Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

A protetora do crime



O Ministério Público Federal está no fundo do poço, graças ao comportamento delituoso de sua procuradora-Chefa, Raquel Dodge.

Acobertou cinicamente o malfeitor e drogado Aécio Neves, segurando a investigação a ela solicitada pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello em clara proteção ao delinquente em tela.

Resultado: Aécio elegeu-se deputado federal. Marco Aurélio fez a solicitação no dia 11 de setembro último, mas a titular da PGR deixou pra despachar seu odício somente no dia 28/10, ou seja, quando já havia passado o risco de impedir um criminoso de acobertar=se na imunidade parlamentar.

Agora Aécio é deputado, próximo ao futuro inquilino do Palácio do Planalto, conforme mostram documentos a respeito da abafada Lista de Furnas, logo, estará livre para delinquir e tudo porque a guardiã dos interesses da sociedade optou pelo acobertamento do criminoso.
 Vergonha!

Marcado para morrer, Padre Amaro resiste na luta pelo direito à terra no Pará



Religioso passou mais de 90 dias preso após perseguição de fazendeiros e madeireiros

No Brasil, um homem está marcado para morrer porque acredita nos ideais de igualdade, amor e respeito entre as pessoas. Por esses motivos, Padre Amaro ficou preso mais de 90 dias e vive sob ameaça de assassinato na região de Anapu, no Pará, no médio Xingu, região Norte do Brasil.

Padre José Amaro Lopes de Souza é um religioso que defende a divisão das terras para a agricultura familiar e a preservação das florestas como um contraponto ao processo exploratório dos grandes latifúndios de plantação de soja e de pasto para o gado, produzindo apenas para a exportação e o aumento das fortunas dos fazendeiros, como explica o próprio Padre.

Desde meados dos anos 1990, quando conheceu a missionária americana Dorothy Stang, uma das principais lideranças da luta pela terra para os camponeses e a preservação da floresta, padre Amaro atua na Comissão Pastoral da Terra (CPT) em um conflito constante com fazendeiros e madeireiros. Dorothy, foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005 aos 73 anos com seis tiros disparados por pistoleiros contratados por fazendeiros da região. Sua cabeça valia R$ 50 mil na época; a de Amaro R$ 25 mil.

Em 2018, padre Amaro foi acusado e preso num processo considerado controverso. A denúncia contra o padre foi feita por fazendeiros da região, e é considerada por muitos uma perseguição política para impedir a luta pela reforma agrária no município em que atua. Padre Amaro foi declarado inimigo de fazendeiros e madeireiros por ser uma das maiores liderança na luta pela terra em Anapu.

O religioso ficou em uma pequena cela no presídio de Altamira, entre 27 de março e 29 de julho. Mesmo atrás das grades, as ameaças continuaram e, segundo o padre, os latifundiários estavam esperando o pretexto de uma rebelião na cadeia para encomendar a sua morte.

Neste período, dois habeas corpus foram negados pela Justiça do Estado e o religioso só foi solto, como medida provisória, quando o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto estava preso, padre Amaro viu em uma pequena televisão as notícias da prisão do ex-presidente Lula, no dia 7 de abril, também sem provas. “Eu chorei. Eu sabia que era uma liderança popular sendo presa, dentro do esquema do golpe, para que não pudesse concorrer às eleições presidenciais”, relembra o padre.

Nos 13 anos entre a morte da missionária e a prisão do padre sem provas, o conflito por terra no Pará agravou. “A ordem é limpar tudo. Queimar e passar por cima de tudo, plantação, escola e pessoas”, disse.

Neste cenário, que tem a tendência de piorar com a ultra-direita no governo federal, padre Amaro ensina que é o momento de se unir nas lutas populares e resistir.

Padre Amaro esteve em São Paulo no dia 5 de dezembro para receber um prêmio da ONG Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, pela sua luta em defesa das comunidades camponesas, e falou com o Brasil de Fato. No evento, foi lançado o livro Direitos Humanos no Brasil 2018. A vereadora Marielle Franco, assassinada no início do ano e cujo crime ainda não foi solucionado, também foi homenageada.

Brasil de Fato: Qual é a origem da disputa pela terra no Pará?

Padre Amaro: A as terras são terras públicas da União. No processo de colonização da Transamazônica, foi criada uma área de PIC [Projetos Integrados de Colonização] que abrange seis quilômetros a partir da faixa onde iriam viver os trabalhadores. Depois iriam ser separadas as grandes áreas. Foram feitas licitações e se, em cinco anos, o licitante não cumprisse o contrato, as terras voltariam para a União. Foi o que aconteceu.

Muitos fazendeiros do Sul do país compraram essas terras, onde já tinha a ocupação de trabalhadores. Com os projetos de desenvolvimento da região, como Belo Monte, muitos trabalhadores foram para a região. Quando os fazendeiros chegaram, ele tiraram os trabalhadores a pontapés, matando e queimando.

Como é a dinâmica de trabalho dos agricultores que foram trabalhar na região e estavam lá antes dos fazendeiros?

Você tem lotes de dez alqueires e só pode desmatar 20%. Os 80% é da reserva [mata nativa]. Os pequenos agricultores preservam a floresta. Já os grandes fazendeiros consideram isso um atraso para o desenvolvimento da região. Porque o que eles querem é derrubar e jogar pasto para criar muito gado.

E para onde vai essa produção de carne de gado?

Para exportação. O pequeno produz o cacau, o milho, a mandioca, o arroz, a pimenta do reino. E algumas fazendas usam um pedacinho para criar uma vaca de leite. Ele tem aquela terra para trabalhar a vida toda. Já o grande [fazendeiro] quer aquela terra para explorar e não fica renda nenhuma ali no município. Vai toda para fora.

E como se dá a expulsão dos agricultores da terra?

Eles querem tirar e eles tiram. Para nós, no Norte, parece que é um Estado sem lei. A impunidade mata e desmata. Eles dizem que vão limpar a área. E para limpar a área vale tudo. Matando, queimando, derrubando casa. Mesmo se a ação está na Justiça, eles nem esperam a tramitação final e vão agindo pela força. Eles têm poder, contratam pistoleiros, têm dinheiro. Eles passam por cima do pequeno e da pequena como se fossem coisas que não existem.

Como é a atuação da CPT na região e quais as acusações contra vocês?

A Comissão Pastoral da Terra dá assessoria aos trabalhadores e trabalhadoras. A CPT tem advogados, a gente ensina, encaminha os agricultores para a Defensoria Pública ou o Ministério Público Federal. Com isso, eles [os fazendeiros] têm raiva. Eles dizem que a gente incita o que eles chamam de “invasão”, mas é ocupação de terras públicas.

Como era sua amizade com a missionária Dorothy Stang?

Conheci ela em 1989, em Belém. Ela convidou alguns jovens para fazer uma missão na área e nós fomos. O bispo aceitou a gente e começamos a trabalhar e a estudar em Belém. Em 1998, eu fui ordenado padre em Anapu (PA). Em dezembro de 1998, o bispo elevou para a categoria de paróquia e eu fiquei ali. Tive a graça de trabalhar com a Dorothy por 15 anos. Quando a conheci, ela já fazia parte da CPT.

E qual era a principal luta de Dorothy?

A luta dela é que com a técnica você pudesse trabalhar na área de uma forma sustentável. Para criar os filhos e netos em harmonia com a terra e a natureza. Como tudo estava sendo devorado [pelos fazendeiros], ela entrou com a criação de dois PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), que ficaram conhecidos como PDS Virola-Jatobá e PDS Esperança. Isso gerou uma raiva no meio dos fazendeiros e alguns setores dos madeireiros. Para calar e acabar com os PDS, eles mataram a Dorothy. Criaram um consórcio e mandaram matar no dia 12 de fevereiro de 2005.

O assassinato da missionária teve a mesma motivação do plano de difamação contra o senhor e que acabou em prisão. Como foi isso?

Eu estava em casa. O padre Bento que estava vindo de outra cidade me pediu para ir buscá-lo no terminal. Levantei, deixei o portão aberto e fui para o terminal. Quando cheguei tinha seis viaturas atrás de mim. E falaram que tinha um mandado de prisão contra mim. Eu disse que queria ler antes lá na minha casa. Entrei no carro, não fui algemado, e lá disseram que queriam arma, dinheiro, celular e o computador do CPT. Eu li a acusação e tinha coisas terríveis. Foi rápido. Me trouxeram para Altamira e fizeram os procedimentos e me levaram para o centro de detenção. Fiquei 92 dias lá.

Como foi a sua soltura? Teve dois pedidos de habeas corpus negados?

As duas vezes que pediram para a Justiça do Estado negaram. Na terceira, que foi lá no Supremo, foi concedido.

No período em que o senhor estava preso no Pará também prenderam o ex-presidente Lula. Como foi a sua reação?

A minha reação foi terrível. A gente sabe da inocência de Lula. Sabe que foi golpe. Prenderam ele para que não pudesse concorrer à Presidência, para que não pudesse fazer mais nada pelos pobres. O golpe primeiro foi contra a Dilma e depois contra ele. Na celazinha, tinha uma televisão, quando eu vi aquilo, não fiz outra coisa a não ser chorar. Mais um companheiro que estava sendo preso injustamente. Foi uma dor muito forte no meu coração.

A prisão injusta e essa perseguição contra o senhor gera uma sensação de medo na região?

Não só na região, mas a toda entidade que luta por terra e por direitos. Uma das acusações é que eu não faço outra coisa senão defender bandido. Mas são trabalhadores e trabalhadoras rurais. Se eu fiz algum mal, esse mal foi tentar colocar o alimento na boca do trabalhador e trabalhadora e ajudar ele a conquistar um pedacinho de terra.

Após o golpe de 2016, da luta pela terra ficou mais acirrada. Notou alguma mudança no Judiciário também?

A situação política mudou. Em algumas glebas o pessoal está lá há mais de 20 anos e que agora, depois do golpe e da eleição deste moço [Jair Bolsonaro] que vai assumir a presidência, já teve audiência preliminar, já teve vistoria e o juiz já marcou de ir lá de novo. A gente fica muito preocupado com isso. Lá já foi queimada escola. Impediram de chegar energia elétrica. Não deixaram fazer uma estrada.

O senhor pediu algum tipo de proteção da Justiça após a morte da Dorothy?

Quando a Dorothy foi morta mandaram chamar a gente, os presidentes de sindicatos, os trabalhadores e fizeram várias reuniões. Nós percebemos que era para fazer a proteção de testemunha só para o padre e as irmãs. A gente não aceitou porque a gente não aceitava este tipo de segurança se o nosso povo continuasse inseguro. Era muito cômodo um padre, as irmãs e algumas lideranças ter segurança enquanto todo uma região estava insegura.
(Brasil de Fato)

O futuro secretário de saúde



Se fosse um outro governo a ir buscar lá no Rio Grande do Sul um secretário de saúde, com certeza o Diário do Pará já estaria esculhambando e fazendo estardalhaço a respeito da falta de consideração com médicos paraenses.

Espera-se que ninguém siga essa trilha demagógica e espere os resultados do trabalho do futuro titular da SESPA no governo Helder, oriundo do RS, com reconhecida experiência adquirida no Ministério da Saúde à frente de várias ações daquela pasta.

Além disso, o futuro secretário parece dotado de expertise suficiente para neutralizar a ação do casal tucano Adenauer e Rosemeire Goes, que atuam como proprietários da estrutura hospitalar estadual há décadas, a ponto de chegar a proibir a entrada de uma psicóloga no Hospital das Clínicas por ela ser petista. Detalhe: a governadora era a petista Ana Júlia Carepa. Sem comentários.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Perdeu,. imbecil!

Jornalismo até aqui de mágoa



Perguntar não ofende, mas se ofender- foda-se. Vira, mexe Lúcio Flávio Pinto aborda o processo em que o neto do ex-governador Hélio Gueiros é réu, acusado de matar a própria esposa.

Só que o processo corre em segredo de justiça há três anos, logo, tudo que Lúcio expõe é a posição pessoal das partes interessadas, eivadas da passionalidade que caracterizam essas posturas.

Pelo jeito, a turrice de Pinto parece mais vendetta post mortem contra o ex-governador, que certa vez mandou ao consagrado jornalista uma carta em que o chamava de tudo que não presta, deixando o dono do Jornal Pessoal tomado de um furibundismo que parece não ter fim.

Só isso explica o curioso interesse de Pinto nesse caso envolto em segredos de justiça, que nem no caso do filho de Rômulo Maiorana Jr., que atropelou e matou três pessoas, demonstrou; muito menos no caso da indisponibilidade de bens do conselheiro do TCE, Aloisio Chaves, talvez, assuntos a merecer mais atenção do que o citado.

O retrato pornográfico da justiça brasileira


Talvez nem seja a negativa do ministro Marco Aurélio Mello, de decretar a prisão do drogado e malfeitor Aécio Neves antes de um julgamento, que provoque tanta indignação na opinião pública.

Comparada com a prisão de Lula, a manutenção da liberdade do ladravaz mineiro citado é um escárnio, mas muito mais pelo sequestro travestido de processo legal, comandado por um bandido togado que desnudou toda sua delinquência ao virar ministro da justiça do beneficiário, do que pelo respeito ao princípio da presunção da inocência até o trânsito em julgado, garantindo-se ao acusado todos os seus direitos de defesa.

E o STF é cúmplice da canalhice morista por omissão no caso de Lula, agravado pela aplicação correta das leis em outros casos, o que torna os ministros de nossa Suprema Corte duplamente transgressores e subalternos de uma conspirata política que depôs uma presidenta honesta; ungiu um ladravaz ao poder e culminou com a patranha que impediu Lula de concorrer à presidência, favorecendo um fascista salafrário.

As ladroagens diversas, praticadas por Aécio Neves, sempre nos fazem lembrar das declarações do ministro Barroso, de que mais de 90% dos que se encontram encarcerados são menos perigosos que o ex-presidente do PSDB, no entanto, seu tratamento republicanamente VIP nos faz ver que o STF concorre enormemente para que tenhamos um sistema penal de matiz medieval.

Pior é que nada indica que a situação, mesmo diante dessa exposição deplorável de sua face putrefata, tenha alguma perspectiva de mudança pra melhor. Antes, o contrário, a julgar, pelas projeções tudo que já é deplorável caminha para o insuportável. Lamentável! 

O famigerado 'Escola Sem Partido' é arquivado



Nem tudo está perdido. Em meio a uma conjuntura onde asneiras, sandices, cretinices e outras tonteiras são disparadas contra uma população indefesa intelectualmente por conta da falta ou precariedade na oferta da escolaridade, a Câmara Federal arquivou a estupidez-símbolo, alcunhada de 'Escola Sem Partido'.

Tratava-se mais de um ardil armado pra perseguir professores, do que um conjunto de conceitos e propostas de um tipo de metodologia de ensino onde fosse imposta uma visão conservadora a respeito dos trocentos temas que devem pautar um currículo escolar digno desse nome.

Não que não houvesse espasmos de brutalidade, por parte dos mentecaptos que conceberam essa insanidade, capazes de insinuar a obrigatoriedade da adoção do criacionismo. em detrimento do evolucionismo, por exemplo, como forma de ensinar aquilo que certas doutrinas fundamentalistas tratam no reservado das sedes suas seitas, como se valores universais fossem.

Com efeito, parece ter faltado coragem para ir às últimas consequências, tanto que o presidente da Comissão Especial que arquivou aquela ignomínia acusou os ausentes que seriam favoráveis e eximiu de responsabilidade os opositores da dita jumentalidade, livrando o Brasil de pagar mais esse mico diante da opinião pública mundial. Menos mal.

O larápio que gritava 'pega ladrão!'



Antonio Anastasia foi o relator do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado Federal, acatando a representação que três malandros produziram, baseados em um crime fabricado no covil do TCU.

Dilma acabou cassada, o crime desapareceu, embora continuassem a ser feitas operações semelhantes, ascendeu um ladravaz inescrupuloso que em poucos meses destroçou a economia do país através de pilhagens sucessivas.

Hoje, o MPF e a PF cumprem mandado de busca e apreensão na casa do Anastasia, acusado de beneficiário de um suborno na casa dos R$110 milhões, por parte da JBS, cujo principal beneficiário foi o drogado e malfeitor Aécio Neves, em 2014, ano em que concorreu à presidência do Brasil.

Além de Aécio, Anastasia e Agripino Maia, vice de Aécio naquela ocasião, também são alvos das investigações. Tardias, diga-se, principalmente quando se tem notícia de trocentas 'operação abafa' para livrar esses malfeitores das garras da lei.

Na prática, continuam ladrões, milionários e impunes, enquanto Dilma segue sua vida recatada e honesta, da mesma forma que antes de assumir o mais alto posto de comando do país, enquanto a alta gatunagem ostenta, arrota honestidade e debocha do povo. E vem mais por aí. 

Apropino, Aébrio e seus comparsas em polvorosa




Equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumprem, na manhã desta terça, mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais; também são alvos dos mandados de busca da PF os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito da Gama (PTB-BA) e os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN); executivos da J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões a Aécio entre 2014 e 2017.
(Brasil 247)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Filho de Lula apresenta recibos que desmentem vil delator. Gangues midiáticas silenciam


O delator da Odebrecht, Alexandrino Alencar, é o mesmo que admitiu à PF que delatou a ex-ministra Miriam Belchior mesmo sabendo que ela não cometeu nenhum crime

A defesa de Luís Claudio, filho de Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou recibos que mostram que ele pagou a Concept, empresa contratada para trabalhar no marketing da liga de futebol americano que o filho do ex-presidente queria criar no Brasil.

De acordo com a delação premiada de Alexandrino Alencar (foto), ex-executivo da Odebrecht, a empreiteira teria financiado a Concept para Luís Cláudio. A apresentação dos recibos esvazia as declarações do executivo.

Alexandrino afirmou ainda que Lula teria pedido ajuda para Luís Cláudio iniciar a carreira empresarial.

Segundo ele, a empreiteira teria pago um orientador para ajudá-lo a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano.

A coluna de Mônica Bergamo noticiou, nesta segunda-feira (10), que Marcelo Odebrecht anexou novos e-mails ao processo sobre a relação da empreiteira com Luís Claudio Lula da Silva, o filho caçula do ex-presidente Lula. O conteúdo dos documentos reforçaria o que já foi delatado.

O delator da Odebrecht, Alexandrino Alencar, é o mesmo que admitiu à Polícia Federal(PF) que delatou a ex-ministra Miriam Belchior mesmo sabendo que ela não cometeu nenhum crime.

Ele simplesmente disse que colocou na sua lista de delatados o nome de todos os políticos do PT com os quais manteve contato. No caso de Miriam Belchior, ele citou as obras que tratou com ela no tempo em que era ministra do Planejamento e depois presidente da Caixa.(Revista Forum)

Nos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Lula é homenageado em Madri



Todos os anos, além de premiar filmes, o Festival Cinema e Direitos Humanos de Madrid homenageia pessoas engajadas na luta pelos direitos humanos; neste ano, os vencedores foram Lula e o ativista argentino Santiago Maldonado, ativista argentino desaparecido em 2017 que depois foi encontrado morto; Lula escreveu uma carta que será lida na cerimônia de premiação. No texto, Lula lamenta sua ausência para receber o prêmio por conta de "uma sentença kafkania" que o condenou por "atos indeterminados"

Neste 10 de dezembro, que marca os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e que é tido como o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o ex-presidente Lula vem sendo lembrado em diversas atividades e comemorações. Além dos atos internacionais pela liberdade do petista, o ex-metalúrgico receberá um prêmio, na noite de hoje, do Festival Cinema e Direitos Humanos de Madrid, na Espanha.

Todos os anos, além de premiar filmes, o festival homenageia pessoas engajadas na luta pelos direitos humanos. Neste ano, os vencedores foram Lula e o ativista argentino Santiago Maldonado, ativista argentino desaparecido em 2017 que depois foi encontrado morto. Semanas antes, Maldonado liderava manifestações contra o governo.

O ex-presidente brasileiro, que está encarcerado desde abril em Curitiba, escreveu uma carta que será lida na cerimônia de premiação. No texto, Lula lamenta sua ausência para receber o prêmio por conta de "uma sentença kafkania" que o condenou por "atos indeterminados".

O festival Cinema e Direitos Humanos de Madrid estreou com dezenas de filmes de todo o mundo ligados à temática dos direitos humanos no último dia 3.
(Revista Forum/ Brasil 247)

Os efeitos nefastos da famigerada E.C. Nº95



Ao longo de 2018, cerca de 508 programas do governo tiveram orçamento aprovado, mas não tiveram recursos repassados

O congelamento dos investimentos sociais por duas décadas — decretado com a aprovação da Emenda Constitucional 95 — já provoca efeitos nefastos em setores estratégicos como a Saúde, a Educação, obras e infraestrutura.

A educação, por exemplo, perderá R$ 321 bilhões de orçamento nos próximos anos. A proposta de Orçamento da Saúde para 2019 aponta uma redução de R$ 9,5 bilhões em relação a 2018.

E a infraestrutura, prejudicada com a desidratação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já encolheu R$ 40 bilhões, do ano de 2017 para o ano de 2018, como apontou o estudo da consultoria especializada Inter.B.

Minha Casa, Minha Vida


A construção civil — setor fundamental na geração de empregos — sofreu um baque drástico com o desmonte Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o principal programa habitacional do País, que contará com apenas R$ 4,6 bilhões em 2019, o menor orçamento de sua história.

Entre 2009, ano de sua criação, e 2014, o MCMV beneficiou 6,8 milhões de pessoas, sendo mais da metade (52%) com renda de até R$ 1.600. Neste período, o programa recebeu R$ 217 bilhões, uma média de R$ 43 bilhões ao ano. O orçamento de 2019 é pouco mais de 10% maior que essa média.

Saúde

A proposta de Orçamento para 2019 que Temer apresentou ao Congresso prevê apenas R$ 117,5 bilhões para as ações e serviços públicos em Saúde. Se a Emenda Constitucional do teto de gastos (EC 95) patrocinada por Temer não estivesse em vigor, o mínimo obrigatório a ser investido nesse setor seria de R$ 127 bilhões.

Mesmo considerando o contexto de vigência dessa medida, derivada da chamada “PEC da Morte”, a proposta de Orçamento para a Saúde em 2019 representa um corte de R$ 1,7 bilhão em relação à proposta orçamentária de 2018 para o setor.

Corte geral

Ao longo de 2018, cerca de 508 programas do governo tiveram orçamento aprovado, mas não tiveram recursos repassados.

“Áreas como saúde, segurança hídrica e energia foram negligenciadas por um governo que não gosta de povo”, resume o senador Humberto Costa (PT-PE), Líder da Oposição.

Desmonte do Bolsa Família

O maior estrago anunciado na Proposta Orçamentária para 2019, porém, é decorrente de outra camisa de força austericda, a chamada “Regra de Ouro”, que impede o governo não pode contrair empréstimos para pagar despesas como salários e aposentadorias.

Com isso, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos e pessoas com deficiência que não podem trabalhar, por exemplo — estão pendurados: apenas metade dos valores para esses programas estão assegurados na proposta orçamentária para 2019.

O Orçamento prevê R$ 30 bilhões para o Bolsa Família, mas só R$ 15 bilhões estão garantidos. O restante depende de autorização do Congresso para um crédito suplementar, que precisa ser aprovado até junho de 2019.

Dos R$ 60,2 bilhões previstos para o BPC, R$ 30 bilhões estão condicionados à boa vontade dos parlamentares.

Quem também está fora desse cálculo é o dinheiro para pagar os juros da dívida. Ou seja, o governo priorizou o pagamento da alta taxa de juros ao setor financeiro.
(PT Senado)

Brasil ignora ONU outra vez e não explica veto de entrevistas com Lula

David Kaye, relator independente da ONU
Relator da entidade, que já havia se posicionado em favor do direito do ex-presidente de participar das eleições, deu 60 dias para obter resposta. Prazo venceu nesta segunda (10)

Ciente do cenário político catastrófico em vigor no Brasil, a ONU tem se posicionado com frequência para evitar violações como a retirada de Lula da disputa eleitoral e a proibição de o ex-presidente de conceder entrevistas. Neste caso, o prazo para que as autoridades do país dessem explicações venceu nesta segunda-feira (10).

O pedido da entidade para que o Estado brasileiro justificasse o motivo da proibição de entrevistas ocorreu no dia 10 de outubro e foi assinado pelo relator independente para a proteção da liberdade de expressão, David Kaye. “Expressamos nossa preocupação sobre a decisão de prevenir a imprensa de entrevistar Lula na prisão”, escreveu o relator na época.

Em outro trecho, Kaye deixa claro “a imprensa não é impedida ou censurada na cobertura ou na publicação de eventos e entrevistas, em geral e em particular, durante as eleições” e mostrou preocupação justamente pelo fato de a proibição ter ocorrido justamente durante o pleito. “O fato de essa decisão ter sido publicada no contexto das eleições, onde o papel da imprensa e o direito público à informação é de importância maior e podem ter um impacto nos resultados das eleições”, apontou.

O veto das entrevistas partiu de decisão liminar emitida pelo vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que impediu no final de setembro Lula de falar com a imprensa no período eleitoral. Posteriormente, a mesma decisão foi confirmada pelo presidente do STF, Dias Toffoli.

A proibição, mais uma vez arbitrária e que contraria decisões anteriores do próprio tribunal, gerou uma guerra de liminares e chamou a atenção do mundo diante das “exclusividades” com as quais Lula tem sido tratado pela Justiça brasileira.
(Agência PT de Notícias)

A escolha de O' de Almeida parece acertada para SEMA(PA)



Posso até queimar minha língua, mas inicialmente acho a indicação de Mauro O' de Almeida pra secretário do Meio Ambiente do Pará escolha acertadíssima.

Mauro é filho de um emedebista histórico, mas não se viu rebento da linha sucessória que a política costuma impor ao povo brasileiro com descendentes que fatalmente substituem seus ancestrais.

Sua ligação com as ações do meio ambiente o colocam em outra ponta da política tradicional por aqui praticada, sempre na condição de vidraça contra interesses poderosos.

Com a eleição de um presidente da República de formação truculenta, além de aliado desses interesses anteriormente citados, a Secretaria de Meio Ambiente do pará terá muito trabalho pra nos livrar do atual estágio de terra de predadores impunes. A conferir.

As reais causas do nosso crescimento econômico tipo 'rabo de cavalo'


A serem confirmadas as suspeitas de superfaturamento, praticado pela Secult em obras que marcaram os governos do PSDB de 1994 até hoje, mais do que a prática dolosa, revela-se um modus operandi lesivo ao erário e aos interesses da população.

Claro que é essencial para o sucesso do plano a propaganda, que fez de obras pouco ou nada relevantes, obras fundamentais para nosso desenvolvimento como cartões postais  a alavancarem nosso turismo, embora a ocupação da rede hoteleira continue tão vazia como era antes dessas obras.

Ninguém para pra pensar, por exemplo, o porquê do governo tucano ter anunciado com tanta pompa o Projeto Alvorada e logo depois abandoná-lo sem maiores explicações e com suspeitas fortíssimas de superfaturamento na compra de equipamentos, tanto que há um secretário respondendo na justiça.

Ninguém fala, ainda, da ação política mesquinha do ainda secretário de Cultura do Pará contra a adesão de Belém ao projeto do governo federal Monumenta, apenas porque o prefeito da capital paraense era do PT e as unidades federadas eram municipais. Prevaleceu o sem Secult, sem obra.

Os fatos narrados na reportagem do Diário do Pará a respeito desse possível superfaturamento, de autoria da jornalista Ana Célia Pinheiro, publicada ontem e hoje, esclarecem o porquê de obras como aquele ginásio ao lado do Mangueirão de quase nenhuma utilidade ser colocado como prioridade à frente do prolongamento da avenida João Paulo II, esta fundamental para a melhora do trânsito da região metropolitana de Belém.

Enfim, medidos os prós e contras, percebe-se que muito desse atraso que nos coloca como um estado que mais possui uma população miserável tem causas mais administrativas do que a discriminação sofrida, alegada por certa classe política em clara atitude de auto absolvição, até mesmo porque tudo aquilo que nos prejudica, como a famigerada Lei Kandir, sempre teve a cumplicidade de boa parte dos políticos paraenses, mais interessados em compensações do que em tratamento digno.

Restou provado que cartões postais não alavancaram nosso desenvolvimento, muito menos o turismo, não melhoraram a nossa rede hoteleira, desprezaram nosso centro histórico, inclusive o Ver-O-Peso, legaram uma população de 42% por cento vivendo abaixo da linha da pobreza, com meio salário mínimo por mês; 900 mil famílias dependentes do Bolsa-Família e uma renda per capita de poder aquisitivo haitiano. É isso. 

sábado, 8 de dezembro de 2018

Começou a guerra



Pelo visto, hoje, nas páginas de O Globo e Folha de São Paulo, Jair Messias tomará posse sob intenso bombardeio midiático por conta das relações perigosas mantidas por ele e família com esquemas de corrupção no governo do RJ.

Pelo visto, o general Mourão deve estar esfregando as mãos pensando no dia em que substituirá o capitão no Planalto, levando a crer que a previsão de Emílio Odebrecht realizar-se-á mais cedo do que se projetava.

Resta saber em que pincel o futuro ministro da Justiça se agarrará, agora que já não dispões mais da toga que protegia seus desmandos. Caso o general o deserde ou esvazie seus poderes ficará mais vulnerável à investigações e descobertas de suas traquinagens. Humhum.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Comparsas desde a década passada, Lorenzoni revela que Moro trama prisão de Lula desde 2005


A troca de elogios e ‘perdões’ entre Sergio Moro e Onyx Lorenzoni não é só de conveniência de políticos. Quanto mais perto da posse, fica cada dia mais claro que ambos são mesmo aliados em nome de um objetivo comum: exterminar a esquerda no país.

Exemplo disso é uma revelação que o deputado federal fez sobre o passado dos dois em entrevista recente à GloboNews.

Onyx conta que o colega de ministério idealizou dois instrumentos que possibilitaram a prisão política de Lula em 2005, mais de dez anos antes da Lava Jato iniciar a caçada ao ex-presidente.

“Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chego [sic] no Lula, e no ‘petrolão’ ter chegado no Lula”, disse ao jornalista Roberto D’Ávila.

À época, o futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro atuava como sub-relator das Normas de Combate à Corrupçãoda CPI dos Correios, e convidou Moro para atuar no projeto.

Orgulhoso da amizade antiga, ele diz que foram sugestões de Moro duas mudanças que levaram à condenação de Lula anos mais tarde: a formalização da delação premiada e a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal, com pena máxima de até 12 anos.

Ele mesmo explica o motivo: “[O crime principal] permite essas condenações volumosas em anos e os ajustes depois”, referindo-se aos acordos de delação premiada – que, como se vê hoje, são levados a sério mesmo sem qualquer prova

Os trâmites começaram em 2006, a partir de um projeto da deputada Serys Shlessarenko – ex-filiada ao PT – que virou lei no ano de 2013.
(Agência PT de Notícias)

O malfeitor e as leis divinas



Bandido auto intitulado acima das leis, o ducha que jorra água podre sentenciou, 'já me acertei com Deus'.

Ou seja, só está submetido somente às leis divinas e como integrante de uma casta que fala diretamente com Deus a qualquer momento, trouxe a novidade a respeito da sua absolvição divina.

Enquanto isso, um bandido togado que foi ídolo popular como combatente contra a corrupção foi bater do lado desse corrupto transcendental, a quem trata com maior reverência como se acreditasse nessa vigarice emanada dos céus.

Ninguém precisa ficar lembrando De Gaulle a respeito da vilania que envolve a direita viralata quando se trata de apropriar-se de forma delinquente da coisa pública.

Basta lembrar intervenções como a do ladravaz temerário, que afirmou ter feito um "governo ousado". Ousadia certamente também sob perdão divino, dentro dos critérios do larápio Onyx. 

FatosxOpinião Publicada



Somente nesta semana, o Partido dos Trabalhadores conseguiu aprovar no parlamento medida que reduz o uso de agrotóxicos na agricultura; e obteve na justiça medida liminar que impede a transferência, a preço vil, da tecnologia desenvolvida pela EMBRAER à estadunidense BOEING.

É por esses motivos que as gangues midiáticas continuarão mantendo na caverna uma grande parte da população, abrindo apenas uma fresta por onde passa a luz da tosca 'verdade' conveniente às elites, ensejando que milhões de deserdados votam contra seus próprios direitos.

O fim do reajuste do salário mínimo



O agiota que comandará o Ministério da Fazenda no futuro governo anunciou que quer revisar a política de reajuste do salário mínimo, bem como extinguir o abano salarial.

Diz que é para ajudar a "reequilibrar as contas do governo depois da aprovação da reforma da previdência..."

Cuidado. Desejar feliz ano novo ao trabalhador brasileiro pode ser interpretado como gozação, diante dessas tungas anunciadas pelo ladravaz temerário e no rumo da consolidação pelo colérico farsante.

Que, aliás, a partir de janeiro, passará a embolsar R$29 mil a mais nos seus ganhos, refente à aposentadoria como parlamentar, depois de menos de trinta anos no exercício de sete sucessivos mandatos, mais pra lamentar já que foi um notório inoperante, do que parlamentares.

É o dito cujo que sancionará a reforma da previdência que, entre outras coisas, anuncia o fim do provento integral, aumento do tempo de serviço, aumento do valor da alíquota cobrada, ou extorquida, tudo visando o tal reequilíbrio.

Que obviamente não irá atingir militares, parlamentares, togados e adjacentes dessa casta 'austera' com as contas públicas às custas do sacrifício alheio. Paciência. Foi a maioria que escolheu esse caminho e até descobrirem a armadilha em que caíram, talvez levem mais oito anos como em 1994 e 1998. 

Do colorido ao colérico, sob a inspiração privata



Nos tempos sombrios da privataria tucana, sob a regência finória de FHC, a cesta básica chegou a custar 98% do valor do salário mínimo vigente à época, tanto que a fome no Brasil tomou proporções endêmicas e pior seria não fosse a épica ação do grande Betinho.

Já, durante os governos petistas, a cesta básica nunca ultrapassou o valor de 1/3 do SM, dada a política de recuperação do ganho desse benefício, assim como a criação de políticas sociais que reduziram a miséria, a pobreza e até a desigualdade social.

Bastou o advento de um golpe branco contra a democracia, e a unção do ladravaz temerário, pra que a linha da desigualdade tornasse novamente a tomar o rumo ascendente e hoje a cesta básica já chega a custar 42% do valor do salário mínimo.

Pior. Com o novo governo assumindo cada vez mais sua semelhança com o comportamento atual, a tendência é que caminhemos para uma situação semelhante ao vivido nos tempos privatas, com a comida virando artigo de luxo, daí proibida na mesa dos que vão sendo empurrados à miséria.

Desde 2017 que o salário mínimo sofre cortes nos percentuais previstos para seu reajuste, já tendo perdido algo em torno de uns 15% do valor previsto no acordo que aprovou suas regras no Congresso Nacional, cujo prazo espira em 1/1 próximo e o novo(?) governo já declarou ser contra a dita regra.

Assim, o salário mínimo fatalmente terá seu valor reduzido, a cesta básica continuará aumentando de preço, já que preços como gasolina, gás, frete dependerão dos humores do mercado externo fazendo com que o Brasil volte à miséria experimentada até 2001, conforme anunciou o IBGE há três dias.

Lamentavelmente, o eleitor brasileiro escolheu esse rumo, apesar da velhacaria midiática que induziu grande contingente da massa ao equívoco, tal e qual ocorreu em 1989. Substituiu em seu imaginário um colorido por um colérico e pagará caro por isto. Triste!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Apenas com redução da pobreza a democracia se fortalecerá, diz Paim



Foto: Alessandro Dantas

O senador Paulo Paim (PT-RS), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), lamentou nesta quinta-feira (6) os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que apontam para o acréscimo de aproximadamente dois milhões de brasileiros vivendo em situação de pobreza apenas no último ano.

De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no País 52,8 milhões de pessoas em situação de pobreza. Este contingente aumentou para 54,8 milhões em 2017, um crescimento de quase 4%, e representa 26,5% da população total do país, estimada em 207 milhões naquele ano (em 2016, eram 25,7%).

“A democracia brasileira, para se consolidar, precisa ser fortalecida todos os dias. Ela é a base do desenvolvimento econômico, político, social e cultural. Mas não alcançaremos o esplendor democrático, se a pobreza e a fome pintarem em cores vivas no cenário do nosso País”, disse o senador.

Ainda de acordo com o IBGE, a população na condição de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milhões para 15,3 milhões no mesmo período. Do total de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a população era estimada em cerca de 205,3 milhões, esse percentual era de 6,6%.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Simões, o aumento da pobreza se deu pela maior deterioração do mercado de trabalho. “Aponto aí, a dita reforma trabalhista encaminhada por Michel Temer”, disse Paim.

O senador Jorge Viana (PT-AC) lamentou o fato de a pesquisar constatar que o País, com o aumento do número de pobres, ao invés de caminhar para o Século XXI, regride rumo ao Século XIX.

“Estamos falando de dois milhões de pessoas que precisam viver com cerca de 400 reais por mês. Temos quase 40 milhões de brasileiros perambulando pelas ruas para sobreviver, fora do mercado de trabalho. Estão sobrevivendo nas esquinas vendendo pães, pizzas, pegando sobras em supermercados. É uma situação vexatória”, disse o senador lembrando que no ano de 2014 o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), entre 2002 e 2013, caiu em 82% a população de brasileiros em situação de subalimentação. Dados que contrastam com a atual realidade do País.

“Estamos falando de um País com 208 milhões de pessoas que começou a fazer uma inclusão social que chamou a atenção do mundo. Ajudar a quem precisa é um gesto humanitário necessário para libertar a pessoa daquela situação. A pior coisa do mundo é uma mãe amanhecer o dia e a única coisa que ela tem que fazer é tentar conseguir algum alimento para os filhos”, salientou.

Segundo o IBGE, é considerada em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.
(PT Senado)

“Moro fez política, não justiça”, diz Lula em entrevista à BBC de Londres



A sede internacional da BBC divulgou nesta quinta-feira (6) trechos de uma entrevista exclusiva com o ex-presidente Lula, preso político há mais de 240 dias.

No texto, Lula comenta a ida de Moro para o alto-círculo político de Bolsonaro, reafirma sua inocência e faz um alerta aos brasileiros: se tanta injustiça aconteceu com um ex-presidente, pode ocorrer com qualquer um. “Fui condenado por ser o presidente de maior sucesso da República e o que mais fez pelos pobres.”

Para o ex-presidente, o juiz sabia desde o início que só manobras judiciais impediriam que ele vencesse o pleito. “Moro sabia que, se agisse de acordo com a lei, teria que absolver-me e eu seria eleito presidente”, escreveu. A ida para o governo Bolsonaro apenas formaliza o papel que ele já fazia como juiz. “Ele fez política, e não justiça. E agora tira vantagem disso”, completou.

As perguntas foram formuladas pelo jornalista Kennedy Alencar e respondidas pelo ex-presidente em textos escritos de próprio punho. Em mais uma arbitrariedade contra Lula, a Justiça brasileira o proibiu de dar entrevistas cara-a-cara.

Lula também comentou o resultado das eleições deste ano, marcadas pelo impedimento de sua candidatura mesmo após parecer favorável da ONU. “Bolsonaro só ganhou porque ele não concorreu contra mim”, diz. Pesquisas mostravam que ele tinha uma vantagem de 20 pontos em relação ao agora presidente eleito.

O material faz parte de um documentário da BBC TV sobre o país, chamado ‘O que aconteceu com o Brasil?’. A estreia está prevista para janeiro ano que vem.
(Agência PT de Notícias)

Palocci presta depoimento mentiroso, diz advogado de Lula

Palocci aproveitou de seu depoimento na ação penal 003754446.2017.401.4.01.3400 para, de forma inusual, tomar a iniciativa de fazer afirmações sem qualquer relação o processo, com o nítido objetivo de atacar a honra e a reputação do ex-presidente Lula e de seu filho Luis Claudio.

Ao ser confrontado pela defesa, Palocci teve que reconhecer que:

(1) recebeu benefícios de redução de pena e também patrimoniais com sua delação; (2) que um dos temas tratados em sua delação diz respeito a medidas provisórias; e que (3) foi advertido pela autoridade policial que firmou o acordo que se a narrativa do ex-ministro não for confirmada ele poderá perder os benefícios recebidos. Palocci, portanto, não é uma testemunha – que fala com isenção – mas alguém interessado em manter as relevantes vantagens que obteve em sua delação. O ex-ministro ainda reconheceu que as supostas conversas que afirmou ter mantido com Lula e Luis Cláudio não tiveram a presença de qualquer outra pessoa, não havendo, portanto, qualquer testemunha sobre a efetiva ocorrência dos encontros e do teor do assunto discutido.

Na verdade, Palocci sabe que suas afirmações são mentirosas e que por isso não poderão ser confirmadas por qualquer testemunha. Por isso mais uma vez o ex-ministro recorre a narrativas que envolvem conversas isoladas com Lula, expediente que já havia recorrido em depoimento prestado perante a Justiça Federal de Curitiba.
(Cristiano Zanin Martins/Çuça.com.br)

Graças a Bolsonaro, Brasil recebe o prêmio 'Fóssil do Dia' na Conferência do Clima

Ao mesmo tempo irônico e sério, prêmio é dado aos países que atrapalham o combate do aquecimento global
São Paulo – Pela primeira vez na história da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), um país recebeu o tradicional prêmio de “Fóssil do Dia” devido a declarações do seu presidente antes mesmo dele assumir o cargo.

A façanha coube ao Brasil, vencedor do irônico troféu dessa quarta-feira (5), durante a COP24, realizada em Katowice, na Polônia, "homenageado" por causa da postura de Jair Bolsonaro (PSL), que cancelou a realização da COP25 no Brasil, em 2018. Também contou pontos para o país ganhar o prêmio as falas do futuro chanceler Ernesto Araújo, ao dizer que o aquecimento global é uma invenção do "marxismo cultural globalista".

Durante a Conferência, o prêmio é concedido diariamente para países que se destacam por atrapalhar as negociações para o enfrentamento do aquecimento global e a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.

A iniciativa do prêmio “Fóssil do Dia” é da organização Climate Action Network, entidade que reúne mais de mil ONGs ambientalistas de todo o mundo.

“O que aconteceu com você, Brasil?”, questionou o apresentador do prêmio. “O local de nascimento da convenção climática da ONU (a Eco 92, realizada no Rio de Janeiro), uma vez celebrada por seus avanços espetaculares na redução do desmatamento e mitigação do aquecimento global, tornou-se motivo de chacota dos negociadores em Katowice”, afirmaram os organizadores durante a premiação.

“Bolsonaro cancelou a oferta para sediar a COP 25 no próximo ano porque leu no WhatsApp que o Acordo de Paris é uma ameaça à soberania do Brasil”, disse o apresentador, vestido com uma roupa de dinossauro. “Isso parece legítimo”, complementou, ironicamente.

Mas o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não foi o único vencedor do prêmio “Fóssil do Dia”. Ele dividiu a honraria com a Arábia Saudita, país já conhecido pelos ambientalistas por dificultar acordos e estar, neste momento, atuando para atrapalhar as negociações que pretendem aumentar as metas de redução de emissão de gases estabelecidas no Acordo de Paris, em 2015, durante a COP21.
(Rede Brasil Atual)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

VERME: “Houve procedimentos heterodoxos, mesmo que para finalidade legítima"



A frase do ano é de Edson Fachin no julgamento da liberdade de Lula na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ocorrido nesta terça, dia 4.

“Não deixo de anotar que houve procedimentos heterodoxos, mesmo que para finalidade legítima”, disse o ministro.

Trocando em miúdos, os fins justificam os meios.

É isso, professor?

Seria interessante Fachin explicar os que é essa heterodoxia toda e, mais do que isso, a tal “finalidade legítima”.

Prender Lula? Retirá-lo da parada?

Foi uma semana pródiga em confissões.

Sergio Moro brilhou num seminário promovido pela Fundação Internacional para a Liberdade, em Madri, presidida pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa.

“Durante estes quatro anos [de atuação na Lava Jato], me perguntei se não tinha ido longe demais na aplicação da lei, se o sistema político não iria revidar”, falou.

Bem, é evidente que foi longe demais.

Em Ilhabela, Toffoli afirmou que “é hora de o Judiciário se recolher. É preciso que a política volte a liderar o desenvolvimento do país e as perspetivas de ação”.

Ora. Por que não se recolheu antes?

2019 promete.
(Kiko Nogueira/ DCM)

Jornalixo malcheiroso e empréstimo governamental



Ei, Diário do Pará, para que tá feio. Tentar enganar o leitor que o empréstimo ao governo do Pará aprovado ontem, no Senado Federal, é iniciativa de Jader e Helder não passa de lorota, que parece continuará na cadeira.

Há poucos dias, esse jornal condenava Simão pelo pedido dos tais empréstimos alegando risco administrativo das contas do estado. Agora, os ditos viram a salvação da lavoura, além de fruto do esforço de Jader e Helder.

Claro que Jader deve ter usado seu prestígio para que o Senado desse seu aval, mas é óbvio, também, que se saiu neste exercício é porque tramitava por iniciativa do atual governador após, diga-se, a aprovação da Assembléia Legislativa do Pará.

Custa jogar limpo? Custa esclarecer à população que se trata de algo referente a ações de estado e não do governo de A ou B?

Apesar da sempre recorrente presença da 'modernização tributária' entre os fatores que levam governos a contrair empréstimos dessa natureza, ressaltando que nem temos um sistema tão londrino assim, é preciso dar credibilidade aos motivos expostos até prova em contrário.

Nesse sentido, qualquer governo que se inicia tem o direito de arvorar-se a novo. Só não pode tão prematuramente lançar mão de práticas surradas que mais homenageiam aquilo que foi derrotado e tão prematuramente desencantam os esperançosos.