Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

A máquina assassina e o ar blasé da mídia cúmplice

Os EUA estão substituindo 150 ogivas nucleares que mantém em bases militares em países como Alemanha, Itália, Bélgica, entre outros.

São armas mais poderosas do que as que lá estavam, isto é, se as substituídas matavam umas 5 mil pessoas, as que estão chegando matam 50 vezes mais.

Toda essa máquina de guerra possui um custo bilionário, talvez trilionário, e sua única finalidade é matar quem ousar desafiar o poder letal dessas engenhocas malignas.

Desgraçadamente, operações macabras como essa acabam naturalizadas pelo próprio noticiário veiculado pela mídia tradicional, através de eufemismos como "atualização" de peças por outras mais modernas.

Mais um motivo para que saudemos efusivamente o pacifismo e o humanismo de Luís Inácio Lula da Silva, que sai pelo mundo denunciando esses gastos com destruição da humanidade, quando esse dinheiro poderia ser empregado para matar a fome de milhões de pessoas. É isso.


quinta-feira, 20 de junho de 2024

Para Pochmann, Brasil precisa se libertar da financeirização da economia


No programa da PT Conexões Brasil desta quarta-feira (19), a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), conversou com o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o economista Marcio Pochmann, sobre a realidade do país e sobre os desafios para o futuro. Na avaliação dele, o neoliberalismo é incapaz de solucionar as questões nacionais, cabendo ao Estado o papel central na condução do desenvolvimento econômico.

“Garantir o pleno emprego, enfrentar o problema das desigualdades pessoais, familiares, desigualdades regionais. E nesse sentido, não há como escapar. Pelo menos, não temos experiências internacionais que poderiam deixar de reconhecer que o Estado, nesse sentido, tem um papel primordial”, ressaltou Pochmann.

O presidente do IBGE assinalou que o Brasil detém todas as condições para se tornar um país desenvolvido e industrializado. Enquanto houver, no entanto, a prevalência e o domínio da financeirização e da especulação sobre a economia, lamenta Pochmann, o caminho brasileiro rumo à prosperidade permanecerá bloqueado.

“Nós temos dinheiro disponível, nós temos tecnologia, temos onde aplicar o recurso, até com retornos, é claro, e temos mão de obra. Ou seja, não é um problema econômico. Eu entendo que é um problema político: como nós vamos transitar de uma economia financeirizada, rentista, em que o setor financeiro tem ganho superior à economia real. E esse ganho superior à economia real desestimula as possibilidades de investimento produtivo, enfraquece os salários, o emprego”, explica Pochmann.

“A continuar a dominância financeira sobre a economia real, dificilmente nós teremos a possibilidade de chegar a um país desenvolvido que nós podemos vir a ser”, concluiu.

Nova globalização

Questionado pela presidenta do PT a respeito da nova ordem internacional multipolar, da chamada Cooperação Sul-Sul e da reorientação na política externa do Brasil, reposicionado no cenário internacional pelo governo do presidente Lula, Pochmann explicou ser necessária nova globalização, que contemple também os países em desenvolvimento, aqueles pertencentes ao Sul Global.

“Há, inegavelmente, uma postura do Brasil, que é um dos protagonistas que ajudou a criar esse grupo de países, chamado BRICS, inicialmente com cinco países e agora com 10 países. E há uma demanda de outros países se agregarem a esse novo conjunto, digamos assim, de orientações, que vêm a propósito de construir uma globalização diferente da que nós temos, uma globalização que aprofundou a desigualdade, que, de certa maneira, tornou muito difícil a realidade dos países latino americanos”, afirma o economista.

Pochmann lembrou da “desdolarização” da economia global atualmente em curso. Em 1944, durante a Conferência de Bretton Woods, os vencedores da Segunda Guerra Mundial elaboraram as regras do novo sistema monetário, que seria atrelado ao dólar estadunidense. Quase 80 anos se passaram e os países estão hoje, cada vez mais, buscando realizar transações em outras moedas.

“Nós não temos uma moeda que é conversível. [Nós temos] uma moeda muito dependente do comportamento do dólar. E há uma discussão muito importante no âmbito dos BRICS, por exemplo, de ampliar as trocas à margem da moeda dos Estados Unidos. Isso coloca para o Brasil, eu diria, desafios: nós nos prepararmos melhor para esta realidade”, adverte.

Soberania dos dados

Na gestão de Pochmann à frente do IBGE, o instituto trabalha pela transição digital do Brasil e pela proteção dos dados oficiais públicos frente a ganância das big techs . Entre as principais bandeiras do economista, destaca-se a proposta de criação do Sistema de Geociência, Estatísticas e Dados (Singed), mecanismo que seria responsável por centralizar e resguardar as informações produzidas por órgãos de Estado.

“Hoje o Brasil tem uma riqueza de bancos de dados, mas são bancos de dados setoriais, que não estão conectados entre si. Se alguém quiser entender a complexidade da totalidade das informações, ele não tem condições, porque os dados não estão pareados, não estão sistematizados”, argumentou.

Sobre a soberania dos dados, Pochmann destaca que as empresas multinacionais de tecnologia produzem seus próprios bancos de dados, a partir da experiência do usuário nas plataformas. As big techs seguem sem regulação no Brasil por falta de iniciativa política do Congresso Nacional, o que representa sério risco ao Estado Democrático de Direito e expõe o país, estima o presidente do IBGE, à condição de subdesenvolvimento.

“A cada dia, nós, que utilizamos as redes sociais, todos que utilizam as redes sociais, geram uma espécie de senso, que fica nas mãos dessas grandes corporações transnacionais, porque as informações que nós passamos (…) servem de modelo de negócio. Entre as 10 maiores empresas que operam na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, seis são essas grandes empresas vinculadas a esses bancos de dados”, esclareceu. “E o Brasil não tem nenhuma empresa nesse sentido”, acrescentou.

Democracia brasileira

Por fim, Pochmann tratou do descrédito experimentado pela democracia e pela classe política, ambiente perfeito à ascensão dos sectarismos, assim como foi há quase um século. “A presença do nazismo e do fascismo não se deu somente na Europa. É importante lembrar da presença do nazismo no Brasil”, ponderou.

“Segundo levantamento do Ministério das Relações Exteriores nazista, isso lá nos anos 1930, o Brasil teria a segunda maior concentração de nazistas depois da Alemanha. O Brasil chegou a ter um partido (…), a versão do fascismo europeu aqui no Brasil, muito forte. Isso destaca, justamente, os riscos da democracia não atender os desejos da maioria.”

(Agência PT)

A concorrência na lavagem de dinheiro também é um princípio capitalista


Silas Malafaia, o malacheia nebuloso, entrou em um estado incontrolável de furibundismo hidrófobo.

É que ele foi a Brasília fazer lobby, na CCJ do Senado, contra a admissibilidade do projeto que legaliza bingos e cassinos e jogo do bicho no Brasil.

Não deu. Para desespero do fundamentalista em tela, a proposta foi aprovada e com o voto de três senadores ex ministros de Jair Boçalnaro, Ciro Nogueira, Tereza Cristina e Sérgio Moro.

Flávio Boçalnaro votou contra, todavia, consta que  que foi apenas para aplacar a ira macheia, pois consta que ele foi aos EUA articular com donos de resorts, cassinos e praias particulares a instalação desses tipos de negócios cá no Brasil.

Assim, Malafaia et caterva perdem o mais rico filão do amealhamento de fortunas, que é o quase monopólio dessas evangélicas na lavagem de dinheiro no país, diante dessas novas e mais escancaradas formas de legalizar dinheiro oriundo do crime organizado.

Pra não dizer que não falamos de espinhos, ressalte-se que o senador petista Jacques Vagner, o Toninho Malvadeza da esquerda baiana, também votou a favor dessa excrescência, talvez baseado naquela máxima muito citada pelo saudoso Sérgio Porto, 'se o estupro é inevitável, relaxe e goze'. Paciência!

terça-feira, 18 de junho de 2024

Soberania: IBGE prepara os alicerces da transição digital do Brasil


A transição digital democrática e inclusiva, como pretendida pelo governo Lula para o Brasil, é uma das prioridades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024. Enquanto a regulação das big techs segue sem rumo, o que representa sérios riscos à democracia, o IBGE prepara proposta de alteração do marco legal das estatísticas oficiais no país, a ser apresentada e debatida no fim de julho, durante a Conferência Nacional da Era Digital, no Rio de Janeiro. A revisão da legislação prevê a criação de mecanismo capaz de centralizar todas as informações produzidas por diferentes órgãos de Estado: o Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados (Singed).

Essa é uma das mais relevantes bandeiras encampadas pela gestão de Marcio Pochmann à frente do IBGE. Por meio do “X”, o economista enfatizou, nesse domingo (16), o imperativo de o Congresso Nacional apreciar o plano do instituto de conceder mais segurança aos dados oficiais públicos. “Para que a sugestão de nova legislação do país possa ser considerada e decidida pelo parlamento da nação, o debate fecundo, democrático, transparente e participativo deve acontecer como um piloto experimental para o mundo”, defendeu.

“Por isso, a realização da Conferência Nacional da Era Digital, que reunirá os agentes produtores e usuários de dados, além de representantes da sociedade civil e observadores internacionais”, completou Pochmann.

Em recente reunião com líderes do G7 (grupo das sete economias mais ricas do mundo), o presidente Lula falou da relevância de as novas tecnologias protegerem dados pessoais e garantirem a integridade das informações. A proposta em debate no IBGE, de acordo com Pochmann, está ancorada em nove eixos fundamentais da Organização das Nações Unidas (ONU).

“As falas do presidente ocorrem no momento em que o IBGE produz um robusto diagnóstico sobre o Singed, a proposição soberana do Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados”, esclarece o economista.

Big Techs

A questão da transição digital será levada pelo presidente Lula também à Cúpula do G20 (os 20 países mais industrializados), em novembro, da qual o Brasil exerce a presidência rotativa. Na entrevista que concedeu ao site G20 Brasil, Pochmann alertou para o crescente poder das big techs sobre as estatísticas produzidas pelos institutos nacionais. Segundo o presidente do IBGE, essas multinacionais não respondem por número relevante de vagas de emprego, não pagam tributos e operam de longe, desconectadas das realidades de cada país.

“Entendemos que é um ponto importante de ser tratado no âmbito do G20, porque decorre de uma nova forma de subdesenvolvimento, que é os países produzirem ou disponibilizarem seus dados pessoais brutos, esses dados a serem trabalhados, aperfeiçoados, e transformam-se num grande modelo de negócio”, criticou.

“Essa é uma temática que o IBGE vem trazendo, do ponto de vista de criar um Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados. É algo que não existe de maneira ainda tão completa em diferentes países, sobretudo no G20, mas a ONU está preocupada em ter um sistema que acople os diferentes bancos de dados do FMI, do Banco Mundial, do Unicef, da Unesco, por exemplo”, acrescenta.

Pochmann argumenta que, sob a coordenação do IBGE, o Singed, além de poupar gastos ao governo, integrará informações dos órgãos da administração federal, como a Receita Federal (RF), a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), o Banco Central (BC) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) – tal qual era até antes do Golpe Militar, em 1964.

PL das Fake News

Embora o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já tenha reconhecido a inevitabilidade da responsabilização das empresas de tecnologia, elas seguem lucrando com a disseminação de notícias falsas e com o discurso de ódio. “O que podemos contribuir para efetivação da solução desse debate que se travou nos últimos dias é entregar marcos legislativos que sejam inteligentes e eficientes para poder disciplinar o uso dessas redes sociais no país”, disse, no início de abril.

Ainda não há, contudo, consenso no Congresso sobre a regulação das big techs. O Projeto de Lei (PL) 2630/2020, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em 2020 e aprovado no mesmo ano, passou por apenas uma comissão na Câmara. O chamado PL das Fake News versa sobre regras de combate à desinformação na internet, responsabilização de plataformas e garantia de fiscalização e aplicação de sanções.

A coordenadora do Comitê Gestor da Internet, Renata Mielli, criticou duramente o abandono do PL das Fake News pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). “Tirando o setor conservador que se beneficia da ausência da regulação, que se beneficia da desinformação, do discurso do ódio, para manter a sua articulação política e as próprias plataformas, havia um amplo acordo”, lamentou, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Eleições municipais

“O algoritmo do ódio, visível e presente, apresenta-se à mesa de todos”, declarou Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há duas semanas. Ela comandará as eleições municipais de 2024 e terá que lidar com as desinformações produzidas pela recém chegada inteligência artificial (IA).

“A mentira espalhada pelos poderosos ecossistemas das plataformas é um desaforo tirânico contra a integridade das democracias. Um instrumento de covardes e egoístas”, censurou a ministra, em seu discurso de posse. “O que distingue esse momento da história de todos os outros é o ódio e a violência agora usados como instrumentos por antidemocratas para garrotear a liberdade, contaminar escolhas e aproveitar-se do medo como vírus e adoecer pela desconfiança cidadãs e cidadãos.”

(Agência PT)


Os números da violência no Pará desmentem o governador


Segundo pesquisa realizada pelo IPEA, em parceria com o Forum Brasileiro de Segurança Pública, o Pará é o oitavo estado com as maiores taxas de homicídios do país.

Assim, o que aquela "consultoria" que João Dória Jr arranjou para Helder Barbalho fabricar numerologia de baixa qualidade tentando fazer crer que tudo por aqui é uma maravilha, está desmascarado.

E não cai, principalmente na zona rural, porque o governo do estado é inoperante na repressão e conivente no combate à pistolagem e grilagem de terras, deixando ao Deus dará trabalhadores rurais vitimados por essas práticas criminosas.

Mesmo na chamada Região Metropolitana, o estudo mostra, por exemplo, que Belém tem quase a metade da taxa de homicídios que Marituba, onde a presença de milícias e do crime organizado é bem mais acentuada e o trabalho da polícia bem mais nebuloso.

Enfim, tudo segue como dantes e os números da redução da violência no Pará ocorrem de maneira infinitamente mais lenta do que tenta fazer crer o nosso governador, através de sua máquina de empulhações e numerologia de jogatina de 'Maria Pretinha', lá pelas bandas do Ver O Peso.

Assaltos, agressões, xingamentos e tudo abafado porque era 'gente de bem'


Circula nas redes sociais um vídeo em que a empresária Rosana Maiorana detona os irmãos Rômulo Jr e Ronaldo.

Afirma o que toda Belém já sabe: que os dois não valem coisa alguma e sempre usaram seus veículos de comunicação pra afanar dinheiro público.

Mais grave, se é que se pode afirmar isso: Ronaldo chamou a mãe de puta e o pai de traficante, ainda, segundo Rosana, que inclusive foi agredida pelo irmão, o denunciou à polícia  que o prendeu, mas o caso foi abafado pela midiazona local.

Lembrando que Ronaldo Maiorana també agrediu fisicamente o jornalista Lúcio Flávio Pinto, por este ter produzido matéria em seu Jornal Pessoal onde lembrava fato sobejamente conhecido em Belém: que a fortuna de Rômulo Maiorana pai começou a ser amealhada através do contrabando, que ia de perfumes franceses a carros de luxo.

É a decadência sem qualquer elegância que atinge um clã que se achava símile da famiglia Marinho, cá no Pará, e acaba no facebook, desnudada em suas torpezas e vilanias porque sempre viveu em função de ganhar dinheiro, de forma escusa, preferencialmente, para tal matando, roubando, achacando e assumindo o papel de arquétipo da (mal) afamada 'gente de bem' tão cara ao fascismo tupiniquim.  

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Cantora da banda Xeiro Verde constata: o desrespeito é com todos os paraenses


Tudo que o Helder Barbalho toca vira tragédia. Agora mesmo, está iniciando a construção de uma via asfaltada, de 13,30km de extensão que destrói parte da vegetação do Parque do Utinga, desassossega a fauna ainda existente na área afetada e dizima parte de áreas quilombolas. 

Não importa ao projeto neoliberal do governador. Importa resgatar o mantra idiota daquele folclórico e desonesto governador paulista, para quem governar era abrir estradas, embora, talvez, nem saiba que está exumando a figura de um dos mais nefastos homens públicos que este país teve a desventura de conhecer.

Helder inventou um tal de "Pararraiá", festival junino parido pra enfrentar os eventos do calendário já existente, só que sem sua mão de ferro, sua índole neoliberal e seu modus operandi discriminatório.

O resultado dessa forsação de barra pode ser resumido na fala emocionada da cantora Helen Patrícia, da banda Xeiro Verde, protestando contra o desrespeitoso tratamento dispensado aos artistas locais, que não tinham direito a camarim, sequer a banheiro e viram um freezer ser trancado para que não tivessem acesso ao que dentro dele tinha.

Mais um desatino desse desgovernador, que freudianamente comporta-se como um prefeitão, talvez tentando apagar da história o péssimo alcaide ananin que foi por oito anos e não deixou a menor saudade.