Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

As mazelas eleitorais


Assistindo, hoje pela manhã, a 1ª edição do ICL Notícias, especificamente as avaliações do correspondente a respeito da situação eleitoral na Região Norte, fiquei com a sensação de vazio informativo.

Nem vou meter minha colher torta nas situações dos outros estados, da região, todas descritas de forma vaga e sem efetividade avaliativa; vou me ater ao caso do Pará, que acompanho de perto há muito tempo, por razões óbvias.

Neste caso, do jeito como descrito o quadro local, parece que há uma situação tranquila, consensual e convergente na relação  de todo o petismo com o mandonismo coronelista do emedebismo, algo que qualquer pessoa sabe não ser verdade.

É nítido que há uma parcela, sim, que fecha com a direção do partido e apoia a chapa com o MDB. Mas há uma parcela considerável da militância petista que está com o PSOL e há, ainda, um grupo de petistas que compõe uma frente que se auto intitula de Lula/ Daniel.

Como essas nuances foram omitidas, faço essas observações, obviamente sem medir tamanhos, afinal, as urnas é que mostrarão o peso de cada um desses grupos, jamais o senso imediatista que parte de maioria eventual e doméstica pra mensurar aquilo que só a campanha política é capaz de explicar. 

A volta das infames candidaturas turísticas


Mais bizarrices registradas nas eleições deste ano, essas resgatando práticas que pareciam já enterradas com o tempo e novas conjunturas vivenciadas.

O ainda deputado Hélio 'Negão'(PL/RJ) migrou para Roraima, onde será candidato a o Senado, deixando a candidatura do RJ de herança para o filho, que registrou-se eleitoralmente como 'Jean Bolsonaro'.

Já o serelepe cabo Daciolo atravessou o país e será candidato ao governo do Amazonas, ele que foi candidato à presidência da República e é natural de Santa Catarina, talvez ressabiado com suas possibilidades eleitorais na sua terra natal.

É a ressureição do que fez o coronel midiático Assis Chateaubrinad, dono do conglomerado Diários e Emissoras Associados, que em 1955 candidatou-se ao Senado pelo estado do Maranhão, só indo lá a doze dias das eleições, que venceu e fez o cargo de trampolim para virar embaixador brasileiro em Londres.

Diante da perspectiva da proliferação desse ardil eleitoreiro, é óbvio que as regras para o estabelecimento do domicílio eleitoral desses aventureiros devem obedecer outro regramento que não o vigente, que dá um ano para esse estabelecimento; nesses casos, há que se estabelecer um período de quarentena, já que o exercício de um mandato outorgado pelo povo deve impor um tempo de contato social e político com esse povo.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

A contrafação da democracia


Bizarrices das eleições de outubro próximo: há 29 candidatos registrados com o nome de fantasia Bolsonaro.

O oportunismo que caracteriza um punhado de demagogos, sempre incapazes de mostrar-se como quem entra na política com ideias, opta pela clonagem dessa marca infame.

São mais de duas dezenas de picaretas que nada têm a ofertar em forma de projetos, como é o caso do filho do famigerado lambaio do Jair, Hélio Negão, que concorrerá a deputado no RJ sob a alcunha Jean Bolsonaro.

Outro caso tragicômico é o do 'Bolsonaro sergipano', um aventureiro que recorre à semelhança física com o presidiário ilustre e usa o nome e a imagem do capo fascista pra mendigar votos de incautos e de perfil bovino.

Pior que isto só a artimanha do velhaco pastor/ trambiqueiro RR Soares, que espalhou cinco filhos por cinco unidades distintas da federação brasileira e os fez candidatos, malandragem que ofende o processo democrático e expõe a relação rapace que essa corja fundamentalista estabelece com o poder. Triste!

Mais um celerado desomenageado


Mais um bandido reverenciado pelos gorilas da quartelada de 1964 é despido dos encômios indevidos dispensados a ele.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) revogou o título de Doutor Honoris Causa, que havia sido outorgado ao embaixador estadunidense Lincoln Gordon.

Gordon é um dos bandidos mais repulsivos que já pisou em nosso solo, sendo embaixador de 1961 a 1968, atuava como o coordenador do golpe de 1964, e vivia distribuindo tarefas aos milicos golpistas.

Além disso, nada fez de útil pela universidade, antes, ao contrário, em muito contribuiu para o retrocesso verificado durante o golpe, quando as cabeças pensantes da UFRJ e demais universidades brasileiras foram perseguidas pela ditadura. Bem feito!


Mais do mesmo receituário fascista


E por falar em tragédia fascisto/ neoliberal, a Colômbia acaba de eleger um presidente que veste esse figurino repulsivo e já provoca engulhos.

Assolada por um terremoto de proporções dramáticas, em que milhares de pessoas encontram-se desabrigadas e carecendo de ajuda humanitária, o recém eleito saiu-se com esta.

Levou aos moradores de uma das cidades mais atingidas pelo evento sinistro bolas de futebol, e ainda marcadas com a logomarca do partido do abominável débil mental, mostrando do que esses biltres são capazes.

Ressaltando que México e Brasil ofereceram ajuda humanitária ao povo colombiano, recusada pelo patife em tela, que resolveu pedir socorro aos EUA e Israel; o primeiro ignorou a súplica e o segundo mandou pra lá seus janízaros, que desdenharam do sofrimento dos vitimados e ficaram fazendo propaganda sionista, sendo, por isso, hostilizados pela população colombiana. Patético!

A impopularidade que assola o fascismo


Uma pesquisa feita pela Reuters, para medir o humor do estadunidense em relação ao atual governo, constatou que 2, de cada três entrevistados, reprovam o atual mandatário.

Sim. A avaliação positiva do governo Trump chegou a ínfimos 33%, enquanto a reprovação atingiu impressionantes 64% de repúdio, marca registrada de governantes de extrema direita no mundo.

É a mesma (im)popularidade que atinge o bizarro mandatário argentino, Javier Milei, o mesmo que tinha o hoje presidiário Jair Bolsonaro quando governou o Brasil e foi derrotado na sua tentativa de reeleição.

Como o alcunhado 'Laranjão' não indica mudança de rota no seu jeito de desgovernar, tudo indica que, à medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato e a derrota de seu partido é pintada em cores fortes, mais se teme que faça algo ainda pior.

domingo, 16 de agosto de 2026

Que bom que está ficando pior


Mesmo roubando petróleo nos quatro cantos do mundo, refinando em casa e vendendo mais caro, Donald Trump conseguiu a proeza de triplicar dentro dos EUA o preço da gasolina.

Além do derretimento do dólar como moeda de troca adotada por todo o mundo, o republicano vê o produto encarecer internamente porque as empresas estadunidenses precisam equilibrar seus balanços.

Assim, com o dólar desvalorizado e a inflação disparando, os tubarões estadunidenses não veem outra alternativa pra livrar-se do prejuízo que não majorar, triplicar, como se vê na foto, o preço do galão com cinco litros, no mercado interno.

A boa notícia, para nós que odiamos o abominável Trump, é que nada está tão ruim que não possa piorar. Ótimo!