Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Exaustão, adoecimento mental e desigualdade: o custo social da escala 6×1


O governo avalia encaminhar ao Congresso uma proposta sobre a redução da jornada. Para o Governo Lula e o PT, o tema está maduro para debate e o Brasil precisa encarar essas transformações sociais. A redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial. No México, está sob análise uma proposta para reduzir de 48 horas semanais para 40 horas semanais até 2030, com redução de duas horas por ano. Já na Colômbia, a jornada é de 42 horas. O Equador tem uma jornada máxima de 40 horas por semana, No Chile, a tendência é reduzir de 42 horas para 40 horas. 

No Brasil, está tramitando no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, de autoria de Paulo Paim (PT) e outros parlamentares, que prevê o fim da escala 6×1 sem alteração dos salários, e uma redução progressiva da jornada. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue para votação no plenário. “A PEC 148/2015 está pronta para ser votada. É o fim da escala 6×1, uma luta histórica do Partido dos Trabalhadores, uma luta por dignidade, por justiça social, qualidade de vida”, ressalta Paim. 

Hoje no Brasil a jornada limite é de 44 horas semanais e oito horas por dia. A PEC 148/2015 propõe que a jornada limite seja de 40 horas, chegando a 36 horas, reduzindo, a partir de sua aprovação, uma hora por ano da jornada de trabalho, chegando a uma jornada de 4×3. 

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tem uma das maiores jornadas anuais do mundo, com cerca de 1.936 horas trabalhadas, ocupando o 4° lugar nesse ranking, além de ter um dos menores custos salariais entre as grandes economias. 

Estudos mostram que a redução da jornada de trabalho pode aumentar a produtividade e atuar positivamente no sistema previdenciário. “O primeiro impacto positivo da redução de jornada é que mais trabalhadores tendem a sair da informalidade, e com isso contribuir para a Previdência. Com isso terão, também, seus direitos assegurados em termos de leis trabalhistas”, analisa Douglas. 

O principal argumento contrário ao fim da jornada 6×1 é que a mudança implicaria perda de empregos, aumento dos custos para as empresas e, consequentemente, aumento dos preços ao consumidor. 

Douglas Ferreira opina que é possível reduzir a jornada sem afetar negativamente a competitividade econômica do país. “O  piloto da semana de 4 dias mostrou ganhos em bem-estar, desempenho e até aumento de receita nas empresas”, informa o técnico do Dieese. O país, acrescenta, também ganharia em relação à capacitação dos seus trabalhadores e trabalhadoras. 

“Com maior tempo disponível, esses trabalhadores também têm uma maior possibilidade de capacitação.  Quem está fazendo uma jornada diária de oito horas com pelo menos uma hora de deslocamento de ida e volta para o trabalho não tem tempo para fazer qualificação, para estudar, para buscar um melhor posicionamento no mercado de trabalho e, evidentemente, isso contribui também para o geral da sociedade, isso contribui com ganhos de produtividade.”

A técnica em enfermagem Elayne Cristina confirma o desejo de mais qualificação profissional. “Eu tenho vontade de fazer meu curso superior em enfermagem e gostaria de me especializar na área dos cuidados paliativos. Talvez, com a diminuição das horas de trabalho, eu consiga ter mais tempo para os meus filhos e para os meus sonhos”, imagina.

Uma outra preocupação em relação às jornadas de trabalho exaustivas são os afastamentos por burnout —síndrome do esgotamento profissional— que se multiplicaram em quatro anos e passaram a pressionar os gastos da Previdência Social, crescendo 493% entre 2021 e 2024. “Em 2024, o número total de pedidos de afastamento foi de 3,5 milhões, sendo que 455 mil foram por afastamentos de doenças mentais. Uma categoria que não era muito conhecida pelo INSS e tem se tornado cada vez mais recorrente, e é justamente o burnout, que atinge pessoas que trabalham horas excessivas e que adoecem mentalmente”, declara Douglas Ferreira.

Em relação à sobrecarga de trabalho, a professora Marina Souza ainda acrescenta que “o adoecimento mental é frequentemente tratado como menos legítimo que o físico e estigmatiza os trabalhadores, atuando como tecnologia de poder, já que a partir da negação deste problema as empresas e o Estado podem regular corpos, silenciar denúncias e individualizar problemas que são coletivos e que deveriam ser solucionados através de estratégias e responsabilidades produzidas por contratantes, por meio de políticas públicas e de leis que fortaleçam a proteção social e os direitos trabalhistas”.

O Dieese publicou em setembro de 2025 uma nota técnica com o título “Tempo de Trabalho e Tempo de Descanso, uma Luta Histórica” que analisa, entre outros fatores, a reforma trabalhista de 2017 no Brasil e a precarização dos dispositivos relacionados à jornada de trabalho. O documento alerta que as mudanças impuseram reduções de direitos relacionados ao tempo de trabalho com ênfase no esvaziamento da negociação coletiva, priorizando a negociação individual. 

A professora Marina Souza diz que no Brasil tem se valorizado o que ela chama de empreendedorismo de sobrevivência. “O que se nomeia como “empreendedorismo” ou “trabalho autônomo” tem se constituído predominantemente no país de duas formas: 

A primeira ocorre por meio da transformação de pessoas físicas em pessoas jurídicas, a chamada pejotização, utilizada como estratégia para burlar vínculos empregatícios formais, fragilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e reduzir a proteção social garantida pelos contratos formais. A segunda se expressa nas atividades realizadas como forma de “dar um jeito” de garantir renda, caracterizadas pela informalidade, instabilidade e ausência de direitos, como o trabalho de rua e outras ocupações precárias”, alerta.

Para Douglas Ferreira, a redução da jornada geraria mais empregos e teria impacto na rede informal. “Me refiro à uberização das relações de trabalho. A maior empresa de transporte urbano do mundo não tem um trabalhador de transporte registrado. A maior rede hoteleira do mundo hoje, que se chama Airbnb, é um aplicativo do setor hoteleiro, que também não tem um hotel. Podemos também citar a Amazon, ou o Mercado Livre, que fazem e-commerce, e não têm uma loja física. Como que a gente regula também essas novas formas de trabalho? Isso ainda está em discussão, mas é fato que quando a gente reduz a jornada do mercado formal, isso tende a impactar também o mercado informal, porque o mundo é dinâmico, e a economia informal e a formal dialogam muito”, finaliza.

(PT Senado)

Legado de sandices, bandidagens e malfeitorias


Nas duas últimas eleições(2018 e 2022), a direita inventou que o premiado programa Bolsa Família incentivava jovens e adolescentes a procriarem indiscriminadamente a fim de receber o benefício.

Desmascarada a patranha, através de esclarecimentos à sociedade a respeito dos critérios, que a mídia hegemônica tinha o dever ético e profissional de faze-lo e não fez, de que planejamento familiar faz parte do elenco de medidas protetivas, eis que a farsa foi abandonada.

Agora, o mesmo bando vil da politicagem inventou outro, que acaba atacando duas ações de governos petistas que tiram o sono dessa escumalha, o próprio BF e os altos índices de empregabilidade com carteira assinada, esses os mais altos da série histórica, conforme atesta a PNAD.

Alega essa caterva escravocrata que o programa de complemento de renda tira gente do mercado de trabalho, que prefere usufruir dessa renda sem ter que fazer esforço a procurar um emprego, de resto, mentira deslavada conforme demonstram não só os números da porta de saída do programa, como a diferença entre o máximo que uma família pode receber, do salário mínimo.

Certamente, essa canalha é do mesmo bloco dos que odeiam, e trabalham contra, o fim da escala de trabalho 6x1, resquício escravocrata tão caro a esse patronato torpe que assola o Brasil; os mesmos que estão aplaudindo o canalhocrata Xavier Milei, que acaba de impor à Argentina uma jornada de trabalho de 12 horas diárias, um sonho de todo patife que explora a força de trabalho à exaustão.

Alguns mais radicais até recorrem ao restabelecimento do voto censitário, propondo que beneficiários do BF sejam impedidos de votar; diante da vilania explícita da infame proposta, optam por inventar sandices do tipo o programa cria uma legião de preguiçosos; a finalidade cristalina dessas sandices é tirar os pobres do orçamento e restabelecer o império da ladroagem, conforme vimos nos tempos golpistas do larápio Michel Temer e seu sucessor. Lula neles!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O inútil


Diante dos coxixos palacianos, dando conta que o pet alcaide Igor 'não manda' divide a subserviência entre o governador e a própria esposa, a cidade sente-se à mercê da possibilidade de quebra. Isso mesmo.

Não por acaso, diante das duas únicas fontes de recursos disponíveis em larga escala, Saúde e Educação, todavia, verbas do governo estadual e federal destinadas a fins específicos(já carimbadas), o prefeito tenta desesperadamente arranjar formas de botar a mão nessa grana.

Fato é que, mal adentramos o segundo ano do desgoverno desse boneco de ventríloquo, e tudo que vimos foi corte, de salários, programas sociais, ações de governo que atravessam administrações, como o restaurante popular, por exemplo; porém, até aqui falta a presença da autoridade máxima do município. Ou, que feche as portas e entregue as chaves. Credo! 


Quando há turbulência, o jeito é apertar o cinto de segurança


Segundo rumores vindos de Brasília, no Senado estão preparando o impeachment de Dias Tofolli, enrolado até o último fio de cabelo com o escândalo do banco Master, e tentando convencer o presidente da República a indicar o senador Rodrigo Pacheco para o lugar.

A moeda de troca exposta pelos conspiradores seria o destravamento da indicação, essa sim feita por Lula, do advogado geral da União, Jorge Messias, até aqui boicotada por 'forças terríveis', como dizia Jânio Quadros, o breve.

Talvez, o pior desse enredo seja o entortamento definitivo da boca, após provar esse cachimbo. Depois de Tófolli viria o pedido contra Xandão, depois Gilmar e assim sucessivamente até virar rotina do Congresso aquilo que hoje não passa de sonho da extrema direita.

Agora à tarde o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, convocou uma reunião entre todos os ministros a fim de analisar o teor do relatório da Polícia Federal, que teria elementos suficientes para considera Tófolli inadequado para apurar o caso.

Pode ser que dessa reunião surja uma saída salomônica, em que nem o ministro sofre impeachment, muito menos continua à frente do caso, sendo o mais provável que anéis sejam postos à mesa de debates, porém, sem que qualquer dedo seja entregue em bandeja de prata. A conferir.

Entre a verdade dos fatos e o noticiário do PIG


Quando Lula afirma, junto com o presidente do PT, Edinho Silva, que Geraldo Alckmin escolherá o cargo que ocupará na disputa eleitoral, está desmentindo categoricamente o PIG.

Ou seja, aquela invencionice da intenção da troca do vice na chapa lulista não passa de mais uma mentira cabeluda, do tamanho daquela que pregaram em 2014, que Lula iria passar por cima de Dilma Rousseff e concorrer à presidência.

O troco do famigerado PIG, por ser desmentido, veio na moeda que eles costumam usar nessa época: a publicação de pesquisas eleitorais, bem como de avaliação do governo; essas, mesmo com um valor tão chinfrim quanto o peso argentino do Milei, seguem sendo a arma de agora, que terão que recolher lá adiante, sob pena de desmoralização.

Entregando a paçoca


O cara nem era investigado, mas, bastou ouvir a sirene das viaturas da Polícia Federal, em pânico, atirou pela janela do apartamento uma mala com R$480 mil.

Foi no balneário Camboriú /SC, onde o culto ao Bozo é por demais fervoroso a ponto de 04 ser vereador por lá, onde deve ser conhecido como feriado no domingo, isto é, inútil.

Voltando ao caso da mala atirada por engano, o nome do cabra arremessador de dinheiro é Igor Paganini, trabalha no ramo do comércio de bebidas, mas nada indica que estivesse bêbado, só que agora é mais um investigado. Credo!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Mais pudor, excelência!


Depois de domingo último(8), durante o clássico Re x Pa, diante dessas imagens acintosas, consolidou-se a imagem do governador como o 'político do Remo'.

Se isto vai impactar na sua votação só saberemos em outubro próximo, todavia, de um político já rodado e com tantos ensinamentos recebidos  desde tenra idade, esperava-se mais discrição.

À margem do aspecto político, está o legal, acintosamente desrespeitado por essa propaganda extemporânea, que deve trazer lá adiante consequências judiciais dado o flagrante desrespeito.

O ideal é que todo abuso seja coibido prematuramente, para que entrássemos no período eleitoral propriamente dito de forma republicana, afinal, ainda está presente nos corações e mentes do eleitorado brasileiro toda a angústia vivenciada em 2022, quando estivemos perto de mergulhar, no ano seguinte, em outro período de trevas, tipo quartelada de 1964. Não dá!