Independente do que a Polícia Federal tenha produzido, em forma de relatório utilizado pelo ministro Alexandre Moraes, a decisão do ministro André Mendonça em afastar o superintendente da PF é usurpação de competência.
E André sabe disso, daí ter encaminhado sua decisão monocrática à 2ª turma do STF e lá ter conseguido, em 9 minutos de reunião em plenário virtual, a ratificação da decisão de Mendonça, atendendo pedido espúrio de um partido político.
Diante disso, se admitíssemos a anormalidade da decisão fabricada por Mendonça, Lula passaria a ser visto pela extrema direita como um 1º ministro em um sistema não parlamentarista, ou seja, apenas estaria no cargo, porém, sem poderes pra governar.
Cabe agora à presidência do STF lembrar à extrema direita que Mendonça é ungido em alguma igreja neopentecostal, todavia, na Suprema Corte, há uma presidência que deve zelar pelas prerrogativas dos respectivos ministros e instâncias da Corte.
Enfim, não há outra alternativa que não atirar ao lixo essa decisão açodada e equivocada do ministro terrivelmente evangélico, anulando-a sumariamente e isso cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, em nome do respeito integral à Constituição vigente da qual nossa Suprema Corte é a principal guardiã.
