Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 25 de maio de 2019

Palocci continua mentindo: acusa sem apresentar quaisquer provas do que diz


A ex-presidenta Dilma Rousseff, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou uma nota de repúdio, neste sábado (25), contra as novas mentiras do ex-ministro Antonio Palocci.
Íntegra d
nota
A propósito da reportagem “Palocci diz que André Esteves deu R$ 5 mi para ser o ‘banqueiro do pré-sal’”, publicada pela Folha de S.Paulo, neste sábado, 25 de maio, a assessoria de imprensa de Dilma Rousseff esclarece:Í
Mais uma vez, delações vazadas para a imprensa tentam manchar a honra de Dilma Rousseff. Foi assim durante seu governo, quando a Justiça Federal a grampeou ilegalmente e vazou trechos de sua conversa telefônica com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem autorização do Supremo Tribunal Federal, para desestabilizar seu governo.
No ano passado, uma nova manobra foi engendrada pela Lava Jato para prejudicar o PT e a própriaex-presidenta, que concorria ao Senado por Minas Gerais,às vésperas das eleições gerais, num esforço de influenciar diretamente o resultado da disputa presidencial.
Agora, novos trechos de uma suposta delação do senhor AntonioPaloccisão vazados para a mídia, sem qualquer declaração oficial do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.
Mentiras são lançadascontra Dilma, justamente agora, quando a Lava Jato está desmoralizada perante a opinião pública, depois da descoberta do papel desempenhado por procuradores na curadoria de um fundo bilionário acertado nos Estados Unidos com dinheiro da Petrobras, a ser administrado pela iniciativa privada, passando por cima da lei e da Constituição.
DilmaRousseff rechaça novamente as supostas declarações prestadas pelo senhor Antonio Palocci, apontando o banqueiro André Estevez como doador de R$ 5 milhões à campanha para ser o banqueiro do pré-sal. E reitera: o senhor Palocci mente.
Dilma jamais deu autorização ao senhor Palocci para que desempenhasse o papel de arrecadador de suas campanhas eleitorais. Como não apresenta provas, suas palavras não podem ser tomadas como verdadeiras.
O senhor Palocci disse o que seus algozes queriam ouvir, mesmo sem apresentar provas, indícios ou mesmo diante de acareações. 

Em troca, obteve a liberdade concedida pela Justiça Federal em novembro de 2018, justo quando o resultado eleitoral já estava garantido e o juiz SérgioMoro já havia sido anunciado ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

Se André Estevez repassou recursos a AntonioPalocci não foi em benefício da campanha eleitoral de Dilma, muito menos em troca de benesses que jamais teriam sido concedidas pela ex-presidenta da República.
Todas as doações feitas para as campanhas de Dilma foram registradas de acordo com a lei e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A verdade vai prevalecer, mesmo diante de nova fase dessa campanha difamatória.
(Assessoria de imprensa de Dilma Rousseff/ via Rebista Forum)

12ª Câmara Cível do Rio nega recurso de Bolsonaro contra Jean Wyllys


A 12ª Câmara Cível do Rio negou recurso de Bolsonaro contra Jean Wyllys, numa ação em que o presidente cobra danos morais. Em 2018, Jean, à época deputado, referiu-se a Bolsonaro como “fascista” e “racista”. Bolsonaro, alegando ter sido “ofendido”, pediu R$ 20 mil em danos morais e também multa caso Jean usasse as mesmas palavras novamente. Todos os pedidos foram negados até agora. Esta foi a 5ª derrota do presidente no caso.
(Blog da Cidadania)

Nem Bolsonaro nem Mourão. Povo no poder


O jornalista Breno Altman diz, com razão, que seria um erro da esquerda caso ela assumisse um apoio velado à deposição de Bolsonaro e unção do general Mourão.

Claro que Bolsonaro não cairá, neste momento, pela força das mobilizações nas ruas que ainda não massificaram o suficiente para tal, mas pelo descarte que a elite faz de um produto semelhante ao peixe fora dágua.

É preciso termos claro que há um projeto tentando consolidar-se politicamente, depois de imposto a fórceps, quando a direita não mais aguentava sucessivas derrotas eleitorais, seguidas de definhamento político e caducidade de suas legendas representativas.

Esse prèt à porter boçal, pinçado como o único produto disponível nas eleições de 2018 para derrotar a esquerda já está demodé, daí a necessidade de substituição por alguém com verniz mais civilizado na imposição dessa agenda governamental perversa.

Há duas consequências fundamentais que merecem destaque após a provável queda: primeiro, enfatizar o caráter espúrio do pleito como seguimento do golpe de 2016; segundo a ardilosa unção de alguém sem voto pra presidir o Brasil, confiável apenas para a elite.

Assim, tanto faz Bolsonaro quanto Mourão, o fato político central é que a burguesia golpista recorreu a métodos escusos para impor ao país uma agenda em que conquistas sociais e trabalhistas são violentamente arrancadas da agenda governamental, inclusive manchando a legitimidade da escolha soberana do povo. 


Haddad reitera: o futuro está com os estudantes


O desfecho do ato na Universidade Federal do Pará(UFPA) no início da noite desta sexta-feira (24) fala por si: após discurso em defesa da educação pública do país, Fernando Haddad desce do palco aclamado e é conduzido pelos braços da multidão. Minutos antes, o ex-ministro e professor havia dito o que parece óbvio, mas que o atual desgoverno de Jair Bolsonaro (PSL) custa a enxergar.

“Eles falam da bandeira, do hino, do verde amarelo, mas o nacionalismo se forma na universidade (…) Se tem uma bandeira que representa o nosso futuro é esta que vocês defendem com unhas e dentes que é a da educação”, declarou Haddad, em Belém, no segundo dia da Caravana Lula Livre pelo Norte – a programação segue neste sábado com encerramento na cidade de Concórdia.

Esta foi apenas um dos recados incisivos dados por quem tem gabarito de sobra para falar do poderio “revolucionário da educação pública do país”, conforme definição do próprio Haddad ao explicar a razão do descaso de Bolsonaro pela categoria: “Vocês estão dando uma lição para o país. Eu nunca vi um presidente ter uma queda tão grande de popularidade por ter mexido com a educação pública. Um Brasil grande começa com vocês”.

Enquanto a cúpula bolsonarista ainda tenta justificar o corte no orçamento das instituições federais de ensino, Haddad mostra ao despreparado presidente como é que se trata a educação pública do país. “Ele está com a cabeça na ditadura quando os negros só entravam na universidade para fazer faxina. Agora eles são doutores (…) Dia 30 as manifestações serão ainda maior”, finalizou, citando o novo ato marcado pelos estudantes em defesa da educação.

Legado imenso
Coube à presidenta Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, relembrar mais uma vez a imensa herança deixada à educação pública do país a partir do governo Lula. “A educação faz a diferença na vida das pessoas. Nós fizemos com que as universidades deixassem de ser das elites e passassem a ser do povo. Mais de 50% dos estudantes é de jovens negros. Por isso esta luta é tão importante”, enfatizou.

Em seguida, disse o que está cada vez mais claro para os brasileiros: “Estamos aqui numa caravana que leva o nome daquele que foi o melhor presidente do país. Mas não estamos aqui só porque ele foi condenado sem provas para Bolsonaro ganhar as eleições. Estamos aqui porque Lula é o símbolo de uma época em que o Brasil se encontrou com o seu povo e povo se encontrou com o Brasil”.

Por fim, Gleisi cita Darcy Ribeiro para ilustrar qual será a postura da militância a partir de agora. “Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E nós não vamos nos resignar nunca. Por isso, vai às ruas no dia 30”, conclui.
(Agência PT de Notícias)

Gatuno com apetite ituano

Paulo Guedes consegue ser pior do que Zélia Cardoso de Mello. Enquanto ela apenas serviu de instrumento do laboratório de maldades do neoliberalismo, à época ainda em ascensão, Guedes mal disfarça seus propósitos rapaces e sua pressa para dar o fora com o produto do assalto.



Zélia perdeu para a inflação, operou um confisco do dinheiro alheio depositado em bancos, tentou operar um programa de privataria nos moldes em que FHC faria no futuro, mas foi derrotada pela impopularidade dela e do governo.

Já Guedes é lépido, fagueiro, solerte, cara de pau. Engatou uma terceira marcha na arrancada e saiu por aí 'destravando' o orçamento surrupiando o que vê pela frente. Como já percebeu que não terá acesso pleno ao butim amealhado contra a previdência, prepara a fuga com o que deu pra furtar.

Como diria seu estúpido e preconceituoso patrão, tramou uma tunga ituana e levará um butim nipônico. Restarão ao povo brasileiro conviver com a consequências dos desatinos que atravessaram do golpismo larápio à boçalidade rapace, cujas consequências são a recessão, o desemprego, alta dos preços, arrocho salarial, miséria crescente e muito obscurantismo. 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

O povo que inventou facínora


Culto à tortura, à ditaduras, defensor da cultura bárbara onde o extermínio é comum entre desafetos. Agora, facilitador da impunidade de motoristas assassinos, destruidor de mecanismos punitivos contra esses assassinos.

Pois é. Após a carreira como apologista da violência, Mijair Boçal passou a ser defensor de assassinos do trânsito, certamente ciente que os criminosos geralmente são de origem burguesa, enquanto as vítimas pedestres sem eira nem beira.

Depois das armas para  todos, a carteira de habilitação com validade de dez anos, aumento no número de pontos que permitam a caça ao infrator e a retirada dos radares das rodovias, dando asas aos bólidos que matarão impunemente. É o fim.

Helder projeta ressuscitar a ALPA



Não sei se com esse nome, provavelmente, não, mas esse é o 'espírito da coisa', isto é, uma fábrica que verticalize nossa produção mineral a fim de nos libertar da situação de colônia exportadora de matéria-prima.

Há mais de dez anos, Lula e Ana Júlia, então presidente da República e governadora do estado, foram a Marabá e anunciaram a "fábrica de laminados capaz de alavancar investimentos que permitirão a oportunidade de novas indústrias e que diversos segmentos da economia olhem o Pará como um estado produtivo..." palavras ditas ontem pelo atual governador a respeito da oportunidade que a politicagem atirou ao lixo há dez anos.

Hoje, o governador convenceu-se que esta é a saída, deve também ter se arrependido de ajudar a eleger contra Ana Júlia o coveiro desse sonho, sendo de certa forma co-responsável pelo atraso que aquele preposto dos interesses imediatistas da Vale significou um imenso atraso em nosso desenvolvimento.

Antes tarde do que nunca, por isso é alvissareiro que o projeto seja retomado, independente do nome, mas com o propósito de agregar valor ao nosso principal produto de exportação, antes que tenhamos apenas o buraco/vestígio de uma riqueza extraída do nosso solo para gerar desenvolvimento e avanço tecnológico bem longe de nossas fronteiras.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Privataria boçal é feita fora da lei


O senador Jean Paul Prates (PT-RN) cobrou, nesta quinta-feira (23), respeito à legislação vigente a ao Congresso Nacional com relação a venda de ativos de empresas estatais por parte do atual governo. Em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente (CMA), com a participação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, Jean Paul afirmou que o comando da Petrobras está ignorando a lei e vendendo partes da empresa sem a devida autorização do Congresso Nacional, como manda a lei.

“É preciso seguir os trâmites. A venda de ativos da Petrobras não pode ser feita sem licitações como vem ocorrendo”, criticou o senador.

No início do mês de abril, a Petrobras anunciou a venda do controle acionário da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG) ao grupo francês ENGIE e ao fundo canadense CDPQ, descumprindo a obrigação de pedir a prévia autorização ao Congresso Nacional. Além disso, o comando da Petrobras também ignorou liminar concedida, em 2018, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, na qual exigia a realização de licitação para a venda da TAG.

“Há ritos da execução dessa política setorial que precisam ser cumpridos e opiniões que precisam ser ouvidas por afetarem alguns estados, alguns segmentos econômicos. Não pode ser feito passando por cima do rito normal”, disse Jean Paul.

Em resposta ao senador, o ministro Bento Albuquerque afirmou que a pasta não pode abrir mão da condução de políticas públicas e que uma consulta está em andamento acerca da situação da subsidiária da Petrobras.

“Entendemos as competências das agências. Trabalhando de forma integrada e coordenada é que vamos alcançar os objetivos. Estamos trabalhando na questão da TAG. Abrimos consulta, todos estão tendo a oportunidade de se manifestar e o ministério levará tudo em consideração”, afirmou o ministro.

O patrimônio da TAG compreende uma rede de mais de 4,5 mil quilômetros de gasodutos com capacidade de movimentar 74 milhões de metros cúbicos de gás por dia, além de instalações de compressão de gás e pontos de entrega do produto.
(PT Senado/ Agência PT de Notícias)

PT garante fim da cobrança sobre bagagens aéreas


Plenário do Senado aprovou o fim da cobrança pelo despacho de bagagens no transporte aéreo. O dispositivo consta do texto final da Medida Provisória 823/2018, votada pelo Plenário da Casa na noite de quarta-feira (22).

A aprovação da MP 823/2018 abre o mercado aéreo brasileiro à presença de empresas com 100% de capital estrangeiro. Até agora, o percentual máximo permitido era de 20%. As aéreas estrangeiras terão que instituir uma subsidiária para operar no Brasil e estarão sujeitas à legislação do País.

O fim da cobrança pelas bagagens despachadas foi assegurado por uma emenda apresentada pela Bancada do PT na Câmara dos Deputados, onde a MP 823 foi apreciada na noite da terça-feira.

“Se vetar, derrubaremos”

O texto final da MP 823 agora vai à sanção presidencial. Há pressões da equipe econômica do governo para que Bolsonaro vete a liberação das bagagens.

“Tenho certeza de que o presidente não vai vetar. Ele vai sancionar. E nós aqui, no Senado e na Câmara, se eventualmente acontecer o veto, vamos derrubar”, assegurou o Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Luta contra a cobrança

Humberto é autor de um projeto proibindo a cobrança do despacho de bagagens com até 23 quilos em voos domésticos e até 32 quilos em voos internacionais.

A proposta foi aprovada por unanimidade no Plenário do Senado ainda em 2017, mas ficou engavetada na Câmara dos Deputados desde então.

Como fica a franquia

O texto aprovado assegura que cada passageiro a leve, sem cobrança adicional, uma mala de até 23 quilos nas aeronaves a partir de 31 assentos. Em aeronaves de 21 a 30 assentos, o passageiro poderá despachar sem custo adicional 18 kg.

Nos aviões com até 20 assentos, a franquia de bagagem é de 10 kg. Em voos com conexão, deverá prevalecer a franquia de bagagem referente à aeronave de menor capacidade.

Nos voos internacionais, a franquia de bagagem ainda será regulamentada e funcionará pelo sistema de peça ou peso. Nas linhas domésticas em conexão com linhas internacionais, quando conjugados os bilhetes de passagem, prevalecerá o sistema e o correspondente limite de franquia de bagagem estabelecido para as viagens internacionais.

No último dia
A votação da na Câmara ocorreu no dia 21 de maio, na véspera do prazo limite de validade da Medida Provisória 863/2018 — as MPs precisam ser aprovadas pelas duas Casas Legislativas em até 120 dias após a publicação para definitivamente se tornarem leis, ou perdem a eficácia.

O Senado, portanto, tinha apenas a sessão do dia 22 de maio para aprovar a MP 863, ou ela perderia a eficácia. O Plenário da Casa aprovou a matéria sem alterações no texto que veio da Câmara, porque não haveria tempo hábil para que essas mudanças voltassem a ser analisadas pelos deputados.

Rotas regionais e aeronautas

Para assegurar a aprovação da matéria, os senadores do PT abriram mão de dois destaques que, caso aprovados, resultariam na perda de validade da MP por conta da obrigatoriedade de retorno da proposta à Câmara.

Um dos destaques da Bancada do PT obrigaria às aéreas beneficiadas com a liberação de 100% de capital estrangeiro a operarem um mínimo de 5% de seus voos em rotas regionais.

O segundo destaque dos petistas estabelecia uma garantia de trabalho para aeronautas brasileiros nos voos operados por essas companhias estrangeiras.

Esses dois pontos, considerados essenciais pelos petistas, serão incorporados no Plano Nacional do Turismo, proposta em tramitação no Senado, com relatoria do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP). No caso das rotas regionais, também há compromisso de edição de um decreto presidencial assegurando essa cota.

Um acordo em plenário resultou no compromisso de que as exigências de um mínimo de rotas regionais e de garantia de trabalho para aeronautas brasileiros figurem no Plano Nacional de Turismo.
(PT Senado)

Pseudos bacharéis, autoridades cometem estelionato



A fixação da extrema direita brasileira pelos Estados Unidos e pelo american way of lifecriou uma onda de estelionatos acadêmicos desnudados, agora, pelo bolsonarismo.

A Universidade de Harvard, que habita o inconsciente coletivo dessa tigrada semi analfabeta, transformou-se em um delírio acadêmico orientador dos currículos de autoridades públicas ávidas por se autoafirmar como gente letrada.

Esse estelionato, além de, obviamente, criminoso, é também simbólico sobre a mentalidade colonizada dessa turba - ministros, procuradores, gestores públicos - em relação ao conhecimento.

Para a maior parte dos eleitores de Bozo, o conceito de alta escolaridade está ligado à fantasia pequeno burguesa de meritocracia, daí a profusão de currículos cheios de mestrados, doutorados e MBAs que não suportam um avaliação minimamente profissional, quando não uma simples checagem jornalística.

O caso mais recente é de um aliado de primeira hora do Reich, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, outro que formou-se na Harvard Fantasy da Bozolândia.

O fato é que o governo Bozo apenas deu visibilidade a um fenômeno que sempre esteve presente no submundo da tecnocracia brasileira, mas que, antes, não chamava a atenção, por desprezível, academicamente falando.

Assim, quatro ministros já foram pegos na mentira: Abraham Weintraub, da Educação; o antecessor dele, Ricardo Vélez Rodriguez; Ricardo Salles, do Meio Ambiente; e Damares Alves, dos Direitos Humanos.

Esta última, como sempre, inovou. Damares colocou no currículo ser mestra em educação, direito constitucional e direito da família. Flagrada no estelionato, argumentou ter sido formada pela Bíblia.

Agora, descobriram que Deltan Dallagnol, o beato Salu do Ministério Público, apagou do currículo um alegado mestrado, claro, em Harvard.

É esse, o nível.
(Leandro Fortes/ Jornalistas Pela Democracia/ Brasil 247)

Só quatro deputados paraenses votaram com a farsa boçal/morista



Dos dezessete integrantes da bancada paraense na Câmara Federal, apenas o balístico Eder Mauro, Joaquim Passarinho, Junior Ferrari e Nilson Pinto votaram para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras(COAF) continuasse no âmbito do Ministério da Justiça, encenando a crença nas boas intenções do ministro Sérgio Moro.

A esquerda votou contra e parlamentares do MDB, DEM e outros ignoraram a balela, sabedores da enchente que acomete o inferno de assemelhados com as mesmas alegadas boas intenções que o famigerado verdugo curitibano alegava ter.

É sabido até pelo reino mineral, no entanto, que tudo não passava de ardil morista visando blindar o presidente da República, seus filhos e o motorista Queiroz, todos acusados da prática da apropriação indébita de recursos públicos, via uso de 'laranjas' travestidos de assessores.

Como bem disse um parlamentar demista, desde que o COAF foi transferido à força para o Ministério da Justiça as investigações a respeito dos ilícitos parlamentares da famiglia Bolsonaro foram paralisadas pelo ex-togado moralista de fancaria.

De volta ao Ministério da Fazenda, há possibilidades das investigações avançarem na medida em que servidores fazendários de carreira estarão à frente das análises, distante das matreirices de um ministro ex-juiz que passou os últimos anos de sua vida togada afrontando a lei e operando no esgoto da politicalha contra os interesses nacionais.

Flagelo de bico grande


Mais um título negativo na conta do Pará: tornou-se o campeão brasileiro no número de famílias que voltaram a cozinhar em fogão de lenha, dado o preço proibitivo do gás de cozinha, desde que o ladravaz temerário atrelou a política dos combustíveis fósseis aos interesses das multinacionais, viralatice continuada pela boçalidade.

Mais da metade dos domicílios paraenses, mais precisamente 57% das famílias deste estado, vitimadas pelo desemprego e alta dos preços do gás de cozinha, não tiveram outra alternativa que não  voltar à lenha, conforme informa reportagem da jornalista Luiza Mello, publicada hoje no jornal Diário do Pará.

Com quase um milhão de famílias dependendo da ajuda do programa Bolsa Família, com cerca de 12% de sua população economicamente ativa desempregada e com a mais baixa renda per capita familiar do país, a economia do estado ressente-se dos oito anos de um governo marqueteiro que muito contribuiu para que tivéssemos uma população vivendo basicamente com um salário mínimo. Vai dar trabalho reaquecer.

Para Bolsonaro, o PT vai voltar


Engana-se quem pensa que Bolsonaro não sabe que está afundando. Alguém espertalhão o suficiente para montar tantas arapucas contra os adversários e se eleger na base da mentira não teria como ficar alheio a tudo o que está acontecendo.

Bolsonaro está desesperado. Tanto que está pedindo penico para os adversários e recuando sem parar das medidas cretinas que adota todo santo dia.

Esta semana, recuou da briga com a Globo encontrando-se furtivamente com um figurão da emissora no Palácio do Planalto

Recuou das partes mais polêmicas do decreto de armas e, agora, não vai mais vender fuzis para a população

E recuou, também, da manifestação em apoio a si mesmo. Nem Bolsonaro irá à manifestação do próximo domingo convocada para exaltar Bolsonaro

Agora, 36,2% dos brasileiros avaliam o governo federal como “ruim ou péssimo” e só 31,3% consideram-no “bom ou ótimo”.

Enquanto isso, o Legislativo está em pé-de-guerra contra Bolsonaro. Os senadores pediram explicações ao presidente por conta das besteiras que ele disse sobre eles.

A Globo, em resposta ao pedido de arrego de Bolsonaro, mandou dizer que ele não sabe governar.

No Nordeste, o povo faz campanha para que Bolsonaro não visite a região nos próximos dias

E para que fique bem clara a situação, nem o partido de Bolsonaro apoia as manifestações a favor de Bolsonaro

Janaína Paschoal, a “musa” do impeachment de Dilma, completa a tragédia. Em uma sequência de posts no Twitter, disse, explicitamente, o que Bolsonaro já sabe: que o PT vai voltar ao poder. Possivelmente, com Lula.

Janaína tenta avisar os bolsomínions que a manifestação de domingo é furada. A certa altura, diz ela que “imagina” que já tenha uma “horda” xingando-a de “Traidora (…) e comunista”. E completa: “Estou tentando mostrar por qual razão eles [os petistas] ficaram tantos anos no poder. Ao final, diz que, “ao que tudo indica, [os petistas] vão voltar [ao poder]”

Pela primeira vez, o Blog da Cidadania concorda com Janaina, Bolsonaro, Alexandre Frota, MBL etc., etc.: o PT vai, sim, voltar ao poder. E será barba cabelo e bigode. O Brasil voltará a ser governado por Lula porque a farsa judicial contra ele também está naufragando muito rapidamente, uma vez livre, disputará a próxima eleição presidencial. E vencerá!

(Blog da Cidadania)

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O fracasso de Guedes


Agora que o presidente da Câmara Federal mandou o líder do governo pastar e prepara um projeto alterna!tivo de reforma da previdência, ficam desmascaradas todas as chantagens do agiota Paulo Guedes e sua pregação de pós-dilúvio caso sua proposta(indecente) não fosse aprovada.

Não que se espere do Botafogo medidas socialmente protetivas aos mais necessitados, é o mesmo que esperava a tartaruga ao atravessar o lago dando carona a um escorpião.

No entanto, há uma perspectiva menos infame de se repor a aposentadoria rural, um tempo de serviço exequível de contagem  para a aposentadoria e a eliminação da gatunagem contra idosos que ganham apenas um salário mínimo a fim de tapar o buraco da agiotagem.

E cairá por terra a chantagem guedista, que condiciona recursos às universidades federais à aprovação da malandragem do ministro. E vai ficando claro que a má intenção é fazer no Tesouro Nacional o mesmo que foi feito com os recursos da Previ. Credo

Governador acerta em cheio, ao posicionar-se contra decreto boçal


Digna de elogios a iniciativa do governador paraense pela iniciativa, junto com outros treze governadores, de posicionar-se contra o famigerado decreto presidencial que libera indiscriminadamente o uso de armas de fogo a pretexto de combate à violência.

Rechaçando a selvageria embutida no decreto, lembrou o governador do Pará, "Se a presença de armas entre civis significasse segurança, o Pará seria, há muitos anos, um dos estados mais seguros do país- já que estamos entre os dez mais armados". Perfeito.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Cresce apoio ao socialismo nos EUA: 4 entre 10 norte-americanos são favoráveis à alternativa ao capitalismo


O apoio ao socialismo cresceu nos Estados Unidos, de acordo com um levantamento da Gallup (empresa especializada em pesquisas de opinião). Uma pesquisa divulgada na última segunda-feira mostra que 43% das pessoas acreditam que o socialismo é algo bom para o País, enquanto para 51% ainda é algo ruim.

O índice pode parecer irrelevante, mas, para a Gallup, o destaque está no contraste com os números atuais e de 1942, quando 25% acreditavam que o socialismo era algo bom para os EUA e 51% diziam ser ruim. Outra mudança foi na associação de ideias. Agora o socialismo estaria mais ligado a igualdade social, e não ao controle dos meios de produção.

A Gallup também captou o apoio de democratas ao socialismo: 57% dizem ter uma visão favorável, enquanto 47% têm uma perspectiva negativa. Não faz muito tempo, em 2012, os democratas tinha uma visão mais positiva do capitalismo. Mas houve uma queda de adesão, em nove pontos, captada em 2016, quando 56% apoiavam o capitalismo.

Republicanos ainda demonstram forte preferência pelo capitalismo, com 71% dizendo que tem uma perspectiva positiva. Apenas 16% tem uma visão positiva sobre o socialismo, segundo a pesquisa.


Os números da opinião da população atual surgem num momento em que os Estados Unidos discutem a sucessão presidencial. Segundo o New York Times, são até agora 23 candidatos democratas e 2 republicanos.

O lado republicano tem Donald Trump e o empresário William F. Weld — que pretende ser uma alternativa moderada entre os conservadores. Já a esquerda dos Estados Unidos, como em muitas partes ao redor do globo, vive um dilema entre radicalizar o discurso para disputar com a onda populista, ou ir para o centro e angariar o eleitor mais moderado.

Entre outros candidatos, o lado democrata tem o prefeito de Nova York, Bill de Blasio — que recentemente se envolveu numa polêmica de troca farpas com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Outro nome é Bernie Sander, que se define como socialista democrático e, nas eleições passadas, perdeu a nomeação para Hillary Clinton. Falando em nomes conhecidos por aqui, Joe Biden, vice-presidente na gestão Barack Obama, também desponta como alternativa.

As eleições nos Estados Unidos ocorrem em novembro de 2020.

Governo x livre mercado
A Gallupe também perguntou aos norte-americanos qual a preferência deles entre livre mercado ou atuação do governo. A população se mostrou mais adepta a atuação do mercado em setores como tecnologia e inovação, e mais refratária a outros como proteção ambiental.
(Seu Dinheiro/ Blog da Cidadania)

Goiabita Loka e o Marquês de Sade


Goiabita Loka viajou fundo na masturbação vocabular ao expor como o Manual das Bruxas, editado para uso de crianças de até seis anos de idade no Nordeste, ensina a fazer vassoura e comida.

Não. A vassoura de bruxa a que se refere a tarada da boçalidade não é aquela praga que atormenta muitas lavouras brasileiras, mas a que povoa a imaginação de certa fração social que 'só pensa naquilo'.

Ela se refere claramente a um pedaço de pau que voa, com uma piaçava na ponta, que uma eventual tresloucada coloca entre as pernas e sai por aí tendo frêmitos que ecoam no ar assustadoramente.

Já as receitas, parecem longe daqueles acepipes ensinados na tevê com a finalidade de dar água na boca do telespectador. Com Goiabita, parece predominar a pimenta, ingredientes que lambuzam e muita imaginação.

Pena que a ministra da tara não tenha sido contemporânea do Marquês de Sade, ou vice versa, pois aí teríamos viagens insólitas ao reino da sacanagem feita em dupla, fornecendo lições de como objetos aparentemente inofensivos podem ser usados em sacanagens épicas. Credo! 

Desigualdade de renda avança no país


O senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou nesta terça-feira (21) a divulgação de pesquisa apontando que o Brasil atingiu patamar recorde no nível de desigualdade de renda no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) o índice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de zero a um – sendo que, quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O do Brasil ficou em 0,6257 em março.

“O Brasil vive plena recessão e caminha a passos largos para uma convulsão. Se nada for feito, podemos entrar numa depressão da nossa gente. A economia estagnou, desemprego está em alta e o fechamento de empresas demonstram nossa incapacidade de construir uma saída [da crise]”, lamentou o senador.

Na avaliação do senador, os senadores devem discutir soluções para a saída da crise existente no País e a buscar mecanismos para reduzir a desigualdade de renda no Brasil.

Estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que se a renda dos 20% mais pobres crescer um ponto percentual, o Produto Interno Bruto (PIB) aumenta em 0,38% num período de cinco anos. Já se os rendimentos dos mais 20% ricos subir um ponto percentual o PIB encolhe em 0,08%.

“Isso desmonta a velha teoria de que o bolo precisa crescer primeiro para depois haver a divisão. Precisamos fazer o bolo crescer juntos e juntos fazendo a repartição. É preciso ter claro esse processo para sabermos qual país que efetivamente queremos”, apontou.

Paim ainda apontou que as camadas mais pobres da sociedade tendem a sentir impactos mais fortes da crise e das instabilidades econômicas. Ainda segundo estudo da FGV, antes da crise econômica no país, os mais ricos tiveram aumento de 5% da renda acumulada; já os mais pobres, de 10%. Após a crise, os mais ricos tiveram aumento de 3,3% da renda acumulada; os mais pobres, queda de mais de 20%. Em sete anos, a renda acumulada dos mais ricos aumentou 8,5%; a dos mais pobres caiu 14%.

“Quando se eleva a renda dos pobres e da classe média todos se beneficiam em decorrência do crescimento econômico e da inclusão social. É bom para o trabalhador, para os empreendedores, para o comércio, para o município, para os estados e para o país”, disse o senador, lembrando que entre 2003 e 2010, nos governos Lula, a pobreza caiu em 50,64% no Brasil, conforme dados da FGV.
 
(PT Senado/ Agência PT de Notícias)

Avaliação de Mijair: ruim/péssimo já superam o ótimo/bom em cinco pontos percentuais


247 - Com 36,2% da população considerando a gestão de Jair Bolsonaro "ruim" ou "péssima" e 28,6% avaliando como "ótima" ou "boa", pela primeira vez a desaprovação do Governo Bolsonaro superou a aprovação, aponta pesquisa da consultoria Atlas Político divulgada nesta terça-feira (21) pelo El País.

Os dados foram colhidos entre 19 e 21 de maio, com 2.000 pessoas recrutadas na internet e amostra balanceada por meio de algoritmo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Em relação a abril, quando completou 100 dias de mandato, a desaprovação do Governo Bolsonaro aumentou cinco pontos.

"O resultado mostra uma conversão de avaliação regular em ruim ou péssimo. Ou seja, uma intensificação da rejeição entre os que já não estavam gostando tanto assim do Governo. Por outro lado, se você olhar a aprovação, ela caiu menos. Mostra uma certa resiliência da base que ele tem e que parece estar segurando bastante bem", analisa Andrei Roman, diretor do Atlas Político.

"Esta base ainda fiel ao bolsonarismo será posta à prova no próximo domingo, dia 26 de maio, para quando os apoiadores do presidente convocam marchas em ao menos 50 cidades do país. A mobilização não é um consenso na coalizão que ajudou a eleger Bolsonaro, que inclui os movimentos que fizeram campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff, e nem mesmo no próprio partido do presidente, o PSL. 'O que a pesquisa mostra é que ainda existe um percentual grande da população ainda apoia o presidente e eu não ficaria surpreso se há manifestações expressivas a favor do presidente e, dias depois, manifestações expressivas contra ele. É só um resultado da polarização da sociedade que continua', analisa Roman. Para ele, ainda é cedo para dizer se Bolsonaro conseguirá estancar a queda de apoio. "Depende de produzir resultados na economia e na queda do desemprego', diz".

Respeitem os bois. A sujeira é coisa do homem


Não entendo o porquê de apelidarem esses sujismundos, que andam com carrinhos de mão cheios de lixo pra ser derramados em certos locais, de "bois sem rabo". Os bovinos não merecem a ofensa.

Aliás, também não pra entender a lerdeza do prefeito em colocar a Guarda Municipal pra rastrear tantos os patifes que sujam a cidade em troca de uns caraminguás quanto os lixões que suas ações nefastas criam.

Na avenida Pedro Álvares Cabral, por exemplo, próximo a avenida Tavares Bastos e em frente a um terreno que pertencia(pertence?) a Votorantim, toda semana são despejadas toneladas de lixo, que depois são recolhidas às sextas-feiras, provavelmente pelas caçambas da PMB. Estranho, né?

Turismo e aventureirismo


E as lojas da Estação dos Docas, hein? Parece que todas vão fechar as portas, falir, falta de clientes, excesso de inteligência de quem concebeu aquele espaço pra atrair turistas.

Todos nós herdamos do sangue lusitano o lirismo e a sífilis, diz o poeta. Faltou dizer que herdamos também, aquele poder de iniciativa cujos resultados acabam enriquecendo o anedotário.

Claro. Os turistas vinham pelo porto e adoravam o Ver O Peso. Aí acabaram com o porto. construíram uma nova atração pra chamar quem não tinha mais chegar ao local, entende?

Não? então veja o resultado: sem o porto não há mais por onde os turistas chegarem até o local e os poucos que ainda dão uma esticada naquela área, optam pela visita ao velho e encantador Veropa.

Na prática, tiraram a escada enquanto o pintor ainda estava trabalhando e agora procuram um jeito de mante-lo no ar, embora já tenha se esborrachado há muito.

Fato é que, quase um 1/4 de século depois de inaugurada, a Estação das Docas não atraiu um turista sequer pra visitar a cidade, mesmo sendo um belo e aprazível local de lazer.

No entanto, foi contra qualquer gesto de bom senso o encerramento das atividades portuárias seculares naquela área, resultando disso a decadência que acomete aquela outrora belíssima parte da cidade e acabará atingindo até a própria Estação. Triste!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Brasil: país que expulsa o craque e escala o perna de pau


Recorrendo às metáforas esportivas tão comuns e ilustrativas nos discursos do ex-presidente Lula, lembro-me de um fato futebolístico que tem muito a ver com que acontece hoje com o Brasil.

Em 17 de julho de 1968, o juiz Guillermo Velásquez entrou para história do futebol mundial ao ser expulso de campo pela própria torcida de seu país. O jogo em Bogotá era entre Santos e uma seleção sub-23 da Colômbia.

Toninho Guerreiro, que foi o centroavante do time brasileiro, me contou que o juiz havia anulado um gol de Pelé e, na sequência, deixou de marcar um pênalti escandaloso no rei do futebol. Segundo Toninho, ainda no primeiro tempo de jogo, Pelé, muito contrariado com o juiz, acabou fazendo uma falta dura em um dos zagueiros colombianos. Como na época não havia cartão amarelo, Guillermo decidiu mandar Pelé mais cedo para o chuveiro. Revoltados, os jogadores do Santos cercaram o juiz em protesto contra a expulsão.

O surpreendente foi a reação da multidão que lotava o estádio. A torcida, aos gritos e vaias, exigia a volta de Pelé ao campo de jogo. Para evitar um tumulto iminente, a federação colombiana tomou uma decisão inédita no futebol: substituiu o juiz e pediu para Pelé voltar ao campo de jogo. O rei não decepcionou a torcida: fez um belo gol e o Santos ainda ganhou o jogo por 4 a 2.

Não só o futebol é uma caixinha de surpresa. A política brasileira tem sido pródiga em reafirmar esse dito popular. Sérgio Moro corre o risco de ser o nosso Guillermo Velásquez por ter tirado Lula da corrida presidencial do ano passado e, com isso, se tornar o responsável direto pela vitória de um perna-de-pau que nem em time de várzea seria titular.

Pena que o nosso STF não teve a mesma sensibilidade da confederação colombiana de futebol para impedir que uma injustiça fosse feita. Nossa corte maior foi, no mínimo, condescendente com uma condenação carente de qualquer prova material que a sustentasse. Lula foi calado por longos 12 meses no momento em que nosso país mais precisava da liderança dele.

O capitão que entrou em campo não tem equipe e nem talento para tirar o país do rebaixamento. Estamos despencando na tabela. O Brasil deixou de fazer parte da lista dos 25 países que mais atraem investimentos no mundo. O PIB estagnou e entramos em depressão. O dólar não para de subir, a inflação começa a aquecer, o fantasma do desemprego assusta cada vez mais brasileiros.

Na semana passada, milhões foram às ruas pedir um basta nos cortes na Educação. O jurista Celso Antonio Bandeira de Mello acredita que, em breve, Lula deixará a cela da PF em Curitiba: "Dentro de alguns dias Lula terá um julgamento sólido, quando será libertado. Porque não tem sentido, é ridículo até, que Lula esteja preso".

Já que o capitão gosta tanto do passado, talvez seja o caso de os saudosistas recuperarem o jingle de Getúlio que fez sucesso em 1950: "Bota o retrato do velho outra vez. Bota no mesmo lugar. O sorriso do velhinho faz a gente se animar".
(Florestan Fernandes Jr/ Jornalistas Pela Democracia/ Brasil 247)

Os trambiques do boçal ianque


Especialistas em combate à lavagem de dinheiro do banco alemão Deutsche Bank recomendaram em 2016 e 2017 que múltiplas transações envolvendo entidades controladas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e seu genro Jared Kushner fossem denunciadas a um órgão federal especializado em crimes financeiros, segundo reportagem publicada no domingo (19/05) pelo The New York Times.

Citando cinco fontes – entre funcionários antigos e atuais do Deutsche Bank –, o jornal afirmou que executivos do banco alemão rejeitaram a recomendação de seus funcionários, e relatórios nunca foram enviados ao governo. O Deutsche Bank emprestou bilhões de dólares para empresas de Trump e Kushner.

O The New York Times afirmou que as transações, algumas das quais envolviam a agora extinta Fundação Trump, dispararam alertas num sistema de computador projetado para detectar atividades ilícitas, de acordo com relatos dos ex-funcionários do banco.

Membros da equipe de compliance que revisaram as transações prepararam relatórios de atividades suspeitas, que seriam enviados a uma unidade do Departamento do Tesouro dos EUA que policia crimes financeiros, segundo o jornal nova-iorquino.

A publicação afirmou que funcionários do banco entenderam a decisão de não relatar as transações como resultado de uma abordagem negligente às leis de lavagem de dinheiro. Segundo o diário, eles afirmaram que havia um comportamento padrão entre os executivos do banco de rejeitar relatórios para proteger as relações com clientes lucrativos.

Uma funcionária que revisou algumas das transações disse que foi demitida no ano passado depois de ter levantado preocupações sobre as práticas do banco, segundo o The New York Times.

O Deutsche Bank rejeitou o conteúdo da reportagem do jornal americano. Em momento algum um investigador foi impedido de tomar conhecimento sobre atividade identificada como potencialmente suspeita, disse o banco em comunicado.

"Além disso, a sugestão de que alguém foi transferido ou demitido numa tentativa de anular preocupações relativas a qualquer cliente é categoricamente falsa", acrescentou.

Uma porta-voz da Organização Trump disse à agência de notícias Reuters que a reportagem é "um absurdo absoluto". "Não temos conhecimento de nenhuma transação 'destacada' com o Deutsche Bank. Na verdade, nem temos contas em operação com o Deutsche Bank", afirmou.

O The New York Times disse que uma porta-voz das empresas de Kushner afirmou que quaisquer alegações de relações que envolvam lavagem de dinheiro são "inventadas e totalmente falsas".

O jornal americano apontou que a natureza das transações não estava clara. Ao menos algumas delas envolveriam dinheiro indo e voltando de entidades ou indivíduos estrangeiros, algo que os funcionários do Deutsche Bank entrevistados consideraram suspeito.

A reportagem do The New York Times foi publicada num momento em que as autoridades do Congresso dos EUA e do estado de Nova York investigam a relação entre Trump, sua família e o Deutsche Bank, e exigem documentos relacionados a qualquer atividade suspeita.

Em abril, Trump acionou a Justiça para tentar impedir que o Deutsche Bank, o banco Capital One e a empresa de contabilidade Mazars LLP cumpram as intimações de comitês da Câmara dos Deputados dos EUA que investigam suas transações financeiras
.(Opera Mundi)

Messias, O Breve


Bolsonaro foi deputado federal por 28 anos, fora o tempo que foi vereador na Câmara do Rio de Janeiro, e agora vem dizer que o Brasil é maravilhoso, o que estraga é a classe política do país.

Será que faz tal afirmação por estar convicto que o exemplo de um certo deputado que ficava com a maior parte dos salários de seus assessores, enriquecendo às custas disso, é regra e não exceção?

Ou, de um outro que tinha estreitas e perigosas ligações com as milícias do seu estado de origem, atividade criminosa que também pode ter ajudado no butim da fortuna para além do salário?

De qualquer forma, Bolsonaro está tão encrencado que pouquíssimas pessoas acreditam no êxito de sua tática de jogar sua mili(ciana)tância contra o Congresso a fim de neutralizar sua queda.

Mais fácil, a partir de domingo próximo, é seu isolamento no Congresso acentuar-se a ponto de começar uma debandada de parlamentares de sua base rumo à salvação política.

Resultado: se continuar a conjuntura evoluindo velozmente como está é provável que Jair Bolsonaro quebre um recorde que dura 58 anos, tomando de Jânio Quadros o título de O Breve. Credo!

Crescimento 'rabo de cavalo' continua. Mercado reduz projeção do PIB pela 12ª vez


Com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) paralisado, sem propostas para aquecer a economia, ignorando o drama do desemprego que afeta mais de 13,4 milhões de trabalhadores, focado em alimentar divergências políticas e em propostas de retirada de direitos, o ano de 2019 está praticamente perdido, segundo as projeções econômicas.

O mercado financeiro reduziu pela 12ª vez este ano a estimativa de crescimento da economia brasileira. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,45% para 1,24%. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Os números são do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em perspectivas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos, que é divulgado pelo Banco Central (BC) às segundas-feiras. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das previsões para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.

Na última semana, os economistas de instituições financeiras consultados pelo BC mantiveram a projeção negativa do PIB para o final de 2019, revisaram para cima a previsão para a inflação e também as estimativas para a cotação do dólar. A projeção para a taxa básica de juros (Selic) neste ano foi mantida.

Confira as projeções da semana
. PIB: caiu de 1,45% para 1,24%

. Inflação: subiu de 4,04% para 4,07%

. Dólar: subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80

. Taxa de juros: mantida em 6,5% ao ano.

Inflação
A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação, o principal instrumento do BC é a taxa básica de juros (SELIC). Para o mercado financeiro, a SELIC deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124).
(CUT/ Agência Brasil/ Agência PT de Notícias)

RUMO AO ÚLTIMO EPISÓDIO


O complexo problema da segurança pública



O governador do estado parece ter interpretado a chacina de ontem, ocorrida no bairro do Guamá onde 11 pessoas foram assassinadas, como tentativa de intimidação ao seu governo.

Pelo que se observa nessas situações recorrentes, é pouco provável que o motivo da tal chacina tenha sido intimidação, dando mais pinta de desprezo pela ação do estado em por fim a essa guerra.

Pode até ser que a mensagem do governador tenha sido endereçada a uma das facções do crime organizado em nosso estado, com o recado embutido da ciência a respeito dos autores da chacina.

Mesmo assim, fica cada vez mais claro ser o governo o que menos importa nessa guerra, onde os atores são facções do tráfico de drogas e grupos armados pela justiça paralela(milícias).

E aí pode residir o grande desafio. Como o governo e sua segurança pública enfrentarão esses atores do crime, diante da suspeita de integrantes do estado atuarem de forma ambígua?

Terá o governo meios logísticos suficientes e estratégia para enfrentar essa situação, inclusive com a perspectiva de prender até funcionários públicos dessa área da segurança?

Não esquecer que, na semana passada, alguns policiais foram presos como integrantes de milícias, ato contínuo, no domingo seguinte, onze pessoas são chacinadas em um bar e a segurança pública posta em cheque. Preocupante!  

Cai, cai...


Mijair Boçal parece ter partido para o tudo ou nada, ao convocar uma manifestação para domingo próximo com ânimo radicalizado.

CPI da Toga, desmoralização do Congresso e autointitular-se um governo probo, com ministros enlameados e uma relação promíscua com milícias, não deve empolgar dentro da expectativa de mobilização.

Pra piorar, parte considerável da mídia, inclusive Rede Globo, não parece disposta a embarcar nessa aventura bolsonarista, assim como o MBL, outrora direita festiva dessas aventuras que levaram muita gente às ruas em favor do capitão.

É, enfim, a prova de fogo para o futuro desse governo à deriva e sem apoio parlamentar consistente. Caso fracasse, poderá começar a contagem regressiva para a queda de Mijair e os conchavos palacianos que tentam fazer o governo subir de patente militar.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

VERSÃO VIRALATA

Gato nem tão escondido com a cauda de fora. Ministro do Turismo movimentou R$ 1,96 milhão em ano eleitoral


O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PSL), suspeito de comandar esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais, movimentou R$ 1,96 milhão de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, de acordo com relatório Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Álvaro Antônio, presidente do PSL mineiro, teria realizado "operação suspeita", com depósitos e saques em dinheiro vivo, que revelam "atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômica-financeira", e movimentação financeira "incompatível com o patrimônio, a atividade econômica, ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente", segundo trechos do relatório divulgado em reportagem da Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (17).

O valor de R$ 1,96 milhão considera entradas e saídas – saques, depósitos, transferências, cheques e pagamentos de boletos, entre outros – em duas contas no Banco do Brasil em nome de Álvaro Antônio. Essas movimentações são consideradas atípicas e incompatíveis porque, no período, Álvaro Antônio era deputado federal, com renda mensal declarada de R$ R$ 22,1 mil, com uma única empresa em seu nome inabilitada na Receita Federal, por omissão de declaração.

Pelo suposto esquema montado pelo então deputado, as verbas públicas do fundo eleitoral e do fundo partidário para candidaturas femininas, destinadas a cumprir cota mínima de 30% de mulheres, eram desviadas para empresas fantasmas, que depois voltavam ao partido.

Zuleide Oliveira, candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas, acusou diretamente o ministro de comandar o esquema de desvios de verba. "Ele [Marcelo] disse pra mim assim: 'Então a gente vai fazer o seguinte: você assina a documentação, que essa documentação é pra vir o fundo partidário pra você. (...) Para o repasse ser feito você tem que assinar essa documentação. E eu repasso a você R$ 60 mil, e você tem que repassar pra gente R$ 45 mil. Você vai ficar com R$ 15 mil para sua campanha. E o material é tudo por nossa conta, é R$ 80 mil em materiais'", disse a candidata, ainda em março deste ano.
(Rede Brasil Atual)

Saiu Tite, entrou o Adenor da auto ajuda


Em 2014, durante a Copa das Confederações, o Brasil deu show na final, derrotou a Espanha e deu a Luís Felipe Scolari a burra sensação que chegávamos ao ápice.

Em 2018, Tite vinha de uma eliminatória retumbante e isto parece ter dado a ele a mesma sensação de ápice, tendendo à estagnação.

E assim o Brasil vai à Copa América, marcado pela arrogância daquilo que já foi feito, embora posteriormente essa tolice tenha sido desmentida.

De Felipão, esqueça-se. Os 7x1 já explicaram aquela bobagem de achar que tínhamos chegado ao topo, enquanto o mundo girava, o futebol evoluía e a pátria de chuteiras ficava pra trás.

Tite segue agarrado ao passado das eliminatórias da Copa de 2018 e recusa-se a admitir que já não nos banhávamos no mesmo rio.

Revelador desse comportamento arrogante e teimoso, as presenças de Miranda, Felipe Coutinho, Fernandinho, Thiago Silva(operado) Casemiro e Gabriel Jesus em detrimento de outros atualmente em melhor forma.

Assim, vai o Brasil à Copa América praticamente com o mesmo time da Copa do Mundo de 2018, como se Tite quisesse provar, como costuma eventualmente repetir, que aquela equipe merecia melhor sorte.

Deve saber, embora não demonstre, que não é questão de sorte e sim de padrão de jogo em alto nível sempre. E isto passa pela escolha daqueles que parecem atualmente aptos a ofertar esse alto nível, coisa que parece discutível diante de certas convocações. 

Truculento e fora da lei


Todo mundo sabe que o cargo de ministro de estado é de confiança, sendo o ocupante demissível a qualquer tempo, dependendo da quebra de confiança depositada pelo chefe do Poder Executivo.

Ainda assim, torna-se ilegítimo, logo, insustentável no cargo, qualquer ministro pego delinquindo contra a ordem legal do país, em nome de eventual viès ideológico por exemplo.

E foi o que aconteceu com esse celerado, ora homiziado no MEC, que teria solicitado ter acesso a dados sigilosos de estudantes, sabe-se lá com que finalidade, sabe-se apenas que a solicitação é criminosa.

A solicitação teria sido feita pelo titular do MEC, Abraham Weintraub, a Elmer Vicenzi, então presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais(INEP), pretensão rechaçada, obviamente.

Resultado: exoneração de Vicenzi, que é delegado do Polícia Federal, do comando do INEP. Ou seja, aquele que agiu dentro dos limites legais caiu e o malfeitor ficou, como se guardião da política de governo.

Mesmo que fosse. Trata-se de iniciativa eivada de ilegalidades e agressões à ordem democrática do país devendo ambos, o ministro delinquente e a iniciativa governamental nefasta, serem imediatamente repudiados e atirados ao lixo da história. Simples assim.