Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 3 de maio de 2026

Coronelismo, eleitoreirismo e reforma de escolas


É nítido que a governadora paraense vai mal das pernas eleitoralmente, conforme atesta sua agenda escandalosamente eleitoreira.

E quem diz isso é a mídia familiar do governador de fato, ao impor atividades onde a tática eleitoral é adentrar em redutos onde o adversário dela está melhor. avaliado.

É o caso de Ananindeua, onde o panfleto de campanha da famiglia exalta a reforma de 15 escolas estaduais já entregues, número espalhafatoso na retórica eleitoreira adotada pelo dito panfleto.

Na prática, é no mínimo tardio o que se entrega agora, se é que estão mesmo concluindo as reformas, na medida em que há escolas em que essas intermináveis obras já se arrastam há quatro, cinco anos.

Enfim, é aquela velha prática de que tudo conosco recomeça agora, não por acaso período eleitoral, prometido demagogicamente que 'daqui pra frente tudo vai ser diferente'; e assim se passaram 32 anos, atravessamos de um século para outro e eles ainda vivem(nababescamente) de promessas. Credo!

A atávica nostalgia dos boçais


Se fosse sério, seria uma das maiores atrocidades políticas já verbalizadas por um governante, embora o ardil pra chamar atenção não apague a calhordice contida nas palavras.

Com efeito, o objetivo foi atingido e Romeu Zema, o infame ex governador de Minas Gerais, foi objeto de críticas aqui e alhures, porém, sua fala em favor do trabalho infantil faz parte dele.

A imagem utilizada, de garotos vendendo jornais nos EUA, deve ser memória de filmes dos anos dourados de Hollywood e hoje já seja coisa do passado, mesmo na terra do tio Sam onde leis trabalhistas nunca foram modelo para o mundo.

Todavia, esse misto de viralatice e escravagismo inoculado na mente tacanha de um vil agiota reflete não só um, mas dezenas de integrantes de um segmento da elite brasileira que atavicamente sente saudades dos tempos em que o Brasil era o maior importador de navios negreiros. Triste!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Assim estava escrito


Dos 17 deputados federais paraenses, apenas 4(Airton Faleiro,Celso Sabino, Dilvandra Faro e Elcione Barbalho) votaram pela manutenção do veto de Lula ao PL da Dosimetria.

A extrema direita votou em peso contra Lula e o MDB dividiu-se entre o explícito e o sorrateiro: metade votou contra o veto e outra metade escafedeu-se malandramente do Plenário.

Até o senador Jader Barbalho colocou-se contra o governo e fugiu da sua responsabilidade de manter a punição contra golpistas de 8 de janeiro de 2023, optando pelo autoritarismo e contra a democracia.

Como se vê, no Pará a direita uniu-se com a extrema direita contra o governo Lula, como ocorreu em 2016, quando uma articulação do gatuno Michel Temer depôs uma presidenta honesta e colocou em seu lugar uma quadrilha de ladrões. Haverá desdobramentos eleitorais.

'Os Traíras'


Dentro do mapeamento do governo Lula para saber quem protagonizou a minissérie 'Os Traíras', o governo identificou o MDB, PSD e o neo socialista Rodrigo Pacheco como os principais.

A partir de segunda feira(4), poderemos ter mudanças em cargos de todos os escalões governamentais, com a exoneração talvez lenta, gradual e segura de todos aqueles indicados pelos envolvidos.

Em tempo: no MDB, o governo está magoado com os Calheiros, Renan pai e filho, que teriam votado contra Jorge Messias, em respeito ao nome que defendiam, Bruno Dantas, do TCU, preterido desde cedo.

Todavia, não esqueçamos do MDB/PA, por exemplo, onde só a deputada Elcione Barbalho votou pela manutenção do veto de Lula ao PL da Dosimetria, o restante da bancada, na Câmara e no Senado, votou contra Lula.

Certamente voltarei ao assunto, à medida que as visões forem clareando.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

O futuro de Jorge Messias


Uma das coisas mais importantes, e menos relevadas nesses momentos de temperatura elevada e ânimos exaltados, é que o governo continua e que o presidente Lula segue favorito a ganhar as eleições em outubro próximo.

Por isso, agora é hora de aprender a lição ministrada por esses acontecimento, a rejeição pelo Senado a Jorge Messias pra ministro do STF, bem como a rejeição ou manutenção do veto presidencial ao PL da Dosimetria( escrevo sem saber ainda o desfecho da votação).

Importantíssimo reconhecer que, como advogado geral da União, Messias foi sempre digno de elogios ao seu desempenho, o que seguramente o credencia a continuar fazendo parte do governo Lula, seja voltando ao cargo que ocupava, ou em qualquer outro cargo.

Por exemplo, Jorge poderia muito bem assumir o Ministério das Cidades, resgatando a função política daquela pasta, mais ou menos nos moldes de como era era exercida por Jader Filho, que saiu para ser candidato, sendo substituído por alguém com perfil mais técnico.

Não estou dizendo que vai, nem sugerindo que vá ou coisa semelhante. Apenas que Messias passou por um aprendizado de cinco meses no trato com as 'cobras criadas' desse serpentário chamado Senado, muito podendo contribuir nesse período que antecede a eleição. Que tal? 


A rejeição politiqueira a Jorge Messias


Cento e trinta e dois anos depois, eis que o Senado Federal volta a rejeitar indicação da presidência da República para exercer cargo no Supremo Tribunal Federal.

Se os cinco indicados e rejeitados, em 1894, pelo presidente biônico Floriano Peixoto eram, em sua maioria estranhos à função, tinha médico, milico e político, apenas dois eram advogados sem vivência na profissão de advogado. 

Agora, o Senado rejeitou alguém indicado por um presidente que detém a maior votação de nossa história republicana, cujo indicado preenchia os requisitos básicos: reputação ilibada e notável saber jurídico, portanto, para além da formalidade exigida em lei, prevaleceu a conveniência mesquinha de quem votou contra.

Dentre as acusações de falhas no varejo na condução desse processo, há algo no atacado que nos remete a 2016, quando o dublê de senador e assaltante, Romero Jucá, alertava para a necessidade de "estancar a sangria", ou seja, era preciso por um freio no que estava acontecendo, o que só seria possível com a derrubada de Dilma Rousseff, demasiadamente honesta, na visão delinquente de Jucá.

Claro que não há no horizonte, pelo menos por hora, uma conspiração para a derrubada de Lula, mas há um forte movimento hemato/ politiqueiro visando um punhado enorme de políticos envolvidos em tenebrosas transações, sem que seja vislumbrada qualquer articulação que envolva o presidente da |República, no sentido de blindar malfeitores sob risco de ir parar nas barras dos tribunais.

Daqui pra frente tudo vai ser diferente? Claro que não. Porém, está claro que o governo deve reavaliar as diversas categorias de aliados com que contava até então, sendo que até os eventuais devem passar por avaliação mais rigorosa hora na relação behavoirista entre estímulo e resposta aumentando, então, o rigor na avaliação aos que de fato merecem "estímulos".

terça-feira, 28 de abril de 2026

Frei de arrumação


Quando tudo parecia correr tranquilo no rumo do atendimento das conveniências do barbalhismo, eis que o 8º Encontro Nacional do PT vem e muda o rumo na prosa.

Até domingo, o que se sabe é que a dupla Helder/Beto, necessariamente nessa ordem hierárquica do primeiro nome ser mais importante, determinava quem seria candidato(a) e a quê.

A partir de agora, por decisão nacional, o PT do Pará passa adotar rumos que a citada dupla não cogitava, por exemplo, o apoio à candidatura do deputado Celso Sabino(PDT) ao Senado Federal.

Helder, recorde-se, rejeitou parceria com Sabino e lançou chapa própria, definiu quem era candidato e mais: definiu até os rumos partidários de seus aliados/ vassalos, independente de seus respectivos históricos ideológicos.

Como Helder cozinhava o PT em banho maria, até que chegasse o momento de bater o martelo e sentenciar: daremos a vice governadoria ao PT, não faremos essa concessão, pra forçar o partido a lançar chapa própria e tentar tirar vantagem com a pulverização dos votos.

Vem à tona, ainda, a desmistificação maniqueísta que dividia tudo ao meio, entre democratas e fascistas, ignorando que há fascista saindo pelo ladrão dessa banda(o) que se acha democrático, mas votava sistematicamente contra Lula, até ajudando a derrubar vetos presidenciais.

Enfim, com a decisão nacional dada a conhecer domingo último, em relação ao Pará, ficou claro que o PT nacional não deixará o PTdoB(eto) fazer o que bem entende em atenção ao barbalhismo, mas, resgatando o fio da meada onde a prioridade do petismo autêntico é a reeleição de Lula. Simples assim.

Em tempo: o senador e presidente estadual(PA), Beto Faro, não compareceu ao citado encontro.