Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

A condição pirandelliana do personagem Jair Bolsonaro


Segundo o noticiário televisivo veiculado nesta manhã, o presidente Bolsonaro teria ligado para o governador do estado das Alagoas, Renan Calheiros Filho(MDB), e se queixado da CPI do Genocídio.

Mudança de atitude de quem, até anteontem, fazia de tudo pra defenestrar da relatoria da dita CPI o pai do governador, Renan Calheiros(MDB), tendo até uma aliada do governo federal ingressado em juízo contra a escolha do senador.

Ontem, então, foi um dia de contar lorotas e assumir posturas dissimuladas, tentando mostrar uma compostura que não condiz com a maneira agressiva e reacionária até aqui adotada, sem qualquer preocupação com a liturgia do cargo.

E muito menos com temas caros à conjuntura política, aqui e alhures, que fizeram de Bolsonaro o mais notório áulico diplomático de Donald Trump em tudo aquilo que o ex presidente estadunidense levantou para comprar briga com todo o mundo.

Sem seu mentor e padecendo de isolamento diplomático que o enfraquece interna e externamente, Bolsonaro agora tenta reciclar a retórica boçal, bem como aproximar-se de adversários que detesta desde umas três encarnações anteriores a esta.

Pode ser tarde, talvez já seja  tarde e essa encenação parece não comover ninguém, muito menos o relator da CPI do Genocídio, Renan Calheiros, este declarou ao telejornal 'Bom Dia, Brasil', com ar sardônico, que o inimigo da comissão é o coronavírus. Será que Bolsonaro entendeu o recado? 

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