Certa vez, Jair Boçalnaro, o facínora que queria golpear a democracia e foi justa e oportunamente colocado à margem da sociedade que ele não tolera, falou que pobre só serve para, com o título de elitor nas mãos e diploma de burro no bolso votar em quem o engana.
Falava de cátedra, pois foi um parasita por sete mandatos de deputado federal e um de presidente da República, exercido com rara índole bandida, quando sua incúria matou algumas centenas de milhares de pessoas, pois condicionou a compra de vacina ,durante uma pandemia devastadora(covid), ao pagamento de propina para si e comparsas.
Preso, mas acumulando um capital eleitoral considerável, lançou seu filho mais velho na disputa eleitoral, frustrando expectativas de aliados que não veem condições políticas mínimas no escolhido para a disputa ou exercício do cargo, todavia, engoliram a tal escolha porque não podiam abrir mão daquele considerável lastro eleitoral de alta competitividade.
De fato, o primogênito do fascismo não fassa de símile paterno com todas os matizes da delinquência do pai, pior, com uma capacidade ainda maior de mentir vorazmente.
Como bem observou o ex senador tucano José Aníbal, na abertura da sabatina a que foi submetido na Rede Globo, sexta feira última, foram feitas três perguntas e ele mentiu nas três respostas, dissimulando aquilo que é sua intenção operar, contudo, a boa velhacaria carreirista sugere que um bom farsante minta nessas circunstâncias, na medida em que mais vale o voto de um incauto, do que a sinceridade que deve nortear a ética de um homem público.
O primogênito ama o fascista argentino Javier Milei, admira o gangster Paulo Guedes, bateu várias vezes na porta da justiça para acabar com a lei de cotas raciais para ingresso em universidades e cargos públicos, sempre execrou direitos trabalhistas, entre outras iniquidades que fazem parte da sua (de) formação enquanto ser humano e político, daí a dissimulação, a encenação e o ar manso que oculta a mais perversa intenção de quem covardemente prepara um gigantesco ataque contra conquistas sociais e programas de amparo à parte mais vulnerável da sociedade brasileira.
Pior é que há chusmas de incautos que parecem já portar o jocoso diploma de que falava o salafrário pai do candidato, bem como o título de eleitor nas mãos para votar contra si, contra todos aqueles que dependem dessas políticas públicas que nos tornaram uma nação com alto grau de desenvolvimento, acreditando na lábia de celerado que há décadas anda de mãos dadas com alguns dos mais abomináveis criminosos que o país já conheceu.







