E bruscamente uma pulga foi colocada atrás de nossa orelha, a respeito de como teria votado o senador Jader Barbalho(MDB/PA) na rejeição do nome de Jorge Messias à vaga no STF.
E o que nos induz relevar essa hipótese foi a repentina cobrança por agilidade, feita pelo MPF à justiça federal, no caso do chamado Ranário Touro Gigante, financiado com recursos da Sudam.
Segundo o MPF, naquela época(1999/ 2000) a autarquia havia repassado ao empreendimento R$9,6 milhões, todavia, menos de 40% teriam sido empregados no tal ranário, com o restante sendo desviado.
O negócio estava no nome de Márcia Cristina Zahlut Centeno, à época esposa do então deputado Jader Barbalho; este, suspeita-se, seria o verdadeiro titular do negócio das pererecas, dada sua forte influência na Sudam e fama de latin lover.
Jader, recorde-se, chegou a ser preso, juntamente com o superintendente de então, o também emedebista e ex deputado estadual Arthur Tourinho, e a Sudam extinta, recriada posteriormente sob outros parâmetros institucionais tidos como mais seguros.
Sem mais nem menos, quase três décadas após o ocorrido, eis que o Ministério Público cobra agilidade na perspectiva da conclusão desse caso, cerca de 15 dias após o Senado rejeitar o nome do atual advogado Geral da União, Jorge Messias, à vaga aberta no STF com a aposentadoria, em outubro último, do ministro Luís Roberto Barroso.
A votação da rejeição a Messias foi secreta, no entanto, o governo afirma ter condições de mapear quem votou com o governo e quem votou contra; Barbalho, ressalte-se, ausentou-se da votação- aberta- que examinava o veto de Lula ao PL da Dosimetria, na prática, um voto contrário ao governo, o que deve ter deixado Lula igual a como estamos: com a pulga que agora coça nossas orelhas. Que tal?
