Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Governo do Brasil rebate, em 6 pontos, argumentos para o tarifaço dos EUA


O Governo do Brasil já apresentou fartas documentações à administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para rebater a cobrança de tarifas que, na visão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua equipe, são totalmente descabidas e injustificáveis.

Há pouco menos de um mês, em encontro na Casa Branca, Lula entregou documentos que comprovam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos estadunidenses foi de US$ 415 bilhões. As autoridades brasileiras também forneceram  documentação aos técnicos da Representação Comercial dos EUA (USTR, United States Trade Representative, sigla em inglês), em sucessivas reuniões, atestando que a política comercial brasileira não prejudica o comércio e nem viola normas internacionais vigentes.

Diante de ameaças de um novo tarifaço de Trump, uma decisão que surpreendeu o Brasil e que foi anunciada após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente dos EUA, Lula disse que aguarda explicações do governo norte-americano. Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump cerca de uma semana depois de Lula, em meio às revelações de seus vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, preso preventivamente deste março.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer, durante evento em Goiás, na terça-feira, 2, que aguarda um telefonema do chefe da Casa Branca, Donald Trump, para tratar do assunto, conforme ficou acordado na última reunião entre eles, no início de maio, para que o presidente dos EUA explique as razões para a recomendação da USTR.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, disse o brasileiro.

Ainda assim, de maneira unilateral, o USTR sugeriu tarifas de 25% sobre minérios, aeronaves civis, combustíveis, especiarias, eletrônicos, produtos químicos e farmacêuticos, frutas e nozes, além das terras-raras, entre outros.

O Governo Lula manifestou indignação com a decisão de Washington. Em nota, condenou o entreguismo do clã Bolsonaro e as investigações do USTR que motivaram o tarifaço e alegam a existência de práticas comerciais desleais.

A mentira rebatida ponto a ponto

Nos documentos enviados à Casa Branca, o Governo Lula rebate, ponto a ponto, os argumentos para o tarifaço. Leia abaixo:

1. Comércio Digital e Serviços de Pagamento Eletrônico: A lei brasileira confere tratamento equitativo a empresas nacionais e estrangeiras. Não há, no Brasil, qualquer restrição contra as grandes empresas de tecnologia dos EUA. O país é um grande mercado para as “big techs” americanas.

O PIX é infraestrutura pública e gratuita de pagamentos instantâneos, operada pelo Banco Central do Brasil e de grande aceitação pela população. Suas regras aplicam-se de forma uniforme e neutra, e empresas norte-americanas participam ativamente desse ecossistema. O Brasil é o segundo maior mercado mundial das duas principais redes de cartão de crédito dos EUA.

2. Tarifas preferenciais : Os acordos comerciais celebrados pelo Mercosul com terceiros países (México e Índia) não restringem o acesso de produtos norte-americanos ao mercado brasileiro. Insumos e componentes de origem norte-americana incorporados a produtos brasileiros beneficiam-se de Acordos do Mercosul com outros mercados.

3. Aplicação de leis anticorrupção: O Brasil é parte dos principais instrumentos internacionais de combate à corrupção e dispõe de arcabouço legal e institucional consistente para sua aplicação, regularmente avaliado pelos mecanismos multilaterais pertinentes. Desde 2017, foram celebrados mais de trinta acordos de leniência. Em abril de 2026, por iniciativa do Governo brasileiro, foi apresentada proposta para enfrentamento ao crime organizado e de combate à corrupção ao Departamento de Estado dos EUA.

4. Proteção de direitos de propriedade intelectual : Os EUA são o principal beneficiário do sistema brasileiro de propriedade intelectual. Respondem por cerca de 30% dos pedidos de patente e lideram os contratos de licenciamento e cessão de ativos. Os pagamentos de royalties ao mercado norte-americano somaram US$ 1,38 bilhão em 2024, o dobro do registrado em 2020.

5. Etanol: O Programa Nacional de Biocombustíveis é aberto a produtores estrangeiros em condições não-discriminatórias, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis tem desenvolvido diretrizes técnicas específicas para a participação de produtores norte-americanos no programa. Os EUA aplicam tarifa de 12,5% sobre o etanol brasileiro, uma diferença relativamente pequena para os 18% aplicados pelo Brasil. Por outro lado, o açúcar brasileiro conta com cota ínfima de cerca de 150 mil toneladas e, acima da cota, está sujeito a tarifa de US$ 340 por tonelada, equivalente a uma alíquota de 80%.

6. Desmatamento: Desde 2023, o Governo estabeleceu e está cumprindo a meta de zerar o desmatamento até 2030. O desmatamento na Amazônia Legal já foi reduzido em cerca de 50% na comparação com 2022. A área queimada no país como um todo recuou cerca de 40% em 2025 frente à média do período 2017-2024. Além disso, dados divulgados semana passada pelo MapBiomas indicam que, em 2025, o desmatamento no Brasil, em seus seis biomas, atingiu seu menor nível em sete anos.

(Rede PT de Comunicação)

segunda-feira, 1 de junho de 2026

E agora, Daniel?


O senador Zequinha Marinho(Podemos/PA) foi o único do nosso estado a assinar a PEC apresentada pelos senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, que reduz o salário mínimo, extingue a CLT e reduz o valor atual do salário mínimo atual para pouco mais de R$1200,00.

A famigerada proposta atende aos reclamos de empresários inescrupulososm como o presidente da FIESP, Paulo Skaf, que somam-se à politicagem que tenta barrar a PEC da deputada Erika Hilton(PSOL/SP), que reduz de 48 horas a 44 horas semanais de trabalho, já aprovada na Câmara Federal.

Segundo o que até aqui sabemos, a PEC anti trabalhador alcançou 40 assinaturas, embora, por ser proposta de emenda constitucional, necessite de 49 para ser aprovada, constatando-se, assim, que trata-se de manobra visando agradar os endinheirados que detestam ver consolidadas conquistas da classe trabalhadora.

Quanto ao senador paraense enamorado de grilagem de terras e motosserras, que venha a público, ou o candidato do seu partido ao governo do Pará, a fim de esclarecer o porquê da subscrição de proposta tão nefasta à maioria do povo brasileiro, obviamente aí incluso o povo do nosso estado, estado sabidamente campeão de trabalho informal.

domingo, 31 de maio de 2026

Debates urgentes


O candidato ao governo do Pará, Daniel Santos, gravou e divulgou vídeo prometendo acabar com os pedágios criados por Helder Barbalho, no trajeto da Alça Viária.

Até aqui, nenhuma manifestação da atual governadora e candidata à reeleição, Hana Ghassan, a respeito do assunto até mesmo porque a midiazona pisa em ovos pra manter seu cahpabranquismo.

Helder é ligado ao larápio e golpista Michel Temer, que é chegado a Tarcísio de Freitas, este o rei do pedágio em São Paulo, modelo certamente copiado por Barbalho pero no mucho, levando-se em conta a precariedade da pista daquela rodovia paraense.

Curioso é que a base de apoio mais ideologizada.de Daniel reza pela mesma cartilha barbalhista, baseada em privatizações, estado mínimo, arrocho salarial, conforme constatamos durante o flagelo temerário, seguido pelo caos fascista, período 8/2016, até 1/2019, e 1/2019 até 31/2022, quando Lula voltou e colocou o país nos trilhos.

Com efeito, este é um dos muitos debates públicos que precisam ser travados imediatamente a fim de que o povo paraense saiba quais as verdadeiras intenções daqueles que querem governar o Pará pelos próximos quatro anos.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Lula cria a Universidade Federal Indígena(UNIND)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind). A instituição terá sede em Brasília e poderá se expandir por todo o território nacional.  A previsão é que 2,8 mil estudantes sejam atendidos nos quatro primeiros anos de implantação.

A cerimônia de assinatura do projeto ocorreu no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, 28, com a presença de ministros do Governo Federal, além de representantes dos indígenas.

Aprovado pelo Congresso em 5 de maio de 2026, depois de consultas a quase 30 povos originários, o projeto de lei 6.132/2025, que propôs a criação da universidade, é de autoria do Poder Executivo. Depois de sancionar a lei, Lula reiterou seu apoio à educação pública e destacou a relevância da sabedoria ancestral para o Brasil.

“A gente não pode prescindir do conhecimento que os povos indígenas acumularam ao longo de tanto tempo nesse país e no mundo. Portanto, eu acho que hoje é um dia gratificante”, afirmou.

“Cabe agora ao Estado brasileiro pegar o prédio, que foi conquistado, prepará-lo, para que a gente possa, no menor prazo de tempo, fazer uma festa com os novos alunos que vão entrar na nova universidade”, sugeriu o presidente.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, relembrou a demanda histórica dos povos indígenas pela criação da Unind. “Essa foi uma luta de mais de 16 anos dentro do Ministério da Educação, recentemente em articulação com o Ministério dos Povos Indígenas, e hoje é um dia de celebração, não só para os povos indígenas, mas para toda a educação brasileira”, disse.

“O valor da verdadeira reparação histórica”

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e anfitrião da cerimônia, José Guimarães (PT-CE), chamou a sanção do PL de “momento histórico”. “É uma solenidade aparentemente simples, mas tem o valor da verdadeira reparação histórica que nós estamos fazendo”, avaliou.

Com lágrimas nos olhos, a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, discorreu sobre o conhecimento originário, fundamental à preservação da natureza. Para ela, na concepção das universidades brasileiras, esse saber foi deixado de lado, mas agora é reconhecido por lei.

“Não se trata apenas de oferecer uma universidade para os indígenas, trata-se de reconhecer que os indígenas têm conhecimento científico e acadêmico para oferecer ao mundo”, definiu Guajajara. “Nossa sabedoria sobre as florestas, sobre a biodiversidade, sobre os ciclos da vida e da natureza, é fundamental no planeta em emergência climática”, pontuou, em seguida.

Igualmente emocionada, Rita Potyguara, representante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI), fez questão de agradecer Lula pela criação da Unind.

“O Brasil dá hoje um passo muito importante, um passo civilizatório. E esse passo acontece porque este governo compreendeu que nós, povos indígenas, não podemos mais ser tratados apenas como destinatários de políticas públicas. Nós já somos protagonistas da nossa história, da construção desse país, da construção do Estado brasileiro. A construção da universidade é, portanto, um marco do presidente Lula”, reconheceu Potyguara.

Universidade Federal Indígena

Iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Unind volta-se para a formação dos povos originários, nos níveis de graduação e pós-graduação, com base em modelo educacional que fortalece a identidade e os saberes tradicionais em diálogo com o conhecimento acadêmico não indígena.

Em 2024, foram concluídos 20 seminários em todas as regiões do Brasil, apoiados por instituições de ensino superior, no intuito de escutar e fazer intercâmbio com os indígenas.

Entre os cursos de graduação a serem oferecidos pela nova universidade, destacam-se Formação de Professores, Gestão Educacional, Saúde Indígena e Gestão Territorial e Ambiental. Confira abaixo os pilares da Unind:

– Autonomia dos povos indígenas, com a promoção de ensino, pesquisa e extensão sob uma perspectiva intercultural.

– Valorização de saberes, línguas e tradições indígenas.

– Produção de conhecimento científico em diálogo com práticas ancestrais.

– Fortalecimento da sustentabilidade socioambiental.

– Formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas.

(Rede PT de Comunicação)

Brasil volta a fazer parte das dez maiores economias do mundo


O Fundo Monetário Internacional(FMI) projeta que, ao final deste ano, o Brasil volta a fazer parte das dez maiores economias do planeta.

O crescimento de nosso Produto Interno Bruto(PIB) na ordem de 1,1%, no primeiro trimestre deste ano, em relação ao último de 2025, indicam essa melhora.

Assim, encerraremos o ano ostentando um PIB de US$3,3 trilhões, ainda beneficiados pela valorização do real frente ao dólar, outro fator que impulsionou nosso crescimento atual.

E as projeções indicam que podemos atingir a nona colocação, ano que vem, ultrapassando a Rússia, embora, para tal obviamente precisamos seguir a trilha do desenvolvimentismo que nos fez retornar ao lugar que ora ocupamos.

O vira lata 'Rachadinha' como instrumento do imperialismo


Sempre muito oportunas as reflexões feitas pelo professor Leonardo Trevisan, ao site do ICL Notícias, a respeito da conjuntura internacional.

Sobre a viagem do candidato miliciano à presidência da República, Flávio Rachadinha, bastante esclarecedora a relação que o professor nota existir entre esses vira latas latinos e o fascista Marco Rubio, do staff trumpista.

Segundo o professor, o cubano renegado Rubio dorme e acorda todo dia pensando em invadir Cuba, derrubar Claudia Scheinbaum, Lula e Gustavo Petro consolidando um protetorado fascista sob a égide da Casa Branca no continente.

Quem põe freios, parece mentira, nesse plano é o fundamentalista religioso J D Vance, vice de Donald Trump, pois sabe que trata-se de ardil visando a campanha sucessória para 2028, e menos uma solução à doutrina Monroe que dê aos EUA um controle permanente da região.

Ou seja, trata-se de uma briga pela sucessão do atual inquilino da Casa Branca, travada pelo que há de mais extremista no Partido republicano, cujo laboratório são nações soberanas e sob governos altamente populares, que correm o risco de retorno ao fascismo destrutivo, apenas para apascentar apetites canibais de inescrupulosos agentes do império. É ou não é preocupante.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Eleição pra governador, pesquisa pra síndico de condomínio


Acaba de ser divulgada uma pesquisa de intenção de votos, cujo mérito é fazer jus a quem a realizou: Instituto Ampla.

Vai sem ampla assim lá onde o saci perdeu a muleta. Nas 1500 entrevistas feitas em 60 municípios, quase 70% declaram que ainda estão indecisos.

Vale dizer, apenas 1050 manifestaram sua preferência. Em Belém o percentual dos que declaram voto deve ser menor do que o número daqueles que penam diariamente naquela parada onde ficava aquela galeria de botecos e lojinhas, na BR.

Como além de não escolher seu candidato(a), mais de 50% desses entrevistados ainda disseram que podem mudar de voto, então, diante de tanta amplitude, s ó nos resta pedir socorro ao outrora engraçadíssimo 'João Canabrava', da Escolinha do Professor Raimundo, e declarar: fecha a conta e passa a régua. Credo!