A respeito da ocultação do nome de Lula, em peças publicitárias do MDB/ PA, é preciso contextualizar para entender essa relação pendular.O MDB elegeu, para a atual legislatura, nove deputados, inclusive a mais votada que hoje já deixou a legenda, todavia, a grande maioria adversária de Lula.
Basta ver como votaram ao longo desses quatro anos , contra o veto presidencial à PEC da Anistia, por exemplo, quando a maioria emedebista votou pela derrubada do veto.
Como costumamos a ouvir em diversas avaliações políticas, esses parlamentares formam a base da direção partidária e essa precisa de muito jogo de cintura para não desagradar esse entorno
Isso seguramente agastou o governo federal, que, no momento oportuno, deu o troco e decidiu por o dedo nessa "curuba" paraense, ao apoiar o ex ministro do Turismo, Celso Sabino(PDT), para o Senado Federal, ignorando as candidaturas emedebistas.
O DNA coronelista, então, aflorou no comportamento dos filhos de Jader Barbalho e os fez levarem em banho maria até um segundo antes do apito final para a escolha do vice petista, na chapa da governadora e candidata a reeleição, o que parece ter azedado ainda mais a relação.
E é preciso que seja dito ter sido a escolha pelo deputado estadual petista Dirceu Ten Catten porque Helder Barbalho, condottiere do processo, percebeu que nenhum dos pastores evangélicos testados para fazer companhia a Hana compensava a perda de votos com migração do PT para outro rumo eleitoral.
Como se constata, uma relação tumultuada, um pote até aqui de mágoas, cujo desfecho está longe de ter acalmado ânimos daqueles e daquelas acostumados(as) apenas a ouvir, 'sim, senhor', 'sim, senhora', estando sempre em alerta para dar satisfações à base, principalmente se a fome por ministérios não for saciada. É isso.