Quando Fernando Collor, em seu primeiro ano de governo, adiou o censo do IBGE previsto para aquele ano até a sua defensora intransigente, Rede Globo, sentiu-se constrangida e fez críticas à medida.
Era uma época em que o país se orientava pelos resultados daquela radiografia social e econômica para ao menos esboçar a necessidade de provocar debates, afinal, o país tinha saído de uma ditadura e vivia a esperança de voltar a ser feliz.
Agora, em seu segundo ano à frente do orçamento da União, Jair Bolsonaro deixa-se levar pela arapuca da ocultação, como se isto fosse amenizar a catástrofe que quem sido o governo até aqui, situação que o povo sente na pele, no bolso e na vida.
Com efeito, inviabilizar o trabalho monumental que o IBGE desenvolve desde quase a metade do século passado não passa de estupidez semelhante a de quem atrasa o relógio para evitar uma ocorrência, além de uma economia de gastos marcada pela mesquinhez.
Bolsonaro segue sendo estúpido no varejo e atacado, tanto quando eleva a dívida fiscal do país para mais de R$660 bilhões, só neste quadrimestre, quanto ao acabar com o horário de verão e flexibilizar as infrações de trânsito aumentando os gastos da saúde com acidentes.
Pior é que as consequências desse desatino é sentido pelos mais vulneráveis socialmente, ainda mais sob a tragédia ora experimentada mundialmente, mas muito sentida no Brasil, muito por conta de termos um governo de visão estreita, auxiliares medíocres e projetos pessoais substituindo o dever de governança para todos. Triste!


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