Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Deixem o nosso jambu em paz


Que esses rumores dando conta que o jambu é um "botox natural" não nos desfalque desse item fundamental das nossas iguarias inigualáveis.

Sabe-se que o que não falta é gene de pele enrugada querendo ter feições de brotinhos, pra usar expressão que classifique essa coroada de acordo com as respectivas idades.

É o mesmo risco que corre o nosso açaí, exportado pra ser consumido como energético, enquanto por aqui funciona como um indissociável aliado de Morfeu, logo após o almoço.

Infelizmente, é o risco que se corre, apagando o preço da ameaça de escassez, quando a barbárie consumista descobre as maravilhas até então privilégio gustativo exclusivo da gente amazônida.


O vale tudo eleitoreiro


Sem muito a apresentar e julgando que, daqui pra frente, o povo esquecerá o passado de trapalhadas, eis que o diário de barbalhices exalta a sanção de um projeto aprovado ainda no ano passado na Alepa o que panfleto chama de Lei da Educação Indígena.
A reporcagem, claro, não informa se essa "educação" será ministrada da mesma forma como foi pensada outrora, quando povos tradicionais ocuparam a  Seduc exigindo aulas presenciais, enquanto a orientação neoliberal propunha apresentar vídeos em forma de aulas.
Diante daquele retumbante movimento, Helder relutou, recuou mas não sancionou a lei posteriormente aprovada, o que Hana fez ontem sob os aplausos do jornalixo/ exaltação no melhor estilo 'não tem tu vai tu mesmo', superdimensionamento politiqueiro daquilo exibido como novidade.
Até mesmo porque foi por pouco que essa celebração de caráter eleitoreiro viabilizou-se, quando Lula suspendeu aquilo que o neoliberalismo helderista celebrava ignorando a luta dessas nações, fechando com a famigerada dragagem dos rios Tapajós e Tocantins, exigida pela multinacional Cargill.
Com efeito, muitos políticos ainda respiram aliviados enquanto não surge a notícia dando conta que a Anvisa proibiu a comercialização de lotes de óleo de peroba. Credo!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Um palanque movido a bala


Peruquinha, porta voz ddo boçalnarismo no Pará, apesar de destituído da presidência do partido e Valdemar Costa Neto, anuncia a presença do 01 em Belém para o lançamento da candidatura ao governo do Pará de Daniel Santos.

Pelo visto, o delegado 'Mata Sete', quatorze, trinta e um ou mais', segundo confissão do próprio, será mesmo o candidato ao Senado pela legenda boçal, com grandes riscos de derrota, além de reduzir significativamente os votos da legenda pra Câmara.

Hora de conferir quem é quem nesse palanque que vai assumindo cada vez mais a fisionomia fascista; conferir, também, o teor do discurso do candidato majoritário, depois de presidir o PSB, visitar Paulo Rocha na Sudam, por conta disso apanhando que nem Judas em sábado da Aleluia nas redes sociais de seu eleitorado fanatizado.

Enfim, é o quadro eleitoral adquirindo feição própria pra disputa de outubro próximo, mostrando ao eleitorado quem é quem, quem está com quem e que promessas constarão de programas para além da lenga lenga moralista, sempre recheada de muita hipocrisia e ocultação dos próprios atos, algo de que o eleitorado já está de saco cheio.

domingo, 10 de maio de 2026

A lucidez necessária de Zé Dirceu


Zé Dirceu é, seguramente, hoje, o melhor analista político que assistimos  seja em palestras ou debates em redes sociais.

Só uma mídia refém da narrativa delinquente do lavajatismo impede, ou impediu, que o víssemos amiúde na tevê brasileira, mesmo sendo símbolo do petismo.

E daí? Quantos colunistas com a cara do PSDB, PP, enfim, identificados com o conservadorismo fomos obrigados a tolerar na tela, sem que tivessesm1/3 da clarividência de Dirceu.

Sua entrevista ao Opera Mundi, a respeito do quadro eleitoral que enfrentaremos em outubro próximo, é uma aula de conjuntura que todos deviam sorver como instrumento de avaliação e posterior ação.

Por exemplo, quando diz que indicadores como "emprego, renda e inflação ajudam o governo", porém, "a rotina da população, como transportes, salários, custo de vida, serviços públicos e dificuldades para fechar as contas no fim do mês" devem ser encarados como dificuldades que não se resolvem sem um discurso que alcance o conjunto da sociedade.

Por isso, entendo sua manifestação que não "devemos repetir as eleições passadas" como uma advertência à militância de ser necessário mostrar claramente o compromisso com avanços sociais que ataquem esses problemas, afinal, Lula não vem aí, mas, já está aqui e deve mostrar que é capaz de manter essa agenda da inclusão, não com auto elogio, mas apontando soluções concretas, contra um projeto que culpa o governo pelo sofrimento, no entanto, é aliado nos estados daqueles governantes que promovem um péssimo transporte coletivo, ofertam serviços públicos precários.

Eis aí o porquê daquele golpe desferido contra o PT lá atrás, em 2006, visando aniquilar Zé Dirceu, através da mídia facinorosa, legislativo corrupto e judiciário mal conduzido, baseado nas denúncias feitas pelo gangster Roberto Jefferson, que resultaram em sua destituição da chefia da Casa Civil, bem como da cassação de seu mandato de deputado federal, sabiam que Dirceu seria o sucessor natural de Lula, em 2010; mesmo assim, quebraram a cara porque o povo optou por Dilma e aí tiveram que adiar por mais quatro anos o estelionato eleitoral, fracassado, diga-se, restando-lhes apenas o recurso recorrente: golpe contra a democracia.

sábado, 9 de maio de 2026

Jagunços, parlamentares e foras da lei


 Não faço ideia quantos delegados de polícia compõe atualmente a famigerada 'bancada da bala', na Câmara Federal, mas sei que são muitos.

Sei, também, que dez entre dez desses sempre se manifestam vociferando da tribuna aleivosias que desrespeitam a legislação vigente, além de adorarem reproduzir fake news em suas respectivas redes sociais.

Diante desse comportamento fora da lei no exercício do mandato que lhes outorgou a população, fica-se pensando como agem esses servidores públicos quando estão cumprindo suas obrigações funcionais como servidores públicos.

Será que condenam antes de investigar? Será que costumam chamar de 'ladras' pessoas não condenadas? Será que a qualquer contratempo verificado no exercício funcional os leva a partir para a agressão física de quem os contraria? Enfim, o que escrevem nos inquéritos que produzem é ficção ou realidade? 

O dólar cai e contradiz previsões de um assaltante


O dólar fechando a R$4,89 é mais um robusto indicativo de que a política econômica do governo Lula III está no rumo certo.

Além do mau momento vivido pela economia estadunidense, é nítido que o Brasil experimenta situação oposta a deles sendo alvo de investimentos estrangeiros maciços.

Ao contrário do que previu, sem qualquer base factual, o hiper gatuno Paulo Guedes, o famigerado 'posto ypiranga' do não menos larápio Bozo, o dólar em vez de subir está atualmente no mesmo patamar de 1/2024.

E melhor estaria se o dito gatuno não tivesse comandado impunemente a economia brasileira de 2019 a 2022, quando furtou, pilhou, saqueou, surrupiou e deu calote em governadores( pra baixar o preço da gasolina perto da eleição) e nos precatórios devidospelo governo, deixando uma dívida de R$90 bilhões para o atual governo, entre outros malfeitos. E continua solto!

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Botando ordem na casa


Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes colocaram um tampão no vazamento de dinheiro público no Poder Judiciário.

Simplesmente proibiram que vantagens pecuniárias sejam concedidas através de medidas administrativas, pondo termo aos auxílios isso e aquilo, licenças e outros penduricalhos.

Assim, a concessão de vantagens que impliquem em aumento de salários, via penduricalhos, agora só através de leis, essas contestáveis em instâncias superiores, logo, derrubáveis.

Além do caráter pudicício interna corporis dessas decisões, podem vir a transformar-se em jurisprudência aplicada para moderar o apetite voraz de certas figuras parlamentares, como no caso da criação da escala 3x4.

Enfim, começa-se a vislumbrar uma luz no fim do túnel, na certeza de quem não é um trem da alegria vindo em alta velocidade para atropelar o erário, mas, uma lufada ética que, no médio prazo, supere distorções salariais que se expostas ao grande público podem até ocasionar 'malhação de Judas' fora de época.