Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Treta na malandragem


Muita gente vendo como ato de trairagem, Valdemar Costa Neto defender o execrado Ciro Nogueira no palanque de Flávio Rachadinha.

E é. Valdemar nunca admitiu a escolha do 01 como candidato do fascismo à sucessão de Lula, pois sonhava com uma chapa Tarcísio/ Michele Bolsonaro.

Consolidada a escolha pelo tiranete boçal, Valdemar recolheu-se, engoliu a imposição, mas deve fazer aqui, acolá, movimentos que mitiguem a escolha não digerida.

Mesmo sob risco de derrota eleitoral, bem como a perspectiva de ir para cadeia após a perda do foro privilegiado, Ciro segue sendo um cabo eleitoral importante, em outubro próximo.

Assim, ou Flávio Bolsonaro aceita ou vê o ainda senador piauiense migrar, por exemplo, pra perto de Ronaldo Caiado, uma perda significativa de votos em uma região onde o fascismo é fraco.

Enfim, estamos diante do pragmatismo de Valdemar, mestre na minimização do discurso anti corrupção, contra a hipocrisia e mentiras do 01 que podem ser desmascaradas ao longo processo, com consequências ainda mais adversas.

Bancada da Bala quer recursos do FGTS usados para compra de armas


Quando se pensa que tudo já foi exibido, eis que o fascismo à brasileira surpreende e produz mais uma estupidez impensável pelo bom senso.

A Comissão de Segurança Pública, da Câmara Federal, aprovou um projeto que autoriza que trabalhadores possam usar o FGTS para compra de armas de fogo.

De autoria do deputado Marcos Pollon(PL/ MS), aquiescido no relatório do delegado Paulo Bylinskyj(PL/ SP), a bizarra matéria agora rumará às comissões de Finanças e Justiça.

Na prática, aquele dinheiro que funciona como uma poupança do trabalhador para uso em situações excepcionais( compra da casa própria, contrair matrimônio etc), agora poderá ser desviado para favorecer a nefasta indústria armamentista.

É a barbárie imiscuindo-se em uma sociedade civilizada a fim de mostrar-se como prioridade coletiva a favor da consolidação da lei do mais forte, através da naturalização do recurso à justiça individual, prescindindo-se tanto da segurança pública quanto da justiça, com consequências trágicas à toda sociedade. Lamentável!

terça-feira, 12 de maio de 2026

Deixem o nosso jambu em paz


Que esses rumores dando conta que o jambu é um "botox natural" não nos desfalque desse item fundamental das nossas iguarias inigualáveis.

Sabe-se que o que não falta é gene de pele enrugada querendo ter feições de brotinhos, pra usar expressão que classifique essa coroada de acordo com as respectivas idades.

É o mesmo risco que corre o nosso açaí, exportado pra ser consumido como energético, enquanto por aqui funciona como um indissociável aliado de Morfeu, logo após o almoço.

Infelizmente, é o risco que se corre, apagando o preço da ameaça de escassez, quando a barbárie consumista descobre as maravilhas até então privilégio gustativo exclusivo da gente amazônida.


O vale tudo eleitoreiro


Sem muito a apresentar e julgando que, daqui pra frente, o povo esquecerá o passado de trapalhadas, eis que o diário de barbalhices exalta a sanção de um projeto aprovado ainda no ano passado na Alepa o que panfleto chama de Lei da Educação Indígena.
A reporcagem, claro, não informa se essa "educação" será ministrada da mesma forma como foi pensada outrora, quando povos tradicionais ocuparam a  Seduc exigindo aulas presenciais, enquanto a orientação neoliberal propunha apresentar vídeos em forma de aulas.
Diante daquele retumbante movimento, Helder relutou, recuou mas não sancionou a lei posteriormente aprovada, o que Hana fez ontem sob os aplausos do jornalixo/ exaltação no melhor estilo 'não tem tu vai tu mesmo', superdimensionamento politiqueiro daquilo exibido como novidade.
Até mesmo porque foi por pouco que essa celebração de caráter eleitoreiro viabilizou-se, quando Lula suspendeu aquilo que o neoliberalismo helderista celebrava ignorando a luta dessas nações, fechando com a famigerada dragagem dos rios Tapajós e Tocantins, exigida pela multinacional Cargill.
Com efeito, muitos políticos ainda respiram aliviados enquanto não surge a notícia dando conta que a Anvisa proibiu a comercialização de lotes de óleo de peroba. Credo!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Um palanque movido a bala


Peruquinha, porta voz ddo boçalnarismo no Pará, apesar de destituído da presidência do partido e Valdemar Costa Neto, anuncia a presença do 01 em Belém para o lançamento da candidatura ao governo do Pará de Daniel Santos.

Pelo visto, o delegado 'Mata Sete', quatorze, trinta e um ou mais', segundo confissão do próprio, será mesmo o candidato ao Senado pela legenda boçal, com grandes riscos de derrota, além de reduzir significativamente os votos da legenda pra Câmara.

Hora de conferir quem é quem nesse palanque que vai assumindo cada vez mais a fisionomia fascista; conferir, também, o teor do discurso do candidato majoritário, depois de presidir o PSB, visitar Paulo Rocha na Sudam, por conta disso apanhando que nem Judas em sábado da Aleluia nas redes sociais de seu eleitorado fanatizado.

Enfim, é o quadro eleitoral adquirindo feição própria pra disputa de outubro próximo, mostrando ao eleitorado quem é quem, quem está com quem e que promessas constarão de programas para além da lenga lenga moralista, sempre recheada de muita hipocrisia e ocultação dos próprios atos, algo de que o eleitorado já está de saco cheio.

domingo, 10 de maio de 2026

A lucidez necessária de Zé Dirceu


Zé Dirceu é, seguramente, hoje, o melhor analista político que assistimos  seja em palestras ou debates em redes sociais.

Só uma mídia refém da narrativa delinquente do lavajatismo impede, ou impediu, que o víssemos amiúde na tevê brasileira, mesmo sendo símbolo do petismo.

E daí? Quantos colunistas com a cara do PSDB, PP, enfim, identificados com o conservadorismo fomos obrigados a tolerar na tela, sem que tivessesm1/3 da clarividência de Dirceu.

Sua entrevista ao Opera Mundi, a respeito do quadro eleitoral que enfrentaremos em outubro próximo, é uma aula de conjuntura que todos deviam sorver como instrumento de avaliação e posterior ação.

Por exemplo, quando diz que indicadores como "emprego, renda e inflação ajudam o governo", porém, "a rotina da população, como transportes, salários, custo de vida, serviços públicos e dificuldades para fechar as contas no fim do mês" devem ser encarados como dificuldades que não se resolvem sem um discurso que alcance o conjunto da sociedade.

Por isso, entendo sua manifestação que não "devemos repetir as eleições passadas" como uma advertência à militância de ser necessário mostrar claramente o compromisso com avanços sociais que ataquem esses problemas, afinal, Lula não vem aí, mas, já está aqui e deve mostrar que é capaz de manter essa agenda da inclusão, não com auto elogio, mas apontando soluções concretas, contra um projeto que culpa o governo pelo sofrimento, no entanto, é aliado nos estados daqueles governantes que promovem um péssimo transporte coletivo, ofertam serviços públicos precários.

Eis aí o porquê daquele golpe desferido contra o PT lá atrás, em 2006, visando aniquilar Zé Dirceu, através da mídia facinorosa, legislativo corrupto e judiciário mal conduzido, baseado nas denúncias feitas pelo gangster Roberto Jefferson, que resultaram em sua destituição da chefia da Casa Civil, bem como da cassação de seu mandato de deputado federal, sabiam que Dirceu seria o sucessor natural de Lula, em 2010; mesmo assim, quebraram a cara porque o povo optou por Dilma e aí tiveram que adiar por mais quatro anos o estelionato eleitoral, fracassado, diga-se, restando-lhes apenas o recurso recorrente: golpe contra a democracia.

sábado, 9 de maio de 2026

Jagunços, parlamentares e foras da lei


 Não faço ideia quantos delegados de polícia compõe atualmente a famigerada 'bancada da bala', na Câmara Federal, mas sei que são muitos.

Sei, também, que dez entre dez desses sempre se manifestam vociferando da tribuna aleivosias que desrespeitam a legislação vigente, além de adorarem reproduzir fake news em suas respectivas redes sociais.

Diante desse comportamento fora da lei no exercício do mandato que lhes outorgou a população, fica-se pensando como agem esses servidores públicos quando estão cumprindo suas obrigações funcionais como servidores públicos.

Será que condenam antes de investigar? Será que costumam chamar de 'ladras' pessoas não condenadas? Será que a qualquer contratempo verificado no exercício funcional os leva a partir para a agressão física de quem os contraria? Enfim, o que escrevem nos inquéritos que produzem é ficção ou realidade?