Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Reforma da Previdência de Temer é cruel com mulheres


A proposta de Reforma da Previdência, apresentada na terça-feira (6) pelo presidente ilegítimo Michel Temer, é de uma profunda crueldade com os trabalhadores, particularmente com as mulheres e os trabalhadores rurais, avalia a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

A reforma eleva a idade mínima e o tempo de contribuição paras as mulheres se aposentarem, igualando aos homens.

O ataque às mulheres se deve, na avaliação da deputada, porque a Reforma não leva em conta a tripla jornada a qual as mulheres são submetidas na sociedade. Pois, mesmo com a entrada feminina no mercado de trabalho, o espaço doméstico e seus afazeres continuam sendo majoritariamente destinados às mulheres.

“É de uma profunda crueldade com as mulheres, porque nós trabalhamos muito mais que os homens. E a constatação de que as mulheres têm tripla jornada foi o que levou a Constituição de 88 a assegurar que nós tivéssemos uma aposentadoria diferenciada, com menor tempo de serviço, para que as mulheres pudessem chegar à aposentadoria”, explica.

Segundo Kokay, a realidade da tripla jornada das mulheres em 1988, quando da promulgação da Constituição Federal, não mudou. Como conseqüência, são as mulheres as que mais adoecem com patologias relacionadas ao trabalho, “porque são submetidas a condições que as fazem atuar para além dos seus próprios limites”.

Para ela, equiparar a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres é estabelecer condições iguais para realidades que são diferentes.

É uma das reformas mais violentas no âmbito geral de retrocesso em todos os direitos já conquistados desde a Constituição de 88 – Eleonora Menicucci


“Não se pode considerar que há condições iguais entre homens e mulheres para a aposentadoria, quando não há condições iguais no mercado de trabalho, nem no dia a dia, na própria sociedade. É uma profunda injustiça. É preciso estabelecer condições diferentes para realidades diferentes”, aponta.

“É ignorar, inclusive, a divisão sexual do trabalho determinada pelo patriarcado”, completa a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci.

Além da diferença social, a ministra ressalta que unificar a idade para aposentar entre homens e mulheres desconsidera as particularidades biológicas.

“As mulheres engravidam, amamentam, menstruam e ficam na menopausa. Isso, já por si só, coloca o corpo feminino diferente do corpo masculino e colocar uma carga de trabalho muito maior sobre o corpo ta mulher.

A ministra ainda ressalta o ataque da Reforma na trabalhadora rural. “Foi apenas nos nossos governos, do PT, que conseguimos a aposentadoria para o trabalhador rural. Então se essa reforma passar, a trabalhadora rural vai voltar ao período da escravidão. Será muito pior do que para a trabalhadora urbana”, aponta.
Mais um golpe contra as mulheres

A deputada Erika Kokay afirma que a Reforma da Previdência é mais uma prova que esse governo golpista de Temer não tem como bandeira a construção de igualdade de oportunidades ou equidade de gênero.

“Em verdade esse governo agudiza, reforça e expressa a desigualdade histórica e cultural que penaliza as mulheres, primeiras vítimas mais imediatas de qualquer regime de exceção ou de qualquer retirada de direitos e é isso que nós estamos vendo com essa Reforma da Previdência”, enfatiza.

Na avaliação de Menicucci, a Reforma da Previdência proposta pelos golpistas “é uma das reformas mais violentas no âmbito geral de retrocesso em todos os direitos já conquistados desde a Constituição de 88”, e impacta violentamente na vida das mulheres.

E destaca que foi a luta das mulheres que conseguiu incorporar a perspectiva de gênero na Seguridade Social.

“A unificação da idade para aposentaria é uma falácia e representa a volta à idade média, à idade das trevas, quando nenhum direito era garantido”, lamenta.

A ministra, porém, acredita na força de luta das mulheres, para fazer um movimento enorme de pressão junto ao Congresso Nacional para barrar essa Reforma.
(Agência PT de Notícias)

Porcina, Itararé e a inutilidade


Na UTI Brasil, os(as) doutos(as) de preto decidiram: Renan fica mas não vai. Quer dizer, continua na presidência do Senado, mas, se for necessário, ficará impedido de eventualmente substituir o Traíra.

No final, pareceu uma sessão Porcina, onde tudo que poderia ter sido acabou não acontecendo. Fora a salomônica deliberação, que por si só já representou um não acontecimento, tivemos o arroubo de vozão do ministro Teori Zavascki puxando a orelha de quem critica publicamente decisão de um colega.

Tivemos, ainda, um pungente desagravo do ministro Ricardo Lewandowski ao colega Marco Aurélio Mello, cujo voto, segundo Lewandowski, constituiu-se exemplo de desassombro e competência jurídica.

No fundo, o velho cacoete que manda 'faça o que eu digo, mas não faça o que faço'. O ex-presidente do STF pediu ao desafeto Gilmar Mendes que o esquecesse, no entanto, ele, Ricardo, mostrou que não esqueceu Gilmar.

Na verdade, a impressão que deu é que as duas manifestações só aconteceram porque Gilmar estava ausente, assim como estava ausente também o ministro Luís Roberto Barroso, que havia classificado como 'golpe de estado' a desobediência do Senado.

Quem também foi,viu e quase não votou foi Dias Tofolli. Justificando estar em outra atividade interna, fez o usual, seguir Gilmar. No caso, Celso de Mello,o porta-voz rococó de Gilmar.

No final, entre feridos e desabonados sucumbiram todos com a mórbida decisão. Se Temer e Renan estão se decompondo como titulares de poderes, pra que tanto tititi?

Mais adiante, na sede de um desses poderes envolvidos no tal tititi, finalmente ouviu-se o barulho de uma descarga sanitária, seguido da redução do mau odor. Em seguida, foi possível ver o senador Jorge Vianna enxugando o rosto e com ares de quem se livrou de um colossal perrengue. Credo!

Um golpe que cai


Por que o golpe se despedaça na sarjeta como um bêbado trôpego, sem que ninguém consiga recolocá-lo de pé e apesar da extrema boa vontade da mídia e do mercado com esse frango desossado que se amarrota sob o próprio peso?

Falta ao bêbado golpista algo que não se improvisa quando um ciclo de crescimento de uma nação se esgota e outro pede para ser construído: um projeto pactuado de futuro no qual a maioria da sociedade se enxergue e com o qual se identifique.

O oposto ocorre no Brasil agora - na verdade já ocorria desde 2012 quando se esgotou o fôlego contracíclico do Estado brasileiro e a desordem neoliberal no mundo não deu sinais de arrefecimento.

Se o PT demorou a perceber o esgotamento de uma era do capitalismo desregulado, e que os bons tempos de comercio mundial crescendo o dobro do PIB não voltariam mais, o golpe foi além.

Continuou a apostar na autossuficiente restauração de um neoliberalismo tardio, enquanto seus fundamentos estrebuchavam no plano mundial, em altos decibéis a partir da vitória de Donald Trump nos EUA

A aliança da mídia com a escória, o dinheiro e o judiciário tucanizado foi urdida para derrubar o PT.

O grande consenso dos derrotados em 2002, 2006, 2010 e 2014 teve notável eficácia nesse impulso.

A bem da verdade, contou com a ajuda de um alvo desgastado mas, sobretudo, mortalmente vulnerável por não ter se organizado para o embate de vida ou morte que viria, como veio e o derrotou sem resistência.

A derrota petista - 'sem um tiro', como admitiu Lula - revelou uma outra ilusão não menos desastrosa em seu algoz.

A propaganda midiática de que a restauração da confiança dos mercados no governo faria o resto embriagou os golpistas que agora tropeçam e desabam na sarjeta dos bêbados da história.

Os que assaltaram o poder num processo iniciado em 2 de dezembro de 2015, quando Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, não formavam mais que uma turba antipetista, antissocial e antinacional.

Não é pouco quando se trata de fazer estrago na democracia e revogar a vontade de 54 milhões de eleitores

Mas é insuficiente para compor uma nova espinha dorsal feita de respostas históricas articuladas e fortes o suficiente para estruturar um novo pacto de desenvolvimento.

A crença cega nas virtudes autossuficientes dos livres mercados ficou à espera de que os capitais afluíssem em massa e os investidores fizessem filas nas Bolsas e nos ministérios encarregados de concluir o serviço privatizante iniciado pelo PSDB nos anos 90.

Não aconteceu e não acontecerá: nenhum governo que rasteja e reprime sua gente com o furor insustentável será reerguido pelas mãos dos mercados.

Claramente um condomínio de oportunistas e oportunidades, desprovidos de um projeto de futuro dotado de força e consentimento para reordenar o destino da economia e da sociedade, a aventura golpista tropeça e rodopia como um joão-bobo no meio fio da desordem mundial e ao sabor dela.

Os interesses que se acomodavam no grande ônibus do antipetismo, uma vez concluída a fase alegre dos consensos, digladiam-se agora para decidir o rumo seguinte da viagem, quem vai dirigi-la, quem cobrará as passagens e quem sentará na janelinha.

Reina o furdunço enquanto a sociedade e a economia se dissolvem.

Em menos de cem dias, a autofagia dos apetites díspares derrubou uma Presidenta da República, um presidente da Câmara e colocou a cabeça do Presidente do Senado na linha da guilhotina. A fila pode andar com a cabeça do seu algoz, o ministro Marco Aurélio, caso prevaleça a vontade de seu companheiro de toga, Gilmar Mendes.

É interminável o corredor da morte num projeto que se tornou refém da capacidade de mobilização da extrema direita, dopada pela demência histórica dos justiceiros da Lava Jato.

O resto é o horror que se sucede na crônica dos dias que rugem.

Num Brasil que enfrenta uma queda de 30% na taxa de investimento, comparado o 3º trimestre de 2013 com o de 2016, há obras paralisadas por conta da Lava Jato que já custaram R$ 55 bilhões --o equivalente a tudo o que o governo conseguiu arrecadar com a anistia aos depósitos no exterior.
É só um dos sumidouros por onde a nação escorre.

A industrialização se dissolve, mas os formuladores do vale tudo se preparam para extinguir a exigência de conteúdo nacional na exploração das reservas do pre-sal --talvez o último impulso industrializante capaz de erguer uma ponte entre a defasagem tecnológico nacional e a quarta revolução industrial em curso no mundo...

A única forma de deter esse comboio irrefletido é opor ao desvario um projeto de repactuação negociada do desenvolvimento.

Em vez da lógica bêbada dos golpistas, uma frente única de sobriedade política e responsabilidade histórica para devolver aos brasileiros a experiência inestimável de reassumir o comando do seu destino e acreditar nele.

Sem isso, o golpe que cai arrastará o conjunto da sociedade para uma ressaca histórica desesperadora.
(Saul Leblon/ Carta Maior/ via blog do Miro)

Herói de merda


No dia de ontem, os advogados de Lula denunciaram o malsinado juiz Sérgio Moro como militante do PSDB. Ilustraram a acusação mostrando o verdugo curitibano em convescote com o suspeitíssimo trambiqueiro Pedro Taques, governador do Mato Grosso, má companhia a quem se pretende exemplo de honradez.

Sob blindagem midiática e alheio as acusações, à noite lá estava Moro confirmando as acusações conforme atesta a reveladora foto acima. Há uma outra foto circulando nas redes sociais em que José Serra aparece fazendo gracinhas diante da esposa do juiz. Esta, com uma taça de vinho nas mãos parece bem à vontade e sem qualquer indício que poderia jogar o vinho na cara do indecoroso privata, como fez a senadora Kátia Abreu quando foi acusada de namoradeira pelo vampiresco ministro golpista. Afinal, a sra. Moro é figura antiga no staff tucano do governo paranaense.

Moro não é honesto, muito menos faz questão de mostrar o que não é. Trata-se apenas de um factotum dos poderosos, independente se os mandantes são daqui ou dos EUA. Seu salvo conduto é a cobertura midiática que o alçou à condição de herói.

Triste a pátria que necessita de heróis pra edificar sua história, dizia o dramaturgo Bertold Brecht. Agora imagina quando os exemplos são da laia de um Sérgio Moro, que já vem de longe enlameando a toga que veste e nadando contra a maré dos princípios que o direito impõe aos seus operadores. Só pode dar nisso: herói desses sombrios tempos temerários.Triste mesmo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Olha essa, Zenaldo. Prefeito eleito sugere sua própria prisão.


O prefeito eleito do município de Osasco, grande São Paulo, declarou tolerância zero com a corrupção e respeito total com o dinheiro público.

Diante disso e sabedor da folha corrida do indigitado, o Ministério Público do estado deflagrou a quinta fase da operação Caça- Fantasma ensejando a justiça colocar atrás das grades 13 vereadores daquele município, responsabilizados por um esquema fraudulento que deu prejuízo de R$ 21 milhões aos cofres de Osasco, na contratação de funcionários fantasmas.

Rogério Lins(PTN), o tal prefeito eleito, seria o 14º preso, no entanto, encontra-se foragido depois de pregar tolerância zero com a corrupção, obviamente não esperando os resultados de sua sugestão.

Lembra aquelas dezenas de coxinhas que iam às ruas com cartazes contra corrupção e, atos contínuos, eram atendidos pela PF em função da imensa gama de malfeitos cometidos quando não estavam protestando.

Conclui-se, então, que assim como o inferno está cheio daqueles que aparentam ter boas intenções, as cadeias do Brasil estão apinhadas de gente que vestiu camisa camisa da CBF, foi pra rua zurrar contra a corrupção e acabou tendo destino semelhante ao de José Maria Marin. Credo!

IMPERDÍVEL!



A perseguição judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é tema do livro "O caso Lula: a luta pela afirmação dos direitos fundamentais no Brasil".

A obra, que reúne diversos artigos de autoria de grandes juristas brasileiros, revela um cenário estarrecedor de violação de direitos humanos e de falência do Estado de Direito brasileiro em relação à caçada judicial de que é vítima o ex-presidente Lula.

Sob a coordenação de Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, advogados de Lula, e do professor da Faculdade de Direito da PUC/SP, Rafael Valim, o livro é leitura obrigatória àqueles que desejam compreender a atual conjuntura brasileira.

O livro será lançado no dia 9 de dezembro.

O louco, o tresloucado e a república bananeira


E se o ministro Marco Aurélio Mello fizer o mesmo, ou seja, pedir o impeachment de Gilmar Mendes? Como fica? A presidenta dará seguimento aos processos?

Falando sério, pouco provável que isso ocorra. Todavia essa judicialização da política, que começou lá atrás, quando Tasso Jereissati, Arthur Virgilio Neto, Heloisa Helena, Sérgio Cabral, Agripino Maia, Álvaro Dias e mais uns três ou quatro instituiram o costume de bater às portas do Judiciário toda vez que Lula tomava uma iniciativa que não era do agrado deles.

Foi essa aberração de tentar reduzir as prerrogativas do Poder Executivo submetendo-as ao talante do Poder Judiciário que possibilitou o surgimento do caso dos irmãos Naves do século XXI, vulgo AP 470, posteriormente essa farsa moralista comandada por um togado fantoche dos interesses econômicos de multinacionais do petróleo, acolitado por meia dúzia de fanáticos religiosos oriundos do Ministério Público, que contribuiram enormemente para a esculhambação institucional ora vivida, bem como para que o Poder Judiciário se tornasse exemplar no desrespeito à Constituição Federal.

Esse caos nos permite ao menos perceber que o tapete togado parece fabricado para aquelas séries da tevê estadunidense onde loirinhas com aparência de ingenuidade dispõe de super poderes, capazes de lhes proporcionar mudanças arbitrárias nos rumos naturais dos acontecimentos.

Esse tapete, do Judiciário brasileiro, parece também ser sobrenatural a ponto de ser capaz de esconder inúmeras coisas que a vã crença popular nem imagina. Inclusive alguns comportamentos premiados de seus membros, quando em em outros segmentos do serviço público seriam ' premiados' com longas temporadas atrás das grades.

Por isso, é pouco provável que o pedido de Gilmar Mendes contra seu colega dê em alguma investigação, assim como os trocentos pedidos de impeachment contra Gilmar foram parar na lata do lixo mais próxima da autoridade julgadora da reclamação.

Restou a balbúrdia que o país virou depois que derrubaram uma presidenta legitimamente eleita a fim de colocar em seu lugar uma quadrilha de malfeitores, que em poucos meses mostrou um ânimo delinquente incomum e estranhamente ignorado por aqueles falsos pregadores da moral.

Por isso, deixa de ser insólito um ministro do STF referir-se ao colega declarando, "no Nordeste se diz que não se corre atrás de doido porque não se sabe para onde ele vai". Isto antecedido por vários porradais verbais, transmitidos direto do plenário a todos os brasileiros que dispõe de acesso a TV Justiça. Não podia terminar deforma mais melancólica. Uma decisão emanada da mais alta corte jurídica do país solenemente ignorada por outro poder, justamente por ser interpretada como um louco perambulando. Triste!

TEMER, O BREVE


Desarranjos


Dizem as línguas afiadas com boa memória que Michel Temer estava de malas e cuia preparado pra deixar o PMDB fazendo parte do grupo ético(quá,quá,quá) que fundaria o PSDB. Na undécima hora e em comum acordo com seu líder, José Serra, desistiu pois acharam mais importante tê-lo como uma espécie de 'pangarezinho de Troia' na legenda abandonada, do que ser mais um pra disputar espaços no carreirismo privata.

Cada vez mais isolado, a partir do desnudamento das respectivas folhas corridas de seus comparsas mais chegados, Temer vai se agarrando ao tucanato pra ver se ao menos ele consegue estancar a sangria. Parece já ter vendido a alma aos tucanos, dando a entender que não oporá resistência aos golpistas de dentro do golpe, em troca de escapar ileso das delações da Odebrecht.

Enquanto isso, assiste impassível parte do PMDB que não lhe deve obediência ser destroçada na vã esperança que comandará sem sobressaltos aquilo que sobrar da legenda.

Pode até ser que dê certo. No entanto, na maioria dos estados do Brasil o que se vê é a ascensão de uma gama de herdeiros políticos de coronéis pemedebistas em fim de carreira. Fora, talvez, São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia, sob controle temerário absoluto, os demais estados tendem a não submeter-se a comando único, mantendo a tradição confederada que a legenda ostenta desde os seus tempos de MDB.

Assim, tirar do páreo Renan Calheiros, Jader Barbalho, Edison Lobão, Valdir Raupp, Romero Jucá, entre outros, não garantirá um PMDB linha auxiliar dócil do PSDB, caso vingue o golpe dentro do golpe.

Antes, ao contrário, poderá significar a frustração dos planos biônicos da privataria chegar ao poder. Veja-se o exemplo do afastamento de Renan. A primeira coisa que o tucano Aloysio Nunes Ferreira fez foi ir pra cima do petista Jorge Viana, substituto eventual de Renan na presidência do Senado, exigindo a manutenção da pauta da pauta dos trabalhos do Senado Federal.

Hoje, após reunião na casa da presidência do Senado ànoite de ontem, Jorge Viana anunciou exatamente o oposto: suspensão total da pauta dos trabalhos naquela Casa, aí incluída a tramitação da PEC do Fim do Mundo, ponto de sustentação de Michel Temer na presidência do país.

Onde essa zorra vai parar ninguém sabe. Sabe-se apenas que o tal desarranjo institucional caminha para ficar cada vez mais parecido com um desarranjo intestinal. Fatalmente, muita sujeira espalhar-se-á(aaarrrrggghhh) pelo país. Resta saber quem terá capacidade de limpar-se e limpar o ambiente para que tenhamos um futuro com ar mais respirável. Dureza!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vejo tudo escurecido


Afastaram Renan porque imaginam ser mais fácil pressionar um petista acuado do que um presidente pertencente ao partido que comanda o Poder Executivo.

Nesse momento de desarranjo institucional, é flagrante que o golpismo que se prepara para realizar a segunda etapa dessa agressão à democracia procurando enfraquecer todos aqueles que desempenham algum protagonismo na cena política brasileira e não rezam resignados pela cartilha da privataria tucana.

Depois da surra que Moro levou no Senado,semana passada, agora vem o troco da direita traduzida na manifestação de ontem com apoio total à Lava Jato e centrando fogo apenas em Renan Calheiros.

Vejamos se haverá troco, ou se Temer e sua trupe vão encarar o golpe dentro como um rito de passagem, em troca de escaparem ilesos das delações da Odebrecht. Seria a consolidação do estancamento da sangria, bem como o início de um novo período neoliberal escudado em forte blindagem midiática.

Nessa conjuntura, as forças progressistas terão bastante trabalho pra incluir na agenda nacional a pauta nesse momento ainda imberbe das 'Diretas Já'. A propósito, aproxima-se a data do aniversário da cidade de São Paulo. Quem sabe as comemorações não coincidem outra vez com uma manifestação de apoio a um novo pleito pela via democrática, obrigando a Globo novamente ter que mostrar a imagem de um evento afirmando tratar-se de outro?

Que loucura!

O que você deveria saber a respeito da ladroagem na Petrobras, mas que a turma de Moro e a mídia comparsa escondem

Foi publicada na sexta-feira (2), no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, a transcrição do depoimento do o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró em que ele menciona o pedido que fez ao presidente Michel Temer, então presidente do PMDB em 2007, para que fosse mantido no cargo na estatal.

Em resposta a um advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em audiência do dia 24 de novembro, Cerveró disse que Temer não quis interferir em uma suposta pressão da Bancada do PMDB no Senado. A bancada teria pedido a substituição de Cerveró. Para mantê-lo no cargo, a condição era uma mesada de 700 mil dólares ao grupo político.

Em reunião com Cerveró, Temer teria dito que precisava atender a bancada.

“Defesa:- E o então deputado Fernando Diniz queria colocar quem no seu lugar?

Depoente:- A primeira … não foi… não foi … não sei se foi o deputado Fernando Diniz. Eu sei que esse grupo era, me foi dito, até pelo na época deputado Michel Temer, que eu estive com ele, que ele tinha que atender a bancada, ele falou que tinha tido as melhores referências, mas que ele não podia deixar de atender a bancada. E aí o primeiro nome que surgiu pra minha substituição, foi no final de 2007, que eu fui substituído em março de 2008, foi o nome do João Augusto Henriques, que já havia sido diretor da BR no passado e tal, mas devido a um processo que ele tinha … teve no TCU, o nome dele estava impedido de exercer qualquer cargo de direção em empresas estatais. Então foi indicado o nome do meu substituto, doutor Jorge Zelada.”
“Defesa:- O então presidente do PMDB, o deputado, à época, Michel Temer, acompanhava essa movimentação?

Depoente:- Eu estive com o Michel Temer, levado até pelo doutor Bumlai, que conhecia … Bumlai … eu tinha conhecido o doutor Bumlai. E ligou, marcou uma audiência com o deputado Michel Temer, no escritório dele em São Paulo, e eu fui lá, e ele me recebeu muito bem, inclusive ele confirma isso, porque isso faz parte do meu depoimento, mas me disse isso, que ele não podia contrariar os interesses, o objetivo da bancada que ele comandava. Que ele era o presidente do PMDB”.

Moro interfere

Em outro trecho do depoimento, o juiz federal Sérgio Moro impediu que Cerveró discorresse sobre Michel Temer.

“Essa proposta financeira que o sr. recebeu para se manter no cargo de pagar 700 mil dólares por mês também foi levada ao presidente do PMDB à época?”, indagou o advogado, defensor do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Não dr, aí estou indeferindo essa questão”, interrompeu Moro, imediatamente. “Isso não é objeto da acusação e não tem competência desse juízo para esse tipo de questão”, completou o juiz da Lava Jato.

A preocupação de Moro é com a citação a autoridades detentoras de foro privilegiado perante tribunais superiores – caso do presidente da República.

A menção a pessoas nessas condições em processo de primeiro grau judicial pode levar até à anulação do caso ou provocar o deslocamento dos autos.

Sustentado no cargo


No depoimento, Cerveró, reafirmou que foi sustentado no cargo pela bancada do PMDB no Senado e que, para isso, “arrecadou” US$ 6 milhões para os senadores Renana Calheiros e Jader Barbalho, através de propinas nos contratos da estatal. Ele informou que sua substituição por Jorge Zelada no cargo ocorreu por pressão do PMDB da Câmara e disse que chegou a pedir ao então presidente do partido, na época deputado federal Michel Temer para que fosse mantido no cargo, mas não teve sucesso.

“O PMDB se aproximou de mim através do ministro Silas Rondeau, que me apresentou ou PMDB do Senado. Em troca do apoio, repassei R$ 6 milhões a Renana Calheiros, Jader Barbário e Silas Rondeau por resultado obtido de negociações de propinas”, disse o depoente.

Ele informou que sua substituição ocorreu num momento de fragilidade do PMDB do Senado, por conta da renúncia de Renan Calheiros da presidência da Casa após a denúncia de que recebeu propina para o pagamento de despesas pessoais, o que fez com que a bancada do partido na Câmara ganhasse mais peso e iniciasse a pressão para indicar um nome de sua confiança.

Cerveró revelou que, diante da situação, procurou deputados do PMDB, liderados pelo então deputado Fernando Diniz, de quem teria ouvido que, “se eu contribuísse com US$ 700 mil mensais para a bancada da Câmara, eles me apoiariam. Não concordei porque eu não tinha como fazer isso”.

Questionado pela defesa de Cunha se ele tratou da questão com o hoje presidente Michel Temer, o ex-diretor da Petrobras disse que “estive com Michel Temer, levado pelo José Carlos Bumlai. Ele marcou uma audiência com o então deputado Michel Temer, presidente do PMDB, no escritório dele em São Paulo. Eu fui lá, ele me recebeu muito bem, mas me disse que não poderia contrariar os interesses da bancada que ele comandava”.
(Os Amigos do Presidente Lula)

Todo moralismo é nefasto. E às vezes oneroso


Segundo matéria publicada hoje no UOL, o contribuinte brasileiro paga R$16,4 milhões de pensões vitalícias a juízes e desembargadores condenados pelo Conselho Nacional de Justiça.

Cometeram crimes que vão do estabelecimento de relações promíscuas com traficantes, passando pela venda de sentenças, por favorecimentos escusos a lojas maçônicas indo até assédio sexual a servidoras públicas, tudo devidamente apurado, julgado e resultando em condenação.

No entanto, a punição nesses 48 casos que geram essa despesa ofensiva ao contribuinte foi a aposentadoria com proventos ilegais, na verdade, mais um prêmio ao crime do que um castigo a criminosos ainda mais perigosos porque integrantes de um poder que em tese obriga exemplar respeito à lei.

Ontem, uma parcela do povo foi às ruas clamar por trato sério da coisa pública por parte dos seus servidores. O alvo era o Congresso acusado da tentativa de desvirtuar um projeto ora tramitando por lá que propõe dez medidas de combate à corrupção, fruto daquilo que pensam os integrantes da operação Lava Jato.

É possível que o maior percentual dos que protestaram ignore o teor das medidas, algumas interessantes outras sinistras na medida em que exacerbam o poder conferido às corporações dos autores da tal proposta colocando-os acima da lei e livres para o cometimento de qualquer abuso, tudo em nome de uma moralidade não muito bem explicada.

Ora, se sem essa bonomia autoritária já nos deparamos com essa aberração, em que toda a corrupção será premiada no âmbito do Poder Judiciário e MP, imagina se um juiz, um promotor inicia uma investigação contra alguém não muito conceituado entre a corporação, muito menos pela mídia. Logo, logo isso tende a virar moeda de troca inocentando-se delinquentes e vice-versa.

Em estado democrático de direito não há fórmulas mágicas, principalmente quando escudadas em aventuras autoritárias. O exigido sempre é o respeito à lei por parte de todos, com tratamento igualitário generalizado. Fora isso, estaremos sempre sujeitos a convicções, dogmas e demiurgos de plantão achando-se capazes de ditar o que é bom pra sociedade, verdadeiramente nunca sendo conforme nos mostra a história.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Mudar o PT é Urgente! Muda PT


Movimento Muda PT realizou seu primeiro Encontro Nacional nos dias 2 e 3 de dezembro, em Brasília. Do encontro surgiu o manifesto “Carta de Brasília – Mudar o PT é Urgente. Muda PT!”


MUDA PT

O Movimento Muda PT, articulação nacional de diversos setores insatisfeitos com os rumos do partido, realizou seu primeiro Encontro Nacional nos dias 2 e 3 de dezembro, em Brasília.

Durante os dois dias, a militância fez um balanço sobre o período em que o partido governou o país, discutiu a atualização da estratégia, do programa partidário e da própria organização interna. As diversas correntes e lideranças petistas se preparam para enfrentar o processo de renovação das direções partidárias que acontece no próximo ano.

O encontro encaminhou a realização de atividades regionais do Muda PT nos estados e municípios e reuniões com membros do movimento que fazem parte do Diretório Nacional. Por fim, o Muda PT convocou para a véspera do Congresso Nacional do PT uma grande plenária das delegadas e delegados do Congresso.

Participaram do encontro, ainda, representantes de movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Consulta Popular, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Outras lideranças partidárias, como o vereador mais votado do Brasil em 2016, Eduardo Suplicy, além de convidados como Marco Aurélio Garcia e Olívio Dutra, contribuíram imensamente com os debates. Participaram, também, os ex-ministros Miguel Rosseto, Ricardo Berzoini e Pepe Vargas, além do ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Diversos parlamentares também participaram do encontro, como os senadores Fátima Bezerra e Lindbergh Farias, e deputados federais Erica Kokay, Luizianne Lins, Margarida Salomão, Paulo Teixeira, Maria do Rosário, Moema Gramacho, Afonso Florence, Elvino Bohn Gass, Henrique Fontana, Paulo Pimenta, Marco Maia, Angelim, Arlindo Chinaglia e Waldenor Pereira, entre outros, além de diversos deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Carta de Brasília

Primeiramente, #ForaTemer.

A militância reunida no Encontro Nacional do Muda PT saúda lutadores e lutadoras pela democracia, pelos direitos ameaçados pelo golpe, sindicalistas, jovens das ocupações das escolas e Universidades, mulheres e homens que não saíram das ruas e praças nestes meses de mobilização cidadã. Com vocês estamos, e com vocês queremos Mudar o PT.

O PT é o principal instrumento político de luta da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Mas precisa mudar!

O PT precisa mudar para se colocar à altura dos desafios postos na luta de classes para este período. A classe trabalhadora e o povo brasileiro, que lutamos para representar, sofreram a mais dura derrota de nossa história recente, com a destituição violenta da Presidenta Dilma e com os ataques promovidos pelos golpistas contra os movimentos sociais e a esquerda em nosso país, afetando também países e povos irmãos que sofrem as consequências da alteração da correlação de forças no continente e no mundo.

O PT precisa mudar urgentemente! Precisamos nos reorganizar para barrar o golpe, defender Lula e a democracia, impedir a revogação de direitos e a redução das liberdades. O PT precisa mudar para efetivar o #ForaTemer, que movimenta a generosidade de milhares de pessoas que ocupam as ruas na resistência democrática; para devolver ao povo brasileiro o direito de escolher livremente seu governo. O povo deve decidir. Queremos Diretas Já!

O PT precisa mudar para apresentar ao povo brasileiro um novo programa de esquerda para as transformações sociais necessárias em nosso país. Um programa democrático, popular, socialista e libertário, que integre as demandas históricas por integração regional, soberania nacional, democracia e bem-estar social, com as demandas dos segmentos historicamente oprimidos por sua condição social, origem regional, sexo, identidade de gênero, orientação sexual, etnia ou geração.

O PT precisa mudar, para oferecer esse programa a todas as forças de esquerda que lutam conosco por democracia e um novo sistema político, não mais tutelado pelo poder econômico do capital, a ser feito por um processo constituinte exclusivo e soberano a ser construído como culminância de um novo acúmulo de forças, intensa participação popular e resposta à crise da democracia representativa.

O PT precisa mudar para se diferenciar radicalmente desse sistema político corrompido e corruptor, para derrotar toda forma de corrupção institucionalizada, de privatização do Estado, de financiamento empresarial de instituições públicas, Poderes do Estado e partidos políticos. Assim fizemos na nossa origem, nas ações de nossos governos Lula e Dilma para enfrentar a corrupção e de nossas bancadas para prevenir e punir esse mecanismo de acumulação e reprodução do capital. Essa luta é inseparável da luta democrática, da participação popular e pela ética na política.

O PT precisa mudar para enfrentar a ofensiva que se desenvolve, no Brasil e no mundo, de uma alternativa de direita à crise prolongada do capitalismo, uma ofensiva reacionária que acirra a luta de classes e tira do armário todo tipo de retrocesso civilizatório: a misoginia, o machismo, a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, a xenofobia, a discriminação contra imigrantes e emigrantes, o ódio contra o povo, contra a esquerda, seus partidos e movimentos. Mais que nunca, a consigna “socialismo ou barbárie” nos conclama à unidade e à luta.

O PT precisa superar o burocratismo e a adaptação à institucionalidade. O PT precisa mudar porque descuidou de ser um espaço de participação para milhões de filiados e simpatizantes, chamados no mais das vezes apenas para fazer campanhas eleitorais ou em momentos de eleição das direções partidárias, através do processo viciado em que se transformou o PED, com núcleos, diretórios e setoriais frágeis e incapazes de ser o lugar de formação política e participação cidadã do petismo na condução dos rumos do Partido.


Em que o PT precisa mudar?

O PT precisa mudar para integrar suas estruturas originais e necessárias – direções, núcleos, setoriais – numa estratégia comum. Os mandatos parlamentares e os governos devem ser colocados sob controle e direção coletiva.

O PT precisa construir direções coletivas, colegialidade e corresponsabilidade nas decisões, eliminando o presidencialismo imperial em que muitos de nossos diretórios acabam sem funcionar regularmente.

Entre as instâncias e organismos que precisam funcionar de forma permanente, estão a Comissão de Assuntos Disciplinares e o Conselho de Ética partidária em todos os níveis, para assegurar que haja resposta eficiente a quaisquer atitudes coletivas ou individuais que atinjam a ética de nosso Partido e da sua base militante.

O PT precisa mudar sua construção partidária com a juventude. Precisamos ter uma Juventude do PT inserida nas lutas sociais da juventude brasileira, que influencie o partido com uma nova energia combativa, com novas pautas e criatividade para atualizar as formas de organização.

O PT precisa retomar a capacidade de organização e mobilização para disputar uma política anti-capitalista, anti-racista e anti-patriarcal. Assim será o Partido capaz de lutar por uma sociedade com igualdade entre mulheres e homens, que retome o esforço de construção de uma política feminista unitária capaz enfrentar os bloqueios que as mulheres feministas enfrentam quando se propõem a construir, como aqui nos propomos, um partido e um projeto político de esquerda.

O PT precisa mudar construindo novas formas de participação da militância nas decisões do Partido. Queremos superar o PED, não apenas pelas mazelas que o acompanharam nos últimos anos, mas principalmente porque precisamos de uma democracia interna que vá muito além do voto individual. É preciso multiplicar núcleos, setoriais, plataformas e oportunidades de participação por meios digitais, conferências livres, atividades culturais e mecanismos de diálogo permanente com filiados e militantes.

Precisamos de uma estrutura de comunicação, construindo uma rede de meios de comunicação – jornais, revistas, rádios, TVs e redes sociais -, articulados através das mídias digitais, vitaminando nossa relação com uma sociedade que a mídia oligopolizada ao mesmo tempo controla e fragmenta.

O PT deve instituir mecanismos de controle social interno sobre as finanças do partido em todos os níveis de direção, que dê transparência e democratize decisões sobre a aplicação dos recursos arrecadados. O partido deve reafirmar sua posição contra o financiamento empresarial aos partidos e campanhas eleitorais. Precisa construir formas militantes de auto-sustentação e ampliar as formas públicas de financiamento da democracia e dos Partidos.

O PT deve dedicar energias para construir uma frente de esquerda, com partidos e movimentos sociais alinhados com um programa anti-neoliberal em defesa da democracia e dos direitos. Deve jogar-se de peito aberto na construção da Frente Brasil Popular, espaço de aprendizado coletivo da esquerda na construção de um novo projeto para o país, e na busca de diálogo e unidade com a Frente Povo Sem Medo e outras organizações da resistência democrática.

A política de alianças do PT deve ser orientada pela construção dessa frente de esquerda e resistência democrática. Portanto deve retirar de nosso arco os partidos golpistas.

O PT vai mudar ao criar condições para organizar o petismo disseminado na sociedade para fazer frente ao crescimento do fascismo e do obscurantismo nesta conjuntura tão aguda. Reafirmamos que essa plataforma de esquerda deve incorporar a defesa intransigente de um feminismo socialista, da igualdade entre mulheres e homens, de combate à opressão étnico-racial, as discriminações da sexualidade e da desigualdade social.


Muda PT quando? Já!

Vem aí o VI Congresso Nacional do PT, e lá estaremos disputando nossas propostas junto ao conjunto de filiados e filiadas.
É necessário mudar, e é possível mudar!

O Muda PT é um movimento amplo, para além das correntes organizadas do PT que o integram. Convocamos todos os filiados e todas as filiadas, simpatizantes e militantes que querem continuar construindo o nosso Partido com coerência, ética, combatividade e compromisso socialista para nos encontrarmos nas próximas semanas em todo o país.

Vamos nos encontrar nas cidades, estados, frentes de atuação. Vamos debater o presente Manifesto e continuar sobre como organizar o novo PT que queremos. Vamos disputar as bases do partido, fiscalizar as eleições diretas de dirigentes e delegados e delegadas ao Congresso em todas as suas etapas.

Só assim ele cumprirá, para as atuais e futuras gerações, o que ele representou para quem construiu essa que é a mais importante experiência de um partido socialista, de massas, democrático e libertário.

Brasília, 3 de dezembro de 2016.

Movimento Muda PT, reunido em Brasília nos dias 2 e 3 de dezembro. Texto republicado na Tribuna de Debates do VI Congresso. Saiba como participar.
(Agência PT de Notícias)

Há participação dos EUA no golpe contra Dilma?


Até entre as posições mais progressistas, muita gente tem receio de enfatizar a participação dos Estados Unidos no golpe que derrubou a presidente legítima do Brasil. Isto apesar das múltiplas evidências que ligam todos - Michel Temer, José Serra, Sérgio Moro, MBL etc. - a grupos estadunidenses. E apesar do que tem ocorrido nos últimos anos nos outros países da América Latina.

Falar da interferência dos Estados Unidos parece coisa de teoria conspiratória. Acho que há uma ideia difusa que a participação estadunidense na política latino-americana se devia apenas à Guerra Fria - e não ao imperialismo. E há, também, o fato de que os construtores das narrativas dominantes, na mídia corporativa, fazem questão de ignorar esta faceta do golpe (assim como muitas outras).

Quando Edgar Morel publicou, em 1965, seu livro hoje clássico, O golpe começou em Washington, também se colocava contra a interpretação hegemônica. Hoje, a participação estadunidense na derrubada de João Goulart, assim como na eclosão das outras ditaduras da região, é incontestável.

Os Estados Unidos, hoje como ontem, zelam pelos interesses de seus capitalistas usando as armas de que puderem dispor. E mesmo que Temer não fosse informante da embaixada, que Moro não mostrasse tanto medo de que se desvendem as conexões estrangeiras da Lava Jato, que os movimentos "espontâneos" da direita brasileira não fossem filhotes da Atlas Foundation - mesmo assim, já daria para desconfiar de um golpe que incluiu, entre suas primeiras medidas, colocar José Serra no Itamaraty, liquidar qualquer risco de política externa independente e entregar o petróleo.
(Luis Felipe Miguel/ cientista político/ 247)

COISAS DE GOLPISMOS




Só pra comparar...

Lacerdismo à beira de um ataque de nervos




O principal alvo da Globo, a mentora dos protestos coxinhas, foi o presidente do Senado Federal Renan Calheiros.

O próprio jornal da famiglia Marinho já havia feito matéria hoje mostrando como Renan foi beneficiado pela decisão do STF no meio da semana, apesar da decisão que o transformou em réu, acusado da prática de peculato.

O jornal mostra que uma manobra gilmariana, o ministro Dias Tófolli pediu vistas do processo misturando recesso do Judiciário com o prazo legal pra que o ministro possa devolver o dito processo, o que garante a Calheiros deixar a presidência do Senado(fevereiro do ano que vem) sem ser atingido pela lei que proíbe réus de ocuparem cargos na linha sucessória do presidente da república.

Na hora do almoço, a tevê Globo enfatizou ser Renan o alvo preferencial dos protestos. Mesmo com a baixa adesão às manifestações até aquele instante, a reporcagem deu esse tom e espaço a uma nota do senador alagoano, como se este estivesse amedrontado.

Um outro fato relevante deste dia foi a boataria a respeito da fritura operada pelo PSDB contra Henrique Meirelles a fim de abocanhar mais este espaço no staff golpista.

Mais tarde, Temer deu declarações insinuando que não pretende abrir mão do banqueiro no comando do Ministério da Fazenda, dando um chega pra lá nas pretensões privatas.

Nesse momento, a sensação é que as manobras do dia tiveram efeito contrário ao pretendido: em vez de acuar Renan fazendo-o refém dos lavajatenses, Globo à frente, ratifique-se, parece que o PMDB uniu-se para contratacar junto as manobras do golpe dentro do golpe.

Ficaram, então, mais trabalhosas as manobras futuras dos golpistas que querem derrubar os atuais golpistas, tanto a aprovação do monstrengo legislativo que cria castas acima da lei, como querem integrantes da Guantâmano curitibana, quanto a tarefa de fazer FHC o presidente biônico do país a partir de 2017.

Como terá sido o domingo do espectador privilegiado dessas querelas, Gilmar Mendes?

sábado, 3 de dezembro de 2016

Mais uma "virgem de meretrício" é desmascarada


O empresário Giovani Guizardi afirmou em acordo de delação premiada que o esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Mato Grosso, investigado na operação Rêmora, teve origem na necessidade do pagamento de dívidas de campanha do tucano Pedro Taques (PSDB) ao governo, em 2014. O empresário relatou ter repassado R$ 300 mil para o candidato e ouvido de outro empresário integrante do esquema, Alan Malouf, que outros R$ 10 milhões teriam sido "investidos" na campanha de Taques.

A operação investiga irregularidades em licitações para construção e reforma de escolas realizadas pela pasta de Educação em outubro de 2015. O esquema, segundo o Ministério Público (MP), envolve servidores públicos e empresários. De acordo com o MP, os funcionários públicos recebiam informações privilegiadas sobre as licitações e organizavam reuniões com empreiteiros para fraudar a livre concorrência do processo licitatório.

Sobre os R$ 10 milhões para Taques, Guizardi afirmou: "No final do ano de 2014, Alan Malouf mencionou que investiu a quantia de R$ 10 milhões na campanha do atual governador Pedro Taques, valor este não declarado, tendo dito também que teria de recuperar esse valor investido junto ao Estado". Malouf é casado com Jamille Guizardi, prima do delator.

Guizardi narra que foi Malouf quem o inseriu no esquema que já existia na pasta. Segundo o delator, em março de 2015, ele procurou Malouf para solicitar que sua empresa, a Dínamo, pudesse "trabalhar" na Seduc.
(Os Amigos do Presidente Lula)

As novas fraudes da Lava Jato


Segundo pesquisa Ipsus, divulgada na Folha de hoje, 96% da população apoia a Lava Jato "custe o que custar". É uma coisa de louco: apoio à Lava Jato mesmo que traga instabilidade política, instabilidade econômica, desemprego.

O Ipsos vem fazendo pesquisas sobre Lava Jato e PT desde o início de 2016. Foram pesquisas importantes para subsidiar o golpe, que ainda não terminou: é preciso estabelecer um regime autoritário. O momento para divulgar essa pesquisa não poderia ser mais oportuno: na véspera da marcha pró-lava jato marcada para domingo. A consultoria política e publicitária da força-tarefa segue firme e operante.

A demanda dos fascistas que saíram às ruas no início do ano e que pretendem voltar a ela neste domingo se concretizou: fora Dilma, fora STF, queremos só Ministério Público e Polícia Federal.

A pesquisa Ipsos é bem típica dessas ditaduras de terceiro mundo, onde o presidente costuma ser "eleito" por 96% da população.

É claramente uma fraude, em todos os sentidos.

É interessante, contudo, avaliar os resultados dessa pesquisa fraudulenta, porque ela evidencia, mesmo com seus exageros, quais os objetivos da Lava Jato. A maioria absoluta dos entrevistados apontou o PT como o partido mais corrupto de todos, apesar de que todas as estatísticas existentes ainda mostram o PT como um dos menos corruptos: em primeiro lugar ainda figuram DEM, PMDB e PSDB.

Mas o que importam estatísticas ou eleições se existem pesquisas de opinião?

Além disso, se o powerpoint da Lava Jato apontou Lula como "comandante máximo", se a manchete no Estadão foi de que "Dilma sabia de tudo", e se Gilmar Mendes não pára de repetir que o PT é uma "organização criminosa", então não surpreende que os entrevistados vejam na Lava Jato uma operação para combater a corrupção principalmente do PT.

A Lava Jato é um projeto de poder, sem participação do eleitor. Desde o início, o golpismo percebeu que seria muito mais fácil substituir o voto pelas "pesquisas".

Um processo eleitoral tem regras de equilíbrio, sobretudo na fase dos debates que antecedem o pleito, que dificultam o desejo do sistema midiático golpista de sufocar completamente os argumentos de um lado só. Enfatize-se o "dificultam". Não impedem, contudo.

A contrarreforma política de Eduardo Cunha reduziu o tempo de campanha, porque o objetivo era diminuir o máximo possível o constrangimento de oferecer a todos os partidos a oportunidade de exporem suas ideias.

A multa de 6,8 bilhões de reais imposta pela Lava Jato à Odebrecht, é importante não esquecer, será paga em boa parte aos Estados Unidos. Acho curioso que a força-tarefa não tenha divulgado o percentual exato da multa a ser pago para o Tio Sam. O que se sabe é que o acordo da Odebrecht com a Lava Jato teve participação ativa do Departamento de Justiça do governo americano.

É curioso ainda que os brasileiros festejem um acordo pelo qual uma empresa brasileira, em plena crise econômica, pagará bilhões de reais ao país mais rico do mundo. E isso depois de um processo de desestabilização que fez a Odebrecht demitir centenas de milhares de pessoas e acumular uma dívida de mais de R$ 100 bilhões.



Para quem deve mais de R$ 110 bilhões, um acordo de R$ 6,8 bilhões para pagar em 23 anos não parece muito, mas é sim, porque dificulta mais ainda a tomada de financiamentos. Paralelo a isso, o BNDES, numa posição agressiva e estúpida, cancelou financiamentos a projetos de engenharia no exterior, que estavam em andamento, colocando as empresas brasileiras, e todos os seus empregos envolvidos, em má situação - e isso num dos momentos mais dramáticos da economia nacional.

Uma semana antes do anúncio do acordo, o blog do Fausto Macedo, Estadão, que desde o início da Lava Jato se tornou uma espécie de canal oficial da força-tarefa, anunciou que havia um último "impasse" atrasando a sua finalização: os EUA queriam mais dinheiro da Odebrecht.



A justiça brasileira, covarde, cedeu aos EUA. Segundo o blog do Fausto, o próprio procurador-geral Rodrigo Janot entrou na história. Não se sabe ainda se a multa foi aumentada ou se o Brasil cedeu parte de seu espólio da Odebrecht.

A participação do governo americano na Lava Jato no acordo com a Odebrecht não podia ser mais clara. A empreiteira nacional ganhou licitações nos EUA para fazer um novo terminal para o aeroporto de Miami e modernizar o porto de Miami. Esse avanço de uma empresa brasileira no bilionário setor de construção civil norte-americano certamente não agradou alguns lobistas poderosos da família do Tio Sam.

Hoje a Folha diz que, segundo a delação da Odebrecht, a "propina" paga ao PT foi para El Salvador, para pagar uma campanha eleitoral em... El Salvador.



Para a Lava Jato e suas delações cuidadosamente forjadas, o PT queria dominar o mundo, começando por El Salvador... Tudo autorizado por Lula, claro, esse corrupto tão generoso que permite que suas propinas sejam usadas para bancar campanhas em outros países enquanto se satisfaz com um kitnet triplo em Guarujá.

É mais uma mentira para gerar manchetes, consolidar o golpe, e desviar atenção pública dos descalabros do governo Temer.

A Odebrecht bancou a campanha de um candidato em El Salvador pela mesma razão que empresas patrocinam campanhas no mundo inteiro: porque esperava fazer negócios com o governo. Provavelmente, outra empresa bancava a campanha do adversário. O que o PT tem a ver com isso?

Afinal, por que a população vai se indignar com o governo Temer se a Odebrecht pagou propina para o PT em El Salvador?

É como escrevia Rimbaud, "enquanto recursos públicos se evaporam em festas de fraternidade, um sino de fogo rosa soa nas nuvens".
(Miguel do Rosário/ O Cafezinho)

O Brasil dos golpistas versus a Escandinávia: compare e tire suas conclusões.

Uma lista traz o índice de desenvolvimento humano no planeta, o IDH. A Noruega ficou em primeiro. Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia estavam entre os primeiros 20 colocados.

Se você der um Google em busca dos diversos levantamentos que aferem o grau de satisfação das pessoas de um país, a Escandinávia sempre aparece no topo. É o oposto do Brasil da plutocracia. Estamos condenados a ser sempre assim?

Vejo a Globo, vejo Temer, vejo Moro e a Lava Jato, vejo a Justiça e o Congresso — e temo que sim.

Minha primeira temporada escandinava se deu na Dinamarca, onde fui em 2009 para escrever uma reportagem sobre as razões de ela costumeiramente ser a campeã na satisfação.

Foi lá que conheci a Janteloven, as leis de Jante, uma cidade imaginária criada por um romancista escandinavo que simboliza o espírito local. Basicamente, ninguém tem o direito de se sentir melhor que ninguém. Lembro um lixeiro de Copenhague que, nas horas vagas, era técnico do time de handebol da escola pública – e boa – de suas filhas adolescentes. Numa escala de 0 a 10, ele definiu como 8 o seu grau de satisfação.

Pense na sua e veja quanta coisa temos a aprender com a Escandinávia.

Outro dia o DCM publicou um artigo sobre o que significa ser mãe na Noruega. Por exemplo, licença maternidade de 11 meses com salário completo e volta garantida ao trabalho, ou 13 meses com 80% do salário. Fora isso, um subsídio do governo é oferecido à mãe que queira ficar mais tempo em casa com as crianças.

Um sinal do foco nas crianças é o desfile no Dia Nacional da Noruega, 17 de maio. Em quase todos os países, você vê paradas militares. Na Noruega, quem sai às ruas são as crianças.

Desfile de 17 de maio

Lá, é socialmente inaceitável não pagar os impostos justos. A sociedade estabeleceu um consenso segundo o qual os impostos são o preço a pagar para você viver num ambiente quase utópico. Escola gratuita, saúde gratuita, nada de contrastes chocantes entre riqueza extrema (de poucos) e pobreza miserável (muitos).

Você não consegue imaginar, no ambiente norueguês, uma empresa bilionária como a Globo fugindo tão abertamente, tão descaradamente dos impostos, com a conhecida prática da PJ. Você também não consegue imaginar um âncora de tevê como Boris Casoy dizendo que lixeiro não pode ser feliz. Você também não consegue imaginar uma jornalista da estatura de Mônica Waldwogel zombando, histericamente, de ciclistas diante das câmaras.

Se eu for fazer a lista das coisas brasileiras que você não consegue imaginar na Escandinávia, ficaremos aqui alguns anos.

O DCM se orgulha de ter, desde seu nascimento, fixado na formidável Escandinávia um modelo a ser perseguido. E, de pé, manda aplausos entusiasmados para a campeã de IDH Noruega e seus maravilhosos vizinhos.
(Paulo Nogueira/ DCM)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O juiz Sérgio Moro está fugindo


A Operação Lava Jato, dentro de um contexto social e político honesto, teria sido um presente para o Brasil. Acho que ninguém discorda de que, um dia, seria necessário acabar com a cultura da corrupção que sempre ligou empreiteiros e políticos brasileiros.

O fato é que, em pouco tempo, foi fácil perceber que as decisões e ações demandadas pelo juiz Sérgio Fernando Moro estavam eivadas de seletividade. Tinham como objetivo tirar o PT do poder, desmoralizar o discurso da esquerda e privilegiar aqueles que, no rastro da devastação moral levada a cabo pelo magistrado, promoveram a deposição da presidenta Dilma Rousseff.

Hoje, graças à Lava Jato, a economia nacional está devastada, o Estado de Direito, ameaçado, e o poder tomado por uma quadrilha que fez do Palácio do Planalto uma pocilga digna de uma republiqueta de bananas de anedota.

Agora, quando os grupos golpistas ligados ao PSDB e PMDB começam a ser atingidos pela mesma lama que a Lava Jato pensou em represar apenas para o PT, o juiz Moro pensa em tirar um ano sabático, nos Estados Unidos.

Isso, obviamente, não pode ser uma coisa séria.

Um juiz de primeira instância destrói a economia e o sistema político de um país, deixa em ruínas 13 anos de avanços sociais, estimula o fascismo, divide a nação e, simplesmente, avisa que vai tirar férias de um ano?

Não se enganem: o que está havendo é uma fuga planejada.
(Leandro Fortes/ CTB/ via blog do Miro)

Vem aí...será?


O asfaltamento da BR-308, trecho que liga o extremo nordeste do Pará ao restante do estado bem como a São Luís(MA), consta do PAC desde 2013, tendo inclusive recursos orçados para seu pontapé inicial.

Não deu. Ontem, foi reanunciada com pompa, circunstância e a presença do pai, filho, madrasta, prepostos e prazo de conclusão pra daqui a  2 anos.

Faz todo o sentido.Caso o provável cronograma da obra seja razoavelmente cumprido, sua inauguração dar-se-á exatamente na época da escolha do sucessor de Simão Jatene.

Pode ser a joia ausente da coroa a quando da primeira candidatura de Barbalhinho ao governo do estado, barbaramente surrado em Ananindeua, município que governou por 8 anos ininterruptos, exatamente por não obra alguma de relevância que pudesse chamar de sua.

A ressaltar o custo da dita cuja pavimentação fora dos padrões usuais dos mentores: pouco mais de R$1 milhão por quilômetro pavimentado. De qualquer modo, em tempos de macaco delatar banana é natural que tudo seja feito nos padrões da mais estrita honestidade malandra.

Melhor que isso só se virar realidade. Afinal, trata-se de região estratégica para o desenvolvimento do Pará, principalmente se pensarmos sob a perspectiva de uma provável divisão territorial do estado. Fica, então, o registro pra ser conferido daqui a dois anos.

O chef errou a receita


Simão queria o dublê de restaurateur e conselheiro pra presidente do TCM. A receita parece ter saído com algum ingrediente errado. Resultado: ganhou uma chapa adversária.

Os vitoriosos devem tido toda a torcida(apoio?) do PMDB de Helder e Jader. Curiosamente o jornal da família Barbalho dá a nota informativa dos fatos, publica foto dos vencedores, mas omite que a nova vice na chapa vencedora tem o sobrenome Barbalho.

A ressaltar, ainda, a opção preferencial do conselheiro Zeca Araújo, tucano desde os tempos em que suas vistosas plumas não passavam de penugens, pela chapa de Daniel Lavareda, isto é, posicionando-se pela chapa de oposição contra a articulação política de seu partido.

Isto deve ser debitado na conta das razões que as próprias razões desse tipo de articulação desconhecem. No caso leonino, provavelmente faltaram ingredientes que contemplassem todos os paladares, daí um dos frustrados com a receita optar por servir-se de outro prato.

De qualquer modo, por tratar-se de orgão mais decorativo do que auxiliar na avaliação do desempenho financeiro/administrativo de ordenadores de despesas municipais, é certo que tudo continuará como dantes, o que implica dizer que a implicância tucana, na Câmara Municipal de Ananindeua, com as contas do ex-prefeito Helder Barbalho perde força e adentra ao rol das contas 'porcinas'. E que venha outro prato!

Seria Gilmar a alternativa pemedebista no golpe dentro do golpe?


Essa guinada de 180º, dada por GilmarMendes em sua retórica, certamente não é obra do acaso. Resulta de algum fato novo da conjuntura conturbada ora vivida no país e que oportunamente virá à tona.

Gilmar desancou Moro e a turma da malsinada Lava Jato, ontem, a quando do debate no Senado Federal sobre o que foi aprovado na Câmara pertinente as normas de combate à corrupção. Portou-se, na verdade, como um hermeneuta renaniano atacando energicamente os arroubos de quem se acha acima da lei.

Mais tarde, na sessão do STF que decidia uma questão envolvendo o atual presidente do Senado, foi ainda mais contundente, votando pela desqualificação da denúncia feita pelo MPF, este acusado de pouco zelo investigativo pra preparar uma peça tão delicada(Lewandowski e Tofolli foram na mesma direção), como sempre usando aquele seu recorrente palavreado que lembra um desentendimento dentro de um bloco de carnaval.

Gilmar não só citou trapalhadas pretéritas oriundas do Parquet, como ironizou o tempo usado pra preparar a tal denúncia, cerca de uma década. Ao seu estilo, ainda disparou contra juízes que antes da dita sessão tiveram audiência com a presidenta do STF, ministra Carmen Lúcia, com esta saindo em defesa dos magistrados ao afirmar que não foram lá, como Mendes insinuara, tratar de reajuste de vencimentos. Como Gilmar não se dá por vencido, arrematou o entrevero relâmpago dizendo que mesmo assim ganhar acima do teto constitucional é indefensável.

Fato é que Gilmar transformou-se bruscamente em um crítico feroz da Lava Jato, do monstrengo legislativo apresentado pelo MP a pretexto de combate à corrupção, não poupando nem a 'coxinhada' que subscreveu a proposta para que a mesma tramitasse mais celeremente ao afirmar, "Duvido que esses 2 milhões de pessoas tivessem consciência disso, ou de provas ilícitas, lá no Viaduto do Chá..."

Assim, de guru da Lava Jato e mentor da limpeza étnico/política ora operada, passou a ser o guardião da "excelência" da classe política brasileira. Até pontos convergentes com que vêm falando dirigentes do Partido dos Trabalhadores há nesse new look político do ministro.

Diante disso, é legítimo supor que o PMDB apoia essa parceria entre Renan/ Gilmar a fim de manter o protagonismo da legenda quando Temer cair, ao ser consumado o golpe dentro do golpe. Com essa FHC não contava. Será?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TEMER, YAMADA E O GOLPE

NOTA ANÔNIMA...

Olá seu Na Ilharga. Permita-me dar uma informação a todos através de seu poderoso Blog. Notícia que certamente não veremos nos jornais, visto não ser de utilidade pública.
É que, ontem, cerca de 600 funcionários do grupo Yamada foram DEMITIDOS. Imagine a situação destes pobres homens e mulheres, no limiar do novo ano, serem desempregados. É o efeito Temer que está se espalhando por todo Brasil. Lamentável.

Senado Federal e Alepa debatem se trabalho escravo é direito social dos escravagistas


Nesses tempos de auto absolvição, auto unção a alturas onde uma lei feita por simples mortais não atinge, inaugurados por contumazes estancadores de sangrias, sorrateiramente prepara-se mais um abjeto golpe contra a sociedade e em favor da impunidade.

Trata-sede uma iniciativa do Senado Federal, acumpliciado com a Assembléia Legislativas do Pará, que fará realizar amanhã uma audiência pública, para a qual até hoje não foi feita qualquer convocação por jornal de grande circulação, portanto, o grande público ignora a ignóbil manobra, visando debater projeto de lei, ora tramitando no Senado, que visa reduzir as hipóteses do que pode ser tipificado como trabalho escravo.

Certamente, não é por acaso que a tal audiência ocorra justamente no estado eternamente campeão nessa deplorável modalidade, bem como abrigar os mais notórios criminosos com utilização do recurso à pistolagem, todos impunes, ressalte-se, daí parecer o palco apropriado.

Não por acaso, ainda, o Pará é o maior campeão no desmatamento de suas florestas, algo correlato em prática apenas aparentemente empresarial,  degenerando-se e auto desqualificando-se pelo recorrente desprezo à lei e ao direito de terceiros, daí a necessidade do recurso ao que ensina com inigualável ânimo delinquente Romero Jucá, sintetizado no célebre, roube-se e depois estanque-se a sangria, isto é, assalte-se o poder emanado da soberania popular, e, de posse dele, fabrique-se os álibis necessários ao triunfo da impunidade.

Pobre Pará, palco dos crimes e agora palco da farsa que os absolve.

Perguntas a Janot e colegas acima da lei


A reação dos procuradores da Lava Jato às mudanças no Projeto de Lei anticorrupção revela o temperamento totalitário e nefasto dos setores que dominam o Ministério Público.

A Câmara dos Deputados, bem se sabe, tem uma imagem deplorável. No estrangeiro, a Casa chegou a ser chamada de “assembléia geral de bandidos comandada pelo bandido Eduardo Cunha”. No caso específico do PL 4850/16, porém, os deputados agiram com raro acerto na defesa do Estado de Direito.

A Câmara eliminou do PL as medidas policialescas e fascistas que fariam o sistema jurídico brasileiro regredir à idade da pedra, como o fim do habeas corpus; a criação do “reportante do bem” [espécie de alcagüete oficial remunerado]; a aplicação de “teste de integridade” para funcionários públicos; e a aceitação de provas ilegais, obtidas ilicitamente.

A nota oficial do procurador-geral Rodrigo Janot é um prato cheio para a psicologia e sociologia, porém é inacreditável ter sido escrita pelo chefe de uma instituição da República.

Janot evoca o apoio de organismos internacionais ao projeto. Merecem ser esclarecidos, de início, quais foram os “organismos internacionais” que apoiaram a confecção de um projeto de lei de interesse nacional, e de que maneira prestaram tal apoio. Houve ofensa à soberania nacional? O MP exorbitou das suas atribuições e firmou relações exteriores em nome do Estado brasileiro, cuja atribuição é exclusiva do Poder Executivo? Será essa uma linha de explicação para a colaboração da Lava Jato com o Departamento de Estado e a Justiça norte-americana sem a interveniência do Ministério da Justiça?

Ressaltando o traço messiânico da força-tarefa, Janot assegura que as propostas visam “a um Brasil melhor para as futuras gerações”. Ele profetiza que a decisão dos deputados “colocou o país em marcha a ré no combate à corrupção”, desperdiçando “uma chance histórica de promover um salto qualitativo no processo civilizatório da sociedade brasileira” [ufa!].

Janot exibe a arrogância de uma corporação que se considera acima de tudo e de todos; a classe dos “divinos e intocáveis”. Ele rechaça a proteção da sociedade contra abusos judiciais alegando que a punição de juízes, promotores e procuradores por crime de responsabilidade “coloca em risco o funcionamento do MP e do Poder Judiciário”; “objetiva intimidar e enfraquecer” estas instituições.

Como “Grande Líder” e guia do sindicato dos justiceiros, Janot exorta os membros do MP a se manterem “concentrados no trabalho de combate à corrupção e ao crime. Que isso não nos desanime; antes, que nos sirva de incentivo ao trabalho correto, profissional e desprovido de ideologias, ...” [sic].

Numa afirmação intrigante, Janot diz que “o Ministério Público Brasileiro não apóia o texto que restou”. O que exatamente ele quis dizer com isso? O MP só aceita sua própria lei, a lei do justiçamento, e não da justiça? Será a senha para a chantagem dos coordenadores da força-tarefa, que ameaçam abandonar o trabalho da Lava Jato caso a lei entre em vigor?

Os procuradores, que deveriam ser os maiores defensores da lei, estariam assumindo a disposição de cometer o crime de prevaricação ante a corrupção? Não querem continuar a operação para não incriminarem políticos do PSDB?

Eles deixariam de cumprir seus deveres funcionais, esperando como punição, em contrapartida, o privilégio do afastamento do cargo com o recebimento dos seus salários nababescos e superiores ao teto constitucional? Aliás, como os procuradores reagiriam ao “teste de integridade” diante da atitude corrupta e anti-ética de recebimento de salário acima do teto estabelecido na Constituição?

A postura de procuradores, juízes e policiais que se julgam acima da lei é uma afronta ao Estado de Direito. Tem razão o Procurador da República Eugênio Aragão quando diz que “Por detrás de tudo está um projeto de poder corporativo, que torna os órgãos do complexo policial-judicial intangíveis pelos abusos que vêm cometendo em suas ruidosas investigações por forças-tarefa.”.

Para Aragão, a “atual administração do ministério público federal não tem o direito de pronunciar a palavra ‘democracia’, porque se associou, com ações e omissões, às forças do atraso, carregando em suas costas o peso de parte decisiva do golpe contra um governo legítimo para permitir se instaurar um regime autoritário de rapina das conquistas sociais, de desprezo aos direitos fundamentais e de cupidez com a pratica de desvio de poder para o atendimento de interesses privados escusos”.

Faria bem à democracia se Janot e seus colegas conseguissem desmentir esta realidade.
(Jeferson Miola)

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O fascista em questão é Felipe Porto, líder de um grupo de extrema-direita em Brasília (Viomundo).