Outrora legendas predominantes na Câmara Federal, partidos tidos como cabeças do Centrão, leia-se MDB, PSD, União Brasil e PP, somados todos os eleitos por essas legendas, dá 166 deputados.
O Partido Liberal, cidadela do fascismo e neo pentecostalismo, sozinho elegeu 121 deputados, fora os partidos satélites que gravitam em torno da extrema direita, como o Republicanos dos governadores Cleitinho e Tarcísio de Freitas.
Assim, a parcela do MDB, por exemplo, que apoiou e elegeu uma parte dos 36 deputados dessa legenda , assim como os pessedistas que elegeram apenas 43 deputados, têm como caminho natural a aproximação com o governo federal pra escapar do definhamento.
Com efeito, o fundo partidário do PL segue sendo atração pra quem projeta sua carreira a médio prazo, logo, as quatro legendas componentes do Centrão vão viver os próximos 4 anos sob o risco de defecções e só as emendas parlamentares não dão garantia de estabilidade.
Resta, então, a aliança com o governo federal como porto seguro para uma trajetória sem maiores sustos, caso contrário, cantos de sereias poderão levar ao fundo do mar ouvidos e projetos ambiciosos capazes de sucumbir aos primeiros acordes, mesmo que isso resulte em suicídio político mútuo. Tantos dos insignes partintes quanto dos insigne ficantes. Credo!







