Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Disputa, disputas e consequências


O SBT veiculou reportagem, a respeito das eleições de outubro, abordando a situação específica do Pará, onde pesquisa aponta empate técnico entre as duas principais candidaturas.

Descendo mais a detalhes, o candidato oposicionista ao atual governo comandado pelo MDB, mesmo dentro da margem de erro, coloca o oposicionista na dianteira em relação à candidatura governista.

Não por acaso, a midiazona aliada do governo estadual subiu o tom no bombardeio pseudo moralista contra o adversário, recorrente e manjada tática eleitoreira de desconstrução do oponente que ainda sensibiliza parte da classe média.

Para além do risco da derrota na disputa pelo controle do Poder Executivo, outra coisa tira o sono dos coronéis que não sabem viver sem corte legislativa, sempre disposta à defesa cega e eventual blindagem desses coronéis nos contratempos que há de enfrentar.

Na Assembleia Legislativa, o barbalhismo desfruta de quase unanimidade na arte da subserviência aos ditames coronelistas; enquanto a bancada federal conta com 2/3 de sua representação eleita sob a influência dos Barbalhos e de Lula, embora essa horda emedebista tenha votado sistematicamente, nesses quatro anos, contra os interesses go governo federal, o que deve motivar o presidente e candidato à reeleição guardar uma certa distância desses aliados traíras.

Uma farsa (des)montada


A desistência do ex governador do DF, Ibaneis Rocha, da disputa pelo Senado Federal expõe, a meu juízo, uma realidade que está sendo lida e interpretada com sinais trocados.

Com efeito, não é a desistência de Ibaneis que pressiona a volta de Michele à disputa, mas a comprovação da volta daquela que nuca saiu, apenas encenou para valorizar-se ainda mais, que precipitou a desistência do emedebista/bolsonarista.

Nessa perspectiva, a crença de que a volta da sra. Micheque aumenta as chances do PL abocanhar as duas vagas em disputa também deve ser relativizada, na medida em que um ex governador por dois mandatos percebe a redução do eleitorado boçal.

Mesmo que o eleitorado da capital federal guarde grandes semelhanças com o conjunto do eleitorado da região do Centro Oeste, sempre propenso a votar em coronéis, a proximidade com o centro de decisões políticas que movem o país permite uma outra sensibilidade  para boa parte desse eleitorado, em relação a seus vizinhos,da atual conjuntura. A conferir.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Jogue a mamãe do trem


Marcio Canella, prefeito licenciado de Belfort Roxo e candidato ao Senado Federal por indicação do senador Flavio Bolsonaro, foi preso ontem pela PF, por estreita ligação com o crime organizado.

São mais de R$7 bilhões lavados por uma rede de postos, segundo a operação Unha e Carne, em pouco mais de 5 anos, com protagonismo de expoentes do crime ligados ao clã Bolsonaro, conforme revelam os fatos.

É tão acintoso esse elo do bolsonarismo com o banditismo que a suplente do pretendente ao Senado pelo RJ é nada mais nada menos que a mãe do senador Flávio Bolsonaro, revelando a relação unha e carne do Bolsonarismo com o crime organizado.

Não por acaso, o presidenciável 01 cavou com autoridades do trumpismo sua presença e espaço para intervenção em uma audiência pública com empresários brasileiros nos EUA, a fim de debater as desrazões de outro tarifaço estadunidense contra produtos brasileiros.

Em um evento pra debater questões comerciais sob uma ótica eminentemente técnica, foi aberto um espaço a um presidenciável brasileiro que promete transformar o Brasil de nação soberana em colônia estadunidense, em troca de uma vitória eleitoral improvável, quase impossível, em uma eleição limpa. Nos EUA de Trump, amiguinhos do fascismo são considerados castos e puros. Lamentável!

domingo, 5 de julho de 2026

A paranoia que virou real


A paranoia anti comunista ganhou força nos EUA logo após a morte de Franklin Delano Roosevelt, bem como a ascensão de seu vice Harry Truman, um fascista de dar inveja ao recém esquartejado 'Duce'.

Desde então, esse fantasma foi o maior suporte ideológico do conservadorismo, sustentado na indústria da alienação que despejou seu lixo pseudo cultural pelos quatro cantos do mundo e até hoje é hegemônico em certos países.

Nessa perspectiva, o discurso de Donald Trump, ontem, a quando dos 250 anos da passagem da independência das 13 colônias do domínio do império britânico, foi o mais pertinente já feito, nesses 81 anos da trajetória dessa assombração anti comunista.

De fato, a China atualmente lidera um bloco de países que não mais submetem-se bovinamente à ordem emanada do Plano Marshall, consolidando uma nova ordem mundial possível, em que o dólar, o comércio e o poderio militar estadunidense deixam paulatinamente de ser hegemônicos.

Portanto, o comunismo que assombra Trump é muito mais perigoso para o fascismo estadunidense do que aquele que embalava as atrocidades de Truman; hoje, o temor orquestrado e propagandeado artificialmente outrora, tornou-se a tendência do mundo e pode consolidar-se ainda no mandato desse que pode ser o derradeiro chefe dessa ordem carcomida e decadente. Que tal?

Aliados do El Niño


Instado pelo STF a apresentar um programa de enfrentamento às intempéries que virão junto com o El Niño, o governo federal apresentou seu plano.

O mesmo fez a Defesa Civil, demonstrando elevado senso de responsabilidade social e respeito ao papel que cumpre no auxílio à sociedade civil brasileira.

Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos estados e das capitais brasileiras, até aqui, salvo melhor juízo, alheios ao esforço preventivo contra as catástrofes que aquele fenômeno pode causar.

Cá no Pará, por exemplo, a governadora foi na contramão dessa preocupação, optando pelo eleitoreirismo vulgar ao investir-se no papel de super prefeita distribuindo asfalto no atacado por dezenas de municípios.

Segue, obviamente, as ordens de seu chefe político, um defensor ferrenho do agronegócio predador e para quem a cartilha neoliberal é a bíblia do desenvolventismo nefasto que vive de mãos dadas com a grilagem e garimpo ilegal, entre outras práticas infames. Lamentável!

terça-feira, 30 de junho de 2026

Deveria chamar-se "avenida Adhemar de Barros"


Definitivamente, essa obra alcunhada de 'avenida Liberdade' nada tem a ver com o espírito da COP30, devido ao seu caráter predatório.

Objeto de inúmeros protestos, tratou-se de mera realização da vontade autoritária de um governador que desprezou todos os parâmetros do bom senso e do respeito ao meio ambiente.

Portanto, sua interdição prematura poucos meses após ser dada como concluída dá bem a dimensão rapace de sua realização: inútil, custosa e marcada por uma ação entre amigos altamente suspeita.

Um consórcio de cinco empresas para fazer um serviço tão imundo, só podia ter entre os beneficiários dessa fábula em dinheiro um doido por dinheiro integrante da entourage legislativa do governador, por sinal, tornado inelegível para outubro próximo. Lamentável!

Nascido do odor equino


Em tempos de arroubos anti democráticos, sempre tem alguém querendo ressuscitar momentos históricos marcados pela exclusão como solução para o presente.

Aqui no Brasil, um celerado investido em mandato parlamentar recentemente defendeu que beneficiários do programa Bolsa Família deveriam ser proibidos de votar.

Nos EUA, fanáticos religiosos ora defendem que mulheres sejam excluídas das listas dos aptos ao voto porque, segundo esses beócios, elas geralmente erram, sem que exista algo que meça o erro ou acerto.

Óbvio que essa defesa do voto censitário é propriedade privada da direita à extrema direita no espectro político, frequentemente incomodados com o fato da democracia, particularmente no Brasil, comportar um povo bem mais numeroso do que esses patifes gostariam.

O voto universal é uma conquista histórica e dele depende um regime democrático, cada vez mais consolidado quanto mais a vontade soberana de uma nação o sustenta, desprezando arroubos autoritários extemporâneos de descendentes de gorilas impostos à força como governantes, rebentos que não passam de teratologia genético/ política, daí serem absolutamente desprezíveis.