sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eeeehhhhhh ooooohhhhhh vida(boa) de gado...


Para candidato tucano, limpeza de hotel, construção de praças, febre aftosa e exposições agropecuárias foram gastos em saúde, em nome do chamado choque de gestão

O candidato Aécio Neves (PSDB) reclama das críticas de desvios de verbas da saúde para outras finalidades, durante seu governo em Minas Gerais. Chega a dizer que são "mentiras" contra ele. Mas é fato mais do que documentado. Suas contas tiveram diversas ressalvas e o governo de Minas teve de assinar um termo de ajuste de gestão se comprometendo a aplicar em saúde o mínimo exigido pela Constituição. Ações do Ministério Público também foram abertas.

Nos debates, Aécio tenta desqualificar as críticas, mas é difícil. Dilma citou como exemplo um relatório do Tribunal de Contas de Minas Gerais que dizia "é duro engolir que vacina para cavalo seja contabilizada como gasto em saúde".

A campanha tucana alegou que essa decisão foi revertida e aceita como despesa em saúde, porque neste caso os cavalos eram usados para produção de insumos para medicamentos usados por humanos a partir do sangue dos cavalos.

Apesar de o Tribunal de Contas de Minas Gerais não facilitar o acesso à informação com clareza, desde 2006 há diversas reportagens sobre o assunto, como fez a Folha de S. Paulo, com o título: "Aécio maquiou gastos da saúde em Minas".

A reportagem analisou as contas públicas daquele estado de 2004. Aécio havia lançado os programas "déficit zero" e "choque de gestão" para cortar gastos públicos. Porém, continuava obrigado a cumprir a Constituição e aplicar em saúde 12% das receitas vinculadas. Em vez de cortar em outras áreas mais supérfluas, como propaganda, cortou na saúde. Para fechar a conta dos 12% e não ter as contas reprovadas, incluiu despesas que nada tinham a ver com saúde.

Nas contas de 2004, foi lançada no orçamento da secretaria de saúde, erradicação da febre aftosa, que só atinge rebanhos bovinos e é assunto da agricultura. Também entraram na conta da saúde extravagâncias como serviços de limpeza para o hotel de Araxá, construção de praças, precatórios, exposições agropecuárias, serviços tarifados de saneamento que, por cobrarem tarifas, não podem ser misturados com despesas orçamentárias da saúde.

O elenco de despesas irregulares tratadas como se fossem de saúde é grande e coloca em xeque a proposta que o tucano diz ter assumido de dotar 10% do orçamento da União para a pasta. Dependendo do truque de contabilizar outras coisas alheias ao setor, a promessa poderia ser até duplicada para 20% e o cidadão, ainda assim, ter menos médicos, menos exames, menos tratamentos e menos cirurgias, semelhante ao que ocorreu em Minas durante o chamado choque de gestão.

(Blog da Helena)

Meritocracia tucana ao tucupi


Em Ação Civil Pública, a partir de denúncia formulada pelo Ministério Público do Estado(Processo Nº0048818-09.2010.8.14.0301), a 2ª Vara de Fazenda de Belém determinou que que os dirigentes da Câmara Municipal de Belém "se abstenham em criar cargos em comissão em número desproporcional ao quadro de carreira em 50% dos cargos efetivos como limite máximo, abstendo-se ainda em praticar qualquer ato que importe em efetivar, estabilizar, promover, conceder ascensão funcional aos servidores não estáveis e não efetivos, bem como abster-se em criar cargos em comissão fora das hipóteses previstas no art. 37, V, da CF-88, abstendo-se, por fim, em definir, criar ou modificar remuneração de servidor senão por lei específica. Que proceda a nomeação e posse dos candidatos aprovados em concurso público no prazo máximo de 180 dias, sob pena de multa pessoal ao presidente da Câmara Municipal e ao Gestor Municipal que desde já arbitro para cada um em R$500,00 por dia."

Como a decisão é liminar e datada de 08 de setembro último, não tenho conhecimento se a dita decisão foi reformada. Caso não tenha sido, Zenaldo e o presidente da CMB, Paulo Queiroz, devem, hoje, à Justiça R$23 mil cada um. Outrossim, diante da profusão de assessores de livre nomeação, ao lado da negligência em relação a concursados, percebe-se que ambos, prefeito e presidente, são fieis da seita da 'Meritocracia Aecínica', que cobra dos  outros aquilo que não pratica, conforme comprova o festival de nepotismo e empreguismo praticado pelo guru da famigerada seita, a quando de sua passagem pelo governo de Minas Gerais.

Nepomeritocracia. Quando governador, Aécio "elegeu" o pai conselheiro da CEMIG



Quando tinha 18 anos, Aécio Neves foi nomeado funcionário, supostamente "fantasma", no gabinete do pai deputado. Quando Aécio Neves foi governador, o pai foi nomeado Conselheiro da Cemig aos 76 anos. Os casos envolvendo a parentada do tucano não param de pipocar.

Na ata da reunião do dia 4 de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio em Minas, seu pai Aécio Ferreira da Cunha, com 76 anos na época, foi um dos escolhidos para integrar o conselho Conselho de Administração da CEMIG (Companhia Energética de MG). A empresa é controlado pelo Estado de MG.

O pai do tucano foi um dos oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”.

A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

(O DIA/ Os Amigos do Presidente Lula)

Apenas Simão Lorota


Deplorável, a performance do governador Simão Lorota, ontem, no debate televisivo, contra seu adversário na disputa do segundo turno pro governo do Pará. Sem compostura, agressivo, verborrágico, recorreu o tempo todo à expressão, "O povo do Pará sabe..." para auto absolver-se das críticas que recebia, esquecido que o povo, de fato, sabe do governo que fez e que lhe rendeu a posição de quarto pior do país dentre todos os 27 governadores, no início deste ano, portanto, uma avaliação definitiva de todo o período em que esteve no cargo.

Culpar a ex-governadora Ana Júlia pelo descalabro com que tratou os prédios das escolas públicas sob sua responsabilidade foi, além de covardia contra quem não podia defender-se, chamar os milhares de alunos que foram às ruas protestar de desmemoriados. Aliás, é apenas isso que Simão tem pra oferecer, a empulhação pra justificar sua incúria como administrador. Se alunos como os das escolas "Ulisses Guimarães", "Costa e Silva", "Orlando Bittar" e centenas de outras não engrossaram os protestos contra o descaso é porque Ana Júlia interveio nessas escolas melhorando suas instalações, pois, no início de 2006(quem era o governador?), as escolas citadas tiveram suas aulas paralisadas porque chovia mais dentro do que fora de suas dependências. Há farto material jornalístico comprovando o estado de abandono dessas escolas à época.

Ultrapassou as raias do mais vil cinismo quando questionado pelo adversário sobre o percentual destinado no orçamento que enviou à ALEPA para a área da cultura, 0,75% , respondendo que isso representa mais de R$100 milhões, no entanto, não disse que desse total devem ser deduzidos o pagamento de pessoal do setor e o custeio da máquina administrativa(pagamento de água, luz, manutenção das instalações etc) sobrando realmente uma quantia que mal daria pra pagar as lágrimas derramadas espontaneamente pela cantora Fafá de Belém a quando da passagem da Virgem de Nazaré, durante o Círio.

Insiste na farsa da 'herança maldita', porém, não explica que a mesma mão que baixou decreto proibindo uma série de despesas correntes mandou Mensagem ao legislativo propondo o reajuste de estratosféricos 65% do próprio salário, do salário do seu vice-governador, secretários, segundo escalão, além de criar uma nova faixa de assessoria especial, de livre nomeação e acima das duas faixas já existentes, uma autêntica ala vip, paga com dinheiro público, composta predominantemente por parentes de políticos a ele ligados e membros de outros poderes, enquanto fazia sumir dos contracheques dos professores a gratificação do FUNDEB.

Nem precisa entrar no detalhe sórdido do polêmico início da carreira do atual governador. A defesa feita pelo próprio é reveladora de sua trajetória espantosa de cantor de bar pra sustentar a família ao patrimônio que hoje acumula. Mas chamou a atenção a rudeza com que Simão referiu-se ao fato, por iniciativa própria, repita-se. Enfim, o desempenho de leitor de script acabou revelando não o governador eficiente que ele imagina ser, mas o que a avaliação popular lhe conferiu, daí o apuro eleitoral em que se encontra. Simples assim.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O privadista Aécio Neves construiu estrada em fazenda de Roberto Marinho

Desvio tucano: Aécio constrói estrada para agradar família Marinho
O candidato Aécio Neves (PSDB) parecer ter o hobby de pavimentar pistas. Primeiro, foi a do aeroporto de Cláudio (MG), construído na fazenda do tio-avô do tucano. A obra, com verba pública, custou quase R$ 14 milhões de reais.

Dessa vez, coube ao repórter Joaquim de Carvalho, do site Diário do Centro do Mundo, descobrir obra semelhante: Aécio construiu uma estrada nos arredores da fazenda do falecido dono das Organizações Globo, Roberto Marinho, localizada em Poços de Caldas, interior de Minas Gerais.

O jornalista registrou que Itamar Franco, governador do estado em 2001, fez uma licitação para asfaltar a antiga estrada, mas preferiu não realizar a obra por não ser prioridade para Minas. Mas Aécio não pensou assim. E tocou a obra.

Segundo Carvalho, depois da morte do proprietário da Globo, quem passou a mandar na fazenda foi um dos filhos dele, Roberto Irineu Marinho. O jornalista conversou com o ex-vereador Olair Donizete Figueiredo, de Poços de Caldas, que contou: “Ele (Aécio) fez o asfalto por causa da influência da Globo, porque ia beneficiar ele. E aqui foi só, não fez mais nada”.

(Diário do Centro do Mundo/Agência PT)

Choque de lodo: o mar de lama do PSDB


O depoimento do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, nesta 3ª feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo, caiu como uma bomba na reta final da campanha presidencial de 2014.

Ele disse aquilo que o PSDB se recusa a admitir: restam apenas 200 bilhões de litros do volume morto do sistema Cantareira, que provê boa parte da água consumida na cidade.

Outros 300 bilhões/l de um total de 500 bi/l já foram acionados.

Mas o pior de tudo: a derradeira reserva de água da cidade encontra-se disponível na forma de lodo.

Dele terá que ser separada para acudir a sede paulistana caso não chova o suficiente no próximo verão.

Ainda que isso ocorra, as chances de São Paulo ficar à mercê do lodo no inverno de 2015 são significativas.

Corta para a campanha eleitoral de Aécio Neves em que o estandarte da eficiência tucana é martelado diuturnamente como um tridente contra aquilo que se acusa de obras e planos nunca realizados por culpa da (Aécio enche a boca e escande as sílabas) ‘má go-ver-nan-ça’.

Corta de volta para um fundo de represa com 200 bilhões de litros de lodo.

Essa é a retribuição que o PSDB prepara para o colégio eleitoral em que seu candidato Aécio Neves teve a mais expressiva votação no primeiro turno da disputa de 2014.

Atribuir a ingratidão a São Pedro é um pedaço da verdade, que vale tanto mais para a inflação, por exemplo, 'acima da meta, segundo acusa o salvacionismo conservador.

Num sugestivo contorcionismo eleitoral, seu candidato minimiza o impacto da seca no custo dos alimentos, ao mesmo tempo em que apela à meteorologia para abonar o colapso em marcha em São Paulo.

Ou isso ou aquilo?

A rigor muito mais aquilo.

Estocar comida, que não grãos, caso do vilão tomate, por exemplo, está longe de ser uma opção exequível em larga escala no enfrentamento de uma seca. Mas estocar água e planejar dutos interligados a mananciais alternativos, calculados para enfrentar situações limite, mesmo que de ocorrência secular, é uma obrigação primária de quem tem a responsabilidade pelo suprimento de grandes concentrações urbanas.

O custo de não fazê-lo é o caos,

Com as consequências imprevisíveis que agora assombram o horizonte dos cerca de 20 milhões de moradores da Grande São Paulo.

Não por acaso, Nova Iorque e o seu entorno, com uma população bem inferior, de nove milhões de habitantes, nunca parou de redimensionar a rede de abastecimento de água, movida por uma regra básica de gestão na área: expansão acima e à frente do crescimento populacional.

Tubulações estendidas desde as montanhas de Catskill, situadas a cerca de 200 kms e 1200 m de altitude oferecem ao novaiorquino água pura, dispensada de tratamento e acessível direto da torneira.

Terras e mananciais distantes são periodicamente adquiridos pelos poderes públicos para garantir a qualidade e novas fontes de reforço da oferta.

O sistema de abastecimento de Nova York reúne três grandes reservatórios que captam bacias hidrográficas preservadas em uma área de quase 2.000 km2.

A adutora original foi inaugurada em 1890; em 1916 começou a funcionar outro ramal a leste da cidade; em 1945 foi concluída a obra de captação a oeste, que garante 50% do consumo atual.

Mesmo com folga na oferta e a excelente qualidade oferecida, um novo braço de 97 kms de extensão está sendo construído há 20 anos.

Para reforçar o abastecimento e prevenir colapsos em áreas de expansão prevista da metrópole.

Em 1993 foi concluída a primeira fase desse novo plano.

Em 1998 mais um trecho ficou pronto.

Em 2020, entra em operação um terceiro ramal em obras desde o final dos anos 90.Seu objetivo é dar maior pressão ao conjunto do sistema e servir como opção aos ramais de Delaware e Catskill, que estão longe de secar.

Uma quarta galeria percorrerá mais 14 kms para se superpor ao abastecimento atual do Bronx e Queens.

Tudo isso destoa de forma superlativa da esférica omissão registrada em duas décadas ininterruptas de gestão do PSDB no Estado de São Paulo, objeto de crítica até de um relatório da ONU, contestado exclamativamente pelo governador reeleito, Geraldo Alckmin.

Se em vez do mantra do choque de gestão, os sucessivos governos de Covas, Ackmin, Serra e Alckmin tivessem reconhecido o papel do planejamento público, São Paulo hoje não estaria na iminência de beber lodo.

O Brasil todo desidrata sob o maçarico de um evento climático extremo. Mas desde os alertas ambientais dos anos 90 (a Rio 92, como indica o nome, aconteceu no Brasil há 22 anos) essa é uma probabilidade que deveria estar no monitor estratégico de governantes esclarecidos.

Definitivamente não se inclui nessa categoria o tucanato brasileiro que em 2001 já havia propiciado ao país um apagão de energia elétrica pela falta de obras e renúncia deliberada ao planejamento público. Os mercados cuidariam disso com mais eficiência e menor preço.

Ademais de imprevidente, o PSDB desta vez mostrou-se mefistofelicamente oportunista na mitigação dos seus próprios erros.

Ou seja, preferiu comprometer o abastecimento futuro de 20 milhões de pessoas, a adotar um racionamento que colocaria em risco o seu quinto mandato em São Paulo.

Não conseguiria concluir a travessa sem a cumplicidade da mídia conservadora que, mais uma vez, dispensou a um descalabro tucano uma cobertura sóbria o suficiente para fingir isenção, sem colocar em risco o continuísmo no estado.

É o roteiro pronto de um filme de Costa Gavras: as interações entre o poder, a mídia, o alarme ambiental e o colapso no abastecimento de água em uma das maiores manchas urbanas do planeta.

Tudo sincronizado pelo cronômetro eleitoral da direita.

O PSDB que hoje simula chiliques com o que acusa de ‘uso político da água’, preferiu ao longo das últimas duas décadas privatizar a Sabesp, vender suas ações nas bolsas dos EUA e priorizar o pagamento de dividendos a investir em novos manaciais.

Mais um subtexto para o filme de Costa Gavras: a captura dos serviços essenciais pela lógica do capital financeiro.

Enquanto coloca em risco o abastecimento de 20 milhões de pessoas, revelando-se uma ameaça à população, a Sabesp foi eleita uma das empresas de maior valorização na bolsa de Nova Iorque.

Não sem motivo: destina ¼ de seu lucro à distribuição de dividendos à Internacional dos Acionistas, para tomar emprestado uma alegoria do governador Tarso Genro.

Como em um sistema hidráulico, o dinheiro que deveria financiar a expansão do abastecimento, vazou no ralo da captura financeira.

"Como a reserva fica no fundo, se a crise se acentuar, não haverá outra alternativa a não ser ir no lodo e tirar essa água”, confirmou o diretor presidente da agência nacional, no debate “A falta de água em São Paulo”, realizada na ALESP.

As chances de uma chuva redentora que evite o indigesto desfecho são reduzidas, segundo os serviços de meteorologia.

Mesmo que a pluviometria neste verão fique em 70% da média para a estação, o sistema Cantareira --segundo os cálculos da ANA-- ingressará no segundo trimestre de 2015 praticamente com 5% de estoque (hoje está com 3,2%).

Ou seja chegará no início da estação seca de 2015 com a metade da reserva que dispunha em abril deste ano; e muito perto da marca desesperadora vivida agora, na antessala das chuvas de verão.

O lodo que espreita as goelas paulistanas não pode ser visto como uma fatalidade.

Dois anos é o tempo médio calculado pelos especialistas para a realização de obras que poderiam tirar São Paulo da lógica do lodo. Portanto, se ao longo dos 20 anos de reinado tucano em São Paulo, o PSDB de FH e Aécio Neves, tivesse dedicado 10% do tempo a planejar a provisão de água, nada disso estaria acontecendo.

Infelizmente, deu-se o oposto. De 1980 para cá, a população de São Paulo mais que dobrou. A oferta se manteve a mesma com avanços pontuais.

O choque de gestão tucano preferiu se concentrar em mananciais de maior liquidez, digamos assim.

Entre eles, compartilhar os frutos das licitações do metrô de SP com fornecedores de trens e equipamentos. A lambança comprovada e documentada sugestivamente pela polícia suíça, até agora não gerou nenhum abate de monta no poleiro dos bicos longos.

‘Todos soltos’, como diz a presidenta Dilma.

Lubrificada pelo jeito tucano de licitar, a rede metroviária de São Paulo, embora imune a desequilíbrios climáticos, de certa forma padece da mesma incúria que hoje ameaça as caixas d’agua dos paulistanos.

O salvacionismo tucano em São Paulo não conseguiu fazer mais que 1,9 km de metrô em média por ano, reunindo assim uma rede inferior a 80 kms, a menor entre as grandes capitais do mundo.

A da cidade do México, que começou a ser construída junto com a de São Paulo, tem 210 kms.

O planejamento público que a ortodoxia abomina, ao lado do mercado interno de massa que seus colunistas desdenham, representam, na verdade, as duas grandes turbinas capazes de afrontar o contágio da estagnação mundial no Brasil.

Tudo isso tem sido solenemente ignorado, quando não demonizado, pelo salvacionismo conservador nesta campanha presidencial.

O mito da gestão tucana é o que de mais reluzente o discurso de Aécio Neves tem a esgrimir para afrontar o que caracteriza como sendo um Brasil aos cacos, após 12 anos de governo do PT.

As ironias da história podem ser demolidoras nessa reta final de campanha.

Não deixa de ser potencialmente devastador que quem acusa o PT de jogar o país num mar de lama, agora só tenha 200 bilhões de litros de lodo a oferecer à população de SP para matar a sede.

É essa a garantia de abastecimento de água na capital de um estado onde o festejado choque de gestão está no poder há 20 anos. Ininterruptos.

O legado recomenda uma recidiva da receita para todo o Brasil?

Com a palavra o discernimento popular.

Bom voto.
(Saul Leblon/Carta Maior)

O DNA bandido de Arminio Fraga

O livro More Money Than God: Hedge Funds and the Making of a New Elite(Bloomsbury), publicado pelo jornalista inglês Sebastian Mallaby em 2010, traz uma revelação explosiva sobre a atuação de Armínio Fraga como gestor do Fundo Soros para mercados emergentes. Armínio teria obtido informações privilegiadas que o levaram a planejar e executar o ataque especulativo contra a Tailândia, que gerou lucros estimados hoje em R$ 2.500.000 bilhões de reais para George Soros e ele mesmo.

A moeda tailandesa, o Baht, foi a primeira a ruir na Crise Asiática 1997, que deixou milhares de cidadãos desempregados, arruinou empresas e as finanças públicas de diversos países pobres e detonou a reversão do ciclo de expansão de liquidez para os chamados “mercados emergentes”, o que levaria à crise do Real no Brasil em 1999.

O livro tem como fonte uma série de documentos privados dos investidores e um conjunto de entrevistas gravadas com os operadores dos hedge funds, as empresas de gestão de recursos que realizam operações especulativas, a descoberto, com alto grau de alavancagem financeira.

Embora Armínio e outros operadores do Fundo Soros tenham sido entrevistados (um deles entregou notas diárias tomadas durante a crise), seria de se imaginar que as informações fossem questionadas pelos especuladores depois da publicação, considerando-se o conteúdo político sensível de algumas delas. Pelo contrário, Armínio conferiu entrevista ao jornal Valor Econômico em 24 de maio de 2013 em que o livro é citado sem reparos, embora sem sua parte mais explosiva.

Formação ou informação privilegiada?

A especulação bem sucedida contra a Tailândia tem o misto de formação privilegiada e informação privilegiada, obtida antes dos demais agentes de mercado com autoridade política ingênua do Banco Central da Tailândia. Quando a vulnerabilidade externa de um país coincide com a fragilidade financeira de seu sistema bancário, o banco central enfrenta um dilema: elevar taxa de juros para contornar o desequilíbrio cambial ou reduzir a taxa para limitar a inadimplência de empréstimos que pode agravar a situação dos bancos.

Esse dilema não é nada novo, tendo caracterizado crises cambiais e financeiras desde o padrão ouro-libra, mas Armínio se disse alertado para o problema asiático por uma palestra de Stanley Fischer (FMI) e pela leitura de artigo científico sobre as relações entre crise cambial e bancária.

A informação privilegiada que induziu o ataque especulativo foi obtida, porém, em entrevista de Armínio e outros dois economistas do Fundo Soros com alta autoridade do Banco Central Tailandês, que foi questionado por Armínio sobre a prioridade a ser conferida pelo banco: elevar taxa de juros para defender a moeda de um ataque especulativo ou reduzi-la para evitar o agravamento da situação dos bancos?

Segundo Mallaby (que entrevistou Armínio sobre a conversa), Armínio invocou sua própria experiência como diretor do Banco Central do Brasil (1991-1993) e pareceu, ao funcionário tailandês, “mais como um parceiro benigno de um mercado emergente do que como um ameaçador predador de Wall Street”.

O funcionário ingênuo respondeu que a prioridade de defender a moeda tailandesa com a mais elevada taxa de juros que fosse necessária poderia estar mudando, em vista da taxa de juros mais baixa requerida em vista dos problemas crescentes dos bancos. Fraga e seus colegas teriam visualizado uma maleta cheia de dinheiro caso especulassem com a moeda tailandesa, mas fingido não notar para não alertar o funcionário do Banco Central da Tailândia a propósito de sua ingenuidade. Se notasse, ele poderia elevar a taxa de juros para encarecer a especulação cambial ou mesmo recorrer a bloqueios administrativos contra especuladores estrangeiros.

Voltando a Nova Iorque, Armínio Fraga discutiu com o Fundo Soros sobre planejamento do ataque especulativo contra a moeda tailandesa. Um dos economistas que esteve na reunião com a autoridade inocente do Banco Central da Tailândia, Rodney Jones, questionou os outros dois sobre a moralidade de especular contra países em desenvolvimento: “se as moedas forem desvalorizadas sem controle, milhões de inocentes serão levados à pobreza desesperadora”.

Mallaby parece sugerir que Armínio Fraga e os outros não consideraram o argumento suficiente para abortar o ataque especulativo que rendeu 750 milhões de dólares.

Em qual Armínio Fraga confiar?

Desde a década de 1990, a porta giratória entre o mercado financeiro e o sistema político vem sendo usada por um grande número de economistas que, em um momento, especula contra a moeda e o sistema financeiro de diferentes países, para em seguida serem nomeados como restauradores da confiança e credibilidade de algum dos países perante aqueles que podem ganhar com crises cambiais e financeiras.

Armínio Fraga usou a porta giratória em 1999, saindo do Fundo Soros para tornar-se presidente do Banco Central do Brasil. Ou seja, a autoridade responsável por defender a moeda e o sistema financeiro brasileiro, depois de ter sido decisivo para o ataque especulativo que iniciou a sucessão de crises cambiais que chegou ao Brasil e derrubou o Real em 1999.

No cargo, Armínio Fraga não hesitou em elevar a taxa de juros ao nível de 45% a.a., embora isso prejudicasse “milhões de inocentes levados à pobreza desesperadora” pela crise cambial. É provável que o remédio amargo tenha sido exagerado, mas inegavelmente ajudou a criar a credibilidade de Armínio Fraga perante o mercado financeiro.

Aécio Neves já deu a entender ter escolhido seu Ministro da Fazenda e disse que Armínio inspira confiança e credibilidade. Para quem?

Uma vez Armínio Fraga é novamente cotado para atravessar a porta giratória, é legítimo que perguntemos em que Armínio Fraga devemos confiar: naquele que tem conexões políticas e formação privilegiada? Ou naquele que especula com base em informações privilegiadas obtidas de autoridades políticas ingênuas, ainda que um economista de sua empresa o alerte sobre os “milhões de inocentes (que) serão levados à pobreza desesperadora”? Na “autoridade benigna de um mercado emergente” ou no “ameaçador predador de Wall Street”?
(Pedro Paulo Zahluth Bastos/Carta Maior)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Compadres, amigos e negócios

Aos comentadores deste blog e mais a quem interessar possa, minhas fontes jornalísticas, bem melhor abastecidas do que a paupérrima Cantareira, ressalte-se, me informam que Jader Barbalho e Simão Jatene não são compadres, conforme o especulado. Helder seria, segundo as fontes, afilhado do senador José Sarney e Jader Filho afilhado do falecido deputado Carlos Vinagre, ou vice-versa, não lembro.

Assim, o compadrio alegado, se existe, não passa de reminiscência dos tempos do antigo CEPC, que transcendeu para o governo do estado, Ministério da Reforma Agrária(há registros calientes da época) e agora parece ter sido dissolvida pela opção por uma outra amizade ciumenta que teria dito a Simão, 'ou ele ou eu'. É isso.

Notável depoimento de um tucano que bateu as asas e deixou o ninho


Como quase todo mundo da minha geração que cresceu em Alphaville, subúrbio nobre de São Paulo, eu sempre fui tucano. Na infância, tive uma vida mais que confortável e desde cedo soube, por meus pais, que era um privilegiado.

Em 2002, Lula foi eleito a contragosto meu e de todos à minha volta. Eu tinha 15 anos e ouvi o anúncio de catástrofes que nunca vieram.

Quando surgiu o escândalo do “mensalão”, em 2005, torci por um impeachment, que, para a minha frustração, não veio. Na época, cheguei a sentir raiva do PSDB por não fazer a oposição que eu achava necessária.

Achava que os tucanos eram fracos por também terem o rabo preso, mas só queria criticar o partido adversário. Eu não tinha esquecido dos escândalos da era FHC, que, como aquele, não tinham sido comprovados.

Lembro-me das zoeiras semanais do Casseta & Planeta, que me faziam crer que a corrupção era um mal endêmico da política brasileira.

Na faculdade, lá por 2006, queixava-me do PT por não fazer “as mudanças estruturais necessárias” – fossem lá quais mudanças estruturais o editorialista do Estadão julgasse necessárias.

O bom desempenho econômico e social, eu repetia, era resultado do boom das commodities e da estabilização conquistada com o Plano Real.

Em 2007, entrei no mercado financeiro, onde o Lula era demonizado, e em 2008 veio a crise econômica mundial. Os que se lembravam das crises pregressas trombeteavam o caos – aquela era a maior desde 1929!

Mas, de fato, a tempestade não veio, e eu comecei a desconfiar que aquele governo estava fazendo algo bem feito e contrário ao que propunham a mídia e meus colegas de trabalho.

Hoje entendo que, com o ingresso de milhões de brasileiros no mercado consumidor, o país já tinha estofo para adotar uma política anticíclica e suportar a crise mundial. Na época, porém, parecia-me que era sorte ou mera coincidência.

Cercado pelo discurso antipetista, eu duvidava dos números e desqualificava os avanços sociais. Na minha vida, afinal, nada mudara.

Na verdade, com Lula ou FHC eu teria estudado em colégio particular, entrado em uma boa universidade, arrumado estágio no banco e emprego em uma multinacional, independentemente de qualquer grande esforço pessoal.

Claro que eu gostava da ideia de que os pobres pudessem estudar, arrumar emprego e ganhar mais. Mas não sabia isso estava acontecendo, pois as notícias que chegavam para mim eram somente as negativas.

Sim, ouvia falar dos milhões beneficiados pelo Bolsa Família, o Luz Para Todos, o ProUni, o Minha Casa Minha Vida.

Porém, só me dei conta da mudança quando notei, pela primeira vez, que o que o governo tinha feito impactara a minha vida.

De repente, meu pai não conseguia contratar outra empregada. Elas não queriam mais dormir em casa, exigiam carteira assinada e salário de pelo menos mil reais.

Então, mesmo sem que me mostrassem, eu entendi que o governo, longe de ser perfeito, era melhor do que diziam no banco ou do que eu lia no jornal.

Tenho certeza que vivo atualmente num país muito melhor do que vivia no passado. E não preciso de estatística para saber disso, porque basta olhar para o lado.

Meus amigos e eu estamos empregados, algo que, na minha adolescência, não era uma ideia assim tão certa, mesmo para os privilegiados.

Lembro-me de um país em que o pobre não faria faculdade nem seria meu colega de trabalho. Óbvio que ainda tenho as vantagens de ter nascido na família em que eu nasci, porém mais gente tem oportunidades parecidas com as minhas.

O curioso é que toda essa mudança aconteceu sem que piorasse a minha vida ou de gente como eu. É estarrecedor ver meus amigos dizerem que o Brasil vai virar Cuba como se as suas vantagens tivessem sido suprimidas.

Eles ainda viajam para Europa, têm casa em Angra e Campos do Jordão, inclusive com empregados. Anunciam o apocalipse, mas são incapazes de apontar o menor presságio do fim do mundo em suas vidas.

A diferença é que agora o país não é só de Alphaville, mas de muito mais gente. Impossível não achar que isso é egoísmo; o desespero por manter os privilégios, ainda que a perspectiva de perdê-los sequer esteja no horizonte.

Ou isso ou falta de vontade de pensar por conta própria. Não, amigos, eu não estou louco. O país melhorou.

Se não deixou de ser corrupto, os escândalos são investigados e existe ao menos a perspectiva de políticos e banqueiros serem condenados – coisa que, nos anos 90, o Casseta me ensinou ser impossível.

Sim, ainda há muito a melhorar. Da minha parte, pelo menos, já sei o que quero. Quero um partido que não acene para a Bolsa, para Moody’s ou para o FMI.

Quero um governo que não privatize o patrimônio público e enfraqueça os bancos estatais. Que, quando a economia entra em crise, não eleva os juros, não corta o gasto público e não espera a recessão.

Pois quem sempre chamou o Bolsa Família de compra de votos não sabe o que é assistência social. Quem sempre criticou as cotas não sabe o que é ação afirmativa.

E quem agora vem apresentar seu candidato como bom pai de família não sabe o que é respeitar as mulheres nem as minorias.

Sei que se o Aécio for eleito eu vou continuar tendo uma vida tão boa quanto a que tenho hoje. Mas eu não quero uma vida melhor para mim; quero uma vida melhor para todo mundo.

No fim das contas, acho que nesses 12 anos, enquanto eu cresci, aprendi duas coisas importantes: a não acreditar em tudo sai na Folha ou que diz o Estadão e a não esperar da Dilma ou do Aécio que governem para mim.

Faço um apelo para esses dias que antecedem a eleição. Olhe ao redor e veja se piorou a sua vida ou a das pessoas que você mais gosta; procure saber se melhorou a vida dos mais pobres, de quem mais precisa do Estado.

Então, decida seu voto com a cabeça e o coração – e, se possível, sem a ajuda do oligopólio de famílias que controlam a mídia e têm pavor de qualquer abalo na estrutura que as sustentam.

Amo minha família e meus amigos, mesmo os muitos que talvez para sempre vão votar no PSDB.

(Rafaela Cardone- do facebook/ Viomundo)

Quem prega o ódio? No Rio, monumento à Zumbi dos Palmares é pichado com símbolo nazista

A um mês do Dia da Consciência Negra, nesta segunda-feira (20), o monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares foi pichado, entre outras marcas, com o símbolo do nazismo na testa da estátua, localizada no centro do Rio de Janeiro. Os dois suspeitos de pichar o monumento se apresentaram na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) na tarde desta terça-feira (21) no Jacarezinho, na zona norte. Eles prestaram depoimento e devem ser liberados, já que não houve flagrante.

As equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) foram acionadas e realizaram o serviço de remoção da pichação no início da tarde desta segunda.



Susposta namorada de suspeito se orgulha do
feito do parceiro (Foto: Reprodução / Facebook)


De acordo com matéria do G1, um dos suspeitos e sua suposta namorada postaram fotos da estátua após o vandalismo no Facebook se “orgulhando” do feito e indicando a participação de outra pessoa. A suposta namorada do homem também compartilhou as imagens e marcou a dupla na publicação. "Maridão e titio machucaram hoje o Zumbi dos Palmares, no Centro da cidade", disse ela, na postagem.

A estátua em homenagem a Zumbi dos Palmares já foi vítima de pichação em várias outras ocasiões. Em 2013, câmeras da prefeitura flagraram por pelo menos duas vezes homens escalando o monumento para cometer o crime. Um dos casos aconteceu dois dias antes do feriado de Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro.

Símbolo da resistência contra a escravidão, Zumbi lutou pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

(Brasil de Fato)

Dilma avança para a vitória!

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Nova sondagem aponta praticamente para o mesmo cenário publicado na segunda-feira, de empate técnico, com vantagem numérica para a candidata do PT à reeleição: Dilma Rousseff aparece com 52% dos votos válidos, enquanto seu adversário Aécio Neves, presidenciável do PSDB, detém apoio de 48% do eleitorado; no entanto, se considerados os votos totais, os números mudaram ligeiramente, com a presidente subindo para 47%, de 46%, e o tucano com 43% das intenções de voto; Dilma cresceu entre mulheres e no Sudeste
O Datafolha foi tirar a prova dos nove e publicou, agora, de madrugada, o resultado da nova pesquisa feita após a de 2ª feira, que dava 46% pró Dilma; e 43% pró Aécio. Na nova, DILMA tem 47% e AÉCIO ficou nos 43%.

No entanto, ainda segundo essa nova pesquisa, a intenção de voto da candidata à reeleição entre as mulheres aumentou para 47%, ante 42% apontado no levantamento realizado no dia 9 de outubro. No mesmo contexto, o índice da petista na região Sudeste subiu para 40%, de 34%. Entre os eleitores que recebem entre dois e cinco salários mínimos, o porcentual da candidata do PT avançou para 45%, de 39% apontado no dia 15 de outubro.

Contratada pelo jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa Datafolha ouviu 4.355 eleitores nesta terça-feira, em 256 municípios de todo o país. O nível de confiança do levantamento é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01160/2014.


Ao que tudo indica, o Datafolha faz das tripas coração para evitar que seu resultado coincida com o do DataCaf, do blogueiro Paulo Henrique Amorim, que ontem cravou 47% pró Dilma; e 41% pró Aécio. No entanto, está ficando cada vez mais difícil a vida do instituto ligado ao jornal Folha de São Paulo enfrentar o poderoso instituto do Conversa Afiada, confessadamente, financiado pelo ouro de Havana. Credo!
(Com informações e foto site 247)

No Tucanistão a educação é 'Padrão Coxinha'

Corredor de uma escola de Uberaba, em Minas: pátio, refeitório e cozinha
Quem realmente se importa com a educação nacional não pode decidir seu voto sem antes refletir sobre alguns dados a respeito de nossas universidades. Queiram seus protagonistas ou não, esta é uma eleição de retrovisor. Não só o governo apoia-se principalmente naquilo que já fez, usando o discurso da perda possível do que foi conquistado como motor de mobilização. A oposição também se apresenta com basicamente os mesmos personagens vindos do finado governo FHC.

Desde o responsável pelo programa econômico até a responsável pelo programa de educação, todos, a começar pelo próprio Aécio Neves, estiveram organicamente ligados aos oito anos de governo FHC. Não houve autocrítica alguma nem renovação ou reposicionamento a partir dos fracassos passados. Por isso, impossível não esperar a reedição do que o país já viu nos anos 90.

Vale a pena insistir neste ponto porque o legado educacional desses anos foi lamentável. Durante oito anos, o país não inaugurou nenhuma (há de se sublinhar, nenhuma) nova universidade federal. Ao contrário, quando o sr. Paulo Renato entregou seu cargo de Ministro da Educação, o país conhecera oito anos sem concursos públicos para professores universitários, deixando um déficit de 7.000 professores no sistema nacional.

Apenas a título de exemplo, a UFRJ, uma das mais importantes universidades do país, diminuiu (sim, diminuiu) em 10%, sendo obrigada, entre outras coisas, a fechar cursos noturnos por não ter dinheiro para pagar a conta de luz (não, isso não é uma metáfora). Bem, depois de 2002, 18 novas universidades federais foram inauguradas.

Como se não bastasse esse legado, seu partido, no governo do Estado de São Paulo há mais de duas décadas, é atualmente responsável direto pela situação falimentar das universidades paulistas. Afinal, é o governador do Estado que indica os reitores, muitas vezes contra as escolhas da maioria da comunidade acadêmica, como foi com o polêmico senhor João Grandino Rodas.

Nestes anos de Tucanistão, o Estado paulista impôs um ritmo de crescimento às universidades desprovido de dotação orçamentária para tanto. O resultado é a crise que aí está.

Agora, se isso não basta, façam uma pesquisa e perguntem qual é a situação da Universidade Estadual de Minas Gerais, esta sim sob a responsabilidade direta do senhor Aécio e seu grupo. Suas condições deterioradas de trabalho, com seus professores “designados” e sua infraestrutura precária, são conhecidas no meio acadêmico e motivos de greves periódicas.

Com toda esta história e este presente, há de se perguntar: é essa “renovação” que o país precisa?
(Wladimir Safatle/ via Viomundo)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

DESSA VEZ FOI UM TUCANO VIVO. MUITO VIVO. ÁLVARO DIAS E O DOLEIRO


Os desvios de verbas na Prefeitura de Maringá (norte do PR) revelam um esquema de corrupção cujo alcance se estende por pelo menos 11 Estados e envolvem mais de 130 pessoas, segundo as investigações preliminares da Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público do município.

De acordo com a Procuradoria, cheques emitidos pela prefeitura foram parar em contas de políticos, empresários, doleiros, laranjas e até religiosos. O esquema se estende até o Amazonas.

Os nomes, que não foram revelados para não prejudicar as investigações, surgiram a partir da quebra do sigilo dos dados -referentes ao período de 1986 a 2000- de mais de 50 contas bancárias da Prefeitura de Maringá que estão sendo rastreadas.

O rastreamento das contas já detectou cerca de 10 mil cheques para fins supostamente ilegais emitidos somente na gestão do prefeito Jairo Gianoto (sem partido, ex-PSDB), entre 1997 e 2000.

Auditoria

Somente em uma das contas a Procuradoria já apurou que houve um desfalque de cerca de R$ 30 milhões. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná já havia apontado que outros R$ 74 milhões foram desviados da prefeitura entre 1993 e 2000.

Luís Antônio Paolicchi, que está preso e é acusado de desviar R$ 54 milhões, entre 1997 a 2000, era secretário da Fazenda da Prefeitura de Maringá desde 1993.

A Promotoria ainda não tem idéia sobre o total do dinheiro desviado dos cofres públicos de Maringá. O montante agora está em mais de R$ 100 milhões -quase o Orçamento anual da cidade, em torno de R$ 110 milhões.

O promotor José Aparecido Cruz acredita que, do dinheiro desviado, cerca de 30% permaneceram no Paraná, em contas particulares dos envolvidos. O restante foi para outros Estados e há indícios de que uma parte teria sido desviada para contas no exterior, provavelmente na Europa.

A rede de beneficiados pelo esquema de corrupção em Maringá, segundo o órgão, atinge os seguintes Estados: Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Alguns dos nomes sob investigação haviam sido revelados em depoimento prestado à Justiça Federal pelo ex-secretário da Fazenda de Maringá Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção.

Depoimento

No depoimento, ele afirmou que campanhas de políticos do Paraná como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB) foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.

Paolicchi responde a processo sob acusação de sonegação fiscal, desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
(Folha de Maringá/ Conversa Afiada)

Leviana e mentirosa, revista Veja tem a ousadia de revelar que Aecínico é um dos piores senadores do Brasil



http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/os-melhores-senadores-e-deputados-em-2013


A revista Veja não tem a menor credibilidade para nós, mas é idolatrada pelos demotucanos.

Então não deixa de ser curioso que o senador Aécio Neves (PSDB) esteja entre os piores senadores do Brasil na avaliação da própria revista.

No ranking de 2013 feito pela revista, Aécio é considerado pior senador do que seu amigo Zezé Perrella, José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros.

Com notas variando de zero a dez, Aécio recebe 3,8. Dos 81 senadores, 57 estão mais bem avaliados do que Aécio.

(Os Amigos do Presidente Lula)

DATAFOLHA: ECONOMIA E EDUCAÇÃO IMPULSIONAM DILMA

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Em análise, Mauro Paulino, diretor do Datafolha, reforça que, em menos de uma semana, a presidente Dilma Rousseff cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado, exceto entre os mais ricos e habitantes da região Sul; “Seu desempenho melhorou especialmente entre os jovens e integrantes da classe média. Mas nada se compara ao peso dos cinco pontos percentuais conquistados no Sudeste”

247 – Diante da nova pesquisa Datafolha que projeta inversão numérica entre a presidente Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, o diretor do instituto Mauro Paulino, assim como o diretor de pesquisas Alessandro Janoni sinalizam tendência pró-reeleição.

Eles constatam que, em menos de uma semana, a presidente cresceu em quase todos os segmentos do eleitorado, exceto entre os mais ricos e habitantes da região Sul.

“Pelo perfil socioeconômico e demográfico dos pontos conquistados nesse espaço de tempo, seu desempenho melhorou especialmente entre os jovens e integrantes da classe média. Mas nada se compara ao peso dos cinco pontos percentuais conquistados no Sudeste, onde ela concentrou esforços nos últimos dias”, dizem.

Já o tucano demonstra tendência oposta –perdeu pontos em vários estratos, especialmente nos níveis médios de escolaridade e renda

'Chegamos tarde!'

No início de sua fulgurante carreira, o humorista Chico Anísio contava o caso do sujeito que era tão magro, mas tão magro, que dois urubus, ao sobrevoarem sua cabeça, exclamam, 'Chegamos tarde!

É o caso da cambaleante candidatura do tucano à presidência da República, que anunciou cheio de marra, ontem, em comício realizado na Aldeia Cabana, que vai concluir o BRT, a BR-163 e fazer o derrocamento do Pedral do Lourenço.

Se não fosse um ignorante completo a respeito do assunto, saberia que a rodovia já está concluída até a divisa entre o Pará e Tocantins; e, mesmo o trecho em território paraense, encontra-se em obras, com previsão de conclusão total para o ano que vem. O BRT/Belém já teve o pedido de financiamento liberado pela CEF, restando a dificuldade de conclusão no processo licitatório comandado pela PMB, no que a presidência da República não pode interferir, sob pena de suscitar suspeitas. E o derrocamento citado terá, provavelmente, seu edital lançado no próximo dia 4, o que também evitaria a empulhação em forma de promessas vãs, depois de atravessar quase todo o país.

Além disso, para quem passou oito anos no governo e não concluiu sequer as eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí; não asfaltou um metro da Transamazônica, resultando suas sucessivas licitações no caso em roubos do dinheiro público, durante o primeiro governo de Simão e sob comando da Setran; que nem olhou para a BR-163. Resta, então, Aécio vir aqui e ajudar o correligionário alcaide de Belém a desatar o nó da licitação dessa obra, que se arrasta no rumo do seu terceiro aniversário e nada indica que seja concluída tão cedo.

Fica, mais uma vez, a sensação do engodo, do blábláblá tucano/liberal que trata o povo como seu eleitorado sudestino faz com nordestinos. Mesmo quebrando a cara recorrentemente, não conseguem pensar nada alternativo à mentira. Preferem levar porrada a entender que os tempos mudaram e suas lábias tocam apenas uma parcela cada vez menor da população. Até quando?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

SAI O NOVO DATAFOLHA: DILMA TEM 46% E AÉCIO 43%


247 - Foi divulgada, nesta segunda-feira, a nova pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial. Agora, a presidente Dilma Rousseff aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto (subiu 3 pontos), contra 43% do tucano Aécio Neves (caiu 2 pontos). No levantamento anterior, Aécio tinha 45% das intenções de voto e Dilma aparecia com 43%.

Nos válidos, Dilma tem 52% contra 48% de Aécio. Na contagem de votos válidos na pesquisa anterior, o tucano tinha 51% contra 49% da petista.

A aprovação ao governo subiu para 42% (subida de 2 pontos). Os que consideram regular são 37% (variou 1 ponto para baixo). Os que desaprovam são 20% (reduziu 1 ponto).

O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum.

Veja os números:

Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum


2% - não sabem

ÉGUA!!!



No programa do Helder Barbalho, apareceu uma denúncia de três senhoras, do município de Ponta de Pedras, que teriam recebido o cheque-moradia do governo do estado, porém, o material adquirido para reformar seus casebres nunca chegou.
Aí, no programa de Simão, aparece uma jovem(bela) com ar grave desmentindo a acusação e afirmando que o governo não tem qualquer responsabilidade pelo que teria feito a loja responsável(?) pela entrega do material. Ué, quer dizer que o governo do estado dá dinheiro público pra aquisição de um objeto e lava as mãos se dinheiro some junto com o objeto adquirido?
É por isso que, quando o malsinado 'Projeto Alvorada' sumiu com mais de R$60 milhões destinados a serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o secretário tucano Paulo Elcídio alegou que tinha gasto cerca de 1/3 dessa verba comprando tubos PVC, temendo a alta do dólar. Vá ser prevenido assim lá no Canal do Galo!

Se ela é negra o 'Aébrio' é estadista


Um reles macuqueiro

Sem a estatura notável de um larápio como FHC, o 'Príncipe da Privataria', eis que surge do nada, hoje, na blogsfera, o macuqueiro Nélio Palheta, aquele assaltante da Funtelpa que esteve a pique de ser demitido a bem do serviço público, sendo salvo dessa situação graças bonomia da Consultoria Geral do Estado, justamente do governo petista que desbaratou o banditismo do tristemente célebre contrato em que a emissora mantida pelos contribuintes do Pará fez um acordo 'Caracu' com as ORM.

Sorrateiro, surge dando lições de economia e sociologia tucana, bem ai gosto do velho corno manso que o inspira. E com a mesma retórica abominável que atribui os votos ao PT à ignorância intelectual dos seus simpatizantes e desfia aquele ranço elitista de quem se acha topo da pirâmide, não importando como tenha chegado lá. Agora ele é mais um acima da lei, prtanto, pode deitar falação moralista e falar que a economia brasileira vive seu pior momento dos últimos 50 anos.

No fundo, explicita a frustração pela iminente derrota de seu correligionário e nas condições em que ela se dá. Os tucanos entraram na disputa prenhes de empáfia liberal, dando lições de moral em todo o mundo(sem autoridade alguma) e vão sair derrotados politicamente e desmascarados como vestais na medida em que suas trajetórias no trato bandalho da coisa pública ficou provado que não ficam nada a dever aos de pior fama.

Quanto às lições de economia do sub larápio, bem deixa pra lá...

O número de bolsas de pós graduação cresceu quase 200%, nos 12 anos de governo petista; duplicou seu valor e esta é a primeira eleição da história do país em que o número de doutores supera o de analfabetos

O número bolsas de pós-graduação cresceu 187% nos governos do PT, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). E o número de bolsas de pesquisa oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) também teve um salto de 166%.

Somente para cursos de mestrado, as bolsas concedidas pela CAPES passaram de 13 mil, em 2002, para mais de 43 mil, em 2012. Ocorre que em todo o governo Fernando Henrique Cardoso houve um aumento de apenas mil bolsas de mestrado, enquanto nos governos Lula e Dilma, o salto foi de 30 mil bolsas a mais.

Para os cursos de doutorado, a oferta passou de pouco mais de 10 mil bolsas, no final do governo FHC, para mais de 27 mil, em 2012. Em 2012, foram oferecidas mais de 127 mil bolsas de pós-graduação pela CAPES, em todas as modalidades.

No mesmo período, o CNPq aumentou o número de bolsas de pesquisadores de 63 mil para 81 mil.

Desde fevereiro deste ano, o biólogo Rogério Lima está em Portugal cursando doutorado em Saúde Coletiva e Sociologia da Saúde, na Universidade de Coimbra. O estudante conquistou uma bolsa da CAPES para pós-graduação no exterior e tem garantido uma ajuda de custo no valor de 1,7 mil euros até julho de 2017, prazo em que deverá concluir o curso.

Bolsas do CNPq tiveram um salto de 166%

O caminho percorrido por ele para cruzar os trópicos não foi fácil e dependeu exclusivamente do esforço pessoal do estudante em garantir um excelente desempenho acadêmico. “Há candidatos muito bons e o trâmite é bem rigoroso. Somente na minha terceira tentativa que consegui ser contemplado”, conta.

Para Rogério o esforço valeu a pena, já que essa é uma “oportunidade única”. Bastante satisfeito com o curso, ele diz que não teria nenhuma condição de realizar este sonho não fosse a ajuda do governo. “Além do contato direto com os autores que baseio meu estudo, poder vê-los trabalhar no dia a dia e compartilhar de sua cultura científica é sensacional”, explica.

“É um programa totalmente alinhado com a proposta de Brasil que se iniciou em 2003”, completou.

A oferta de cursos de pós-graduação gratuitos, em universidades públicas federais foi acompanhada do incentivo do governo para a concessão de bolsas de pesquisa, no Brasil e no exterior. Atualmente, 84% dos mais de 200 mil alunos de mestrado e doutorado estão matriculados em instituições públicas de ensino.

Isabelle Ribeiro é doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e conquistou uma bolsa da CAPES para fazer parte do curso na Universidade de Zaragoza, na Espanha. A farmacêutica conta que, para ser contemplada, foi preciso atender a requisitos mínimos do processo seletivo, como a proficiência mínima na língua espanhola. “É um processo acessível e possível para muitos estudantes”, classifica.

Com a bolsa de estudos de Isabelle, o programa de Pós-Graduação da UFRN ganhou uma segunda bolsa, para beneficiar um outro um aluno. “Eu ganhei e meu programa de Pós-Graduação também ganhou”, explica.

A aluna se diz bastante satisfeita com a possibilidade de estudar no exterior e diz que conseguiu “um salto de qualidade” para sua tese. “Pude avançar em muitas análises que eram requeridas. E sem a bolsa de estudos, certamente não estaria tendo essa experiência e oportunidade”, confidencia a bolsista.

A bolsa de estudo de Isabelle é no valor de 1,3 mil euros mensais, mais 90 euros mensais para gastos com saúde. Além disso, ela recebeu também uma ajuda de 1,3 mil euros, em uma única parcela, para ajudar na instalação no país e custos com passagens aéreas.

Reajuste – Foram feitos cinco reajustes no valor das bolsas de estudos de pós-graduação nos últimos anos, enquanto nos oito anos do governo FHC não houve nenhum aumento.

As bolsas de mestrado no Brasil passaram de R$ 724,52 em 2002, para R$ 1,5 mil em 2014. No mesmo período, as de doutorado passaram de pouco mais de R$ 1 mil para R$ 2,2 mil.

Apoio de pós-graduandos – A campanha da presidenta Dilma Rousseff (PT) recebeu o apoio da Associação Nacional de Pós-graduandos no último dia 15 de outubro. A entidade defendeu seu posicionamento a favor da petista por reconhecer que houve considerável expansão do acesso à educação e crescimento das vagas no ensino técnico e nas universidades, tanto na graduação como na pós-graduação.

“Esta é a primeira eleição brasileira em que o número de eleitores com ensino superior é maior do que o número de eleitores analfabetos. É importante destacar que há uma mudança no papel do Estado, agora assumindo uma posição de indutor do desenvolvimento”, diz a carta de apoio.

A associação refutou ainda a “volta ao passado” que entendem ser a possível eleição de Aécio Neves (PSDB). “No governo FHC, além de não expandir, as universidades públicas foram submetidas a um processo de sucateamento”, lembra o texto.

(Agência PT)

Simão e o Barão de Münchausen

Ocultação de cadáver nunca foi e jamais será prova de inocência. Antes, ao contrário, quando descoberto revela na sua plenitude a identidade do culpado.
Assim, quando o jornal O Liberal se recusa a divulgar o resultado da pesquisa do IBOPE, o instituto oficial da Rede Globo a qual o jornal é filiado, a respeito das intenções de votos para o governo do Pará, optando por contratar institutos locais, por mais respeitáveis que sejam os contratados, fica claro que o jornal agiu como panfleto de campanha ao ocultar o resultado- 52% pró Helder contra 48% pra Simão- medido pelo IBOPE a fim de favorecer o candidato que apoia, quando nada, segurando a motivação da tropa que faz campanha pro tucano.
Claro que chegamos na fase do vale-tudo da campanha, e não vamos ser cínicos ou ingênuos a ponto de imaginar que alguém faz campanha sem atingir esse nível. No entanto, ocultar um dado extremamente relevante da disputa simplesmente por obnubilar a conjuntura desfavorável, é como atrasar o relógio que traz no pulso a fim de evitar os acontecimentos. Aí é auto engano e demonstra mais fraqueza do que firmeza, principalmente porque não há nada no horizonte que venha em socorro do candidato da situação capaz de faze-lo mudar o quadro adverso.
Vítima do próprio discurso que escolheu para tocar em frente sua campanha, em razão do rosário de fatos adversos desvendados durante a disputa, resta ao governador recorrer ao resgate daquilo que considera sua joia mais preciosa, a atual gestão, todavia, o povo a vê como um falso brilhante. Como se fosse o Barão de Münchausen, aquele que dizia à uma plateia incrédula que tinha escapado do pântano puxando-se pelos próprios cabelos e assim sobrevivido, daí ter se tornado o símbolo lendário do falseamento da verdade. No caso de Simão, nem cabelos há.

“PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?”,

CARTA ABERTA AO Sr. AÉCIO NEVES (E AO PSDB)



Escrevo essa carta direcionando-a a seu partido político, o PSDB, mas tendo o senhor como destinatário, já que atualmente o representa na disputa pelo cargo máximo da nação – a Presidência da República no Brasil.

Permita-me, antes de tudo, me apresentar. Eu trabalho para o Governo Federal há 13 anos. E isso não é ironia, é apenas uma coincidência. Fui contratada para o Governo Federal, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, para a gestão do Bolsa Escola e, em razão da minha capacidade e contribuição técnica, fui mantida quando houve a criação do Programa Bolsa Família. E é sobre ele que eu quero falar com o senhor.

Não sou funcionária pública concursada e já ocupei os mais diversos cargos sob as mais inusitadas formas de contratação, especialmente quando prestava serviços ao MEC. Já prestei serviço como pessoa jurídica. Atuei como consultora do Pnud. Fui terceirizada e, agora, ocupo um cargo de confiança. E em todas as vezes, com alguma variação na autonomia e competência, exerci o mesmo papel, me tornando especialista na gestão e execução de programa de transferência de renda condicionada. Aliás, me refiro aqui ao que hoje é considerado o programa de transferência de renda condicionada mais bem-sucedido e conceituado do mundo.

Sr. Aécio, eu passei a integrar a equipe do Bolsa Escola (BES) em novembro de 2001, sete meses após a sua criação, e o que eu encontrei lá foi uma equipe muito determinada a fazer com que pouco dinheiro chegasse às mãos de poucas famílias. O cadastro do BES era uma vergonha: incompleto, não aceitava alterações ou atualizações cadastrais e era completamente off-line. Uma vez registradas as informações nele, elas nunca mais seriam modificadas, mesmo que uma daquelas crianças – Deus nos livre – viesse a óbito.

Com relação à identificação de seus membros, nele encontrávamos espaço para cadastrar apenas a mãe e três crianças da família, independente da quantidade de filhos/membros que vivessem sob aquele teto. Neste momento tinha início, infelizmente, uma terrível desigualdade familiar fomentada pelo Governo Federal. Ao realizar o cadastro, a mãe era obrigada a “escolher” quais seriam seus três filhos que teriam mais chances de sucesso escolar a fim de não perder mais adiante o benefício, já que seria somente dessas crianças, supostamente, cobrada a frequência escolar. E explico o porquê do supostamente: nunca conseguimos cobrar frequência escolar no BES, mas volto a falar sobre isso mais adiante.

É claro que suspeitávamos – e pude comprovar, nas vezes em que visitei famílias beneficiárias – que as demais crianças, quando havia, ficavam automaticamente “desobrigadas” da escola pelo grupo familiar. Erámos confrontados então com o seguinte cenário: 1) três crianças que eram obrigadas a frequentar as aulas para que a família não perdesse o benefício e; 2) as demais crianças que saíam para trabalhar para engrossar a renda familiar, quando não ficavam em casa.

Não serei leviana – usando um termo que o senhor emprega com certa frequência – de dizer que todas as demais crianças sempre agiam assim. Muitas famílias se empenhavam em tentar educar todas igualmente. Mas o Brasil vivia uma desigualdade social descomunal àquela época e, infelizmente, a renda trazida pelas crianças “sobressalentes” – aquelas que não eram possíveis registrar em razão da deficiência do próprio cadastro do Programa – era muito necessária para o sustento da família. Ora, se o Governo Federal não as inclui no beneficio e não controla sua frequência escolar, esse cenário era de se esperar…

Mesmo assim, o trabalho da equipe foi árduo durante todo o tempo. Fizemos mutirões de inclusão de famílias, de concessão de benefícios – processo que à época NÃO era automatizado – e muitos, muitos mutirões para “sanear” as adesões dos municípios, cuja lei obrigava ser formal. Participação social? Completamente inexistente… Muitas vezes a equipe ligava pra pedir alguma informação a um “conselheiro” designado para tal função e não foram raras as vezes em que ouvíamos: “Eu, do conselho social do Bolsa Escola? Não sei do que você esta falando, ninguém me avisou”. Nomeações à revelia, para cumprimento da lei. A ordem era: FAÇAM! INCLUAM! E RÁPIDO!

Mesmo com a determinação política do então Presidente FHC e de todo o esforço da equipe – muito competente e determinada – envolvida, nunca chegamos à casa dos cinco milhões de famílias atendidas. Foram dois anos inteiros de BES e não chegamos aos cinco milhões.

Naquele momento, o quadro, então, era o seguinte:
No Bolsa Escola (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 7 e 15 anos – educação ): 4,7 milhões de famílias beneficiárias;


No Bolsa Alimentação (R$ 15,00 mensais pagos por criança até um limite de três, desde que tivessem entre 0 e 6 anos – saúde): 1,6 milhão de famílias.

A verdade é que nunca houve real investimento em Programas Sociais em nosso país até ele ser dirigido por uma pessoa “do povo”. Essa é a verdade que eu vivi trabalhando pra o Governo Federal todo esse tempo. O Bolsa Escola não foi uma estratégia de combate à pobreza e muito menos de incentivo à educação no governo FHC. Nada foi além de remendos, criados às vésperas das eleições, por um governo com uma popularidade baixíssima. Poucos têm conhecimento disso, mas a alcunha de “Bolsa Esmola”, muitas vezes utilizada pelo seu partido para caracterizar o Bolsa Família, de fato, era o apelido daquele Bolsa Escola lá atrás. Aquele que sim, é filho seu.

Em 2003 teve início o primeiro mandato de Lula, eleito no ano anterior. E junto com ele passamos a ouvir pelos corredores a ideia de que o melhor mesmo seria ter um programa que atendesse toda a família. Que a olhasse como um único e indissolúvel ente, e que era isso que se desejava fomentar, auxiliar e amparar.

É claro que havia uma escolha a ser feita sobre as famílias que já estavam recebendo seus benefícios. E a decisão foi UNIFICAR os programas já existentes para, primeiro, não descontinuar os pagamentos pra gente já tão sofrida e, segundo, porque já havia a CLARA idéia de que aquelas pessoas eram mesmo parte do público que o Programa Bolsa Família deveria atender. Unificar foi o mecanismo para evitar que elas perdessem seus parcos benefícios até se adaptarem às novas regras.

Poderia ali, naquele momento, ter-se matado os programas anteriores e teria sido, confesso como técnica que ajudou a implementar o que veio depois, infinitamente menos trabalhoso. Ao decidir pelo recurso técnico de “unificar” e não “extinguir” as bolsas para a criação do novo programa – que era, DE FATO, um Programa de Transferência de Renda com investimento político e financeiro e intenções claras e reais de combate à pobreza – o governo Lula começava a mostrar qual era sua real prioridade: o povo. Independente do “custo político” que isso pudesse ter adiante – e veja bem, não é que ele tinha razão? – a escolha foi pelos beneficiários, pensando neles.

O objetivo era claro, alcançar as famílias pobres, as excluídas por mais de 500 anos, as que nunca haviam sido, de fato, vistas por ninguém, as que nem “existiam” no mundo jurídico porque estavam alijadas até mesmo do processo de identificação de pessoas – muitas delas não tinham sequer certidão de nascimento.

E olha, quando tudo se juntou, Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cadastro Único – aliás, abro um parêntese aqui para falar que precisamos, em outra oportunidade, conversar sobre ele, o que ele era quando foi criado e o que é hoje, já que senhor tem mostrado diuturnamente que não faz ideia nem do que se trata – arrumar o remendo foi doído, foi trabalhoso, foi hercúleo, quase heróico.

Caro candidato, com todo humilde conhecimento que tenho sobre o assunto, afirmo que o Bolsa Família não é, nem de longe, a continuidade de nada dos programas anteriores. Eles são completamente diferentes desde a sua concepção e, principalmente, da sua intenção para com o povo brasileiro.

O Bolsa Família olha pra todos os membros familiares e permite oferecer atendimento a todos, de acordo com suas necessidades, carências, expectativas. O Bolsa Família reconhece as capacidades dessas famílias e investe nelas. No Bolsa Família há o acompanhamento familiar pelo CRAS – Centro de Referência da Assistência Social. No Bolsa Família há o acompanhamento da agenda de saúde da família toda, o que inclui o acompanhamento da gestante, da nutriz, do calendário de vacinação de todas as crianças até 7 anos de idade, acompanhamento da pesagem, da suplementação de vitamina A e ferro.

No Bolsa Família, há o acompanhamento real da frequência escolar de TODAS as crianças e jovens do grupo familiar, independente da quantidade de benefícios que aquela família faz jus, assim como da quantidade de membros em idade escolar. E se não tiverem frequência adequada, de acordo com o que a Lei do Programa – aquela que senhor diz pretender criar em seus programas eleitorais, mas já existe desde 2003 – , a família toda tem os seus benefícios averiguados, bloqueados e podendo ser até suspensos. Sim, eu estou dizendo isso mesmo: se uma família tiver 15 crianças, todas as 15 devem ir pra escola e serem acompanhadas na frequência escolar. E se houver a ausência da escola não justificada de uma delas, isso pode impactar no benefício de toda família. O senhor percebe alguma diferença para o Bolsa Escola? E para que fique claro, não estamos falando de “evolução”, estamos falando de um Programa que nasceu com esse objetivo, que foi concebido assim!

Sabe o que isso nos diz? Que todas essas crianças devem ter acesso igualitário à escola, que todas devem frequentar as aulas e que todas, absolutamente todas, devem se qualificar para romper esse ciclo de pobreza que faz com que sua família precise do benefício do governo. Isso, Sr. Aécio, é investimento humano. Isso é, de fato, o que a oposição ao Programa – e aqui há um mérito gigantesco para o PSDB – chama tão jocosamente de “ensinar a pescar”. Oferecendo a todas as crianças e jovens igualdade de condições para o ensino, consequentemente, eles terão melhores oportunidades no futuro.

O Bolsa Família atende hoje mais de 14 milhões de famílias e 52 milhões de pessoas! Ele é o Programa de Transferência de Renda Condicionado mais respeitado, estudado, reverenciado, copiado no mundo todo. Constantemente recebemos aqui no Ministério corpos técnicos de alto escalão do mundo inteiro para “conhecer e aprender o que fazemos”. O Brasil, por intermédio do Bolsa Família e do que podemos hoje chamar de Cadastro Único, criou e exporta tecnologia social.

O Bolsa Família possibilitou ao Brasil cumprir a meta de Objetivos do Milênio, da ONU, para erradicação da fome e da miséria muito antes da meta estabelecida para o resto do mundo, que seria 2015.

O Bolsa Família tirou o Brasil do mapa da fome pela primeira vez desde seu descobrimento, em 1.500.

E principalmente, o Bolsa Família, que já foi pra muitos fonte exclusiva de “renda”, a diferença entre ter ou não o que comer no prato, hoje é renda complementar de milhões de famílias. Talvez o Sr. não saiba – e deduzo isso pelas declarações da maioria dos seus eleitores, que, imagino, refletem o conhecimento do grande líder – mas cerca de 76% dos adultos que recebem Bolsa Família trabalham no mercado formal brasileiro, o que comprova que o valor do benefício é complementar.

E aqui eu chego ao ponto que realmente me motivou a escrever essa carta ao senhor. Em recente debate presidencial – parte do processo democrático adotado para a escolha do nosso próximo presidente do país – eu ouvi o senhor, repetidas vezes, dizer que há o DNA do PSDB no Bolsa Família, já que ele surgiu da unificação dos programas anteriores.

Senhor Aécio Neves, não há.

Não há nem de muito longe: nem na concepção, nem nas regras, nem na gestão, nem nos objetivos, muito menos na vontade política e investimentos, em nada. Simplesmente não há. Até houve a mínima tentativa, com a unificação, de se aproveitar tecnicamente algo que pudesse ser útil ao novo programa que nascia, mas foi completamente inútil o esforço. A unificação, ao final, só se mostrou mesmo eficiente para o que mais interessava: proteger as famílias da descontinuidade dos pagamentos.Não deixar faltar a comida no prato, em português bem claro – que se faz necessário para quem nunca passou por algo sequer parecido –, porque como sabemos desde sempre a fome não espera. Fome não espera implementação de programa. Não espera melhoria de gestão, não espera melhoria de sistema. Simplesmente, não espera.

Eu poderia elencar aqui ainda muitos – muitos mesmo – argumentos para mostrar que o Bolsa Família não passa nem perto daqueles programas que foram unificados lá em 2003. O Bolsa Família foi, mas forçando muito a barra, o primo que nasceu e usou, por dias, fraldas emprestadas dos seus outros mais velhos. Mas que cresceu tanto, e tão rápido, e que teve “pais” tão diferentes e responsáveis decidindo sobre sua alimentação, cuidados diários, educação e crescimento, que imediatamente se destacou ao mundo.

E ainda assim, caso o senhor insista muito em fazer qualquer relação com o que tinha no Brasil e o que temos hoje, e em requerer a paternidade do Bolsa Família – para o PSDB, que aqui eu personifico na sua pessoa para fins, com sua licença, didáticos do restante do parágrafo – eu tenho a dizer que: tome muito cuidado.

Porque se fosse declarado mesmo o pai da criança, que tipo de pai o senhor acredita que teria sido para o seu filho? Um pai que “bate” no filho no Congresso Nacional, chamando-o de fomentador de vagabundo, de gente preguiçosa? Um filho que até dias atrás era “esmola” pra quem não quisesse trabalhar? Seria um pai que nutre tamanho desconhecimento sobre seu filho ao ponto de propor pra ele regras que já existem há mais de 10 anos?

Onde o senhor esteve todo esse tempo? Onde o Senhor esteve quando precisamos aprovar modificações necessárias para o seu pleno desenvolvimento, a cada vez que precisamos apoiá-lo em seu crescimento natural? E o senhor como representante do povo no Congresso Nacional tinha todas as ferramentas para apoiá-lo e não o fez.

O Bolsa Família não tem paternidade, ele é do povo brasileiro. Mas mãe ele tem! 14 milhões de mães! Mães pobres, em sua maioria negras, antes excluídas por uma sociedade patriarcal e machista. Mulheres muito guerreiras. Algumas dessas mulheres conseguiram se livrar, inclusive, da violência doméstica por causa do Bolsa Família. Se livraram de condições de trabalho análogas à da escravidão graças ao Bolsa Família. Certa vez, lá em 2007, eu conheci uma senhora que relatou “ter se sentido mais mulher aquele mês” porque tinha sobrado dinheiro pra comprar um batom. Eu tenho certeza ABSOLUTA de que o senhor não faz a menor ideia do que isso significou pra ela. Eu mesma não sabia, até ouvir aquele relato e a alegria com que ela contava.

E eu posso passar dias inteiros contando coisas que ouvi, vi e vivi junto dessas famílias. Ou que ouvi de alguns dos 5.570 gestores municipais que “tocam” aguerridamente o Programa lá nos municípios. Essas histórias não são estatística, pois graças ao Cadastro Único que nós construímos a partir de 2005, elas têm e nós sabemos quais são: nome, sobrenome, data de nascimento, filiação. São gente de verdade!

PSDB pai… O Pai que reivindica a paternidade de seu filho na certidão, mas que só aparece “pra visita” de quatro em quatro anos, à época das eleições?

Na verdade o que eu via, até dias atrás, era o senhor e seu partido enxovalhando o nome do Programa da maneira que podia. E agora, tal qual faz “pretenso herdeiro” de pai morto, se declara parente para recolher a herança.

Mas veja bem, sr. Aécio, aqui nesse processo de “inventário”, o juiz é o povo brasileiro e ele SABE que o senhor não tem nas veias o sangue dessa família. Não tente se aproveitar de gente sofrida e das suas boas intenções. É feio, é danoso, é quase criminoso.

Não obrigue essa gente, que já tem olhos e ouvidos bem abertos; que reconhece sua autonomia pra lutar pelos seus interesses sem medo algum ter que dizer ao senhor que aqui nesse “processo”, ela não te reconhece. Porque conhecendo-as como conheço, não tenho dúvidas, elas dirão.

Sinceramente, Luciana de Oliveira- coordenadora do programa Bolsa-Família

domingo, 19 de outubro de 2014

"Turista" nada acidental. Aécio gastou mais verba do Senado para ir ao Rio do que a Minas





Em 2010, o hoje candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, elegeu-se senador por Minas Gerais. Como todo parlamentar do Congresso Nacional, teve que se mudar para Brasília e, assim, adquiriu o direito a cota de passagens aéreas pagas pelos cofres públicos para se locomover entre o Estado pelo qual se elegeu e a capital do país.

Desde sua eleição como senador, porém, o que vem sendo constatado é que o tucano tem dado menos atenção ao Estado que o elegeu do que a Estado que frequenta com fins puramente recreativos, para frequentar “baladas” durante as quais até tropeçou em blitz de trânsito da Polícia.

No início do ano passado, por exemplo, o jornal O Estado de São Paulo descobriu que os brasileiros pagam pelas incursões recreativas do senador mineiro no Rio. Matéria de 24 de março de 2013 diz que “Capital fluminense foi o destino de 63% das viagens de Aécio pagas pelo Senado nos dois primeiros anos de seu mandato.



Graças ao Portal da Transparência do Senado Federal, agora foi possível confirmar que no terceiro ano de seu mandato como Senador o tucano continua gastando o dinheiro dos contribuintes com turismo. Dos R$ 77 mil gastos por Aécio em passagens entre 2011 e 2013, mais de R$ 50 mil foram com passagens para o Rio, o equivalente a mais de 67% do total utilizado pelo candidato tucano à Presidência.

Cidade em que passou parte da juventude e onde cursou o ensino superior, Aécio é figura carimbada nos eventos sociais. Entre 2011 e 2013, das 116 viagens oficiais realizadas pelo senador, 69 tiveram origem ou destino à capital fluminense, em especial para o aeroporto Santos Dumont.

Em uma dessas ocasiões, em 2011, o senador foi parado e multado em uma blitz no Leblon, zona sul do Rio, por estar com a carteira de habilitação vencida e se recusar a fazer o teste do bafômetro, exigido pela Lei Seca.

São Paulo foi a segunda capital eleita por Aécio como destino preferencial. De 2011 a 2013, foram 45 visitas ao estado. Nesse caso, o valor reembolsado com o VTA foi superior a R$ 34 mil.

Já a capital do Estado que elegeu o tucano, Belo Horizonte, para a qual ele dedica oficialmente o mandato, foi origem ou destino dele apenas 27 vezes em três anos. Dos R$ 77 mil de passagens, o senador gastou R$ 12.535,48 em viagens para Minas.

Ainda segundo prestação de contas de 2013, Aécio superou, inclusive, senadores do Rio de Janeiro. Em comparação com o senador pelo PT fluminense Lindbergh Faria, por exemplo, o tucano utilizou cinco passagens para visitar o Rio contra uma do petista.

(Blog da Cidadania)

Patético! TSE exuma a Lei Falcão e proíbe Dilma de falar sobre aeroporto de Aécio construído com dinheiro público para a família



Reproduzir reportagens de grandes jornais como a Folha, como fez a campanha da Dilma, agora é passível de censura do TSE? Preocupante o rumo que está tomando esta eleição. Decisão absolutamente equivocada. ( Comentário de um leitor da Folha)



Na sexta-feira (17), o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto suspendeu a propaganda eleitoral da coligação Com a Força do Povo da presidenta Dilma, por a campanha ter divulgado vídeo sobre o aeroporto particular de Aécio

O texto informava que o candidato Aécio Neves (PSDB) construiu um aeroporto em terreno de sua família e mantinha as chaves "nas mãos de seu tio". A propaganda foi veiculada na quinta-feira (16). Agora, a presidente Dilma foi proibida de falar no aeroporto, construido com dinheiro público, por Aécio Neves (PSDB), quando foi governador de Minas.O candidato Aécio Neves também requereu direito de resposta, mas o pedido ainda não foi julgado.

De acordo com a defesa de Aécio, a propaganda adversária levava o eleitor a crer que o candidato "estaria fazendo uso de bem público para favorecer sua família". O TSE, precisa também calar a Folha, que digulvou a notícia de que a chave do aeroporto fica na mão de um tio de Aécio


Portão do aeroaecio. A chave fica com o tio

Até o TSE blindando o Aécio.

(Os Amigos do Presidente Lula)

sábado, 18 de outubro de 2014

Aécio 'Mudança' foi agregado da ditadura



De pai para filho: documento registra ato de nomeação de Aécio Neves na Câmara dos Deputados feito pelo pai, o então deputado Aécio Cunha

O candidato à Presidência, Aécio Neves (PSDB), trabalhou no governo Ernesto Geisel, na ditadura militar, mas omite de sua biografia e evita tocar no assunto. À época com 17 anos, Aécio contou com a influência da família junto aos generais para obter cargo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça (MJ).

O órgão era comandado pelo então ministro Armando Ribeiro Falcão, criador da chamada Lei Falcão, que impediu acesso de políticos às emissoras de rádio e tevê durante as eleições municipais de 1976.

Ele tem razão quando disse na sexta-feira (18), em encontro que selou o apoio da candidata derrotada Marina Silva (PSB) à sua campanha, que foi um “espectador privilegiado” da construção da aliança democrática que tinha como objetivo acabar com a ditadura.

Aécio morava no Rio e era estudante, apesar de perceber salário do órgão em Brasília, mais uma mamata para o jovem rico da elite carioca.

Ele permaneceu no Cade por três anos, de onde seguiu para um emprego mais seguro. Desta vez, na Câmara dos Deputados, mais precisamente, no gabinete do pai, deputado Aécio Cunha, onde foi contratado em 1 de janeiro de 1981 (veja imagem), conforme documento obtido pela Agência PT de Notícias.

Na época, Aécio já tinha 20 anos e apesar da Resolução 66, de 17 de março de 1978, e do Ato da Mesa 75, de 4 de abril de 1978, que estabeleciam as regras de trabalho para servidores do Legislativo, mantinha-se distante de Brasília, como estudante no Rio de Janeiro.

Meritocracia – O tucano deixou a Câmara Federal aos 23 anos e retornou para Minas Gerais onde, mais uma vez, pode contar com a influência da família. Na capital mineira, Aécio foi nomeado assessor pelo avô, o governador Tancredo Neves.

Lá ele permaneceu até 1985, quando fez suas primeiras aparições como figura política ao lado de Tancredo, que foi eleito presidente da República, mas morreu antes de tomar posse, dando lugar ao seu vice, José Sarney.

A partir de então, Aécio já com 25 anos, tornou-se diretor da Caixa Econômica Federal. Mais uma vez, a nomeação não aconteceu por méritos. Ela se deu graças à indicação de seu primo, Francisco Dornelles, então ministro da Fazenda da chamada Nova República.

Debate – Em debate entre presidenciáveis promovido pelo SBT e Uol, nesta semana, Aécio acusou a presidenta Dilma Rousseff de empregar o irmão Igor Rousseff na Prefeitura de Belo Horizonte (MG). Neste sábado, o jornal Folha de S. Paulo divulgou matéria na qual reconhece que o comitê de campanha do tucano não tem nenhum documento que comprovaria a ausência de Igor do trabalho, como afirmou o candidato do PSDB. O então prefeito da cidade José Pimentel afirmou que Igor trabalhava normalmente na repartição até 2008, quando Dilma não estava na Presidência.

Por sua vez, durante seu governo em Minas, Aécio editou leis delegadas para nomear nove parentes. Sua irma Andrea Neves, foi presidente do órgão que determinava a liberação de recursos de publicidade do governo para rádios, tevês, jornais e sites. Dentre os veículos beneficiados por essa distribuição estão duas rádios da família Neves e um jornal.

Aécio e as empresas se recusam a divulgar o valor recebido.

(Agência PT)

Envenenados pela própria saliva


Ao lado da anacrônica coluna intitulada 'Repórter70', talvez única homenagem explícita ainda vigente ao famigerado Ato Institucional Nº5, aquele que endureceu ainda mais a ditadura empresarial/militar, acirrando a carnificina contra desafetos do golpe, os editoriais do jornal tucano/conservador, O Liberal, igualmente primam pela inoportunidade.

Hoje, por exemplo, a infame coluna volta sua garrucha tomada pela ferrugem contra o tesoureiro do PT, João Vacari Neto, acusado genericamente como "operador" de cobrança de propina na Petrobras. De tão vaga, diga-se, a tal "denúncia" não chegou a ser encampada sequer pela malsinada 'Veja', pois o delator transferiu de si para o doleiro e este amarelou(novidade!) na hora de confirmar a 'bomba', ou melhor, o traque. Apenas o senador 'Menino do Rio', aquele que não provoca arrepio, mas indignação diante de seu comportamento degenerado, deu guarida ao boato, todavia, é notória a finalidade eleitoreira do sócio dos Perrela.

Se quiser antenar-se, o panfleto do moralismo lorótico terá que voltar ao assunto e abordar os fatos novos, surgidos ontem nas páginas da Folha de São Paulo e dando conta que o propineiro-mor do esquema foi ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano em consequência de um câncer no pulmão, porém, antes, denunciado como o mais voraz lactante daquelas tetas prostituídas pelo aluguel ao dinheiro de grandes empresas.

Foram fabulosos R$10 milhões, colocados nas mãos do então senador pelo PSDB pernambucano a fim de encerrar uma CPI que investigava exatamente a participação de empresários naquele esquema de corrupção, que a operação Lava-Jato desbaratou e hoje é objeto de vazamentos seletivos com o intuito claro de produzir imundícies jornalísticas Brasil afora, como o citado editorial, de forma eleitoreira e falseada, mas que agora vai no âmago da corrupção identificando corruptores e corruptos, dessa vez sem tergiversações ou aqueles vagos 'ouvi dizer', 'fulano sabe'. Não. Paulo Roberto afirma com todas as letras quem era o larápio/operador, quanto ele recebeu, além da finalidade do dispêndio da propina.

Talvez, agora, o papelucho portador do vil e sectário editorial consiga entender na prática o significado da expressão, "Quem for podre que se quebre."  

Prefeito de Belém teria sido beneficiário de monumental esquema de 'caixa2' comandado por Aécio Neves, em 2012


É estarrecedor o documento, reproduzido em reportagem de Allison Matos, no Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, onde são listadas doações irregulares – caixa 2 – para a campanha de candidatos do PSDB e de seus aliados, em Minas e em outros estados, num esquema onde a coleta entre empresas e entidades e a destinação do dinheiro para as campanhas são reportadas diretamente a Aécio Neves.

São listas e listas, em papel timbrado do Governo Mineiro e com a assinatura do Secretário de Governo, Danilo de Castro, com firma reconhecida em cartório, onde se arrolam cerca de R$ 166 milhões em doações de empreiteiras, bancos, empresas estatais mineiras, fornecedores do Governo do Estado e entidades que dependem de seus repasses, como hospitais, além de sindicatos e até o Conselho Regional de Medicina de Minas.

Chequei algumas empresas – as públicas, sindicatos e associações, legalmente, não poderiam doar, claro – e elas não aparecem como doadoras nos registros do TSE.

Os que teriam recebido o dinheiro ilegal também são dezenas, a grande maioria tucanos, mas também o ex-governador Eduardo Campos, de Pernambuco e seu candidato Geraldo Júlio, que disputava contra o PT a eleição de Prefeito do Recife.

O documento foi recebido de fiscais mineiros pelo Procurador Federal Eleitoral de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, que o teria enviado às mãos do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que – no mínimo por uma questão de equidade com as denúncias sobre a Petrobras – tem o dever moral de confirmar (ou não, obvio) a sua existência.

O documento é, verificada como parece estar sua autenticidade, a maior prova de caso de corrupção eleitoral já surgida na história brasileira, tanto pelo valor quanto pela extensão da rede de doadores e beneficiários de dinheiro ilegal.


(Tijolaço/ Conversa Afiada)