhadoras, que sofrem com o racismo e a misoginia. Acredito também num partido que defenda seus princípios, como a defesa dos direitos humanos. Eu, enquanto vereadora do Rio de Janeiro, um local que sofre com políticas de extermínio e com o discurso do “bandido bom é bandido morto”, acredito numa política de segurança pública pautada nos direitos sociais e na cultura nas favelas. Um PT que defenda a Reforma Agrária como parte central da política de combate à fome, de garantia da soberania e da segurança alimentar. O PT que eu quero para o futuro precisa aprofundar sua política de renovação, ampliando os espaços de formação, participação e decisão para a juventude. Um partido que reconheça o papel dos jovens parlamentares, militantes e lideranças sociais na construção de novas formas de fazer política, sem abrir mão de seus princípios históricos.” 

Quero um PT que siga fiel à sua origem, sem medo de se atualizar

Pedro Rousseff – Vereador – PT/Belo Horizonte (MG)

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“A política é o único instrumento capaz de promover uma transformação social real e duradoura. A militância, a organização e a disputa de ideias são fundamentais, mas é quando essas lutas chegam aos espaços de poder que elas se transformam em políticas públicas concretas, capazes de mudar a vida das pessoas. Foi isso que o PT fez ao longo dos últimos anos: enfrentou desigualdades históricas, ampliou direitos, colocou o povo pobre no orçamento e permitiu que milhões de brasileiros e brasileiras tivessem acesso a oportunidades que antes eram negadas. Além disso, eu escolhi fazer essa luta pelo PT também por uma referência pessoal e política muito forte, que é a trajetória da minha tia, Dilma Rousseff. A Dilma representa, pra mim, a política feita com seriedade, compromisso público e coragem. Uma mulher que enfrentou a ditadura, dedicou a vida à construção do Estado brasileiro e que, mesmo diante de ataques injustos e de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade, nunca abriu mão da defesa da democracia e do interesse nacional. Essa história não é só familiar, ela é parte da história do país, e é uma inspiração permanente pra seguir acreditando que vale a pena fazer política com princípios e responsabilidade.

Eu quero um PT que siga fiel à sua origem, mas que não tenha medo de se atualizar. Um partido que entenda que a juventude hoje vive sob precarização do trabalho, crise climática, violência, ansiedade e falta de perspectiva de futuro. Não basta falar para a juventude, é preciso construir com ela.O desafio não é só melhorar a comunicação, embora isso seja importante. É fortalecer a participação, disputar valores, estar presente nos territórios, nas escolas, nas universidades, nas periferias e também nas redes. O PT precisa seguir sendo um partido de base, mas preparado para enfrentar os desafios do século XXI: tecnologia, soberania digital, transição ecológica e democracia num mundo cada vez mais radicalizado. Conectar com as novas gerações é mostrar, na prática, que a política ainda é capaz de mudar a vida das pessoas.”

O PT precisa se abrir como um espaço de experimentação de novas ideias

Eugenia Lima, vereadora do PT Olinda (PE) 

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Acredito na política porque ela é, antes de tudo, a ferramenta coletiva de transformação da realidade. Eu poderia ter escolhido outros caminhos, mas nenhum tem o poder de mudar a vida de milhões de pessoas de forma estrutural como a política pode fazer. Minha geração cresceu vendo o que a política pode realizar. Com os governos do PT vimos o Brasil sair do mapa da fome, milhões acessarem a universidade, famílias conquistarem sua casa própria. Isso é projeto político. Lula e o PT foram a principal força motriz desses projetos. Fazer política pelo PT é herdar essa história de lutas. Meu mandato em Olinda resgata práticas que estão no DNA do PT. Nossas principais propostas nascem de reuniões de bairro, de escuta ativa feita nos segmentos sociais e culturais. Quero que as pessoas em Olinda voltem a acreditar que a política pode, sim, melhorar seu bairro, sua rua, sua vida.

O PT que eu quero e pelo qual luto é um partido que seja, ao mesmo tempo, fiel à sua história e ousado na sua reinvenção. Fiel aos princípios de defesa dos trabalhadores, da democracia e da justiça social. Ousado em seus métodos, em sua comunicação e em sua capacidade de dialogar com os anseios mais profundos da sociedade. Temos desafios pela frente. Nossa defesa intransigente dos direitos humanos precisa ser tão veemente na defesa do meio ambiente, da diversidade e do combate ao racismo, ao machismo e à violência digital quanto sempre foi na defesa do salário mínimo e melhores condições de trabalho. O  PT precisa, também, se abrir como um espaço de formação política crítica, de experimentação de novas ideias e de protagonismo real. Precisamos de jovens não só filiados, mas formados para disputar ideias em todas as arenas. O PT deve ser a trincheira mais avançada da ética na política. Isso significa transparência radical, financiamento coletivo, mandatos compartilhados e uma prática cotidiana que mostre que somos diferentes. O PT que eu sonho é um partido que não tenha medo do novo, que dialogue com a consciência das ruas, que abrace a tecnologia para democratizar o debate e que, acima de tudo, continue sendo a principal ferramenta de construção de um mundo onde caibam todos. Essa é a esperança que me sustenta todos os dias.”

Quero um partido que mantenha seus pés fincados no barro, nas periferias

Dandara Tonantzin, Deputada Federal, PT/Minas Gerais

Divulgação

“Eu não cheguei até aqui por um projeto individual, mas como fruto de uma construção coletiva, vinda das lutas estudantis, do movimento negro e da defesa da educação pública. Para uma mulher negra, jovem e vinda da periferia, ocupar esses espaços de poder é um ato de resistência e uma necessidade urgente de pautar quem sempre foi silenciado pela história oficial. Minha escolha pelo Partido dos Trabalhadores se dá por uma identificação profunda com a sua trajetória, que nasceu das mãos dos trabalhadores e que teve a coragem de implementar as maiores políticas de inclusão social deste país. Estar no PT é dar continuidade ao legado das cotas raciais, do Prouni e da valorização do salário mínimo, mas com o frescor de uma nova geração que sabe que precisamos avançar ainda mais no combate ao racismo estrutural, na defesa do meio ambiente e na garantia de que a juventude negra permaneça viva e com oportunidades.

O PT que eu projeto para o futuro é um partido que tenha a coragem de ser cada vez mais a cara do Brasil: negro, feminino, jovem e popular. Quero um partido que não apenas dialogue com as instituições, mas que mantenha seus pés profundamente fincados no barro, nas periferias e nos movimentos sociais, renovando sua capacidade de indignação e de esperança. O desafio de se conectar com as novas gerações passa por entender que a juventude de hoje vive novas formas de precarização, como a “uberização” do trabalho, e que ela busca respostas para a crise climática e para o genocídio da juventude negra. Para vencer esse desafio, o partido precisa dominar a linguagem da era digital sem perder a essência do olho no olho, combatendo as fake news com a verdade das nossas entregas. Precisamos ser o partido que pauta a tecnologia a serviço da vida, que defende uma educação pública conectada com os novos tempos e que aprofunda radicalmente a democracia interna, abrindo passagem para que novas lideranças: mulheres pretas, quilombolas, indígenas e LGBTs, não sejam apenas quadros de apoio, mas as protagonistas das decisões. O futuro do PT depende da nossa capacidade de mostrar que a política ainda é o melhor caminho para mudar o mundo, transformando a rebeldia da juventude em força transformadora dentro do projeto democrático e popular.”

Quero um PT que fale com a juventude a partir de suas vidas reais

Ana Julia Pires , Deputada Estadual, PT/Paraná 

Foto: Rodrigo Fonseca

“A gente está muito acostumado a ouvir as pessoas dizerem que a política não muda nada e que a política não importa. Na realidade, eu acredito na política porque eu sempre enxerguei que é a única ferramenta que os trabalhadores têm para conquistar os seus direitos. Nós não temos dinheiro, nós não temos influência, nós não temos capital social, cultural, financeiro ou qualquer uma dessas coisas que é importante para as elites. Tudo o que nós temos são as ferramentas para mobilizar a sociedade. Tudo que nós temos para mudar qualquer coisa que seja é através da disputa política, é disputando esses espaços e podendo, dessa forma, colocar o que nós precisamos melhorar na vida das pessoas. Escolhi o PT para fazer essa luta, porque na realidade o PT me escolheu antes. Eu sou filha de trabalhadores, neta de trabalhadores, conquistei tudo que tenho na minha vida, tudo que eu sei da minha vida vem através do fruto do suor do trabalho. A gente sabe que ainda está muito longe de viver uma sociedade justa, de viver uma sociedade igualitária, de viver uma sociedade que respeita as mulheres.

Quero um partido fiel à sua história de luta, ao projeto que elegeu o presidente Lula e reconstrói o Brasil, mas cada vez mais conectado com as novas gerações. Um PT que fale com a juventude a partir das suas vidas reais: educação pública forte, trabalho com direitos, saúde mental, igualdade para as mulheres e combate às desigualdades. O desafio é construir uma verdadeira transição geracional: atualizar caminhos sem perder raízes, somando a experiência de quem fez o partido nascer com a energia de quem está chegando agora. Disputar as redes com verdade, fortalecer a base e abrir espaço para mais jovens nos espaços de decisão. A nossa tarefa é unir gerações para que o PT siga sendo esperança concreta. Com diálogo, responsabilidade e coragem para transformar, mantendo o que nos trouxe até aqui e abrindo espaço para o Brasil que está nascendo agora.

O PT do futuro precisa acolher a diversidade em sua plenitude

Thainara Faria, Deputada Estadual , PT/São Paulo

Divulgação/Alesp

“Eu sou de uma geração que colheu os frutos dos governos do PT, sou resultado das políticas públicas implementadas nos governos Lula e Dilma. Acredito na política como instrumento de mudança real na vida das pessoas e, sendo beneficiária de programas como o PROUNI, o Minha Casa, Minha Vida, não haveria outro partido que não fosse o PT para construir o modelo de país que acredito. Penso que os partidos de esquerda, como um todo, têm hoje um grande desafio: a aproximação real com a sociedade, em especial com a juventude. Falar a língua dos jovens exige, antes de tudo, saber ouvir o que eles têm a dizer, compreender suas demandas concretas e estabelecer canais de diálogo que não reproduzam uma comunicação vertical, de cima para baixo.

O PT é um partido em constante construção e precisa se reinventar diante das dinâmicas e dos modos de organização das novas gerações. Enquanto isso, a direita, com discursos superficiais e simplificadores, tem ocupado espaço, promovendo a alienação e a manipulação política. Romper com essa lógica do diálogo raso e avançar no aprofundamento dos temas passa, necessariamente, pela criação de espaços reais de escuta ativa, inclusive por meio do uso crítico e estratégico das novas tecnologias. Essa tarefa é urgente. O PT do futuro precisa, de fato, acolher a diversidade em sua plenitude, garantindo ambientes livres de qualquer forma de desigualdade de gênero e raça. A democracia que queremos construir e o partido que buscamos fortalecer devem ter esse compromisso como norte.”

O que quero para o futuro é um PT que se reinvente sem perder a essência

Kaique Ara, Vereador do PT em Camaçari (BA)

Divulgação

É pela política que a gente consegue reduzir as desigualdades sociais, reparar as questões históricas do nosso país. Não tenho dúvida que a política é o melhor caminho para que a gente possa proporcionar ao povo brasileiro qualidade de vida. Escolhi o Partido dos Trabalhadores por compreender que esse é um partido que dialoga com o que eu penso, é o que consegue me apresentar um programa para a sociedade, para as pessoas mais pobres desse país, para as pessoas que precisam melhorar de vida, melhorar suas condições de vida, e a população negra, a população LGBT, as mulheres, a nossa juventude periférica, tem neste partido uma perspectiva de futuro, sem dúvida o partido representa isso para a minha geração, para a geração de novos petistas que compreendem nesse partido a perspectiva de um futuro melhor para o Brasil. O PT que eu quero para o futuro é um PT que continue se atualizando, que tenha a capacidade de se reinventar, mas sem perder sua essência, sem perder suas origens, sem desconhecer suas raízes.

É óbvio que para as próximas gerações ter um partido que dialogue de forma tecnológica, de forma inovadora, compreendendo os desafios da sociedade contemporânea é fundamental. E eu enxergo isso no PT. Eu enxergo que a nossa juventude, as gerações que têm assumido papel de protagonismo, não só nos parlamentos do Brasil afora, mas também nas assembleias legislativas, na Câmara Federal, é quem vai fazer esse partido ter mais longevidade e poder proporcionar ao nosso povo a capacidade de enxergar a sua condição de mudança de vida para melhor. É esse partido que eu quero, é esse partido que eu construo todos os dias.”

Conectar o PT com essas novas gerações é falar de coragem, de ousadia

Camila Moreno, direção executiva nacional do PT

Divulgação/Site PT

“Só a política é capaz de transformar a sociedade. A gente precisa enfrentar as desigualdades, enfrentar as opressões, a gente precisa construir um mundo melhor e mais justo para todos e todas. É por isso que eu acredito no PT. Foi através do PT que eu vi a periferia chegar à universidade, vi as famílias terem direito a viajar de avião pela primeira vez, eu vi o salário ficar mais justo para as famílias trabalhadoras. A política tem que ser feita com compromisso popular, com compromisso de transformação. Nós não somos o maior partido de esquerda da América Latina à toa. A gente representa um compromisso real com a vida do povo. O PT é uma ideia de país que sobreviveu a muitos ataques. Disseram que a gente acabaria quando o PT foi fundado, disseram que a gente acabaria quando Lula perdeu a eleição em 89, que a gente acabaria no início do governo Lula, e que acabaria depois do golpe contra a presidenta Dilma. Foi no PT que eu aprendi que a gente precisa organizar a nossa raiva e a nossa indignação. Foi no PT que eu aprendi que ninguém muda o mundo sozinho.

Então, dizer que eu sou de uma nova geração que constrói o PT não significa negar o que veio antes. Mas, sem dúvida, todo instrumento precisa atualizar a sua forma de construção. É por isso que a gente precisa também acreditar que tem uma nova geração construindo o PT com as mesmas ideias que fundaram o nosso partido. A gente tem uma juventude pulsante na Camila Jara, na Dandara, nossas deputadas federais. Na Laura Sito, nossa deputada estadual. Temos, nas câmaras municipais, nomes como a Brisa em Natal, como a Tainá de Paula, no Rio de Janeiro. A gente tem que contaminar mais pessoas com a ideia de que é preciso construir o Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores.Se muito vale o que foi feito, mais vale o que será, já dizia Che Guevara. Precisamos falar do fim da escala 6×1, defender a tarifa zero, que as pessoas têm direito a viver bem e não apenas resistir e trabalhar. Conectar o PT com essas novas gerações é falar de coragem, de ousadia, é atuar em pautas concretas e falar de sonho. As ideias que fundaram o PT estão muito vivas e a gente ainda precisa transformar esse mundo.” 

Germana Accioly e Ramíla Moura, para a Redação do PT.

Hora de virar o jogo na Região Sul


A esquerda deu um salto de qualidade na Região Sul e parece, eu disse parece, que formará chapas altamente competitivas nos três estados.

No RS, por exemplo, anuncia-se uma composição com os nomes de Juliana Brizola(PDT), governadora; Adão Pretto(PT), vice; Manoela D'Ávila(PSOL), Senado e Paulo Pimenta(PT), Senado.

Já no Paraná, Roberto Requião Filho(PDT) é o candidato ao governo do estado com o apoio de Lula, fazendo parte da composição, como candidata ao Senado, a petista Gleisi Hoffmann, faltando fechar a chapa.

Em Santa Catarina ainda não há uma composição consolidada, todavia, há a perspectiva da formação de uma chapa bastante forte, principalmente agora que a extrema direita rachou, depois que escantearam Carol de Toni, em proveito do Carluxo.

Lembrando que, em 2022, Boçalnaro obteve mais de 2,9 milhões de votos a mais que Lula no Sul, mais de 58% dos votos da região foram dados ao fascista, porém, agora a tendência é queda vertiginosa nessa diferença, quiçá até com virada. A conferir.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O fator rejeição como elemento fundamental nas eleições


Além do desgaste provocado pela exposição, é fato que quem governa precisa de muito trabalho pra superar a situação.

Nesse sentido, mesmo considerando baixa a rejeição da candidata do governador do estado, ainda assim ela lidera nesse quesito.

Com efeito, com cerca de 20% do eleitorado afirmando que não pretende votar em Hana Ghassan, a candidata de Helder, somados aos mais de 30% que ainda estão indecisos, é fato assaz preocupante essa situação.

Ainda mais quando o líder das pesquisas, com 10% de vantagem sobre ela, tem uma rejeição abaixo dos 10%, o que atesta a preferência do eleitorado pelo desconhecido, ainda mais quando esse desconhecido é bem avaliado em outra situação.

Tá resolvida a eleição? Longe disso. Além da máquina do governo do estado nas mãos, todos sabem que o MDB é bastante hábil no uso das suas armas, além de contar com a mídia coorporativa, já sem a força de outrora, porém, sempre ávida por desgastes alheios.

Enfim, mal demos a largada nessa corrida que só terminará daqui a oito meses. No meio dela, teremos ainda o velho e sempre badalado horário eleitoral, chamado erroneamente de gratuito; haverá também a rodada de debates televisivos, outra ferramenta que costuma influenciar. Fortes emoções nos aguardam.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Resultado da pesquisa Doxa não apresenta grandes novidades


O Instituto Doxa publicou sua primeira pesquisa de intenção de voto, neste ano, à sucessão de Helder.

Não há qualquer diferença significativa da publicada, pelo mesmo instituto, nos últimos dias do ano passado.

O candidato do PSB, Daniel Santos, segue na dianteira com 32,1% das intenções de voto; Hana Ghassan, do MDB tem 22,2%; Mario Couto, do PL, tem 16,7% e Araceli Lemos, do PSOL, tem 2,9%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, apresentando uma margem de erro de 3,1%, realizada em todas as regiões do estado, registrada no TRE sob o número PA06964/2026.

Chama a atenção que, pela larga margem de erro, o candidato do PL pode até estar à frente da candidata do Helder, isto é, Couto pode ter 19,8% e Hana 19%, mas isso é muito mais problema da pesquisa do que eleitor.

O mundo mágico do Barbalhismo


Que merda de jornalixo alienante é esse do tal DOL, certamente extensivo à toda a RBA(Rede Barbálhica de Aleivosias)?

Você vai as redes sociais e depara-se com as narrativas mais pungentes, acompanhadas de imagens deprimentes, a respeito do estado lastimável em que ficou Belém depois de uma chuva torrencial.

Aí, vai naquele que se diz o portal de notícias mais completo e o que encontra? notinhas a respeito do BBB, da sub celebridade que está saindo com outra, notas sobre concursos, treinos dos times paraenses, enfim, fuga total do papel de informar a população aquilo que lhe interessa.

Claro que a omissão criminosa, pra variar, tem intenções meramente politiqueiras, diante do fiasco que foi a unção de um vassalo resignado aos ditames do governador como alcaide da capital, isto é, a velha omissão que esconde os fatos para mitigar a incompetência do responsável pelo caos.

Foi-se o tempo em que o tendencioso Jornal Nacional arrotava, 'se não deu aqui, não aconteceu'; hoje até eles estão obrigados pela necessidade de sobrevivência a noticiar o que outrora era impensável, pois sua audiência foi reduzida em 2/3 do que ostentava; quanto mais essa quitanda midiática bereré que é o DOL.

Ágeis em desancar desafetos, laborar pra destruir reputações e distorcer a verdade dos fatos, até usando a máquina pública que aparelharam, como no caso da proibição da circulação dos ônibus refrigerados em 2024, com evidente finalidade eleitoreira, agridem a população com a priorização dessas quinquilharias factuais, como se fossem coisas sérias e do interesse geral. Não dá!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Negócios em família


Pelo andar da carruagem, as coisas não estão nada boas para o Chief Executive Officer(CEO) do PT /Pará e ainda senador da República, Beto Faro.

Segundo informa o jornalista Olavo Dutra, em seu blog, o ministro terrivelmente evangélico do STF, André Mendonça, atualmente também atuando no Tribunal Superior Eleitoral, será o relator do recurso impetrado por Beto contra sua cassação pelo TRE do Pará.

Tanta celeridade não ajuda em nada aqueles que adoram a lentidão judicial, portanto, nada pior do que um processo que chegou ao TSE em dezembro já estar caminhando, guiado por alguém em teoria desafeto.

Beto está condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará por compra de votos, em sua eleição para o Senado Federal(2022), por 5x2 votos dos conselheiros do TRE, em maio do ano passado, podendo seu recurso ser julgado ainda este semestre pelo TSE.

Caso a decisão do tribunal regional seja ratificada pelo TSE, haverá novas eleições, pois a decisão condena toda a chapa de Beto naquela eleição; daí os rumores dando conta que o titular do cargo mais alto da empresa Barbalhos & PT do B(Beto) já esteja articulando a candidatura da própria esposa para sucede-lo, bem como do filho pra ficar no lugar da esposa. Credo!

PS: a alcunha de ceo colei de um texto assaz espirituoso do amigão e camarada Charles Alcântara, a quem agradeço a colaboração, embora esta não o responsabilize pelo que aqui é exposto; apenas é aquela responsabilidade confuciana de quem torna pública sua manifestação. A partir daí, interpreta-se.


Trairagens à vista


Título de matéria publicada pela folha da ditabranda (FSP) diz que o Republicanos(partido do Tarcísio) apoiará o 01, mas deixará uma porta aberta para Lula.

Lembra a eleição presidencial de 2010, quando PSDB e mídia paulista fecharam as portas para o plebiscito sugerido por Aécio, para escolha do seu candidato, pois SP já havia escolhido Serra.

Resultado, quando o paulista foi a MG lá não encontrou o então governador Aécio, não encontrou apoio político de sua própria legenda por lá, constatando que sua eleição já havia feito água.

Desconfia-se que o atual governador paulista usará a mesma tática contra o 01, claro que não com a mesma arrogância de Aécio, pois é dependente químico do boçalnarismo, sem este morre por raquitismo político.

O mais certo é que terceirize a trairagem, daí já ter colocado o presidente estadual de seu partido como o manda chuva da sua Casa Civil, por onde passam as tratativas políticas que podem deixar o 01 sem mandato, sem eira nem beira pra 2030.