Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Viagem insólita


Nesse universo misógino da direita brasileira, soa como viagem lisérgica do site Brasil 247 a especulação a respeito de uma chapa formada pela dupla Tereza Cristina/ Michele Bolsonaro, em substituição a Flávio 'rachadinha'.

Os filhos detestam a madrasta, a senadora é vista pela macharada partidária como subalterna, por exemplo, quais Bylinskyjs, 'Peruqiunhas', Trovões et caterva iriam submeter-se aos ditames de duas mulheres durante o sufoco de uma campanha o pré e o pós?

É tão impensável quanto a ida de Yuri Alberto para o Palmeiras, depois que o atacante manifestou sua disposição de deixar o Corinthians, ou a dona da Crefisa candidatar-se à presidência do Flamengo, enfim, trata-se de especulação que tende a morrer bem antes de ser levada em conta. Só isso.

E agora, xará do Vorcaro?


A propósito do lançamento da candidatura do Podemos ao governo do Pará(ver post neste blog no dia11), será que ainda está confirmada a presença de Flávio Bolsonaro, conforme o citado anúncio?

Com efeito, Daniel Santos, o candidato a ser lançado, está em uma saia justa diante dos últimos acontecimentos que mostram o Bolsonaro 01 expondo sua estreita ligação com o banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Então como fica? Na base do se correr o bicho pega, se ficar o bicho come?

Não esquecer que Daniel correu para os braços de Zequinha Marinho quando uma grande parte do seu eleitorado, justamente aquele segmento fundamentalista refém do anti comunismo fabricado, torceu o nariz à guinada do alcaide ananin para o centro.

Agora, diante do terremoto verificado na candidatura fascista à presidência, certamente que a midiazona local iria explorar politicamente o elo entre o candidato opositor de quem comanda essa mídia, com o mentiroso e desonesto pretendente à volta da boçalidade ao poder. E agora?


quinta-feira, 14 de maio de 2026

E continua o impasse


Na reta final para a composição de chapas que disputarão as eleições de outubro, cá no Pará, surge um impasse que pode mudar o rumo da prosa aliancista.

Segundo o jornalista Olavo Dutra, o PT regional soltou uma nota reafirmando a disposição de manter o nome do deputado estadual, Dirceu Ten Vatten, como escolha do partido à vice governadoria na chapa de Hana Ghassan.

Todavia, ainda segundo o mesmo jornalista, Helder Barbalho, candidato ao Senado pelo MDB e condutor plenipotenciário dessa composição, vê a opção por um nome oriundo de igreja evangélica como mais competitiva no momento.

De fato, convenhamos, após todas as concessões e vantagens ofertadas pelo governo federal comandado pelo PT à legenda regionalmente comandada pelo clã Barbalho, seriam suficientes para que Helder já tivesse sacramentado essa chapa.

Mas, no balanço de perdas e ganhos, o ex governador e candidato ao Senado teme reduzir sua chapa ao arranjo político que já dura quase uma década, deixando de mão beijada ao adversário e desafeto, Daniel Santos, esse enorme eleitorado fundamentalista.

Fato é que, essa indecisão já forçou a direção nacional do PT a tomar uma atitude que bate de frente com o MDB local, qual seja, a de declarar apoio à candidatura senatorial de Celso Sabino, agora no PDT, com isso obrigando o MDB a rever sua posição imperial.

Pelos recados evasivos de Helder, entende-se que ele gostaria que o PT concorresse só, na perspectiva da pulverização dos votos, o que foi tentado e não deu certo quando Barbalho lançou um monte de candidatos à prefeitura de Ananindeua, mesmo assim Daniel obteve mais de 80% dos votos.

Claro que todos sabem que uma eleição regional terá outra dimensão, onde a força emedebista em diversas regiões não permite que qualquer comparação meramente arbitrária, do tipo se deu certo aqui dará certo acolá, ignorando-se as especificidades regionais desse imenso país que se chama Pará.

Certo é que Helder quer tudo e vai usar sua influência para esticar a corda até onde der; largar o PT no meio da estrada, com o candidato favorito a um quarto mandato presidencial e dotado de uma sabedoria política inigualável seria suicídio, porém o medo das sombras sempre atormenta quem vê isso como vantagem e risco.

Desse distanciamento emedebista em relação ao PT poderia surgir, por exemplo, uma chapa que unisse o PSOL, PDT, PSB, Rede, PCdoB, Partido Verde e o próprio PT com o apoio de Lula, trazendo um discurso de inclusão social inexistente nesse estado comandado por mineradoras que lucram bilhões, enquanto populações desses municípios explorados vivem com meio salário mínimo.

Aguardemos, pois, mais um pouco até o hangar bovino soltar suas cabeças no espaço aéreo e ficarmos sabendo que acordos foram costurados. É isso.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Treta na malandragem


Muita gente vendo como ato de trairagem, Valdemar Costa Neto defender o execrado Ciro Nogueira no palanque de Flávio Rachadinha.

E é. Valdemar nunca admitiu a escolha do 01 como candidato do fascismo à sucessão de Lula, pois sonhava com uma chapa Tarcísio/ Michele Bolsonaro.

Consolidada a escolha pelo tiranete boçal, Valdemar recolheu-se, engoliu a imposição, mas deve fazer aqui, acolá, movimentos que mitiguem a escolha não digerida.

Mesmo sob risco de derrota eleitoral, bem como a perspectiva de ir para cadeia após a perda do foro privilegiado, Ciro segue sendo um cabo eleitoral importante, em outubro próximo.

Assim, ou Flávio Bolsonaro aceita ou vê o ainda senador piauiense migrar, por exemplo, pra perto de Ronaldo Caiado, uma perda significativa de votos em uma região onde o fascismo é fraco.

Enfim, estamos diante do pragmatismo de Valdemar, mestre na minimização do discurso anti corrupção, contra a hipocrisia e mentiras do 01 que podem ser desmascaradas ao longo processo, com consequências ainda mais adversas.

Bancada da Bala quer recursos do FGTS usados para compra de armas


Quando se pensa que tudo já foi exibido, eis que o fascismo à brasileira surpreende e produz mais uma estupidez impensável pelo bom senso.

A Comissão de Segurança Pública, da Câmara Federal, aprovou um projeto que autoriza que trabalhadores possam usar o FGTS para compra de armas de fogo.

De autoria do deputado Marcos Pollon(PL/ MS), aquiescido no relatório do delegado Paulo Bylinskyj(PL/ SP), a bizarra matéria agora rumará às comissões de Finanças e Justiça.

Na prática, aquele dinheiro que funciona como uma poupança do trabalhador para uso em situações excepcionais( compra da casa própria, contrair matrimônio etc), agora poderá ser desviado para favorecer a nefasta indústria armamentista.

É a barbárie imiscuindo-se em uma sociedade civilizada a fim de mostrar-se como prioridade coletiva a favor da consolidação da lei do mais forte, através da naturalização do recurso à justiça individual, prescindindo-se tanto da segurança pública quanto da justiça, com consequências trágicas à toda sociedade. Lamentável!

terça-feira, 12 de maio de 2026

Deixem o nosso jambu em paz


Que esses rumores dando conta que o jambu é um "botox natural" não nos desfalque desse item fundamental das nossas iguarias inigualáveis.

Sabe-se que o que não falta é gene de pele enrugada querendo ter feições de brotinhos, pra usar expressão que classifique essa coroada de acordo com as respectivas idades.

É o mesmo risco que corre o nosso açaí, exportado pra ser consumido como energético, enquanto por aqui funciona como um indissociável aliado de Morfeu, logo após o almoço.

Infelizmente, é o risco que se corre, apagando o preço da ameaça de escassez, quando a barbárie consumista descobre as maravilhas até então privilégio gustativo exclusivo da gente amazônida.


O vale tudo eleitoreiro


Sem muito a apresentar e julgando que, daqui pra frente, o povo esquecerá o passado de trapalhadas, eis que o diário de barbalhices exalta a sanção de um projeto aprovado ainda no ano passado na Alepa o que panfleto chama de Lei da Educação Indígena.
A reporcagem, claro, não informa se essa "educação" será ministrada da mesma forma como foi pensada outrora, quando povos tradicionais ocuparam a  Seduc exigindo aulas presenciais, enquanto a orientação neoliberal propunha apresentar vídeos em forma de aulas.
Diante daquele retumbante movimento, Helder relutou, recuou mas não sancionou a lei posteriormente aprovada, o que Hana fez ontem sob os aplausos do jornalixo/ exaltação no melhor estilo 'não tem tu vai tu mesmo', superdimensionamento politiqueiro daquilo exibido como novidade.
Até mesmo porque foi por pouco que essa celebração de caráter eleitoreiro viabilizou-se, quando Lula suspendeu aquilo que o neoliberalismo helderista celebrava ignorando a luta dessas nações, fechando com a famigerada dragagem dos rios Tapajós e Tocantins, exigida pela multinacional Cargill.
Com efeito, muitos políticos ainda respiram aliviados enquanto não surge a notícia dando conta que a Anvisa proibiu a comercialização de lotes de óleo de peroba. Credo!