Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O fim da jogatina depravada


Um verdadeiro show de hipocrisia, a manifestação dos chamados  grandes clubes do futebol brasileiro com o que chamam risco de quebra de clubes menores, caso as apostas(bets) sejam proibidas.

E qual foi desses clubes que já demonstrou preocupação com a situação desesperadora da Ponte Preta, que nem é tão pequena, cuja penúria enseja debandada de seus jogadores, há meses sem salários?

Penso que há uma inversão perigosa nesse chororô velhaco de cartolas mancomunados com essa jogatina: não é o miserê que vem de longe que preocupa essa cartolagem, mas, a perda de coadjuvantes que ajudam a engordar esse bolo que nunca é dividido com eles.

Porém, o principal é que esse modelo degradado de financiamento do futebol desassossegou famílias, provocou ruínas familiares, retirou dinheiro da economia é muito mais sério do que o dinheiro sujo que venha sustentar qualquer agremiação esportiva, por mais simpático que seja esse clube.

Ressalte-se que a Premier League, o poderoso campeonato inglês, acaba de proibir que essas bets sejam patrocinadoras masters dos clubes que disputem aquela liga, em qualquer divisão daquela competição, passo inicial para reduzir o peso dessa atividade deletéria na vida das pessoas.

A opção pelos mais pobres


O reajuste do Bolsa Família, a poucos dias da eleição, é menos eleitoreiro do que um togado usar o cargo para blindar o filho de quem o nomeou para juiz.

Além disso, essa ajuda pecuniária aos mais vulneráveis levou em conta duas coisas fundamentais: a melhora das contas do INSS e a inflação que, mesmo em queda, ainda pesa no bolso.

Enfim, o melhor de tudo isso é ver recursos disponíveis no orçamento sendo usados em favor da camada social mais empobrecida, em vez de entesourados para, lá a diante, virarem superavit fiscal e irem direto pra engorda da especulação financeira.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Facão cego?


Flávio Bolsonaro, o 'rachadinha', apareceu em público portando um facão com o qual promete castrar estupradores.

Uau! A primeira coisa que salta aos olhos é o rumo que a virulenta ameaça toma, na atual conjuntura eleitoral bastante conturbada.

É que o candidato a vice na chapa de Flavio, Alfredo Gaspar, é acusado publicamente de estupro de vulnerável, algo ainda sob investigação.

Diante dessa fúria caseira, isto é, que a boa justiça deve começar por casa, pode-se imaginar o ar de pânico que deve ter tomado conta de Gaspar e seu"gaspar".

A não ser que o vice, por estreita convivência com o titular da chapa, saiba que tudo não passa de mais uma falsa promessa de campanha, dentre tantas outras que o fascista 'rachadinha' faz.

Compra de votos sob vigilância


Dois dias seguidos, anteontem e ontem, operações da Polícia Federal miram alvos suspeitos do cometimento de crimes eleitorais.

Um orgão público foi objeto de busca e apreensão, onde foi apreendida uma quantia milionária em dinheiro, enquanto uma pessoa foi presa, ao sacar uma fábula em dinheiro.

Que outras operações venham é o desejo do eleitor, caso continuem a ocorrer essas ações criminosas que visam comprometer a lisura das eleições através do poder econômico.

O Pará, lamentavelmente, tem tradição na interferência do poder econômico na vontade do eleitor, aquilo que garante o poder político longevo das oligarquias inimigas do poder emanar do povo.

Assim, uma PF vigilante e atuante contra essa ingerência criminosa precisa consolidar-se, na medida em que vivemos uma conjuntura especial, onde a influência estrangeira tenta derrotar conquistas populares.

Definitivamente, esse poder oligárquico que tenta eternizar-se através do uso indecente do dinheiro não pode ser visto como aliado, mas, um convivente parasitário ao lado de um governo que coloca os pobres no orçamento público.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Ungido por quem, cara pálida?


Pastores empresários, definitivamente, não são profetas fora da bolha dos negócios em que fazem suas fortunas nababescas.

Por isso, quando em uma sessão dessas um pastor previu que André Mendonça galgaria a um posto que ia o fazer mudar as leis do país, o terrivelmente golpista deveria relativizar essa previsão descabida.

O episódio que ora arrasta para a sarjeta o Supremo Tribunal Federal não engrandece em nada o ungido pelo pastor e por dona Micheque, ao contrário: mostra que esse momento degradado de nossa Suprema Corte deve muito a Mendonça.

Fora a desconstrução quase total do trabalho do boçalnarista André Mendonça, salta aos olhos a falta de saber jurídico que acomete ao "ungido", daí estarmos sob a perspectiva do agravamento da crise, já o tendo como um dos objetos dessa lavagem dessas togas sujas.

Menos mal que há Flavio Dino, que, em boa hora,  retirou da pauta política da eleição aquilo que o boçalnarismo orquestrou através do seu "ungido" a fim de favorecer o primeiro miliciano na linha sucessória do clã, na ausência do capo por motivos carcerários incontornáveis.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Contrariedades de um 'reizinho'


Operação 'Sonar', deflagrada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União, hoje, na Companhia das Docas do Pará, pode azedar ainda mais o humor do ex governador Helder Barbalho em relação governo federal.

É que o atual presidente daquela companhia, Jardel Rodrigues da Silva, ocupa o cargo por indicação de Helder Barbalho, e tem como assessora Renata Valle de Lima, cunhada do ex governador e candidato ao Senado(MDB).

À margem das relações familiares, a operação busca desbaratar suposta organização criminosa na CDP, pior: o suspeito de comandar a tal organização é justamente o presidente da companhia, o que só aumenta a indignação de Helder, certamente.

Distração ministerial


O atual ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, teve seu momento Rubens Barrichello, ao perceber(com atraso considerável) que a "sessão do STF pode expor ligações de políticos com o banco Master".

Ué, não contaram pro ministro que Ciro Nogueira, Antônio Rueda, presidentes de legendas nacionais; Claudio Castro, governador do RJ; Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado na eleição passada; governador Tarcísio de Freitas, do estado mais rico e populoso do país, enfim, o que não falta é político nessas relações perigosas.

A não ser que o nosso distraído ministro estivesse referindo-se ao envolvimento de prováveis candidatos ora concorrendo â presidência da República, mas até aí não há dúvidas de envolvimento, principalmente de um que chamou aquele banqueiro assaltante de 'irmãozão', mesmo sob  a repercussão discreta desses laços afetivos na midiazona, né ministro?