segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SAI O NOVO DATAFOLHA: DILMA TEM 46% E AÉCIO 43%


247 - Foi divulgada, nesta segunda-feira, a nova pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial. Agora, a presidente Dilma Rousseff aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto (subiu 3 pontos), contra 43% do tucano Aécio Neves (caiu 2 pontos). No levantamento anterior, Aécio tinha 45% das intenções de voto e Dilma aparecia com 43%.

Nos válidos, Dilma tem 52% contra 48% de Aécio. Na contagem de votos válidos na pesquisa anterior, o tucano tinha 51% contra 49% da petista.

A aprovação ao governo subiu para 42% (subida de 2 pontos). Os que consideram regular são 37% (variou 1 ponto para baixo). Os que desaprovam são 20% (reduziu 1 ponto).

O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum.

Veja os números:

Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum


2% - não sabem

ÉGUA!!!



No programa do Helder Barbalho, apareceu uma denúncia de três senhoras, do município de Ponta de Pedras, que teriam recebido o cheque-moradia do governo do estado, porém, o material adquirido para reformar seus casebres nunca chegou.
Aí, no programa de Simão, aparece uma jovem(bela) com ar grave desmentindo a acusação e afirmando que o governo não tem qualquer responsabilidade pelo que teria feito a loja responsável(?) pela entrega do material. Ué, quer dizer que o governo do estado dá dinheiro público pra aquisição de um objeto e lava as mãos se dinheiro some junto com o objeto adquirido?
É por isso que, quando o malsinado 'Projeto Alvorada' sumiu com mais de R$60 milhões destinados a serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o secretário tucano Paulo Elcídio alegou que tinha gasto cerca de 1/3 dessa verba comprando tubos PVC, temendo a alta do dólar. Vá ser prevenido assim lá no Canal do Galo!

Se ela é negra o 'Aébrio' é estadista


Um reles macuqueiro

Sem a estatura notável de um larápio como FHC, o 'Príncipe da Privataria', eis que surge do nada, hoje, na blogsfera, o macuqueiro Nélio Palheta, aquele assaltante da Funtelpa que esteve a pique de ser demitido a bem do serviço público, sendo salvo dessa situação graças bonomia da Consultoria Geral do Estado, justamente do governo petista que desbaratou o banditismo do tristemente célebre contrato em que a emissora mantida pelos contribuintes do Pará fez um acordo 'Caracu' com as ORM.

Sorrateiro, surge dando lições de economia e sociologia tucana, bem ai gosto do velho corno manso que o inspira. E com a mesma retórica abominável que atribui os votos ao PT à ignorância intelectual dos seus simpatizantes e desfia aquele ranço elitista de quem se acha topo da pirâmide, não importando como tenha chegado lá. Agora ele é mais um acima da lei, prtanto, pode deitar falação moralista e falar que a economia brasileira vive seu pior momento dos últimos 50 anos.

No fundo, explicita a frustração pela iminente derrota de seu correligionário e nas condições em que ela se dá. Os tucanos entraram na disputa prenhes de empáfia liberal, dando lições de moral em todo o mundo(sem autoridade alguma) e vão sair derrotados politicamente e desmascarados como vestais na medida em que suas trajetórias no trato bandalho da coisa pública ficou provado que não ficam nada a dever aos de pior fama.

Quanto às lições de economia do sub larápio, bem deixa pra lá...

O número de bolsas de pós graduação cresceu quase 200%, nos 12 anos de governo petista; duplicou seu valor e esta é a primeira eleição da história do país em que o número de doutores supera o de analfabetos

O número bolsas de pós-graduação cresceu 187% nos governos do PT, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). E o número de bolsas de pesquisa oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também teve um salto de 166%.

Somente para cursos de mestrado, as bolsas concedidas pela CAPES passaram de 13 mil, em 2002, para mais de 43 mil, em 2012. Ocorre que em todo o governo Fernando Henrique Cardoso houve um aumento de apenas mil bolsas de mestrado, enquanto nos governos Lula e Dilma, o salto foi de 30 mil bolsas a mais.

Para os cursos de doutorado, a oferta passou de pouco mais de 10 mil bolsas, no final do governo FHC, para mais de 27 mil, em 2012. Em 2012, foram oferecidas mais de 127 mil bolsas de pós-graduação pela CAPES, em todas as modalidades.

No mesmo período, o CNPq aumentou o número de bolsas de pesquisadores de 63 mil para 81 mil.

Desde fevereiro deste ano, o biólogo Rogério Lima está em Portugal cursando doutorado em Saúde Coletiva e Sociologia da Saúde, na Universidade de Coimbra. O estudante conquistou uma bolsa da CAPES para pós-graduação no exterior e tem garantido uma ajuda de custo no valor de 1,7 mil euros até julho de 2017, prazo em que deverá concluir o curso.

Bolsas do CNPq tiveram um salto de 166%

O caminho percorrido por ele para cruzar os trópicos não foi fácil e dependeu exclusivamente do esforço pessoal do estudante em garantir um excelente desempenho acadêmico. “Há candidatos muito bons e o trâmite é bem rigoroso. Somente na minha terceira tentativa que consegui ser contemplado”, conta.

Para Rogério o esforço valeu a pena, já que essa é uma “oportunidade única”. Bastante satisfeito com o curso, ele diz que não teria nenhuma condição de realizar este sonho não fosse a ajuda do governo. “Além do contato direto com os autores que baseio meu estudo, poder vê-los trabalhar no dia a dia e compartilhar de sua cultura científica é sensacional”, explica.

“É um programa totalmente alinhado com a proposta de Brasil que se iniciou em 2003”, completou.

A oferta de cursos de pós-graduação gratuitos, em universidades públicas federais foi acompanhada do incentivo do governo para a concessão de bolsas de pesquisa, no Brasil e no exterior. Atualmente, 84% dos mais de 200 mil alunos de mestrado e doutorado estão matriculados em instituições públicas de ensino.

Isabelle Ribeiro é doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e conquistou uma bolsa da CAPES para fazer parte do curso na Universidade de Zaragoza, na Espanha. A farmacêutica conta que, para ser contemplada, foi preciso atender a requisitos mínimos do processo seletivo, como a proficiência mínima na língua espanhola. “É um processo acessível e possível para muitos estudantes”, classifica.

Com a bolsa de estudos de Isabelle, o programa de Pós-Graduação da UFRN ganhou uma segunda bolsa, para beneficiar um outro um aluno. “Eu ganhei e meu programa de Pós-Graduação também ganhou”, explica.

A aluna se diz bastante satisfeita com a possibilidade de estudar no exterior e diz que conseguiu “um salto de qualidade” para sua tese. “Pude avançar em muitas análises que eram requeridas. E sem a bolsa de estudos, certamente não estaria tendo essa experiência e oportunidade”, confidencia a bolsista.

A bolsa de estudo de Isabelle é no valor de 1,3 mil euros mensais, mais 90 euros mensais para gastos com saúde. Além disso, ela recebeu também uma ajuda de 1,3 mil euros, em uma única parcela, para ajudar na instalação no país e custos com passagens aéreas.

Reajuste – Foram feitos cinco reajustes no valor das bolsas de estudos de pós-graduação nos últimos anos, enquanto nos oito anos do governo FHC não houve nenhum aumento.

As bolsas de mestrado no Brasil passaram de R$ 724,52 em 2002, para R$ 1,5 mil em 2014. No mesmo período, as de doutorado passaram de pouco mais de R$ 1 mil para R$ 2,2 mil.

Apoio de pós-graduandos – A campanha da presidenta Dilma Rousseff (PT) recebeu o apoio da Associação Nacional de Pós-graduandos no último dia 15 de outubro. A entidade defendeu seu posicionamento a favor da petista por reconhecer que houve considerável expansão do acesso à educação e crescimento das vagas no ensino técnico e nas universidades, tanto na graduação como na pós-graduação.

“Esta é a primeira eleição brasileira em que o número de eleitores com ensino superior é maior do que o número de eleitores analfabetos. É importante destacar que há uma mudança no papel do Estado, agora assumindo uma posição de indutor do desenvolvimento”, diz a carta de apoio.

A associação refutou ainda a “volta ao passado” que entendem ser a possível eleição de Aécio Neves (PSDB). “No governo FHC, além de não expandir, as universidades públicas foram submetidas a um processo de sucateamento”, lembra o texto.

(Agência PT)

Simão e o Barão de Münchausen

Ocultação de cadáver nunca foi e jamais será prova de inocência. Antes, ao contrário, quando descoberto revela na sua plenitude a identidade do culpado.
Assim, quando o jornal O Liberal se recusa a divulgar o resultado da pesquisa do IBOPE, o instituto oficial da Rede Globo a qual o jornal é filiado, a respeito das intenções de votos para o governo do Pará, optando por contratar institutos locais, por mais respeitáveis que sejam os contratados, fica claro que o jornal agiu como panfleto de campanha ao ocultar o resultado- 52% pró Helder contra 48% pra Simão- medido pelo IBOPE a fim de favorecer o candidato que apoia, quando nada, segurando a motivação da tropa que faz campanha pro tucano.
Claro que chegamos na fase do vale-tudo da campanha, e não vamos ser cínicos ou ingênuos a ponto de imaginar que alguém faz campanha sem atingir esse nível. No entanto, ocultar um dado extremamente relevante da disputa simplesmente por obnubilar a conjuntura desfavorável, é como atrasar o relógio que traz no pulso a fim de evitar os acontecimentos. Aí é auto engano e demonstra mais fraqueza do que firmeza, principalmente porque não há nada no horizonte que venha em socorro do candidato da situação capaz de faze-lo mudar o quadro adverso.
Vítima do próprio discurso que escolheu para tocar em frente sua campanha, em razão do rosário de fatos adversos desvendados durante a disputa, resta ao governador recorrer ao resgate daquilo que considera sua joia mais preciosa, a atual gestão, todavia, o povo a vê como um falso brilhante. Como se fosse o Barão de Münchausen, aquele que dizia à uma plateia incrédula que tinha escapado do pântano puxando-se pelos próprios cabelos e assim sobrevivido, daí ter se tornado o símbolo lendário do falseamento da verdade. No caso de Simão, nem cabelos há.

“PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?”,

CARTA ABERTA AO Sr. AÉCIO NEVES (E AO PSDB)



Escrevo essa carta direcionando-a a seu partido político, o PSDB, mas tendo o senhor como destinatário, já que atualmente o representa na disputa pelo cargo máximo da nação – a Presidência da República no Brasil.

Permita-me, antes de tudo, me apresentar. Eu trabalho para o Governo Federal há 13 anos. E isso não é ironia, é apenas uma coincidência. Fui contratada para o Governo Federal, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, para a gestão do Bolsa Escola e, em razão da minha capacidade e contribuição técnica, fui mantida quando houve a criação do Programa Bolsa Família. E é sobre ele que eu quero falar com o senhor.

Não sou funcionária pública concursada e já ocupei os mais diversos cargos sob as mais inusitadas formas de contratação, especialmente quando prestava serviços ao MEC. Já prestei serviço como pessoa jurídica. Atuei como consultora do Pnud. Fui terceirizada e, agora, ocupo um cargo de confiança. E em todas as vezes, com alguma variação na autonomia e competência, exerci o mesmo papel, me tornando especialista na gestão e execução de programa de transferência de renda condicionada. Aliás, me refiro aqui ao que hoje é considerado o programa de transferência de renda condicionada mais bem-sucedido e conceituado do mundo.

Sr. Aécio, eu passei a integrar a equipe do Bolsa Escola (BES) em novembro de 2001, sete meses após a sua criação, e o que eu encontrei lá foi uma equipe muito determinada a fazer com que pouco dinheiro chegasse às mãos de poucas famílias. O cadastro do BES era uma vergonha: incompleto, não aceitava alterações ou atualizações cadastrais e era completamente off-line. Uma vez registradas as informações nele, elas nunca mais seriam modificadas, mesmo que uma daquelas crianças – Deus nos livre – viesse a óbito.

Com relação à identificação de seus membros, nele encontrávamos espaço para cadastrar apenas a mãe e três crianças da família, independente da quantidade de filhos/membros que vivessem sob aquele teto. Neste momento tinha início, infelizmente, uma terrível desigualdade familiar fomentada pelo Governo Federal. Ao realizar o cadastro, a mãe era obrigada a “escolher” quais seriam seus três filhos que teriam mais chances de sucesso escolar a fim de não perder mais adiante o benefício, já que seria somente dessas crianças, supostamente, cobrada a frequência escolar. E explico o porquê do supostamente: nunca conseguimos cobrar frequência escolar no BES, mas volto a falar sobre isso mais adiante.

É claro que suspeitávamos – e pude comprovar, nas vezes em que visitei famílias beneficiárias – que as demais crianças, quando havia, ficavam automaticamente “desobrigadas” da escola pelo grupo familiar. Erámos confrontados então com o seguinte cenário: 1) três crianças que eram obrigadas a frequentar as aulas para que a família não perdesse o benefício e; 2) as demais crianças que saíam para trabalhar para engrossar a renda familiar, quando não ficavam em casa.

Não serei leviana – usando um termo que o senhor emprega com certa frequência – de dizer que todas as demais crianças sempre agiam assim. Muitas famílias se empenhavam em tentar educar todas igualmente. Mas o Brasil vivia uma desigualdade social descomunal àquela época e, infelizmente, a renda trazida pelas crianças “sobressalentes” – aquelas que não eram possíveis registrar em razão da deficiência do próprio cadastro do Programa – era muito necessária para o sustento da família. Ora, se o Governo Federal não as inclui no beneficio e não controla sua frequência escolar, esse cenário era de se esperar…

Mesmo assim, o trabalho da equipe foi árduo durante todo o tempo. Fizemos mutirões de inclusão de famílias, de concessão de benefícios – processo que à época NÃO era automatizado – e muitos, muitos mutirões para “sanear” as adesões dos municípios, cuja lei obrigava ser formal. Participação social? Completamente inexistente… Muitas vezes a equipe ligava pra pedir alguma informação a um “conselheiro” designado para tal função e não foram raras as vezes em que ouvíamos: “Eu, do conselho social do Bolsa Escola? Não sei do que você esta falando, ninguém me avisou”. Nomeações à revelia, para cumprimento da lei. A ordem era: FAÇAM! INCLUAM! E RÁPIDO!

Mesmo com a determinação política do então Presidente FHC e de todo o esforço da equipe – muito competente e determinada – envolvida, nunca chegamos à casa dos cinco milhões de famílias atendidas. Foram dois anos inteiros de BES e não chegamos aos cinco milhões.

Naquele momento, o quadro, então, era o seguinte:
No Bolsa Escola (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 7 e 15 anos – educação ): 4,7 milhões de famílias beneficiárias;


No Bolsa Alimentação (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 0 e 6 anos – saúde): 1,6 milhão de famílias.

A verdade é que nunca houve real investimento em Programas Sociais em nosso país até ele ser dirigido por uma pessoa “do povo”. Essa é a verdade que eu vivi trabalhando pra o Governo Federal todo esse tempo. O Bolsa Escola não foi uma estratégia de combate à pobreza e muito menos de incentivo à educação no governo FHC. Nada foi além de remendos, criados às vésperas das eleições, por um governo com uma popularidade baixíssima. Poucos têm conhecimento disso, mas a alcunha de “Bolsa Esmola”, muitas vezes utilizada pelo seu partido para caracterizar o Bolsa Família, de fato, era o apelido daquele Bolsa Escola lá atrás. Aquele que sim, é filho seu.

Em 2003 teve início o primeiro mandato de Lula, eleito no ano anterior. E junto com ele passamos a ouvir pelos corredores a ideia de que o melhor mesmo seria ter um programa que atendesse toda a família. Que a olhasse como um único e indissolúvel ente, e que era isso que se desejava fomentar, auxiliar e amparar.

É claro que havia uma escolha a ser feita sobre as famílias que já estavam recebendo seus benefícios. E a decisão foi UNIFICAR os programas já existentes para, primeiro, não descontinuar os pagamentos pra gente já tão sofrida e, segundo, porque já havia a CLARA idéia de que aquelas pessoas eram mesmo parte do público que o Programa Bolsa Família deveria atender. Unificar foi o mecanismo para evitar que elas perdessem seus parcos benefícios até se adaptarem às novas regras.

Poderia ali, naquele momento, ter-se matado os programas anteriores e teria sido, confesso como técnica que ajudou a implementar o que veio depois, infinitamente menos trabalhoso. Ao decidir pelo recurso técnico de “unificar” e não “extinguir” as bolsas para a criação do novo programa – que era, DE FATO, um Programa de Transferência de Renda com investimento político e financeiro e intenções claras e reais de combate à pobreza – o governo Lula começava a mostrar qual era sua real prioridade: o povo. Independente do “custo político” que isso pudesse ter adiante – e veja bem, não é que ele tinha razão? – a escolha foi pelos beneficiários, pensando neles.

O objetivo era claro, alcançar as famílias pobres, as excluídas por mais de 500 anos, as que nunca haviam sido, de fato, vistas por ninguém, as que nem “existiam” no mundo jurídico porque estavam alijadas até mesmo do processo de identificação de pessoas – muitas delas não tinham sequer certidão de nascimento.

E olha, quando tudo se juntou, Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cadastro Único – aliás, abro um parêntese aqui para falar que precisamos, em outra oportunidade, conversar sobre ele, o que ele era quando foi criado e o que é hoje, já que senhor tem mostrado diuturnamente que não faz ideia nem do que se trata – arrumar o remendo foi doído, foi trabalhoso, foi hercúleo, quase heróico.

Caro candidato, com todo humilde conhecimento que tenho sobre o assunto, afirmo que o Bolsa Família não é, nem de longe, a continuidade de nada dos programas anteriores. Eles são completamente diferentes desde a sua concepção e, principalmente, da sua intenção para com o povo brasileiro.

O Bolsa Família olha pra todos os membros familiares e permite oferecer atendimento a todos, de acordo com suas necessidades, carências, expectativas. O Bolsa Família reconhece as capacidades dessas famílias e investe nelas. No Bolsa Família há o acompanhamento familiar pelo CRAS – Centro de Referência da Assistência Social. No Bolsa Família há o acompanhamento da agenda de saúde da família toda, o que inclui o acompanhamento da gestante, da nutriz, do calendário de vacinação de todas as crianças até 7 anos de idade, acompanhamento da pesagem, da suplementação de vitamina A e ferro.

No Bolsa Família, há o acompanhamento real da frequência escolar de TODAS as crianças e jovens do grupo familiar, independente da quantidade de benefícios que aquela família faz jus, assim como da quantidade de membros em idade escolar. E se não tiverem frequência adequada, de acordo com o que a Lei do Programa – aquela que senhor diz pretender criar em seus programas eleitorais, mas já existe desde 2003 – , a família toda tem os seus benefícios averiguados, bloqueados e podendo ser até suspensos. Sim, eu estou dizendo isso mesmo: se uma família tiver 15 crianças, todas as 15 devem ir pra escola e serem acompanhadas na frequência escolar. E se houver a ausência da escola não justificada de uma delas, isso pode impactar no benefício de toda família. O senhor percebe alguma diferença para o Bolsa Escola? E para que fique claro, não estamos falando de “evolução”, estamos falando de um Programa que nasceu com esse objetivo, que foi concebido assim!

Sabe o que isso nos diz? Que todas essas crianças devem ter acesso igualitário à escola, que todas devem frequentar as aulas e que todas, absolutamente todas, devem se qualificar para romper esse ciclo de pobreza que faz com que sua família precise do benefício do governo. Isso, Sr. Aécio, é investimento humano. Isso é, de fato, o que a oposição ao Programa – e aqui há um mérito gigantesco para o PSDB – chama tão jocosamente de “ensinar a pescar”. Oferecendo a todas as crianças e jovens igualdade de condições para o ensino, consequentemente, eles terão melhores oportunidades no futuro.

O Bolsa Família atende hoje mais de 14 milhões de famílias e 52 milhões de pessoas! Ele é o Programa de Transferência de Renda Condicionado mais respeitado, estudado, reverenciado, copiado no mundo todo. Constantemente recebemos aqui no Ministério corpos técnicos de alto escalão do mundo inteiro para “conhecer e aprender o que fazemos”. O Brasil, por intermédio do Bolsa Família e do que podemos hoje chamar de Cadastro Único, criou e exporta tecnologia social.

O Bolsa Família possibilitou ao Brasil cumprir a meta de Objetivos do Milênio, da ONU, para erradicação da fome e da miséria muito antes da meta estabelecida para o resto do mundo, que seria 2015.

O Bolsa Família tirou o Brasil do mapa da fome pela primeira vez desde seu descobrimento, em 1.500.

E principalmente, o Bolsa Família, que já foi pra muitos fonte exclusiva de “renda”, a diferença entre ter ou não o que comer no prato, hoje é renda complementar de milhões de famílias. Talvez o Sr. não saiba – e deduzo isso pelas declarações da maioria dos seus eleitores, que, imagino, refletem o conhecimento do grande líder – mas cerca de 76% dos adultos que recebem Bolsa Família trabalham no mercado formal brasileiro, o que comprova que o valor do benefício é complementar.

E aqui eu chego ao ponto que realmente me motivou a escrever essa carta ao senhor. Em recente debate presidencial – parte do processo democrático adotado para a escolha do nosso próximo presidente do país – eu ouvi o senhor, repetidas vezes, dizer que há o DNA do PSDB no Bolsa Família, já que ele surgiu da unificação dos programas anteriores.

Senhor Aécio Neves, não há.

Não há nem de muito longe: nem na concepção, nem nas regras, nem na gestão, nem nos objetivos, muito menos na vontade política e investimentos, em nada. Simplesmente não há. Até houve a mínima tentativa, com a unificação, de se aproveitar tecnicamente algo que pudesse ser útil ao novo programa que nascia, mas foi completamente inútil o esforço. A unificação, ao final, só se mostrou mesmo eficiente para o que mais interessava: proteger as famílias da descontinuidade dos pagamentos.Não deixar faltar a comida no prato, em português bem claro – que se faz necessário para quem nunca passou por algo sequer parecido –, porque como sabemos desde sempre a fome não espera. Fome não espera implementação de programa. Não espera melhoria de gestão, não espera melhoria de sistema. Simplesmente, não espera.

Eu poderia elencar aqui ainda muitos – muitos mesmo – argumentos para mostrar que o Bolsa Família não passa nem perto daqueles programas que foram unificados lá em 2003. O Bolsa Família foi, mas forçando muito a barra, o primo que nasceu e usou, por dias, fraldas emprestadas dos seus outros mais velhos. Mas que cresceu tanto, e tão rápido, e que teve “pais” tão diferentes e responsáveis decidindo sobre sua alimentação, cuidados diários, educação e crescimento, que imediatamente se destacou ao mundo.

E ainda assim, caso o senhor insista muito em fazer qualquer relação com o que tinha no Brasil e o que temos hoje, e em requerer a paternidade do Bolsa Família – para o PSDB, que aqui eu personifico na sua pessoa para fins, com sua licença, didáticos do restante do parágrafo – eu tenho a dizer que: tome muito cuidado.

Porque se fosse declarado mesmo o pai da criança, que tipo de pai o senhor acredita que teria sido para o seu filho? Um pai que “bate” no filho no Congresso Nacional, chamando-o de fomentador de vagabundo, de gente preguiçosa? Um filho que até dias atrás era “esmola” pra quem não quisesse trabalhar? Seria um pai que nutre tamanho desconhecimento sobre seu filho ao ponto de propor pra ele regras que já existem há mais de 10 anos?

Onde o senhor esteve todo esse tempo? Onde o Senhor esteve quando precisamos aprovar modificações necessárias para o seu pleno desenvolvimento, a cada vez que precisamos apoiá-lo em seu crescimento natural? E o senhor como representante do povo no Congresso Nacional tinha todas as ferramentas para apoiá-lo e não o fez.

O Bolsa Família não tem paternidade, ele é do povo brasileiro. Mas mãe ele tem! 14 milhões de mães! Mães pobres, em sua maioria negras, antes excluídas por uma sociedade patriarcal e machista. Mulheres muito guerreiras. Algumas dessas mulheres conseguiram se livrar, inclusive, da violência doméstica por causa do Bolsa Família. Se livraram de condições de trabalho análogas à da escravidão graças ao Bolsa Família. Certa vez, lá em 2007, eu conheci uma senhora que relatou “ter se sentido mais mulher aquele mês” porque tinha sobrado dinheiro pra comprar um batom. Eu tenho certeza ABSOLUTA de que o senhor não faz a menor ideia do que isso significou pra ela. Eu mesma não sabia, até ouvir aquele relato e a alegria com que ela contava.

E eu posso passar dias inteiros contando coisas que ouvi, vi e vivi junto dessas famílias. Ou que ouvi de alguns dos 5.570 gestores municipais que “tocam” aguerridamente o Programa lá nos municípios. Essas histórias não são estatística, pois graças ao Cadastro Único que nós construímos a partir de 2005, elas têm e nós sabemos quais são: nome, sobrenome, data de nascimento, filiação. São gente de verdade!

PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?

Na verdade o que eu via, até dias atrás, era o senhor e seu partido enxovalhando o nome do Programa da maneira que podia. E agora, tal qual faz “pretenso herdeiro” de pai morto, se declara parente para recolher a herança.

Mas veja bem, sr. Aécio, aqui nesse processo de “inventário”, o juiz é o povo brasileiro e ele SABE que o senhor não tem nas veias o sangue dessa família. Não tente se aproveitar de gente sofrida e das suas boas intenções. É feio, é danoso, é quase criminoso.

Não obrigue essa gente, que já tem olhos e ouvidos bem abertos; que reconhece sua autonomia pra lutar pelos seus interesses sem medo algum ter que dizer ao senhor que aqui nesse “processo”, ela não te reconhece. Porque conhecendo-as como conheço, não tenho dúvidas, elas dirão.

Sinceramente, Luciana de Oliveira- coordenadora do programa Bolsa-Família

domingo, 19 de outubro de 2014

"Turista" nada acidental. Aécio gastou mais verba do Senado para ir ao Rio do que a Minas





Em 2010, o hoje candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, elegeu-se senador por Minas Gerais. Como todo parlamentar do Congresso Nacional, teve que se mudar para Brasília e, assim, adquiriu o direito a cota de passagens aéreas pagas pelos cofres públicos para se locomover entre o Estado pelo qual se elegeu e a capital do país.

Desde sua eleição como senador, porém, o que vem sendo constatado é que o tucano tem dado menos atenção ao Estado que o elegeu do que a Estado que frequenta com fins puramente recreativos, para frequentar “baladas” durante as quais até tropeçou em blitz de trânsito da Polícia.

No início do ano passado, por exemplo, o jornal O Estado de São Paulo descobriu que os brasileiros pagam pelas incursões recreativas do senador mineiro no Rio. Matéria de 24 de março de 2013 diz que “Capital fluminense foi o destino de 63% das viagens de Aécio pagas pelo Senado nos dois primeiros anos de seu mandato.



Graças ao Portal da Transparência do Senado Federal, agora foi possível confirmar que no terceiro ano de seu mandato como Senador o tucano continua gastando o dinheiro dos contribuintes com turismo. Dos R$ 77 mil gastos por Aécio em passagens entre 2011 e 2013, mais de R$ 50 mil foram com passagens para o Rio, o equivalente a mais de 67% do total utilizado pelo candidato tucano à Presidência.

Cidade em que passou parte da juventude e onde cursou o ensino superior, Aécio é figura carimbada nos eventos sociais. Entre 2011 e 2013, das 116 viagens oficiais realizadas pelo senador, 69 tiveram origem ou destino à capital fluminense, em especial para o aeroporto Santos Dumont.

Em uma dessas ocasiões, em 2011, o senador foi parado e multado em uma blitz no Leblon, zona sul do Rio, por estar com a carteira de habilitação vencida e se recusar a fazer o teste do bafômetro, exigido pela Lei Seca.

São Paulo foi a segunda capital eleita por Aécio como destino preferencial. De 2011 a 2013, foram 45 visitas ao estado. Nesse caso, o valor reembolsado com o VTA foi superior a R$ 34 mil.

Já a capital do Estado que elegeu o tucano, Belo Horizonte, para a qual ele dedica oficialmente o mandato, foi origem ou destino dele apenas 27 vezes em três anos. Dos R$ 77 mil de passagens, o senador gastou R$ 12.535,48 em viagens para Minas.

Ainda segundo prestação de contas de 2013, Aécio superou, inclusive, senadores do Rio de Janeiro. Em comparação com o senador pelo PT fluminense Lindbergh Faria, por exemplo, o tucano utilizou cinco passagens para visitar o Rio contra uma do petista.

(Blog da Cidadania)

Patético! TSE exuma a Lei Falcão e proíbe Dilma de falar sobre aeroporto de Aécio construído com dinheiro público para a família



Reproduzir reportagens de grandes jornais como a Folha, como fez a campanha da Dilma, agora é passível de censura do TSE? Preocupante o rumo que está tomando esta eleição. Decisão absolutamente equivocada. ( Comentário de um leitor da Folha)



Na sexta-feira (17), o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto suspendeu a propaganda eleitoral da coligação Com a Força do Povo da presidenta Dilma, por a campanha ter divulgado vídeo sobre o aeroporto particular de Aécio

O texto informava que o candidato Aécio Neves (PSDB) construiu um aeroporto em terreno de sua família e mantinha as chaves "nas mãos de seu tio". A propaganda foi veiculada na quinta-feira (16). Agora, a presidente Dilma foi proibida de falar no aeroporto, construido com dinheiro público, por Aécio Neves (PSDB), quando foi governador de Minas.O candidato Aécio Neves também requereu direito de resposta, mas o pedido ainda não foi julgado.

De acordo com a defesa de Aécio, a propaganda adversária levava o eleitor a crer que o candidato "estaria fazendo uso de bem público para favorecer sua família". O TSE, precisa também calar a Folha, que digulvou a notícia de que a chave do aeroporto fica na mão de um tio de Aécio


Portão do aeroaecio. A chave fica com o tio

Até o TSE blindando o Aécio.

(Os Amigos do Presidente Lula)

sábado, 18 de outubro de 2014

Aécio 'Mudança' foi agregado da ditadura



De pai para filho: documento registra ato de nomeação de Aécio Neves na Câmara dos Deputados feito pelo pai, o então deputado Aécio Cunha

O candidato à Presidência, Aécio Neves (PSDB), trabalhou no governo Ernesto Geisel, na ditadura militar, mas omite de sua biografia e evita tocar no assunto. À época com 17 anos, Aécio contou com a influência da família junto aos generais para obter cargo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça (MJ).

O órgão era comandado pelo então ministro Armando Ribeiro Falcão, criador da chamada Lei Falcão, que impediu acesso de políticos às emissoras de rádio e tevê durante as eleições municipais de 1976.

Ele tem razão quando disse na sexta-feira (18), em encontro que selou o apoio da candidata derrotada Marina Silva (PSB) à sua campanha, que foi um “espectador privilegiado” da construção da aliança democrática que tinha como objetivo acabar com a ditadura.

Aécio morava no Rio e era estudante, apesar de perceber salário do órgão em Brasília, mais uma mamata para o jovem rico da elite carioca.

Ele permaneceu no Cade por três anos, de onde seguiu para um emprego mais seguro. Desta vez, na Câmara dos Deputados, mais precisamente, no gabinete do pai, deputado Aécio Cunha, onde foi contratado em 1 de janeiro de 1981 (veja imagem), conforme documento obtido pela Agência PT de Notícias.

Na época, Aécio já tinha 20 anos e apesar da Resolução 66, de 17 de março de 1978, e do Ato da Mesa 75, de 4 de abril de 1978, que estabeleciam as regras de trabalho para servidores do Legislativo, mantinha-se distante de Brasília, como estudante no Rio de Janeiro.

Meritocracia – O tucano deixou a Câmara Federal aos 23 anos e retornou para Minas Gerais onde, mais uma vez, pode contar com a influência da família. Na capital mineira, Aécio foi nomeado assessor pelo avô, o governador Tancredo Neves.

Lá ele permaneceu até 1985, quando fez suas primeiras aparições como figura política ao lado de Tancredo, que foi eleito presidente da República, mas morreu antes de tomar posse, dando lugar ao seu vice, José Sarney.

A partir de então, Aécio já com 25 anos, tornou-se diretor da Caixa Econômica Federal. Mais uma vez, a nomeação não aconteceu por méritos. Ela se deu graças à indicação de seu primo, Francisco Dornelles, então ministro da Fazenda da chamada Nova República.

Debate – Em debate entre presidenciáveis promovido pelo SBT e Uol, nesta semana, Aécio acusou a presidenta Dilma Rousseff de empregar o irmão Igor Rousseff na Prefeitura de Belo Horizonte (MG). Neste sábado, o jornal Folha de S. Paulo divulgou matéria na qual reconhece que o comitê de campanha do tucano não tem nenhum documento que comprovaria a ausência de Igor do trabalho, como afirmou o candidato do PSDB. O então prefeito da cidade José Pimentel afirmou que Igor trabalhava normalmente na repartição até 2008, quando Dilma não estava na Presidência.

Por sua vez, durante seu governo em Minas, Aécio editou leis delegadas para nomear nove parentes. Sua irma Andrea Neves, foi presidente do órgão que determinava a liberação de recursos de publicidade do governo para rádios, tevês, jornais e sites. Dentre os veículos beneficiados por essa distribuição estão duas rádios da família Neves e um jornal.

Aécio e as empresas se recusam a divulgar o valor recebido.

(Agência PT)

Envenenados pela própria saliva


Ao lado da anacrônica coluna intitulada 'Repórter70', talvez única homenagem explícita ainda vigente ao famigerado Ato Institucional Nº5, aquele que endureceu ainda mais a ditadura empresarial/militar, acirrando a carnificina contra desafetos do golpe, os editoriais do jornal tucano/conservador, O Liberal, igualmente primam pela inoportunidade.

Hoje, por exemplo, a infame coluna volta sua garrucha tomada pela ferrugem contra o tesoureiro do PT, João Vacari Neto, acusado genericamente como "operador" de cobrança de propina na Petrobras. De tão vaga, diga-se, a tal "denúncia" não chegou a ser encampada sequer pela malsinada 'Veja', pois o delator transferiu de si para o doleiro e este amarelou(novidade!) na hora de confirmar a 'bomba', ou melhor, o traque. Apenas o senador 'Menino do Rio', aquele que não provoca arrepio, mas indignação diante de seu comportamento degenerado, deu guarida ao boato, todavia, é notória a finalidade eleitoreira do sócio dos Perrela.

Se quiser antenar-se, o panfleto do moralismo lorótico terá que voltar ao assunto e abordar os fatos novos, surgidos ontem nas páginas da Folha de São Paulo e dando conta que o propineiro-mor do esquema foi ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano em consequência de um câncer no pulmão, porém, antes, denunciado como o mais voraz lactante daquelas tetas prostituídas pelo aluguel ao dinheiro de grandes empresas.

Foram fabulosos R$10 milhões, colocados nas mãos do então senador pelo PSDB pernambucano a fim de encerrar uma CPI que investigava exatamente a participação de empresários naquele esquema de corrupção, que a operação Lava-Jato desbaratou e hoje é objeto de vazamentos seletivos com o intuito claro de produzir imundícies jornalísticas Brasil afora, como o citado editorial, de forma eleitoreira e falseada, mas que agora vai no âmago da corrupção identificando corruptores e corruptos, dessa vez sem tergiversações ou aqueles vagos 'ouvi dizer', 'fulano sabe'. Não. Paulo Roberto afirma com todas as letras quem era o larápio/operador, quanto ele recebeu, além da finalidade do dispêndio da propina.

Talvez, agora, o papelucho portador do vil e sectário editorial consiga entender na prática o significado da expressão, "Quem for podre que se quebre."  

Prefeito de Belém teria sido beneficiário de monumental esquema de 'caixa2' comandado por Aécio Neves, em 2012


É estarrecedor o documento, reproduzido em reportagem de Allison Matos, no Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, onde são listadas doações irregulares – caixa 2 – para a campanha de candidatos do PSDB e de seus aliados, em Minas e em outros estados, num esquema onde a coleta entre empresas e entidades e a destinação do dinheiro para as campanhas são reportadas diretamente a Aécio Neves.

São listas e listas, em papel timbrado do Governo Mineiro e com a assinatura do Secretário de Governo, Danilo de Castro, com firma reconhecida em cartório, onde se arrolam cerca de R$ 166 milhões em doações de empreiteiras, bancos, empresas estatais mineiras, fornecedores do Governo do Estado e entidades que dependem de seus repasses, como hospitais, além de sindicatos e até o Conselho Regional de Medicina de Minas.

Chequei algumas empresas – as públicas, sindicatos e associações, legalmente, não poderiam doar, claro – e elas não aparecem como doadoras nos registros do TSE.

Os que teriam recebido o dinheiro ilegal também são dezenas, a grande maioria tucanos, mas também o ex-governador Eduardo Campos, de Pernambuco e seu candidato Geraldo Júlio, que disputava contra o PT a eleição de Prefeito do Recife.

O documento foi recebido de fiscais mineiros pelo Procurador Federal Eleitoral de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, que o teria enviado às mãos do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que – no mínimo por uma questão de equidade com as denúncias sobre a Petrobras – tem o dever moral de confirmar (ou não, obvio) a sua existência.

O documento é, verificada como parece estar sua autenticidade, a maior prova de caso de corrupção eleitoral já surgida na história brasileira, tanto pelo valor quanto pela extensão da rede de doadores e beneficiários de dinheiro ilegal.


(Tijolaço/ Conversa Afiada)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Porque Dilma deu um passo imenso à vitória no debate de ontem

Para Para desespero dos “punhos de renda” – que acham que o debate de ontem foi “uma baixaria” (e é claro que todos gostaríamos de ter uma campanha desenvolvida no campo das idéias, apenas) – lamento informar que Dilma Rousseff deu um passo imenso para vencer a disputa eleitoral.

Tirou Aécio Neves do papel que ele vinha buscando para proteger-se de suas fraquezas morais e administrativas: o de tadinho, vítima de agressões e evidenciou que, apesar da carinha bem escanhoada, é um homem incapaz de reagir com equilíbrio e, diante dos questionamentos (aliás, irrespondíveis) sobre fatos, foge para desculpas formais e invoca os outros (“não ofenda os mineiros”) como biombo.

É “bonito” tratar dos problemas reais (dos outros) na base do “vossa excelência pra cá, vossa excelência pra lá”, como definiu muito bem, nos anos 60, o velho Leonel Brizola quando se referiu ao “clube amável do Congresso”.

Mas, na vida de verdade, ninguém pode ficar “apanhando” todo o tempo sem uma reação que vá além do estritamente “racional” e, depois de muito evitar, aceite o “barraco”.

E absolutamente coberta de razão, como está Dilma.

Porque a direita brasileira, e já lá se vai mais de um ano, invocou todos os demônios e baixarias contra ela (veja como eles fogem de fazer isso com o Lula) e se lambuzaram em grosserias. Ou que nome merece mandar uma mulher, Presidenta da República ir “tomar no cu” na abertura da Copa?

Se faltou algo no desempenho de Dilma, foi, talvez, explicitar isso numa fala daquela tipo “mãos nas cadeiras” e dizer, “bom, menino, você pediu, me chamando de tudo o que você sabe que eu não sou, de tolerante com a corrupção ou até corrupta, agora aguente”

Mas isso, como dizem os franceses vai “sans dire”, vai sem ser dito.

A construção da direita era fazer de Dilma (e fazendo de seu governo fazia dela) uma mulher abatida, incapaz de se defender e afirmar sua autoridade. Uma mulher que, ” ao ser abandonada por Lula”, não sabia se defender, reagir e tomar a ofensiva.

Lula, esperto e matreiro, soube “dar um tempo” para Dilma produzir sua própria reação e não ficar naquela de “fraquinha, protegida pelo irmão”.

Escrevam e leiam por aí como, a partir de hoje, ele vai subir o tom.

Reparem como o discurso conservador encontrou em Marina Silva e suas hipocrisia de “os melhores dos melhores” e do “poder pelo poder” o discurso xôxo que ocultava o fato objetivo de que este é um país que, malgrado toda a ilusão petista de que teria passado a ser “de todos”, tem de compreender que está dividido socialmente, como é dividido o caminho que tem à sua frente: ser, de novo, uma dócil colônia ou ser, cada vez mais, uma grande nação.

Somos civilizados, democratas e jamais houve neste país, tanta liberdade de opinião.

Exceto em um lugar que, salvo nos raros momentos de embate eleitoral, o pensamento progressista nunca tem voz: os meios de comunicação.

Aécio, tão acostumado a poder dizer, sem respostas, os seus desaforos e a tratar as mulheres como “peruas” sem voz própria, achou uma encrenca pela frente.

E como todo machão é essencialmente um covarde, vai ficar cada vez mais perdido em suas pantomimas de se dizer “agredido”.

É, para lembrar o verso de Geraldo Vandré, “a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”.

(Tijolaço)

Aécio governador não sabe quanto pagou. Aécio dono de rádio não sabe quanto recebeu


A ética política que o país persegue já deveria ter inspirado o candidato tucano a liberar informações sobre gastos de seus governo em Minas em portais da transparência. Só que não

O candidato Aécio Neves (PSDB) tem dificuldades enormes na hora de lidar com perguntas que envolvem negócios públicos com privados e seus familiares

No caso do aeroporto de Cláudio, construído em terras de uma fazenda de seu tio-avô, e ao lado de umas de suas fazendas ele demorou uma semana para responder que pousou no aeroporto, mesmo sem estar homologado para uso público.

Agora, o candidato reage mal diante de perguntas sobre propagandas do governo de Minas em suas rádios. Ao ser questionado, no debate da Band, terça-feira (14), Aécio se irritou, afirmou "não ter ciência" e que a pergunta deveria ser dirigida ao governador de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP), seu aliado.

Resposta infeliz: no período de 2003 a 2010, o governador era o próprio Aécio Neves. Portanto, ele pagou as rádios com uma mão, já que era governador e, com a outra, recebeu o dinheiro, que coube às suas rádios. Ou seja, ele mesmo teria duas fontes para consultar que valores suas rádios receberam dos cofres públicos de Minas: pedir um levantamento na contabilidade das suas emissoras – o que parece ser mais rápido –, ou pedir um levantamento na Subsecretária de Comunicação do Estado de Minas.

Aliás, convenhamos, hoje em dia, a ética na gestão pública já inspira que informações como estas deveriam estar automaticamente disponíveis em portais da transparência do governo do estado.

Uma terceira opção seria perguntar à sua própria irmã, a jornalista Andrea Neves da Cunha, nomeada pelo governador para comandar o "Grupo Técnico de Comunicação Social", órgão responsável por coordenar, alocar verbas e fiscalizar a publicidade do governo de Minas Gerais.

Há anos a oposição aos governos tucanos na Assembleia Legislativa de Minas pede informações sobre gastos com propaganda governamental nas rádios e jornal pertencentes à família de Aécio, sem obter resposta. A desculpa é a de que o estado contrata agências de publicidade e são elas que contratam as rádios.

Óbvio que é uma desculpa inaceitável, pois as agências de publicidade têm obrigação de prestar contas dos serviços que prestaram, descrevendo onde, quando e quanto foram veiculadas, para receber pagamentos dos cofres públicos. Se não fazem isso, só agrava a coisa pelo descontrole e pela possibilidade de fazer pagamentos por serviços não prestados.

Se Aécio quer preservar longe dos olhos do povo seus negócios, não deveria receber dinheiro público. A partir do momento que recebeu é obrigado sim a dar todas as explicações e com transparência, gostando ou não.

Aécio pertence a oligarquias políticas mal acostumadas, em que são comuns as práticas de nepotismo e patrimonialismo, coisas que o Brasil luta para se livrar e ter personalidades políticas mais republicanas.

O próprio Aécio tirou proveito de seu pai ser deputado federal, do qual ganhou salários como assessor de gabinete por três anos, quando ainda era estudante no Rio de Janeiro, sem ter como trabalhar nem em Brasília, nem em Minas, estado pelo qual o pai foi eleito.

Recém-formado, Aécio ganhou outro cargo na Caixa Econômica Federal, não de estagiário como recém-formados costumam conseguir. Sem nenhum concurso, foi nomeado logo Diretor de Loterias pelos então presidente, José Sarney, e ministro da fazenda, Francisco Dornelles, seu primo.

As próprias concessões das rádios da família Neves seguiu critérios patrimonialistas.

Não as obteve vencendo licitação, foi por ser "amigo do rei", quando era deputado durante o governo Sarney, a quem apoiava. O então ministro das comunicações, Antônio Carlos Magalhães (PFL), distribuía concessões de rádios e TVs para deputados e senadores da base governista da época.

Estas concessões eram muito cobiçadas porque, além de gratuitas, eram altamente lucrativas e dava um grande poder de influência política, próprio dos meios de comunicação de massa. Quem dominava a mídia, dominava o teor do noticiário (como ainda é hoje), podendo atuar favoravelmente à oligarquia política do dono da rádio e/ou da TV, além de cerrar fogo contra os adversários políticos.

O comportamento arredio, de procurar varrer para baixo do tapete o assunto, só faz criar suspeitas de que, se precisa ficar escondido, é porque deve ter algo muito errado.

(Blog da Helena)

Antecessor de Aécio, na presidência do PSDB, recebeu propina de Paulo Roberto Costa

Sérgio Guerra: propina para abafar CPI a pedido de fornecedoras da Petrobras
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, nomeado para o cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse ao Ministério Público Federal ter repassado propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra. Segundo informação da “Folha de S.Paulo”, o suborno foi pago a Guerra para ajudar a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras, em 2009.
Sérgio Guerra, então senador tucano por Pernambuco, era membro da CPI e presidia o PSDB. Ele morreu, em março, e foi sucedido por Aécio Neves, candidato do partido à Presidência da República. Ele teria recebido a propina a pedido de empresas prestadoras de serviços à Petrobras incomodadas com as investigações.

De acordo com a “Folha”, o falecido senador foi citado em um dos depoimentos prestados por Costa, dentro do processo de delação premiada relativo à Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.
(…)
O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador”.

A notícia da participação de um ex-presidente do PSDB nas denúncias de corrupção da Petrobras acerta em cheio a principal manobra política dos tucanos na campanha eleitoral: a de criminalizar o governo do PT a partir da delação de Paulo Roberto Costa.

O tema tem sido usado exaustivamente por Aécio Neves, tanto nos programas eleitorais como em debates com a presidenta Dilma Rousseff. Os depoimentos de Costa, vazados seletivamente durante a campanha do segundo turno, têm sido, até agora, tratados como verdade absoluta pelo PSDB.

Isso significa, portanto, que o envolvimento do nome de Sérgio Guerra no caso também deverá ter o mesmo tratamento.
(Leandro Fortes- Agência PT/ Paulo Henrique Amorim- Conversa Afiada/ com informações da FSP e Estadão)

Os semelhantes se atraem


Incrível como a postura de Aécio consegue ser mais retrógrada do que foi a de Collor. Este tentava passar por moderno, uma espécie de yuppie da ilha de Manhatan, que renegava o próprio passado(com a ajuda da mídia que ocultava as perigosas ligações) e xingava todo mundo a fim de demonstrar seu caráter de novidade na política.

Aécio, não. Adota claramente a postura que tinham os ministros dos governos militares, cuja forma prolixa de se manifestar significava a apologia do ocultamento. O parco arsenal retórico de Aécio é legatário do célebre mantra da época 'Não raciocino sobre hipóteses', um modo de não responder as perguntas incômodas que surgiam, transformando os fatos em "hipóteses", aí o termo usado como sinônimo de especulação. Caso o interlocutor insistisse, era brindado com reação truculenta do tipo que o presidenciável tucano costuma dirigir aos que lhe incomodam, vide o caso da resposta ao repórter que ousou questionar a nomeação da sobrinha do contraventor Carlinhos Cachoeira, replicado com um "talvez ela seja mais competente que você", pois não faria esse tipo de pergunta,hum...claro!

Outro cacoete herdado por Collor, ops, Aécio, dos asseclas dos milicos é o excessivo recurso à metonímia. No debate de ontem, no SBT, a presidenta ainda tentou ensinar-lhe que esse macete velhaco já não engana mais ninguém, foi quando ela questionou a competência do candidato a partir dos pífios resultados administrativos que Aécio obteve quando governador de Minas e ele replicou, 'Minas não merece isso'. E ela treplicou, 'o candidato não é Minas Gerais, é apenas um mineiro, mas não pode considerar ofensivo a todo o povo daquele estado a crítica que ora lhe dirijo'. Foi, então, que Aécio chamou a presidenta de mentirosa, embora tenha admitido ter sido pego em uma blitz do Detran na zona sul do Rio de Janeiro, com a carteira de habilitação vencida, e ter se recusado a fazer o teste do bafômetro.

Tal e qual faziam os milicos e seus asseclas quando incomodados com questionamentos de certas iniciativas que tomavam, então, investiam-se de uma representatividade que lhes faltava legal e moralmente sapecando, 'O Brasil não comporta mais esse tipo de comportamento'. Pronto. Estava desqualificado o interlocutor. Não por coincidência, Aécio é acusado de censurar parte da imprensa mineira que teve coragem de denunciar-lhe os desmandos, bem como, no início da atual campanha, tentou calar os blogs que não rezam por sua cartilha, através de uma ação judicial.

Diante dessa postura assumidamente truculenta, não estranha seu regozijo, manifestado em telefonema a Marina Silva flagrado por duas repórteres da Folha de São Paulo, com o mal súbito que acometeu a presidenta Dilma logo após o debate; muito menos a repetição da postura desrespeitosa contra Dilma, assim como havia tentado fazer com Luciana Genro.

Enfim, quanto mais avança a presente campanha e mais vai se revelando o perfil de Aécio Neves, mais ficamos sabendo do porquê ele estar mais pra Dado Dolabella do que para o conciliador Tancredo Neves. Este sempre se mostrou tolerante mesmo quando foi acusado de participar de um governo acusado de "mar de lama", expressão agora exumada por Aécio com a mesma irresponsabilidade que carregava em 1954 e que levou um presidente constitucionalmente eleito ao suicídio.

Quanto ao tal Dado, embora apresente-se como ator, adquiriu notoriedade porque frequentou os noticiários muito mais por envolvimento em escândalos noturnos, recorrentemente recheados pro espancamentos de mulheres, do que por algum papel de ator digno de registro. Bem que a sabedoria popular diz, 'Os semelhantes se atraem'.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Haja podridão. Presidenta do TCE, nomeada por Aécio, é esposa de réu do mensalão

Clésio Andrade, Adriane Barbosa (presidente do TCE-MG) e o ex-governador Antônio Anastasia: Uma mão lava a outra

No debate da Band realizado na terça-feira 14 a candidata petista Dilma Rousseff pediu aos eleitores que consultassem o site o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), para saber dos malfeitos do candidato Aécio Neves, do PSDB. Os governos Aécio e Antônio Anastasia deixaram de investir R$ 16 bilhões na Educação e na Saúde.

Quem tentou, sabe o que aconteceu. Primeiro, o TCE-MG tirou o site do ar após o debate. Ontem, quando voltou a funcionar, os relatórios das contas governamentais do Estado, que comprovam as denúncias de Dilma, sumiram. À custa de muita pressão, os documentos reapareceram no início da noite dessa quarta-feira 15.

Por e-mail, o leitor Gerson Carneiro, nos passa esta bomba: “Adriene Barbosa de Faria Andrade, presidente do TCE-MG é esposa do Clésio Soares de Andrade. Clésio foi vice-governador do Aécio. Ele é o dono instituto Sensus, que divulgou a pesquisa fajuta que dava 17 pontos à frente para o Aécio”.

Teria sido coincidência o “apagão” no site do TCE-MG?

Ou teria sido uma tentativa de golpe por parte de TCE-MG para proteger mais uma vez Aécio, como denunciou ao Viomundo o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG)?

É difícil acreditar na primeira hipótese:

1. Em 2006, Adriene Barbosa foi indicada e nomeada pelo então governador Aécio Neves para o cargo de conselheira do TCE-MG. Foi corregedora do tribunal (biênio 2009/2010), vice-presidente (2011/2012) e agora presidente.

2. Em 2002, Clésio foi eleito vice-governador de Minas Gerais, juntamente com o governador Aécio Neves. Entre 2011 e 2014, foi senador da República, ao assumir a cadeira de Eliseu Resende.

3. Clésio é réu do mensalão tucano. É acusado de peculato e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, tentado ocultar recursos recebidos de Marcos Valério na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998 – Clésio era candidato a vice.

4. Clésio era o único réu do mensalão tucano que havia permanecido no Supremo Tribunal Federal (STF). Alegando motivos de doença, renunciou ao mandato de senador este ano.

Se a presidência do TCE-MG estivesse nas mãos de um petista, com “currículo” semelhante ao da doutora Adriane e de seu esposo Clésio, o mundo já teria vindo abaixo.

Retirada do site do ar e o sumiço dos documentos, que incriminam os governos Aécio e Antônio Anastasia, seriam escândalo nacional.

Isso sem falar no aparelhamento da máquina pública pelo PSDB e aliados, do qual sempre acusam o PT.

É como dissemos na reportagem Assessor de Bruno Covas flagrado pela PF ganha R$ 9 mil e é assessor da presidência da Cetesb: quem tem padrinho tucano, não morre depenado.

(Conceição Lemes/Viomundo)

Aécio joga a pedra da velha política e esconde a mão encenando ser mudança

A turma da 'mudança'

Aécio Neves pediu a seu eleitor Ronaldo Fenômeno que tentasse uma aproximação com o pessoal do Bom Senso FC. Ao mesmo tempo, telefonou para José Maria Marin, outro eleitor dele, em Pequim, desejando-lhe sorte antes do jogo contra a Argentina e, depois, parabenizando-o pelo resultado, segundo a CBF divulgou.

Na reinauguração do Mineirão, em abril do ano passado, Marin participou das homenagens a Aécio e o sítio da CBF também noticiou com destaque, coisa que o político escondeu em sua página ao ocultar tanto a foto quanto o nome do cartola.

Atitudes que fazem parte do jeito dele de ser, mineiro, maneiro e, agora, marineiro.

Quando tinha apenas 25 anos, Aécio foi nomeado diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.

Era ministro da Fazenda, no governo Sarney, seu parente, Francisco Dornelles.

Havia três anos que a revista "Placar" denunciara o caso que ficou conhecido como o da "Máfia da Loteria Esportiva" e o presidente da CEF, ex-senador por Pernambuco, Marcos Freire, determinou que o banco, até então nada colaborativo nas investigações, não ocultasse coisa alguma, até para tentar restabelecer a credibilidade da Loteca.

Aécio fez que atenderia, mas não atendeu, apesar de publicamente lembrado do compromisso pelo diretor da revista num programa, na rádio Globo, comandado por Osmar Santos.

Em 2001 quando Aécio já era presidente da Câmara dos Deputados, uma nova simulação.

Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, e do mesmo partido de Francisco Dornelles, o Partido Popular.

A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.

Aécio deixou uma carta a favor da abertura do processo, sem qualquer valor prático. E deixou de votar, o que teria consequência.

Conselheiro do Cruzeiro, foi Aécio quem fez do ex-presidente do clube, Zezé Perrela, o suplente de Itamar Franco, eleito senador, aos 80 anos, em 2010, e falecido já no ano seguinte.

Tudo isso, e apenas no que diz respeito, direta ou indiretamente, ao futebol brasileiro, revela um estilo, um modo de ser.

Que não mudará, caso seja eleito presidente da República, o futebol brasileiro, como Marin, aliás, acha que não tem mesmo de mudar.
(Juca Kfouri/ via Os Amigos do Presidente Lula)

A "nova" cara do PMDB

Dos 66 deputados eleitos pelo PMDB, para a próxima legislatura na Câmara Federal, 33 fazem oposição ao atual governo, diz o atual líder do partido na Câmara. Isto é, independente de quem for eleito os pemedebistas serão a segunda maior bancada de oposição. No caso de uma vitória tucana, secundando os 70 petistas; e no caso da vitória de Dilma, vindo em seguida dos 55 emplumados eleitos.

Apesar da campanha midiática, Dilma continua favorita. Caso se confirme esse ligeiro favoritismo do momento, então, o PMDB será a segunda maior bancada de oposição ao governo que tem como vice presidente um membro do próprio partido. Perdurará, então, a tática do morde e assopra que faz dos pemedebistas a sigla mais numerosa do país, porém, carregando essa inconsistência política que fez naufragar a candidatura presidencial de Ulysses Guimarães e desde então os relegou à condição de uma confederação de coadjuvantes governistas, independente do matiz político do governo de plantão.

A perspectiva de uma reforma política resultante do trabalho de uma constituinte exclusiva para esse fim pode significar o fim dessa confederação, bem como da crise de identidade shakespeariana que acomete a sigla. Que poderá até diminuir de tamanho, todavia, adquirirá outra fisionomia diferente da atual.

Com a família Sarney batendo retirada, mas com Renan Calheiros fortalecido pela eleição do filho para o governo de Alagoas, assim como pode ficar o senador Jader Barbalho, caso eleja o filho governador do Pará, poderemos ver transferido esse comando para mãos mais centralizadoras, na hipótese da vitória de Dilma, ficando o controle sob a batuta do paulista Michel Temer, do nordestino Renan, e dos nortistas Barbalho e Eduardo Braga(mesmo que este perca as eleições poderá virar ministro da integração), sem contar o capixaba Paulo Hartung.

Assim, perderiam poder Henrique Eduardo Alves(mesmo como governador do R.G. do Norte); Gedel Vieira Lima, na Bahia; Romero Jucá, em Rondônia; e o próprio Eduardo Cunha, no Rio de Janeiro. Postos à margem na máquina partidária e sem espaço em um futuro governo, essas lideranças só teriam o caminho da porta de saída a seguir. Será que essa elucubração abriria caminho para que o PMDB tivesse candidatura própria à presidência da República, em 2018?

Festival de trapalhadas

Onde andará o 'cheque-voto'?

Incrível a inércia, pra não dizer insensibilidade, do governador Simão Jatene. Dezenas de famílias 'moraram' por cinco meses no pátio do Palácio dos Despachos, obviamente sem incomodar o governador que lá não pisa, desalojados que foram de um terreno que seria pertencente ao próprio governo do estado e até hoje não foi dada qualquer solução para o drama dessas famílias.

No entanto, é sabido que houve farta distribuição de cheques moradia sem que os beneficiários fizessem parte sequer de uma relação feita em folha de papel sem timbre, o que só aumenta a suspeita de uso eleitoreiro daquela ação governamental.

Passados dois meses da hospedagem no PD, agora os mesmos sem teto resolveram acampar no pátio da COHAB, ou seja, o orgão governamental que existe pra solucionar esse tipo de situação acaba servindo de refúgio para as vítimas da inação do governo. Pior: em reunião entre as partes, o governo autorizou aquelas famílias a  achar um terreno onde possam ser construídas suas casas.

Como assim? Eles já não tinham achado, na localidade de Maracacuera, distrito de Icoaraci, e foi o próprio governo que os expulsou de lá? Diante desse festival de trapalhadas e ações suspeitas de burla à legislação eleitoral, o melhor que a COHAB podia fazer neste momento é deixar o prédio ora ocupado na mão desses e ir à luta tentar solucionar o problema. Se o problema for sede, então, que ocupe o gradil do outrora palácio governamental. Ninguém notará. Credo!

Negócios explicam ataques da mídia a Dilma

O Grupo Abril está em processo de quebra. Depois de duas reestruturações, uma no ano passado e outra em meados deste ano, com demissões de centenas de empregados, despeja o fel de seu fracasso empresarial contra o atual Governo, na esperança de que um novo governo, nomeado por ele, lhe venha salvar os negócios. A fonte do ódio é uma só, dele e do Sistema Globo: uma ligeira queda, ou mais propriamente, uma falta de crescimento das verbas publicitárias oficiais canalizadas para os dois grupos.

Na atual reestruturação, o Grupo criou sintomaticamente, entre as quatro novas unidades, a unidade de “Notícias e Negócios”. Isso sim. Para a Abril, notícia é negócio, e negócio é notícia. É manipulando notícia que ela faz negócio. Daí, a necessidade de colocar sob a mesma autoridade executiva os dois segmentos. Não se pode separá-los. Noticia-se o que dá dinheiro, e negocia-se a notícia. O Grupo Abril atingiu a perfeição em sua nova reorganização. Sua estrutura reflete sua ética jornalística, sua peculiar liberdade de imprensa.

Dilma paga um preço alto, na forma de uma conspiração golpista jurídico-midiática capitaneada por Veja e Globo contra sua candidatura, por conta de reduzir, mesmo que ligeiramente, a mamata do dinheiro público que alimenta as receitas milionárias dessas duas mídias responsáveis pelos mais torpes ataques nessa campanha. A reorganização da verba publicitária iniciada no governo Lula infelizmente não foi muito mais longe com Dilma, mas só a ameaça de isso ser retomado no próximo mandato põe os golpistas em pânico.

Teme-se também um novo marco regulatório da mídia, que espalha o pavor entre os grandes oligopólios da comunicação no Brasil, em especial os televisivos. Na verdade, quando se fala em regulação todos eles tremem nas bases. Afinal, prevalecem estruturas oligopolistas que transformaram a comunicação no Brasil num campo de manipulação de algumas famílias privilegiadas, usando, no caso do rádio e televisão, meios públicos de difusão estruturados sobre concessões do Estado.

O eventual governo Aécio, se vier a acontecer, é a salvação dos grupos Abril e Globo. Aécio literalmente comprou a aprovação de seu governo mediante manipulação por parente próxima de verbas publicitárias do Estado em conluio com grande parte da imprensa mineira, uma das mais corruptas do país. É um peixe gordo que, se cair na rede da Abril e da Globo, alimentará fartamente toda a mídia venal, garantindo, porém, os nacos mais saborosos para as duas instituições que, junto com Estadão e Folha, estão à frente da campanha pró-Aécio.

(J. Carlos de Assis/ via Blog do Gerson)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Depois do pífio desempenho de Aécio, ontem na Band, Globo cancela entrevistas com os presidenciáveis. Cancelará o debate?

Já vi esse filme antes, com o mesmo PSDB e com a mesma emissora demotucana TV Globo.

Em 1998, FHC já estava quebrando o Brasil e não queria debates. Todos os demais candidatos queriam. A TV Globo cancelou dizendo que "não foi possível chegar a acordo" sobre as regras com as campanhas dos candidatos. Resultado: foi a única eleição presidencial após a ditadura sem nenhum debate. FHC venceu.

Agora a história se repete nas entrevistas no Jornal Nacional. A TV não poderá agir muito diferente com os dois candidatos (só um pouco para favorecer Aécio), senão o próprio eleitorado telespectador percebe. E a agenda política que o PSDB queria impor virou contra Aécio.

De repente o discurso anti-corrupção começa a favorecer Dilma, que não tem esqueletos escondidos no armário, nem histórico de impunidade, e desfavorecer Aécio, que tem dezenas de escândalos de corrupção, inclusive recentes, abafados e um histórico de impunidade.

A Globo também tem medo de perguntar sobre casos de corrupção e Dilma citar que todos funcionários pegos são afastados e punidos no governo dela, inclusive uma funcionária da Receita Federal condenada por furtar um processo de sonegação do imposto de renda sobre a própria TV Globo na compra de direitos de transmissão da Copa da Fifa em 2002.

Então o JN resolver cancelar as entrevistas alegando falta de acordo com as candidaturas sobre as regras da entrevista.

Não será surpresa se a dupla PSDB-Globo também resolver cancelar o próprio debate na Globo marcado para a semana que vem.



(Os Amigos do Presidente Lula)

Choque de realidade

A Petrobras obteve mais um recorde de produção de petróleo no Brasil, no mês de setembro. Segundo a empresa, foi produzida uma média de 2,23 milhões de barris de óleo no país, em setembro, incluindo os campos operados pela estatal para seus parceiros. O volume é 0,3% maior do que o de agosto, que já havia sido recorde. O resultado foi motivado, principalmente, pelo aumento da produção das plataformas P-55 e P-62, no campo de Roncador - Bacia de Campos -, e Cidade de Paraty, no campo de Lula Nordeste - Bacia de Santos. Cinco novos poços de produção marítima iniciaram operações nas duas bacias.

O número de passageiros de avião no Brasil em 2013 atingiu recorde histórico, com 109,2 milhões de pessoas. Os dados fazem parte do Anuário do Transporte Aéreo de 2013 e foram divulgados hoje (15) pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys. O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco também participou da cerimônia. Do total de ususários, segundo a Anac, 90 milhões foram passageiros em voos domésticos e 19,2 milhões em voos internacionais.

Segundo dados divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país criou 123.785 empregos no mês passado. Setembro atingiu o melhor nível desde fevereiro deste ano, quando haviam sido criados 260.823 postos de trabalho na série sem ajustes.

Como se constata, a vida não está fácil para o mundo maravilhoso do aecismo, principalmente depois que veio à tona que seu choque de gestão em Minas andava totalmente desajustado com o que determina a lei no tocante à aplicação dos recursos para a saúde, sendo obrigado a assinar um termo de reajustamento a fim de sair da marginalidade administrativa.
(Informações da Agência Brasil)

A Viagem


Como se vê, o choque de gestão precisou de um termo de ajustamento para voltar aos trilhos do bom uso do dinheiro público. Com isso, os 92% de aprovação(com quanto o "regular" contribuiu para esse estratosférico índice?) foram ressupinamente transformados em pó(hein?) e os tucanos e seu 'choque' mandados à tonga da mironga do kabuletê.

Não importa, o candidato continuará viajando nas asas da fabulação tentando enganar o povo brasileiro. E não adianta a malvada Dilma aplicar-lhe um choque de realidade. Logo, logo a família Perrela reabastece a aeronave que parte direto de Cláudio pra depois, para mais uma viagem fantástica. Credo!

FHC é um dos maiores biltres da nossa história política


Talvez por isso ele tenha deportado a amásia para a Espanha, quando descobriu que ela estava grávida, assim seria um corno de primeiro mundo, afinal, o exame de DNA comprovou que o filho que a dita amásia teve não era de FHC, como ele imaginava.

No entanto, o reconhecimento covarde e acafajestado da paternidade serviram pra mostrar tratar-se de um indivíduo sem caráter, desrespeitoso e cínico, pois só reconheceu tudo, o romance e a paternidade(ilusória), após o falecimento da esposa, Professora Ruth Cardoso. Que esperar de um celerado dessa laia, quando se refere ao povo brasileiro? Somente as aleivosias que assaca desde sua malsinada tese sociológica, prenhe de subdesenvolvimento mental transferido ao conjunto da população, recalque que só aumentou depois que o povo o enxotou, e a seu partido, do comando do país.

Se o PSDB continuasse no governo, o salário mínimo, hoje, seria de R$400,00

A imprensa noticia que o salário mínimo está muito alto, na opinião do candidato do PSDB e de seu futuro ministro da Fazenda. Ambos estão corretos, pois no governo do PSDB, entre 1995 e 2002, o salário mínimo variou de R$ 100,00 (maio de 1995) a R$ 200,00 (maio de 2002). Com este valor comprava-se apenas 15% da cesta básica necessária para o sustento mensal do trabalhador e sua família (cf. DIEESE).

Quando Arminio Fraga foi nomeado para o Banco Central, em 1999, o aumento atribuído ao mínimo, em maio daquele ano, foi irrisório. Passou de R$ 130,00 para R$ 136,00, seis reais de aumento anual ! Jamais se viu tamanho desprezo pelo salário do trabalhador brasileiro.

Nos oito anos seguintes, sob Lula, o salário mínimo aumentou de R$ 240,00 (maio de 2003) para R$ 510,00 (janeiro de 2010), e seu poder aquisitivo, relativamente á cesta básica, foi ampliado, dos 15% para 26% da cesta calculada então em R$ 1.987,00. Um aumento de 40%, em percentual, no espaço de 8 anos. Dilma Roussef preservou esta política e para 2014 fixou em R$ 724,00 o valor do mínimo, equivalente a 38% da cesta básica do trabalhador e sua família (que custou, naquele mês de janeiro de 2014, R$ 2.748,00, segundo o DIEESE).

O salário em dólares, durante o governo do PSDB, ficou em torno de US$ 100,00, mas chegou a cair para US$ 50,,00, em outubro de 2002, quando a taxa de câmbio desvalorizou-se para R$ 3,95/1 US$. Hoje o valor do mínimo em dólares está triplicado, equivale a US$ 300.

Não admira, portanto, frente a esse histórico de 20 anos, que Aécio e Fraga considerem que foi excessivo o aumento real do salário mínimo. Se não houvesse ocorrido troca do partido governante, teríamos hoje, provavelmente, um salário mínimo inferior a R$ 400,00, na melhor das hipóteses !

Os benefícios da política de valorização salarial dos governos petistas são muitos. Por um lado ficou demonstrado que aumento de salário não gera inflação nem desemprego. Ao contrário, a ampliação do mercado interno decorrente de melhorias salariais permite economias de escala em empresas fabricantes de bens de consumo popular, fator de redução dos custos unitários de produção.

Por outro lado, com a expansão do mercado interno criou-se um fator de compensação que tornou a economia nacional mais resistente às oscilações do comércio internacional, As políticas de crédito e de isenções tributárias, adotadas a partir da crise internacional de 2008-2009, fortaleceram a economia brasileira e a tornaram resistente a fatores exógenos, graças ao manejo saudável dos instrumentos monetários e fiscais, acionados para garantir sustentabilidade ao crescimento econômico.

O crescimento sustentável dos dois governos do PT permitiram uma expansão de 30% do PIB real per capita dos brasileiros, entre 2002 e 2013 (cf. Vinte anos da economia brasileira). Um resultado que jamais seria obtido sem a troca do partido governante, pois durante os oito anos de gestão do PSDB o que se viu foi a estagnação do PIB real per capita (idem). Esta melhoria do poder aquisitivo do brasileiro decorreu diretamente da política de valorização salarial, peça central mas não a única, dos esforços de expansão do mercado interno.

Frente a tais resultados, fica difícil entender as objeções de Aécio e de Armínio relativamente aos salários atuais. Seu principal argumento diz respeito a um suposto divórcio entre aumentos salariais e produtividade, este conceito mítico tão ao gosto do grande capital. Mas eles se referem apenas à produtividade do trabalho, esquecendo de aplicá-la ao outro fator de produção, o capital, representado por espaço físico, máquinas e equipamentos, cuja análise permitiria desvendar fontes de desperdício com raiz na anarquia da produção capitalista.

Aécio e Armínio, e tantos outros representantes do pensamento econômico colonizado, parecem ingênuos ao recorrer à simplificação excessiva de um conceito teórico complexo, como é o caso da produtividade. Os que entendem do assunto, sabem que sua análise não pode ser apenas financeira, pelo contrário, exige reflexão sobre variáveis físicas, a relação entre horas trabalhadas e quantidades produzidas, tarefa nem sempre fácil nem ligeira.

Por outro lado, dada a heterogeneidade tecnológica do parque produtivo brasileiro, um estudo profundo indicaria a ocorrência de níveis distintos de produtividade entre os muitos setores e ramos da produção instalados aqui. Por enquanto, sem dados empíricos de comprovação de suas teses, as falações sobre produtividade destinam-se mais a confundir do que a esclarecer a opinião pública. Finalidades eleitoreiras, talvez.

À esquerda, as correntes nacionalistas temem o retorno das políticas retrógradas do PSDB, multiplicadoras da dívida pública e facilitadoras do sucateamento do patrimônio coletivo. Conter salários e impedir a expansão do mercado interno faria do Brasil um imenso canteiro de obras destinadas à modernização de corredores de exportação, por onde escoariam a preços irrisórios o fruto do nosso trabalho, ao mesmo tempo em que seríamos invadidos por importações destinadas a minimizar a crise instalada nos países centrais. Como no tempo do liberalismo imperial e da famigerada, sinistra, década de 1990. Nada disso interessa aos brasileiros. É hora de reagir e denunciar a leviandade dos argumentos que criticam os salários vigentes no Brasil.

(Ceci Juruá/ via Carta Maior)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dornelles, o homem-bomba da CPI da Petrobras que constrange Aécio


Dornelles
Foto: Roberto Stuckert Filho


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Senador e primo do candidato tucano presidiu o PP, responsável por Paulo Roberto Costa, o investigado, chegar aonde chegou na Petrobras. Um depoimento seu poderia ajudar a entender a engrenagem do esquema
 
Testemunho do primo de Aécio à CPI da Petrobras poderia ser contribuição importante, não fosse incômoda

Em depoimento na Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, disse que foi indicado pelo PP (Partido Progressista) para a diretoria de Abastecimento da empresa. Proibido pelo juiz Sérgio Moro de citar nomes de parlamentares ou autoridades que detivessem foro privilegiado, Costa citou apenas o nome de José Janene, ex-deputado, morto em 2010.

No entanto, Costa fez questão de afirmar que só conheceu Janene em 2004. É obvio que já conhecia outros membros do PP bem antes disso, afinal não se imagina que um esquema de corrupção clandestino recrute profissionais através de anúncios de empregos nos classificados de jornais ou internet do tipo "Procura-se diretor corrupto. Exige-se, além da capacidade técnica, intermediar propinas junto a empreiteiras. Remuneração: participação no rateio das propinas".

Um dos principais líderes do PP em 2004 era o senador Francisco Dornelles (RJ), que tornou-se presidente do partido a partir de 2007, ficando até 2103. Segundo o depoimento de Paulo Roberto, foi a partir de 2007 que passou a ter mais obras em refinarias, sua área de atuação e que o esquema teria produzido mais movimentação financeira.

Não vamos aplicar a deturpação da teoria do domínio do fato para criminalizar o senador Dornelles apenas por ele ser presidente do partido. Mas no mínimo ele foi uma testemunha privilegiada de boa parte do que se passou neste período, nas conversas e reuniões partidárias.

Como senador e homem público, deve seu testemunho à CPI da Petrobras para explicar como foi o processo de aproximação de Paulo Roberto Costa com o PP, e descrever como se dava a relação do ex-diretor com o partido no período em que foi presidente da agremiação.

Mas há problemas políticos no caminho, típicos da disputa eleitoral, para este depoimento acontecer.

O senador Dornelles é também primo do candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, para quem faz campanha no Rio de Janeiro, onde é também candidato a vice-governador de Luiz Fernando Pezão (PMDB), a disputar o segundo turno. Aliás, o próprio Dornelles assinou a nomeação do então jovem recém-formado Aécio Neves diretor da Caixa Econômica Federal quando foi Ministro da Fazenda de José Sarney em 1985, o que torna mais conturbado seu necessário testemunho em uma CPI em meio ao processo eleitoral.

Infelizmente, o juiz Sérgio Moro se contentou com a resposta, bem orientado por advogados da defesa, que incrimina apenas o ex-deputado morto e a citação da sigla partidária, sem perguntar como ocorreu o processo anterior de aproximação de Paulo Roberto com o PP, que desvendaria para o cidadão brasileiro como nascem esses esquemas de corrupção que cooptaram um engenheiro de carreira e concursado.

O depoente, por instrução do juiz para não anular o depoimento, não poderia citar nomes de pessoas com foro privilegiado, referindo-se a eles como "agentes políticos", mas precisava detalhar como se deu sua própria atuação desde o começo, como foi a aproximação de um técnico de carreira concursado com agentes políticos do PP para cometer atos ilícitos e obter vantagens indevidas.

Em nome da transparência e do interesse público, se a Justiça Federal do Paraná deixou esta lacuna, a CPI precisa preenchê-la. Além da punição criminal de envolvidos, função de CPI é também aprimorar as instituições levando à criação de leis, normas e sistemas que evitem que tais esquemas se repitam. Conhecer a gênese e o funcionamento da engrenagem dos crimes de corrupção é tão importante como punir os responsáveis pelos ilícitos já praticados.

Outro ingrediente explosivo para o ambiente eleitoral é que Paulo Roberto Costa foi diretor da Gaspetro, subsidiária da Petrobras. Segundo seu próprio depoimento, as indicações para diretorias eram políticas desde que ele ingressou na Petrobras, em todos os governos, mas o juiz Moro também não fez perguntas sobre essas nomeações anteriores durante o depoimento. Naquele período, a Gaspetro realizou grandes obras com empreiteiras, como o gasoduto Brasil-Bolívia, e havia parcerias para construir termoelétricas a gás. O PP apoiou também o governo de FHC e indicou pessoas para cargos, inclusive o próprio Dornelles foi ministro do Desenvolvimento (1996-1998), e depois do Trabalho (1999-2002).

Outra solução para o cidadão ter conhecimento com transparência de como se deu a aproximação de Paulo Roberto Costa com o PP seria o próprio juiz Sérgio Moro fazer outro depoimento aberto ao conhecimento público com perguntas que tragam respostas a essas lacunas. Senão, o depoimento já tomado, e explorado eleitoralmente, com versões ao gosto de marqueteiros, e de editorialistas com suas visões subjetivas dos fatos e suas preferências políticas, se tornará peça histórica de interferência indevida no processo eleitoral, qualquer que seja o resultado das urnas.

Detalhe importante que ainda será tratado devidamente: já há colunistas, como Paulo Moreira Leite, que diz ter apurado nos meios jurídicos associando a divulgação anormal do depoimento de Costa a uma possível nomeação do juiz Sérgio Moro a ministro do STF, caso Aécio Neves seja eleito.

(Blog da Helena)

O Cheque Moradia

A propósito da polêmica a respeito do cheque moradia, com O Liberal denunciando que Helder quer acabar com esse benefício; e o Diário citando exemplos do uso eleitoreiro e à margem da lei em troca de votos, gostaria de lembrar o que ocorreu em 2009, durante o governo Ana Júlia, no uso desse benefício, verificando-se a presença constante de critérios para a distribuição, bem como o número de beneficiados anunciado bem antes da concessão e através de seleção, vejam só;

"O Cheque Moradia deve beneficiar, este ano, 1500 servidores públicos do estado. Até o início de abril, 49 orgãos públicos já haviam formalizado termo de adesão para que seus servidores tivessem acesso ao Cheque Moradia. O benefício é concedido aos funcionários que ganham ate três salários mínimos. Estão disponíveis para o ano de 2008 recursos de R$26,5 milhões. Além de 1500 famílias de servidores públicos, mais 150 famílias serão atendidas com o Cheque Moradia Especial, destinado a pessoas em situação de risco, vítimas de incêndio ou acidentes naturais graves."

Como se vê, não se trata de acabar com o benefício, espera-se. Mas é necessário que o governante não desvirtue algo que tem tudo pra ser uma política pública capaz de atender aqueles que mais necessitam.

Meritocracia e as bravatas de Aécio

Meritocracia.

Uma das palavras mais pronunciadas por Aécio nesta campanha é esta, meritocracia.

Faz parte, se entendo, de um esforço de se colocar como um grande gerente. No jargão corporativo, meritocracia é uma palavra muito empregada, bem como outra do repertório de Aécio: previsibilidade.

Como todos sabemos, meritocracia é escolher alguém pelos seus méritos, e apenas por eles.

Num mundo menos imperfeito, a mídia teria tratado de verificar a trajetória de Aécio para ver como, no caso pessoal dele, se manifestou a meritocracia.

Convenhamos: ele é um forte candidato à presidência, e informações sobre sua carreira profissional têm, mais que nunca, um torrencial interesse público.

Mas este mundo é muito imperfeito – e a mídia mais ainda.

A inépcia - ou má fé - de jornais e revistas não impediu, no entanto, que viralizassem na internet documentos que mostram a rápida ascensão de Aécio.

Examinemos o papel da meritocracia em sua jornada, iniciada cedo. As informações estão no site da Câmara dos Deputados. Nenhum repórter teria que suar, portanto, para prestar um serviço relevante aos eleitores.

Aos 17 anos, Aécio foi nomeado secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados. Seu pai, Aécio Cunha, era deputado federal pela Arena.

Segundo o site da Câmara, Aécio permaneceu nesta posição até os 21 anos.

Há, aí, um fato intrigante: conforme perfil feito pela insuspeita revista Época, Aécio fazia faculdade no Rio no mesmo período em que era secretário de gabinete.

Algum jornalista se interessou em esclarecer essa suposta ubiquidade meritocrática?

Mundo imperfeito, mundo imperfeito.

Aos 23 anos, de volta a Minas depois da estada no Rio, foi nomeado assessor pelo avô, o governador Tancredo Neves. Como avós sempre encontram méritos nos netos, Aécio poderia hoje dizer que ganhou o cargo graças à meritocracia.

Tancredo morreria em 1985, pouco antes de tomar posse como primeiro presidente civil depois da ditadura militar. (Ele vencera, ao lado do vice Sarney, eleições indiretas.)

Com Sarney na presidência, Aécio deu um salto. Aos 25 anos, era diretor da Caixa Econômica Federal.

O que o candidato Aécio diria, hoje, de um neto de político indicado para uma diretoria da Caixa aos 25?

Aparelhamento?

Como os jornais, que jamais trataram disso, falariam do caso se fosse um neto de Lula?

No Brasil, aparelhamento é quando os adversários fazem nomeações.

Quando você mesmo faz, é meritocracia. FHC nomeou seu genro diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, e o desnomeou depois do divórcio.

Serra deu emprego a Soninha e família na máquina estadual do PSDB.

Mas nada disso é aparelhamento.

A irmã de Aécio ocupa alto cargo público em Minas. O marido dela é peça-chave na campanha de Aécio. Um primo também.

Tudo é meritocracia, naturalmente.

Graças à meritocracia à Aécio, Minas sob seu governo ficou em 22.o lugar entre os 27 estados brasileiros em crescimento econômico entre 2002 e 2010, segundo o IBGE.

O silêncio da mídia permite bravatas meritocráticas a Aécio. E não só meritocráticas: ele se sente protegido o suficiente para falar em “decência” mesmo depois de construir, com dinheiro público, um aeroporto numa fazenda da família.

Este silêncio é obsequioso, mas não gratuito. Caso Aécio se eleja, as grandes empresas de mídia podem se preparar para as copiosas quantidades de dinheiro público que choverão nelas em anúncios governamentais.

E em resposta à chuva de publicidade, o Brasil subitamente melhorará nas análises de Jabor, Merval, Míriam Leitão. A corrupção desaparecerá dos telejornais, dos jornais, das revistas. Se nem a compra da reeleição de FHC foi notícia, o que haverá de ser?

Como disse um genial economista conservador, “não existe almoço grátis”.

(Diário do Centro do Mundo)