Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Socorro ! Agrotóxico da soja extermina 80% das abelhas no RS



Doutor em ciências biológicas, Osmar Malaspina estuda abelhas há 40 anos e integrou a equipe de pesquisa. Segundo ele, o problema está na utilização incorreta do produto. Esta também é a denúncia do coordenador da Câmara Setorial de Apicultura do estado, Aldo Machado. “É um problema que vem se agravando de dois anos para cá, e não tem ninguém fiscalizando. O Ministério Público não está se mexendo, o governo também não”, diz.

De acordo com Machado, nos últimos meses foram registrados casos de extermínio de colmeias nos municípios gaúchos de Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Santana do Livramento, Santiago e São José das Missões.

O coordenador afirma que produtos à base de fipronil estão sendo usados na fase da floração da cultura. É aí que está o problema, diz Machado, que também é apicultor: as abelhas visitam as áreas de soja, coletam néctar contaminado e retornam às caixas. “O produto mata por contato e ingestão. Qualquer outro inseto que encoste nessa abelha morre também”.

Para Aldo Machado, alguns produtores de soja estão fazendo a aplicação de fipronil juntamente com dessecantes para economizar diesel e mão de obra. “O correto seria aplicar os dois produtos separadamente, para que não haja fipronil nas lavouras quando as abelhas forem atrás das flores”, diz.

Contando os prejuízos

Em Santiago (RS), apicultores estimam ter perdido 200 colmeias, diz Machado. “O presidente do Sindicato de Cruz Alta me contou que cerca de 1.000 colmeias devem ser perdidas só no município”.

Segundo o coordenador da Câmara Setorial, um laudo da Universidade de Santa Maria estima o prejuízo por colmeia em R$ 810. “O produtor que aplica de forma incorreta para economizar está ganhando, e o apicultor, pagando a conta”, afirma.

Cautela

Samuel Roggia, pesquisador de Entomologia da Embrapa Soja, diz que não é possível afirmar que seja esse produto o causador das recentes mortes das abelhas no Rio Grande do Sul sem que antes seja feita a análise de amostras dos insetos mortos.

Roggia explica que o fipronil é um inseticida bastante utilizado porque tem amplo espectro, controlando várias pragas ao mesmo tempo. “Ele apresenta um efeito residual no ambiente um pouco mais longo do que outros produtos, mas é bastante seguro contra seres humanos e animais de sangue quente”, afirma. Por essa razão, é também usado como ingrediente de inseticidas de uso doméstico.

Segundo o pesquisador, a aplicação de fipronil na cultura de soja tem melhor efeito sobre o controle de insetos como o bicudo em fases anteriores ao florescimento.
Polêmica no mundo

Pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, constataram que o fipronil foi responsável pela morte de milhares de abelhas na França, entre 1994 e 1998 — os casos começaram um ano após o lançamento do produto. Órgãos reguladores da União Europeia proibiram o uso do agroquímico no cultivo em 2017.

Malaspina diz que simplesmente vetar o uso no Brasil é mais difícil. “Não temos a mesma realidade da Europa. Lá, eles têm seis meses de frio intenso, o que extermina a maioria das pragas. Aqui, com clima tropical, elas estão presentes o ano inteiro. Precisamos conscientizar sobre o uso correto. Isso diminuiria muito o impacto”, salienta.

Na Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul, mais de um milhão de abelhas teriam morrido por causa de fipronil em 2018. Um dos apicultores afetados, Brendan Ashley-Cooper perdeu cerca de 40% da produção. As suspeitas, na época, eram de que uma vinícola local teria usado o produto para se livrar de formigas.

As abelhas não foram as únicas vítimas do inseticida. Em 2017, uma empresa contratada para desinfetar granjas fez uso ilegal do produto e contaminou milhões de ovos. Ao todo, 17 países foram atingidos e os ovos precisaram ser retirados das gôndolas dos supermercados.
(Canal Rural/ Blog da Cidadania)

Jair pode bater o recorde de Janio


Diante do desnudamento do práticas nada decentes do outrora combatente da corrupção, é possível que o blefe Jair Bolsonaro bata o recorde de brevidade presidencial de Janio Quadros.

Janio também elegeu-se como combatente intransigente da corrupção, tendo como símbolo de sua campanha presidencial uma vassoura que varreria a bandalheira.

No entanto, suas más companhias não gostaram nada da ideia, que achavam ser apenas teatrinho eleitoreiro para enganar o leitor, daí ter perdido a base de sustentação política no parlamento.

Já o atual moralista é desprovido de qualquer senso ético na vida pública e usou seus incontáveis mandatos parlamentares como meio de vida para construir patrimônio pessoal.

Desnudada a situação e vindo à tona a frustração da população, Jair corre o risco da renúncia antes de completar sete meses de mandato, tempo que durou o mandato do homem da vassoura.

E não se fale em outro remédio para a dita doença, já que esse outro remédio poderia resultar na cassação da chapa vencedora das eleições de outubro último, coisa que Mourão e outros fardados não querem nem ouvir falar. Ou não?


O desnudamento de um bandalho travestido de xerife


A essa altura do campeonato, torna-se inútil cobrar do ex-togado Sérgio Moro a honestidade que nunca demonstrou ter quando era integrante do Poder Judiciário, quanto mais agora que é partícipe de um governo dominado por uma corja de malfeitores.

Faccioso, ambicioso e mafioso apostou todas as fichas nessa empreitada, de cuidar da justiça de um governo que acreditava probo, mas que os primeiros dias de exercício provaram o oposto, para chegar ao STF, já que sua incompetência técnica ficou patente à medida que ficava mais conhecido.

Agora passou de pedra à vidraça, sem qualquer retaguarda política que o torne aos olhares da sociedade acima do governo ao qual pertence, podendo despencar a qualquer momento, caso torne-se insustentável a situação do seu patrão.

Caso típico do se correr o bicho pega se ficar o bicho come, terá que demonstrar a perspicácia até aqui não vista para montar uma estratégia de abandono dessa nau à deriva, tratando de abrigar-se sob a sombra da farda com patente mais elevada, se é que ainda dá tempo.

De qualquer modo, nesse velho oeste em que o golpismo transformou o cenário brasileiro, Moro é mais um xerife sendo desmascarado por suas relações nada decentes com um daqueles bandos que aparentavam uma coisa, mas, na verdade, apenas rondavam o banco onde está entesourado o dinheiro. E outros nessa situação ainda devem aparecer. A conferir.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Imbecilidade sem Fim. MEC quer administração de escolas municipais a cargo de PMs ou do Exército

O focinho do mentecapto
Reportagem de Fabiano Maisonnave, na edição desta sexta-feira (18) da Folha de S.Paulo, informa que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira (17) que a sua pasta apoiará prefeituras interessadas em militarizar a administração de escolas municipais, que ficariam a cargo de PMs ou do Exército.

“Na medida em que as escolas municipais pedirem auxílio, as polícias ou as Forças Armadas da respectiva localidade respondem, e o Ministério dá apoio”, disse o ministro, durante visita a Boa Vista para conhecer abrigos para imigrantes venezuelanos.

Questionado se o assunto já havia sido discutido com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro respondeu: “A proposta é a a seguinte: menos Brasília, mais Brasil. Atender o cidadão do estado e do município. Na medida em que houver pedido, a gente atende.”

A militarização de escolas é uma promessa de campanha de Bolsonaro, que chegou a prometer que haverá ao menos uma para cada estado.
(Revista Forum)

O lixão do FUDX



Se forem mandar pro lixo toda a produção do FUDX, então o Supremo Tribunal Federal terá que ter aterro sanitário próprio.

Vendedor de ilusões



Apesar de já estarmos em janeiro, parece que perdura até hoje o espírito natalino na redação do Diário do Pará, com homenagens quase diárias às lorotas do bom velhinho em forma de notícias prenhes de otimismo na transição do golpismo larápio à boçalidade trágica, apesar da evidente precarização do quadro sócio-econômico do país.

Hoje, por exemplo, a manchete transborda otimismo com dispositivo contido na Lei 13. 808/19(LOA- Lei Orçamentária Anual) prevendo abertura de concursos públicos para preenchimento de mais de 40 mil vagas no serviço público federal, como se os editais já estivessem prontos e prontos à publicação.

Não sei se os proprietários do dito jornal apenas orientam seus empregados a vender esse otimismo, ou riem deles pela ingenuidade transmitida ao público a respeito de algo que terá tanta possibilidade de concretizar-se quanto a dupla Re-Pa fornecer o maior números de jogadores à seleção brasileira que irá disputar a Copa América deste ano.

Todos, os proprietários, não os empregados, sabem que a maioria do que consta em uma peça orça mentária lá está para ficar disponível ao seu contingenciamento e posterior transferência à outra rubrica, conforme consta naquele dispositivo legal que autoriza o chefe do poder executivo a transferir tantos por cento sem autorização legislativa.

Ora, estamos sob a vigência da EC do Fim do Mundo, que congelou os gastos no serviço público até 2025, impedindo a realização de concursos,  da concessão  de reajustes salariais e gastos assemelhados, daí a inviabilidade de novos concursos, principalmente nas universidades onde está concentrada a metade dessas vagas ofertadas no dispositivo festejado nas páginas do DP.

Parafraseando Gilberto Gil, daqui conclamo poetas, concurseiros, românticos, otimistas correi para anotar essa promessa e conferir depois. Se é, de fato, realidade ou apenas faz parte daquele otimismo midiático velhaco cúmplice do golpe que faz das tripas coração para provar que o Brasil melhorou depois que tiraram a Dilma. A conferir.

Castor de Andrade e os Sabino de Oliveira



Na surdina, Helder Barbalho retirou da relação dos exonerados, detentores de cargos em comissão no governo Jatene, da presidenta da Jucepa Cilene Sabino.

Vem a ser irmã do deputado federal Celso Sabino, do PSDB; e do ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Cipriano Sabino de Oliveira Filho.

Ambos, deputado eleito e ex, sempre estiveram ao lado de Jatene, dos tucanos, a quem devem o carreirismo que os caracterizou ao longo de suas respectivas vidas públicas.

No entanto, ao que parece são seguidores dos ensinamentos do falecido bicheiro e carnavalesco Castor de Andrade, que ensinava a velhacos ser ele do lado do governo, se o governo muda de lado o problema não é dele.

Assim, levando-se em conta não haver almoço grátis também na selva da barganha política, como diz o famigerado mantra neoliberal na área da economia, constata-se que os Sabino de Oliveira estão onde sempre estiveram: do lado do governo.

Conclui-se, então, que a lista de 2.500 DAS exonerados está momentaneamente reduzida a 2.499, com a sobrevivência constatada dessa integrante da seita castoriana. Credo!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Popularidade boçal já desce ladeira abaixo



É sempre assim: o povo acredita no 'salvador da pátria' que a mídia manipuladora lhe oferta como presente de grego e caba votando contra seus próprios interesses.

Aí sua esperança em dias melhores vira desencanto e vai definhando, definhando, até voltar à dura realidade que mostra mais uma vez que seu voto foi contra si mesmo.

Foi assim com Collor, o atleta, bem de vida que não precisava roubar, poliglota, enfim, o perfil ideal no imaginário do povo após o velho Sarney e opção ao suarento Lula, muito parecido com a maioria daqueles que escolheram o alagoano.

Agora é o Boçalnaro, ungido em razão do golpe que tirou o favorito da disputa, surgiu como aquele candidato de perfil resoluto e anti corrupção, o mal maior que a mídia induziu o povo a achar.

Boçalnaro não é honesto, não é sincero e é igual a tudo aquilo que condenou durante a campanha, só que o povo não acompanhava sua trajetória de parlamentar que estava há 28 anos no Congresso sem apresentar qualquer coisa de relevante.

Resultado: sua popularidade chegou a 75% de expectativa positiva, em dezembro último; baixou para 65% na semana de sua posse e agora, ainda no primeiro mês de gestão mas já colecionando desatinos, essa aceitação já desabou para 40%, segundo pesquisa XP Ipespe. E o pior ainda está por vir.

Giselle, A Feia


A feia Giselle Bündchen desancou a ministra veneno, causando indignação na estonteante Damares. E assim segue o país do avesso do avesso do avesso do avesso

O preço da estupidez gerontocrática



Era só tirar o PT. E voltar pro terminal rodoviário sujo e calorento, pegar um ônibus e com três horas de estrada já sentir aquele aroma merda/mijo tão familiar.

Era só tirar o PT que tudo melhorava. Hoje a ANAC reajustou a taxa de embarque nos aeroportos em 5,39%, sepultando definitivamente o risco da tutankamônica Danuza Leão encontrar o porteiro do seu prédio na Europa.

Alguém ainda lembra daquele programa de incentivo a viagens em excursões turísticas para delegações de idosos, criado nos governos petistas e bruscamente cortado pelo ladravaz temerário?

E onde está aquela chusma de macróbios ranhetas, que viviam a zurrar contra as roubalheiras petistas e achando que aquele atendimento respeitoso no INSS, aquele calendário de pagamento de benefícios e outros ganhos caíam do céu e logo, logo voltarão a cair por isso estão silentes?

Para esses, deve-se pedir calma porque a merda que promete abater-se sobre suas cabeças está só começando. Quando o agiota Paulo Guedes aprofundar as maldades iniciadas com o larápio Temer, verão como eram felizes e ignoraram estupidamente essa realidade. Paciência!

Gisele Bündchen desnuda o caráter nefasto da política boçal para o meio ambiente



A modelo Gisele Bündchen é nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU. No entanto, foi considerada como "má brasileira" pelo governo da boçalidade por críticas à política desse governo para o setor, baseada apenas na defesa dos interesses ruralistas e sem qualquer compromisso  com o meio ambiente. E ainda foi chamada de ignorante pela ministra.

Gisele, então, mandou uma carta a Boçalnaro e à 'Coroa Veneno', a tal ministra autora da política nefasta, eis a íntegra da carta;

  Excelentíssima Senhora Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina 

Escrevo respeitosamente à senhora para me manifestar em relação a alguns comentários que foram feitos e que dizem respeito à minha pessoa em sua entrevista no dia 14 de janeiro ao veículo Jovem Pan. Causaram-me surpresa as referências negativas ao meu nome, pois tenho orgulho de ser brasileira e sempre representei meu país da melhor forma que pude.

Primeiramente, gostaria de dividir com a senhora um pouquinho da minha trajetória. Sou uma apaixonada pela natureza e tenho uma conexão muito forte com a terra. Nasci no interior do Brasil, onde a agricultura sempre foi fundamental para a economia e desenvolvimento de todos os municípios do entorno. Meus avós também praticavam agricultura familiar.

Valorizo e prezo muito o papel tão importante que a agricultura e os agricultores têm para o nosso país e nosso povo, mas ao mesmo tempo acredito que a produção agropecuária e a conservação ambiental precisam andar juntas, para que nosso desenvolvimento possa ser sustentável e longevo.

Desde 2006 venho apoiando projetos e me envolvendo com causas socioambientais no Brasil (através da doação de parte da renda da venda de produtos licenciados com meu nome a diversos projetos relacionados à água e florestas até o apoio e realização de projeto de reflorestamento de mata ciliar na minha cidade natal). Já visitei a Amazônia algumas vezes e conheci de perto a realidade da região norte de nosso país. Em decorrência do meu trabalho relacionado ao meio ambiente fui convidada para ser Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o Meio Ambiente e também pelo presidente da França para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente na Assembleia Geral da ONU nos Estados Unidos, além de ter participado de inúmeros encontros com presidentes de empresas, universidades, cientistas, pesquisadores, agricultores e organizações do meio ambiente, onde pude trocar informações e aprender cada vez mais sobre como cuidar do nosso planeta.

Tendo ciência, através de diferentes fontes de informação, do alto grau de comprometimento e irreversibilidade que algumas ações governamentais poderiam trazer ao meio ambiente, como cidadã brasileira preocupada com os rumos da minha nação resolvi, em algumas oportunidades que entendi críticas e merecedoras de atenção, me manifestar.

A Senhora mencionou a grande quantidade de áreas protegidas no Brasil. Lamento, no entanto, ver notícias, como a do final do ano de 2018, com dados do Governo Federal divulgados amplamente na imprensa, que o desmatamento na Amazônia havia crescido mais de 13%, o que representava a pior marca em 10 anos. Um patrimônio inestimável ameaçado pelo desmatamento ilegal e a grilagem de terras públicas. Estes sim são os “maus brasileiros”.

Precisamos usar a tecnologia e todo conhecimento científico a favor da agricultura e da produtividade para que evitemos que novos desmatamentos possam ultrapassar o ponto de não retorno em que a degradação em curso do clima ameno se tornará irreversível.

Vejo a preservação da natureza não somente como um dever ambiental legal, mas também como uma forma de assegurar água, biodiversidade e condições climáticas essenciais para a produção agrícola.

Cara Ministra Teresa Cristina, seu papel como ministra da Agricultura – em um país onde clima, agricultura e floresta têm papel chave para nossa economia – é fundamental. Sei do desafio que tem pela frente e torço para que em seu mandato possam ser celebradas ações concretas que resultem em um Brasil mais sustentável, justo e próspero.

Ficarei muito feliz em poder divulgar ações positivas que forem tomadas neste sentido.

Com respeito,

Gisele Bündchen
(Transcrito do site Brasil 247)

Ministro nega pedido de Helder



Segundo o site global G1, o ministro da Justiça Sérgio Moro negou pedido do governador do Pará, para envio de tropas da Força Nacional de Segurança, feito no início deste mês.

A alegação do ministro é que Brasilia não pode ficar desguarnecida da presença daquela corporação, pois nesse momento grande parte do contingente da FN está em missão no Ceará colaborando pra debelar estado calamitoso provocado por facções criminosas.

O ruim de tudo isto é que o serelepe ministro sugeriu que o governador paraense desloque parte dos 140 homens que já estão em nosso território, atuando em parceria com Funai, ICMBio, Belo Monte, em áreas onde ocorrem conflitos fundiários.

Despir um santo pra vestir outro, com efeito, é solução de quem não tem perspicácia para resolver a equação, assim como esperar que se encerrem os conflitos no Ceará demonstra apenas comodismo e incompetência ministerial. Tomara que o Pará não vire outro Ceará.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Arauto da morte quer cortar benefício do INSS de portadores de HIV



Bolsonaro (PSL) trabalha com a proposta de seu guru econômico, Paulo Guedes, de limitar o valor da pensão por morte, direito garantido ao cônjuge ou dependente de quem contribuiu ao INSS. Agora, Jair também quer cortar os benefícios das pessoas portadores do vírus HIV.

O governo ilegítimo de Michel Temer deu início a retirada do direito das pessoas soropositivas por meio de um programa de “desaposentadoria”, que teve início em 2016. Na prática, as pessoas tiveram que passar por uma rápida perícia médica, que determinou se o pagamento seria feito. Segundo publicação do Projeto Colabora, desde então foram realizadas 1,18 milhões de perícias e 578,5 mil portadores de HIV perderam o benefício, de acordo com dados do Ministério da Cidadania.

Bolsonaro declarou que vai fazer uma nova auditoria em 2 milhões de benefícios. O Projeto Colabora ouviu a advogada Maria Eduarda Aguiar, que tem clientes soropositivos que perderam o benefício. A jurista, que é presidente do Grupo Pela Vida, revelou já ter atendido 60 casos de pessoas portadores do HIV que foram desaposentadas após rápida perícia médica.

“Recebi casos de pessoas que têm problemas cognitivos sérios e com lipodistrofia nas nádegas, que mal conseguem ficar sentadas por muito tempo. Essas pessoas, de um modo geral, enfrentam um isolamento social de muitos anos, sem acesso ao mercado de trabalho. Tenho um cliente que mora num quartinho nos fundos de uma instituição espírita. Como é possível tirar um salário mínimo dessa pessoa e fazê-la voltar a trabalhar depois de tantos anos, já na faixa dos 50 anos?”, questiona a advogada.

Ainda segundo a advogada, há cerca de 25 mil pessoas aposentadas pelo HIV e “pouquíssimas” conseguiram reverter a situação de desaposentadoria “pelo total despreparo dos peritos judiciais em relação a AIDS”. Para Maria Eduarda, somente a perícia médica é insuficiente para avaliar cada caso.

“É preciso olhar para a pessoa com HIV de forma mais ampla. São pessoas que viveram muitos anos sem tratamento, e que têm impedimentos socioeconômicos reais na nossa sociedade. Uma perícia médica nunca vai ser o suficiente. Essas pessoas sequer deveriam passar por esse processo de revisão”, aponta a advogada.

Na semana passada, Bolsonaro demitiu a médica sanitarista Adele Benzaken do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), do HIV e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Adele é uma das especialistas mais respeitadas na área, com mais de 40 anos de experiência, e estava no Departamento de Vigilância desde 2016.
(Projeto Colabora/ Agência PT de Notícias)

Mundo repudia a institucionalização da violência no Brasil



“Bolsonaro facilita a compra de armas no Brasil, capital mundial de assassinatos”. Com essa frase aagência AP News noticiou o decreto sobre posse de armas assinado por Jair Bolsonaro nessa terça-feira (15), deixando claro que a segurança públicado país não deve melhorar. A medida, que é criticada por especialistas em segurança de todo o mundo, repercutiu em diversos órgãos de imprensa.

O Spiegel, da Alemanha, destacou em matéria que o Brasil é um dos países mais violentos do mundo, com cerca de 64 mil mortes em 2017, e de acordo com especialistas ouvidos pela veículo de comunicação, o número de crimes violentos deve aumentar.

No The Independent da Inglaterra, a notícia dizia que “O presidente de extrema-direita do Brasil, Bolsonaro, assinou um decreto facilitando a compra de armas”. O texto destaca que o decreto é parte de um plano para derrubar o estatuto do desarmamento, de 2003.

Outro jornal inglês, o Guardian, apontou que o decreto de Bolsonaro foi criticado pelos especialistas em segurança pública e trouxe aspas do presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Lima: “Essa é uma porta de entrada para a violência e uma terrível notícia para a segurança pública”.

O site do Qatar, Al Jazeera também apontou que “o Brasil é a capital mundial de assassinatos” e de maneira irônia acrescentou que “o novo presidente de extrema direita acredita que armar sua população diminuirá o crime”. Segundo a matéria, a decisão “pode ter um efeito negativo com acusações de violações de direitos humanos e a taxa de homicídios subindo cinco por cento em relação ao mesmo período de 2017”.

Matéria do jornal estadunidense New York Times também aponta que “o decreto presidencial elimina a exigência de que os requerentes declarem formalmente porque precisam de uma arma e tenham esse argumento aprovado pela polícia”.

“Embora o anúncio de terça-feira encante muitos dos apoiadores de Bolsonaro, e apesar da irritação pela violência generalizada, a maioria dos brasileiros ainda é a favor da regulamentação rigorosa das armas. De acordo com uma pesquisa realizada no mês passado, 61 por cento acreditam que a posse de armas por parte de civis deveria ser proibida”, acrescenta o texto.
(Agência PT de Notícias)

E o mundo continua girando




À revelia de crenças terraplenistas, a história continua dando voltas, tal e qual o sistema planetário que compõe o nosso universo, para desespero de Olavo de Carvalho e seus blue caps.

Vejam só o caso do governo de extrema direita que se instalou no país pela via eleitoral. Povoou de generais inúmeros cargos públicos tradicionalmente ocupados por civis.

Radicalizou aquilo que foi vivido no pós 1964, que levou Frei Betto a ressaltar o papel da igreja contra o arbítrio por ser uma das poucas instituições nacionais a escapar de ter um militar no comando,

Foi naqueles tempos sombrios que destruíram nossa malha ferroviária que necessitava expandir-se, para nos deixar nas mãos do modal rodoviário cujos proprietários financiaram aquela aventura cavernosa.

Ironicamente, foi do chão das fábricas dessa indústria que se tornou monopolista que surgiu o maior líder político do país nesses dois últimos séculos, capaz de chegar ao governo e quebrar todos os tabus inventados pela elite para privar o povo de políticas sociais que destruíssem nossa secular desigualdade.

Sequestrado e preso aquele notável líder popular, reinstalou-se a truculência fardada de forma opcional, embora seja nítida a intenção da perpetuação.

Pelos primeiros passos trôpegos que essa nova aventura de matiz castrense dá, temos a impressão que terá vida mais curta do que seu ciclo inspirador.

Com efeito, sucumbirá bem antes do que precisa para concluir sua missão anti civilizatória e baseada na violência social fomentada, na subserviência político/econômica aos EUA e ao modus operandi político socialmente excludente. Tem tudo pra dar errado.

Duas medidas a comemorar



Devem ser saudadas efusivamente, com direito à classificação de magistrais caso se concretizem, duas iniciativas do governador Helder Barbalho a quando do anúncio do início da construção do BRT- Metropolitano.

A primeira, a proibição da circulação daquelas carretas/ mondrongo nos horários de 7hs às 10hs- 17hs às 20hs, com ganhos extras porque inibe a circulação bem antes, já que uma carreta que saia do centro da cidade às 15hs, jamais burlará a fiscalização às 17hs.

Lembremos que D. Costa tentou disciplinar o horário de circulação desses veículos monstruosos, mas esbarrou certamente na pressão política, bem como em sua incurável volubilidade ao escutar aquele som do tilintar daquilo que é guardado dentro de um cofre.

Agora, Helder torna com a medida e tomara que consiga impor-se às pressões que fatalmente virão, cacife político não lhe falta, bem como a manutenção da medida traz ganhos políticos infinitamente superiores a meras compensações pecuniárias por baixo dos panos e o desgaste à vista.

O outro anúncio a ser comemorado é a utilização do modal hidroviário de transporte na Região Metropolitana de Belém, da Alça Viária à zona portuária de Belém, retirando um bando de veículos rodoviários do circuito e fornecendo um transporte mais seguro e menos poluente.

Helder talvez devesse olhar com carinho para aquele terminal construído pela governadora Ana Júlia, nos arredores da Arthur Bernardes, e criminosamente abandonado por Simão Jatene. Caso houvesse viabilidade em sua utilização, o governador daria um xeque-mate na ganância do lobby que mantém seu feudo naquela degradada orla portuária ao longo da Bernardo Sayão e adjacências, lixando-se para a população usuária. A bola está com o governador.

Corre Zenaldo, corre...



E deu a largada a construção do BRT- Metropolitano, ontem, com prazo de entrega estipulado pelo governador em 19 meses, ou seja, agosto do ano que vem.

Zenaldo, por sinal, anunciou que entregará o seu BRT, em parceria com D. Costa, em junho próximo, embora nem Simão Jatene acredite nessa lorota.

De qualquer modo, à medida que avance o corredor metropolitano, torçamos para que seja célere como a promessa, mais o prefeito será posto na berlinda para concluir seu longevo equipamento.

E a essa altura do campeonato nem adianta soltar notinhas oficiais pelos jornais dizendo que problemas de fornecimento de material, necessidade de ajustamentos atrasarão a obra. O termômetro é outro.

Até o reino mineral, e o Onyx 'Liquidificador' Lorenzoni, sabem que a intenção do alcaide era inaugurar seu BRT, em parceria com D. Costa, lá pra perto das eleições à sua sucessão, é costume da casa.

No entanto, diante desse fato novo que surge como contratempo à tática zenaldista, o jeito é tocar o barco depressa pra fugir de comparações desvantajosas a Zenaldo.

Nesse sentido, mais uma vez resta provado que a população espera espírito público de seus governantes, independente da legenda em que estejam abrigados. Coisa que não se consolida simplesmente por pertencerem governadores e prefeitos a mesma legenda, velhacaria privata usada nesses últimos anos e desmentidas pelos próprios. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A evolução das espécies(inclusive aquelas raras) e o imbroglio da merenda na Seduc


Anônimo disse...

As baratas já estavam em nosso planeta, quando este era dominado pelos dinossauros. Sobreviveram às monstruosas criaturas, se multiplicaram durante o domínio humano, e, segundo dizem as mulheres e homens de ciência, na hipótese de uma hecatombe nuclear, que a tudo destrua, um animal sobreviverá: ela mesma, a barata.

No serviço público tem gente assim... sobrevive em qualquer ambiente!

Na AGE, tem uma auditora que era tucana até à raiz do cabelo: fez campanha rasgada para o Jatene, obsequiava Jader com adjetivos nada lisonjeiros.

Agora, com a maior cara de pau, virou jaderista desde criancinha!

Tudo pra não perder a gerência que ocupou nos 8 anos de Jatene.

E parece que vai conseguir.

Instinto de sobrevivência é isso aí!

Milagro Sala é o Lula da Argentina


O Tribunal Criminal da província de Jujuy, na Argentina, condenou nesta segunda-feira (14) a deputada do Parlasul (Parlamento do Mercosul) e líder indígena Milagro Sala a 13 anos de prisão.

A Justiça alega que a dirigente está envolvida em crimes de associação ilícita, fraude e extorsão. A condenação ocorreu após as autoridades investigarem um suposto caso de desvio de fundos destinados à construção de moradias populares por parte de cooperativas e organizações sociais com as quais a líder possuía ligação.

Segundo informações da TeleSUR, a defesa de Sala já entrou com uma apelação contra a decisão da Justiça. Sabrina Roth, correspondente da emissora, afirmou que “durante as alegações, foram demonstradas a falta de provas e uma série de nulidades vistas no processo. Esta é uma sentença que não fica firme”.

Sala é dirigente da organização Tupac Amaru e deputada do Parlasul desde 2015, quando foi candidata pela coligação socialista Frente para a Vitória. Além disso, é integrante da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA).

Esta não é a primeira vez que a líder indígena é incriminada. Ela já havia sido detida em um protesto contra cortes em programas sociais do governo no dia 16 de janeiro de 2016, pouco mais de um mês depois da posse de Macri. Além de Milagro, outros dez militantes também foram detidos na ocasião.

Em dezembro de 2018, Milagro Sala foi absolvida do caso “Tiroteio de Azopardo”. Após um processo demorado na justiça, ela foi inocentada pelo princípio jurídico de presunção de inocência e por falta de provas, mas continuou em prisão preventiva, aguardando a sentença de outras acusações.

Sua detenção é considerada arbitrária e de caráter político por diversos órgãos nacionais, como a Procuradoria de Violência Institucional da Argentina, e por organizações internacionais de direitos humanos, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), e a Anistia Internacional.
(Brasil de Fato)