Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Lava Jato volta a controlar agenda política

“As pessoas diziam que iam lá jogar futebol, visitar o presidente”, afirmou o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) nesta 5ª feira (22.fev.2018), em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Enquanto o Brasil segue sendo devastado pela política golpista de Michel Temer, a Lava Jato curitibana distrai a opinião pública com a sua interminável novela sobre triplexs, sítios e pedalinhos.

Com isso, a Lava Jato ajuda a sustentar, naturalmente, o governo Temer.

Lava Jato e Globo desenvolveram uma técnica muito mais eficiente em apoiar o governo do que simplesmente falar bem dele: basta caçar e paralisar aqueles que poderiam oferecer alguma ameaça política, ou que poderiam organizar ações políticas desagradáveis; ou seja, basta destruir a oposição.

A Lava Jato continua bebendo sua força dos grandes meios de comunicação, dos “prêmios” e jantares de organizações vinculadas ao imperialismo, e do corporativismo do próprio sistema de justiça: é assim que operações que não tem nada a ver com a Petrobras, no Rio ou em qualquer outro estado, são apresentadas como um “desdobramento” da Lava Jato, ou mesmo como operações da própria, de maneira que a Lava Jato parece ter se tornado um poder à parte do sistema tradicional de justiça.

Um exemplo é a prisão de hoje do presidente da Fecomércio-RJ e eterno diretor do Senac-RJ, Orlando Diniz, e de outros diretores do Senac, por agentes da PF e do Ministério Público Federal, nesta sexta-feira. A manchete do Globo é: Lava Jato prende presidente da Fecomércio.

Os outros três funcionários ligados às entidades são Marcelo Salles, diretor-geral do Senac-RJ e Sesc-RJ; Plínio José Freitas, do corpo técnico do Senac-RJ, e Marcelo Fernando Novaes Moreira.

Há um detalhe picante, no entanto, na história: os presos eram os diretores do Senac-RJ quando Merval Pereira, o principal porta-voz político da Globo, foi contratado a peso de ouro para dar palestras sobre o… impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo reportagem recente do Intercept, o Senac-RJ torrou cerca de R$ 9 milhões em contratos de patrocínio, em 2016, que envolviam empresas como a InfoGlobo e a Fundação Roberto Marinho.



(A imagem acima é do blog do Marcelo Auler).

O colunista e membro do conselho político do Globo, Merval Pereira, arrebatou, sozinho, R$ 375 mil com palestras cujo tema não poderia ser mais irônico: “Perspectivas para o Brasil, uma análise prospectiva sobre o que o Governo Dilma pode fazer para evitar o impeachment no Congresso e avaliação do que seria um novo governo de união nacional com a derrubada da presidente e a chegada de Michel Temer”.

Não creio, porém, que a Globo, ou qualquer outro órgão de imprensa membro do cartel, irá lembrar dos vínculos financeiros entre Senac, Globo e seus jornalistas. Nem a Globo nem a… Lava Jato, aliás.

Diniz está à frente da Fecomércio há muito tempo. E há tempos, igualmente, é investigado pela polícia por conta dos valores milionários envolvendo “despesas advocatícias”, as quais incluem, Tiago Cedraz, filho do presidente do mesmo TCU que mergulhou de cabeça no golpe e, assim que Temer assumiu, mudou totalmente suas posições e passou a chancelar todas as “pedaladas” de Michel Temer.

Como de praxe, a agenda política do Brasil, de forma geral, e do Rio, em particular, volta a ser monopolizada pela Lava Jato. Ao invés de reportagens e entrevistas sobre a crise econômica e social que devasta o estado, ao invés de debates democráticos sobre forma de superá-la, a agenda midiática é tomada, mais uma vez, por prisões espetaculares de corruptos e inocentes.

Direita e esquerda, então, se unem num só grito de ódio e, também unidos, esquecem que a principal ameaça à soberania popular vem do empoderamento excessivo do sistema de justiça, o qual já está sob controle das forças do grande capital (que por sua vez controlam a mídia).

Assim, ao invés de ter acesso a denúncias contra as centenas de bilhões de reais roubados dos contribuintes no pagamento de juros, ou contra o assalto constitucional em que consiste o processo de derrubada de leis e direitos sem que tenha havido um necessário debate público, ou ainda o crime da entrega de indústrias nacionais, estatais estratégicas e recursos naturais, quase de graça, ao capital estrangeiro, a opinião pública é hipnotizada pela prisão dos diretores do Senac…

No Brasil pós-golpe, continuamos vivendo a era Eduardo Cunha, onde os próprios corruptos que apoiaram o impeachment, vão sendo presos e substituídos por outros corruptos, num circo midiático astutamente montado para que tudo continue o mesmo. Ou, melhor dizendo, para que tudo piore, visto que à corrupção se soma agora uma crise social e econômica e um processo de desmonte do Estado sem paralelo na história do país.
(Miguel do Rosário)

STJ nega pedido de redução da pena para 'Taradão', mandante do assassinato de Dorothy Stang



Os juízes da terceira seção do Superior Tribunal de Justiça decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, negar um pedido de recálculo de pena feito pela defesa de Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang. Condenado inicialmente a 30 anos de prisão, o réu teve a pena diminuída em cinco anos pela Quinta Turma.

Ainda assim, ele recorreu à Terceira Seção para rediscutir a dosimetria da pena. O Ministério Público Federal se posicionou de forma contrária ao pedido e foi seguido pela terceira seção.

Os procuradores consideram que se trata de um homicídio qualificado de uma notória militante de causas humanitárias, em meio ao conflito agrário no Brasil. Os argumentos da defesa foram considerados frágeis pelo Ministério Público.

Dorothy Stang era líder comunitária há mais de 40 anos na cidade de Anapu, no Pará, onde vivia em assentamento de terra quando foi assassinada com seis tiros à queima-roupa em fevereiro de 2005. Somente em setembro do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça determinou a execução provisória da pena do mandante do crime, o que resultou na prisão do condenado.
(Brasil de Fato)

Larápio temerário trama a privatização da CEF



Um novo plano de demissões voluntárias, anunciado nesta quinta-feira (22) pela Caixa Econômica Federal, prepara terreno para a privatização e prejudica empregados e o público, avaliam representantes dos bancários.

O chamado Programa de Desligamento de Empregado (PDE) começa nesta sexta-feira (23) e tem como objetivo, segundo o banco, "ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico". A meta é atingir o "limite máximo" de 2.964 funcionários.

“Com o anúncio, o banco reforça a intenção do governo Temer de reduzi-lo ainda mais, preparando-o para a privatização e favorecendo as instituições financeiras privadas", afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. "Perdem empregados, cada vez mais sobrecarregados, a população, com o atendimento precarizado, e o país, que vê a redução do papel social da Caixa como banco público. Ganham os bancos privados, que não têm interesse em promover o desenvolvimento do país."

"Essa agenda irá aprofundar a recessão na medida em que enfraquece o mercado interno e a infraestrutura social e econômica que nos fizeram avançar na última década", disse Ivone. De acordo com a dirigente. a Caixa representa 22,9% do total de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e 68,7% de crédito na habitação.

De janeiro a setembro do ano passado, o banco teve lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, crescimento de 84,5% em comparação a igual período de 2016. Nesse intervalo, foram cortados 7.315 postos de trabalho, para 87.779.

"Os bancos públicos desempenham um papel fundamental na economia brasileira, pois são um importante instrumento de política econômica e de promoção ao desenvolvimento econômico e social. São responsáveis por 56% do crédito no país, percentual que vem crescendo muito desde a crise de 2008, quando a atuação destes bancos foi fundamental para amenizar os impactos da crise no Brasil. No entanto, esta atuação tão importante vem sendo atacada pelo atual governo. O crédito nos bancos públicos caiu 3,3% nos últimos 12 meses", afirma o Sindicato dos Bancários.

O período para adesão vai até 5 de março. Segundo a Caixa, o desligamento ocorrerá por meio de pedido de rescisão do contrato de trabalho, sem necessidade de cumprimento do aviso prévio.
(RBA/ Vermelho)

Simão, a tulipa, a água e a merenda


A Secretaria de Educação, do governador Simão Lorota, adotou um símbolo inusitado no seu prédio: uma tulipa de chopp entornando e sugerindo molhar a garganta de algum pedagogo 'seca boteco' homenageado, talvez quem vocês estejam pensando.

Cientes disso, alunos da Escola Temístocles de Araújo, que fica a uns quinhentos metros de distância da etílica secretaria, foram em caminhada até o local reivindicar um tira-gosto, melhor dizendo, a merenda escolar a que tem direito por lei, mas que a escola não fornece há meses.

Sem querer entornar água na birita de ninguém, mas, convenhamos, é sacanagem dar sumiço na merenda escolar e até no líquido precioso que mata a sede dos alunos, com certeza sem riscos de oxidação ao paladar dos que optam por outro tipo de bebida.

Cadê a merenda, Simão?

A ciranda da impunidade perfeita



A procuradora geral da República, Raquel 'Brasília Amarela'(e bota amarela nisso) tirou o dela da reta e já anunciou por escrito ao STF que não fará essa investigação a respeito da propina entesourada na Suíça, em nome do operador tucano Paulo Afrodescendente.

Deve achar que investigar privata é coisa de subversivo, que a lei pode ser para todos, só que tucanos não são todos. São apenas os praticantes do maior assalto aos cofres públicos da história deste país, daí estarem acima de qualquer suspeita, ou de qualquer lei, já que deixaram todos os donos do poder satisfeitos: mídia, toga e banca.

E olha que o que foi encontrado na conta do tal Paulo deve ser apenas o trocado da sobra da gorjeta. Segundo a justiça suíça, são bilhões de dólares desviados das contas da construção do metrô de SP, por sinal, dentro da costumeira forma de agir: aves emplumadas não se sujam com milhões. Estão até superando a barreira dos bilhões, no rumo do trilhão

Inquéritos mal formulados é recurso chinfrim em favor da impunidade. É artimanha em primeira instância pra livrar segundo escalão do crime organizado, porém mediante pagamento capaz de fazer o sentenciador abanar-se com as notas de reais que formam a mensalidade referente ao famigerado auxílio-moradia.

Ocorre que trata-se de procedimento quase sumário bem pertinente à ocasião, no rumo do arquivamento em razão dessa trapalhada burocrática, cometida intencionalmente, por isso, Paulo Preto, o titular dessa conta/propina, deve continuar dormindo a sono solto e sem se preocupar com os rigores da lei.

E o faz porque não vê togados acotovelando-se diante das câmeras ávidos por revelar a boa nova do puritanismo canalha, seguida do anúncio da punição aos ímpios que ficaram com dinheiro público. O Afrodescendente sabe que todos, togados, mídia, esbirros e ele próprio que 'dinheiro público' é apenas uma expressão retórica nesse universo. Na prática, tá tudo dominado. 

Desemprego explode no Tucanistão do Sudeste

Empresa de segurança e limpeza seleciona candidatos no centro de São Paulo no final de 2017

O crescimento vertiginoso do desemprego no Brasil durante o desgoverno Temer tem feito da cidade de São Paulo uma de suas principais vítimas. De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22) pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Instituto Ibope Inteligência, ao menos 18% da população da capital paulista (ou mais de 1,763 milhão de paulistanos) está desempregada.

Os números negativos superam a média nacional que está na casa dos 14%, fato que reflete a falta de políticas públicas no estado para reverter o quadro.

Jorge Abrahão, coordenador da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, acredita que uma das medidas possíveis para evitar o desemprego seria o estímulo a arranjos locais, aproveitando as características de cada região. Outra ação que poderia aquecer o mercado é apostar na capacitação profissional"Em um momento de crise como este, quem contrata procura as pessoas mais qualificadas e as pessoas com menos qualificação vão sendo deixadas de lado, o que aumenta as desigualdades que já são grandes. Daí a necessidade de políticas para avançar. Desde capacitação e qualificação até o estímulo ao avanço econômico desses lugares”, afirmou.

Sergio Luiz Leite, presidente da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo e 1º secretário da Força Sindical, também acredita que seria possível tirar o país e, consequentemente, o estado da crise se houvesse empenho por parte do poder público. “A crise do desemprego penaliza os trabalhadores brasileiros, mas em SP, o caos é ainda maior! De cada 100 paulistanos, 18 acordam de manhã e não tem pra onde ir! Isso é resultado de uma política econômica e social desastrosa”, completou.

Racismo e misoginia

Para piorar, os dados da pesquisa evidenciam que o racismo e a misoginia ainda estão longe de acabar. Das 800 entrevistas realizadas com paulistanos de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 27 de dezembro de 2017, 58% dos que se declararam desempregados são mulheres e 59% são pretos e pardos.

A falta de equilíbrio entre gêneros também foi lembrada. Para se ter ideia, quase a metade (48%) de quem respondeu aos questionamentos da pesquisa acredita que as mulheres têm menos oportunidades que os homens. Para Leite, é preciso investir em conscientização, propostas e políticas do poder público e empresas para alcançar equidade maior.

“Há países que estão colocando na legislação a exigência de igualdade de salários. Nós aqui temos adotado cotas em muitos lugares. Isso pode ser um avanço provisório, mas que tenta redimir a injustiça que há entre gêneros no país”, disse.
(Agência PT de Notícias/ CTB)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Filme sobre golpe no Brasil é aclamado no Festival de Berlim

O filme foi exibido nesta quarta-feira (21) no Festival de Berlim

O documentário brasileiro “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi o principal destaque desta quarta-feira (21) do Festival de Berlim, um dos mais renomados festivais de cinema do mundo.

O filme que narra os bastidores do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff estreou com grande aceitação do público do festival. De acordo com o crítico de cinema e jornalista Filippo Pitanga, que acompanha o evento, após a exibição do documentário, o público aplaudiu de pé durante toda a exibição dos créditos e prosseguiu com os aplausos por longos minutos com a chegada da diretora do documentário.

Ao longo de pouco mais das duas horas do filme, a diretora de “Justiça”, “Juízo” e “Morro dos prazeres”, percorre os corredores e gabinetes da Câmara e do Senado federais colada nos protagonistas do histórico processo. Assim, traz à tona os bastidores do golpe que depôs a presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos.

Sem voz em "off" nem entrevistas, o documentário mostra, além disso, as conversas de corredor, os encontros de dirigentes políticos, assim como os momentos de tensão nos bastidores e nas ruas.

De acordo com Pitanga, essa é uma das edições mais politizadas do festival e a produção brasileira deixou Berlim “de joelhos ao Brasil”.

“Impressionante o efeito que ele [o documentário] causou. É uma verdadeira arma de reconstrução de massa”, avaliou o jornalista.
(Portal Vermelho)

Tempo de banditismo


A faxina contra os pobres nos aeroportos, universidades,revendedoras de carros etc: entre 2015/17, 4,6 milhões de famílias foram enxotadas de volta às faixas de renda D e E, mais q anulando a ascensão social entre 2006/12, qdo 3,3 milhões deixaram a base da pirâmide(dados Valor).

Constata o site Carta Maior a partir de dados fornecidos pelo insuspeito, de ser vermelho posto que é global, jornal Valor econômico a respeito da tunga, subtração, assalto, furto que a quadrilha golpista operou no andar de baixo a fim de transferir esses recursos para os mais ricos.

Nesses tempos de censuras, intervenções, acobertamento de ladrões e mobilização de marajás pra manter privilégios nada mais natural que o país volte ao topo do ranking da corrupção e do da desigualdade. Os donos do poder já não aguentavam mais tanta distribuição da riqueza gerada.

Mais patético: deram o nome de corrupção ao mais espetacular espetáculo de justiça social, algo muito mais ofensivo à sensibilidade da pútrida elite tupiniquim do que Jango criar um décimo terceiro salário pra classe trabalhadora.

Não importa. Como diz Chico Buarque, vai passar. O chato é o estrago que causa, o rastro de destruição que deixa além de mais uma nódoa em nossa história, já tão maculada por tantas iniquidades dessa natureza.

ESTOURADA CAVERNA DA PRIVATARIA TUCANA. PSDB MANTINHA R$ 113 MILHÕES NA SUÍÇA

O rastro do dinheiro da corrupção das décadas de comando do PSDB em São Paulo está cada vez mais evidente; apontado como operador dos tucanos, o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas na Suíça; juíza do caso disse ver fortes indícios da prática de crimes, "bem como o enriquecimento injustificado do investigado"; informações foram repassadas pelas autoridades do país europeu, que colabora com a Justiça brasileira; Paulo Preto também é investigado em inquérito sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel

247/ com informações da FSP - Documentos enviados ao Ministério Público Federal em São Paulo por autoridades da Suíça revelam que o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas naquele país.

Paulo Preto é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel, obra viária que circunda a capital paulista. Ele comandou a Dersa, responsável pela obra, em governos tucanos, e também é investigado em São Paulo.

O montante descoberto na Suíça consta de uma decisão de outubro passado da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, que foi anexada ao inquérito no STF pela defesa de Paulo Preto na terça-feira (20).

Segundo essas informações, "em junho de 2016 as quatro contas bancárias atingiam o saldo conjunto de cerca de 35 milhões de francos suíços, equivalente a R$ 113 milhões, convertidos na cotação atual".

Em fevereiro do ano passado, tais valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas.

A juíza disse ver fortes indícios da prática de crimes, "bem como o enriquecimento injustificado do investigado", e decidiu na ocasião autorizar uma cooperação internacional com a Suíça, além da quebra do sigilo bancário de Paulo Preto, a fim de obter todas as informações sobre as movimentações bancárias.

Pioneiro pode ser o candidato tucano à sucessão de Simão


Pelo medo estampado na cara do 'Repórter Diário', principal coluna do jornal dos Barbalhos, há chances de Simão voltar atrás nas escolhas de seus postes e acabar apoiando Manoel Pioneiro pra concorrer ao governo do estado pelo PSDB.

Pelo que denota a dita coluna, Simão desistiu de imitar Almir e lançar seus postes, diante da implacável realidade que neles nem cachorro quer mijar, ou seja, são todos carentes de votos, constatando que o melhor mesmo é optar por alguém da política, mesmo que esse não seja a cara dele, Simão.

Resta saber como reagirão Zenaldo Lorota Jr. e o ex-detento não ressocializado Flexa, preteridos e certamente magoados com a possível escolha na medida em que se acham mais preparados do que aquele prefeito de cidade do interior.

Ambos, Zenaldo e Flexa, são oriundos do núcleo central do ninho tucano o high society de Belém. Ainda que isso e merda seja a mesma coisa na atual conjuntura política, pois não dá votos, mas também não atira a empáfia, daí prever-se barulho nos arraiais privatas.

Pioneiro é péssimo administrador, o que fez de bom em Ananindeua foi pelas mãos de Almir em sua primeira passagem pela PMA. Hoje é um zero à esquerda, mas é bom de voto e essa concorrência com Helder tende a sofrer pressões do MDB a fim de evitá-la.

Explicando: Pioneiro é imbatível em Ananindeua, que tem mais de 200 mil eleitores; Helder é muito rejeitado em Belém e numa disputa com Pioneiro leva desvantagem; o tucano também levaria vantagem no reduto jatenista, a região nordeste do estado.

Sobraria para Helder disputar, então, as demais regiões menos densas eleitoralmente, enquanto o tucano teria vantagem considerável nessa área que engloba cerca de 1/3 do total do eleitorado.

E isso falando apenas da disputa entre os dois, sem levar os dados da atual conjuntura, tendente a optar por uma candidatura que se apresente como nova, conforme pesquisa IBOPE publicada no DP, domingo último, em que 89% dos eleitores declararam não ter candidato. Aguardemos os próximos lances dessa novela.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

PT afirma que o decreto da intervenção militar é um instrumento perigoso que pode piorar o estado de exceção



O Partido dos Trabalhadores e as bancadas do PT da Câmara e do Senado Federal receberam com surpresa e preocupação o decreto de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

A crise da Segurança Pública é um dos mais graves problemas da população do Rio de Janeiro e de todo o Brasil, especialmente da população mais pobre, exigindo participação ativa do Governo Federal.

Os governos do PT assumiram sua responsabilidade neste tema com medidas de forte impacto, como a criação da Força Nacional de Segurança Pública e do Pronasci, o fortalecimento da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, entre outras iniciativas, como a proteção das fronteiras, com participação constitucional e adequada das Forças Armadas.

A intervenção anunciada hoje, no entanto, pode ser um perigoso passo para a consolidação e o aprofundamento de um estado de exceção no Brasil.

Este instrumento excepcionalíssimo, jamais aplicado desde a Constituição de 1988, requer o esgotamento de todas as possibilidades de enfrentamento da crise, o que claramente não ocorreu. O próprio interventor designado para assumir a segurança pública no estado, general Braga Neto, disse hoje à imprensa que há “muita” influência da mídia em torno da questão.

Desde julho de 2017, quando foi decretada a ação de Garantia da Lei e da Ordem para emprego das Forças Armadas no Rio de Janeiro (medida prorrogada em dezembro último), os governos federal e estadual não conseguiram estabelecer um Plano de Segurança Pública para o Estado, instrumento imprescindível para identificar e definir as ações a serem tomadas.

A urgência de um Plano Nacional e de um Plano Estadual para a prevenção e repressão à violência é incontornável, pois apenas por meio de tais planos se pode direcionar as ações de prevenção, inteligência e repressão, abordando, ainda, o papel dos estabelecimentos prisionais, que hoje, além de serem verdadeiras universidades do crime, fornecem mão de obra às organizações criminosas.

Não se pode afastar a relação do agravamento da crise da segurança com o enfraquecimento do estado, falido por conta de um grave ajuste fiscal, promovido pelo governo Temer e intensificado pelo governo estadual do MDB, que afeta, inclusive, verbas para pagamento de policiais e investimentos necessários para políticas de segurança mais eficientes.

A medida parece ser estabelecida para contornar dificuldades políticas do governo Temer, que enfrenta baixíssima popularidade e muitos obstáculos para aprovar a destrutiva Reforma da Previdência.

É gravíssimo o fato de o governo anunciar que pode suspender o decreto, caso tenha os votos necessários para aprovar a proposta de emenda constitucional, quando a própria Constituição Federal impede a promulgação de qualquer PEC na vigência de intervenção federal sobre um Estado. Inaceitável, sob todos os aspectos, esse novo drible à Constituição seria mais uma vergonha imposta ao país pelo governo golpista.

A direção do Partido dos Trabalhadores e suas bancadas no Congresso Nacional afirmam que o governo golpista não está realmente preocupado com a segurança da população, mas apenas com sua sobrevivência política.

O povo brasileiro, principalmente o povo mais pobre, exige e merece a participação responsável do governo federal na Segurança Pública, com programas sólidos e políticas eficazes, mas repudia ações pirotécnicas de efeitos meramente propagandísticos.

Gleisi Hoffmann

Presidenta nacional do PT

Paulo Pimenta

Líder do PT na Câmara dos Deputados

Lindbergh Farias

Líder do PT no Senado Federal
(Agência PT de Notícias)

Farsa Jato chafurda junto com o golpismo na lama da corrupção


A ONG Transparência Internacional provou que Lava Jato e merda são a mesma coisa, ao constatar que o Brasil caiu 17 posições e atingiu a pior colocação em 5 anos no ranking sobre percepção da corrupção.

Entre 180 países avaliados, o Brasil obteve 37 pontos e passou a ocupar a 96ª posição no ranking atrás de países como Timor Leste (91º), Burkina Faso (74º) e Arábia Saudita (57º) e empatado com  Indonésia, Panamá, Peru, Tailândia e Zâmbia.

As notas dadas aos países vão de 0 a 100. Quanto maior a nota, mais transparente é o país. A nota baixa do Brasil mostra que sua população(consultada pra embasar a avaliação) não acredita nesse farsesco redentorismo togado, principalmente porque tolera, conive e até se acumplicia de certas malandragens do golpismo larápio.

Segundo a ONG, "A piora no ranking se deve à percepção de que os fatores estruturais da corrupção nacional seguem inabalados, tendo em vista que o Brasil não foi capaz de fazer avançar medidas para atacar de maneira sistêmica este problema".

Assim, saem derrotados nessa avaliação os apologistas da cruzada pseudo moralista, seus protagonistas, mas principalmente o país, que viu uma presidenta honesta ser apeada do poder por uma assembléia de bandidos, ardil chancelado pela mídia delinquente e Poder Judiciário cúmplice. Eis o resultado. Lamentável!
(Com informações do site Brasil 247)

O golpe é dos ricos


247 - O golpe que instalou Michel Temer no poder só beneficiou os super ricos brasileiros.

Arenda per capita do conjunto dos contribuintes do Imposto de Renda da Pessoa Física caiu 3,3% em termos reais de 2014 a 2016, quando a economia brasileira enfrentou sua pior recessão. Mas, no segmento mais rico da população - formado por pessoas que ganhavam mais de 160 salários mínimos por mês (R$ 140,8 mil à época) -, a renda per capita cresceu 7,5% reais.

O número de pessoas nesse segmento caiu, mas o total da renda subiu 2,2% em termos reais, indicativo de que a concentração de renda pode ter aumentado, diz o economista Sérgio Gobetti, do Ipea, com base em documento da Receita Federal.

O documento reforça a conclusão de que os mais ricos pagam muito pouco Imposto de Renda no país. A alíquota efetiva do IR em 2016 para o topo da pirâmide foi de apenas 6,1%, porque dois terços da renda nessa faixa eram isentos, provenientes principalmente de lucros e dividendos. O contribuinte desse grupo dispôs de renda média de R$ 5,873 milhões. Desses, R$ 3,805 milhões eram rendimentos isentos, R$ 1,390 milhão tributado exclusivamente na fonte (aplicações financeiras) e só R$ 677,9 mil tributáveis. Os que mais pagaram IR, com renda de 30 a 40 salários mínimos por mês, tiveram alíquota efetiva de 12,1%.

Vai-se um general. Virá outro?



A exoneração do secretário de segurança pública do Pará, um general da reserva que viveu tão reservadamente durante sua gestão em que o estado tornou-se uma gigantesca praça de guerra, deixa margem pra especulações sinistras, com certeza.

A situação estava insustentável desde o general assumiu e Jatene sabia disso. Ao que parece, o governador foi vítima da desobediência daquela máxima tancredista, 'não nomeie pra seu auxiliar alguém que terá dificuldades em exonerar.

Após quase quatro anos e no bojo de uma intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, a cargo de um general, eis que Simão livra-se de outro general em situação sabe-se lá com que desdobramentos seguir.

Sabe-se que o Pará está entre os estados em que a segurança mais preocupa, daí a criação de um Ministério da Segurança Pública, como está nos planos de Temer, pode muito bem ficar sob o comando de mais um general.

Seria a suprema ironia, Simão teria sua secretaria subordinada aos ditames de um general, mesmo que internamente dirigida por um civil, isto, claro, dependendo do perfil desse novo ministério, não sendo difícil prever que essa centralização no comando federal está no horizonte temerário.

De qualquer forma, o que nos espera é mais pirotecnia e acirramento da repressão aos morros e demais locais periféricos como resposta mais marqueteira que eficaz ao drama da violência, daí o pessimismo emanado até mesmo das casernas. Mas é a última cartada do 'Vampirão' pra continuar no poder. Todo cuidado é pouco.