Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Roubando do salário mínimo pra far pro agronegócio


O Ministério da Economia, sob o comando do Primata Guedes, quer reabrir o Refis - programa de recuperação fiscal do governo - para renegociar dívidas do agronegócio com o Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural), estimadas em R$ 11 bilhões.

A ideia é anistiar, a partir de janeiro do ano que vem, parte dessas dívidas, de acordo com reportagem do PiG cheiroso.

A ideia foi debatida na semana passada entre Guedes, vários secretários de seu ministério, como Rogério Marinho (Previdência e Trabalho), e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, do MDB-RS, além de outros membros da chamada bancada ruralista.

Ao PiG cheiroso, Moreira disse que "a Economia está com uma proposta praticamente concluída para solucionar (sic) o problema do Funrural. Eles vão comunicar a Tereza [Cristina, ministra da Agricultura] e deve sair o mais rápido possível".
(Conversa Afiada)

Congelar salário mínimo é estupidez do governo, dizem economistas


A confirmação de que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) estuda retirar da Constituição a obrigatoriedade do valor do salário mínimo ser corrigido pela variação da inflação para evitar estourar o teto dos gastos públicos é considerada por economistas da Unicamp e do Dieese uma estupidez, já que a medida não contribui com a retomada da economia, além de provocar aumento da desigualdade social.

O impacto do congelamento do mínimo poderá alcançar mais de 48 milhões de trabalhadores e beneficiários do INSS. Além disso, para cada R$ 1,00 a menos no salário mínimo o governo deixaria de arrecadar R$ 0,54 em tributos.

Para a professora de economia do trabalho da Unicamp e doutora em desenvolvimento econômico, Marilane Teixeira, numa sociedade como a brasileira marcada pelo baixo salário, o congelamento é um desastre.

“O salário mínimo é uma espécie de farol da economia. Mesmo em setores muito precarizados com trabalho informal, sem registro em carteira, o trabalhador tem a sua remuneração baseada no valor do salário mínimo. O congelamento vai afetar tanto os trabalhadores formais como os informais”, avalia.

Segundo Marilane, 30% do total de pessoas ocupadas recebem o salário mínimo (R$ 998,00) e 67% ganham até dois mínimos (R$ 1.996,00).

Já um levantamento do Dieese mostra que recebem um salário mínimo 23 milhões aposentados e pensionistas do INSS, 12 milhões de empregados, 8,5 milhões de trabalhadores por conta própria e 3,7 milhões de empregados domésticos, num total de 48 milhões de pessoas.

“O congelamento é um efeito em cascata que puxa para baixo também os benefícios de aposentados e pensionistas. Ou seja, você tem praticamente 50 milhões de pessoas impactadas diretamente com a perda do poder de compra. Imagine o impacto que terá na economia dos pequenos municípios que dependem da aposentadoria para fazer sua economia girar”, diz a economista da Unicamp.

A medida é uma estupidez porque quem ganha o salário mínimo gasta tudo consumindo em alimentação, vestuário e transporte. Isto volta na forma de impostos que as empresas beneficiadas pagam e elas vão produzir mais e, portanto, dinamizam a economia– Marilane Teixeira

A técnica do Dieese/Subseção CUT Nacional, Adriana Marcolino, concorda que a medida do governo Bolsonaro não é inteligente por fragilizar ainda mais a economia com uma economia relativamente baixa para os cofres públicos. O próprio governo anunciou que se hoje o salário mínimo fosse congelado, a economia para o próximo ano seria de apenas R$ 12 bilhões.

“Isto aumenta ainda mais a desigualdade social e a pobreza. O salário mínimo é uma forma, embora ainda muito tímida, de trava para que a desigualdade de renda não seja ainda maior. Não garantir o aumento real já é uma perda considerável para as famílias de baixa renda, mas congelar vai diminuir o poder aquisitivo dessas pessoas”, lamenta Adriana Marcolino.

Adjetivos como estupidez e lamentável para definir o congelamento também são utilizados por Marcelo Manzano, professor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp.

Congelar os salários é uma estupidez do ponto de vista econômico. Não faz o menor sentido porque só vai deprimir ainda mais a demanda. Ela impede a recuperação da economia ao rebaixar o poder de compra das pessoas– Marcelo Manzano

Na avaliação de Manzano, o congelamento do salário mínimo faz parte da política neoliberal do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, que está somente preocupado com os gastos do governo.

“O governo Bolsonaro vende a ideia de que para retomar os investimentos é preciso ter a confiança dos investidores de que os gastos públicos estarão sob controle, mas nada justifica congelar o salário mínimo porque se as pessoas ganham menos, gastam menos e não faz a economia crescer. O fracasso da economia deste governo é iminente”, critica.

Para ele, a melhor política foi o da Valorização do Salário Mínimo, proposta pela CUT, aprovada pelo Congresso Nacional e implantada, em 2004, pelo ex-presidente Lula, que levava em conta o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes mais a inflação do ano anterior, medida pelo INPC.

“Não era um favor descabido. Era apenas uma justiça que estava sendo feita para quem está abaixo na pirâmide social.Nada mais justo do que beneficiar os mais pobres, que têm menor poder de compra, da mesma forma que os mais ricos foram beneficiados pelo aquecimento da economia”, diz.
O projeto do congelamento do salário mínimo

A medida de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM/RJ) seria incluída na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera regras fiscais, que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

O deputado, porém, admitiu ao jornal Folha de São Paulo, que a medida não está no texto original, mas que a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá ser incluída na PEC.
(CUT/ Agência PT de Notícias)

Andaram bebendo de novo



A Folha Tucana(FSP) está infestada de bebuns. Não. Não pode ser só cretinice, embora esta seja onipresença em colunas e reportagens, há coisas que só o 'mé' explica.

Chamar Nicolás Maduro de ditador porque não renunciou em favor do aventureiro e patife Guaidó, ou por estar há seis anos no governo é o mesmo que acreditar que Temer não fez parte do golpe.

Porra. Obama ficou oito anos na presidência dos EUA e ninguém jamais o acusou de eternização; FHC gastou duzentos paus por cabeça no Congresso, por oito anos de Planalto,  e a Folha queria mais.

Não vamos nem falar de Roosevelt, aquele ditador sanguinário que passou treze anos(premonição petista) na Casa Branca e salvou a economia com o seu 'new deal'(que a FSP deve odiar) e de lá só saiu pro cemitério, depois de muita reza braba republicana.

Tucana como ela só, a Folha parece seguir o lema do drogado, e outrora festejado, hoje execrado, Aécio Neves, que dizia só reconhecer a democracia no Brasil quando o PSDB pudesse escolher o povo.

Essas adjetivações penduradas na democracia, oriundas de cacoetes ianques que acham ser prerrogativa do inquilino da Casa Branca sentenciar onde há democracia, já deu há muito por isso deixei de assinar esse panfletão em 1999, após 16 anos de leitura assídua.

Com efeito, perderam a importância e a credibilidade, mas não perderam a empáfia e parecem manter ainda hoje entocado um baú abarrotado de jóias, há espera de novo levante que enquadre esse povo recalcitrante nos parâmetros quatrocentões que levarão à redenção da nação. Credo!

Na ponta da faca começou, na ponta da faca há de terminar



Incêndio em El Diablo! O patife João Dória Jr contratou os serviços do monstro do Carandiru para fustigar a boçalidade miliciana, juntar os cacos desta e transformá-los em vaso Ming.

Primeiro, foi a fuga do porno/parlamentar, depois o pedido de expulsão de Flavio das fileiras da legenda boçal e agora o lançamento do natimorto 'projeto Moroína'.

O tal projeto é a chapa Moro/Janaína, pra presidente e vice, na disputa presidencial em 2022, queimação barata de ambos a pouco mais de três anos da eleição, após colocar o casal na linha de frente do confronto contra a boçalidade.

Com esse cenário tendendo ao agravamento, não dá pra afirmar se Mijair Boçal disputará as próximas eleições, como chefe das quatro cavalgaduras do apocalipse, mais a plagiadora de reportagens e meia dúzia de surfistas que tendem a afundar assim que a onda quebre, não mais vindo à tona.

Pra completar, o místico e mentecapto virginiano de merda já sentenciou: o inimigo é o comunismo. Deve ser a variação mais imbecil ainda que coloca no campo da esquerda o major Olímpio, Alexandre Frota, João Dória Jr, ao lado de Hitler, claro, entre outros vermelhos de alta periculosidade.

E pior ficará, caso a coleira/elo com o trumpismo bufão arrebente e a solidão do poder seja superada pelo isolamento político opressivo a esses coraçõezinhos impetuosos, que imaginam ser esses surtos histéricos para sempre. Credo! 

Fora, cavalo de Troia!


Espera-se que todos aqueles partidos de esquerda, subscritores da tese da unidade daquele campo ideológico, mantenham-se firmes na estratégia de enfrentamento contra a direita boçal ou camuflada.

Isto significa mandar à tonga da mironga do kabuletê o meliante diversionista que declarou, 'unidade é o cacete', atendendo determinações patronais para minar por dentro a unidade.

Que o repugnante patife, autor da frase, siga ao lado de Tábata Amaral, do proprietário da Heinz e da CNI, mas o faça abertamente e despido da fantasia de esquerdista.

Mais do que nuca, é hora de fortalecer essa unidade e antecipar sua discussão pelas capitais e cidades mais populosas, não apenas como parâmetro eleitoral, mas consolidação de uma agenda comum para o país.

Quem tem história política, bases sociais e representatividade política tem o dever de enxotar do convívio do campo da esquerda o tal sacripanta, cada vez mais adequado ao figurino 'cavalo de Troia'.

Recuperar a soberania popular, enfrentar o golpismo e suas consequências, além de tirar Lula de seu cativeiro político, são tarefas urgentes e unificadoras que não podem ser negligenciadas pela manobra de um celerado a serviço do status quo. Só isso.

Helder não pode repetir Almir Gabriel e ser mentor de massacre


Daniel Dantas não é dono de porra nenhuma, em Eldorado do Carajás, porque comprou terras públicas de outro meliante, Benedito Mutran Filho, que vendeu o que não lhe pertencia.

Portanto, essa reintegração de posse, que deve estar sendo julgada nesse momento na Vara Agrária de Marabá, é ilegal porque oriunda de um processo fraudulento de apropriação daquela área.

As duas mil pessoas, que ocupam há 11 anos a fazenda Maria Bonita, produzem e possuem criação de animais com relevância à economia do município, assim como a escola é fundamental às crianças.

Ao contrário do banqueiro e lavador de dinheiro, que correu pra cá assim que sua farsa privata foi desmascarada e o mesmo foi preso, mas valeu-se de Gilmar Mendes pra garantir sua impunidade.

Portanto, se a justiça mantiver essa reintegração de posse fraudulenta estará legitimando o pará como paraíso dos grileiros, assim como o governador estará sujando de sangue seu mandato caso disponha a PM em favor do banditismo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Orçamento do governo para 2020 deve agravar crise econômica e social


Se o ano de 2019 está terminando no contexto de uma grave crise econômica e fiscal, que tem limitado os recursos públicos para diversas áreas, o ano que vem projeta um cenário ainda mais sombrio.

A proposta de orçamento para 2020, enviada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional no fim de agosto, mostra que 24 de 31 áreas de atuação federal terão recursos reduzidos, segundo análise do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Os parlamentares têm até 22 de dezembro para aprovar o projeto.

O Ministério do Turismo é o que teve a maior perda percentual, com redução de 58,3% em relação ao orçamento deste ano. Quando somam-se os recursos da área de turismo a de esporte, que aparecem juntas, a perda atinge mais de 73%.

Em seguida, vem o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com perda de 43,2%. Entre as áreas afetadas, estão políticas de promoção da igualdade racial e ações voltadas para as mulheres, deficientes físicos e povos indígenas.

As áreas de energia (-38%), habitação (-30%) e indústria (-26%) também registram perdas expressivas. Em meio à crise de incêndios na Floresta Amazônica, a maior dos últimos anos, Bolsonaro decidiu cortar cerca de 30% do Ministério do Meio Ambiente.

Até mesmo a área de segurança pública, setor tido como prioritário pelo governo, haverá redução significativa. O ministro Sergio Moro, que esse ano já estava reclamando dos cortes, viu o orçamento de sua pasta ser reduzido em mais 18,6%, passando dos autuais R$ 3,76 bilhões para pouco mais de R$ 3 bilhões no ano que vem.

"É um desmantelamento de políticas públicas, principalmente as políticas públicas que não têm os mínimos constitucionais garantidos, como saúde e educação", afirma Livi Gerbase, assessora política do Inesc.

Teto dos gastos

Um dos vilões da redução do orçamento é a emenda constitucional do Teto dos Gastos, aprovada ainda na gestão de Michel Temer (MDB), que congelou os gastos públicos em 2016 por 20 anos. Significa que, ano após ano, o orçamento público só poderá ser corrigido pela inflação do ano anterior.

Na prática, o Teto afeta principalmente as despesas discricionárias, isto é, aquelas que o governo não tem obrigação legal de investir, como incentivo à pesquisa, modernização de hospitais e construção de estradas.

No Projeto de Lei Orçamentária de 2020, essas despesas sofreram um corte de 13,15%, passando de R$ 102,7 para R$ 89,1 bilhões, um dos piores patamares da história. Desse total de R$ 89,1 bilhões, apenas R$ 19 bilhões são investimentos. O restante é verba de custeio, que serve para pagamento de serviços como energia, segurança, limpeza e compra de insumos.

“O papel do Estado como movimentador da economia está basicamente acabando. Só para se ter uma ideia, a gente tinha R$ 94 bilhões de investimento [público] em 2013 e agora a gente está falando de R$ 19 bilhões, isso já em valores corrigidos. É uma redução muito drástica”, aponta Gerbase.

Crédito extra e isenções fiscais


O projeto orçamentário também prevê a necessidade de crédito extra de R$ 367 bilhões para cobrir uma série de despesas públicas, como benefícios previdenciários, pagamento do Bolsa Família, seguro-desemprego, entre outros. A medida depende de aval do Congresso Nacional, tendo em vista a necessidade de cumprimento da chamada regra de ouro.

Instituída pelo Artigo 167 da Constituição de 1988, a regra de ouro determina que o governo não pode endividar-se para financiar gastos correntes (como a manutenção da máquina pública), apenas para despesas de capital (como investimento e amortização da dívida pública) ou para refinanciar a dívida pública.

Outro problema detectado pelo Inesc no Orçamento 2020 é o imenso volume de recursos que o governo deixará de arrecadar por causa das isenções fiscais para diversos setores da economia. As isenções são políticas de incentivo para o desenvolvimento de determinadas cadeias produtivas – nas quais os empresários recolhem uma porcentagem menor do imposto devido para, em tese, reinvestir na produção e gerar crescimento e empregos.

O problema, segundo o Inesc, é que em muitos casos esses processos não são transparentes nem avaliados, já que os dados tributários são sigilosos.

No ano que vem, a perda com essas desonerações será de R$ 326,1 bilhões, quase três vezes o orçamento da Educação (R$ 138 bilhões) e mais de cem vezes o valor do orçamento para o meio ambiente (R$ 2,77 bilhões). O valor equivale também ao alegado déficit da Previdência, que seria da ordem de R$ 300 bi.
(Brasil de Fato)

Ladrão de idosos volta a atacar


Nenhum assalto está completo se os ladrões percebem que os donos da casa continuam dormindo e muito mais pertences podem ser levados, sem que isto represente maior risco.

Depois de não renovar a regra de reajuste do salário mínimo, vigente durante os governos petistas, o agiota e larápio Paulo Guedes anunciou que irá mais adiante e congelará o salário mínimo.

Segundo o vil bandido, ora entrincheirado no Ministério da Fazenda que virou bunker de seus malfeitos, o famigerado congelamento renderá aos cofres do governo entre R$35 e R$ 37 bilhões.

Na prática, o governo tungará recursos da área social e despejará esse dinheiro na conta de juros pagos à agiotagem comparsa do ladravaz em tela, que obviamente usufruirá da pilhagem.

Segundo o DIEESE, o pagamento do décimo terceiro salário injetou cerca de R$ 200,5 bilhões na economia brasileira, no final do ano passado, evitando que a recessão fosse ainda pior.

A retirada mensal de R$35 bilhões significará a ruína do pequeno comércio e alguns serviços, aprofundando a recessão ora vivida, já que o décimo terceiro não amenizará a perda.

Enquanto isso, o cassino financeiro que nos governa como se fôssemos um posto de flibusteiros que administram suas pilhagens entesouradas clandestinamente, segue sua sina fora da lei até à desgraça total.

Vitória da civilização contra a barbárie. STF decide que conceito de família deve prever união homoafetiva


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade, na última quinta-feira (12), que o conceito de família não pode ser restrito a uniões heterossexuais. A corte concluiu o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo Partido dos Trabalhadores que questionava a lei distrital 6.160/2018, que estabelece a “ Política Pública de Valorização da Família no Distrito Federal”.

O PT argumentou na ADI que a lei viola uma série de princípios constitucionais, como a dignidade humana, a não discriminação, a igualdade e a isonomia e a proteção a todos os núcleos familiares existentes na sociedade brasileira, conforme já havia definido o próprio STF.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que sugeriu a ação ao partido, diz que a lei distrital, ao definir família como “a união entre um homem e uma mulher”, afrontava a Constituição Federal.

“Além de restritiva e preconceituosa, a lei feria diretamente a Constituição e os princípios da dignidade e da diversidade humana”, diz a parlamentar, que preside o PT no Distrito Federal e considera a decisão do Supremo uma vitória contra o fundamentalismo.

O deputado José Guimarães (PT-CE) comemorou o posicionamento do STF. “Muito bem, na hora de cobrar impostos ninguém pergunta a sexualidade de ninguém. Todos os brasileiros são sujeitos de direitos. ADI 5971, movida pelo PT contra Lei Distrital, que visou restringir o conceito de família. A decisão vale para todo o Brasil!”, escreveu Guimarães em sua conta no Twitter.

Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), esta foi uma vitória contra o obscurantismo. “A decisão do STF que inclui no conceito de família as uniões homoafetivas é um grande avanço para o nosso processo civilizatório e uma derrota do obscurantismo. Viva à luta da população LGBT!”, destacou Pimenta.

Histórico – Na ação, o PT lembra que o projeto de lei foi integralmente vetado pelo então governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), por entender que a iniciativa violava a competência legislativa, privativa da União, para legislar sobre Direito Civil, prevista no artigo 22 da Constituição Federal. Entretanto, o veto governador foi derrubado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal e a lei foi promulgada em junho de 2018.

O autor da lei foi o deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB).
(PT Câmara/ Agência PT de Notícias)

Deputado chama Lava Jato de quadrilha de criminosos



Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais meliantes da Farsa Jato eram tolerados por políticos de centro direita pela força midiática que tinham para desancar acusados.

Todavia, era visível que o respaldo político dado aos integrantes daquele bando golpista, que usou como mote o falso moralismo pra virarem heróis nacionais, não agradava aquele segmento.

Simples é naquele núcleo onde está o maior número de suspeitos de uso do mandato para obter vantagens que aumentem o patrimônio pessoal da quase totalidade de seus integrantes.

Vivendo na incerteza entre virar vítima da caça às bruxas, e a possibilidade de continuar a exercer o mandato dentro da perspectiva de seguir auferindo lucros, não deve ser confortável.

Por isso, as declarações do deputado e ex ministro temerário, Ricardo Barros(PP/PR), prestadas hoje na Câmara Municipal de Curitiba, estão longe de ser opinião pessoal.

Seguramente elas refletem um sentimento grupal, diante da arrogância persecutória dos protagonistas da Farsa Jato, ora vindo à tona até por instinto de sobrevivência política.

A gota dágua, como revela Barros, foi a descoberta das intenções de Moro e Dallagnol usar a fama para seguir carreira política, "destroem a classe política para ocupar nosso lugar", diz Barros.

E disse mais, "Não vamos aceitar uma quadrilha instalada no judiciário cometendo crime para combater o crime”, nítida declaração de guerra nos moldes das facções do crime organizado.

Parece que esse confronto viabilizou o alcance de assinaturas suficientes para que seja instalada a CPI da Vaza Jato; expõe a disposição de derrubada dos vetos presidenciais à Lei do Abuso de Autoridade e apoio ao STF pela derrubada de prisões em segunda instância.

Mesmo que a honestidade tenha sido adotada como parâmetro de comportamento só por malandragem, é alvissareira a perspectiva de se ver a justiça ser feita e a patifaria falso moralista desmascarada ante aos que ainda restam de olhos vendados.

Lá vem traulitada no bolso do povo


Lá vem traulitada: drones bombardeiam poços de petróleo na Arábia Saudita e a tendência de disparada dos preços se descortina no horizonte sombrio do entreguismo.

Se fosse no tempo em que refinávamos aquilo que produzíamos, seria mais uma marolinha a passar por aqui sem causar maiores estragos à economia brasileira.

Todavia, nesses tempos de boçalidade miliciana, seguidora do banditismo temerário, estamos exportando óleo cru pra ser refinado nos EUA, que nos vende o produto final mais caro.

Não por outro motivo, os preços dos derivados dispararam assim que o gatuno temerário assumiu a presidência e fechou refinarias da Petrobras, certamente embolsando milhões em gorjetas pagas pelas multinacionais ianques.

Agora, com a disparada dos preços, junto com nossa volta à condição vil de exportadores de commodities, corremos o risco de ver a gasolina ser vendida nas bombas lá pelos sete, oito reais, óleo diesel a seis reais e o gás de cozinha na casa dos cem reais.

Óbvio que esses preços incidirão nos preços dos fretes rodoviários, formando-se uma cadeia de majoração de preços com tendência à explosão no colo do consumidor, sufocada apenas pelo ardil revelado por Janio de Freitas em seu artigo de ontem, da venda de artigos com peso menor, vendidos pelo mesmo preço, com letras microscópicas nos rótulos informando o trambique. Preocupante!


FSP afirma que o culpado será declarado suspeito pelo STF


A FSP prevê que a 2ª Turma do STF acatará reclamação dos advogados de defesa de Lula, em relação ao comportamento criminoso de Moro na condução da Farsa Jato.

Ato contínuo, os criminosos que se fantasiaram de toga pra assaltar as instituições, afastar Lula da disputa eleitoral do ano passado e viabilizar a vitória de um chefe de milícia carioca entram em campo usando os mesmos métodos facinorosos pra tentar influenciar os ministros julgadores.

Voltam a apresentar delações sem provas, substituem Palocci em quem ninguém acredita e colocam de volta no centro do palco dessa sordidez o empreiteiro chantageado pra mudar o depoimento original Léo Pinheiro, em troca da liberdade que ainda não veio, em quem nem a velhinha de Taubaté crê.

É pouco provável que a surrada tática obtenha êxito. No entanto, todo cuidado é pouco porque grande parte dos ministros do STF vive sob o domínio do medo da chantagem disposta a revelar o que fez em estações passadas, daí nunca ser desprezível o poder de 'persuasão' da mídia.

De qualquer modo, há no ar o sentimento de que a outrora toda poderosa Rede Globo esteja disposta a evitar a ocorrência de fatos que contribuam com o fortalecimento do atual e desafeto governo miliciano e, nesse momento, a soltura de Lula resultaria em oposição forte à boçalidade. A conferir. 

domingo, 15 de setembro de 2019

A contraofensiva da direita perde força no mundo


Depois de uma primeira década marcada por governos antineoliberais na America Latina, que projetavam Hugo Chavez, Lula, Nestor e Cristina Kirchner, Pepe Mujica, Evo Morales e Rafael Correa como os grandes líderes políticos da esquerda em escala mundial, a direita retomou a iniciativa e a ofensiva. Conseguiu isolar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, eleger Maurício Macri na Argentina, impor uma derrota a Evo Morales no referendo sobre o direito de se candidatar à reeleição, derrubou o governo da Dilma, prendeu o Lula e elegeu Bolsonaro, reverteu a vitoria do sucessor de Rafael Correa no Equador, fortaleceu as candidaturas de direita no Uruguai, elegeu Ivan Duque na Colômbia, novamente Sebastian Pinera no Chile. O cenário latino-americano mudou radicalmente, de forma consonante com mudanças fundamentais no cenário global.

Em escala mundial, o cenário era comandado pelo Brexit e pela eleição de Donald Trump nos EUA, por governos direitistas na Itália, na Polônia, na Hungria, entre outros. Johnson rapidamente perdeu o controle do seu próprio partido diante da tentativa de saída sem negociação do Brexit e fracassa. O próprio Trump teve que mandar embora Bolton, seu “senhor da guerra”, que também fracassou na sua tentativa de resolver os conflitos pela generalização de núcleos de guerra pelo mundo afora, quando os EUA não conseguiram ainda nem sequer sair do Iraque e do Afeganistão. Fracassa a versão mais radical do trumpismo.

A agenda mundial, que havia assumido tons conservadores, com retrocessos profundos, com as duas cabeças do bloco ocidental há mais de um século, em retrocesso da globalização, deixando um vazio de liderança, se esgota. Trump tem que mudar as formas de enfrentar os conflitos. Johnson se choca com uma maioria parlamentar que bloqueia seu projeto. Salvini é derrotado e substituído por um governo moderado, que reabre as fronteiras da Itália para os imigrantes e derrota a extrema direita. Um governo socialista na Espanha vai se unir ao de Portugal, como governos alternativos às politicas de ajuste imperantes na Europa.

Na Argentina, a espetacular vitória de Macri há quase quatro anos, com o restabelecimento do modelo neoliberal, que o levou rapidamente à rejeição e a uma não menos espetacular derrota, demonstrou que a direita nao tem alternativa a esse modelo que promove os interesses do capital financeiro e ataca frontalmente os direitos da grande maioria da população. Por isso se esgota rapidamente e fracassa.

Na Argentina, a espetacular vitória de Macri há quase quatro anos, com o restabelecimento do modelo neoliberal, que o levou rapidamente à rejeição e a uma não menos espetacular derrota, demonstrou que a direita nao tem alternativa a esse modelo que promove os interesses do capital financeiro e ataca frontalmente os direitos da grande maioria da população. Por isso se esgota rapidamente e fracassa.

O cenário latino-americano vai mudando de novo, com a perspectiva de dois dos principais países do continente – México e Argentina – contarem com governos progressistas, isolando o governo de extrema direita do Brasil. As eleições na Bolivia e no Uruguai representam disputas entre governos antineoliberais, que mudaram de maneira tão positiva esses países, e tentativas de restauração neoliberal, ao estilo dos governos da Argentina – até este ano – e do Brasil.

A contraofensiva conservadora vai assim perdendo fôlego, demonstrando que não tem proposta nem para fazer com que a economia global volte a crescer, nem que os focos de guerra sejam pacificados, nem que as desigualdades diminuam em cada país e em todo o mundo. Temos um mundo em que os focos de guerra se multiplicam, a recessão se perpetua e se generaliza, os governos são cada vez mais instáveis, os organismos internacionais cada vez mais desgastados, um mundo cada vez mais incerto.

As velhas potências imperialistas se demonstram incapazes de conduzir o mundo a um futuro melhor. Os discursos de ódio e de guerra têm como resposta ações violentas e instabilidade política ainda maior.

Como ressalta sempre o Lula, ninguém se ocupa do mundo. Cada dirigente pensa os interesses do seu país. Os mais fortes têm que os defenda. A maioria esmagadora da humanidade fica desvalida, entregue à fome e à miséria. Os conflitos bélicos continuam produzindo mortos e imigrantes, rejeitados pelos mesmos países responsáveis por essas guerras.

O impulso conservador perde fôlego, porque não tem o que propor, senão mais violência e mais lucro para o capital financeiro. Seus governos se concentram nos ajustes fiscais, sem políticas sociais, se esgotam rapidamente, fracassam.

Trump era favorito para se reeleger. Apesar de uma alta rejeição – 48% -, enquanto a economia crescesse, ele tenderia a se reeleger. Mas os sintomas de um novo ciclo recessivo na economia internacional não poupariam a economia norte-americana e o clima poltico se reverteria. Os democratas estão na reta final para decidir seu candidato, aí ficará mais claro o horizonte, mas aumentam as possibilidades de derrota de Trump.

Na Grã Bretanha, o Brexit não conseguiu se concretiar, perdeu sua maioria no Congresso, os trabalhistas e os liberais seriam os vencedores numa eventual nova eleição. A fisionomia política nos dois países chaves no bloco ocidental tende a se alterar, com derrota das suas versões mais direitistas.

Na América Latina, a derrota de Macri anuncia o voo curto da retomada neoliberal e faz prever que no Brasil, também, o neoliberalismo não terá continuidade. Restam os resultados eleitorais no Uruguai e na Bolivia, para definir o novo cenário.

Na Europa, a derrota da direita na Itália e na Espanha, anuncia também um limite aos governos conservadores, rompendo o isolamento de Portugal, quando a recessão econômica intensificará a crise dos governos tradicionais, a comecar pela própria Alemanha.

Depois do primeiro ciclo político no século XXI, marcado pelos governos antineoliberais na América Latina, o segundo foi marcado pela ascensão da direita, com Trump e o Brexit dando o tom. As eleições de Macri e de Bolsonaro faziam parte dessa tendência.

O novo século chega ao final da sua segunda década com as disputas pela hegemonia mundial abertas. O neoliberalismo continua como modelo predominante, mas seu esgotamento é evidente, sem que o capitalismo encontre modelo alternativo, que incorpore politicas sociais. O retorno de um governo antineoliberal na Argentina é uma prova importante para que essa corrente mostre seu vigor, sua capacidade de recuperar de novo a economia do pais e fazê-la voltar a crescer e distribuir renda.

A contraofensiva da direita no mundo perde força e abre a perspectiva para que um novo ciclo de governos antineoliberais possa marcar um terceiro momento no século XXI.
(Emir Sader/ Brasil 247)

Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e o clima de bang bang que tomou conta do país


Um deputado estadual da legenda da boçalidade oferece recompensa pra quem matar alguém que cometeu um crime no Espírito Santo; dois deputados federais, do mesmo bando, oferecem recompensa pra quem apresentar a eles o mandante da facada/fest no candidato que virou presidente.

Não precisa nem ser dos tempos áureos dos filmes de bang bang, ou assistir as sessões de segunda feira, no Tele Cine Cult, a partir das 20hs, pra constatar que vivemos a reedição fora de lugar de um tempo em que as diferenças eram resolvidas à bala.

O ex deputado Jean Wyllys e a filósofa Marcia Tiburi que o digam, obrigados a viver fora do país por questões de segurança, sem falar no vergonhoso assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, provavelmente perpetrado por bando que cultiva métodos semelhantes aos usados pelos atuais inquilinos do poder.

Deplorável, com efeito, ver que esse quadro decorre da promiscuidade que desvirtuou os papeis institucionais no estado brasileiro misturando atribuições, invertendo hierarquia e debochando do estado democrático de direito ao desrespeitar a vontade soberana do povo, ensejando que chegássemos a esse clima pré duelo no curral O. K.

Pior. Nada indica que há perspectiva de amenizar a situação, quando vemos um auto intitulado líder de si mesmo tentando impor-se como chefete da população e recorrendo à truculência para atingir seus objetivos através da mais abjeta agressão verbal, das mais irresponsáveis acusações e da mais vil falsificação da realidade como retórica pseudo combativa. O Brasil não merece isso.

Lava Jato. A Mais Grotesca Farsa Jurídica Do Mundo


Comove à distância qualquer sentido minimamente razoável a grotesca farsa da Lava Jato que se transformou em um golpe em Dilma e, depois, o golpe do golpe com a prisão de Lula.

Bastaria analisar a frase que tanto Moro quanto Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima traziam na ponta da língua, que Lula comandou o maior esquema de corrupção do planeta e compará-la aos benefícios chulés que acusam Lula de ter recebido tanto no caso do triplex do Guarujá quanto no caso do sítio de Atibaia, sem provas, para colocar um saco de risadas gritando na cara desses três cretinos.

O delito de Lula, segundo eles, era favorecer com bilhões de recursos públicos empresas que prestaram serviços à Petrobras e, em troca desses bilhões, Lula teria recebido a fortuna incalculável de um apartamentozinho merda com uma piscininha que sequer serve como aquário de guarú e uma reforma que o MTST escancarou que nunca existiu, um apartamento já provado que nunca esteve no seu nome e que nunca usou e que não há qualquer nota fiscal de penico em seu nome. E o sítio que sequer acusado de proprietário Lula é, mas de ter trocado um contrato bilionário na Petrobras por uma reformazinha de R$ 160 mil.

Cabe na cabeça de quem que essas duas somas ridículas se constituiriam no maior esquema de corrupção do mundo comandado por Lula? Nem o mais estúpido, o mais palerma, o mais abestalhado ser humano cairia num conto tão grotesco, num enredo tão medíocre, numa falácia tão porca como a que os procuradores e juiz envolvidos no caso de Lula defendem como se verdade fosse. E fizeram isso porque acreditavam piamente que bastaria essa frase ser repetida milhões de vezes nos holofotes da Globo que a fatura estaria liquidada, como se o Brasil fosse um país formado não por cidadãos, mas por zumbis que não conseguem juntar lé com cré.

Basta isso, esse raciocínio primitivo semibárbaro de tão medieval para, imediatamente, desnudar todos os vigaristas envolvidos na farsa da Lava Jato e prendê-los por flagrante delito, porque tudo, absolutamente tudo do que eles acusaram Lula e o mantém preso há 1 ano e meio, está aí vivo, registrado, filmado, fora o que o Glenn Greenwald vem denunciando, em parceria com vários veículos de mídia, à luz do sol sobre a trama clandestina dos procuradores e policiais federais que eram fantoches que seguiam as ordens do Moro.

E, diante de um crime tão dantescamente primário praticado por agentes públicos tão ricamente remunerados com o suor do trabalhador brasileiro que, na maioria dos casos, passará a vida inteira sem conseguir ganhar o que eles ganham e apenas alguns meses de trabalho, a única saída para as três instituições, MP, PF e judiciário, é imediatamente libertar Lula, pedir-lhe perdão publicamente e encarcerar todos os envolvidos com a Força-tarefa da Lava Jato que tinham ciência de que tudo não passou de uma grande mentira, de um grande crime em busca de um ambicionado poder político que levasse essa corja ao poder executivo.

É até razoável que se pense assim, afinal de contas, com o auxílio dessa mesma quadrilha da Lava Jato, a milícia chegou ao poder de mãos dadas com os militares sob o comando de Bolsonaro.

Então, o que temos aí é isso, a desmoralização total das instituições de controle no Brasil que, primeiro, trataram a instituição Presidência da República como uma coisa qualquer que podia ser chutada por qualquer um e, depois, a própria constituição que, junto com o golpe em Dilma, foi alvo de vandalismo da Lava Jato na prisão de Lula.

Ou se pune exemplarmente esses marginais ou o Brasil seguirá sendo visto cada vez mais como uma republiqueta de fundo de quintal, aonde a insegurança jurídica é a sua principal característica, e a corrupção dos próprios agentes do Estado é a marca d’água da moeda brasileira.
(Carlos Henrique Machado Freitas/ Antropofagista/ via A Justiceira de Esquerda)

PT enquadra Rui Costa


Diante da entrevista concedida à revista Veja pelo governador da Bahia, Rui Costa, também integrante do Partido dos Trabalhadores, temos a declarar:

1- O PT tomou uma decisão absolutamente correta ao lançar candidatura própria nas eleições presidenciais de 2018. O companheiro Lula, nosso primeiro representante, liderava todas as pesquisas de opinião, com forte tendência a vencer no primeiro turno. Com a candidatura de Lula ilegalmente cassada, lançamos o nome de Fernando Haddad que teve grande desempenho político e eleitoral, chegou ao segundo turno e só não venceu a eleição pelo uso criminoso de notícias falsas pela campanha de Bolsonaro, com financiamento ilegal até de fontes estrangeiras, contando com a omissão da mídia e da Justiça Eleitoral;

2- O eventual apoio do PT a Ciro Gomes, se à época já não se justificava porque nunca foi intenção dele constituir uma alternativa no campo da centro-esquerda, hoje menos ainda, dado que ele escancara opiniões grosseiras e desrespeitosas sobre Lula, o PT e nossas lideranças;

3- Dado o caráter autoritário, antinacional e fortemente antipopular do governo Bolsonaro, não cabe outra atitude ao PT que não seja fazer oposição permanente e destemida a seu governo neoliberal de extrema-direita e promover a defesa intransigente das liberdades e da democracia que ele ameaça diuturnamente. Diferentemente do que afirma o companheiro Rui, o PT não tem se restringido a combater o governo. Elaboramos e apresentamos propostas para enfrentar os graves problemas do país e do povo, como o desemprego, o aumento da injustiça social, para o sistema tributário, o pacto federativo, entre outros.

4- O PT não impõe condições para dialogar com todos os setores que se oponham ao governo autoritário, antinacional e antipovo. Ao contrário, temos trabalhado fortemente pela reconstituição da frente de esquerda dentro e fora do parlamento, pela construção da mais ampla frente democrática e participado de todos os fóruns em defesa da liberdade e da democracia. Em todos esses espaços denunciamos o caráter político da prisão de Lula e o que isso representa de afronta ao próprio regime democrático. Temos bem claro que a bandeira “ Lula livre” é central na defesa da democracia, da soberania e dos direitos no Brasil;

5- Nossa visão sobre a Venezuela considera primeiramente que o país vizinho se encontra sob criminoso embargo econômico e tentativa de intervenção militar estadunidense (com apoio do governo Bolsonaro), o que denunciamos em todos os fóruns. O PT repudia as tentativas de golpe, defende a pacificação do país e uma saída negociada democraticamente para a crise da Venezuela, respeitando o direito de autodeterminação do povo venezuelano;

6- Consideramos totalmente extemporâneo o debate sobre candidaturas presidenciais para 2022. No momento, nossa luta é para fortalecer a resistência ao bolsonarismo, defender a soberania nacional e os direitos sociais ameaçados. Esse processo vai produzir as condições políticas e a frente que irá, no campo da centro-esquerda, representar o povo brasileiro nas eleições de 2022. O PT certamente fará parte desse conjunto e, sendo um partido democrático como os demais, poderá sugerir nomes de seus quadros para participarem desse processo. É alentador identificar em nossas fileiras nomes com legitimidade para assumir essa responsabilidade, a começar pelo companheiro Lula, com sua reconhecida capacidade para unificar essas forças e o próprio povo brasileiro. O PT saberá fazer esse debate, democraticamente, no momento adequado.
Comissão Executiva Nacional do PT

Nanismo e vigarice inflacionária


Mestre Janio de Freitas adverte, muitos preços vêm sofrendo fortes aumentos, no entanto, sem que isto incida na aferição da taxa de inflação.

A malandragem traz em letras microscópicas a advertência, "redução de 10%, menos 5 tabletes, ou, agora 90g". Vale dizer, menos conteúdo por um preço igual ou maior.

Esse fracionamento criminoso acaba entrando no cálculo governamental como sendo o mesmo preço pela mesma quantidade, embora haja a redução da quantidade confessada sorrateiramente.

É mais uma forma de enganar a população, nessa terra governada por vassalos da malandragem empresarial, tentando passar um ambiente de normalidade nessa Bagdad pós caos.

É mais ou menos a mesma malandragem, que joga os preços nas alturas no fim do ano quando as pessoas têm mais grana consomem mais, depois voltando a preços menos pornográficos e sob comemoração da mídia de tratar-se de queda de preços. Pura vigarice.

O prejuízo gigantesco da Cosanpa e as falsas soluções



Segundo reportagem publicada hoje/ontem, no jornal Diário do Pará, o ex governador Simão Jatene fez a dívida da Companhia de Saneamento do Pará(Cosanpa) mais que duplicar, em seus dois últimos mandatos como governador(2011-2018).

Ainda, segundo a dita reportagem, a intenção era provocar um cenário de terra arrasada, intenção esta coroada de êxito, pelo visto, para depois vender a referida estatal a investidores privados, já que a Sabesp, estatal paulista do ramo e outrora tida como compradora da Cosanpa, sob administração tucana parece estar até pior que a co irmã paraense.

Pela reportagem do porta voz oficioso do atual governador, nota-se que não é intenção da atual administração seguir os passos privatas de Simão, constatando-se a esperança em recuperação financeira da empresa, através de medidas tidas como modernizadoras, todavia bastante discutíveis quanto à sua eficácia.

Por exemplo, a reclamação do desperdício no consumo do produto responsável pela perda de mais de 30% daquilo que é produzido, assim como o fato da tarifa praticada, R$2,21 por metro cúbico consumido, ser a segunda mais baixa praticada em todo o país devendo, então, a correção dessas duas anomalias ser o pontapé inicial da tão almejada recuperação.

Cobrar mais de quem já paga, manter a companhia funcionando de forma anacrônica, assim como não ter política que faça grandes condomínios pagar pela água que consomem, pois são abastecidos por poços artesianos particulares, em nada vai melhorar a situação, ao contrário, só verá a situação agravar-se até chegar ao insuportável. Daí pra frente, a culpa será do Jatene, percebe?

A distância entre intenção e gesto



Enquanto faz veementes discursos preservacionistas, o governador Helder Barbalho atua fortemente na defesa dos interesses econômicos daqueles que ajudam a destruir nossos ecossistemas e consolidam nossa perspectiva de desertificação.

Depois do empenho pessoal em favor de um projeto genocida de subsidiária da Vale, que a justiça tinha paralisado, agora assistimos o estourar de fogos pela possibilidade da expansão da pecuária intimamente ligada ao criminoso 'Dia do Fogo'.

Em um ambiente de crise econômica planetária, parece que o mais do mesmo prevalecerá como estratégia de enfrentamento desse cenário,legando-nos o aprofundamento de mais ciclos extrativistas e predadores que produzirão riquezas individuais e miséria coletiva.

Assim, os estratosféricos US$100 bilhões que serão lucrados, nos próximos dez anos, às custas da exploração predatória de nossas riquezas naturais, serão tidas no discurso oficial como investimentos na região, mas o certo é que estaremos mais miseráveis e o Pará mais degradado daqui a dez anos.

A 'melhora'



Dados do Denatran, a respeito do aumento da frota de veículos que circula por essas bandas, mostra uma queda na expansão, sendo mais uma fonte de comprovação que não bastava tirar o PT pras coisas melhorarem.

Entre 2010 e 2014, o crescimento de novos veículos circulando por Belém aumentava entre os 29 mil e trinta mil veículos/ano, sendo que de 2013 para 2014 o aumento chegou a cerca de 22 mil veículos e, desde então, começa uma queda à metade no crescimento.

Tudo coincide com o início da operação golpe, baseada na destruição de grandes empresas vitimadas pela Farsa Jato, que fechou mais de um milhão de postos de trabalho entre 2015 e 2016, bem como as pautas bombas que levaram à quase inviabilização do governo Dilma e trágica piora do cenário econômico.

Do ano retrasado ao ano passado, o número de veículos que circulam por Belém cresceu menos de 13 mil novos registrados, menos da metade daquele número registrado no início desta década, tendo como consequência a devolução aos coletivos de milhares de pessoas que acreditaram na vigarice da melhora sem o PT no governo.

sábado, 14 de setembro de 2019

Ativação do tratado de intervenção na Venezuela deve ser barrada


Na quarta-feira (11) a proposta foi apresentada pela Colômbia e apoiada pela representação do Brasil e demais países governados por forças servis aos EUA, no seio da Organização de Estados Americanos (OEA). O tema deve ser discutido pelos chanceleres para a adoção de uma medida e as forças da paz mobilizam-se para deter os planos evidentes de intervenção na Venezuela.

O Conselho Mundial da Paz e cada um dos seus membros em dezenas de países, assim como inúmeras entidades e personalidades de todo o mundo, têm manifestado oposição inequívoca a qualquer proposta de ingerência direta ou intervenção militar, que só poderia se configurar como um verdadeiro crime de agressão contra a nação venezuelana.

Há tempos o principal promotor de uma intervenção é o governo da maior potência imperialista e agressora do planeta, os Estados Unidos da América, mas denunciamos veementemente a participação dos governos de demais países, inclusive vizinhos imediatos da Venezuela, como os do Brasil e da Colômbia, nos planos ofensivos.

Se concretizados, tais planos significariam uma escalada inaceitável contra o povo venezuelano, que há anos resiste bravamente às tentativas de derrubada do seu governo legitimamente eleito, progressista, patriótico e popular, liderado pelos presidentes Hugo Chávez e, logo, Nicolás Maduro. Uma agressão à Venezuela potenciaria a desestabilização e a desunião na América Latina e Caribe.

Tal cenário acarretaria inaudito sofrimento aos povos numa região atualmente conturbada por crises e sempre vítima da ingerência do imperialismo estadunidense, em sua sanha pelo controle geoestratégico dos seus recursos e rotas. Esta sanha explica a história dos tantos golpes promovidos desde o Norte ao longo das décadas, em aliança com as elites regionais conservadoras, antidemocráticas e reacionárias.

O TIAR é anacrônico e foi estabelecido em 1947, em contexto de Guerra Fria, para, assim como a OEA, onde sua aplicação é debatida, servir ao império. Instrumento de ingerência e intervenção promovido a pretexto da “segurança hemisférica”, estabelecia a aliança dos países da região contra o “avanço comunista”. Mas como diversos analistas notam, é evidente seu propósito de apenas servir aos EUA: quando a Argentina precisou da tal proteção contra agressões externas durante a Guerra nas Malvinas nos anos 1980, os EUA impediram a aplicação do TIAR para barrar a agressão britânica.


Como então, hoje o alinhamento automático aos desmandos dos Estados Unidos vai de encontro ao progresso visto até pouco tempo atrás na construção de uma integração regional com base na soberania das nações, no multilateralismo e na amizade entre os povos, por um progresso compartilhado. As reiteradas ameaças contra a Venezuela têm servido à estratégia estadunidense de minar estes esforços independentes da sua agenda.

Ademais dos propósitos ingerencistas do TIAR, outras formas de intervenção e ingerência nos assuntos das nações latino-americanas e caribenhas acumulam-se na pilha de violações do direito internacional e das convenções essenciais à construção de um sistema de relações internacionais de respeito, justiça e paz entre as nações. Exemplo mais recente é a escalada de medidas ofensivas promovidas pelos EUA e acatada pelos governos servis da região para buscar sufocar o povo venezuelano e assim precipitar a queda de um governo revolucionário, medidas que também denunciamos.

Por isso, entidades, governos e personalidades de todo o mundo unem-se no repúdio a mais esta ameaça contra a Venezuela e seu povo e na denúncia das gravíssimas consequências que uma intervenção traria a toda a região, aprofundando o sofrimento do povo venezuelano, já vitimado pelas sanções e o bloqueio, desestabilizando o subcontinente e antagonizando povos irmãos.

É urgente uma oposição reforçada pelas forças democráticas e da paz em todo o mundo ao longo do processo de discussão das medidas a serem tomadas no âmbito do TIAR pelas próximas semanas, no seio da OEA.

Também é preciso reforçar nosso apoio e compromisso inarredável na defesa de uma América Latina e Caribe como Zona de Paz, como proclamada em 2014 pela cúpula de Havana da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), e nossa irredutível solidariedade ao povo venezuelano em sua resistência e luta pela soberania e a paz.

Pelo fim da ingerência imperialista e das ameaças ofensivas contra a Venezuela, pela justiça, a soberania e a paz para o povo venezuelano, já!
(Socorro Gomes/ presidenta do Conselho Mundial da Paz/ via Portal Vermelho)

Eu admirei Ciro Gomes até ele fugir para Paris


Eu admirei Ciro Gomes e relevei seus arroubos, grosserias e idiossincrasias até ele fugir para Paris, um dia após o resultado do primeiro turno das eleições de 2018.

Não entro nem faço parte dessa discussão idiota de que Fernando Haddad teria ou não sido eleito se, ao invés de fugir, Ciro tivesse tido a hombridade de ficar ao lado da verdadeira luta que se travava, então.

Mesmo com o apoio dos eleitores de Ciro, o que, aliás, se deu em grande escala, Haddad iria perder no segundo turno. As forças reacionárias que se levantaram contra a esquerda já estavam a serviço de Bolsonaro, logo após perceberem que eleger o decrépito Geraldo Alckmin, do PSDB, seria, simplesmente, impossível.

Sérgio Moro havia prendido Lula, o Judiciário estava dominado, o poder econômico azeitava a máquina de fake news e os eleitores, envenenados por kits gays e mamadeiras de pirocas, caminhavam, bovinamente, para o abatedouro moral das urnas.

Ninguém, em sã consciência, achava sinceramente que o apoio de Ciro Gomes iria reverter o segundo turno. Até porque não era disso que se tratava.

No segundo turno, o Brasil já havia deixado o debate eleitoral para tratar de algo muito mais sério: o embate civilizatório contra o fascismo.

E foi, justamente, nessa quadra da luta, que Ciro fugiu para Paris.

Poderia ter ido para Sobral e, de lá, em meio a suas maluquices e surtos psicóticos, comandado seu apoio à luta.

Mas preferiu fugir para Paris, com todo simbolismo de deboche e desprezo de classe que, ele sabia, isso iria significar.

Fugiu. Não tentem pensar em outro verbo.

Estávamos todos de mãos dadas, com os bárbaros de dentes arreganhados em frente às nossas portas, e Ciro fugiu, pusilânime, covarde.

Agora, diante do desastre que não ousou enfrentar, voltou ao seu estilo cuspidor de impropérios, xingamentos e repentes de revolucionário de bordel.

Finge ter apenas curtido férias merecidas, em Paris.

Mas nós sabemos, todo mundo sabe, Ciro, que você fugiu.

O cirismo é um delírio de quem precisa acreditar, desesperadamente, na existência de um antipetismo honesto.

No limite, não passa, também, de uma fuga.
(Leandro Fortes/ Revista Forum)

Desmascaradas as contas do gatuno na deforma da previdência

 

Tomamos um susto quando recebemos, em agosto, as planilhas do governo com os cálculos que embasavam a apresentação feita pelo Secretário da Previdência à imprensa, em 25 de abril, em um de suas idas ao Congresso Nacional.

A apresentação de Rogério Marinho, em abril, foi uma resposta ao escândalo provocado pela decisão do governo de decretar sigilo dos estudos técnicos que justificam a reforma e suas supostas economias.

Não resolvia o problema, contudo, porque as planilhas continuavam secretas.

Até que o pedido solicitado via Lei de Acesso à Informação por Ricardo Knudsen foi atendido em agosto.

André Passos, Henrique Sá Earp e eu mal acreditamos.

O susto foi maior quando se percebeu que as planilhas não faziam sentido.

Elas não podiam estar calculando o que diziam calcular.

A Nota Informativa do Ministério da Economia intitulada “A Nova Previdência combate Privilégios” construía a ficção do título alegando grande redução do subsídio a um aposentado do setor privado, que teve renda média de R$ 11.700,00 e que se aposentou aos 60 anos com 35 anos de contribuição.

Ele supostamente receberia benefícios de aposentadoria no valor de R$ 400 mil a mais do que contribuiu, mas a reforma da Previdência o impediria.

Uma injustiça evidente: como pode um país cheio de problemas fiscais e carência sociais subsidiar a aposentadoria de um brasileiro muito bem de vida com R$ 400 mil no período de 23 anos até sua morte?

A reforma não o deixaria na mingua, apenas reduziria o subsídio para R$ 75 mil.

Só que não. Poucos sabem, mas os aposentados por tempo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 anos para homens) contribuem mais para a Previdência do que recebem, sobretudo caso se aposentem cedo.

Isso é conhecido entre contadores especialistas em Previdência e é repetido há anos por pesquisadores como Fabio Giambiagi (BNDES) e Luiz Eduardo Afonso (USP) sem críticas acadêmicas.

Já o contador pelo menos costuma aconselhar o aposentado a se aposentar mais tarde com integralidade de benefícios.

Caso se aposente mais cedo, o Fator Previdenciário, criado em 1999, vai descontar o valor da aposentadoria mais do que a extensão da aposentadoria. É por isso que sindicatos pedem há anos o fim do Fator.

Se o próprio governo barrar a aposentadoria precoce e deixar de descontar o Fator Previdenciário, ele vai apenas adiar o pagamento da aposentadoria, mas vai pagar mais por ela no final.

Vai jogar a conta para as gerações futuras, mas vai aumentar a conta.

Os bancos e empresas de previdência adorariam isto, pois passariam a oferecer aos trabalhadores de maior renda a possibilidade de se aposentar mais cedo, vendendo planos de previdência privada.

Daí o escândalo quando se descobriu que a BrasilPrev, uma empresa privada, pagava como conselheiro o Secretário da Previdência de Michel Temer, Marcelo Caetano.

Ele foi forçado a ficar só com o cargo público em 2017 sob acusação de conflito de interesses no momento em que defendia mais ou menos a mesma reforma da Previdência aprovada pela Câmara dos Deputados, em julho de 2019.

Se a aposentadoria por tempo de contribuição traz hoje mais recursos do que tira do sistema ao longo do tempo, como o governo podia chegar à conta inversa na planilha que nos enviou?

Percebemos que o governo não cometeu o erro primário de economistas como Paulo Tafner, Marcos Lisboa e Pedro Nery que usam só a álgebra elementar, sem sequer aplicar o Fator Previdenciário ao apresentar o cálculo atuarial das aposentadorias.

Aqueles que fizeram os cálculos na planilha oficial que recebemos usaram as técnicas de matemática financeira que são consagradas na comunidade internacional e nacional especializada em avaliar o equilíbrio atuarial de diversos regimes de aposentadoria (e não apenas regimes de capitalização).

Demoramos, mas descobrimos que eles não calcularam o que diziam, ou seja, uma aposentadoria aos 60 anos com 35 anos de contribuição.

Calculavam uma aposentadoria por idade. E isto faz toda a diferença.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) funciona assim: os aposentados por idade em geral recebem mais do que contribuem, ao contrário dos aposentados por tempo de contribuição.

O sistema é de repartição e solidariedade não apenas geracional, mas social: as aposentadorias com grande tempo de contribuição, maior valor e menor idade financiam a aposentadoria de menor valor dos trabalhadores que se aposentam mais velhos e com pouco tempo de contribuição.

O RGPS diminui a concentração pessoal e regional da renda, ao contrário do argumento usado contra a aposentadoria por tempo de contribuição e que é de interesse dos bancos e fundos de previdência privada.

Assim, os trabalhadores dos estados mais ricos, onde se concentram as aposentadorias com grande tempo de contribuição, contribuem para a aposentadoria dos trabalhadores dos estados mais pobres, onde se concentram as aposentadorias por idade e pouco tempo de contribuição.

O chamado déficit do RGPS é muito recente e foi provocado pela crise econômica. Vai se tornar superávit sem reforma alguma, desde que a crise passe, e o emprego formal e a arrecadação das contribuições fiscais para a previdência (CSLL e Cofins) se recuperem.

No longo prazo, basta que a renda per capita cresça a uma taxa de 0,72% a.a. para que as contribuições arquem o envelhecimento populacional de aposentados que terão salários fixos além do piso.

O Fator Previdenciário e impostos sobre os muito ricos também podem ajudar se necessário.

Finalmente descobrimos que a planilha do governo simulava, na verdade, o caso de um aposentado com 65 anos de idade e 25 anos de contribuição.

Pior: inflava o déficit ao descartar as contribuições empresariais acima do teto até R$ 11700,00. A matéria de capa da Carta Capital explica as outras manipulações. Um escândalo que vale CPI, pois são estas as contas que ilustram as apresentações enganosas feitas por representantes do governo desde abril.

O governo precisa liberar publicamente todas as outras planilhas

. O povo precisa saber a conta verdadeira.

A “economia” da reforma não vem da abolição da aposentadoria por tempo de contribuição, mas de critérios mais duros de acesso à aposentadoria e de desconto nos valores que vão fazer os trabalhadores contribuírem mais para receberem menos.

O trabalhador mais pobre pós-reforma continuará recebendo salário mínimo, mas precisará contribuir cinco anos a mais, ou 33% a mais.

Para salários superiores ao piso, o desconto do salário para a aposentadoria com a reforma, será, na condição mínima de 15 a 20 anos de contribuição, de 40%.

Hoje é de apenas 15% para 15 anos de contribuição e de apenas 10% para 20 anos de contribuição.

Ou seja, o subsídio para os pobres pós-reforma será muito menor, e não maior como alegam os cálculos do governo.

É exatamente este corte no valor da aposentadoria que jogará milhões de famílias na pobreza.

Ainda há tempo de evitar.
(Pedro Paulo Zaluth Bastos/ Carta Capital/ Viomundo)

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Governador defende interesses de multinacional da mineração e duas nações indígenas podem desaparecer por isso


E a moda pegou. Depois do procurador do estado, gestão Jatene, conseguir que a ministra Carmen Lúcia(STF) revogasse decisão do TJE paraense que mandava pagar o piso salarial dos professores, agora é o governador Helder Barbalho que vai ao ministro Dias Toffoli e consegue a suspensão da decisão do TRF-1 que proibia a Onça Puma(Vale) de continuar matando envenenados os índios xicrin e kaiapó, com o lançamento de seus rejeitos no rio Caeté.

Na verdade, a empresa teria ignorado a decisão judicial desfavorável, datada de dois anos atrás, e continuado com suas atividades assassinas, conforme ficou constatado na decisão do desembargador Antonio Souza Prudente, que aumentou a multa que a empresa deveria pagar pela desobediência para R$200 mil/dia, o que resulta em uma valor em torno dos R$20 milhões devidos pela Vale pelo crime ambiental genocídio praticados.

Como a decisão de Toffoli dificilmente será revertida, então, os mil empregos festejados pelo governador paraense como garantidos com a volta da atividade criminosa da subsidiária da multinacional do minério que nos explora, estará ao lado das centenas de mortes dos integrantes daquelas nações indígenas que serão praticamente exterminadas, sem falar dos danos irreversíveis ao citado rio, fadado a virar pântano. Lamentável!

CPI da farsa jato consegue assinaturas necessárias. Irá em frente?


Os seis partidos de centro e esquerda conseguiram o mínimo de 171 assinaturas legalmente necessárias e protocolaram pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito, na Câmara Federal.

O fato determinado refere-se ao relacionamento ilegal entre julgadores e acusadores, na Operação Lava Jato, conforme farto material de denúncia estampado no site The Intercept, contendo fatos escabrosos a respeito.

Agora, cabe ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ) inserir na ordem dos trabalhos o tal pedido, bem como conferir se o número mínimo de subscritores será mantido, afinal, nessas horas o jogo de pressões em favor de operações abafa são corriqueiros.

Sabe-se que a Rede Globo, uma das principais atrizes do golpe como porta-voz dos vazamentos criminosos da dita operação, não pretende investigação, todavia, em baixa com o clã da boçalidade, pode ser que pouco consiga na tarefa de retirar assinaturas que inviabilizam o dito pedido.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Será?


A queda do ministro da Justiça, Sérgio Moro, já é vista como certa nos bastidores do Planalto. Nesta quinta-feira (12), uma longa reportagem da Revista Época detalha os motivos para a saída de cena do ex-juiz federal e, pelas redes, o nome do general Guilherme Teophilo (PSDB), Secretário Nacional de Segurança Pública, tem sido apontado como sucessor do “super Moro”.

Humilhado por Jair Bolsonaro e com cada dia menos poder dentro do governo, Sérgio Moro já estaria de malas prontas para desembarcar do governo. Segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, Moro já definiu qual seria sua gota d’água: a demissão de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal (PF) e sua substituição por alguém que não seja indicado pelo Ministério.

Essa decisão faz parte de acúmulos de nove meses de desgaste, tendo que lidar com atitudes de Bolsonaro que visam minar a popularidade do antes “super-ministro”, que mantém um índice de aprovação bem superior ao do polêmico presidente mesmo com as reportagens da Vaza Jato. Além disso, ele não se sente em casa na Esplanada: reprova o linguajar de Bolsonaro e mantém contato apenas com Paulo Guedes e Eduardo Villas Bôas.

Ciente que a fritura pode gerar uma queda do ex-juiz federal, o presidente já teria um substituto para o posto. O general Guilherme Teophilo, candidato ao governo do Ceará pelo PSDB e nomeado por Moro para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, seria o escolhido para função. O tucano é defensor do golpe militar e diz que não houve ditadura militar no Brasil, mas um “contragolpe democrático” com o objetivo de desmontar uma “estrutura comunista” que levaria o país ao socialismo.

O nome de Teophilo passou a circular com uma certa força nas redes bolsonaristas nos últimos dois dias após uma declaração de que ele, ao lado de Moro, teria desarticulado o PCC e o Comando Vermelho, indicando que ele pode receber uma apoio da base do presidente caso as especulações se confirmem.
(Revista Forum)

Brasil de Fato lança tabloide especial na Festa da Humanidade, na França


O Brasil de Fato produziu uma edição especial do tabloide, em francês, para participar da Festa da Humanidade 2019, um evento que deve envolver 1 milhão de pessoas, entre 13 e 15 de setembro, na comuna de La Courneuve, zona metropolitana de Paris.

Além da participação de publicações de todo o mundo, o evento terá atividades culturais, manifestações, debates, e até uma corrida de rua em defesa do meio ambiente.

O jornal foi produzido em parceria com o Comitê Lula Livre na França e traz como manchete de capa "Lula é um preso político". O avanço do neofascismo no mundo, as queimadas na Amazônia e as privatizações de Bolsonaro são outros temas do tabloide.

A campanha pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá destaque na edição deste ano da Festa da Humanidade. A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) é uma das convidadas para o evento organizado pelo jornal francês L'Humanité anualmente desde 1930.

"A prisão do ex-presidente Lula, em 2018, ocorreu a partir de um conluio que envolveu setores conservadores da sociedade, da Polícia Federal, do Ministério Público, do Poder Judiciário e da mídia burguesa, como a Rede Globo. Lula é preso político e é peça-chave para manter o Brasil sob o comando de Jair Bolsonaro, presidente subordinado ao capital internacional e fantoche de Donald Trump", diz um trecho do editorial da publicação.
(Brasil de Fato)

PT aciona STF contra “ação criminosa” de membros da operação Lava Jato


O Partido dos Trabalhadores ingressou, nesta quinta-feira (12), no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma queixa-crime contra a conduta dos procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro no episódio que envolveu a interceptação ilegal de um diálogo telefônico entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Como foi noticiado pelo The Intercept Brasil e pela Folha de S. Paulo, o trecho utilizado pela operação Lava Jato que dava conta da tentativa de nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil com intuito de tirá-lo da mira da força-tarefa foi mais uma narrativa criada pelos procuradores e pelo então, juiz Sérgio Moro. O áudio tirado de contexto foi, inclusive, utilizado pelo ministro Gilmar Mendes para impedir o ex-presidente Lula de assumir o cargo.

“Não é possível que procuradores tenham, criminosamente, omitido escutas judiciais com a deliberada finalidade de construir uma tese própria à revelia dos fatos. Foi isso o que fizeram com o presidente Lula. Os procuradores omitiram elementos dos próprios ministros do STF, prejudicaram sua capacidade de julgar e isso não pode ficar impune”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). “Essa ilegalidade mudou o curso da história do País”, emendou o senador.

Para o deputado federal Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara, esse foi um episódio que deixou “profundas marcas na democracia. Na avaliação do deputado, sem essa “ação criminosa” de Sérgio Moro e dos procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato, talvez, o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff não tivesse ocorrido.

“Aquele fato [áudio] é muito relevante e precisa ser investigado em sua plenitude”, disse o deputado, na manhã desta quinta, após reunião com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

“Esse é o último gesto que nós fizemos ainda na gestão da procuradora Raquel Dodge, pedindo uma investigação, no STF, sobre possíveis crimes que foram cometidos pelos procuradores pelo então juiz Sergio Moro. Nós queremos que a sociedade saiba que ninguém está acima da lei, mesmo integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário quando agem em desconformidade com aquilo que a lei prevê”, afirmou o deputado, lembrando que o mandato da procuradora termina na próxima terça-feira (17).
(PT Senado/ Agência PT de Notícias)

“Estou bem, justamente, porque estou do lado da verdade”, afirma Lula


Desde que o The Intercept Brasil começou a publicar os chats dos integrantes da Operação Lava Jato, fica ainda mais evidente a farsa da prisão de Lula. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, o ex-presidente reafirmou sua esperança de que a justiça será feita: “Eu sei que sou inocente e que aqueles que me colocam na prisão são mentirosos. Um dia as pessoas serão responsabilizadas sobre o que aconteceu neste país”.

Lula tem duras críticas à Sérgio Moro, premiado por Bolsonaro por suas manobras políticas à frente da Lava Jato, mas afirma não alimentar ódio ou planejar vingança: “Sou um homem sem espírito de vingança, sem ódio. E eu estou bem, justamente, porque estou do lado da verdade. E, no final, é sempre ela que ganha”.

Esperando sua merecida liberdade, Lula assiste o desastre do atual governo. O povo brasileiro sente saudades do ex-presidente e já se arrepende de não ter escolhido Haddad. Segundo Lula, o desgoverno tende a piorar: “É um governo de destruição, sem nenhuma visão de futuro, sem programa, que não é qualificado para o poder”.
A Amazônia e a soberania nacional

Uma das principais preocupações do ex-presidente é com a Amazônia, destruída pelas queimadas e essencial para a soberania brasileira: “A Amazônia é propriedade do Brasil. Ela faz parte do patrimônio brasileiro. É o Brasil quem tem que cuidar dela”, afirmou.

Lula destacou os avanços de seu governo na preservação, responsável pela criação do Fundo Amazônia, ameaçado pelas declarações desrespeitosas de Bolsonaro: “Não é preciso ser ignorante, a ajuda internacional é importante. Mas não podemos esperar nada de Bolsonaro e seus ministros sobre essa questão”.

Ainda sobre as relações exteriores, Lula manifestou seu repúdio aos ataques grosseiros de Jair à Macron e sua esposa: “Sou solidário a Emmanuel Macron, depois dos insultos contra sua esposa. Foi uma grosseria injustificável, e isso não tem nada a ver com o povo brasileiro”. Também lembrou que sempre teve “excelentes relações com todos os presidentes franceses”.
(RFI/ Agência PT de Notícias)

Rogério: dados sobre violência refletem política de apologia a preconceitos


O Brasil contabilizou mais de 66 mil casos de violência sexual em 2018, o que corresponde a mais de 180 estupros por dia. Entre as vítimas, 54% tinham até 13 anos. É o número mais alto desde 2009, quando houve a mudança na tipificação do crime de estupro no Código Penal brasileiro. Os dados estão no 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam ainda que 76% das vítimas possuem algum vínculo com o abusador.

Na avaliação do senador Rogério Carvalho (SE), vice-líder da bancada do PT no Senado, os índices considerados por ele “alarmantes” refletem a apologia ao preconceito de gênero e classe social adotado pelo atual governo como discurso.

“Os dados do anuário de segurança são o reflexo de figuras da política que fazem apologia a preconceitos de gênero e de classe social. É o caminho do retrocesso e da barbárie”, disse o senador.

O relatório sugere como solução a formulação de políticas de prevenção, proteção e repressão. Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, o debate sobre educação sexual nas escolas poderia ser uma política pública efetiva no combate aos crimes de violência sexual.

“Quando a gente fala que a educação sexual é importante nas escolas, é por isso, para a criança saber se aquilo é violência, quais são os canais para pedir ajuda”, explicou.

Além do crescimento da violência sexual, o levantamento aponta alta dos homicídios contra mulheres em razão de gênero, o chamado feminicídio. Em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, alta de 4% em relação ao ano anterior.

De cada dez mulheres mortas seis eram negras. A faixa etária das vítimas é mais diluída, 28,2% tem entre 20 e 29 anos, 29,8% entre 30 e 39 anos. E 18,5% entre 40 e 49 anos. Nove em cada dez assassinos de mulheres são companheiros ou ex-companheiros.
Mais armas de fogo em circulação

O número de aquisições de novas armas no Brasil aumentou 42,4% em 2018. As ocorrências de porte e posse ilegal de arma de fogo também apresentaram aumento (7,5%).

Para Daniel Cerqueira, membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a difusão de armas de fogo e a política do “liberou geral” serão uma tragédia para o País.

“Uma arma de fogo em circulação dura 30, 40 e 50 anos se tiver em bom estado de conservação. O ‘liberou geral’ significa que a onda de queda de homicídios pode ser revertida em alguns anos e podemos voltar a trilhar uma escalada da violência como assistimos nas décadas de 80 e 90, que serviu como freio a essa corrida armamentista”, avaliou.
Cresce o número de mortes em ações policiais

A pesquisa ainda aponta a queda no índice de mortes violentas intencionais. Nesse caso o número caiu de 64.021 em 2017 para 57.341 mortes no ano passado. Pernambuco foi o estado com a maior queda (-23,3%). Roraima apresentou o maior aumento de mortes violentas (+65%). No estado da região Norte foi registrada a média de 66,6 mortes para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 27,5 para cada 100 mil.

Enquanto o número de mortes violentas intencionais apresentou redução, a letalidade policial continua a subir. No ano passado, o registro de mortes decorrentes de intervenções policiais teve um aumento de 19,6% em relação ao ano anterior. 11 a cada 100 mortes violentas intencionais foram provocadas pela polícia. 99,3% homens das vítimas foram homens, 77,9 % entre 15 e 29 anos e 75,4% negros. Ao todo foram 6.220 vítimas das forças policiais em 2018.
(PT Senado)

Bolsonaro corta R$ 1 bilhão em vacinas do SUS, denuncia Alexandre Padilha


O ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) foi à tribuna da Câmara para denunciar um corte orçamentário promovido pelo governo de Jair Bolsonaro que tira cerca de 1 bilhão de vacinas do Sistema Único de Saúde (SUS). Padilha ainda considerou que esse movimento vai na direção do pensamento de Olavo de Carvalho, que é contrário às vacinas.

“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde pro ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, declarou.

Pelo Twitter, Padilha ainda completou e comparou o corte no orçamento com o movimento anti-vacina. “Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas”, avaliou.
(PT Câmara)

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Clamor mundial

Tempero e receitas fracassados


Ciro Gomes começa a escrever seu próprio necrológio em forma de manifesto do movimento zumbi 'Direitos Já'.

Sua ansiedade e obsessão pela presidência do país estão na raiz dos equívocos que o levaram a movimentos equivocados que acabaram por torná-lo mais liderado que líder de segmentos partidários em que militou.

Lula tem o PT, Brizola tinha o socialismo moreno, herdeiro do trabalhismo que sustentou politicamente Getúlio Vargas e João Goulart, sem falar no próprio Leonel Brizola, cuja cadeia da legalidade o fez a maior assombração aos milicos nos estertores da 'redentora'.

Fiquemos apenas nesses dois à esquerda, sem citar outros do mesmo campo político, muito menos outras lideranças políticas do campo conservador que sempre foram protagonistas da cena política e disputaram a hegemonia do país.

Ciro, não. Tem uma nítida trajetória de coadjuvante, surgindo como cria de Tasso Jereissatti, tapa buraco de FHC no ministério de Itamar, depois carta na manga de Roberto Freire, escudado em diagnósticos precisos a respeito da conjuntura econômica, mas sempre como discurso de outsider.

Por isso, não adianta juntar-se a zumbis que revolveram a fria terra de suas tumbas políticas e saíram pra assombrar a cena brasileira, pois daí não sairá novidade alguma, no máximo, transformarão em outros zumbis aqueles que conseguirem morder.

Atacar Lula, bater no PT, impor-se artificialmente a partir de impropérios não fará dele uma liderança política popular, consistente e competitiva, por mais gigantesco que seja o vácuo político, por sinal, nem é esse o caso, daí essa aventura cirista nessas más companhias ser fadada ao fracasso.

Evento em Portugal reúne lideranças de esquerda da Europa que pedem Lula Livre

No último final de semana, entre os dias 6 e 8 de setembro, aconteceu em Portugal um dos maiores eventos político-culturais de esquerda da Europa, a Festa do Avante! 2019. O evento, que é produzido desde 1976 pelo Partido Comunista Português (PCP), acontece em Seixal, na área metropolitana de Lisboa, e reúne inúmeras lideranças, organizações e partidos políticos de esquerda de todo o mundo, em especial os partidos comunistas. Em formato similar aos festivais, a estrutura do evento conta com diversificada programação musical, opções gastronômicas e uma ampla agenda de debates políticos, abarcando um vasto leque de questões locais e internacionais.

O Núcleo do Partido dos Trabalhadores de Lisboa, que existe desde 1993, esteve mais uma vez entre os partidos estrangeiros que compõem a área internacional do evento, com participação nas últimas 25 edições. Neste espaço, a militância petista conversou com a comunidade internacional, local e imigrante, angariando 1147 assinaturas no abaixo-assinado pela liberdade de Lula, que serão encaminhadas na próxima semana ao Instituto Lula e que se somam a outras 92351 mil já arrecadadas em plataforma online.

Este ano, a militância petista teve um desafio triplo, pois o último dia da Festa do Avante (8) coincidiu com o Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores (PED) e o Encontro do Núcleo do PT em Lisboa para votação de chapas, que define também sua coordenação. Tanto a festa quanto o PED e o Encontro contaram com a presença de Zeca Dirceu, Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores.

Em ano eleitoral, sua 43ª edição ocorreu em um processo de campanha para as eleições do Parlamento Europeu, o que refletiu nas pautas que nortearam toda sua programação. Jerónimo de Sousa, secretário geral do PCP abriu o evento com um discurso que abordou pautas históricas da esquerda no mundo e que incidem diretamente no cotidiano da juventude e da classe trabalhadora. Questões como o fim dos cortes de salários, o acesso à saúde e ao transporte público de qualidade, o direito à creche até os três anos de idade, o aumento da proteção aos desempregados e o direito ao abono de família, que se trata de um auxílio do governo a famílias com menores rendimentos e com despesas extras por crianças e adolescentes, foram pautas abordadas enquanto responsabilidades básicas, que devem ser asseguradas pelo Estado. O discurso do dirigente tocou em garantias fundamentais, praticadas em qualquer governo democrático comprometido com o bem estar social. “Camaradas e amigos, a festa ficará mais bonita quando se encher os espaços e as avenidas!”, disse Jerónimo de Sousa.

Como nos anos anteriores, o estande do PT contou com sua tradicional lojinha, onde foram vendidos botons, livros e camisetas do Núcleo do Partido dos Trabalhadores em Lisboa. Também havia panfletos e produtos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), além do Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira em Lisboa e da Agência de Notícias da Favela (ANF). Mas novidade este ano no espaço do PT foi uma exposição de fotografias da trajetória do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, preso político há mais de 500 dias, vítima da ruptura democrática no país.

O papel dos militantes do Partido dos Trabalhadores que estão em Portugal e participaram destes três dias intensos de debate político e de celebração à resistência foi fundamental na ampliação de denúncia do golpe que segue em curso no Brasil. Um amplo trabalho nas redes sociais foi realizado pela equipe de comunicação do Núcleo do PT em Lisboa, com transmissões ao vivo, registros fotográficos e entrevistas com diversas lideranças. Todo este trabalho envolveu uma atuação ativa dos militantes do Núcleo, da Juventude do PT (JPT) que começa a se estruturar em Lisboa e do Diálogo e Ação Petista de Lisboa (DAP), lançado em junho deste ano na perspectiva de dinamizar em Portugal as ações pela liberdade de Lula e pela defesa da democracia no Brasil.

Cerca de 20 mil pessoas passam pela Festa do Avante todos os anos, a juventude do partido comunista comanda uma intensa programação de shows, atividades e debates políticos em uma grande área verde, distribuídos em palcos por setores, como: Espaço Central, Espaço Internacional, Espaço Solidariedade, Cidade da Juventude, Espaço Ciência, Espaço Crianças; Festa do Livro e Espaço das Artes. Vindos de norte a sul do país e de diversos países do mundo, os visitantes da festa contaram com uma estrutura de camping pago e traslados gratuitos entre a estação de trem mais próxima e a área da festa. Compartilharam um agitado final de semana, mobilizados na luta contra o avanço conservador e festejando a força transformadora da esquerda em Portugal e no mundo.

A Festa do Avante segue forte promovendo os valores de abril e ressaltando a importância da defesa dos direitos humanos e da democracia. Ter a militância petista em um espaço internacional gritando Lula Livre e denunciando retrocessos faz com que as léguas que separam Brasil de Portugal sejam desimportantes. A festa termina e os cravos murcham, mas a luta continua.
 (Jornalistas Livres/ Agência PT de Notícias)