Mais cedo ou mais tarde, essa trombada que Boçalnaro dá com o presidente da Anvisa teria que acontecer, pois nem todos os fardados são obviamente capachos como Pazzuelo ou o Heleno de Trolha, entre outros.
A resposta dura, altiva e desclassificatória a um desclassificado, como a do contra almirante Barra Torres, só ocorre porque o alvo nunca teve dignidade suficiente para dar valor ao cargo que ocupa por escolha popular.
Entre tantas outras iniquidades, ele parece ter assimilado enviesadamente o comando constitucional que define o ocupante do cargo ora em suas mãos, de chefe supremo das Forças Armadas, como oportunidade pra pisotear em subordinados.
Considerado um "mau militar" por superiores na corporação de onde foi expulso outrora, agora coloca-se diante do espelho que reflete sua vaidade recalcada, vendo a imagem de um ser superior, patologia agravada pela subserviência dos "ajuizados" de merda que o cercam.
Ao contestar, na nota emitida pela Anvisa, as acusações presidenciais a respeito da possibilidade da existência de eventuais interesses escusos na defesa da vacina de crianças de 11 a 5 anos de idade, Barra Torres vai na jugular do irresponsável ao afirmar que "nunca se apropriou de nada que não era seu".
Com efeito, por mais que estivesse se referindo a si, na sua defesa diante de insinuação calhorda, era fatal que a frase do titular da Anvisa fosse interpretada pelo distinto público como alusão ao comportamento parlamentar indecoroso e ilícito de seu acusador, largamente divulgada ao longo do período em que Boçalnaro foi deputado.
Até aqui, o inquilino do Planalto permanece em silêncio diante da reação indignada do contra almirante, pouco provável que permaneça assim, afinal, ele é o comandante das FA e os membros do partido dos generais, aquela trupe de puxa sacos de pijama que transita em torno dele e vive de intrigas vai insuflá-lo à reação, em nome da boçalidade reinante.


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