Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Criminalizado por tabela


O senador Jacques Wagner(PT/BA) deixou a liderança do governo, após conversa com o presidente Lula.

Jaques soltou uma frase lapidar, após a reunião: não é réu, não foi denunciado em nenhum processo referente às investigações sobre o banco Master e muito menos é alvo de investigação da operação Compliance Zero da PF.

De fato, parece que seu crime foi a estreita ligação com Gustavo Lima, ex sócio de Daniel Vorcaro, embora nada exista ligando o senador baiano, com o caso, conforme os processos judiciais atestam e o noticiário omita esse fato.

É um integrante do PT, mais uma vez, sendo usado como instrumento da recorrente criminalização da política, como ocorre toda vez que a direita está em apuros e prestes a ser derrotada em uma disputa eleitoral, enquanto quem está envolvido umbilicalmente com a bandalheira posa de honesto. Lamentável!

A micareta(propaganda fora de época) eleitoreira


Essa multa aplicada hoje pelo TRE na governadora e candidata à reeleição, Hana Ghassan(MDB/PA), tem mais jeito de homenagem do vício à virtude, do que punição exemplar.

Tantas ela fez, faz e seguirá fazendo, tudo leva crer, que essa multa de R$165 mil poderia até significar justa reparação à higidez eleitoral, todavia, no caso dessa campanha nababesca pode ser visto como 'troco'.

Não vamos perder tempo e espaço enumerando os diversos dribles dados por Hana na legislação eleitoral vigente, apenas citaremos en passant que essa malandragem de visitar obras de asfaltamento de ruas é um escárnio, tanto pela usurpação das prerrogativas de prefeitos quanto pela exposição eleitoreira de alguém estranha ao ninho municipal.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Foi tiro no pé, né?


A operação realizada pela Polícia Federal, nesta manhã, no banco Digimais, pertencente a igreja do bispo Edir Macedo, é um primor de autofagia financeira.

Tida como detentora de 2 milhões de fiéis, a Universal do Reino de Deus construiu prédios suntuosos nos quatro cantos do país, fundou um banco e viveu o sonho da chegada aos reinos do céu.

Muita gente eindinheirada lavou dinheiro com doações milionárias ao pastor Edir, todavia, o grosso do dinheiro é oriundo dos mais de 90% dos assalariados que compõe o universo de doadores.

Edir Macedo parece não ter percebido essa nuance, daí ter apoiado um projeto político altamente excludente, conforme constatamos na atuação dos representantes do seu partido na cena política brasileira.

Com efeito, nos quatro anos de fascismo governando o Brasil a economia encolheu, o ganho desse universo de dizimistas definhou, os doadores endinheirados sumiram e isso repercutiu na 'Crença mercenária' imprimida por Edir.

Aí está o resultado: um rombo de R$650 milhões nos ativos do banco de Edir Macedo, bem como o risco de ter o mesmo destino do banco Master e seu braço religioso pertencente à igreja da Lagoinha(MG), ensejando até o dono da Record tendo que tirar dinheiro do cofre pessoal pra tapar rombos do seu banco.

Não por acaso, o pastor Silas Malafaia largou a mão de Flávio 'rachadinha', certamente antevendo prejuízos financeiros, ainda que indiretos pela perda de fiéis, optando, no momento, por postar-se equidistante na disputa eleitoral, esperando lá adiante ver se há algum projeto reacionário viável, para novamente manifestar-se.

Assim, tudo leva crer, fecham-se as portas do dinheiro fácil oriundo da fé que financia o extremismo político. Tomara!

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Brasil registra queda histórica da fome entre mulheres, negros e crianças


Tratar o combate à fome como uma prioridade, investir em políticas públicas e na diminuição das desigualdades são ações do Governo Lula que têm produzido resultados positivos no Brasil. Dados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram que a insegurança alimentar grave caiu mais de 70% entre grupos historicamente mais vulneráveis da população entre 2022 e 2024.

Os resultados revelam que a redução da fome foi especialmente significativa entre segmentos que tradicionalmente enfrentam maiores obstáculos para acessar direitos básicos. Nos lares chefiados por mulheres, a queda da insegurança alimentar grave chegou a 77,7%. Entre famílias lideradas por mulheres negras, a redução foi de 75,5%. Já nos domicílios chefiados por pessoas negras, o recuo alcançou 73,4%, enquanto entre crianças e adolescentes menores de 18 anos a queda foi de 72,4%.

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, explica que somente depois de reestruturar o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), retomado em 2023, o Governo Lula teve condições de elaborar o Plano Brasil Sem Fome, política pública que articula diversas áreas para criar estratégias voltadas à geração de renda, valorização do trabalho, fortalecimento da proteção social e ampliação do acesso à alimentação adequada, com foco nos grupos mais vulneráveis.

“Os resultados mostram que essa estratégia deu certo. Conseguimos reduzir a fome de forma mais intensa entre crianças e adolescentes, nos lares chefiados por mulheres e nos lares chefiados por pessoas negras. É importante destacar esses avanços porque eles dizem muito sobre o projeto de país que temos o compromisso de construir, um país que combate a fome ao mesmo tempo em que enfrenta as desigualdades”, celebra.

Ela explica, ainda, que as ações foram construídas a partir do reconhecimento de que a fome não afeta todas as pessoas da mesma forma. Questões relacionadas à renda, raça e gênero foram consideradas fatores estruturais da insegurança alimentar, orientando a formulação de ações específicas para quem mais precisava de proteção.

Para consolidar os resultados alcançados, o Governo Federal aposta agora no III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan). A iniciativa prevê o fortalecimento do Sisan, a ampliação da proteção alimentar para populações vulnerabilizadas, o enfrentamento das desigualdades raciais, étnicas e de gênero, além do fortalecimento da agricultura familiar e da produção sustentável de alimentos.

A nova fase do plano também reforça o papel estratégico da agricultura familiar e reconhece a contribuição dos povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais para a produção sustentável de alimentos.

Menos desigualdades regionais

O levantamento compara dados da Rede Penssan de 2022 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024. Entre 2022 e 2025, 5,2 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza e 21 milhões saíram da condição de pobreza. O período também foi marcado pelo crescimento econômico, redução da inflação dos alimentos, queda do desemprego e retomada da política de valorização do salário mínimo.

Os indicadores apontam avanços importantes em regiões historicamente mais afetadas pela insegurança alimentar no Brasil. Em 2024, a Região Norte registrou a menor taxa histórica de insegurança alimentar grave, com 6,2%. No Nordeste, o índice caiu para 4,8%, também o menor já registrado. Nos domicílios rurais, a taxa chegou a 4,6%.

(Rede PT de Comunicação)

domingo, 21 de junho de 2026

O caos da gestão 'não manda'


Retrato do nível 'cu de sapo' da administração municipal de Belém: assessor da secretaria de cultura é exonerado pela chefa de gabinete do prefeito.

Acusado de tentar fraudar o pagamento de jurados do carnaval, Aiuá Reis Queiroz foi exonerado, não por seu superior, o prefeito, mas, pela chefa do gabinete deste.

Já que a hierarquia virou barata voa nessa administração caótica, bem que a "chefa" podia exonerar o alcaide, que desviou R$100 milhões do SUS, para um hospital particular.

Como o estilo é miliciano- primeiro atira, depois pergunta como no caso de Aiuá, a exoneração do pet/prefeito viria antes e a apuração depois, conforme a portaria consumando a cagada. Credo!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Fire friend


Até aqui, nada surgiu a respeito da velha e sempre recorrente tese do 'fogo amigo', para explicar o porquê do líder do governo Lula, senador Jaques Vagner, ter sido alvo da operação Compliance.

Todavia, se surgir não será nenhum despautério, levando-se em conta aquele episódio que teve como desfecho um abracinho feliz entre Vagner e Davi Alcolumbre, logo após a rejeição do nome do AGU, Jorge Messias, para o STF, pelo Senado Federal.

Na verdade, tudo que motivou a busca e apreensão nos endereços ligados ao senador petista foi explicado satisfatoriamente, da aquisição do apartamento para filha, ao dinheiro guardado em cofre de sua residência, passando pelos mimos recebidos pelo senador.

Até mesmo porque a ligação de Jaques Vagner é com Gustavo Lima, em uma relação até anterior e à distância de Lima com Daniel Vorcaro, conforme afirma o petista, ressaltando-se que essa relação é perigosa, mas, até aqui, nada de ilegal foi constatado, apesar do despacho açodado de André Mendonça.

Fumaça há. Será que há fogo?


Circula nas redes sociais um vídeo em que é relatada a existência de uma investigação a respeito de supostas ligações entre o Banpará e o banco Master.

Que o Banpará havia depositado recursos de um de seus fundos no banco de Vorcaro não é novidade, já havia sido noticiado logo que o Master foi liquidado pelo Banco Central.

Como o vídeo é eivado de suposições, mais mirando as eleições do que dando detalhes a respeito da suposta ligação do banqueiro com o ex governador, não expondo fatos mas fazendo hilações, fiquemos com um pé atrás.

Todavia, é fato que o Banpará jogou dinheiro fora ao investir perigosamente R$98 milhões do banco paraense em um fundo que logo depois foi extinto; agora, se isso está sendo investigado prioritariamente, nada indica por ora.