Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

"Juiz ladrão" entra na mira do bolsonarista Aras



Rodrigo Tacla Duran era operador financeiro da Odebrecht no exterior e foi admoestado por Sérgio Moro, na caçada a mais um candidato a torturado para depois dedurar Lula.

Deu tudo errado: Duran tem dupla nacionalidade(além de brasileiro é espanhol) e o governo daquele país recusou-se a extraditar o dito operador porque percebeu que a manobra fazia parte de uma 'operação abafa' de Sérgio "juiz ladrão" Moro.

É que  Duran havia denunciado ter pago propina ao advogado Carlos Zucolotto, para que esse usasse do tráfico de influência junto aos farsantes jatenses e reduzisse o valor da multa arbitrada, em troca de uma "comissão" de R$5 milhões.Zucolotto, além de padrinho de casamento de Moro, é, ou foi, também sócio em um escritório de advocacia com a senhora Sérgio Moro em Curitiba e o tal escritório fazia parte dos que defendiam acusados na referida operação comandada pelo "juiz ladrão".

O caso caiu no esquecimento pero no mucho. Agora, o bolsonarista e Procurador Geral da República Augusto Aras resolveu desencavá-lo e confrontá-lo ao processo contra seu mentor , acusado de crime de responsabilidade por Moro.

Assim, Aras pretende achacar o marreco de Maringá ao colocar em cena novamente Tacla Duran, comprovando que Moro não era o paladino da moralidade que a infame Rede Globo pintou, mas, tratou-se de um patife com interesses pecuniários e politiqueiros.

Os dados da irresponsabilidade governamental



Segundo matéria do site da revista Carta Capital, "O Pará acaba de entrar no rol dos 4 estados com mais de 3 mil mortes, com 3.040 vítimas fatais e 41.207 contaminados.

Atrás apenas de São Paulo(7994 óbitos); Rio de Janeiro(5686 óbitos) e Ceará(3421 mortes pela covid19).

Apesar disso, todos os quatro estados têm planos de retomada gradual das atividades do setor econômico, embora o setor de saúde alerte para a necessidade de reforçar o isolamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou, a América Latina é o novo epicentro da pandemia, região em que o Brasil é o país mais afetado. Ainda, segundo a entidade, o pior momento da crise sanitária ainda não chegou

terça-feira, 2 de junho de 2020

Coçando o saco e ganhando R$31 mil/mês do governo



"De repente o bicho pegou,
Tu se empirulitou
E jogou a toalha,
Sai correndo, canalha!" (Verdadeiro Canalha-  Sergio Luiz De Souza Fernandes / Raimundo Rodrigues Dos Santos / Jorge Amaral Fernandes Da Silva/ cantada por Bezerra da Silva)


Nem foi tanto assim, mas Sérgio "juiz ladrão" Moro foi proibido de advogar pela Comissão de Ética da Presidência da República por seis meses.

No entanto, nessa quarentena a que está legalmente submetido, continuará recebendo o salário de ministro, no valor de R$31 mil mensais.

Pensando bem, como é incerto que sua carreira de advogado decole, foi reprovado na prova da OAB/PR, será provavelmente apenas consultor no escritório da esposa.

E seguramente com aquelas digitais torpes de quem recorre à literatura jurídica que não lê, para justificar dribles da vaca na lei que sistematicamente desrespeita. Triste!

Sempre a mesma coisa, a mesma merda, sempre


Não me desculpo pela palavra pouco elegante no título. Não é a quarentena que me irrita. É a peculiaríssima propensão dos brasileiros - especialmente os que habitam o espaço político à esquerda - de recaírem sempre, e sempre na mesma esparrela que me tira do sério.

Aproveitando os dias em casa para organizar arquivos, deu-se me à mão um texto que publiquei, em um dos jornais de Curitiba, no dia 18 de julho de 1984. Há 36 anos! Derrotada a emenda constitucional que restabeleceria as eleições diretas para presidente da República, discutia-se o que fazer. E aí se revelava o embuste tão costumeiro em nossa história.

No artigo, deplorava que, na sofreguidão de se buscar o próximo passo, sacassem o rançoso apelo “à união de todos”, mesmo que isso pudesse significar um passo atrás na luta para dar o golpe final no regime militar. Enfim, propunha-se enfiar no mesmo bornal toda sorte de felinos; ou seja: uma frente sem propostas e sem princípios. Já uma outra vertente queria simplesmente chutar o pau da barraca.

Diante do impasse, eu perguntava e respondia: “Estamos, então, sem saída? Não. Temos saídas ética e politicamente corretas”. E lembrava os conceitos de Aristóteles de ato meio e atos extremos.

No caso, o ato extremo de covardia era a conciliação com os conservadores, abrindo mão da possibilidade de vitória, por medo ou por conluio com a ditadura. O ato extremo de temeridade era a irresponsabilidade de se propor uma radicalização extemporânea, inconsequente.

Já o ato meio significava avançar, consolidar o avanço, retomar a marcha e conquistar o próximo objetivo. Para tanto, eu propunha um programa mínimo, em torno do qual deveriam se reunir os brasileiros comprometidos com a soberania e o desenvolvimento nacional, com a renegociação da dívida externa, com o direito dos trabalhadores, com uma política de emergência para a geração de empregos, com as liberdades democráticas, com a reforma tributária, com a reforma política e assim por diante.

Enfim, deixava claro naquele artigo de 36 anos atrás que uma frente sem projeto, sem princípios, sem um programa mínimo, sem uma clara linha econômica nacionalista, democrática e popular, não era uma frente.

Assim como hoje a reunião de políticos frouxos, pusilânimes, disponíveis e desfrutáveis com um amontoado de oportunistas, com as madalenas hipoteticamente arrependidas, com os assassinos de reputações, com os ditos liberais, com os mercadores e rentistas, com banqueiros e ex-banqueiros, com animadores de auditório, com ex-presidentes e ex-ministros que atentaram contra o Estado Nacional e alienaram a nossa soberania, não é uma frente. É uma súcia que, mais uma vez, se aproveita de uma situação dada para fazer com que tudo permaneça como sempre foi.

Há quem diga: não seja tão radical, nesse balaio tem muita gente boa, gente bem intencionada, ingênuos, mas puros de alma e de intenções.

Pode ser, conceda-se. Mas, para que serve a história, então? Para que servem as experiências passadas? Ou seria a tal da ignorância córnea que impede se inculque na cabeça dos “bem intencionados” um mínimo de lógica e racionalidade?

Sob que guarda-chuva os defensores dessa frente ampla, irrestrita querem abrigar os brasileiros? Sob o guarda-chuva da defesa da democracia.

Que democracia? A democracia do mercado? A democracia da prevalência do capital financeiro sobre os interesses nacionais e populares, sobre a produção, o emprego, o salário, os direitos trabalhistas e a previdência social?

Sufocado pela angústia de ver mais uma vez desperdiçada uma oportunidade histórica, pergunto: o ministro da economia de vocês, em um hipotético governo de união nacional, seria o Guedes mesmo? Ou, para não escandalizar tanto os seus acompanhantes que se dizem à esquerda, vocês se contentariam com o Armínio Fraga, o Lara Rezende, alguém do Itaú ou do Bradesco?

Precisamos de propostas, não de um discurso vazio repleto de assinaturas. Precisamos de um projeto nacional, que se comprometa com um programa mínimo, como este e que promova:

. no campo econômico, um câmbio competitivo e controlado, uma nova política monetária que traga os juros aos níveis internacionais e a troca da lógica da atração da poupança externa pela enorme poupança interna, que será liberada pela conversão da dívida pública em investimentos;

. no campo trabalhista, a promoção constante do fator trabalho no processo produtivo, através de uma política que valorize o emprego, o salário mínimo e as relações trabalhistas;

. no campo educacional, a construção de um sistema educacional que garanta, no mínimo, uma década e meia de bancos escolares à população, a reformulação de currículos, a valorização do magistério e o fomento à pesquisa científica;

. no campo fundiário, a elaboração de um plano de ocupação do território, que valorize a agricultura e preserve o meio ambiente e envolva desde ações de ordenamento territorial até políticas de ocupação dos espaços;

. no campo da infraestrutura, o planejamento de longo prazo e a elaboração detalhada de projetos de engenharia;

. no campo industrial, a implantação dos setores tecnológicos de ponta, lembrando que o mundo pós pandemia exigirá autonomia industrial em quatro complexos produtivos: agroindústria, energia, saúde e defesa, para ser realmente um país soberano;

. no campo externo, uma estratégia geopolítica que preserve a nossa soberania e ações diplomáticas que afirmem nossa liderança no mundo latino;

. no campo da cultura e da arte, a retomada, a renovação e a ampliação de programas de apoio e incentivo ao setor, assim como o resgate e o fortalecimento das estruturas pública que lhe dão suporte. A cultura, como o cimento da nacionalidade, a linha que nos une, eleva e promove, é tão essencial quanto a economia e a política;

. combate à corrupção como política Estado, implacável, mas justa; que tenha como preceitos a defesa da soberania nacional, a garantia dos direitos e interesses dos brasileiros;

. referendo revogatório para submeter à decisão dos brasileiros todas as medidas atentatórias à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores tomadas desde o governo produto do golpe de 2015/2016.

Em síntese, nossa missão é construir um projeto nacional que dê ao povo brasileiro emprego, educação, saúde, segurança, cultura, uma boa moradia provida de água, esgoto, energia e dos meios modernos de convivência social e não um documento vazio que fala em defender o indefensável.

Não queremos uma frente de assinaturas em um documento oco de ideais e propostas. Não queremos uma frente que, de tão elástica, liquefaz-se pela sua insubstância.

É claro que devemos enfrentar os fascistas, os milicianos, essa horda de insensatos que sonha com uma ditadura cívico-militar. É claro. Mas, na verdade, parte dos que lançam a ideia da união nacional pela democracia criticam Bolsonaro, filhos e os celerados que os cercam não pela agenda econômica, política e social que executam. E sim pelos maus modos à mesa, pelos arrotos e palavrões. Não se opõem ao reinado de Mamon, defendem a PEC dos Gastos, as reformas trabalhista e previdenciária, as privatizações, o arrocho salarial, a criminalização dos sindicatos e dos movimentos sociais, a entrega do petróleo, a abdicação da soberania nacional.

Alguns dos pressupostos para a formação de uma frente nacionalista, democrática e popular, estão aqui. Lanço-os para o debate. A organização e mobilização de uma frente com essas características, reunindo partidos, sindicatos, associações profissionais, igrejas, entidades estudantis, universidades, personalidades da vida política e das ciências, intelectuais e acadêmicos deve-se constituir em um sólido muro contra o avanço antidemocrático.

Não queremos assinaturas, manifestos ou proclamações. Queremos ação.

Quem se habilita?
(Roberto Requião/ Carta Maior)

Neofascismo é resultado da ilusão do andar de cima de que é possível construir país sem povo

O PT se mantém na linha de frente da oposição ao governo, vem sendo atacado pelo bolsonarismo e os radicais neofascistas desde antes da ascensão de Jair Bolsonaro ao poder. O partido saúda quem chegou agora na luta contra o autoritarismo do presidente da República. Mas é preciso ter clareza: a luta para retirar Bolsonaro do Palácio do Planalto tem de resultar também numa guinada na política econômica adotada no país desde o Golpe de 2016, que levou à destituição de Dilma Rousseff.

O futuro do Brasil não depende apenas do impeachment de Bolsonaro, mas da construção de uma agenda que permita ao país crescer com inclusão social, distribuindo riqueza e combatendo a desigualdade. É preciso colocar o povo no centro do debate da reconstrução do Brasil. A democracia passa pela soberania popular e pelo povo brasileiro.

Essa é a posição esboçada pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e reforçada pela presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann. As diretrizes foram discutidas na reunião do Diretório Nacional do PT, na segunda-feira, 1º de Junho. O partido reitera que a luta passa pelo impeachment do presidente e a convocação de eleições para presidente da República, 90 dias depois do afastamento de Bolsonaro. Com Bolsonaro-Guedes, o país continuará sem saída.

“Estão querendo reeducar o Bolsonaro, mas não querem reeducar o Guedes”, denunciou Lula. “Tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora nos manifestos. O editorial do Globo é uma proposta de acordo pra manter o Bolsonaro”, alertou, ao se referir à veiculação do texto “Os democratas precisam conversar”, com a opinião do jornal acenando com a manutenção do presidente no cargo para a pacificação do país. Para Lula, nem um governo sem Bolsonaro, mas com a mesma agenda que atende apenas aos interesses do rentismo, sem tocar na questão da desigualdade, vai levar o país a qualquer lugar.

Um Acordo Por Cima
Dilma ressalta que o acordo que permitiu a eleição de Bolsonaro, num acerto entre conservadores na política e na economia, incluindo líderes religiosos pentecostais, empresários ligados ao mercado financeiro e ao agronegócio, foi fruto de uma simbiose de interesses que agora dão sinais de desencontro. “O governo reflete o acordo neoliberal e neofascista e não houve ruptura profunda na relação entre esses interesses”, lembra a ex-presidenta.

Dilma diz que há dissidências agora no consórcio que sustenta o governo. “Exemplo? A Globo, que defende a pauta neoliberal, que insiste que temos de olhar os gastos públicos em plena pandemia, quando o mundo inteiro – até a União Europeia – faz pacote de ajuda para salvar empresas e empregos”, observa a ex-presidenta.

Aqui, a promessa de socorro financeiro de Paulo Guedes e Bolsonaro esbarrou na má-vontade de bancos e na própria burocracia. O dinheiro para crédito está empoçado e não chega aos micro e pequenos empresários. Daí o desconforto de agora. “Há segmentos importantes do mercado, obviamente, que podem vir a sair, mas que hoje ainda o sustentam”, destaca Dilma.

Vale lembrar que o governo destinou R$ 1,3 trilhão para o sistema financeiro, que bate recorde de lucros, mesmo com a economia brasileira afundando. Enquanto isso, falta dinheiro para microempreendedores individuais, pequenas e microempresas. E os recursos do auxílio-emergencial de R$ 600, destinado aos autônomos, informais e famílias do Cadastro Único saem a conta-gotas, mas não para todos. E 16 milhões de brasileiros aguardam o auxílio, que Guedes quer reduzir a R$ 200.

Nesta terça-feira, 2, parte da imprensa questionou a posição de Lula ao alertar os dirigentes petistas de que não é necessário garantir participação orgânica do PT em manifestos, se estes não tocam na questão da desigualdade e na recuperação de empregos e renda. Ou seja, não dá para falar em saída para a crise política se a formulação de outro modelo econômico a ser adotado não estiver presente na pauta da reconstrução nacional. Que país queremos?

Povo no Centro do Debate
O que Lula, Dilma e Gleisi ressaltam é que alianças democráticas são bem-vindas e devem ser estimuladas pelo PT, mas a legenda precisa construir uma frente que recoloque o povo no centro do desenvolvimento econômico e no projeto de reconstrução do país. “Estamos do lado do povo, não dá para compactuar com a agenda econômica que impõe arrocho e miséria à maioria da população”, diz a presidenta do PT.

Desde a saída de Dilma em 2016, quando o impeachment foi aprovado pelo Congresso mesmo sem a existência de crime de responsabilidade cometido pela então presidenta da República, a agenda econômica imposta ao país teve objetivos claros: desmontar direitos sociais e trabalhistas, assegurados pela Constituição de 1988, privatizar empresas estatais e submeter o pré-sal a interesses estrangeiros.

A legislação trabalhista, assegurada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) criada nos anos 30, foi desmontada no governo Temer sob o pretexto de que era hora de criar mais empregos. Veio Bolsonaro e aprofundou a mudança na legislação, retirando ainda mais direitos. Mas os empregos não vieram. Pelo contrário. O país tem 12,8 milhões de desempregados agora. E mais de 40 milhões de brasileiros na informalidade. Pior. Quase 5 milhões de pessoas perderam postos no mercado de trabalho, incluindo o informal, com a pandemia.

E o que propõe o governo para reverter o quadro? Mais “reformas estruturais”, tal qual a previdenciária, sugerida por Paulo Guedes em 2019, aprovada pelo Congresso em seguida, aplaudida por parte da mídia, que detonou aposentadorias sem entregar uma melhora da economia. Nem a propalada economia nos cofres públicos foi conseguida.
Nau Sem Rumo
O Brasil de 2020 – com o autoritarismo de Bolsonaro, a submissão do país aos interesses dos Estados Unidos e o aumento da desigualdade, como apontam o IBGE e a FGV – é resultado direto da saída de Dilma do poder e do modelo econômico em vigor nos últimos quatro anos, que só trouxe mais pobreza, aumento da desigualdade e piora nas condições de vida do povo.
Antes da pandemia, cerca de 100 milhões de brasileiros viviam no país com R$ 413 por mês. E a situação social só piorou de março para cá, quando o país passou a enfrentar o flagelo do governo Bolsonaro-Guedes combinado com a paralisia da atividade econômica por conta da pandemia. E agora, em plena curva ascendente do contágio, Bolsonaro pressiona estados e municípios a reabrir negócios, sem ligar para as 30 mil vidas perdidas, e sem planos para conter a expansão da doença, que atinge mais de 500 mil brasileiros.

Manter a política econômica atual, sem ao menos se propor a discutir a necessária retomada de investimentos públicos como forma de minimizar os impactos do Covid-19 sobre o país e a economia, é manter a rota do país para o abismo. Não haverá futuro a ser discutido se o país permanecer na direção do precipício com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes no timão. Como disse Lula, há poucas semanas, em entrevista à emissora argentina C5N, o Brasil é hoje uma nau sem rumo
.
(Agência PT de Notícias)


Levou cartão vermelho



O DEM/PFL expulsou de seus quadros a nazistoide Sara Winter, que começou mostrando os peitos em manifestações da extrema direita pré golpe, e hoje vitimiza-se em busca de uma prisão que a transforme em mártir.

De qualquer modo, essa expulsão mostra que o partido de 'Grampinho' Neto, Rodrigo 'Botafogo' e o mega salafrário 'Apropino' Maia está no governo a passeio e esperando seu 'troco', razão de ser da existência da legenda.

Quanto ao apoio pactuado e regiamente pago, obviamente tem prazo de validade curto a julgar pela conjuntura política, podendo expirar assim que surja fato capaz de deixar apenas o pintor com a brocha na mão, sucedendo-se o sumiço da escada.

Brito: Frente ampla não é “geleia geral”


ONão me surpreendeu – e quem leu o post que escrevi bem cedo é testemunha – a atitude de reserva manifestada por Lula ante os manifestos pró- democracia e antibolsonaristas.

Ouço, há 40 anos, que “o momento é de união”, desde que os “luas pretas” do MDB queriam que toda a oposição ao regime militar deveria ficar sob o seu “guarda-chuva”, desde que quem controlasse o cabo do guarda-chuva fossem Tancredo Neves, Thales Ramalho e Ulysses Guimarães.

Lula também ouviu, como Leonel Brizola dizia, este convite a formarmos uma “geleia geral”, como se todos fôssemos iguais e tivéssemos os mesmos caminhos para o Brasil.

Não era assim no início dos anos 80 e não é assim agora.

Formar uma frente exige definir identidades e marcar o ponto de separação. É como dizer: vamos juntos até ali, depois nos separamos.

O primeiro passo para a formação de uma frente com coerência é que dela não sejamos partes apenas individuais, mas como parte das instituições da democracia que queremos defender: partidos, sindicatos, associações, todas as representações que formam uma sociedade madura.

Os últimos movimentos “geleia geral” que tivemos foram desastrosos: as “jornadas de junho” de 2013 e o impeachment de Dilma Rousseff foram caminhos que nos levaram ao que temos hoje.

A formação de uma frente, necessária e imprescindível, jamais se fará com a perda de identidade. CUT e Globo não são iguais; Fernando Henrique e Lula não são iguais. PT e MBL não são o mesmo. João Dória e Guilherme Boulos, muito menos.

A união possível é pela preservação das liberdades democráticas e o horizonte é a normalização da vida política, que não pode ser definida pela disputa judicial-policial, mas por eleições.

É preciso que isso fique claro, ou estaremos enganando a população e apostando numa “solução” que elimine o psicopata mas mantenha a crueldade da psicopatia.

Por deixar de lado estas diferenças de identidades as “diretas-já” terminaram em José Sarney e o anti sarneysismo em Fernando Collor de Mello.

A direita, como não tem mais símbolos, está ansiosa por uma “geleia geral”, porque Jair Bolsonaro lhe roubou grande parte de seu eleitorado.

A esquerda, por sua vez, pode abrir mão de tudo, menos de não aceitar uma solução que mantenha o bolsonarismo sem Bolsonaro.
(Fernando Brito/ Tijolaço/ via Agência PT de Notícias)

Faturamento e vidas humanas


Hospitais privados, que conservaram parte de suas UTIs no ócio por questões pecuniárias nesse período de pandemia, acusam o golpe e falam de enormes prejuízos por conta de inúmeras cirurgias adiadas, em razão do coronavírus.

Por isso que o rapace ministro da Saúde do ladravaz temerário veio a público e, criminosamente, reclamou que o isolamento havia reduzido o número de acidentes automobilísticos, gerando um enorme prejuízo à medicina privada.

É. Definitivamente a medicina preventiva soa como palavrão aos que optaram pela empresa que faz cirurgia e receita drogas ao pobre do usuário, já que o lucro desmedido fica comprometido quando alguns procedimentos de custos altíssimos são evitados e bolso da sociedade é poupado.

Grupo de Trabalho da UFPA põe em xeque "estudo" que pôs fim ao lockdown na RM Belém



Um grupo de trabalho da UFPA, que se debruça sobre o coronavírus, produziu nota técnica, que o G1 Pará publicou, classificando como precipitada a liberação do isolamento social no Pará e Região Metropolitana de Belém, pois ainda não dispomos de vacina ou medicamentos eficazes de combate à doença.

Ainda, segundo a citada nota, enquanto não estiverem definidos internacionalmente quais o ciclo do vírus, imunidade, período de incubação etc qualquer suposição a respeito do comportamento da covid19 não passa de "mera especulação e não deveria ser considerada, de maneira segura e responsável, por gestores públicos".

O governo do Pará, recorde-se, usou um "estudo" coordenado por um engenheiro mecânico e um agrônomo, coadjuvados por professores da Bioinformática, que reconhecia a interiorização do vírus, todavia, afirmava peremptoriamente que a Região Metropolitana de Belém apresentava tendência de queda nos casos.

A presente Nota Técnica foi produzida pelo Grupo de Trabalho sobre o Novo Coronavírus, da Universidade Federal do Pará, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da Universidade Federal de São Paulo. O G1 Pará disponibiliza a Nota em seu site. 

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Bem no alvo. China afirma que o racismo é uma doença crônica estadunidense


Segundo porta-voz chinês, os protestos nos Estados Unidos mostram “a gravidade do problema do racismo nessa sociedade, e também da violência policial que reina impune nesse país”

Em entrevista para meios locais, nesta segunda-feira (1), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse que as últimas manifestações nos Estados Unidos pela morte de George Floyd “deixam exposta a gravidade do problema do racismo na sociedade (estadunidense)”.

“O racismo contra minorias étnicas nos Estados Unidos é uma doença crônica da sociedade norte-americana”, completou Zhao. Segundo o alto funcionário chinês, “as vidas dos afro-americanos também são valiosas e seus direitos humanos também devem ser garantidos”.

O diplomata também se referiu à questão da violência policial, ao comentar que esta “reina impune nesse país (Estados Unidos)”.

Para completar, Zhao criticou o comportamento do governo estadunidense, que, nas semanas anteriores à morte de George Floyd, questionava o respeito aos direitos humanos na China, devido ao tratamento da polícia do país contra manifestantes em Hong Kong.
(Revista Forum)

Lula, Dilma e Gleisi apontam: povo precisa ser a prioridade


Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff reforçaram as críticas ao governo federal ao defenderem, nesta segunda-feira, 1º de junho, o afastamento do presidente Jair Bolsonaro como forma de restabelecer a democracia, proteger a população e reconstruir o país. “A gente quer tirar o Bolsonaro pra defender a vida. Porque ele não gosta de mulher, não gosta de preto, não gosta de índio, não gosta do povo trabalhador. É por isso que estamos dizendo Fora, Bolsonaro”, defendeu Lula.

Dilma foi na mesma linha: “A gente está num quadro de crise muito profundo. E a crise econômica será extrema. As pessoas não estão sendo atendidas, nem as pequenas empresas. Vivemos uma crise terrível, porque estão todos desassistidos e as empresas – pequenas e micros – estão quebrando”, lamentou a ex-presidenta da República. “Esta situação mostra claramente uma das situações mais graves do governo: Bolsonaro não tem gestão. Não tem a menor capacidade de formulação de políticas”, denunciou.

As posições dos dois ex-presidentes foram expressas na reunião do Diretório Nacional do PT, na manhã desta segunda, durante videoconferência. A presidenta nacional da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PR), anunciou que vai reforçar as pressões para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diante da escalada autoritária do ocupante do Palácio do Planalto. “Há uma insatisfação crescente na maioria da população, que repulsa o governo”, disse a parlamentar.

Lula fez um alerta ao PT para evitar o embarque em algum processo que resulte num amplo acordo com o atual regime, para manter a política econômica conduzida pelo ministro Paulo Guedes. “Estou dizendo pra gente não pegar o primeiro ônibus que tá passando. Estão querendo reeducar o Bolsonaro, mas não querem reeducar o Guedes”, denunciou. “Tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora nesses manifestos. O editorial do Globo é uma proposta de acordo pra manter o Bolsonaro”.

A ideia também foi amplamente rechaçada por Dilma. “Esse governo reflete o acordo neoliberal e neofascista”, advertiu a ex-presidenta, lembrando que não houve uma ruptura profunda na relação entre os interesses do mercado e o bolsonarismo. “Você tem dissidências dessa relação, que defende a democracia liberal e mantém a pauta neoliberal”, ressaltou, citando como exemplo empresas de mídia. “A Globo defende a pauta neoliberal, que insiste em olhar gastos públicos em plena pandemia, quando o mundo inteiro – até a União Europeia – faz pacote de ajuda”, disse.

Ela lembrou que as dissidências também ocorrem na na política. “Existem dissidências. Ele era para ser tutelado, mas resolveu assumir o governo para o qual foi eleito. Não foi isso que os seus apoiadores esperavam. Os que se acomodaram foram os segmentos militares. Não sei até quando”, questionou a ex-presidenta. “Há segmentos importantes do mercado, obviamente, que podem vir a sair, mas que hoje ainda o sustentam”, ressaltou.

Dilma avalia que o desgaste de Bolsonaro se dá em outras duas frentes. “De um lado, passa a se tornar intolerável para os neoliberais e os defensores dos marcos civilizacionais, fica difícil para eles não romperem um pouco com o Bolsonaro”, disse. “E de outro lado, fica claro que uma parte da direita não rompeu. A direita institucional não rompeu. Exemplo: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia”. Dilma alertou que há uma tendência de isolar a esquerda. “Querem tirá-las, afastá-las e neutralizá-las sempre que possível”, comentou.

Dilma defendeu a formação de uma frente popular de reconstrução do país e a formação de alianças democráticas com as forças políticas dispostas a enfrentar o governo Bolsonaro neste momento. “As alianças democráticas que devemos formar serão fechadas sabendo com quem nós contamos para fazer alguns embates em comum”, defendeu Dilma. “Mas não contamos com tudo – não contamos! – para a retomada e para as próprias medidas para enfrentar o Covid-19”.

Ela acusou Bolsonaro de boicotar governadores e prefeitos no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, enquanto promove ataques sistemáticos às instituições democráticas. “O Bolsonaro utiliza a estratégia defendida pelo seu vice-presidente [Hamilton Mourão] de aproximações sucessivas nas quais ele vai normalizando todos os ataques à democracia”, denunciou.

“De um lado, temos claramente o Bolsonaro rompendo as instituições, desafiando o STF e o Congresso. De outro lado, temos uma situação econômica na qual o Paulo Guedes não tem nenhuma orientação para sustentar a economia”.

Dilma se mostrou solidária a governadores e prefeitos, que enfrentam uma situação desafiadora na pandemia. E lamentou que pessoas estejam morrendo de Covid-19 sem poder sequer entrar numa UTI, porque Bolsonaro não entrega equipamentos e nem dá dinheiro aos estados e municípios. “O governo federal promete e nunca realiza. Promete e não entrega”, disse.

“A gente está num quadro de crise muito profundo. E a econômica será extrema. As pessoas não estão sendo atendidas, nem as pequenas empresas. Vivemos uma crise terrível, porque estão todos desassistidos e as empresas – pequenas e micros – estão quebrando”, lamentou. “Esta situação mostra claramente uma das situações mais graves do governo: Bolsonaro não tem gestão. Não tem a menor capacidade de formulação de políticas”, denunciou.

Dilma disse que é importante manter-se atento ao desdobramentos da crise entre China e Estados Unidos, com o estremecimento da relação entre os dois países, lembrando que haverá consequências e impactos para o Brasil. “O Sr. Trump dá sustentação a Bolsonaro, mesmo quando ele fecha os voos. A sustentação é muito importante e tem um aspecto político internacional”, disse. “E não é só Trump que enfrenta a China. É todo o establishment, o Estado americano. Isso terá repercussões na forma pela qual a retomada da economia ocorrerá”.
(Agência PT de Notícias)

China fecha portas à economia estadunidense e beneficia produtos brasileiros



O governo brasileiro é uma bosta tão fedorenta quanto os "bostas" do chiqueirinho que o aplaudem.

Agora mesmo, a China acaba de dar provas disso ao optar pela compra da soja brasileira, e outros produtos agrícolas, mesmo depois de todas as sandices de Weintraub, Guedes e mais alguns facínoras governamentais que ofenderam o povo chinês.

E o fez porque constata que esses malfeitores do governo brazuca não passam de 'ladrões de galinha', diante do cachorro de crina Trump e sua política malévola, para desestabilizar o governo chinês desde o incentivo à rebeldia econômica em Hong Kong.

Sim, o Brasil pode tirar bastante proveito dessa disputa porque o governo chinês a suspensão de qualquer compra feita nos Estados Unidos abre a possibilidade de reaquecimento de nossas exportações e reequilíbrio de nossa balança comercial.

O problema é o nível de viralatice que contamina nosso governo, capaz de boicotar a venda de produtos brasileiros à China em solidariedade aos EUA, mesmo diante de todas as sandices trumpistas contra nós. Afinal, a submissão é ilimitada .
(Com informações de O Globo)

Valentão/cagão Trump esconde-se em bunker na Casa Branca, com medo de protestos


Os protestos, motivados pela morte do afro-americano George Floyd, atingiram a capital do país em 29 de maio, quando manifestantes furiosos se concentraram na avenida Pensilvânia, bloqueando a Casa Branca.

Apesar de nunca terem acreditado que o presidente estivesse em perigo, os responsáveis pela sua segurança pessoal tomaram a precaução de levá-lo para o bunker à medida que as tensões aumentavam.

O abrigo seguro serve, para além de proteção do presidente e de seus principais colaboradores, para coordenar o governo, com recurso a tecnologia de ponta.

Segundo o US Today, Trump permaneceu confinado durante cerca de uma hora, tendo ficado muito abalado com os protestos, elogiando posteriormente o trabalho do Serviço Secreto.

Nos últimos dias, a segurança da Casa Branca foi reforçada com efetivos da Guarda Nacional e por pessoal adicional do Serviço Secreto dos Estados Unidos e da Polícia do Parque dos Estados Unidos (The United States Park Police).
(Sputnik Mundo)

domingo, 31 de maio de 2020

PMs de SP agem como "merdas" de Alphaville, atacam quem defendia a democracia e protegem fascistas



Um ato de torcidas organizadas pedindo por democracia, que aconteceu neste domingo 31 na Avenida Paulista, acabou em confusão após a Polícia Militar começar a atirar bombas de efeito moral nos manifestantes.

Em entrevista à GloboNews, o coronel da PM de São Paulo, Álvaro Batista Camilo, informou que tentava manter os manifestantes pró-democracia separados dos bolsonaristas, que também ocupavam a Paulista em ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Camilo informou que um dos lados “jogou pedras” na polícia, mas não soube dizer qual deles foi o responsável. No entanto, o grupo de torcedores foi o único a ser atacado.

“A polícia estava ali para manter a segurança. Um dos grupos começou a atirar pedras contra a polícia, infelizmente é necessário nesse momento a utilização de armas não-letais.”, disse. “Não sabemos quais os grupos… temos torcida organizada, um grupo pró-bolsonaro, um anti, num determinado momento começou a jogar pedras e pedaços de pau. A polícia não está avançado em nenhum dos grupos para evitar que eles se confrontem e causem um mal maior. Infelizmente, temos ânimos acirrados dos dois lados e a polícia está lá para evitar que eles se confrontem.”, informou.

Não há, no entanto, registro de imagens dos manifestantes provocando a PM quando a confusão acabou. Em relação a isso, o coronel afirmou que não sabe, ao certo, em que momento a polícia decidiu atacar as torcidas organizadas.

A corporação também informou que três manifestantes foram detidos, mas não soube dar mais informações sobre de qual lado eles eram. O ouvidor das polícias de São Paulo, Elizeu Lopes, afirmou que irá pedir investigações sobre o ocorrido.

O Nefasto


Além de gatuno, esse Paulo Guedes, que o mentecapto Jair Bolsonaro colocou pra tomar conta das finanças públicas do país, é um imbecil completo.

Isto foi atestado pelos números da economia divulgados sexta-feira última, pelo IBGE, quando ficamos sabendo que o PIB brasileiro caiu 1,5%, no primeiro trimestre deste ano, com tendências de queda mais acentuada nos trimestres restantes.

Nos dados divulgados, constatou-se que o consumo das famílias foi o principal fator da queda ao andar para trás 2% , em comparação com o trimestre imediatamente anterior, por sinal pior resultado obtido desde 2001, tempos privatas sempre é bom lembrar.

O consumo das famílias é o principal componente do PIB brasileiro, responsável por cerca de 70% de quase toda a riqueza gerada, porém, dependendo de poder aquisitivo para que os demais setores da economia estejam aquecidos e a economia do país funcionando.

Guedes, o agiota e ladravaz, simplesmente destruiu o poder de compra das famílias ao radicalizar as medidas do não menos larápio Temer, levando o país ao abismo que se aprofundará quanto mais o tempo passar e os efeitos da pandemia forem sentidos na economia.

Nunca esteve tão atual o mantra, 'Ou o Brasil acaba com o modelo Paulo Guedes ou este acaba com o Brasil'. Simples assim.


sábado, 30 de maio de 2020

Barrado no baile



O ex ministro da Justiça, Sérgio Moro, popularmente conhecido como "juiz ladrão" por sua atuação facinorosa à frente da Lava Jato, reclamando de ter sido desconvidado de um debate na Universidade de Buenos Aires, cujo tema é "Combate à corrupção".

O que queria? Além de bandido togado, largou a veste e foi ser ministro de um governante envolvido até o pescoço com milícias, tráfico de armas e funcionários fantasmas, algo que não está entre as atividades mais edificantes desenvolvidas economicamente no país.

Além disso, como dizia o saudoso Paulo Henrique Amorim, trata-se de um analfabeto funcional que não distingue sob de sobre; apelida a Câmara Federal de câmera; não sabe pronunciar a palavra Cônjuge, fala conge, entre o cipoal de torpezas que atestam sua desqualificação ao debate em uma universidade.

Portanto, longe de tratar-se de perseguição política como velhacamente tenta fazer crer, sua interdição significa a preservação de um debate realmente acadêmico, coisa para a qual Moro não está preparado por sua formação jurídica precária, retórica mambembe e nível intelectual famigerado.

Divergência não é racha



Divergência de opinião não é racha. É parte de um processo que tende a chegar a bom termo, caso seja conduzido com transparência e bons argumentos.

Por isso, é precipitado afirmar que há racha entre as posições do ex ministro Zé Dirceu e a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, a respeito da formação de uma frente contra o fascismo instalado.

Dirceu até tem razão em relação a fissuras. O problema é que Ciro está indiferente ao bloco porque elegeu o PT como o maior entrave ao seu projeto de poder, e não o fascismo.

E não é de hoje. Em 2014 apostou na dupla Marina/Aécio pra derrotar Dilma e ainda evitou expor-se com seu discurso de centro esquerda que favoreceria Dilma na disputa.

Em 2018, primou pela ambiguidade pra não melindrar o eleitorado à esquerda. No entanto, fugiu como todos sabem para Paris, assim que viu a disputa polarizada entre Haddad e Bolsonaro.

Colocou-se em um caminho sem volta ao eleger o PT como seu principal inimigo, abrindo mão de tentar conquistar a simpatia da militância petista, indo à luta por um eleitorado mais diversificado.

Por isso distancia-se do PT, namora a mídia anti petista através da ambiguidade pau no Lula e sua legenda misturado a um discurso progressista, oportuno nesse momento social adverso .

Bem, é pouco provável que nessas circunstâncias a esquerda rume unida para as eleições já de 2020, deixando sequelas para 2022 e o dilema que força atitudes ousadas, como a sugerida por Zé Dirceu. 


A pós-História é a pré-História

Ao final da era Reagan-Tatcher e do aparente triunfo final do liberalismo, vestido de neo, um de seus ideólogos, o norte-americano Francis Fukuyama, lançou a “obra magna” daquele período: O Fim da História.

O mundo, agora, era unipolar: caíra a União Soviética, o socialismo passara a ser unanimemente aceito como arcaico, o modo de produzir e de viver era o da democracia formal e o da tecnologia, suficientes para garantir bens e direitos em abundância e abolir as disputas sociais.

Em consequência, abolir as disputas políticas e os instrumentos pelos quais, até ali, elas se expressavam, os partidos e ideologias. Um e outro foram expurgados como velharias e progressivamente perdendo o sentido que tiveram, ao longo do século 20, como molas propulsoras do desenvolvimento social. O grito de Cazuza, em seu clássico Ideologia, eu quero uma pra viver é, com a sensibilidade dos poetas, o grito desesperado de uma geração – a minha – que assistiu ao enterro do que passou a ser quimera.

A história, porém, é como a Hidra grega, rebrota. A noite que passou, nos Estados Unidos assolados pela dor, pelo desemprego, pela súbita evidência de que o passado, de outras formas e com outras gerações, ressurge para que siga em frente a longa marcha da civilização.

Ou os protestos que percorreram, como um rastilho de pólvora, os Estados Unidos não são netos das marchas pelos direitos civis dos anos 60, que projetaram a figura heroica de Martin Luther King como símbolo da luta contra o racismo?

Mas, como o neoliberalismo e e seu ferramental de mídia destruíram partidos, ideologias e política, esta erupção explode sem direção, confusa, pronta para ser instrumentalizada contra seu próprio sentido, como ocorreu aqui, anos atrás.

Trump, não se iludam, vai agarrar-se à bandeira do restaurador “de lei e da ordem”, como aqui se agarram os defensores da “ordem sem progresso”.

A ânsia por civilização tem de ser combustível para a mudança, não desculpa para a barbárie.

PS: Não tinha visto ao escrever, mas a capa da Time é simplesmente o resumo da história, veja:


(Fernando Brito/ Tijolaço)

Precarização. Motivos que levaram Brasil a perder 860 mil empregos são anteriores ao coronavírus


Demorou cinco meses, mas o governo finalmente divulgou os primeiros dados de emprego e desemprego no país em 2020. Alegando falta de algumas informações e mudanças no sistema, a equipe econômica não havia divulgado nenhuma informação até agora e os primeiros números que vieram a público indicam uma situação alarmante.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil perdeu 860.503 empregos com carteira assinada entre janeiro e abril. O número de admissões do último mês está abaixo do número de demissões. Foram 598.596 contra 1.459.099. Frente a abril do ano passado, o índice de demissões está 17,2% superior e o de admissões 56,5% inferior.

Os resultados indicam que o aumento no desemprego começou antes da chegada da pandemia no coronavírus, a despeito das sucessivas afirmações de Jair Bolsonaro (sem partido) de que o isolamento social para conter a doença iniciaria uma deterioração no mercado de trabalho. Desde a tramitação da reforma trabalhista, que vigora desde 2017, especialistas vinham alertando sobre o enfraquecimento da proteção ao trabalhador.

As críticas se intensificam com as novas flexibilizações, propostas para enfrentamento da crise causada pelo vírus. A Medida Provisória 936 suspende contratos, reduz jornadas e salários, entre outras definições. O economista Marcelo Manzano, da Fundação Perseu Abramo, afirma que os dados do Caged apresentam um quadro de deterioração grave.

Ele lembra também que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelou um acréscimo de mais de 3 milhões e 700 mil trabalhadores informais entre fevereiro e abril. Nas palavras do economista a desestruturação do mercado de trabalho é profunda.

“O que isso nos revela? Primeiro que a reforma trabalhista de 2017 – que foi, de maneira oportunista, realizada sob a bandeira de que flexibilizando as regras de trabalho e reduzindo os custos trabalhistas nós teríamos maior volume de emprego no país – fracassou completamente. Não só não gerou emprego, como agora – em uma situação de crise – é muito mais fácil demitir, muito mais difícil garantir condições de segurança e de estabilidade no trabalho, tão necessárias para as famílias trabalhadoras.”

A análise é de que sem esse enfraquecimento e se o Brasil estivesse vindo de um momento positivo na economia, poderia haver mais recursos e organização para enfrentar a crise pandêmica. A economia estaria mais forte para que fossem colocadas em prática medidas de proteção ao trabalho. Mas no discurso do governo, a deterioração econômica em geral está diretamente ligada ao coronavírus.

Há cerca de dois meses, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmava que o país estava em pleno voo quando a doença chegou ao Brasil. Nesta sexta-feira, após a divulgação dos resultados do Produto Interno Bruto, ele voltou atrás. Disse que vai pedir novas análises para observar se o Brasil já estava no que chamou de “estado meio anêmico”.

Marcelo Manzano afirma que a inação e a omissão do governo Bolsonaro e da equipe de Paulo Guedes são fatores decisivos no quadro atual.

“Esse governo não agiu como precisava, como outros governos ao redor do mundo estão fazendo. Governos, inclusive, alinhados ideologicamente ao Bolsonaro. Como o caso do Boris Johnson na Inglaterra, que adotou medidas de sustentação de todos os empregos do país , com o governo assumindo 80% dos salários dos trabalhadores. Medidas semelhantes ocorreram na Espanha, na França, na Argentina. Aqui, entretanto, Paulo Guedes e sua equipe resistem a adotar medidas de intervenção sobre o mercado de trabalho e a economia. Resistem por conta de seu apego à tese do equilíbrio fiscal e da dificuldade de acreditar que o governo é capaz de realizar gastos públicos num momento como este.”

Os dados do Caged mostram ainda que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro registraram os maiores números em fechamento de vagas. O único setor que teve saldo positivo entre contratações e demissões foi o da agricultura. Construção civil, comércio, serviços e indústria, apresentaram resultados negativos. O Brasil tem hoje quase 13 milhões de desempregados e cerca de 6,5 milhões de sub ocupados.
(Brasil de Fato)

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Oh joga fora no lixo...



Depois que o general Santos Cruz lembrou que pijama não é uniforme, parece que outros atores da cena política conservadora resolveram falar grosso com a ala hidrófoba do governo.

Rodrigo 'Botafogo' Maia, por exemplo, não perdeu tempo e hoje mesmo declarou, “homem com essa qualidade não poderia ser ministro de pasta nenhuma”. Referia-se ao titular da Educação.

Claro que o desqualificado em tela entrou em processo de fritura, valendo-se o ávido Centrão do álibi da imbecilidade e antipatia que acometem o alvo para papar mais um cargo. Credo! 

O medalhista das olimpíadas do puxassaquismo



Se fosse uma eleição de caráter universal, Augusto Aras ficaria numa suplência tão distante que só uma pandemia poderia ungi-lo ao cargo.

Mas, como vassalo assumido, acabou nomeado Procurador Geral da República, contrariando a vontade do colegiado de procuradores, porque aceitou ser áulico do fascismo vigente.

Agora, os membros da Procuradoria Geral da República preparam um projeto que impeça a nomeação de quem ficou fora da lista tríplice envia da à presidência da República.

Por mais que a história recente dos PGRs seja digna de repúdio popular, ainda assim é desejável que a nomeação respeite a vontade do colegiado, em vez de sair do bolso do paletó de quem nomeia.

Augusto Aras surge como um Geraldo Brindeiro piorado, mostrando que a sabujice não se esgota na omissão. Vai além com a submissão e a espera do carreirismo via apadrinhamento.

Baque na aventura golpista



"As Forças Armadas são instituições permanentes do Estado brasileiro e não participam nem se confundem com governos, que são passageiros".

Este é um trecho de artigo publicado hoje, de autoria do general Santos Cruz, claramente rechaçando a possibilidade das FA chancelarem um golpe de estado, conforme desejo do clã Bolsonaro.

O vice presidente da República, também general, Hamilton Mourão, havia resumido em uma expressão corrente tudo que o artigo de Santos Cruz descarta da pregação golpista e familiar: "Me poupe".

Há um outro trecho, no citado artigo do general, que vai no fígado de alguns mastins golpistas que vestem pijamas, mas arvoram-se a porta vozes do segmento militar, quando não passam de serviçais do fascismo.

Diz Santos Cruz, "O militar da reserva, seja qual for a função que ocupa, não representa a instituição militar. O desempenho de qualquer função, quando o militar está na reserva, é de responsabilidade pessoal".

Isto explica, talvez, o recuo do carniceiro das favelas haitianas, depois de ameaçar ministros do STF com "consequências imprevisíveis", dirigindo-se ao decano do STF, ministro Celso de Mello.

Enfim, para o grande público, até aqui as Forças Armadas têm acenado com respeito às instituições e à democracia, o que implica pouco apetite pra embarcar na aventura golpista sonhada pelo fascismo.

Se o artigo do general Santos Cruz vai diminuir o ímpeto golpista, não se sabe. Sabe-se apenas que, no momento, Bolsonaro ainda não reuniu credibilidade, tropa e meios para governar acima das instituições. 

PIB cai 1,5% no primeiro trimestre deste ano. Vai piorar!



Segundo o IBGE divulgou há pouco, o Produto Interno Bruto(PIB) brasileiro recuou 1,5% no primeiro trimestre deste ano, já sob o impacto da pandemia, segundo os técnicos.

Curioso, porque nos dois primeiros meses nenhum país ainda havia decretado isolamento, fechado fronteiras e a economia parecia seguir seu curso normal. Tudo bem. Os técnicos sabem o que dizem.

Com o resultado, nosso PIB voltou a valores verificados em 2012. Como esse é só o início da queda, há a inexorabilidade de recuarmos ainda mais, talvez até ao fatídico último ano privata(2001).

Lógico que a pandemia terá efeitos desastrosos sobre o resultado, todavia, a política ultraliberal guedista já nos levava ao abismo, tanto que bem antes a comparação com a Argentina de Macri era inevitável.

Desemprego em alta, queda na balança comercial, arrocho salarial, entre outros dados, já anunciavam que a aventura pinochetista, fracassada no Chile e aqui imposta pelo agiota Paulo Guedes, seria a farsa repetida como fiasco, mesmo sem coronavírus.

Na contramão da maioria dos países do mundo, que enfrentaram a pandemia seguindo a OMS e já começam tornar à normalidade, Brasil e EUA ainda juntam pilhas de cadáveres, enquanto seus governantes teimam em blasfemar contra o isolamento.

Mais grave ainda o caso brasileiro, que parece pretender tirar proveito da tragédia pra melhorar seus indicadores, conforme manifestação de uma tecnocrata mórbida e tarada a respeito da morte de idosos melhorarem os números da previdência; sem contar a fala degenerada do agiota, na fatídica reunião de 22 de abril. Não dá!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

A corda está esticada



Segundo pesquisa do Instituto Atlas, divulgada pelo site Brasil 247, 65% dos brasileiros desaprovam o comportamento do presidente da República; 58% consideram seu governo ruim/péssimo e também 58% dos entrevistados querem seu impeachment.

Ou seja, Bolsonaro está cada vez mais isolado, tendo como aliados apenas aqueles que fazem parte de facções que namoram com a criminalidade, pouco se importando com os poderes republicanos constituídos e o estado democrático de direito.

Todavia, quanto mais se isola, mais o presidente joga no ar a possibilidade de golpe, algo que seu filho Eduardo Bolsonaro coloca em suas declarações públicas como algo que está por realizar-se como ato de vontade do presidente da República.

Este mesmo já manifestou-se exortando a Polícia Federal a não cumprir determinações judiciais, como se fosse uma guarda particular de Bolsonaro e não um orgão de segurança do estado brasileiro, inclusive, e principalmente, como polícia judiciária.

Certo é que a corda está esticada. Um recuo do STF nesse momento seria a suprema desmoralização do Poder judiciário; enquanto o presidente chama de "liberdade de expressão" sua fábrica de fake news e tenta colocar acima da lei essa horda sua aliada.

Certo é que o país nunca esteve tão perto de uma aventura autoritária, nesse quase ano e meio de governo, quanto está agora diante dos arroubos autoritários por parte de investigados pela prática de crimes virtuais que reagem ofendendo o investigador.

E tudo sob a manifestação esdrúxula do presidente do país, que se arvora a condottiere, revoga a autoridade dos demais poderes e determina quem deve estar sob o império da lei e quem está acima deste. Será que essa aventurá se consolidará?