Segundo o noticiário televisivo veiculado nesta manhã, o presidente Bolsonaro teria ligado para o governador do estado das Alagoas, Renan Calheiros Filho(MDB), e se queixado da CPI do Genocídio.
Mudança de atitude de quem, até anteontem, fazia de tudo pra defenestrar da relatoria da dita CPI o pai do governador, Renan Calheiros(MDB), tendo até uma aliada do governo federal ingressado em juízo contra a escolha do senador.
Ontem, então, foi um dia de contar lorotas e assumir posturas dissimuladas, tentando mostrar uma compostura que não condiz com a maneira agressiva e reacionária até aqui adotada, sem qualquer preocupação com a liturgia do cargo.
E muito menos com temas caros à conjuntura política, aqui e alhures, que fizeram de Bolsonaro o mais notório áulico diplomático de Donald Trump em tudo aquilo que o ex presidente estadunidense levantou para comprar briga com todo o mundo.
Sem seu mentor e padecendo de isolamento diplomático que o enfraquece interna e externamente, Bolsonaro agora tenta reciclar a retórica boçal, bem como aproximar-se de adversários que detesta desde umas três encarnações anteriores a esta.
Pode ser tarde, talvez já seja tarde e essa encenação parece não comover ninguém, muito menos o relator da CPI do Genocídio, Renan Calheiros, este declarou ao telejornal 'Bom Dia, Brasil', com ar sardônico, que o inimigo da comissão é o coronavírus. Será que Bolsonaro entendeu o recado?


Nenhum comentário:
Postar um comentário