Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 26 de março de 2017

Ecos do fiasco golpista

Até a Globo registra o fracasso coxinha- Tijolaço @tijolaco

Sem a convocação maciça da Globo a direita não se mexe. A rua vazia de hoje elucida a manipulação de ontem- Carta Maior @cartamaior

Pouca gente: 500 pessoas. Veja fotos da manifestação em favor da Lava Jato em Brasília- Fernando Rodrigues
✔ @FR_BSB

Manifestação do MBL tá igual aos shows do Lobão: cancelados por falta de público- Ronaldo Teixeira @ronaldooricotx

Paulista:*Cenas da "quase totalidade" d apoiadores do juiz pavão d Curitiba q persegue cidadãos e ataca o direito à livre expressão- PatoPejotinha @PatoCorporation


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O FUTURO DO GOLPISMO


Dividir para multiplicar


Barbalhos e tucanos irmanados em mais uma empreitada de gastança. O Diário do Pará anuncia a possibilidade da criação de mais 52 municípios no Pará e o maroto senador Flexa Ribeiro anuncia que vai tentar fazer andar seu projeto que transfere às assembleias legislativas a prerrogativa de legislar a respeito dessa matéria.

Até um consórcio municipalista, aqueles com o jeito helderista de fazer política, foi criado para atuar em Brasília a fim de comandar o lobby que tentará viabilizar essa farra multiplicadora de alcaides e edis, além das demais sinecuras que fatalmente vêm embrulhadas nesses pacotes.

Na dita matéria, que foi manchete no DP de hoje, há a referência lapidar de descontentamento com a presidenta Dilma Rousseff, que vetou projeto de lei anterior aprovado pelo senado com a mesma intenção, de fazer proliferar país a fora essa indústria do mandonismo coronelista, através de mais lacaios homiziados em câmaras municipais e prefeituras.

Custa crer que alguém eleito para ocupar a chamada 'Câmara Alta' do país tome a iniciativa legislativa de abrir mão de uma das prerrogativas elencadas entre as pertencentes àquela Casa, tudo em nome da criação de uma indústria de dilapidação de recursos públicos através de maracutaias desse jaez.

Diante da fatal união entre esses atores do atraso, é provável que surja uma força, mais uma, voltada para sugar recursos públicos, enquanto fazem o macro discurso da austeridade, com o mesmo cinismo quando se se anunciaram combatentes contra a corrupção.

Na realidade o país enfrenta a maior recessão de sua história, com as contas públicas totalmente arrombadas, bem como a ameaça do ministro da Fazenda anunciar aumento da carga tributária, terça-feira próxima.

Para sanear as finanças? Claro que não. Apenas para apascentar os apetites vorazes desses rapaces que não pensam em outra coisa que não roubar dinheiro público. Triste!

sábado, 25 de março de 2017

Em 212 páginas, defesa de Dilma refuta delações e pede provas

Os advogados da presidenta eleita Dilma Rousseff, deposta pelo golpe parlamentar de 2016, apresentaram, na noite de sexta-feira, 24, suas alegações finais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na peça de 212 páginas, a defesa refuta as acusações de que a vitória nas eleições presidenciais de 2014 só teria sido possível porque a campanha de Dilma foi movida a farto dinheiro de origem suspeita. A ação foi movida pelo candidato derrotado, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG)


A defesa sustenta a lisura do pleito, rebate outras acusações e contra-ataca, alegando que não pesam contra a presidenta deposta suspeitas de envolvimento direto em pedidos de propina, o que não se pode dizer do candidato derrotado nas urnas. Aécio Neves foi citado nominalmente por executivos da Odebrecht como pedinte de dinheiro em caixa dois. O tucano chegou a alegar na petição inicial entregue ao TSE em 2014, depois da derrota, ter sido prejudicado pelas condições desiguais na disputa presidencial. Também Michel Temer manteve encontros ainda não esclarecidos com o próprio empresário Marcelo Odebrecht.

“A chapa opositora (de Aécio Neves), ao contrário do afirmado em sua petição inicial, não teria qualquer prejuízo a sua campanha, pois além de ter recebido doações oficiais, teria abastecido seus recursos com doações oriundas de suposto caixa dois, segundo os depoimentos de Benedito Júnior e Marcelo Odebrecht”, enfatiza o advogado Flávio Caetano, que lidera a defesa de Dilma no TSE, reforçada pelos advogados Arnaldo Versiani, Renato Moura Franco e Breno Bergson Santos.

Flávio Caetano e os advogados também rebatem a tese da separação da chapa eleita em 2014, como os advogados de Michel Temer vêm sustentando. O procurador eleitoral Nicolau Dino já se manifestou favoravelmente pela indivisibilidade da chapa. Além do mais, ao contrário de Dilma, foi Temer quem se encontrou com Marcelo Odebrecht, em 2014, no Palácio do Jaburu, residencial oficial do vice-presidente da República, onde participou de conversas destinadas a contribuições de campanha. 

Tucano

Os advogados pediram a abertura de investigação das contas de Aécio Neves, baseado nos depoimentos de Marcelo Odebrecht, Benedito Júnior e Maria Lucia Tavares, no âmbito do TSE, com levantamento do sigilo imposto pelo ministro Herman Benjamin. E também a remessa do caso ao procurador Geral da República, Rodrigo Janot, para que avalie a instauração do procedimento investigatório em razão de eventual prática de crime de falsidade ideológica pelo ex-candidato Aécio Neves.

Flávio Caetano quer a retirada das tarjas sobre os depoimentos de Marcelo Odebrecht e Benedito Júnior, alegando que o sigilo imposto pelo relator causou prejuízo à defesa. Ele apresentou petição, encaminhada à parte ao TSE, também na sexta-feira, solicitando o fim das tarjas pretas, que cobrem seis páginas inteiras do depoimento de Marcelo Odebrecht e uma página completa do depoimento de Benedito Júnior. O advogado sustenta que os outros integrantes do TSE precisam conhecer o teor das declarações para compreenderem as alegações apresentadas pela defesa de Dilma.

No documento apresentado ao tribunal, os advogados reforçam a impossibilidade de a campanha da reeleição ter sido abastecida majoritariamente com recursos ilícitos, como sustenta o PSDB no processo. A defesa refuta ainda as insinuações e lembra que a campanha de Aécio recebeu dinheiro das empreiteiras, que doaram R$ 78,850 milhões do total de R$ 251,4 milhões arrecadados pelos tucanos para a disputa presidencial em 2014.

“Como cogitar de abuso de poder político dos réus se Aécio Neves e PSDB receberam 31,38% das empreiteiras em relação ao total arrecadado?”, sustenta o advogado. “O que interessa é deixar absolutamente claro que não há, e jamais haverá, qualquer afirmação ou informação, nem em depoimentos, nem em termos de colaboração premiada, de que Dilma Rousseff tenha qualquer participação direta ou indireta em atos de corrupção para obtenção de doações eleitorais, seja no âmbito da Operação Lava Jato ou de qualquer outra investigação”.

Tratamento desigual

A defesa de Dilma argumenta que o processo conta com mais de dois anos e três meses de intensa tramitação no TSE, tendo sido ouvidas mais de 42 testemunhas nesse prazo, sendo apenas oito de defesa. “Salta aos olhos a forma como [o processo] passou a ser conduzido a partir do dia 23 de fevereiro de 2017, ou seja, há exato um mês, com inaceitável atropelo procedimental, no que se denominou nesta peça como Fase Odebrecht”, argumenta Flávio Caetano.

O advogado cita o fato de o ministro Herman Benjamin ter decidido colher novos depoimentos como testemunhas de juízo, tendo como fundamento decisório os “vazamentos seletivos” publicados pela mídia escrita. Mas, ao fazer isso, acabou prejudicando a defesa ao não acolher as petições apresentadas pelos advogados para rejeitar as acusações formuladas. A defesa também lamenta o tempo exíguo que o relator concedeu às partes nas últimas semanas para exame dos depoimentos colhidos.

Flávio Caetano reclama ainda de cerceamento de defesa, listando que o relator do processo no TSE negou praticamente todos os requerimentos apresentados, inclusive para colher depoimentos que pudessem refutar as alegações de delatores – sem apresentação de provas – sobre encontros, pedidos e reuniões a despeito da doação de dinheiro para a campanha da reeleição da chapa Dilma-Temer em 2014. A oitava dos presidentes dos partidos aliados – PDT, PCdoB, PP, PROS, PPR –, por exemplo, poderia servir de contraponto. Praticamente todos os pedidos foram indeferidos.

Odebrecht

Nas alegações finais, os advogados de Dilma voltam a rebater as insinuações de que Marcelo Odebrecht era íntimo da presidenta eleita. “ Dilma Rousseff jamais teve qualquer relação de proximidade com Marcelo Odebrecht e nunca fez qualquer reunião em particular com ele, nem tratou de qualquer assunto que tivesse relação direta ou indireta com suas campanhas eleitorais”, afirma Flávio Caetano.

A defesa refuta também a declaração do empresário de ter se encontrado com o ex-ministro Guido Mantega, em 2009, quando a autoridade responsável pelo Ministério da Fazenda do governo Lula teria solicitado ao empresário uma doação ilegal de R$ 50 milhões para a campanha de 2010 de Dilma. Caetano argumenta que a declaração do empresário é mentirosa.

“Trata-se de versão fantasiosa de inaceitável falsa acusação feita a Guido Mantega que, repita-se, não pode falar em juízo porque o eminente ministro relator não quis ouvi-lo, em inescapável ofensa ao contraditório e ampla defesa”, sustenta o advogado.

“Se realmente fossem prometidos os tais R$ 50 milhões para a campanha de 2010, indaga-se: Por que tais valores não teriam sido utilizados em 2010?”, questiona. Segundo Marcelo Odebrecht, porque não teria sido necessário. Caetano rechaça a hipótese. “Em 2010, a campanha da chapa Dilma-Temer foi encerrada com elevado déficit e a dívida foi assumida pelo PT”, argumenta.

O advogado reforça que, além disso, em 2009, era impossível que Mantega pedisse qualquer doação à campanha de Dilma de 2010, por duas razões de flagrante notoriedade: 1) naquele ano, Dilma foi acometida por um câncer, e ficou afastada do governo por quase todo o ano em tratamento; b) Em 2009, ninguém sabia que Dilma seria candidata em 2010, nem ela própria.

Contraditório

A defesa sustenta que houve um desequilíbrio na condução do processo, sendo a defesa prejudicada pela desigualdade de condições, inclusive porque a acusação pode dispor de mais tempo para sustentar suas absurdas alegações de que a chapa Dilma-Temer foi abastecida com dinheiro ilegal. As testemunhas requeridas pelo juízo – do empresário Marcelo Odebrecht aos ex-diretores da empreiteira – falaram durante 18h42. As testemunhas arroladas pela defesa para contrapor as acusações somaram 1h27.




“O direito à igualdade, ou paridade de armas, foi amesquinhado”, reclama Flávio Caetano. “Salta aos olhos – literalmente – a gritante desigualdade de armas entre a acusação e a defesa, o que fere de morte, definitivamente, as garantias constitucionais, e direitos humanos, ao contraditório e à ampla defesa”.

Ele lembra que a ampla defesa e o contraditório são garantias estabelecidas no artigo 5º da Constituição: “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal” e “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”.

ONU

No documento com as alegações finais, os advogados citam que o artigo 14 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos da ONU foi violado. O dispositivo assegura que “todas as pessoas são iguais perante os tribunais e as cortes de justiça” e que “toda pessoa pessoa acusada de um delito terá direito a que se presuma sua inocência enquanto não for legalmente comprovada sua culpa”.

O dispositivo prevê garantias a que “toda pessoa acusada de um delito terá direito”, incluindo “dispor do tempo e dos meios necessários à preparação de sua defesa e a comunicar-se com defensor de sua escolha”, “de ser julgado sem dilações indevidas” e “de interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação e de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas condições de que dispõem as de acusação”.
- Agência PT de Notícias



Fiscal abona salmonella e BRF abre um vinho pelo golpe contra Dilma



O UOL divulga uma das conversas gravadas entre dois diretores da BRF sobre a contaminação pela bactéria Salmonella de carnes produzidas na unidade de Mineiros, em Goiás.

Roney Nogueira dos Santos ( diretor de Relações Institucionais e Governamentais) e André Baldissera (diretor da BRF para o Centro-Oeste) dialogam sobre um acerto com um fiscal do Ministério da Agricultura sobre o caso, explicando um acordo para não levar adiante a comunicação do fato “a Brasilia” em troca de parar a produção da fábrica por 15 dias, até nova inspeção.

Mas parte do diálogo, de maio do ano passado, mostra que até esse tipo de crime foi negociado dentro da conspiração pelo impeachment de Dilma Rousseff, leia só:

Roney: Aí ele falou que vai matar no peito, pra não levar pra Brasília, até que tenha uma nova supervisão. Aí depois tem o golpe, né. (risos)

Baldissera: Roney, esta é a notícia que nos faz tomar um vinho agora antes de dormir,cara.

Roney: (risos) (…). Não é um assunto pra ti, né. Mas ele pediu o seguinte, vou contar. O que é que ele pediu: hoje, ele, o Diniz, tá pra assumir aqui como Superintendente, por que a bancada que cuida aqui do Ministério da Agricultura é do PDT, e pra ele ficar como superintendente ou ficar no Sipoa, ele tem que dar resultado pra bancada do PDT. Ele pediu o apoio da BRF nas eleições aí municipais, tá.


O PDT de Goiás está, agora, sob intervenção. O motivo? A sua presidente regional, Flávia Morais, foi afastada porque desrespeitou a orientação partidária e votou pelo gol…digo, pelo impeachment.

Os diretores da BRF tomaram vinho pelo golpe, mas agora estão na cadeia.

Deviam mandar um cartão para Eduardo Cunha, dizendo: nós também, companheiro, nós também…
(Fernando Brito/ Tijolaço)

PARAÍSO DA CANALHICE


Brasil está caindo para a Série D do Mundial de Desenvolvimento

Foto: Ricardo Stuckert

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo falou sobre as consequências econômicas da Lava Jato em seminário do PT em São Paulo. Para Belluzzo, a falta de punição a criminosos e a criminalização das empresas resultam na destruição da capacidade que o estado brasileiro sempre teve de articular se próprio desenvolvimento.

"Neste momento estamos fazendo o contrário do que deveríamos fazer. Em vez de colocar na cadeia quem cometeu crimes, estamos destruindo as empresas brasileiras".

Veja o que a China fez e o que nós fizemos? Estamos matando nossa economia. Nossas grandes empresas de engrenhados estão sendo banidas de todos os mercados que conquistamos. Por que? Porque estamos criminalizando as pessoas, e não fazendo o que tínhamos que fazer: colocar na cadeia quem cometeu o crime, preservando as empresas.

Essa, segundo Beluzzo, é uma das faces de outra injustiça, a instrumentalização do judiciário como órgão de perseguição política. "A maior imoralidade que pode haver numa democracia é o juiz julgar conforme suas convicções. Ele tem que julgar conforme a lei. É assim para proteger o indivíduo de arbitrariedades. Não só do Estado, mas também dos outros indivíduos".

Para o economista, tanto a perseguição política quanto o ataque à economia nacional são frutos de um poder novo e que não aparece muito: o poder dos mercados financeiros

Desde os anos 90, assistimos a uma desconstrução dos mecanismos de regulação da economia brasileira. E é importante lembrar que hoje o Brasil não teria a indústria que tem e sequer teria um setor de bens de capital se não fosse a participação do Estado na economia.

Essa participação do Estado já foi atacada antes, nos anos 90 pelo neoliberalismo, que não é um sistema de desregulamentação, é um sistema de regulamentação e apropriação do Estado pelos atores privados.

Para que esses atores privados possam agir com total liberdade maximizando seus ganhos, é importante desconstituir o Estado como ator relevante na economia.

Por isso, a destruição das grandes empresas de engenharia e da Petrobras têm a ver com o projeto de acabar com a capacidade do estado regulamentar a própria economia.

A indústria Brasil pesava 25% do PIB. Hoje pesa apenas 9%. E sem indústria nenhum país vai pra frente.

"Hoje estamos caindo para a série D do campeonato mundial de desenvolvimento, resume Belluzzo. Ao mesmo tempo em que Trump prioriza os fornecedores americanos, nós destruímos nossa política de conteúdo nacional".

Belluzzo terminou sua fala dizendo que "Nós temos que exigir o respeito aos princípios do estado de direito e também à preservação da capacidade do estado brasileiro de articular o desenvolvimento, coisa que não estamos fazendo".

O físico Rogério Cerqueira Leite, em carta lida durante o seminário, fez uma avaliação parecida e resumiu com uma analogia: "estamos na mesma situação do cowboy que, por vingança, mata o cavalo do rival e morre de sede e de fome por não ter como sair do deserto".
(Lula.com.br)

Bandidos usam tuítes fora de contexto para atacar Dilma e defender terceirização

Grupo liderado por Kim Kataguiri publica apenas a parte que lhe interessa de mensagens da ex-presidente Dilma Rousseff para atacar opositores ao projeto de lei aprovado na Câmara, que libera a terceirização geral e irrestrita no País; em suas mensagens, Dilma disse que projeto é "mais um golpe no país"; reportagem da Rede Brasil Atual

Rede Brasil Atual/ 247- O MBL (Movimento Brasil Livre, que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff e se pauta pelo antipetismo), utiliza tuítes publicados pela ex-presidenta em 2015, numa tentativa de convencer a população de que ela seria favorável à terceirização generalizada e irrestrita da terceirização de trabalhadores pelas empresas, conforme o Projeto de Lei (PL) 4302/1998, aprovado quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados.

Dois anos atrás, em sua página no Twitter, Dilma publicou dois posts consecutivos sobre o tema. No primeiro deles, afirmou: "Sobre o PL da Terceirização, é urgente regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil para que tenham proteção e garantia de salário digno." Logo em seguida, ela alertou que a modalidade não poderia ser liberada sem restrições: "No entanto, a regulamentação precisa manter a diferenciação entre atividades fim e atividades meio", complementa.

No entanto, o MBL, outras páginas conservadores e telejornais (como o Jornal das Dez, da GloboNews), publicaram ou lembraram apenas o primeiro deles, como forma de ilustrar o que seria o apoio da ex-presidenta à terceirização generalizada aprovada esta semana (veja imagens abaixo). Em seguida, como forma de espalhar a falsa notícia, o grupo publica tuíte de ontem (22) de Dilma, em que ela repudia o resultado da votação na Câmara do dia anterior. "Mais um golpe. É o fim da CLT", seguido de um meme sugerindo que a ex-presidenta teria caído em contradição.REPRODUÇÃO
À esquerda, meme utilizado pelo MBL para desmobilizar oposição. Outra pública desmascara mentira

Na época, ainda no exercício da Presidência, Dilma falava sobre o projeto de regulamentação da terceirização PL 4.330/2004, sob a batuta do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Atualmente, aquele projeto está paralisado no Senado, por determinação do ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL) que dizia ver riscos ao trabalhador. Ainda em 2015, o ex-ministro da Secretaria-geral da Presidência Miguel Rossetto afirmou que o projeto da terceirização era ilegítimo e deveria ser rejeitado no Senado.Post no Facebook utilizado para confundir internautas

Outro post que tenta confundir o leitor se baseia na manchete de uma nota do Portal R7, de maio de 2015: "Dilma: lei da terceirização dará "segurança" ao empregador, mas é preciso assegurar direitos ao trabalhador". Os replicadores desse post confiam que a maioria dos leitores não assistirá ao vídeo embutido na nota. Na ocasião, a ex-presidenta publicou sua homenagem ao Dia do Trabalho, em que defendeu que a modalidade de contratação fosse regulamentada, como forma de proteger os direitos dos trabalhadores. No vídeo, ela critica e repudia qualquer tentativa de terceirização irrestrita. "A regulamentação do trabalho terceirizado, porém, precisa manter a diferenciação entre atividades-fim e meio nos vários setores produtivos. É preciso assegurar ao trabalhador a garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais. É preciso proteger a Previdência Social da perda de recursos e assim garantir sua sustentabilidade", diz.

Ontem (23), Dilma publicou uma nota com críticas ao PL 4.302. Segundo a presidenta destituída, foi dado "mais um golpe no país" através de um projeto "contra os interesses do povo brasileiro". "Só esse golpe parlamentar que aprovou meu impeachment sem crime de responsabilidade poderia viabilizar uma legislação neoliberal concebida na época de FHC", afirma.

Ela ainda lembra que o PL fere direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores e que o projeto havia sido barrado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. "Ele (PL 4.302) precariza todo o mercado de trabalho no Brasil, cria condições para a redução de salários e acaba com a proteção ao trabalhador, ao permitir que todas as atividades de uma empresa sejam terceirizadas, inclusive a principal", diz.

Por que os RICS deixaram o Brasil só no processo de queda imposto pelo Capital à Direita?


É certo que a diplomacia dos países desenvolvidos e em desenvolvimento têm muito mais crises urgentes para cuidar, mas a omissão completa dá Rússia, Índia, China e África do Sul sobre a intervenção do capital internacional bancando o Golpe no Brasil sem uma reação firme desses Países faz crer que a Geopolítica no Mundo já não é mais a mesma.

Tratamos assim desta questão porque organismos como a ONU e OEA têm se manifestado contra a truculência dos "Intervencionistas" do capital especulador comprando parlamentares e autoridades brasileiras mudando o rumo de um País que apenas reduzia as desigualdades mesmo dando muito lucro aos rentistas de sempre.

O PAPEL DO BRASIL E O RETROCESSO

Os RICS deveriam ao menos discutir internamente como agir diante das interferências no rumo do Brasil, que estava dando novo foco geopolítico à América Latina zelando e defendendo mais os interesses latino-americanos na relação com os próprios RICS sem obedecer à Casa Branca, daí a Grande Trama bancando o fim de.uma Era a fazer o País tomar a sua rota de liderança continental sem balas.

Aliás, também sem balas mas com o Capital em larga escala bancando a trama a envolver setores do Judiciario, MPF, PF sob o comando da Oposição (PSDB, PMDB, etc) e do Congresso Nacional sob a chancela do Vice-presidente Michel Temer, o Brasil passou a sofrer o mais forte retrocesso institucional porque o STF passou a ser parte ao não coibir o Lawfare, gerando desde a reeleição de Dilma Rousseff o boicote que gerou seu Impeachment.

O SILÊNCIO COMPROMETEDOR

Embora o caso da Síria mereça outro tipo de avaliação, lembremos que foi a posição firme dá Rússia alinhada com a China ao assumir a defesa armada de Basha que reverteu a invasão comandada pelos Estados Unidos e aliados como a França.

Na abordagem de agora, a tese não é de defesa da invasão armada dos RICS no Brasil, muito ao contrário, mas certamente se a Rússia, Índia , China e África do Sul tivessem tudo uma posição mais firme talvez fosse provável nova realidade geopolitica em torno do Brasil.

PARA REFRESCAR A MEMÓRIA

Embora sem participação formal dos Estados Unidos, apesar das denúncias de instrução das instituições de inteligencia americana, o fato é que a.nova realidade brasileira após o Golpe parlamentar interessa ao Grande País líder mundial porque o Brasil estava sendo o ativo político para a formação de nova Moeda e Banco de desenvolvimento para fazer frente ao dólar , ao Banco Mundial, FMI, etc.

Esta era a Grande ameaça.

Além disso, parcela dos grandes partidos e lideranças andavam em pânico porque o Governo Dilma mandou investigar todos os desvios advindos desde Governos militares.

Estes são dados reais para com o comando demoníaco da Grande Mídia brasileira construindo novo enredo em nome da Moralidade e da Ética tirar o Governo progressista do PT do Comando e do Poder.

Mas, diante de tantas provas por que os RICS foram coniventes ?
(Walter Santos/ 247)

Correr ou correr


Michel Temer querendo anular as delações que colocam sua quadrilha no centro das malfeitorias cometidas pela campanha pemedebista, em 2014, lembra Oscarito em 'Matar ou Correr', paródia engraçadíssima do western clássico de Fred Zinnemann, com Gary Cooper.

Na paródia, ao aproximar-se das 14hs, a hora que o bandido marcou para ajustar as contas com o sherife, este, Oscarito, não conseguindo pensar outra alternativa, sobe na cadeira e atrasa o relógio da delegacia, como se isto conseguisse atrasar a chegada do trem.

Depois de todo o serviço dado em seus mais sórdidos detalhes pelo pessoal da Odebrecht contra a camarilha cunho/temerária, anular a delação agarrando-se ao argumento mais vilipendiado nesses três anos da malsinada operação é como atrasar diariamente o relógio pra evitar o desenrolar dos fatos.

E os fatos, ao que se depreende pela fala do relator do TSE no processo contra a chapa Dilma/Temer, triunfarão sobre sofismas que tentam adjetivar para amenizar o cometimento de crimes hediondos, levando-se a crer que Temer terá menos sorte que Gary Cooper no original e Oscarito na paródia.

Mesmo que Kid Gilmar tenha feito todos os esforços para livrar o parceiro da enrascada em que está metido, pelo que revelaram os delatores da Odebrecht, esse esforço está no momento sob estreitos limites, até mesmo pela ambição do dito protetor, que pensa sentar na cadeira ora ocupada pelo amigo, logo, Temer não contará com a ajuda de um John Herbert, como contou Oscarito; e nem a bela, recatada e do lar parece ter a fibra de Grace Kelly, esposa de Gary Cooper no original, que o ajuda a destruir o vilão do enredo.

Definitivamente, nem sempre quando a vida imita a arte isto ocorre de forma edificante, ao menos de forma séria. Nesse caso, a trapalhada temerária consegue ser mais bufa do que a solução que Carlos Manga pensou para o Oscarito, devendo entrar para a galeria das grandes farsas a que o povo brasileiro foi submetido, graças as injunções de uma classe dominante tão torpe quanto o fantoche que colocou na presidência do país. Costuma dar nisso.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Advogados questionam Moro e PF sobre vazamento de imagens para filme com o objetivo de atacar Lula


Leia nota dos advogados do ex-presidente Lula a respeito do vazamento de imagens realizadas pela Policia Federal no dia da condução coercitiva aos produtores de um filme sobre a operação Lava Jato:


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido o alvo preferencial e recorrente de acusações infundadas veiculadas pela mídia, com base em vazamentos orquestrados por alguns membros da Força Tarefa da Lava Jato com o único intuito de atacar sua honra e denegrir sua imagem. Só pelos diversos veículos das Organizações Globo, conforme estudo científico por nós apresentado à ONU, foram 13 horas de exposição midiática negativa – o que equivale a 11% das edições do Jornal Nacional no período de março a outubro 2016. Não bastasse esse abuso, a escalada dos ataques a sua pessoa atinge agora limite inimaginável com a produção cinematográfica de “Policia Federal - A lei é para todos", em fase avançada de filmagem - como noticiado por Veja e Folha de S. Paulo.

Os fatos inusitados que cercam essa iniciativa são a base da petição agora encaminhada ao juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e ao Diretor Geral da Polícia Federal:

1. uma operação de grandes proporções (746 buscas e apreensões, 183 pedidos de cooperação internacional, 155 acordos de colaboração com investigados e 10 acordos com empresas) terá como cena principal, segundo noticiado, a reconstituição da condução coercitiva de Lula, sobre o qual não pesa condenação judicial em nenhuma instância, em claro juízo de seletividade que visa macular sua imagem perante a sociedade;

2. o financiamento do filme é mantido sob sigilo, o que é “incomum no cinema” – conforme constatação do jornalista da Folha.

Com estes dois elementos em vista, questionamos: a quem interessa financiar um filme que elege, seletivamente, como principal símbolo da atuação da PF no combate à corrupção a ilegal condução coercitiva de Lula, ignorando outros tantos fatos e pessoas que compõem a história da referida operação? A quem interessa macular a imagem do ex-Presidente, justamente quando simulações de institutos de pesquisa o colocam em posição de destaque na disputa presidencial de 2018?

Para a gravação de cenas específicas, a imprensa noticia que os produtores tiveram acesso integral a filmagens realizadas pela Policia Federal no dia da condução coercitiva, quando o próprio juízo de Curitiba havia determinado que o evento “em hipótese alguma” deveria ser filmado. Referido material também foi cedido à Veja, que reconheceu na reportagem ter tido acesso "à íntegra da gravação, efetuada por meio de uma câmera digital acoplada ao uniforme de um agente da PF que participou da ação. As primeiras cenas foram captadas antes mesmo de o sol nascer, na porta do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, onde vive Lula (...)”.

A petição dirigida ao juízo de Curitiba pede que:

1. a produção do referido filme e a Editora Abril (que edita Veja) se abstenham de usar imagens gravadas e vazadas ilegalmente durante o cumprimento de decisão proferida por aquele mesmo órgão judicial;
2. as gravações eventualmente realizadas tenham tratamento confidencial, tal como estabelecido na Constituição e na lei;
3. seja apurado que agentes públicos foram responsáveis e tiveram acesso às filmagens realizadas e ainda quem são os financiadores da produção que utiliza materiais ilícitos;
4. seja apurada a prática de eventuais crimes decorrentes da gravação e do vazamento dessas imagens;

E ao Diretor Geral da Polícia Federal que apure:

1. eventuais infrações administrativas, éticas e criminais cometidas por agentes policiais;
2. a veracidade das afirmações publicadas por Veja de que integrantes da PF teriam disponibilizado a terceiros vídeos gravados durante a condução coercitiva de Lula;
3. a veracidade da reportagem da Folha de que foram cedidos armas, uniformes, carros, helicópteros e aviões da PF para a gravação do referido filme;
4. quem são os financiadores do filme, que buscam obter vantagem – patrimonial e/ou política – mediante a utilização de material ilegal.

Cristiano Zanin Martins, Valeska T. Zanin Martins e Roberto Teixeira
(Lula.com.br)

Comemorar os 35 mil empregos de fevereiro é como festejar o gol do Brasil no 7 x 1


1. Na falta de jantares, churrascos e notícias realmente boas, o governo golpista comemorou a ridícula geração de 35.612 postos de trabalho formais em fevereiro, aferidos pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

2. Ora comemorar isso, é como comemorar o gol do Brasil na derrota de 7×1 contra a Alemanha.

3. A População em Idade Ativa (PIA) no Brasil cresce a uma taxa anual aproximada de 1,5%, de acordo com o IBGE. Isso significa que ela aumenta em cerca de 2,5 milhões de pessoas todos os anos.

Como a taxa de participação no mercado de trabalho, que conforma a População Economicamente Ativa-PEA (aquela que trabalha, quer ou precisa trabalhar) está em torno de 65%, isso significa que, neste ano, cerca de 1,6 milhão de pessoas tentarão ingressar no mercado de trabalho no Brasil.

4. Ou seja, apenas para cobrir, com empregos formais, a entrada de novas pessoas no mercado de trabalho neste ano, a economia brasileira precisaria gerar ao redor de 1,6 milhões de postos de trabalho. Isso sem falar nos quase 13 milhões de desempregados que já existem.

5. Supondo que nos próximos meses o país gere cerca de 35 mil vagas ao mês, como em fevereiro, o que é duvidoso, teremos apenas 385 mil postos de trabalho gerados até dezembro.

6. Não faria cócegas no gigantesco desemprego. Observe-se que, em situação de recessão e queda nos rendimentos, a pressão sobre o mercado de trabalho tende aumentar.

7. Acrescente-se que essa minúscula geração de empregos segue a uma destruição de 1,32 milhão de empregos formais, no ano passado. Nos governos do PT, que geraram cerca de 23 milhões de empregos formais (aferidos pela RAIS, outra fonte de informação), chegou-se a comemorar a geração de 2,55 milhões de empregos em apenas um ano, 2010.

Fonte:CAGED

8. Mas, além de insuficiente, em quantidade, essa geração revela também uma insuficiência de qualidade.

9. Com efeito, a geração desses empregos concentrou-se nos Serviços (+ 50 mil empregos, o que compensou a destruição de empregos em outros setores, como Construção Civil e Comércio) e em microempresas. Observou-se, sobretudo, a criação de novas microempresas.



Fonte: MtB

10. Isso está sinalizando que a minúscula geração está ocorrendo em atividades de baixa produtividade, associadas a um fenômeno denominado de “empreendorismo de necessidade”. Isto é, pessoas desempregadas estão se tornando ou formando microempresas para tentar fugir da pobreza.

11. Aliás, esse deverá ser o padrão da geração de empregos daqui para a frente, com o baixo dinamismo da economia e a legalização da “precarização” do mercado de trabalho imposto pela terceirização criminosa do golpe.

12. Perde-se o emprego relativamente estável e de qualidade e gera-se um número menor de empregos temporários e precários, associados à chamada “pejotização” da força de trabalho.

13. Perde-se em massa salarial, consumo e direitos, e ganha-se em desigualdade e precariedade.

14. Esse padrão de crescimento reduzido com qualidade precária do emprego terá consequências severas sobre a atividade econômica, sobre a arrecadação previdenciária, sobre a arrecadação fiscal, impondo novos cortes orçamentários, num ciclo perverso.

15. O dano maior, contudo, será na vida das pessoas, que terão menos direitos e mais pobreza e instabilidade em suas vidas profissionais.

16. Teremos, inevitavelmente, um Brasil mais pobre, mais desigual, mais injusto e mais triste.

17. Perderemos de 7×1.
(Marcelo Zero/ Viomundo)

Gilmar, O Parlamentarista. Sinal de decrepitude?


Essa disenteria oral, do ministro Gilmar Mendes propondo hoje, em seminário realizado no Tribunal Superior Eleitoral, a adoção do sistema parlamentarista só pode ser resultado de alguma decrepitude daquelas a que se refere o PGR Rodrigo Janot.

Pelo decrépito raciocínio, se hoje vivêssemos o parlamentarismo, o governo estaria sob o comando do primeiro-ministro, líder de um partido majoritário na Câmara, que poderia muito bem ser o Romero Jucá, do maior partido do Congresso- o PMDB, por exemplo. Sim, aquele da suruba. Já pensou?

Gilmar também acha que se fosse parlamentarismo a derrubada de Dilma seria menos traumática. Risos, prolongados. Foi o parlamento cunhista que derrubou Dilma e a democracia, Gilmar sabe disso, tanto que deu, dá e continuará dando o maior apoio a esse Congresso, chamado por um jornalista português de "reunião de bandidos", mas que Gilmar vê como única saída pra proporcionar sua unção.

Sim, porque esse é o grande sonho do presidente do TSE, ser o sucessor de Temer em uma eleição indireta, votado de forma consagradora na dita "reunião de bandidos". Como já está sentindo o gostinho do cargo, certamente não pretende ficar apenas para cumprir o restante do mandato roubado de Dilma, pouco mais de um ano, se tanto.

Daí a convocação de um plebiscito para a escolha do sistema de governo funcionar como o enrolation da população, grande sacada do tucano togado do STF, mesmo que a grande maioria desses congressistas seja mais suja que bermuda de catador de caranguejo. Não importa. Gilmar virá para contornar a tal da 'tempestade perfeita'

Claro que a população rejeitará, mais uma vez, o parlamentarismo. Mas aí Gilmar já brincou de presidente sem voto e, dependendo do humor popular, pode comandar uma patranha legislativa que permita sua reeleição, aumentando seu grau de fascinação, na medida inversamente proporcional ao sentimento de perplexidade que seguramente acometerá o povo brasileiro. Trágico!


Enredo novelesco


Nesses tempos em que a manipulação midiática produz jornalixo abjeto fazendo das grandes empresas do setor cúmplices do golpismo temerário, é digna de registro matéria veiculada hoje no Diário do Pará dando nome aos bois do(a)s envolvido(a)s na operação História de Pescador, que desbaratou uma quadrilha que fraudava o seguro-defeso no antigo Ministério da Pesca.

A dita matéria revela que três envolvidas nesse escândalo prestavam serviços no gabinete parlamentar da deputada pemedebista Simone Morgado, por sinal, atual esposa do senador Jader Barbalho(ainda é?), sendo que uma dessas foi superintendente da Federação de Pesca e Aquicultura no Pará.

Seja para preservar o nome de Helder Barbalho, ministro daquela pasta à época, a fim de evitar dar munições aos adversários de sua provável candidatura ao governo do estado nas próximas eleições, seja para reduzir impactos da operação reveladas pela concorrência, certo é que o Diário registrou tudo em meia página.

Resta saber como Simone digerirá esse desassombro jornalístico do veículo de propriedade do seu esposo, nesse momento conturbado da política brasileira. Simone votou contra o impeachment de Dilma Rousseff, bem como anteontem votou contra a famigerada terceirização temerária, o que pode dizer algo a respeito da investigação da PF contra si, represália por tanta independência.

É sabido que o senador/esposo sempre teve o hábito de fechar questão no partido quando se tratava de votações que considerava decisivas. Agora, fora da presidência regional da legenda parece estar entre dosi fogos: a preservação do projeto político do filho, mas às custas do sacrifício afetivo/parlamentar de uma liderança em região que o PMDB tem sido surrado por tucanos, o nordeste paraense. É...não está fácil para o senador administrar essa perlenga político/familiar. 

MORO REDESCOBRIU A PÓLVORA OU REINVENTOU A RODA?


quinta-feira, 23 de março de 2017

CNBB: Reforma da Previdência escolhe caminho da exclusão social

Cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB) emitiu um comunicado, nesta quinta-feira (23), manifestando apreensão com a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, de autoria do golpista Michel Temer, conhecida como Reforma da Previdência (ou desmonte da Previdência). A entidade considera que a proposta de desmonte “escolhe o caminho da exclusão social”. Além disso, destaca que a Previdência é um Direito Social, e não mera concessão governamental ou privilégio.

O texto assinado pelo presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha, além de Dom Murilo Krieger e Dom Leonardo Steiner, ainda convoca “os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para nosso povo, especialmente os mais fragilizados”.

Para a CNBB, o debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses. “O diálogo sincero e fundamentado entre governo e sociedade deve ser buscado até a exaustão”, defendem os bispos.

O documento ainda defende que a atual proposta enxerga a Previdência como uma questão puramente numérica, de caixa, e ignora os milhões de trabalhadores que serão duramente afetados com a mudança. Ainda de acordo com a CNBB, “os números do Governo Federal quem apresentam um déficit previdenciário são diversos dos números apresentados por outras instituições, inclusive ligadas ao próprio governo”.

De acordo com a entidade religiosa, para enfrentar a questão da previdência é necessário auditar a dívida pública, taxar rendimentos das instituições financeiras, rever a desoneração de exportação de commodities e cobrar os devedores da previdência, garantindo assim que se preservem os direitos do trabalhador.A CNBB também cita uma fala do Papa Francisco direcionada aos parlamentares: “Nunca falte a garantia para a velhice, a enfermidade, os acidentes relacionados com o trabalho. Não falte o direito à aposentadoria, e sublinho: o direito – a aposentadoria é um direito! – porque disto é que se trata”.

Entenda o desmonte proposto por Temer

A proposta do governo golpista quer colocar uma idade mínima de 65 anos para todos os trabalhadores. Hoje, as mulheres se aposentam aos 60 anos, mas podem se aposentar antes pela regra 95/85 (a soma do tempo de contribuição com a idade deve ser de 95 anos para os homens e de 85 para as mulheres) ou utilizando o fator previdenciário (que desconta um valor da aposentadoria de acordo com o tempo que falta para os 60 anos, ou acrescenta caso a mulher tenha passado dessa idade; para os homens, a conta é feita com base nos 65 anos).

Além disso, atualmente, o magistério possui regras especiais para aposentadoria. Na regra 95/85, as professoras e professores ganham 5 pontos, e podem se aposentar mais cedo pelo mesmo valor. Com a proposta do golpista, esse benefício vai acabar, prejudicando sobretudo as mulheres, já que 80% do magistério é composto por professoras.

A trabalhadora do campo também será duplamente prejudicada. Isso porque o desmonte promovido pelo governo golpista acaba com o regime especial do trabalhador do campo. Neste regime, o trabalhador contribui sobre a produção, e não mensalmente, como o trabalhador urbano. Além disso, os homens se aposentam aos 60 anos e as mulheres aos 55. Por isso, a perda para a mulher é dupla.
(Agência PT de Notícias)

MAIS UMA ARMAÇÃO CONTRA LULA


É falsa a notícia de que o blogueiro Eduardo Guimarães teria avisado a assessoria do ex-presidente Lula sobre a iminência de sua condução coercitiva e da execução de mandados de busca e apreensão, ocorridas em 4 de março de 2016. Estes episódios surpreenderam não apenas o ex-presidente, mas o Brasil e o mundo, por sua violência e ilegalidade.

As informações que Eduardo Guimarães publicou no Blog da Cidadania, em 26 de fevereiro de 2016, diziam respeito exclusivamente à quebra de sigilo fiscal e bancário do Instituto Lula, do ex-presidente, filhos, amigos e colaboradores, incluindo empresas destas pessoas.

“Sessão judiciária do Paraná. 13a Vara Federal de Curitiba. Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos. Requerente: Ministério Público Federal. Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa. Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de: (seguem 43 nomes)” http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/confira-prova-de-que-lava-jato...

Foram exclusivamente estas as informações que Guimarães apresentou à assessoria do Instituto Lula. Ele procurou a assessoria para confirmar se os nomes listados eram realmente de pessoas próximas ao ex-presidente. Este procedimento é uma prática normal de repórteres e blogueiros. A assessoria do Instituto Lula recebeu e ainda recebe inúmeras solicitações de jornalistas tentando confirmar informações sobre supostas ações da Lava Jato em relação ao ex-presidente.

A coerção exercida contra o blogueiro Eduardo Guimarães esta semana revela um movimento para tentar imputar, mais uma vez, ao ex-presidente Lula, condutas que ele jamais teve. Revela também o desespero dos acusadores de Lula, que, após dois anos de investigações abusivas e até ilegais, não encontraram nenhuma prova contra ele e nem sequer um depoimento desabonador, depois que 73 testemunhas de defesa e acusação foram interrogadas pelo juiz Moro.
(Lula.com.br)

A solução Gilmar


Se o Senado Federal aprovar, como anunciam, a Lei do Abuso de Autoridade, aquela que vai conter as convicções do DOI-CODI curitibano, para o abril que está às portas, então, está dada a senha para encerrar a Lava Jato.

Um mês antes do encontro de Moro com Lula no teatro guantanâmico curitibano, sob os efeitos do confisco do material do trabalho de trabalho do Eduardo Guimarães, o blogueiro sequestrado pela PF acusado de vazador(quáquáquáquá), Moro teria contra si uma lei fresquinha pra conter seus arroubos.

Qual seria a consequência disso no campo da política? O fim da perseguição atroz da Lava Jato a Lula, sem que a missão dessa força tarefa chegasse ao seu objetivo final: justamente prender ou condenar o Lula em segunda instância a fim de inviabilizar a candidatura do petista.

Paralelamente a esse reconhecimento(tardio) da inocência de Lula e seus familiares, porém, é provável que todos aqueles denunciados por delatores ora presos, acusados de receber propina da grossa, também sejam forçosamente beneficiados na medida em que teriam um instrumento valioso, a futura lei, pra usar como salvo conduto contra as acusações que sofrem.

Está bem, isto seria bastante eficaz na consolidação do estancamento da sangria, no entanto, traria junto a perspectiva de Lula voltar à presidência da República, provavelmente com votação consagradora, principalmente diante da absolvição e conforme atestou aquela manifestação em Monteiro(PB).

É, mas é aí que pode estar sendo gestada nos bastidores do Palácio Jaburu, no Planalto havia fantasmas(grampos?), uma espécie de 'solução Gilmar', em que este seria escolhido quase em rito sumário, pelo Congresso Nacional conforme estabelece a CF, sucessor do MT e emissário da boa nova para o golpismo, que inviabilizaria a possível tentativa da volta de Lula.

Eleito, ainda neste ano, Gilmar daria um jeito de adiar as eleições do ano vindouro com a alegação de que não haveria tempo pra fazer algo como presidente do país. Para tal, contaria com grande campanha midiática cujo mote seria o alto custo de eleições realizadas de dois em dois anos, além da orgiástica troca de favores entre financiadores e financiados de campanhas eleitorais, algo que nos colocou nessa bananosa moral, obviamente com ênfase da campanha em  casos que envolvem petistas.

Assim, com decrepitude moral, disenteria verbal e seja lá o que consta do jus sperneandi do melífluo dr. Janot, Gilmar poderá ter todas as condições de adiar as eleições do ano que vem para 2020, dando mais dois anos para o golpismo neutralizar a volta de Lula, sem o risco de colocar o país em convulsão. Aguardemos, então, o próximo acesso de disenteria.

MIMOS SOB A TOGA


Veja quem são os 9 comparsas de Temer da bancada do Pará, que votaram contra seus direitos

Assim votou a bancada de deputados federais no projeto que rasgou a Consolidação das Leis do Trabalho(CLT), aprovando uma terceirização selvagem que antecipa até a inviabilização do INSS, pois os contratos serão com pessoas jurídicas ou empreendedores individuais.

Lembrando que Eder Mauro e Elcione Barbalho estavam ausentes na hora da votação.

Quem disse 'Sim' votou contra os direitos trabalhistas; e quem disse 'Não' votou contra.

Pará (PA)
Arnaldo Jordy- PPS- Não
Beto Faro- PT- Não
Beto Salame- PP PpPtnPhs… Não
Edmilson Rodrigues- PSOL- Não
Francisco Chapadinha- PTN PpPtnPhs… Sim
Hélio Leite- DEM- Sim
Joaquim Passarinho- PSD- Sim
José Priante- PMDB- Sim
Josué Bengtson- PTB PtbProsPsl- Sim
Júlia Marinho- PSC- Sim
Lúcio Vale- PR- Sim
Nilson Pinto- PSDB- Sim
Simone Morgado- PMDB- Não
Wladimir Costa- Solidaried- Sim
Zé Geraldo- PT- Não.

Guarde bem o nome desses fariseus que disseram 'Sim' à extinção de seus direitos, ano que vem eles baterão na sua porta pra pedir seu voto.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A diferença abissal que separa Sérgio Moro de um juiz de Direito


O renomado jurista uruguaio Eduardo Juan Couture uma vez disse que, da dignidade de um juiz, depende a dignidade do próprio direito.

Se assim for, a partir do que se transformou o sistema judiciário brasileiro, é possível que estejamos a construir uma nação indigna nessa admirável ciência.

Quando a discrição dá lugar aos holofotes, quando a razão é substituída pela soberba e quando as leis são moldadas e aplicadas ao sabor de valores pessoais, já não temos mais juiz, já não temos mais juízo, já não temos mais nada.

Quedamos invariavelmente no que o gigante Zygmunt Bauman considerava ser o direito líquido, ou seja, a aplicação do direito por seus atores a partir de convicções preconcebidas, frágeis e frequentemente insustentáveis. Algo completamente contrário ao direito.

Exatamente dessa forma procedeu-se o sequestro do blogueiro Eduardo Guimarães na manhã desta terça-feira (21/03).Na sua mais nova demonstração de arbitrariedade e abuso de poder, a operação Lava Jato e os justiceiros de Curitiba tentaram demolir mais um dos pilares individuais que sustentam a democracia: a inegociável liberdade de imprensa.

Sob os mais injustificáveis argumentos, os mais básicos direitos constitucionais de um cidadão foram violentamente desrespeitados justamente por um agente público cujo dever funcional deveria ser primordialmente o de garanti-los na expressa forma da lei.

Foi ultrapassada uma das mais perigosas fronteiras que delimitam o campo de atuação de um regime político onde a soberania é exercida pelo povo. A partir desse assombroso evento é factível que tenhamos adentrado nos obscuros pântanos dos regimes autocráticos e ditatoriais.

Se os atos provocados por Sérgio Moro já deliberavam fortes sinais de parcialidade, truculência, falta de razoabilidade e verdadeira afronta ao Código Processual Penal, a ameaça agora transcende as injustiças impostas àqueles que não pertencem à sua predileção política e recaem sobre as liberdades constitucionais de qualquer cidadão comum que sequer ouse discordar de seus “métodos”.

Não por acaso, o parecer assinado por advogados pertencentes à banca britânica Blackstone Chambers concluiu que a condução da operação Lava Jato contrapõe-se ao Estado Democrático de Direito porque “levanta sérios problemas relacionados ao uso de prisões processuais, o direito ao silêncio e à presunção de inocência”.

Moro já não possui qualquer condição jurídica, moral ou mesmo emocional para conduzir um processo tão complexo como esse que bem mais do que supostamente combater a corrupção endêmica brasileira, atestará para a história desse país a solidez da nossa fiel e imparcial aplicação da lei.

Para algo de tamanha envergadura precisaríamos de um verdadeiro juiz e juiz é tudo o que Sérgio Moro não é.
(Carlos Fernandes/ Diário do Centro do Mundo)

Quem ganha com o escândalo da carne

Funcionário de supermercado em Hong Kong recolhe produto brasileiro após restrição

Enquanto o Brasil tenta conter os prejuízos no mercado internacional em meio às suspensões de importação de carne por causa do escândalo de adulteração e corrupção no setor, outros países enxergam o fato como oportunidade.


Grandes produtores de carne, como Estados Unidos e Austrália, estão de olho em mercados em que Brasil tinha força, como a China e a União Europeia.

Também de olho no espaço que será deixado pelo Brasil, mas com menor potencial de exportação, estão Argentina, Irlanda e Nova Zelândia.

Especialistas, ainda assim, dizem acreditar que o Brasil tenha uma vantagem: outros países terão dificuldade de suprir a demanda de um dos maiores exportadores de carne do mundo.

A indústria da carne brasileira exporta o equivalente a US$ 12 bilhões por ano, de acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Só de carne bovina foram gerados US$ 5,5 bilhões, com as 1,4 milhão de toneladas enviadas a 150 países em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O maior comprador é Hong Kong - região administrativa especial da China -, que importou 330 mil toneladas, gerando US$ 1,1 bilhão para o Brasil.

Na terça-feira, autoridades sanitárias do Japão e de Hong Kong suspenderam a exportação de carne brasileira, na esteira de restrições já impostas por China, Chile, União Europeia e Suíça.
O que há de real por trás do mito dos Illuminati?

Os Estados Unidos, maior importador de carne processada do Brasil, anunciaram que aumentarão a fiscalização sobre os produtos.

A expectativa é que outros mercados ainda venham a impor barreiras ao Brasil, o que traz oportunidades para competidores.

"Estados Unidos e Austrália geram preocupação", comentou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

"É possível que nesses primeiros meses o Brasil perca mercados, especialmente de frango e carne bovina, para grandes produtores", disse.

A proximidade geográfica com a China - segundo maior importador de carne brasileira - pode dar vantagens à Austrália, enquanto os Estados Unidos miram os países europeus.

A estimativa da AEB é que o Brasil tenha prejuízos de até US$ 2 bilhões este ano no mercado internacional, influenciado tanto pelas restrições como por uma provável queda do preço da carne brasileira.

O preço da carne brasileira já era relativamente baixo, segundo Castro. Os preços de frango, carne bovina e suína tinham recuado, em média, 25% entre 2011 e 2016.

No último ano, os frigoríficos brasileiros vinham conseguindo vender a preços melhores, com aumento de 40% no preço da carne suína, 20% do frango e 10% da carne bovina.
(Flávia Melhorance/ BBC Brasil)

Servidores estaduais e municipais pagarão um extra pra tunga temerária


Esse fatiamento da reforma previdenciária do golpismo pode até parecer a alguns um ganho oriundo da pressão feita pelas centrais sindicais, na perspectiva de, lá adiante, essa mesma pressão conseguir derrubar iniquidades como idade mínima para mulheres se aposentarem aos 65 anos, além de uma provável negociação que reduza dos atuais 49 anos de contribuição a um número menos escorchante.

Desconfio que isto já estava no horizonte dos golpistas. Isto é, jogaram lá pra cima para, na hora da pressão, recuar ao número que realmente queriam ver aprovado, retirando o bode da sala e transparecendo flexibilidade na hora de negociar.

Porém, o pior parece ter ficado guardado para servidores estaduais e municipais, excluídos que foram das regras gerais da previdência nacional, matreiramente alcunhado isto pelo golpismo como preservação da autonomia dessas unidades federativas.

Todos presenciaram a barbárie que se constituiu a mudança nas regras desse setor no Rio de Janeiro a fim de tapar os rombos deixados no governo daquele estado pelo assaltante Sérgio Cabral Filho e sua quadrilha. Como se sabe, a alíquota do desconto chegou a estratosféricos 32% dos salários.

Mesmo que essa nova fórmula tenha sido para uma vigência temporária, essa autonomia fatalmente tornará a decisão transitória em permanente, mesmo que com alíquota um pouco abaixo da atual. Em geral, estados e municípios têm menos holofotes sobre si, daí sofrerem menor pressão essas maiorias governistas, abrindo-se a possibilidade de escancarar as portas para regras ainda mais draconianas do que as da reforma temerária.

E isso que ocorreu no Rio de Janeiro tende a sofrer efeito cascata, sabe-se que o mesmo ocorreu no Rio Grande do Sul, no Paraná, sabendo-se lá quantas mais tratativas fisiológicas serão postas em prática Brasil afora, sem contar os municípios que possuem regime previdenciário próprio, também sujeitos a aprovar quaisquer medidas encaminhadas por aventureiros inquilinos do Poder Executivo.

Resumo dessa opera fantasmagórica, aquilo que era ruim pra todo mundo não melhorará em nada para grande parcela dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores federais. No entanto, para servidores estaduais e municipais tudo tende a piorar, pois recairá sobre seus ombros a responsabilidade do pagamento da conta de aventuras diversas de natureza cabralina que desfalcaram o erário e deixaram essas unidades federativas à míngua e dependente dessa tunga no bolso de seus servidores. É só esperar o efeito cascata dessa delinquência.

terça-feira, 21 de março de 2017

Moro testa os limites do regime de exceção


Moro se viu alçado, por um conjunto de circunstâncias, internas e externas, a participante de um projeto de instauração de um Estado de exceção no Brasil. Escolhido pelos EUA para ser o regente das acusações que desarticulariam o governo do PT e, com ele, o potencial produtivo do país. Está cumprindo rigorosamente esse roteiro.

O PT foi tirado do governo, se desarticula o poderio da Petrobras, das construtoras, da indústria naval e de outros setores chaves da economia, que tinham guindado o Brasil a potência econômica emergente em escala mundial. O projeto se complementaria com o alijamento do Lula da vida política, tanto para sujar a imagem dele, como para blindar definitivamente o sistema político de qualquer risco de sair de novo de controle, como aconteceu a partir de 2003.

Da mesma forma que se pode fazer tudo com as baionetas, menos sentar-se em cima – frase atribuída a Napoleão -, não se pode fazer tudo com decisões jurídicas arbitrárias. Moro pretende condenar Lula em primeira e segunda instância, acreditando que com isso completa o golpe.

Mas não se pode fazer tudo com decisões jurídicas, acreditando que elas têm força política para se realizar. Nos últimos meses, Moro tem visto seu poder se enfraquecer e ele tem feito declarações e tomado atitudes que confirmam sua consciência dos limites do seu poder. No mesmo momento em que há enormes manifestações contra o governo e em apoio ao Lula e, em que a manifestação de apoio ao Moro, em Curitiba, teve a participação de 15 (quinze) pessoas, Moro se vê obrigado a vir a público para reiterar que, segundo ele, "a grande maioria dos brasileiros o apoia"(sic).

Em seguida, nova demonstração de força, para testar os limites do que pode fazer, coloca em prática, de novo de forma arbitrária, a "condução coercitiva", desta vez do blogueiro Eduardo Guimarães. A reação não se fez esperar e não apenas do campo da oposição, mas cada vez mais gente do campo do governo se sente incomodada com as formas de agir e as declarações intempestivas dele.

Ele se comporta como uma criança amuada que, contrariada, age para testar os limites do que é suportável que ele faça. Como se estivesse treinando para tentar dar o bote sobre o Lula – sua vítima maior. Ainda mais que ele mesmo se armou uma armadilha, convocando o depoimento do Lula com dois meses de antecipação. Agora se dá conta, pelas mobilizações de março e pelo prestígio cada vez maior do Lula, o que espera Curitiba em 3 de maio. E também viu, pelo depoimento do Lula em Brasília, o que o espera. (Lula já disse que quer que se filme não apenas ele, mas também o Moro, em quem vai olhar nos olhos todo o tempo. Será profundamente constrangedor, psicológica e moralmente, e Moro demonstra nervosismo crescente com essa circunstância que ele mesmo criou.)

Tudo indica que ele sente que o terreno em que ele pisava antes de forma segura, começa a se mexer. Ele já não une nem o campo da direita e ainda tem que enfrentar não apenas desgastes públicos, como capacidade de mobilização cada vez maior no campo popular e com Lula catalizando todas essas mobilizações. A defesa do Lula – como foi a da Dilma diante do golpe – torna-se a defesa da democracia no Brasil de hoje.

E Moro começa a piscar, a gaguejar, a responder "sem comentários", ele que antes adorava todo holofote e não perdia chance para ditar manchetes para a mídia submissa. Sua própria teoria de que o país vive uma situação excepcional, que requer métodos excepcionais – os métodos de exceção que ele pratica e que eles propuseram que o Congresso formalizasse em lei, sem sucesso – vai caindo por terra. O método excepcional da condução coercitiva já não é aceita pela opinião pública, ele vai perdendo esse debate também e perdendo força para agir contra o Lula.

Moro testa os limites do regime de exceção, para saber se pode contribuir para transformá-lo em Estado de exceção, mediante um segundo golpe. As reações tem lhe sido adversas, fazendo que, nervoso, ele possa dar novos passos em falso, que podem ser fatais para ele.
(Emir Sader/ 247)

Dois Sérgios


Sérgio Moro é o delegado Sérgio Paranhos Fleury do golpe de 2016, com uma agravante: ele mesmo editou seu próprio AI-5 e prende quem bem entende e conduz coercitivamente idem. Foi assim com Lula, bem como com o blogueiro Eduardo Guimarães.

Em comum parece estar o depoimento de Lula, marcado pelo referido juiz para 3/5 próximo, em Curitiba. Moro parece ressentido pela frustração de ter visto Lula impedido de ser levado para Curitiba pela ação comandada por um oficial da Aeronáutica em março do ano passado, impedindo que se consumasse a festa em que o convidado especial Jair Bolsonaro até antecipara com fogos de artifício.

Pensa achar algo que incrimine Lula no celular ou computador de Eduardo, usando seu achado pra decretar a preventiva de Lula durante o depoimento. Assim, dará a resposta aos meganhas que consideraram que ele perdeu o time.

De todo esse enredo sinistro, resta a certeza que vivemos período de exceção com maquiagem jurídica onde um togado não precisa justificar suas arbitrariedades. Quando lhe convém decreta, "Sem comentários".

Somente a Suprema Corte teria poderes imediatos para frear essa conduta autoritária. No entanto, por esta obedecer convicções que atingem apenas uma parcela do espectro político nacional, em momento onde todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a consolidação do golpe que derrubou Dilma serem simpáticos a essa discricionariedade, então, nós outros continuaremos reféns desse arbítrio que há mais de ano abandonou uma investigação de um esquema corrupto para tornar-se atividade de caça política, conforme constata-se diante da enormidade de larápios que flanam por aí sem qualquer incômodo, resguardados pelas tarjas da impunidade.

Não esquecer que o autoritarismo morista atingiu seu ápice quando ele teve a audácia de grampear a presidenta da república, todavia, aqueles que tinham o dever de manter a ordem democrática do país parecem ter dito apenas, 'não faça mais essa traquinagem, meu jovem'.

E Ele não fez, pois não foi mais preciso depois que a leniência dos guardiões da nossa Constituição permitiu que a rasgassem e golpeassem nossa democracia, sendo notória a contribuição do juiz curitibano nessa empreitada, assim como tinha sido a audácia do então presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha ao abrir processo contra Dilma por mera vingança.

Desde então, um ministro dessa Corte transformou-se no mais eloquente líder político do país agindo como o demiurgo que sentencia o que é legal, ou não, dando-se até o desfrute de puxar as orelhas moristas quando esse perde a noção dos limites estabelecidos pelo golpe para sua atuação. Sob as rédeas novamente, esse Sérgio do momento retoma sua empreitada a autoritária, voltando a rondar a rondar os alvos da sua fúria e convicções, bem como a dos seus parceiros daquele terrível DOI-CODI curitibano. Preocupante!

As estripulias de Simão 'Bararu'


De 2012 a 2016, o governador do Pará fez realizar dez concursos públicos, nomeando servidores de carreira 5732 aprovados nesses concursos. Todavia, nesse mesmo período, contratou 26652 servidores temporários, cinco vezes mais temporários do que efetivos.

Ora essa iniquidade inverte o princípio constitucional que determina ser a investidura em cargo público através de concurso público, assim como transforma a exceção em regra quando faz rotineiras contratações de servidores temporários que deveriam ser para atender "casos de excepcional interesse público, conforme artigo 37, IX, da Constituição Federal.

Ou seja, apesar do discurso modernoso de garantir uma máquina administrativa eficiente, percebe-se que essa balela esvai-se na retórica, na medida em que a prática é prenhe do mais abjeto aparelhismo do estado a fim de atender conveniências politiqueiras.

Percebe-se, então, que essa lábia rococó de Simão Lorota é norteada pelos princípios(?) legados por Antenor Bararu, folclórico deputado da Assembléia Legislativa do Pará na década de 1990, uma espécie de Severino Cavalcanti ao tucupi, pioneiro na desobediência que colocou a C.F. de pernas pro ar.

Felizmente, a Procuradoria Geral da República deu entrada em uma ADI(Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a famigerada Lei Complementar Nº 07/1991, de autoria de Bararu e até hoje baliza administrativa do loroteiro Simão.

Espera-se, pois, que o STF revire a nossa Lei Maior de pernas pro chão e corte o mal do uso indecoroso da coisa pública pela raiz, principalmente nesses tempos em que um congresso composto em sua maioria por facínoras tenta rasgar a nossa Consolidação das Leis do Trabalho.  

Artigo admirável do mestre Santayana




A OPERAÇÃO "CARNE FRACA" E A MISTIFICAÇÃO DO BRASIL.

Pode não parecer, mas as causas e conseqüências da Operação Carne Fraca - são, como as de sua "mãe" institucional - a "mãe" de todas as operações, como se diria ao tempo da invasão do Iraque - claramente políticas.

No Brasil, resolveu-se, no bojo da Operação "Tira-Dilma", vender à população uma série de mitos, começando pelo de que se estaria travando uma guerra sem tréguas contra a corrupção, cujo objetivo é "passar a limpo" o país.

Essa estratégia exige que não apenas a principal "operação" fique permanentemente em andamento e evidência, mas também que outras "operações" semelhantes sejam executadas indefinidamente, em ritmo ininterrupto, obedecendo a uma tática não escrita, mas amplamente disseminada, destinada a alimentar certa mídia de factóides, para que ela cumpra o papel de exagerar e replicar essa impostura para a população, já que os resultados dessa "guerra", como demonstram os que foram colhidos até agora pela própria Operação Lava Jato, são mais ilusórios que reais.

Parece não haver outro motivo para que siga o clima de espetacularização das forças em ação, de busca de pelo em cabeça de ovo e de superdimensionamento de problemas relativos, que sempre existiram antes, para valorizar, nesse contexto, o trabalho da polícia, do Judiciário e do próprio Ministério Público.

Parece não haver outra razão para que a corrupção, e, por extensão, institucionalmente, como se quer fazer crer, o governo passado, sejam condenados por todos os males nacionais, quando se sabe que a questão dos juros dos títulos públicos e da sonegação, por exemplo, envolvem recursos muito maiores e são muito mais deletérios, a longo prazo, para o país.

No caso da Operação Carne Fraca, no calor da midialogia, vendeu-se, apressada e irresponsavelmente, ao mundo - por meio da montagem de uma verdadeira operação de guerra, já que não se aceita mais investigar ou trabalhar com discrição - a versão de que o sistema de produção de carnes no Brasil - o principal produtor de proteína animal do planeta - seria uma verdadeira Casa da Mãe Joana, totalmente contaminada por corruptores, corruptos e bactérias.

As evidências que levaram à deflagração da "operação", são, na maioria, como ocorre, também, em alguns casos, com a "mãe de todas as operações", ilações frágeis, baseadas mais em interceptações telefônicas - que podem ser interpretadas subjetivamente ao sabor de quem as fez - e em um único depoimento de um fiscal, do que em provas incontestáveis, como o exame científico e sanitário de mercadorias apreendidas oferecidas à população.

Ora, qual é o sujeito que já fez um churrasco, alguma vez na vida, que não sabe distinguir entre carne fresca de qualidade e carne estragada ou deteriorada, bastando para isso dar uma examinada no produto no balcão do supermercado ou do açougue antes de comprar?

Isso é uma simples questão de bom senso.

Mas a percepção que se pretende passar à população é a de que ela está sendo enganada, comprando e comendo, frequentemente, carne contaminada, como se fosse esse o padrão de uma indústria que atende a mais de 150 países e que é considerada uma das mais avançadas e sofisticadas do mercado mundial.

Para isso - como se o papel da Polícia Federal fosse fiscalizar a qualidade da comida vendida no exterior - cita-se, catando fatos pontuais lá fora - a presença de um determinado tipo de salmonela em carne "barrada" na Itália - existem 2.600 subespécies dessa bactéria e muitos delas não fazem mal à saúde - quando o produto estava em conformidade com as regras da União Européia e posteriormente entrou normalmente em território europeu pelo porto holandês de Amsterdã.

Com base na interpretação errônea, e não se sabe se proposital, de um telefonema entre dois funcionários de empresa, deduz-se que se estava misturando papelão em uma carga de carne de frango, versão que todo mundo anda citando agora pelas esquinas - dou um prêmio para alguém que já tenha encontrado essa substância misturada aos miúdos de um frango congelado ou resfriado no Brasil - quando os indivíduos "grampeados" estavam, na verdade, se referindo ao tipo de embalagem que seria utilizado para proteger e transportar o produto.

Não se pode dizer que todos os frigoríficos brasileiros sejam santos ou que só haja "anjos" entre os fiscais do Ministério da Agricultura.

Mas, com certeza, chama a atenção que, em um momento em que cai, devido à sua flagrante seletividade, a simpatia da população pela operação Lava Jato, comecem a explodir - em paralelo aos pedidos de apoio do juiz encarregado - em letras garrafais, na mídia, e com destaque nos telejornais de rádio e televisão, iniciativas com a mesma abordaagem "filosófica" e modus operandi, voltadas para assuntos que são de grande e direto interesse para os cidadãos, como a saúde e a alimentação.

Parece que se busca mostrar, a todo instante, que o Judiciário e o Ministério Público estão trabalhando diuturna e abnegadamente - ao contrário dos "políticos", essa raça maldita que chega ao poder pelo voto e não por merecimento ou competência - em defesa da população.

Quando, na verdade, em um total de quase 5.000 estabelecimentos industriais fiscalizados em nosso país, as unidades investigadas nessa última operação não chegam a pouco mais de 20, em sua maioria de embutidos e congelados, e isso, de forma restrita, em umas poucas - e delimitadas - regiões do Brasil, e os funcionários investigados passam de pouco mais desse número, entre os 11.000 servidores do Ministério da Agricultura.

Não custa, também, lembrar que em muitos casos, na carne para exportação, a fiscalização, do abate - e até mesmo antes dele - ao transporte, é feita pelos próprios clientes.

Esse é o caso de Israel e dos países árabes, que para aqui enviam representantes, com o intuito de assegurar não apenas a qualidade dos produtos que estão comprando, mas se as condições de produção obedecem às suas regras religiosas, seguindo preceitos Kosher e Halal, o que ilustra não apenas o cuidado da indústria brasileira nessa área mas também o porquê de o Brasil ter se transformado - não por acaso - em um dos maiores exportadores de carnes do mundo.

Mas como a idéia é aparecer ao máximo, buscando não apenas a espetacularização, mas, por meio de parte preponderante da mídia, uma verdadeira escandalização dos fatos, e a regra, no Brasil de hoje, é acusar e "vazar" primeiro, para explicar depois o que está ocorrendo, o que se conseguiu foi apavorar desnecessariamente a população.

Que adora ter, também, convenhamos, alguém pra "desancar" na fila do banco.

Nada disso, no entanto, estaria ocorrendo, se certos métodos, como a escuta telefônica, a prisão preventiva e as conduções coercitivas, não estivessem se transformando, no Brasil, de exceção em regras mais que banais, quase obrigatórias, de investigação.

Coloca-se um determinado setor econômico, um determinado indivíduo, uma determinada autoridade sob escuta, durante meses, até que o "investigado" use uma expressão ambígua em uma conversa ou um provável "crime" ou algo passível de ser interpretado pela opinião pública como "crime" venha a "acontecer", para que se produza um novo escândalo, uma nova "fase", uma nova operação.

Enquanto isso, como está ocorrendo agora no caso das carnes, não interessa se vai cair, dentro do país, o consumo de um produto que é um dos esteios da economia nacional, prejudicando milhares de produtores, empresários e exportadores.

Se irá se arrebentar mais uma vez com a credibilidade das maiores empresas de um determinado setor da economia.

Se irá se armar os adversários externos do agronegócio brasileiro na área de proteína animal, beneficiando concorrentes que subsidiam seus criadores todos os anos com dezenas de bilhões de dólares e de euros, dando-lhes o pretexto de que necessitavam para reforçar seu protecionismo - já extremamente arraigado nessa área - em pleno processo - a nosso ver equivocado - de negociação de um acordo - que tem tudo para ser leonino - entre a União Européia e o Mercosul.

Isso, justamente no momento em que o Brasil, no final do governo passado, voltou obter, a duras penas, autorização para exportação de carne bovina em natura para os EUA.

E quando começamos a quebrar importantes barreiras sanitárias, não apenas com relação aos Estados Unidos, mas também na transformação dos chineses, em apenas oito meses, nos maiores importadores de carne bovina brasileira, com a liberação, por Pequim, no início do mês passado, de licenças de exportação para mais 17 frigoríficos brasileiros - de carne de boi, frango e porco - passarem a exportar para o país, o maior mercado do mundo.

O terrorismo midiático e a irresponsabilidade é tanta, que certos jornais chegaram a afirmar - sem checar a informação - que o ácido ascórbico, supostamente usado pelas empresas para alterar a côr da carne é um produto cancerígeno, quando não se trata de outra coisa além da mais vulgar - e comezinha - vitamina "C".

A engenharia brasileira já foi - sem caixão, faixa ou direito a velório - para o saco, levando com ela a indústria de petróleo e gás - ferida de morte pela sabotagem contra a Lei de Conteúdo Nacional - e a de infra-estrutura.

A indústria naval, em trágico processo de sucateamento, com estaleiros e navios gigantescos, no valor de bilhões de reais, apodrece ao sol de cada dia, assim como vários projetos de defesa, iniciados pelos dois governos anteriores, depois de 2002, que se encontram paralisados por decisão judicial.

Só estão em processo de conclusão e entrega, projetos que já estavam quase prontos quando Dilma saiu do poder, como a Transposição do São Francisco e o SGDC.

O novo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, feito para substituir, depois de quase 20 anos, o BRASILSAT - cujo controle foi entregue por FHC aos mexicanos - está previsto para ser lançado amanhã, 21 de março, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, com a provável presença de Michel Temer.

Produzido pela Thales francesa, com a participação de técnicos e empresas brasileiras, sob especificações da Visiona, joint venture formada, no governo anterior, pela EMBRAER e a TELEBRAS, o novo SGDC irá assegurar, finalmente, canais mais confiáveis para a comunicação do governo e de nossas Forças Armadas, como resposta à espionagem - contra o governo brasileiro e a Petrobras - realizada durante o governo Dilma, e com certeza, ainda hoje, pelos norte-americanos, por meio da NSA.
Qual será o próximo segmento da economia nacional a ser atingido pelo "furor" investigativo em curso, para continuar alimentando e movimentando a "roda da justiça" perante a opinião pública nacional?

A quem interessa que se sabote e desvalorize, aos olhos da população, o setor produtivo, gerando dezenas de bilhões de reais em prejuízo?

Quando há empresas "envolvidas" na Carne Fraca que, em apenas dois dias, já perderam 8% do seu valor de mercado?

O Brasil precisa voltar a caminhar economicamente e o Judiciário e o MP necessitam aprender a fazer o seu trabalho sem motivações políticas e sem inviabilizar, como estão fazendo, o país - voltamos a insistir, é preciso que o discuta, imediatamente, lei proibindo que a justiça interrompa, por motivo de investigação, obras que estiverem em andamento, e que determine prazos máximos, também por lei, para interdição de indústrias em funcionamento - sob pena de que nossas maiores empresas abandonem o território nacional, levando não apenas suas sedes e recursos para o exterior - está aumentando a tributação de subsidiárias fora do país - mas também suas instalações industriais e seus empregos.

Quando, como se está vendo com Trump nos EUA, as maiores nações estão fazendo exatamente o contrário, privilegiando, beneficiando e exigindo que o capital nacional opere dentro de suas fronteiras.

São ingênuos, para não usar outros termos, aqueles que pensam que as empresas estrangeiras são mais honestas ou competentes que as nossas, ou que elas terão algum compromisso com o Brasil, ou com os projetos estratégicos que poderiam, um dia, nos fortalecer no mundo cada vez mais complexo e competitivo do século XXI, em detrimento de sua lealdade com seus países de origem.

Concluindo, de volta à carne, ela é fraca para muitos pecados, e não apenas os da gula, do copo, das drogas ou da luxúria.

Embora não se incluam normalmente entre as "fraquezas" do corpo, o narcisismo, a vaidade, a egolatria e a arrogância, têm se incrustado cada vez mais na mente e nos corações de parte da geração que está chegando ao poder, no bojo da plutocracia nascida do cruzamento do "republicanismo" do PT com a conquista, por meio de concurso, das carreiras de Estado pela direita.

Nos corações e mentes daqueles que se crêem ungidos por Deus para "salvar" a Nação, afastando-a da realidade - que, com todos os seus defeitos, compõe o mundo - levando-a para um universo mítico, maniqueísta e simplista, de bandidos e de mocinhos, de "homens de bem" e "gente do mal".

Até agora, o que a suposta cruzada contra a corrupção em andamento tem conseguido, do ponto de vista prático, fora duas ou três prisões justificáveis, que poderiam ter sido feitas sem esse verdadeiro carnaval, eivado de absurdos e abusos, que já dura, em nosso país, quase quatro anos, é criar partidos proto-fascistas para as eleições de 2018 - um deles não por acaso adotou, sem contestação, o mesmo logotipo da Campanha das 10 Medidas Contra a Corrupção do Ministério Público como símbolo - e destroçar vastos segmentos da vida nacional, na engenharia, na defesa, na infra-estrutura, e. agora, na indústria de alimentos e do agronegócio, sucateando obras e projetos, destruindo e eliminando empregos e investimentos, corroendo e derretendo o crédito e o valor das empresas, quebrando acionistas e fornecedores, e arrebentando, irresponsavelmente - com ajuda de parte da mídia - com a imagem do Brasil no exterior.

Facilitando, decididamente, a vida de nossos concorrentes externos, nos mais variados campos da atividade humana, com permanentes e deletérias conseqüências para o futuro das novas gerações de brasileiros, incluídos os filhos daqueles de quem estamos falando.

Isso, se eles não ingressarem também no serviço público, no futuro, para usufruir, ao contrário dos comuns mortais, das vantagens e salários - muitas vezes acima do limite constitucional - que pertencem ao mundo exclusivo e perfeito - tão afastado, às vezes, da geopolítica, da estratégia e do entendimento da História - em que vivem e atuam os seus pais.
(Mauro Santayana)