Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

A contrafação da democracia


Bizarrices das eleições de outubro próximo: há 29 candidatos registrados com o nome de fantasia Bolsonaro.

O oportunismo que caracteriza um punhado de demagogos, sempre incapazes de mostrar-se como quem entra na política com ideias, opta pela clonagem dessa marca infame.

São mais de duas dezenas de picaretas que nada têm a ofertar em forma de projetos, como é o caso do filho do famigerado lambaio do Jair, Hélio Negão, que concorrerá a deputado no RJ sob a alcunha Jean Bolsonaro.

Outro caso tragicômico é o do 'Bolsonaro sergipano', um aventureiro que recorre à semelhança física com o presidiário ilustre e usa o nome e a imagem do capo fascista pra mendigar votos de incautos e de perfil bovino.

Pior que isto só a artimanha do velhaco pastor/ trambiqueiro RR Soares, que espalhou cinco filhos por cinco unidades distintas da federação brasileira e os fez candidatos, malandragem que ofende o processo democrático e expõe a relação rapace que essa corja fundamentalista estabelece com o poder. Triste!

Mais um celerado desomenageado


Mais um bandido reverenciado pelos gorilas da quartelada de 1964 é despido dos encômios indevidos dispensados a ele.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) revogou o título de Doutor Honoris Causa, que havia sido outorgado ao embaixador estadunidense Lincoln Gordon.

Gordon é um dos bandidos mais repulsivos que já pisou em nosso solo, sendo embaixador de 1961 a 1968, atuava como o coordenador do golpe de 1964, e vivia distribuindo tarefas aos milicos golpistas.

Além disso, nada fez de útil pela universidade, antes, ao contrário, em muito contribuiu para o retrocesso verificado durante o golpe, quando as cabeças pensantes da UFRJ e demais universidades brasileiras foram perseguidas pela ditadura. Bem feito!


Mais do mesmo receituário fascista


E por falar em tragédia fascisto/ neoliberal, a Colômbia acaba de eleger um presidente que veste esse figurino repulsivo e já provoca engulhos.

Assolada por um terremoto de proporções dramáticas, em que milhares de pessoas encontram-se desabrigadas e carecendo de ajuda humanitária, o recém eleito saiu-se com esta.

Levou aos moradores de uma das cidades mais atingidas pelo evento sinistro bolas de futebol, e ainda marcadas com a logomarca do partido do abominável débil mental, mostrando do que esses biltres são capazes.

Ressaltando que México e Brasil ofereceram ajuda humanitária ao povo colombiano, recusada pelo patife em tela, que resolveu pedir socorro aos EUA e Israel; o primeiro ignorou a súplica e o segundo mandou pra lá seus janízaros, que desdenharam do sofrimento dos vitimados e ficaram fazendo propaganda sionista, sendo, por isso, hostilizados pela população colombiana. Patético!

A impopularidade que assola o fascismo


Uma pesquisa feita pela Reuters, para medir o humor do estadunidense em relação ao atual governo, constatou que 2, de cada três entrevistados, reprovam o atual mandatário.

Sim. A avaliação positiva do governo Trump chegou a ínfimos 33%, enquanto a reprovação atingiu impressionantes 64% de repúdio, marca registrada de governantes de extrema direita no mundo.

É a mesma (im)popularidade que atinge o bizarro mandatário argentino, Javier Milei, o mesmo que tinha o hoje presidiário Jair Bolsonaro quando governou o Brasil e foi derrotado na sua tentativa de reeleição.

Como o alcunhado 'Laranjão' não indica mudança de rota no seu jeito de desgovernar, tudo indica que, à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato e a derrota de seu partido é pintada em cores fortes, mais se teme que faça algo ainda pior.

domingo, 16 de agosto de 2026

Que bom que está ficando pior


Mesmo roubando petróleo nos quatro cantos do mundo, refinando em casa e vendendo mais caro, Donald Trump conseguiu a proeza de triplicar dentro dos EUA o preço da gasolina.

Além do derretimento do dólar como moeda de troca adotada por todo o mundo, o republicano vê o produto encarecer internamente porque as empresas estadunidenses precisam equilibrar seus balanços.

Assim, com o dólar desvalorizado e a inflação disparando, os tubarões estadunidenses não veem outra alternativa pra livrar-se do prejuízo que não majorar, triplicar, como se vê na foto, o preço do galão com cinco litros, no mercado interno.

A boa notícia, para nós que odiamos o abominável Trump, é que nada está tão ruim que não possa piorar. Ótimo!

'Pobreza e riqueza' no reino da fantasia


No post imediatamente anterior a este("Peças de Ficção"), foi referido que o ex governador e candidato ao Senado, Helder Barbalho, empobreceu cerca de R$3 milhões.

Ao ler no blog Ananindeua em Debate que Jader Barbalho Filho, irmão e sócio de Helder, é o candidato a deputado federal com maior patrimônio declarado, dentre todos os concorrentes, ficamos sabendo.

Jader Filho declarou possuir patrimônio na casa dos R$ 20 milhões, quase cinco milhões a mais que o irmão caçula e ex governador por dois mandatos, se contarmos apenas os filhos do casal Jader/ Elcione Barbalho.

Ressalte-se que essas são apenas observações ociosas, a respeito de algo que os tribunais eleitorais toleram como verdade, ainda que saibam tratarem-se de enredos caracterizados pela mais pura fantasia, contábil com propósitos demagógicos. Só isso.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Peças de ficção


E chegou o período das declarações obrigatórias de bens patrimoniais para quem quer concorrer a um mandato eletivo.

Verdadeiros exercícios de ficção, elas sempre funcionam como um biquini: mostram muto menos daquilo que a imaginação sabe existir.

No âmbito presidencial, chamou a atenção a declaração do candidato do PL, mesmo que seu patrimônio tenha crescido cerca de 350%, de 2018, ano da última declaração pra cá.

É que o bem mais valioso declarado é a mansão onde mora, em Brasília, avaliada, segundo a declaração, em R$6 milhões, metade do preço que imobiliárias garantem que aquele imóvel vale.

Aqui no Pará, chamou a atenção o caso do ex governador e candidato ao Senado, Helder Barbalho, tomado de um estranho surto de franciscanismo que o fez empobrecer nada mais nada menos do que R$3 milhões, em relação a declaração feita em 2022.

Já um dos seus adversários, o delegado Eder Mauro, mostrou que seu patrimônio cresceu cerca de 12%, da última declaração(2022 pra deste ano), embora a quantidade de imóveis que diz possuir atinja a casa dos dois dígitos, no melhor estilo boçalnarista, onde há distância entre o valor declarado e real.

Como a justiça eleitoral absorve sem fazer careta essas aberrações, tudo passa como normal, os valores declarados são dados como reais e a renda desses caras de pau vai mostrando ao país que a mentira nas campanhas começa bem  da entrada em cena, isto é, começa na hora da apresentação das dessas credenciais.