A novelização da psiquê do brasileiro, imposta pela mais estúpida de todos os instrumentos da indústria de entretenimento inventada pelo Tio Sam, a tevê, nos leva a encarar a semana decisiva na formação do quadro político/sucessório cá no Pará com interesse folhetinesco.
Há suspense quanto à decisão do governador, na hora de traçar seu destino; suspense quanto ao rumo que tomará Jader Barbalho, se disputará reeleição ou se virá candidato a deputado federal visando aumentar a bancada emedebista e abrir uma vaga no Senado à negociação que engrosse o caldo da candidatura de seu filho; que rumos tomarão, enfim, o atual vice governador, o presidente da Alepa e demais atuais detentores de mandatos.
Certo é que, aquilo que se revelará ao povo paraense talvez nem surpreenda pelo óbvio maquiado de exótico que encerra, sendo mais certo que cause espanto por ter sido ocultado por tanto tempo, ofertando como novo apenas com certos arranjos periféricos de última hora por puro instinto de sobrevivência, mas sem grandes influências no quadro geral e só confirmando aquilo que as fotos de Helder em suas andanças pelo interior do estado já mostrava.
O desfecho do folhetim deve ser semelhante ao de todos os outros períodos eleitorais, por sua vez, iguais a todo fim de quadra carnavalesca: reputações sairão abaladas, relacionamentos idem, amores tórridos típicos da época arrefecerão no pós, máscaras cairão além de muita tristeza com o fim da festa.
Ao povo, tudo leva a crer, restará mais uma vez o choque de realidade que vem depois da folia e com o mesmo gosto amargo que a dureza do dia a dia imporá, seja qual for o Momo escolhido para reinar até a próxima escolha. Paciência!

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