Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A resposta miserável de Moro à denúncia de Lula é uma cozinha


: Moro e sua mídia amiga são previsíveis. Pateticamente previsíveis.

Lula denuncia ao mundo a perseguição que lhe é movida por Moro e no mesmo dia a imprensa é abastecida com mais um vazamento requentado sobre um tema batidíssimo: o sítio de Atabaia.

Veja o nível a que chegamos: agora é uma reforma na cozinha que vem à cena. Pelo menos não são mais os pedalinhos, você pode pensar.

A brutal irrelevância da pseudodescoberta da Lava Jato pode ser aferida quando você compara a uma informação que foi apurada pelo jornal britânico Guardian.

Segundo o Guardian, o filho de delator Sérgio Machado comprou no espaço de doze meses imóveis em Londres no valor de 90 milhões de reais. Você pode avaliar de onde veio o dinheiro.

A reforma da cozinha do já célebre sítio foi avaliada em cerca de 250 mil reais, sabe-se lá com que grau de precisão. Os imóveis do filho de Machado em 90 milhões.

Numa matemática que não mente, uma coisa é 360 vezes maior que a outra. Mas Moro, a Lava Jato e a mídia brasileira se concentram na migalha para artificialmente criar notícias contra Lula.

Já tinha sido ventilado que um filho de Sérgio Machado vive em Londres fazendo negócios. A pergunta básica: por que Moro não mandou gente investigar tais negócios?

Foi preciso que um jornal inglês fizesse um trabalho que caberia às autoridades brasileiras incumbidas de cuidar da Lava Jato?

Lembremos que a principal descoberta da Lava Jato também foi feita por gente de fora: as contas secretas na Suíça de Eduardo Cunha. A revelação das contas acabou com o maior foco de corrupção da política nacional, Eduardo Cunha.

Os 90 milhões ligados à família Machado não interessam a Moro, à Lava Jato e muito menos à mídia brasileira.

Sérgio Machado não interessa, na verdade. Porque ele não tem nada a ver com Lula. Em sua delação ele mexeu com caciques do PMDB e do PSDB. Então, não serve.

Machado citou propina para Temer. Disse textualmente: “Quem não conhece o esquema do Aécio?” Afirmou também: “Fui do PSDB por dez anos. Não sobra ninguém.”

Ou seja: ele disse tudo que Moro e a mídia não queriam ouvir.

Como era de imaginar, ele sumiu da mídia e da Lava Jato. Até que o Guardian o devolveu espetacularmente ao noticiário.

A resposta miserável de Moro aos imóveis de luxo comprados pelo filho de Machado em Londres com dinheiro sujo foi a cozinha do sítio de Atibaia.

É uma resposta que conta tudo sobre Moro e sobre a mídia brasileira.
(Paulo Nogueira/ DCM)

Lula: Comportamento da mídia e da PF indicam estado de exceção


POLÍTICAFoto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Em entrevista a Wellignton Calasans, correspondente do blog Cafezinho e de rádios africanas em Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvadenunciou o “estado de exceção” em que o Brasil mergulhou e lamentou o golpe travestido de impeachment contra a presidenta eleita Dilma Rousseff.

“Nós temos um comportamento autoritário da imprensa brasileira, um comportamento equivocado de setores do MP, nós temos um estado de exceção com o comportamento da própria Polícia Federal. Eu diria uma situação que envergonha o Brasil no mundo, porque o Brasil não está nem respeitando internamente a Constituição nem está respeitando a democracia”.

Lula observou ainda que a democracia brasileira é “muito nova” e que a “elite brasileira não sabe viver democraticamente numa sociedade em que ela não governe”.

O ex-presidente também se mostrou preocupado com o afastamento promovido pelo governo golpista de Michel Temer da política diplomática iniciada no seu governo e estendida para o governo Dilma Rousseff de aproximação com o continente africano.

“É com uma certa tristeza que eu assisto de vez em quando o discurso de gente do governo golpista que é preciso diminuir a ação do Brasil com a África, com a América do Sul e que o Brasil precisa fortalecer sua relação com a Europa e com os Estados Unidos, como se em algum momento nós tivéssemos tentado diminuir nossa relação com os Estados Unidos e com a Europa”.

Lula ponderou que o fortalecimento dos BRICS nunca foi uma estratégia para se afastar diplomaticamente das nações ricas, mas uma maneira de robustecer os países em desenvolvimento e trazer mais estabilidade econômica e política ao mundo.

“É importante lembrar que eu disse que se a gente quisesse resolver o problema da crise econômica que estava surgindo (e se agravou com a queda do Leman Brothers), a gente tinha que incluir os países pobres no comércio internacional. Se a gente fechar o mercado, a gente não vai poder resolver o problema da economia. Os pobres serão a solução para a crise econômica que estamos vivendo. Vamos incentivar, vamos financiar o desenvolvimento dos países mais pobres”.

Perseguição da mídia
Para o ex-presidente Lula, ainda é possível reverter o golpe no Senado para que a presidenta Dilma retome o seu mandato. Ele criticou a postura do governo ilegítimo de Michel Temer, que vem desmontando políticas públicas importantes para o povo brasileiro e ameaçando direitos arduamente conquistados.

“O Temer não se comporta como um presidente interino, ele se comporta como se já fosse presidente, como se já tivesse consagrado o golpe, como se já tivesse aprovado o impeachment e ainda não foi aprovado”.

Sobre a perseguição praticada contra ele e contra o Partido dos Trabalhadores por setores da mídia conservadora, o presidente lamentou que não reconheçam o legado de inclusão social promovido pelo seu governo.

“A imprensa brasileira nunca me tratou bem. Desde que eu surgi no movimento sindical, em 1975. Depois não aceitou nunca o PT e não aceitou as minhas candidaturas. Ela tolerava minhas candidaturas, até que eu ganhei as eleições. O que é indescritível é que eles sabem que, na história do Brasil, eu fui o presidente que mais fez inclusão social na história desse país, eles sabem o que aconteceu com o povo pobre.

Para o presidente, as ofensivas da mídia e do judiciário têm o claro objetivo de impedi-lo de se candidatar à Presidência em 2018.

“Estão tentando todo e qualquer tipo de acusação contra mim. Já faz dois anos e pouco que eles estão fazendo isso e até agora não conseguiram nada, mas continuam falando. E a imprensa toda sabe que isso faz parte de um jogo de tentar criar qualquer impedimento para que eu seja candidato à presidência em 2018”.

Por fim, mostrando consciência da importância do seu papel como uma das principais lideranças políticas do País, afirmou: “Pode ficar certo que se eu tiver que voltar, eu voltarei muito melhor do que eu fui”.
(Agência PT de Notícias)

O fora-da-lei


O Estatuto do Servidor Municipal determina que, anualmente, no dia 1º de Maio, data-base do servidor, seu salário será corrigido por percentual semelhante ao que corrige o salário mínimo vigente no país.

Este ano, a Câmara Municipal de Belém cumpriu o que determina a referida lei e, pelas informações prestadas a partir do departamento de Recursos Humanos, enviou ofício ao IPAMB, instituto municipal que paga os proventos dos aposentados e pensionistas, comunicando o reajuste, já que a citada lei determina essa correção também para o pessoal inativo.

No entanto, o chefe do Poder Executivo, prefeito Zenaldo Coutinho Jr., desrespeitou o que diz a lei e não deu qualquer percentual aos servidores daquele poder. Ou melhor, concedeu um abono aos que recebiam seus salários tendo como vencimento base o salário,igualando-o ao salário mínimo atualmente vigente.

Zenaldo foi mais longe, em seu comportamento fora-da-lei: não autorizou o pagamento do reajuste aos aposentados da Câmara(nem precisaria, se a burocracia não fosse usada de forma velhaca pelo malsinado alcaide), e assim os servidores do Legislativo ficaram no prejuízo, tanto quanto os do Poder Executivo.

Evidentemente, a desculpa usada pelo prefeito/privata, da falta de recursos pra bancar o que determina a lei, deve ser considerada esfarrapada, pelo menos até o momento que o prefeito comporte-se de forma transparente e explique o porquê de ter mais assessores na PMB, do que tem Fernando Haddad, prefeito municipal de São Paulo, sendo que a capital paulista tem quase dez vezes mais habitantes do que a paraense.

Infelizmente, nessa montanha de 'aspones' enquistados nos cofres públicos de Belém deve de ter um punhado de parentes e aderentes daqueles que operam os orgãos fiscalizadores dos procedimentos administrativos do alcaide, negligenciando de suas funções por conta dessa deplorável 'ação entre amigos', profundamente prejudicial aos interesses da população. Lamentável!

PETIÇÃO DE LULA À ONU GANHA DESTAQUE NA MÍDIA INTERNACIONAL

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247 – O recurso do ex-presidente Lula apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, contra abuso de poder do juiz Sérgio Moro, na Lava Jato, ganhou repercussão nos principais jornais do mundo.

A petição foi apresentada nesta quinta-feira, 28, na sede do Comitê da ONU, em Genebra (Suíça), pelos advogados Geoffrey Robertson e Cristiano Zanin.

“A ONU pode fazer recomendações sobre o caso de Lula, aconselhando as autoridades brasileiras a rever e corrigir procedimentos, de acordo com os advogados”, diz a Bloomberg.

“Caso de direitos humanos do ex- presidente do Brasil procura colocar métodos dos promotores em julgamento”, destaca o Financial Times.

Já o Guardian destaca alegações de Robertson, que aponta o problema das detenções feitas sem julgamento e critica a forma como vem sendo feitos acordos de delação premiada no Brasil: "O juiz tem o poder de deter o suspeito indefinidamente até obter uma confissão e uma delação premiada. Claro que isso leva a condenações equivocadas baseadas nas confissões que o suspeito tem que fazer porque quer sair da prisão".

quinta-feira, 28 de julho de 2016

No país dos verdugos togados

(Via Blog do Gerson Nogueira)

Corte de 51% da verba da Rede Nacional de Pesquisa pode deixar 740 universidades sem internet


Com o pretexto de economizar, o governo federal reduziu a verba destinada à Rede Nacional de Pesquisa, de R$ 258 milhões, em 2015, para R$ 126 milhões neste ano, o que representa uma diminuição de 51%.

Com o corte, até setembro 740 unidades de universidades no interior do Brasil podem ficar sem internet. O repasse costuma ser feito em maio, mas até agora o valor não foi depositado.

Nelson Simões, diretor geral da Rede, aponta que, caso o dinheiro não seja repassado nos próximos meses, estudantes, professores, pesquisadores e pacientes de hospitais universitários podem ser seriamente prejudicados.

“Se nós não tivermos a liberação dos recursos de fomento deste ano entre agosto e setembro, nós teremos que realizar, gradualmente, o corte de algumas dessas conexões de internet. Começando pelas que custam mais”, avisou.

Importância da Rede

Presente em todo o território, a Rede Nacional de Pesquisas também realiza a integração de campi universitários com pesquisadores internacionais. Ela promove desde aulas por videoconferência até cirurgias e controle digital de medicamentos em hospitais.

Para pesquisadores, manter o nível de ensino será impossível se a situação com o governo se mantiver. A verba destinada à Rede é dividida entre quatro ministérios: o de Defesa, Saúde, Educação e a pasta de Ciência, Tecnologia e Comunicação. Esta, por sua vez, afirmou, em nota, que o repasse será feito e confirmou que deve ser menor que o do ano anterior.
(CBN/ Portal Forum)

Lula denuncia o verdugo Moro à ONU

Ricardo Stuckert:

247- Os advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram nesta quinta-feira (28/07/2016) uma petição no Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O documento foi subscrito pelo escritório Teixeira, Martins & Advogados e pelo advogado Geoffrey Robertson (Queen's Counsel), um dos maiores especialistas no mundo na defesa dos Direitos Humanos e membro do escritório londrino Doughty Street Chambers.

A petição lista diversas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis adotado pela ONU praticadas pelo juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Operação Lava-Jato contra Lula. Tal Pacto assegura, dentre outras coisas: (a) proteção contra prisão ou detenção arbitrária (Artigo 9º); (b) direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa na forma da lei (Artigo 14); (c) proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência e contra ofensas ilegais à honra e à reputação (Artigo 17); e, ainda, (d) do direito a um tribunal independente e imparcial (Artigo 14).

Lula não se opõe a qualquer investigação, desde que realizada com a observância da lei e das garantias constitucionais e, ainda, daquelas previstas nos Tratados Internacionais subscritos pelo Brasil. A ação pede ao Conselho que se pronuncie sobre as arbitrariedades praticadas pelo Juiz Sergio Moro contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados.

As evidências apresentadas na ação se reportam, dentre outras coisas:
(i) à privação da liberdade por cerca de 06 (seis) horas imposta a Lula em 4 de março de 2016, por meio de uma condução coercitiva sem qualquer previsão legal; (ii) ao vazamento de materiais confidenciais para a imprensa e à divulgação de ligações interceptadas; (iii) a diversas medidas cautelares autorizadas injustificadamente; e, ainda, (iv) ao fato de Moro haver assumido em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal em 29/03/2016 o papel de acusador, imputando crime a Lula por doze vezes, além de antecipar juízo de valor.

A ação cita precedentes da Comissão de Direitos Humanos da ONU e de outras Cortes Internacionais, os quais mostram que, de acordo com a lei internacional, o Juiz Moro, por já haver cometido uma série de ações ilegais contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados, perdeu de forma irreparável sua imparcialidade para julgar o ex-Presidente.

O Brasil assinou em 2009 o protocolo de adesão ao Conselho Nacional de Direitos Humanos. O órgão é composto por 18 juristas de diferentes países, dentre estes França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Argentina e Estados Unidos.

Para Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula: "Ações contra a corrupção, em especial corrupção política, são de importância vital para a democracia. Mas devem ser efetivas e dentro da lei para serem dignas de orgulho, e não arbitrárias e ilegais, o que acabará causando vergonha no futuro. O perigo do Juiz Moro é que suas ações injustas e sem a observância da lei são contra-produtivas e causarão danos ao combate à corrupção. Procuramos o Conselho da ONU para que sua manifestação sirva de guia para os direitos fundamentais que nossa Constituição exige que sejam observados por juízes e promotores".

Geoffrey Robertson considera que "Lula, trouxe seu caso para a ONU porque não é possível haver justiça no Brasil dentro de um sistema como esse. Telefones grampeados, como de sua família e advogados e os textos e áudios vazados para o deleite de uma mídia politicamente hostil. O mesmo juiz que invade sua privacidade pode prendê-lo a qualquer momento, e daí automaticamente se torna a pessoa que irá julgá-lo, decidindo se é culpado ou inocente, sem um júri. Nenhum juiz na Inglaterra ou na Europa poderia agir dessa forma, atuando ao mesmo tempo como promotor e juiz. Esta é uma grande falha no sistema penal brasileiro".

Mr. Robertson também aponta o problema das detenções feitas sem julgamento: "O juiz tem o poder de deter o suspeito indefinidamente até obter uma confissão e uma delação premiada. Claro que isso leva a condenações equivocadas, baseadas nas confissões que o suspeito tem que fazer porque quer sair da prisão".

Patife diz o quer contra Lula e agora quer habeas corpus, pra fugir do processo

Foto/247

O dublê de vigarista e professor Marco Antonio Villa, no auge da histeria anti Lula, utilizou o Jornal da Cultura, ora transformado em valhacouto midiático da bandidagem tucana, pra chamar o ex-presidente de “réu oculto do mensalão"; “chefe da quadrilha”; “chefe do petrolão” e uma série de outras ofensas.

Disse, mas não provou coisa alguma, restando provado que tudo não passava de hidrofobia de um celerado ávido por cargo público, coisa que sua mediocridade e oposicionismo vira lata impediam de assumir.

Lula, então, o processou por calúnia e difamação, em processo aberto à época e agora chegando à fase de conclusão. 

Resultado: o meliante e leviano Villa, sem ter como provar o que afirmou, resolveu entrar com pedido de habeas corpus a fim de evitar ficar frente a frente com Lula nessa ação de queixa-crime. Alega o vil magarefe da honra alheia, vejam só que gracinha, estar sendo intimidado pela referida queixa.

Coisa típica de privatas de todos os matizes. Lembrar de um outro porco chamado Domingos Sávio, deputado da quadrilha aecista, que achincalhou a família de Lula. Processado e sem ter como provar, vive de alegar imunidade parlamentar pra não enfrentar o processo.

No caso do estorialista, se é que ainda tem deve perder a condição de réu primário, além de ser obrigado a retratar-se diante do ex-presidente, sendo provável que receba de 'brinde' na justiça uma caixa de óleo de peroba, fruto do cinismo dessa acusação de intimidação. Aguenta, salafrário!

Mais uma 'mancha' em nossa história



Uma mancha na imagem do Brasil. Foi assim que o ex-presidente do Uruguai José Mujica avalia o atual processo de impeachment da presidente Dilma.Mujica disse que afastamento "não faz bem à imagem do Brasil". Mujica esteve em Curitiba (PR) nesta quarta-feira (27), onde participou de um seminário sobre democracia.

"A sociedade brasileira antecipou a decisão, mas tudo ainda depende do Senado. Do ponto de vista prático, [o processo de impeachment] dá a impressão de uma decisão meramente política, acima de qualquer outra consideração", afirmou o ex-presidente uruguaio, que atualmente é senador.

Fala-se publicamente como se essa decisão já tivesse sido tomada, e esse gesto antecipa a decisão do Senado brasileiro. Isso não faz bem à imagem do Brasil. Espero que, com o tempo, isso possa ser superado."

Legado da esquerda permanecerá


Sobre o crescimento de partidos e candidatos ligados à direita na América do Sul, Mujica avalia que a maior parte do legado dos governos de esquerda permanecerá. "Há contradições e disputas, mas isso é da vida. Talvez algumas conquistas se percam, mas outras serão afirmadas. Os que lutaram pela jornada de 8 horas de trabalho, os que lutaram pelo voto da mulher: todos os avanços sociais tiveram gente na vanguarda", disse.

"Antigamente cometíamos um erro: tentávamos fazer uma revolução material. A verdadeira revolução é a cultural."

Pela manhã, o ex-presidente uruguaio participou do seminário "Democracia na América Latina", promovido pelo Laboratório de Cultura Digital da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Compareceram no 7 mil para ouvir a palestra do político uruguaio e foi necessário mudar o local (o espaço escolhido anteriormente tinha capacidade para 500 pessoas). Depois da palestra, Mujica foi cercado por estudantes e teve de posar para várias fotos.
(Os Amigos do Presidente Lula)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A tramóia(abortada) de dois bandidos


IMAGINE O QUE GILMAR FARÁ NO TSE

José Serra e Gilmar Mendes tramaram um golpe eleitoral que permitiria a exclusão de milhões de brasileiros na reta final da votação no segundo turno -- semelhante à fraude que elegeu o republicano George Bush presidente dos EUA em 2000, manipulando listas de eleitores que impediram de votar milhares de negros, em sua maioria pró- Al Gore, democrata.

Lá, a fraude consistiu em incluir negros inocentes nas listas de gente com ficha criminal. Aqui, Serra combinou com Mendes, presidente do STF, um jeito de manter a exigência de dois documentos para votar, o título eleitoral e outro com foto.

Nossa Suprema Corte derrubaria no dia seguinte a exigência do eleitor levar título e documento com foto ao posto de votação. Mas depois que Serra e Mendes se falaram na véspera, apesar de sete dos dez ministros já ter votado contra a exigência, Gilmar "pediu vista" dos autos, paralisando a análise do caso.

Bastaria Gilmar fazer cera, no sábado e toda a mídia trombetearia que ninguém poderia votar sem dois documento, Seria, nos EUA, como aqui, uma espécie de "limpeza étnica" na lista de eleitores. Lá, de negros e latinos; aqui, de nordestinos e assemelhados.

A dupla não contava com o tino profissional de Kátia Seabra. De orelha em pé e olhos bem abertos, depois de uma entrevista de José Serra, a repórter da Folha, ouviu o candidato falar ao celular que um assessor lhe passou:

-- Meu presidente...

Piscou para o fotógrafo Moacyr Lopes, afastou-se para deixar Serra à vontade, e Moacyr, postado bem atrás dele, ouviu sua conversa pelo celular.

Um furo sensacional. A repórter evitou a monumental fraude. Serra e Gilmar dançaram bonito.
(Palmério Dória- direto do facebook)

A FANTASIA DE UM PULHA


Acabou, doutor Moro: Lula não é ladrão — Desespero e perseguição são péssimos conselheiros


Vamos direto ao ponto: Lula não roubou. E, se ele não roubou, não pode ser delatado por ninguém, como os malfeitores com culpa formalizada e os que não cometeram crimes, mas que são acusados pelos verdugos e políticos de direita da Lava Jato, que também exercem cargos de servidores públicos, que estão completamente contaminados ideologicamente, a ter a vaidade em um primeiro plano, bem como coautores de um golpe terceiro-mundista, juntamente com os parlamentares do Congresso Nacional, a imprensa familiar mais covarde e corrupta do planeta, além de terem como seus chefes diretos e cúmplices os juízes do STF e o procurador-geral da PGR.

Contudo, volto a reiterar: Lula não roubou. E, se ele não roubou, não pode ser injustamente e covardemente perseguido porque o doutor Moro, um juiz de província de primeira instância, resolveu fazer política para beneficiar a ex-oposição capitaneada pelo PSDB e que atualmente usurpa o poder central por intermédio de um golpe bananeiro, mas violento que mais uma vez transformou o Brasil é uma republiqueta de bananas com a carranca e o focinho das oligarquias e da classe média coxinha de alma lacerdista.

Entretanto, Sérgio Moro continua em seu périplo persecutório de caráter primitivo, a cometer desbragadamente insubordinações perante os juízes do STF, especificamente os magistrados Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki, sendo que os dois já foram afrontados pelo juiz que "Faz Diferença" para a golpista famiglia Marinho, assim como participa de eventos de políticos demotucanos, exatamente aqueles que deram um golpe de estado criminoso contra a presidenta constitucional, Dilma Rousseff, a mandatária legítima e reeleita democraticamente com 54,5 milhões de votos.

Sérgio Moro, o juiz de província, que tem por objetivo prender o presidente Lula e que demonstra estar desesperado por não achar nada que o incrimine, como não acharam os procuradores plutarquianos de Brasília, de São Paulo e do Paraná, sujeitos obsessivos por desmoralizar Lula e desconstruir, definitivamente, sua imagem de líder popular e político de grandeza internacional.

Lula, apesar de ser alvo de insultos e perseguições constantes, que têm por propósito desumanizar sua condição humana, o líder trabalhista figura como principal político a liderar as pesquisas de candidatos a presidente da República, motivo pelo qual o sistema judiciário partidarizado e ideológico se movimenta com virulência e despudor.

Trata-se de um processo draconiano que chama a atenção dos setores democráticos e legalistas da sociedade brasileira, da América Latina, além de causar suspeitas e desconfianças a parlamentares dos Estados Unidos e da França, bem como da grande imprensa estrangeira, que considera como golpe o que ocorreu e está a ocorrer no Brasil por causa do afastamento da presidenta Dilma efetivado por um parlamento e um "presidente" interino usurpador, cuja maioria dos deputados e dos ministros é acusada de corrupção e responde a processos na Justiça, sendo que muitos dos golpistas já são réus.

A busca incessante por sua destruição, a começar pela feroz perseguição por meio de "investigações" e vazamentos de inquéritos e processos à imprensa alienígena dos magnatas bilionários sonegadores de impostos e autores de tratativas burlescas e daninhas aos cofres públicos, no que diz respeito a escândalos de corrupção como a Zelotes e o HSBC, além do Banestado, dentre outros casos nos quais estão envolvidos barões de mídias comerciais e privadas. Porém, "isto não vem ao caso" — como gosta de afirmar o juiz de primeira instância Sérgio Moro, que somente tem olhos para o PT. Trata-se de patologia. Um caso irremediavelmente patológico...

Sérgio Moro não é o precursor da "Justiça Seletiva". Todavia, é, sem sombra de dúvida, um de seus principais precursores. É o fim da picada. Um juiz que não se atém apenas aos autos, como deve obrigatoriamente proceder qualquer juiz em qualquer lugar e país e do tribunal a qual pertencer, seja ele uma vara de primeira instância ou a Corte mais importante do País, como é o caso do STF.

Sérgio Moro há muito tempo deveria ter sido punido e afastado de seu cargo para o bem do serviço público. Trata-se de um magistrado que cometeu crimes de ordem constitucional, jurídica e judicial. Moro rasga a jurisprudência e faz picadinho da Constituição, que é o alicerce do Estado de Direito. Aliás, Moro e sua turma do MPF e da PF curitibana não combinam com o Estado de Direito, pois os primeiros são como se fossem água, e o segundo, óleo. Não se misturam e não combinam.

Já elenquei, muitas vezes, as inúmeras estrepolias e os abusos de poder de tal personagem da Lava Jato. Contudo, a mais emblemática das muitas diatribes do juiz provinciano, que age como se mandasse no País são: 1) A prisão coercitiva de Lula, similar a um sequestro promovido pelo Estado; 2) O vazamento do áudio de conversa entre Lula e Dilma; e 3) Os vazamentos sobre informações dos sigilos bancários, telefônicos e das redes sociais de Lula e de sua família. Entretanto, citei apenas três casos que denotam a covardia, a patifaria, a perseguição a um cidadão que não é réu, não responde a processos e que nunca foi condenado pela Justiça nem em primeira instância. Inaceitável.

Pelo contrário. Essa gente togada têm de dar satisfação ao cidadão contribuinte, que paga seu alto salário, sua mordomia e status. O Brasil, apesar do golpe de estado praticado por bandoleiros que tomaram de assalto a Presidência da República, com a absurda e temerária cumplicidade de juízes do STF e do procurador-geral da PGR, compreende o que está a acontecer, bem como aqueles que ainda não perceberam que houve um golpe, certamente que perceberão, porque, quanto mais se aproxima o julgamento de Dilma Rousseff no Senado, recrudescem os movimentos na internet e nas ruas contra o golpe bananeiro.

Se o golpe à moda "Banânia" ou "Los Macaquitos Blancos" for concretizado o Brasil não terá paz e esperança. Governar só será possível ao usurpador e traidor michel temer (o nome dessa peçonha é sempre escrito em minúsculo por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) por intermédio da repressão policial e da opressão publicitária e ideológica. Um verdadeiro inferno em forma de caldeirão e caos... Não haverá estabilidade institucional e democrática porque a Constituição foi rasgada, bem como uma presidente derrubada do poder sem ter cometido crime de responsabilidade. Impeachment sem dolo é golpe. Ponto.

O golpe realizado por criminosos, que deveriam estar presos, pois antinacionalistas, antidemocráticos e que desejam transformar o Brasil em uma "Banânia" sempre dedicada a atender às demandas dos ricos e dos muito ricos, porque, obviamente, os segmentos de classe média que apoiaram o golpe terceiro-mundista ficarão com o "mico", a chupar o dedo pelo simples fato de a "coxinhada" paneleira de barriga cheia e analfabeta política ser assalariada, ou seja, classe média empregada, com complexo de vira-lata, cabeça colonizada e metida a ser parte da "zelite", quando não é, nunca foi e jamais será!

O jogo acabou, doutor Moro. Lula não é ladrão; e o desespero e a perseguição são péssimos conselheiros. E por quê? Porque quando um juiz, procuradores e delegados não encontram nada que implique Lula em malfeitos e corrupções, mas mesmo assim continuam com a insistência para incriminá-lo, o servidor público perde sua autoridade, porque age e atua a perseguir o cidadão, mesmo a saber de sua inocência. Acabou, doutor Moro. Não há mídia golpista como esta que viceja no Brasil que possa, indefinidamente, manter a crença de que Lula é corrupto ou ladrão. Não há condição para tal covardia e perseguição se fim, doutor Moro.

Nem o Delcídio Amaral comprovou o que disse. Um senador do PT com alma tucana. Nem o marqueteiro João Santana, autor das campanhas vitoriosos do PT. Nem os bandidos doleiros, sendo que muitos deles crias do PSDB, cujos políticos, absurdamente e vergonhosamente, são inimputáveis, como se fossem uma "classe" à parte, como os deuses. Nem os donos das construtoras, seus diretores e empresários de outros setores da economia, a exemplo do José Carlos Bumlai, que a imprensa de mercado pistoleira o chama de "O amigo do Lula", pois a finalidade é fazer com que o público que assiste, por exemplo, o péssimo "Jornal Nacional" fique em dúvida e passe a desconfiar da integridade moral de Lula. Nada mais fascista e covarde.

Quero lembrar, pois é salutar a quem acredita piamente não imprensa historicamente golpista, que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, retirou, no dia 18, a jurisdição do juiz Moro no que é relativo às gravações (parte da investigação da Lava Jato) que envolvem Lula em conversas com políticos com prerrogativa de função, que é chamada erroneamente pela imprensa da casa grande de "foro privilegiado". Tais processos estão indevidamente nas mãos de um político e juiz de primeira instância, que atende pelo nome de Sérgio Moro, da 13 Vara Federal do PSDB do Paraná.

Lewandowski ajuizou que a investigações nas quais Lula é grampeado por meganhas aecistas de Curitiba com a autorização de Moro devem ser separadas. Trata-se da volta ao SNI e ao DOI-Codi em pleno século XXI no ano de 2016 depois de 30 anos de democracia às custas de muita gente exilada, torturada e morta, a partir de 1964.

A Província de Curitiba, capitaneada pelo direitista Moro e seus pitboys da PF e do MPF, ressuscitaram a "arapongagem" no Brasil. Vou mais além: vazam, sem qualquer peso de consciência ou escrúpulo que os levem à razão, as investigações para a imprensa meramente empresarial, que de posse de tais informações se torna um poderoso "partido" de direita, que passa, então, a cumprir sua agenda política e ideológica, que, como todo mundo sabe, cooperou, e muito, para que o Brasil fosse mais uma vez vítima de um golpe de estado criminoso, travestido de legal e legítimo, que tem por finalidade impor o programa neoliberal dos demotucanos rejeitado pelo povo e derrotado quatro vezes consecutivas nas urnas pelo PT e suas lideranças.

O juiz Teori Zavasck está de férias, mas foi ele que anteriormente retirou do Moro as gravações de Lula com Dilma. É o Teori o relator do processo e, com efeito, trata-se do magistrado que analisa a legalidade das investigações no que concerne ao Lula. Entretanto, Moro tem o costume de passar com o trator por cima da jurisprudência, pois obcecado por Lula, bem como desesperado por não achar provas de malfeitos contra o maior político brasileiro de todos os tempos, a acompanhá-lo apenas o trabalhista gaúcho Getúlio Vargas — estadista e fundador do Brasil moderno.

Enquanto a jiripoca pia para o lado dos varões de Plutarco "abençoados" por coronéis midiáticos inimigos do Brasil, um dos capitães do mato da famiglia Marinho, que se chama Merval Pereira, adianta aos seus leitores coxinhas que o pessoal da Lava Jato não aceitará a delação de mais de 300 políticos por parte de Marcelo Odebrecht. Não aceitará porque... Adivinhe por quê? Não consta o nome de Lula. Além da Odebrecht, vale também informar que até agora as delações da Andrade Gutierrez, construtora ligadíssima aos tucanos, até agora não foram repercutidas pela imprensa mercadológica.

Oxente, por quê? Mas por que, uai? Qual é o porquê disso, tchê? Porque gente como Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, e Marcelo Odebrecht detonariam de vez a ex-oposição demotucana e que hoje usurpa o poder por meio de golpe bananeiro, mas criminoso e violento. Em suas listas, documentos e redes sociais não constam Lula e Dilma. E sabe por quê? Porque os dois mandatários não são ladrões, não roubaram, não foram irresponsáveis e não fizeram pouco caso com o povo brasileiro. É isto, e por isto os procuradores de Brasília resolveram agir às pressas, como estivessem nos descontos do fim de um jogo bruto e violento apelar para acusações sem fundamentos e provas contra Lula.

De acordo com as denúncias de vossas excelências togadas, Lula e mais cinco pessoas, "mancomunadas em suas vis e pérfidas cumplicidades" (este período em aspas da oração é por minha conta), resolveram impedir a delação premiada de Nestor Cerveró, o servidor público que já roubava a Petrobras desde os tempos de FHC. Veja bem, Lula é acusado de uma suposta "TENTATIVA" de impedir a dedoduragem do corrupto Cerveró.

A verdade somente uma e única: não há provas contra Lula. Odebrecht, Azevedo, Delcídio, Bumlai e um monte de delatores, que entregam até a mãe para sair da cadeia, jamais disseram que Lula está envolvido com esquemas de corrupção. Ponto. Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Roberto Gurgel, Antonio Fernando de Souza, Rodrigo Janot, procuradores às pencas, delegados federais jamais encontraram provas contra Lula, porque o ex-presidente nunca roubou em toda sua vida. Lula não cometeu crimes e não participou de roubalheira contra o dinheiro e o patrimônio públicos.

Querem prendê-lo como se o líder trabalhista fosse caça, um troféu para que servidores públicos do Judiciário comprometidos com o establishment se engrandeçam para a posteridade junto aos coxinhas e aos reacionários que tratam o Brasil como republiqueta bananeira e mantenham o povo e os trabalhadores presos aos grilhões seculares da escravidão de 388 anos. Lula não é ladrão e prendê-lo sem provas para que o PT não tenha chance de competir nas eleições de 2018 será um ato de arbitrariedade e covardia sem igual no mundo ocidental nas últimas décadas. O status quo terá de recuar, porque não há crime sem dolo. É isso aí.
(Davis Sena Filho/ Palavra Livre)

A CEF como banco dos ricos


DANIEL TEIXEIRA: <p>DNT 01-08-2015 SAO PAULO - SP / ECONOMIA OE / FACHADA BANCO CAIXA ECONOMICA FEDERAL - Agencia do Banco Caixa Economica Federal na Av. Paulista em Sao Paulo - FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO</p>

Nesses tempos de inflação alta e empregos em baixa, o governo federal resolveu utilizar um importante instrumento de política social, a Caixa Econômica Federal, como socorro aos mais ricos. A CEF vai financiar imóveis de até R$ 3 milhões e o percentual de financiamento para essa faixa mais alta vai subir de 70% para 80%. É uma clara distorção do papel do banco!

É verdade que a Caixa Econômica Federal registrou queda de cerca de 6% no volume de concessões nos seus feirões da casa própria. Dados do Banco Central mostram que o número de unidades financiadas no país caiu 58% de junho do ano passado a maio deste ano. Porém, a justificativa do governo de reaquecer o setor imobiliário e levar a CEF a lucrar com taxas mais altas e inadimplência mais baixa não se sustenta porque o segmento de imóveis mais caros representa apenas 5% do mercado, não há volume para impactar positivamente o segmento.

Nos governos Lula e Dilma, a CEF assumiu a função de operadora de programas públicos, especialmente o Bolsa Família. A Caixa não foi criada para pleitear o conforto do mercado imobiliário, mas para executar políticas públicas que melhorem a vida das pessoas e, como consequência, leve o país a galgar importantes degraus no desenvolvimento econômico.

Já que a diretoria do banco conseguiu outras fontes de recursos (incluindo FGTS, emissão de letras financeiras e liberação de depósitos compulsórios) e diz ter "dinheiro sobrando", o governo poderia combater a recessão com programas que beneficiassem os mais pobres, que são os mais atingidos com a crise econômica. Mas ao invés disso, prefere financiar os ricos.
(GLEISI HOFFMANNDebate Progressista/ 247)

Gustavo Castañon desmonta editorial do Globo contra universidade pública: Farsa, do título ao último parágrafo


No último domingo, 24 de julho, menos de uma semana após a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, ter instituído a gratuidade do ensino universitário em instituições públicas (antiga luta da juventude lá), o jornal O Globo, sempre na vanguarda do atraso brasileiro, publicou editorial no sentido oposto.

Sofismas e mentiras. Uma farsa do início ao fim, que vamos desmontar aqui, parágrafo por parágrafo. Começando pelo título:



A crise força é o fim do injusto sistema tributário brasileiro e do saque da dívida pública que roubou ano passado 43% do orçamento, baseado nos juros mais altos do mundo. Sistema esse do qual a família Marinho é uma das principais beneficiárias.

Globo: “Os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas.”

A maior parte das vagas é ocupada por alunos de classe média, que também não teriam, em grande parte, condições de pagar por essas vagas.

Mas agora, com a política de cotas, praticamente metade das vagas federais está sendo ocupada por alunos de classe média baixa e baixa. Além disso, é o Estado que, infelizmente, subsidia grande parte das vagas nas universidades privadas.

Globo: “Numa abordagem mais ampla dos efeitos da maior crise fiscal de que se tem notícia na história republicana do país, em qualquer discussão sobre alternativas a lógica aconselha a que se busquem opções para financiar serviços prestados pelo Estado. Considerando-se que a principal fórmula usada desde o início da redemocratização, em 1985, para irrigar o Tesouro — a criação e aumento de impostos — é uma via esgotada.”


Afirmações peremptórias sem qualquer fundamento:

a) Não é a maior crise fiscal da história (e temos notícias de todas).

b) Ridícula afirmação peremptória de que aumentar imposto é via esgotada para financiar o Estado. É inadequada se for aumentar impostos para a classe média e empresas. É fundamental aumentar, e massivamente, a taxação de ricos no Brasil, que basicamente vivem no paraíso mundial dos oligarcas sem pagar impostos e muitas vezes só vivendo do saque da dívida pública, montados nas heranças que receberam sem mérito algum.

Globo: “Mesmo quando a economia vier a se recuperar, será necessário reformar o próprio Estado, diante da impossibilidade de se manter uma carga tributária nos píncaros de mais de 35% do PIB, o índice mais elevado entre economias emergentes, comparável ao de países desenvolvidos, em que os serviços públicos são de boa qualidade. Ao contrário dos do Brasil.”


Sim, o Estado precisa ser reformado. Ele precisa duplicar de tamanho se queremos serviços equivalentes aos dos países europeus. Mesmo assim, eles ainda teriam que ser oferecidos consumindo quatro vezes menos recursos.

Explico. O funcionalismo brasileiro é mínimo, só 11% da população empregada, enquanto a média dos países desenvolvidos é de 22% (OCDE) e nos escandinavos, como a Dinamarca, chega a 39%. Ao mesmo tempo, nossa carga tributária é baixa se comparada com a Europa (Dinamarca, 49%; Suécia, 43%; Finlândia, 44%; dados de 2013, OCDE), e não equivalente.

Além disso, nossa riqueza, nossa renda per capita, é menor, brutalmente menor. Um brasileiro médio produz U$ 8.672 por ano. Já um norueguês produz U$ 74.822. Um dinamarquês, para manter o termo de comparação, produz U$ 52.114 (dados FMI, 2015).

Resumindo, somos seis vezes menos ricos que a Dinamarca, cobramos muito menos impostos dessa riqueza, temos menos gente no funcionalismo público e 43% de nosso orçamento vão para financiar a fortuna de parasitas rentistas, Marinhos inclusos. Na Dinamarca, zero.

Enquanto o Estado brasileiro tem em torno de U$ 1.730 por pessoa-ano para prover investimento, educação, saúde, previdência, justiça e segurança, o Estado dinamarquês tem U$ 25.535 por pessoa. E esses saqueadores do erário ainda cobram o mesmo padrão de serviços de países europeus.

Globo: “Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil.”

Quando qualquer pessoa com mais de quarenta anos lê alguém com mais de quarenta anos falando de “crise nunca vista” sabe instantaneamente se tratar de um canalha.

Mas é verdade, a crise que o Levy, com essas ideias, e os bandidos do PMDB provocaram com as molecagens políticas e orçamentárias é grave. Podemos aplicar a ideia nunca aplicada no Brasil de fazer rico pagar imposto.

Nada que uma nova alíquota de 40% no imposto de renda, imposto sobre lucro e sobre fortunas não resolva. Ou melhor que isso. Nada que uma taxa de juros real de somente dois por cento não resolva.

Na Inglaterra e EUA funciona como o Globo quer, no resto da Europa, não. Não é isso que faz a excelência dos cursos anglófonos. No entanto, apesar de excelentes, são de acesso extremamente excludente e criam uma sociedade totalmente controlada pelo capital. O aluno pobre de alto rendimento acadêmico, em vez de receber sua educação como um direito, acaba tendo que mendigar o financiamento de seu futuro a fundações controladas por oligarcas bilionários, que a partir desses instrumentos controlam suas vidas, sua voz e o sistema universitário.

Globo: “Tome-se a maior universidade nacional e mais bem colocada em rankings internacionais, a de São Paulo, a USP — também um monumento à incúria administrativa, nos últimos anos às voltas com crônica falta de dinheiro, mesmo recebendo cerca de 5% do ICMS paulista, a maior arrecadação estadual do país.”

Como é que a única universidade latino-americana entre as 100 melhores do mundo pode ser um monumento à incúria administrativa? E no que privatizá-la resolveria isso?

Não é difícil imaginar o resultado da incompetência privada no Brasil, como transformou a energia mais barata e renovável do mundo em uma das mais caras ao consumidor final, como criou a telefonia e a internet mais caras do mundo, mesmo com subsídios públicos (e faliu, como a Oi). O que teríamos na universidade pública é o que temos na universidade privada hoje: nem é preciso imaginar. Incompetência administrativa, subsídios públicos (Prouni, bolsas de pós), mensalidades escorchantes e péssimo, péssimo simulacro de educação.

Globo: “Ao conjunto dos estabelecimentos de ensino superior público do estado de São Paulo — além da USP, a Unicamp e a Unifesp — são destinados 9,5% do ICMS paulista. Se antes da crise econômica, a USP, por exemplo, já tinha dificuldades para pagar as contas, com a retração das receitas tributárias o quadro se degradou. A mesma dificuldade se abate sobre a Uerj, no Rio de Janeiro, com o aperto no caixa fluminense.”


O ICMS é só uma das fontes de receita do Estado e a Unifesp é federal. São informações sem nexo para confundir o leitor e fazê-lo acreditar que 10% de seus impostos vão para bancar universidades.

No Brasil, o orçamento da educação inteira, incluindo a básica e a média, não atinge 4% do orçamento. É muito, muito pouco.

Se a UERJ está em crise é porque a universidade é, historicamente, a primeira a sofrer cortes quando os orçamentos estão em crise. E o orçamento do Rio está em crise porque o preço do barril do petróleo caiu brutalmente, deprimindo o valor dos royalties, tem um grupo político apoiado pelos irmãos Marinho no poder há dez anos dando isenções fiscais para concessionárias públicas, e porque a ação do juiz Moro, bancado pela Globo, quebrou a indústria de petróleo e a de construção naval brasileira, sediadas basicamente no Rio.

Globo: “Circula muito dinheiro no setor. Na USP, em que a folha de salários ultrapassa todo o orçamento da universidade, há uma reserva, calculada no final do ano passado em R$ 1,3 bilhão. Mas já foi de R$ 3,61 bilhões. Está em queda, para tapar rombos na instituição. Tende a zero.”

Vejam a manipulação. Universidade é basicamente recursos humanos. Em qualquer universidade, o orçamento é em sua maior parte salário. O problema é que a proporção recebida do ICMS é fixa e a arrecadação do Estado de São Paulo caiu.

Aliás, o PIB paulista arrasta o nacional para trás desde que o PSDB assumiu o poder em São Paulo. Se o orçamento da instituição não está suportando, deve haver o natural, uma reforma administrativa que racionalize cursos, salários ou aumente os recursos dedicados no orçamento estadual. O que não se deve pressupor, é que uma instituição que, no alto dessa crise, ainda tem uma reserva de 1,3 bilhão, seja uma instituição mal administrada. É um escárnio!

E o que se deve lembrar também, é que o período em que o fundo de reserva da USP despencou foi o período em que foi gerido por um reitor biônico, nomeado pelo ex-governador José Serra.

Globo: “O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares.”


Monstros. Esse é o ponto máximo do cinismo, apontar a universidade pública, um dos poucos instrumentos que permite à classe média brasileira manter seu nível de vida e à classe baixa ascender socialmente através dos programas de cotas, como “mecanismo concentrador de renda do Estado”. Enquanto isso, protegem em seus editoriais e telejornais a política mais insana de juros da história e vetam, neste mesmo editorial, o uso do instrumento mais eficiente de desconcentração de renda do Estado: o tributário.

Globo: “Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.”

Falso! Sempre foi denunciado, até que os governos do PT criaram o Prouni para as privadas e o sistema de cotas nas públicas, o mesmo sistema contra o qual o Globo se bate em outros editoriais. E na hora que interessa ao argumento, também admite que o ensino privado no país é de baixa qualidade. Mas é exatamente nisso que a Globo quer transformar todo ensino no Brasil!

Globo: “Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.”

Você, leitor bobalhão de classe média direitista, está nesses 60%. “Poder pagar” pra eles é quando você ainda pode comer e morar depois que deixa todo o resto de seu salário na universidade. É você, e depois seus filhos, que vão pagar por isso. Porque os filhos da elite não estudam aqui, a maioria estuda ou nas PUCs ou no exterior.

Globo: “Além de corrigir uma distorção social, a medida ajudaria a equilibrar os orçamentos deficitários das universidades, e contribuiria para o reequilíbrio das contas públicas.”

O que corrigirá essa distorção social é triplicar o orçamento da educação básica no Brasil e permitir educação pública de qualidade universal. O que corrigirá essa e outras distorções sociais no Brasil é fazer os ricos pagarem impostos. O que reequilibrará as contas públicas é parar de pagar aos irmãos Marinho e outros oligarcas parasitas quase metade de nosso orçamento na forma de juros e amortizações.

Eu estou muito cansado de ter condescendência democrática com uma instituição que nunca respeitou a democracia, que não tem qualquer pudor em usar todo seu poder, usurpado na ditadura, para aumentar a riqueza de seus donos e destruir nossa democracia, nosso patrimônio, nosso Estado, nosso futuro.

Eu tenho profunda amargura que familiares e amigos queridos dediquem sua vida de trabalho, o melhor de sua inteligência e esforços, a uma organização que só trabalha para destruir não só tudo o que é bom e decente no Brasil, mas também qualquer esperança de termos algo bom e decente em nosso futuro.

Não podemos, no entanto, ser mais condescendentes com essa emissora e aqueles que a constroem. Está na hora de cobrar a fatura de tanta destruição.

Nossa geração tem que acabar com essa corporação monstruosa. É nosso dever com o país e as gerações futuras.
(Gustavo Castañon- prof. da Universidade de Juiz de Fora/ Viomundo)

Umas e outros


Depois que a justiça bloqueou os bens de Eduardo Cunha e o celerado alegou que estava enfrentando problemas pra se alimentar e alimentar seus familiares, eis que surge Sandy, ex pop star do abominável gênero sertanojo, a queixar-se de estar desempregada, isto é, está com agenda tal e qual saiu da livraria, sem qualquer página preenchida.

Pode ser golpe publicitário a fim de fazer com que legiões de incautos voltem a curtir as sandyces musicais da ex-ninfeta desse meloso estilo. Mas, pode ser também em vão a crônica do fracasso anunciado dessa artimanha na medida em que a "renovação" desse famigerado tipo de música ocorre em ritmo frenético, na mesma velocidade com que nos banhamos no rio do pré-socrático Heráclito, daí não haver mais espaço para que a tal ex-ninfeta ocupe novamente um espaço totalmente congestionado.

Em todo caso, é improvável que tanto Cunha quanto Sandy enfrentem dificuldades que vão além do vazio causado pela decadência do protagonismo de outrora, que os fez reinar em suas áreas. Cunha perdeu a majestade, a utilidade e a aura de líder depois que veio à tona sua folha corrida repleta de crimes.

Já Sandy, cuja majestade e fama foram decorrentes de seu trabalho honesto, também cansou a tietagem volúvel do tipo de público que curte esse gênero musical. Em comum eles têm apenas essa fatalidade a os identificar: a brevidade do sucesso que os ungiu ao topo da glória e, logo em seguida, os levou ao ostracismo, típico nas atividades respectivas. Impressionante!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Naufrágio à vista


“A Globo perdeu pouco mais de 20% de participação; passou de 46,6% das TVs ligadas em 2010 para 36,9% no ano passado”, revela colunista do UOL.

MST inaugura em São Paulo loja com produtos da agricultura familiar e orgânicos. Loja será aberta ao público no sábado (30)


A cidade de São Paulo ganhará no sábado (30) uma loja de produtos agroecológicos oriundos da agricultura familiar. Sediado no bairro de Campos Elíseos, região central da capital, o Armazém do Campo reunirá itens vindos de assentamentos da reforma agrária ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O espaço deve centralizar a distribuição da produção orgânica do movimento social. “O Armazém do Campo surge como alternativa de oferta dessa produção em um momento em que o público está cada vez mais preocupada com o tipo de alimento que coloca em suas mesas”, afirmou Rodrigo Teles, coordenador executivo da loja.

Em nota, o MST alerta para um momento de crise alimentar no Brasil: “O país, hoje, é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta – são ingeridos em média 5,2 quilos de veneno agrícola por habitante”. Para a organização, há uma procura maior a feiras de produtos orgânicos. Em outubro, o próprio movimento realizou com sucesso a 1ª Feira Nacional da Reforma Agrária, que reuniu cerca de 800 produtores no Parque da Água Branca, zona oeste da capital – onde também funciona às terças, sábados e domingos um tradicional ponto de venda de produtos agroecológicos.

O modelo de agricultura familiar, além de trazer benefícios dos produtos livres de venenos, pode auxiliar na geração de emprego e renda, além de tornar mais eficaz a distribuição de alimentos. De acordo com a Agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO-ONU), a produção mundial anual de alimentos é suficiente para alimentar toda a humanidade, entretanto, uma em cada sete pessoas do mundo ainda passa fome.

O projeto de agroecologia idealizado pelo MST na forma do Armazém do Campo iniciará suas atividades com um evento reunindo programas culturais e gastronômicos durante o sábado. O endereço é Alameda Eduardo Prado, 499. O local abre as portas a partir das 10h.
(Rede Brasil Atual)

“Isso é pauta?”: Temer convoca imprensa para vê-lo buscar Michelzinho de R$2 milhões na escola


Faltando um pouco mais de um mês para a votação no Senado que decidirá se Dilma Rousseff volta ou não ao Palácio do Planalto e diante das pesquisas de opinião pouco favoráveis, a equipe de comunicação do presidente interino Michel Temer, aparentemente, vem se esforçando em uma estratégia de popularizar sua imagem. No início da tarde desta terça-feira (26) foi disparado em e-mails e grupos de mensagens um aviso de pauta, da assessoria do presidente, convocando fotógrafos e jornalistas para cobrirem não um ato oficial ou uma fala pública, mas simplesmente sua ida à escola do filho, Michelzinho, no primeiro dia de aula.

“Isso é pauta?”, teriam questionado alguns repórteres locais, de acordo com a jornalista Cristhina Lemos, que cobre política na capital federal.

Temer não falou com a imprensa, mas acenou e sorriu para os fotógrafos. Inúmeros veículos de imprensa como O Globo, Uol e Estadão, no entanto, noticiaram a ‘não notícia’.

De acordo com portal do Valor, alguns pais ficaram irritados com a atitude de Temer de convocar a imprensa para registrar sua ida à escola do filho. “Vai ser todo dia essa palhaçada?”, teria dito uma mãe.

Michelzinho estuda na Escola das Nações, no Lago Sul, um colégio bilingue considerado de elite onde estudam, sobretudo, filhos e filhas de diplomatas residentes em Brasília.
(Portal Forum)

Dilma: Governo golpista tem lista com 10 retrocessos na Educação


POLÍTICA#ForaTemer, #NãoAoGolpe

Em conversa realizada nesta terça-feira (26) com internautas, via Facebook, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, fez uma lista com dez retrocessos promovidos em pouco mais de dois meses do governo golpista de Michel Temer.

“É impressionante que, em pouco mais de dois meses, o governo interino e golpista já tenha promovido tantos retrocessos. Não há precedentes na história do Brasil”, afirmou a presidenta, ao lado do ministro legítimo da Educação, Aloizio Mercadante.

Para Dilma, a medida mais impactante é a PEC 241, que prevê um limite para os investimentos em Saúde e Educação pelos próximos 20 anos. Isso porque a medida vai desestruturar as políticas em curso nessas duas áreas e, desse modo, vai comprometer as futuras gerações de brasileiros.

“Um país que precisa da educação para garantir a perenidade do combate à pobreza e ao mesmo tempo a modernidade do desenvolvimento científico e tecnológico não pode fazer isso sem comprometer o futuro da atual e das novas gerações”, afirmou Dilma.

A lista da presidenta eleita é composta pelos seguintes retrocessos impostos pelo golpista Temer:

1. Acabou com o Pacto pela Alfabetização na Idade Certa;

2. Acabou com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec);

3. Acabou com o Ciência Sem Fronteira na graduação;

4. Acabou com o portal dos diplomas, cujo o objetivo é combater as fraudes;

5. Acabou com o novo sistema de avaliação da educação básica que aprimorava o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB);

6. Acabou com o novo sistema de avaliação da educação superior, que aprimorava os Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES);

7. Revogou as nomeações da presidenta Dilma para o Conselho Nacional de Educação, que tinham sido precedidas por ampla a 39 entidades educacionais. As novas nomeações foram claramente retirando as nomeações de especialistas da educação pública para dar lugar a representantes da iniciativa privada;

8. Anunciou a intenção de retirar a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);

9. Cortou, este ano, 90 mil bolsas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); e,

10. Ameaça alterar o modelo de partilha do pré-sal, substituindo pelo modelo de concessão e com isso reduzindo os recursos do Fundo Social (75% para educação), nosso passaporte para o futuro.


A lista representa, segundo Dilma, a concretização de um plano de privatizar a Educação universitária pública e gratuita no Brasil. “Não é uma ficção: é uma estratégia que permeia o conjunto das iniciativas do governo golpista”, disse.
Fim do Ciência Sem Fronteiras

Outro assunto que foi muito abordado em perguntas pelos internautas foi o anúncio dasuspensão de bolsas de graduação para estudantes brasileiros do Ciência Sem Fronteiras, programa lançado em 2011 pela presidenta.

Dilma ressaltou que o programa tinha como objetivo “dar um choque de internacionalização nas universidades e na formação dos nossos jovens estudantes universitários de graduação, doutorado e pós-doutorado”. Mas que, com a suspensão, o filho do pobre não poderá mais estudar no exterior.

A presidenta eleita explicou que o foco do Ciência Sem Fronteiras foram as áreas de ciências, química, física, biologia, matemática, tecnologia, engenharia, ciências médicas e as da natureza. Essas áreas foram escolhidas por serem campos em que o Brasil tem deficiências, além do alto potencial para impulsionar a pesquisa científica, a tecnologia e a inovação.

“Se quisermos ser uma nação desenvolvida, teremos que impulsionar a inovação, a produção de patentes, gerar empregos de maior qualidade”, afirmou Dilma.

“A meta do Ciência Sem Fronteiras foi colocar 100 mil estudantes, nos anos de 2012/13 a 2014/15, selecionados pelo Enem nas melhores universidades do mundo. Mais de 73 mil estudantes de graduação foram selecionados para 54 países em mais de 2.000 cursos.”

Dilma destacou ainda que, a partir do programa, estudantes brasileiros chegaram a 184 das mais conceituadas universidades do mundo. Além disso, 25% dos estudantes são de famílias de até três salários mínimos, mais da metade até seis salários mínimos e cerca de 80% até 10 salários mínimos. Dentre os beneficiários do programa, 26,4% são negros.

“Esses estudantes e suas famílias jamais poderiam pagar o custo exigido por um período de estudos e estágio no exterior”, pontuou a presidenta eleita.

“Acabar com o Ciência Sem Fronteiras, como propõe o governo interino e ilegítimo, significa voltar a um Brasil que só os filhos do ricos poderiam estudar no exterior.”

A presidenta eleita respondeu também um questionamento sobre a proposta Escola Sem Partido e classificou de “visão obscurantista da Educação”.
(Agência PT de Notícias)

Fora Temer: atos contra gestão golpista são convocados em todo Brasil


MOVIMENTOS SOCIAIS#ForaTemer, #NãoAoGolpeFoto: Divulgação Povo Sem Medo

A resistência popular contra o golpe e em defesa da democracia persiste e tomará as ruas de todo o Brasil no próximo domingo (31).

Convocado pela Frente Povo Sem Medo, o ato “Fora Temer! O povo deve decidir! Defender nossos direitos! Radicalizar a democracia!” já tem mobilizações confirmadas em diversas cidades de 24 Estados brasileiros e no Distrito Federal.

A data foi escolhida para que as mobilizações contra o governo golpista e pelos direitos que estão sendo retirados do povo brasileiro façam oposição as que eram chamadas por aqueles que apoiam o governo ilegítimo de Michel Temer, como o Vem pra Rua. Os movimentos estiveram à frente de atos supostamente “contra a corrupção” e pelo impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Segundo o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, é preciso demarcar e mostrar que há dois projetos muito distintos em jogo.A Frente Povo sem Medo, composta por mais de 30 movimentos sociais, denuncia em nota de divulgação do evento os inúmeros retrocessos que motivam a ofensiva de mobilizações.

“A agenda Temer envolve o projeto das terceirizações, reforma da previdência, privatizações, desmonte dos serviços públicos, redução drástica dos programas sociais e entrega do pré-sal às petroleiras internacionais, dentre outras perversidades. Tudo isso com o objetivo de privilegiar os de cima, despejando a crise sobre os ombros dos de baixo”.

Mobilização em todo o Brasil

Em São Paulo (SP), o ato acontecerá no Largo da Batata, às 16h, e em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, às 14h, seguindo até o Congresso Nacional.

Na capital do Rio de Janeiro, a concentração será no Largo da Carioca, também às 16h.

Em Salvador haverá o “Ato Política e Cultura em defesa da democracia”, na Praça das Artes da Universidade Federal da Bahia, às 18h. Nas cidades de Araci, Ilhéus, Guanambi, Paulo Afonso, Jacobina, Feira de Santana, Jequié e Serrinha também haverá mobilizações.

Já em Fortaleza, os manifestantes se reunirão na Praça da Bandeira, às 15h.

Na capital paranaense, Curitiba, o ato será na Praça Santos Andrade, às 18h, e em Porto Alegre (RS), na Esquina democrática, às 17h.

Em Manaus, haverá o “Sarau da Democracia”, na Praça de São Sebastião, às 17h30, e na capital de Roraima, Porto Velho, no Sindicato dos Urbanitários, às 19h.
(Agência PT de Notícias)

Serra prefere ser chamado de misógino a golpista



Tá na cara que Serra prefere ser chamado de misógino a golpista, daí a infame piada dirigida à chanceler mexicana,  ministra de Relações Exteriores Claudia Ruiz Massieu, a respeito do número de senadoras mexicanas, metade da composição daquele parlamento, enquanto no Brasil não chega a 20%.

Parece que não colou a famigerada tática, a julgar pela abordagem da infâmia serrista por parte do jornal argentino Infobae, que lembrou fatos como a queda de ministros temerários por chafurdarem da ladroagem que os levou ao poder como salvadores da pátria, da composição ministerial sem mulheres e negros, apenas vetustos, brancos e da elite, além de Serra ter sido derrotado por Dilma nas eleições presidenciais de 2010.

Por sinal, naquelas eleições, o tucano já havia recorrido a diversos expedientes escusos, acumpliciando-se com a malsinada mídia tupiniquim, usando um discurso religioso totalmente alheio ao que representou durante sua vida pública, a ponto de acusar sua adversária de abortista, só refreando sua torpeza depois que veio a público que sua esposa havia praticado aborto em território chileno, sem contar o célebre caso em que atiraram em sua cabeça uma bolinha de papel e a mídia tentou transformar o insignificante objeto em um bólido atirado por adversários intolerantes e bárbaros.

Sua fuga do Brasil, após o golpe empresarial/militar de 1964, passagem pelo Chile e reaparecimento nos EUA, também tem cheiro de golpe na medida em que proporciona a Serra o tratamento de exilado, sem que se tenha registro de qualquer perseguição contra ele, mesmo tendo sido presidente da UNE, presente ao célebre comício da Central do Brasil,em que o então presidente João Goulart anunciou as reformas de base na economia nacional, um dos fatores a precipitar o referido golpe.

Da mesma forma, no limiar do golpe jurídico/parlamentar do presente, quando em festa particular chamou a senadora Katia Abreu de 'namoradeira', recebendo como réplica uma taça de vinho em sua cara cínica, parece que havia o propósito serrista de desviar a atenção do golpe fabricando piadas infames desviando a atenção da opinião pública.

Portando-se como vilão de folhetim barato, Serra parece guiar-se pela lógica do 'falem bem ou mal, mas falem de mim', algo que pode até render bons frutos em ficção de gosto duvidoso. No entanto, em assuntos sérios como a diplomacia soberana de um país chamado Brasil, bem como no trato democrático da política é comportamento abjeto de quem é capaz de praticar qualquer vilania pra alcançar o poder. É isso!

Os corruptos são os acusadores

:

Se essa banda do Poder Judiciário que investiga casos de corrupção no Brasil e, principalmente, a mídia tradicional fizessem o que fazem em um país que leva a mais a sério suas instituições certamente ambas já teriam sido acusadas de coniventes com a corrupção que aparentam combater.

É emblemático o caso do tal 'triplex do Guarujá', que essa escumalha passa à opinião pública tratar-se de um imóvel pertencente a Lula, mesmo diante de farta documentação provando a inverdade, daí a acusação de ocultação do patrimônio por parte do ex-presidente, não conseguir dar um passo além do sensacionalismo criminoso da mídia quanto mais levá-lo à cadeia.

Hoje, a famigerada folha tucana(FSP) publica matéria cheia de insinuações a respeito do assunto, em razão da esposa de Lula solicitar ressarcimento de tudo que pagou em quatro anos, desistindo posteriormente da aquisição do imóvel por que a cooperativa responsável pela construção do prédio o repassou à empreiteira OAS, após grave crise vivida, em 2009.

O fato mais relevante do episódio é a desistência da compra por parte da ex-primeira dama, seguida da solicitação do aludido ressarcimento por quebra de contrato, pedido feito em novembro do ano passado.

No entanto, o infame papelucho paulista carrega nas tintas do acessório conveniente ao jornalixo sensacionalista e direitista tipo, "o apartamento é investigado na Lava Jato, que apura se a OAS beneficiou o ex-presidente Lula ao bancar reformas por conta própria em uma das unidades do condomínio"; "Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou Lula sob acusação de ocultação de patrimônio, lavagem e falsidade ideológica no caso do edifício Solaris", como se fossem os fatos principais em um simples episódio onde simplesmente uma cooperada opta por uma das alternativas, tinha duas: continuar pagando ou desistir,escolhendo a segunda.

O que se depreende dessa canalhice é o total desprezo pela verdade dos fatos quando se trata de destruir reputação de desafetos, por parte desse jornalixo ajagunçado, apesar dos acontecimentos caminharem na contramão desse enredo macabro. Não importa. Caso já houvesse uma decisão judicial consequente, certamente o fato nem seria noticiado na medida em que seus protagonistas não gozam da simpatia dos patrões dos vassalos que produziram a tal reporcagem.

Infelizmente, no caso, Judiciário e MP são cúmplices desse sensacionalismo quando, baseados nessas matérias midiáticas de origem duvidosa, a fonte seria um morador do condomínio que teria visto a família Lula circular pelo prédio, promovem um enredo mambembe e sem consistência enquanto trabalho jurídico investigativo, apenas retroalimentando o banditismo midiático.

Enquanto isso, um perigoso assaltante homiziado na avenida Paulista, que protestava contra a corrupção,vê revelado o seu nível de banditismo que o coloca como o maior sonegador de impostos, enquanto pessoa física, do país. Pior, fica-se sabendo também que o meliante em tela é personagem do escabroso escândalo do Banestado, ladroagem privata que roubou dos cofres públicos MEIO TRILHÃO DE REAIS, em 2004, mas que contou com a falta de empenho do juiz Sérgio Moro, justamente o paladino da moral bandalho/ficcional engendrada por essas gangues midiáticas. Não dá!  


Um país que prende Suplicy e deixa solto Cunha está doente


Não poderia haver nada mais simbólico que a prisão de Suplicy hoje em São Paulo num de seus melhores papeis, o de ativista social.

Criou-se uma situação que ilustra o Brasil destes tempos.

Um país que prende Suplicy e deixa solto Eduardo Cunha é um país doente.

Não me venham com sofismas. Não me venham dizer que são situações diferentes. Tudo isso é nada diante da simbologia do caso.

Suplicy vai preso porque defende os oprimidos. Cunha está solto porque defende os plutocratas.

Somos uma sociedade que pune quem se coloca ao lado dos excluídos e protege os fâmulos da plutocracia. Por isso somos um dos países mais brutalmente desiguais do mundo.

Veja Cunha.

Ele roubou, mentiu, ameaçou, mudou projetos de lei para beneficiar empresas que patrocinaram sua eleição a deputado federal.

Chamou os brasileiros de débeis mentais ao negar contas milionárias na Suíça provadas pelas autoridades locais. Escarneceu de todos ao fabricar lágrimas e se fazer de coitadinho depois de agir como gangster a carreira toda.

Inventou uma palavra, usufrutuário, para trapacear sobre a propriedade das contas. Depois se saiu com um golpe semântico de bandido ao dizer que não eram contas, mas trusts — como se isso mudasse qualquer coisa relativa ao dinheiro escondido na Suíça.

Fez um pau mandado seu na Caixa assinar antecipadamente uma carta de demissão para a eventualidade de ele não praticar as roubalheiras ordenadas.

Eduardo Cunha fez tudo isso, e muito mais. E está aí, sem ao menos sequer uma tornozeleira que preservasse parcialmente a indignidade que é ele permanecer livre.

Bastou a Suplicy agir pelos oprimidos que foi carregado por policiais de Alckmin como se fosse um saco de lixo rumo à detenção. Aos 75 anos.

E no entanto, brutalizado por agentes da plutocracia, mesmo sem pisar no chão, Suplicy protagonizou uma marcha gloriosa.

Ele escancarou o que é o Brasil real, a terra selvagem em que um homem puro como ele é preso enquanto um canalha corrupto como Eduardo Cunha é recebido pelo presidente interino num palácio.
(Diário do Centro do Mundo)

A economia brasileira começa a desandar novamente


Depois de dois meses seguidos de resultado positivo, as contas externas fecharam junho com déficit de US$ 2,479 bilhões, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (26). No primeiro semestre, o déficit em transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, ficou em US$ 8,444 bilhões, bem menor que o resultado negativo de US$ 37,888 bilhões registrado em igual período de 2015. Em junho, o investimento direto no país (IDP), recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, chegou a US$ 3,917 bilhões, resultado menor que o de igual mês de 2015 - US$ 5,397 bilhões. Nos seis meses do ano, esses investimentos somaram US$ 33,816 bilhões, ante US$ 30,932 bilhões em igual período de 2015.

Pois é, diante desses dados fornecidos pelo Banco Central e divulgados pela Agência Brasil percebe-se que a conta do golpe contra Dilma Rousseff começa a mostrar seus custos preocupando até o golpista jornal O Globo, que considera perdulária a malsinada gestão temerária.

Assim, a perspectiva da aceleração do déficit das contas correntes, a queda do investimento estrangeiro, entre outros indicadores, que começam a deteriorar-se a partir de junho, apontam para um futuro sombrio, caso triunfe no Senado o império do toma lá da cá, marca registrada do fisiologismo politiqueiro que marca a trajetória política dessa trupe velhaca que tomou o poder na marra, regidos por um notório larápio, por sinal, posto á margem do protagonismo político exercido até dois meses atrás, mas firme agindo à sorrelfa devido a enorme dívida do golpista Temer para com ele.

Com efeito, nada se podia esperar de notórios assaltantes como Geddel, Jucá, Padilha, M. Franco, entre outros tantos notáveis por suas folhas corridas. No entanto, a falta de pudor estava controlada pela ausência de garantia da impunidade, conforme revelou o celerado Jucá em colóquios 'machadianos', sob o comando de Dilma. Rompida a barragem da seriedade exigida, eis que as águas voltam a rolar e o bloco(ou bando) volta às ruas para não deixar cofre público cheio. Preocupante!

Maioria quer eleição, já!

Mendoncinha.jpg
O PiG Cheiroso começa a acertar as contas do Datafalha, devidamente desmoralizado peloGreenwald e o Fernando Brito.

E publica o resultado de uma "pesquisa" Ipsos realizada entre os dias 1o. e 12 de julho, em todo o país.

20% defendem a volta de Dilma.
Pouco?

E o Temer, quantos querem que ele fique? 16%!

E segundo a Ipsos, só, só 52% querem votar já!

Nao é o que diz o Datafalha, depois de revisado: 62%.

Mas, o Valor - controlado pela Fel-lha e o Globo Overseas Investment BV - vai aos poucos.

Até a canoa virar, como prevê a Lucena.

Em tempo: como se sabe, o Datafalha e Globope têm a credibilidade do Mendoncinha...
(Conversa Afiada)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

LEGIÃO ESTRANGEIRA


Suplicy sobre prisão: “Fiquei com receio que pudesse haver uma cena de violência incontrolável”


O político foi detido na manhã desta segunda-feira (25) depois de ter se deitado no chão para impedir uma reitegração de posse em um terreno ocupado na zona oeste de São Paulo. Ele foi encaminhado ao 75º DP, no Jardim Arpoador, onde prestou depoimento e foi liberado
O ex-senador e candidato a vereador em São Paulo, Eduardo Suplicy (PT-SP), foi detido nesta segunda-feira (25) durante uma reintegração de posse na zona oeste da capital. Ele foi levado para a 75ª DP, no Jardim Arpoador, onde prestou depoimento e depois, liberado, conversou com os jornalistas.

Suplicy disse que estava com medo de que houvesse uma cena de “violência incontrolável” e que por isso decidiu deitar no chão. As imagens do momento da prisão mostram o político sendo carregado por quatro policiais.

“Um grupo de policiais militares estava avançando com escudos e com uma escavadeira logo atrás e do outro lado estavam os moradores, pelo menos 80 pessoas, e começou a ter um encontro daquelas pessoas com os policiais. Eu vi que eles estavam quase empurrando uns aos outros e eu fiquei com receio que pudesse haver uma cena de violencia quase incontrolável e eu pensei ‘vou me deitar aqui para prevenir e evitar qualquer violência'”, disse o ex-senador.

O terreno desocupado pela Polícia Militar pertence à prefeitura de São Paulo. Em nota, a prefeitura disse que o local é de “risco elevado”, pois fica perto de um barranco. Por outro lado, as famílias que moram lá disseram que foram avisadas da reintegração, mas que não têm para onde ir.

“A Defesa Civil do município estudou a possibilidade de retirar apenas parte dos barracos, mas concluiu que isso colocaria os demais barracos em risco, por causa da fragilidade estrutural do conjunto. A reintegração de posse é uma determinação judicial e os moradores foram avisados previamente sobre a desocupação”, diz a nota da prefeitura.

A acusação da PM contra Suplicy é de “desobediência e obstrução à Justiça”. Moradores se revoltaram após uma bomba de gás lacrimogênio da PM atingir uma criança.

A Polícia Militar disse que os manifestantes soltaram rojões e jogaram pedras contra a Tropa de Choque. De acordo com a PM, por volta das 9h, houve também troca de tiros e um policial foi atingido no colete de proteção, sem sofrer ferimentos.

De acordo com a polícia, outras duas pessoas que participavam da manifestação também foram detidas. Segundo a prefeitura, 211 famílias residem no local e estão cadastradas no programa habitacional do município. A prefeitura informou ainda que uma equipe do Serviço Especializado de Abordagem Social foi ao local da reintegração para encaminhar as pessoas que tenham interesse à rede sócio assistencial do município.
(Portal Forum)

“Lema golpista é nenhum direito de pé”, diz Dilma em Aracaju


POLÍTICA

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira (25) que a agenda implementada pelo presidente golpista, Michel Temer, é guiada pelo lema “nenhum direito de pé”, enquanto que a agenda do seu governo era “nenhum direito a menos”.

A declaração fez parte do discurso de Dilma para milhares de pessoas que lotaram a praça General Valadão, em Aracaju (SE), em ato que integra a Jornada pela Democracia. De acordo com a presidenta eleita, o julgamento ao qual está submetida no Senado não é sobre um crime, mas sobre “um não crime”.

“Não só a perícia no Senado me inocentou, como também me inocentou o Ministério Público”, afirmou Dilma sobre as manifestações dos peritos do Senado e de Ivan Marx, procurador da República no Distrito Federal. “Mas para eles [os golpistas] pouco importa, o que importa é me tirar do poder para levar adiante um processo de perda de direitos do povo.”

Dilma listou como áreas centrais de ataques a direitos do povo a Saúde e a Educação, especificamente o Sistema Único de Saúde (SUS), o programa Mais Médicos e a Educação pública gratuita.

“Querem acabar com o Mais Médicos da forma disfarçada que usam sempre: com golpes e artimanhas”, afirmou a presidenta, ao denunciar que Temer planeja interromper a contratação de médicos cubanos. Ela criticou também os movimentos do governo golpista para atingir o SUS, uma forma de excluir os mais pobres do acesso à Saúde.

“Querem impedir o acesso do povo ao SUS”, afirmou Dilma. “Dizem que o SUS não cabe no orçamento, mas não cabe no orçamento deles, que não tem espaço para a Saúde e a Educação. A saúde do pobre deste país não é diferente da saúde dos ricos deste país.”

Sobre a Educação, Dilma avaliou que estão “tentando acabar com a universidade pública e gratuita”, com a interrupção de programas e iniciativas que põem em risco as possibilidades de ensino de qualidade e solidário nas escolas. Uma dessas iniciativas, citadas por Dilma, é a proposta chamada de Escola Sem Partido. Outra iniciativa é a suspensão de bolsas do Ciência Sem Fronteiras.

“Educação sem partido é o coroamento dessa visão que transforma o Brasil não numa pátrica desenvolvida, um local onde impera a tolerância, uma escola de forma cidadãos e pessoas. Mas querem nos transformar num bando de carneiros. Isso é a educação sem partido”, afirmou.

Lutar e resistir

Segundo a presidenta eleita, o grau de manipulação da opinião pública é tão gande que estão “inclusive manipulando pesquisas” —uma referência aos dados publicados pelo jornal “Folha de S.Paulo”, que transmitiam mensagem bastante diferente do resultado registrado em pesquisa Datafolha.

Ante a essas manipulações, Dilma avalia que o momento pede envolvimento, participação e confiança dos que lutam pela democracia.

“Estamos num momento em que as pessoas não podem se omitir”, disse Dilma. “Não tem como ficar em cima do muro ou fingir que não viu que teve um golpe. A maior arma que temos é a nossa força conjunta. É a arma de pensarmos e de não nos acovardarmos.”

Esse comportamento revela, segundo a fala de Dilma, que quem luta contra o golpe mostra estar do lado da justiça, das mulheres, das crianças e das pessoas. Por isso, será importante para garantir no Senado os votos para barrar o impeachment.

“A força do povo brasileiro é o mais forte argumento que temos para colocar na mesa”, disse. “A mobilização de vocês, a força de vocês e a firmeza de vocês são cruciais nesse processo até a votação do Senado.”

Ao final do discurso, Dilma fez uma homenagem ao ex-governador de Sergipe pelo PT Marcelo Déda e do ex-senador e ex-presidente do PT José Eduardo Dutra, que moreram em 2013 e 2015, respectivamente, como referências de luta e conhecimento da alma do povo.

“Respeito a força incrível de Marcelo Déda, que além de ser um guerreiro e ter a companheira que teve era um poeta. E um poeta tem o poder de cantar a alma do povo. Déda cantou a alma do povo sergipano. Déda, junto com o companheiro José Eduardo Dutra, foram exemplos de coragem para enfrentar desafios”, concluiu.
(Agência PT de Notícias)