sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Brasil é maior que a Globo (ou “o povo derrotou o golpe midiático”)

Essas eleições entram para a História do Brasil como o momento mais nítido em que as corporações de mídia tentaram impor sua vontade ao povo. Mais do que em 1989, com a famosa edição do debate entre Lula e Collor. Mais do que em 2006, quando o foco do debate foi deslocado para pilhas de dinheiro expostas ad nauseam.

Em 2014 apostaram todas as fichas, e a contrário de outras vezes não o fizeram veladamente. Assumiram seu papel de partido político de oposição, conforme conclamou Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, vice-presidente da ANJ e colaboradora do Instituto Millenium.

Faltando 11 dias para o segundo turno do pleito, os institutos de pesquisa davam empate técnico entre os dois candidatos – Aécio Neves à frente 2 pontos, dentro da margem de erro.

Como resposta, a militância de esquerda foi às ruas, os movimentos sociais organizados reforçaram sua participação na campanha e a candidata à reeleição partiu para o enfrentamento nos debates. O mote era um só: comparar os governos tucanos e petistas, o que garantiu vantagem a Lula e Dilma em praticamente todos os setores. Se o oponente baixava o nível, a resposta vinha à altura.

Nos oito dias seguintes, Datafolha e Ibope registraram crescimento de Dilma. No primeiro, de 49% para 53%; no Ibope, de 49% para 54%. Enquanto isso, Aécio caiu de 51% para 46% (Ibope) e 51% a 47% (Datafolha). Dilma encerrou a campanha com vantagem de 6 a 8 pontos de vantagem, cenário praticamente impossível de ser invertido em 48 horas.

Aí surgiu a capa da revista Veja na sexta-feira, antevéspera do pleito, acusando, sem provas, Lula e Dilma de terem conhecimento de desvios na Petrobrás. De sexta até domingo a Veja atingiria algo entre 500 mil e 1 milhão de pessoas. A maioria das quais, no entanto, já tinham o voto decidido para Aécio. A capa da veja, por si só, merecia o repúdio na medida em que foi dado pela campanha do PT. A própria presidenta Dilma usou parte do tempo de propaganda eleitoral para denunciar a manobra da revista.

No entanto, foi o Jornal Nacional do sábado, véspera da eleição, o grande responsável pela interferência na vontade popular. No primeiro bloco, Dilma recebeu 5 minutos, com destaque no suposto medo de avião e nos problemas com a voz. Enquanto Aécio teve direito a 5’55’’ a apresentá-lo como alguém incansável, que trabalha durante o voo e aparece com a esposa e os filhos no colo (“um cara família”). Em outro trecho, as imagens saltadas em repetição durante comícios, com a bandeira do Brasil nas costas, revelam, como num filme de ação, um homem destemido que estaria preparado para conduzir o destino da Nação.

Logo no início do segundo bloco, o JN exibiu extensa reportagem sobre a capa da Veja. Aí, o que era de conhecimento de até 1 milhão de pessoas que já votariam Aécio, alcançou 30-40 milhões de pessoas, entre os quais um sem número de indecisos. Isto na véspera do pleito, sem que houvesse tempo para se organizar a estratégia de enfrentamento desse verdadeiro crime midiático. Como resultado, a vantagem de 6-8 pontos de Dilma caiu drasticamente, e quando terminou a apuração as urnas sacramentaram 51,5% x 48,5%.

O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

(Marcelo Sales/Viomundo)

VEJA MENTIU SOBRE DECLARAÇÃO DE DOLEIRO: A ACUSAÇÃO QUE “ELES SABIAM DE TUDO” NUNCA FOI FEITA

Uma REPORTAGEM DA REVISTA VEJA publicada às vésperas da eleição, trazendo fortes acusações à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula, quase mudou o resultado do pleito. Segundo a matéria, o doleiro Alberto Youssef teria dito, em depoimeto à Polícia Federal e ao Ministério Público, que Lula e Dilma “sabiam de tudo” sobre o caso de corrupção na Petrobras. A fala era, inclusive, a capa da publicação.


Passadas as eleições, que tiveram um resultado apertado com Dilma reeleita, a verdade aparece: TAL ACUSAÇÃO NUNCA FOI FEITA. Isso mesmo: YOUSSEF NUNCA PROFERIU TAL FRASE . A informação vem do advogado do doleiro, Antônio Figureido Basto, que garante que, no suposto dia da acusação, “não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”. Para Basto, houve má-fé – seja da revista ou da fonte utilizada na reportagem: “Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, sentencia.


O TSE já obrigou Veja a publicar DIREITO DE RESPOSTA do PT e, em pleno domingo de votação, o site da revista mostrava em sua capa a resposta petista, que revelava a verdade. A credibilidade da publicação, já em baixa, chegava ao fundo do poço. O STF pode ainda obrigar Veja a dar à resposta a mesma publicidade que foi dada à reportagem mentirosa: ou seja, a revista impressa teria que circular com capa e páginas internas com a fala do PT, escancarando a parcialidade do periódico.


Longe de ser jornalismo, mais que mentira: Veja cometeu um crime, quase alterando o resultado de uma eleição democrática e subjugando a vontade soberana do povo às suas farsas e interesses. A verdade veio à tona; que agora venha a justiça.
(Muda Mais/Conversa Afiada)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O preconceito versus a liberdade do Bolsa Família



Jornal GGN - Já em maio de 2013, Walquiria Domingues e Alessandro Pinzani, professores de Filosofia da Unicamp e da UFSC, respectivamente, e autores do livro "Vozes do Bolsa Família: autonomia, dinheiro e cidadania", adiantaram-se: "seguem circulando na sociedade e na própria academia muitas visões negativas sobre ele [o programa] e até uma série de estereótipos e preconceitos que variavam da visão de que se trataria de nefasto assistencialismo, de esmola eleitoreira", em artigo ao GGN.

E completaram: "ou até mesmo de um desserviço cívico, pois estimularia a presumida atávica preguiça dos pobres que, tradicionalmente, são considerados como uma espécie de subumanidade, como crianças grandes, que não possuem aquela razão prudencial que é função humana decisiva na vida em sociedade. De maneira nenhuma o Estado deveria lhes garantir uma renda monetária, pois não saberiam usá-la racionalmente. Podem ser objetos de política públicas, mas são considerados incapazes de ser sujeitos políticos em sentido próprio".

E é com essa visão distorcida, bastante repercutida com a vitória de Dilma Rousseff sobretudo nos estados com populações mais cadastradas no programa, que se questionam a dependência das famílias a essa renda mensal.

Ao longo de cinco anos, os autores do livro foram a fundo nos efeitos de autonomia dos cadastrados, seja em seus mais diferentes níveis - moral, econômico, político.

"O sociólogo alemão Georg Simmel, autor de uma Filosofia do dinheiro (1900), mostrou que o dinheiro possui dimensões liberatórias, porque introduz, mesmo em níveis mínimos, a capacidade de escolha e de desejos das pessoas. É dotado de fortes funções simbólicas, pois torna seus portadores “pessoas mais determinadas”, mais respeitáveis e respeitadas em um mundo dominado pelas relações mercantis; torna-as mais capazes de decidir sobre suas vidas, e, por isto, mais iguais as outras. Finalmente, libera os indivíduos dos vínculos pessoais de dependência econômica (da família ou de outras pessoas)", explicaram.

O resultado desse longo período de pesquisa foi que a constatação de que, principalmente as mulheres, demonstraram que "a forma monetária do benefício lhes abriu fendas de liberdade pessoal que não conheciam antes. A miséria em que viviam lhes tolhia qualquer possibilidade de fruir alguma centelha daquela prerrogativa fundamental que é a liberdade mínima de projetar a própria vida". "A miséria é uma tirania absoluta, neste sentido", completaram.

De todas as entrevistas para o livro, uma afirmação em comum, presente sem exceção: "ao contrário do que um preconceito comum afirma, gostariam muito de ter trabalho regular e carteira assinada". "As mulheres entrevistadas querem muito mais".

Outras constatações da pesquisa surgiram. "Do mesmo modo que em algumas regiões brasileiras se pode observar em alguns casos atitudes novas diante da vida e da família (maior independência das mulheres perante pais, irmãos, maridos), também se pode notar que há certas atitudes que unificam comportamentos, em especial, diante dos filhos. Por exemplo, o dinheiro da bolsa tem prioridades, como comprar alimentos para suas crianças".

Walquiria e Alessandro ressaltaram, contudo, que "toda a cautela e prudência são indispensáveis antes de qualquer assertiva categórica". "Impactos morais e políticos de um determinado programa estatal sobre as pessoas constituem processos lentos, às vezes contraditórios e paradoxais (ao mesmo tempo que libera, o dinheiro traz consigo responsabilidade e, portanto, restrições à própria liberdade)", defenderam.



Em entrevista ao Sul 21, em junho do ano passado, a pesquisadora mostrou sua postura de indignação com a reação negativa de brasileiros contra o programa. “Estas pessoas saíram da miséria absoluta, os índices de mortalidade infantil ficaram mais baixos e isto tem impacto fundamental para um país que se diz minimamente democrático. Conviver com a miséria como o Brasil conviveu por tantos séculos, mesmo depois do fim do regime militar, deveria ser um processo que mexe com todos os brasileiros”, afirmou.

E o reflexo do Bolsa Família se estende para a saúde. “A qualidade de vida destas pessoas melhorou e elas não estão mais adoecendo. Esta afirmação é algo constatada não só na minha pesquisa, que não é quantitativa, mas pelo IPEA (Instituto de Pequisa Econômica e Aplicada), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ONU (Organização das Nações Unidas), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)”, contou.

O interesse em focar as mulheres no livro é direto: elas são mais de 90% das titulares do Bolsa Família. A liberdade tão enfatizada por Walquiria pode ser resumida no seu testemunho de mulheres comprando batons para si mesmas pela primeira vez na vida.

E a independência, com relatos como: “este dinheiro é meu, o Lula deu pra mim (sic) cuidar dos meus filhos e netos. Pra que eu vou dar pra marido agora? Dou não!”, exclamou Maria das Mercês Pinheiro Dias, de 60 anos, mãe de seis filhos, moradora de São Luís, à pesquisadora em 2009.

Os efeitos foram tão fortes, enquanto acompanhou essas mulheres por cinco anos, que a socióloga chegou a confirmar o enfraquecimento do coronelismo e o rompimento da cultura da resignação.

"É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. A fraude é quase zero, o cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro", respondeu em entrevista à Folha de S. Paulo.

E em uma pergunta do repórter sobre por que é preconceito dizer que as pessoas recorrem ao programa para não trabalhar, a pesquisadora objetiva: "nessas regiões não há emprego".

"Essa cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha vó viam. Depois de dez anos, (...) não tem mais o 'Fabiano' [personagem de Graciliano Ramos], a vida não é tão seca mais", concluiu.

Em outra entrevista à Carta Capital, a socióloga defendeu que o Bolsa Família não deveria ser um programa de governo, "mas uma política de Estado, assim como o salário mínimo”.

“Essa foi a primeira vez que a minha pessoa foi enxergada”, contou a ela uma jovem do sertão do Piauí.
(Jornal GGN)

Confirmado. Justiça italiana desmascara a farsa de Joaquim Barbosa. Imprensa venal brasileira oculta

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Foram três as alegações da justiça italiana para negar a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil mas a grande imprensa só tem se referido a uma delas, as péssimas condições dos presídios brasileiros, que apresentariam “risco de o preso receber tratamento degradante”. As outras duas têm a ver com as anomalias do julgamento da Ação Penal 470, a do mensalão mas têm sido omitidas. Os magistrados italianos apontaram também o fato de não ter sido observado, no julgamento de Pizzolato pelo STF (bem como para os demais réus) o direito universal ao duplo grau de jurisdição e a ocorrência de omissão de provas apresentadas pela defesa.

Como qualquer um sabe, não houve duplo grau de jurisdição porque o julgamento foi transferido para o Supremo Tribunal Federal em função do foro especial para os que tinham mandato eletivo. O tribunal negou o pedido de desmembramento para o julgamento daqueles que, não tendo direito ao chamado foro privilegiado, poderiam ser julgados inicialmente por instâncias inferiores, podendo recorrer depois às superiores, chegando ao próprio Supremo. Já a referência à omissão de provas da defesa diz respeito a uma das maiores anomalias do julgamento: a não inclusão, nos autos da Ação Penal 470, do inquérito 2474. Nele, a defesa de Pizzolato apresentou provas de que os serviços contratados à agência DNA para divulgação dos cartões Ourocard bandeira Visa foram efetivamente realizados. Os famosos R$ 71 milhões de reais transferidos do fundo Visanet para a agência de Marcos Valério destinavam-se, segundo a acusação (Ministério Público e Joaquim Barbosa) a abastecer o valerioduto e dele serem distribuídos aos chamados “mensaleiros”. Pizzolato teria reapresentado à justiça italiana documentos sobre a veiculação de peças publicitárias dos cartões nas grandes emissoras de televisão do Brasil, em grandes revistas nacionais, sobre a realização de campanhas de mobiliário urbano (shoppings, placas de rua, outdoors etc) e até de patrocínios a eventos, entre os quais um encontro de magistrados na Bahia. Como o inquérito 2474 ficou fora do processo principal (e seria preciso saber onde está trancado no STF), tais documentos não foram acessados pelo conjunto dos ministros nem pela defesa de outros réus.Segundo um advogado que atuou na defesa de outro réu, Pizzolato levou consigo um grande volume de documentos de defesa quando fugiu do Brasil. Vinha se preparando para isso há alguns meses e municiou-se. Eles teriam sido mais determinantes que as condições dos presídios brasileiros para que ele obtivesse a recusa da extradição e a liberdade de que agora desfrutará na Itália, onde tem a segunda cidadania.

Das três alegações da justiça italiana, a imprensa brasileira só tem mencionado uma. Por que será?
(Tereza Cruvinel/247)

Lei antidrogas avança lentamente no Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem (29) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 37/2013, que muda a Lei Antidrogas.

Um dos pontos principais da proposta torna clara a diferença entre usuário e traficante. Pelo texto, usuário é quem porta drogas em quantidade suficiente para consumir por até cinco dias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ficará responsável por definir o volume da droga.

No texto, além de acatar sugestões de parlamentares, o relator da matéria, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) considerou sugestões dadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma delas foi levar em conta avanços no debate sobre a descriminalização do uso de drogas.

Em meio à polêmica discussão sobre o uso medicinal da maconha e aos apelos de dezenas de mães que têm conseguido progressos no tratamento dos filhos com o uso de medicamentos à base de canabidiol (substância encontrada na maconha), o relator inovou. Valadares permite a importação de derivados da maconha para uso medicinal. “Optamos por seguir a tendência que já vem sendo encampada pelo Judiciário, que é permitir a importação de canabinóides para uso medicinal, em casos específicos de certas doenças graves.”

A autorização da importação será dada a pacientes ou a seus representantes legais em caso de tratamento de doenças graves. A liberação, no entanto, ficará sujeita a prescrição médica e autorização da Anvisa.

Apesar de já ter sido aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta ainda tem um longo caminho pela frente. Somente no Senado, o texto vai passar por mais quatro comissões: Educação, Cultura e Esporte; Assuntos Econômicos; Assuntos Sociais e Direitos Humanos.

(Agência Brasil)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A justiça tarda, falha, mas não esconde a patifaria eternamente


Celerados do comentário político/midiático apanham há doze anos e não aprendem, continuam teimando em praticar 'o jogo da Maria Pretinha' como se análise política fosse.

Hije, resolveram atribuir à uma represália da justiça italiana ao governo brasileiro a soltura do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Banditismo puro. Como cidadão italiano, Pizzolato viu a justiça do seu país livrá-lo de um processo espúrio engendrado contra ele pela justiça brasileira, a ponto de retirar do processo que o condenou perícias técnicas, inquéritos e até nomes de outros diretores que compunham com ele o colegiado do banco.

Com efeito, trata-se é de uma fragorosa derrota internacional da justiça barbosiana/global que desde cedo tentou influenciar no pleito de 2014. E a vitória de Pizzolato parece ser só o começo: vem aí o julgamento de toda a Ação Penal Nº470, pela Corte de Direitos Humanos da OEA, quando a patranha jurídica dos celerados Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel devem ser definitivamente desmascarados e provocar mais chiliques no abominável Merdal. Vida que segue.

ESTELIONATÁRIOS

Arnaldo Jordy(PPS); José Priante(PMDB); Josué Bengston(PTB); Lúcio Vale(PR); Nilson Pinto(PSDB) e Zequinha Marinho(PSC) foram os deputados federais da bancada do Pará que votaram pela revogação do decreto presidencial regulamentando a participação popular nos conselhos populares que dialogam com o governo. Pois é, são esses senhores que entram na sua casa, em época de eleição, e fazem juras de amor à democracia, no entanto, quando já eleitos, dão uma banana de braço à população ignorando-a solenemente. Lembre disso!

BRASIL É UM DOS POUCOS PAÍSES QUE DIMINUÍRAM DIFERENÇAS SOCIAIS

José Cruz/Agência Brasil:
Enquanto a desigualdade entre ricos e pobres tem sido ampliada na maior parte do planeta, no Brasil tem ocorrido o oposto, apesar de o país continuar entre os mais desiguais do mundo; é o que aponta o relatório Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema, divulgado hoje (29) pela Oxfam – organização não governamental que desenvolve campanhas e programas de combate à pobreza em todo o mundo; "O Brasil tem apresentado um padrão diferenciado, e está entre os poucos países que estão tendo sucesso em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres”, disse o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst

Enquanto a desigualdade entre ricos e pobres tem sido ampliada na maior parte do planeta, no Brasil tem ocorrido o oposto, apesar de o país continuar entre os mais desiguais do mundo. É o que aponta o relatório Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema, divulgado hoje (29) pela Oxfam – organização não governamental que desenvolve campanhas e programas de combate à pobreza em todo o mundo.

“O Brasil tem apresentado um padrão diferenciado, e está entre os poucos países que estão tendo sucesso em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres”, disse o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, à Agência Brasil . Ele acrescentou que entre os Brics [bloco que agrega também Rússia, Índia, China e África do Sul], "o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade. E, dentro do G20, é o que está tendo maior sucesso nessa empreitada, ao lado do México e da Coreia do Sul, que, apesar dos avanços, figuram em um patamar inferior ao do Brasil [no que se refere a diminuição das desigualdades]”.

De acordo com ele, entre os fatores que colocam o país nessa situação estão os programas de transferência de renda como o Bolsa Família, iniciativa que, inclusive, tem sido adotada por outros países, lembra ele. Além disso, ao promover "aumento constante e um pouco acima da inflação” do salário mínimo, o Brasil protege os setores mais baixos da economia. O salário mínimo nacinal cresceu quase 50% em termos reais, entre 1995 e 2011, e contribuiu para declínio paralelo das situações de pobreza e desigualdade, informou Ticehurst.

Outro ponto favorável, que tem melhorado a situação do país, é a ampliação e melhoria do acesso a serviços básicos públicos, em especial à saúde e à educação. “Investir em serviços públicos gratuitos é algo essencial para diminuir a distância entre ricos e pobres. Nesse sentido, vale ressaltar que privatizar saúde e educação implica em dificuldades para a ascensão social das pessoas", argumentou.

Apesar de ter melhorado, nos últimos anos, a distribuição de riquezas, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo. “Há ainda muito por fazer”, ressalta Ticehurst, lembrando que “se antes o desafio era universalizar, agora o desafio é dar qualidade a esses serviços”.

“Houve avanços no combate à pobreza e desigualdade, mas para continuar melhorando é necessário aprimorar as políticas sociais e os serviços básicos, principalmente em termos de qualidade. Além disso, é preciso rever a questão tributária e fiscal, de forma a mudar do atual sistema regressivo para um progressivo, no qual quem tem mais contribui mais e quem tem menos contribui menos”.

Em sua avaliação, a reforma política precisa entrar na agenda do país, na busca por uma representatividade mais próxima aos interesses dos brasileiros. “É também necessário tocar as causas estruturais dessa desigualdade histórica, que afeta o país desde a época da colonização, feita por exploração e com extrema concentração de terras”.

Segundo ele, ao longo da história o Brasil valorizou demasiadamente “uma elite masculina e o patriarcado", e a escravidão resultou em grandes diferenças econômicas e sociais, a partir da cor. Disse ainda que "tudo precisa vir acompanhado de uma base mais sólida para o crescimento sustentável”.

(Agência Brasil/247)

'Dias de Ira'


Bem antes do que se esperava, antes mesmo do início do segundo mandato, o PMDB confirmou aquilo que se aguardava fosse feito mais à frente: iniciou sua ofensiva contra o governo a fim de liderar a oposição, principalmente na tarefa de inviabilizar a reforma política e a regulamentação da participação popular nos conselhos consultivos que dialogam com o governo.

Com a espetacular derrota do atual presidente da Câmara Federal na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, o mega patife Henrique Eduardo Alves, que apoiou Aécio Neves, diga-se; com o final da carreira política de pai e filha, Roseana e José Sarney, este flagrado votando em Aécio, naquele que talvez tenha sido o seu último gesto significativo como parlamentar, coroando uma carreira devotada à empulhação; com o áulico de Daniel Dantas, o deputado carioca Eduardo Cunha, liderando a derrubada do decreto da participação popular e com Renan Calheiros antecipando-se à possibilidade de plebiscito e voltando a falar em referendo pra reforma política o PMDB praticamente montou a agenda política do fim do ano, que fatalmente englobará a votação do orçamento, logo, o aumento do ICP- Índice de Chantagem Pemedebista.

Como naquele bang-bang italiano chamado 'Dias de Ira', em que Giuliano Gemma faz um pária que vaga pelas ruas sendo humilhado por todo mundo, até aprender todos os truques da pistolagem com o vilão, vivido por Lee Van Cleff, tornando-se tão temido quanto o mestre. Convivem pacificamente e desmontam várias quadrilhas de bandoleiros, até o momento em que o bandidão mata o velhinho que ajudava Gemma nos tempos difíceis. Então, no duelo fatal e final, o mocinho liquida o professor já veterano, rejeitando o pedido de clemência daquele, invocando o ensinamento que o orientava a liquidar o opositor, pois, que, senão, revigorado, esse desafeto voltaria e o liquidaria.

Por isso, depois de todos esse anos de convivência, é chegada a hora do 'ajuste de contas'. Nele, o PT tem tudo pra vencer a disputa com o veterano parceiro, mas, para isso terá que ter determinação e expertise, inclusive pra trazer pra perto de si uma parte da tropa do inimigo. A outra banda, aquela representada pelos 33 parlamentares, dos 66 eleitos, que Cunha afirma serem de oposição, terão que ser vistos como inimigos e combatidos energicamente. E logo, porque o tiroteio já começou e o adversário, tudo indica, não economizará munição.

Programa Nacional de Alimentação Escolar do Brasil é referência mundial

Cerca de 66 milhões de crianças vão assistir às aulas com fome todos os dias nos países em desenvolvimento. Aproximadamente 23 milhões delas vivem na África. Em vários países, a alimentação escolar é a única refeição que as crianças fazem regularmente.

Felizmente, o Brasil é uma referência positiva neste assunto e foi usado como exemplo em um importante fórum realizado no início deste mês, o "Fórum Global de Nutrição Infantil". Ele ocorreu entre 29 de setembro e 3 de outubro, em Joanesburgo, na África do Sul.

O Fórum foi realizado em parceria com o Centro de Excelência contra a Fome do "Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas", o PMA, com os apoios dos governos do Brasil e da Etiópia.

O PMA é a maior agência humanitária do mundo. A cada ano ele fornece alimentos a 80 milhões de pessoas em 75 países. Com escritórios em mais de 80 países, as ações do PMA ajudam pessoas incapazes de produzir ou obter alimento suficiente para si e suas famílias.

O Fórum Global é o mais importante evento do mundo sobre alimentação escolar e se reúne desde 1997.

Desde 2009, por uma resolução do governo Lula, as escolas da rede pública de educação básica brasileira passaram a usar produtos da agricultura familiar nas refeições oferecidas aos seus alunos.

Agora, no mínimo 30% do valor enviado a estados e municípios devem ser utilizados obrigatoriamente na aquisição de gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar com dispensa de licitação.
(Instituto Cidadania)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

CELERADO


Eu tô voltando pra casa

Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta terça-feira 28 regime de prisão aberto ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470; com a decisão, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa, depois de ter cumprido 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, no presídio da Papuda, em Brasília, onde trabalhava durante o dia

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu hoje (28) regime de prisão aberto ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Com a decisão, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa.

Segundo informações da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Dirceu tem direito a progressão de regime semiaberto para o aberto desde o dia 20 de outubro, por ter cumprido 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal.

Para alcançar o marco temporal para obter o benefício, o ex-ministro também descontou 142 dias da pena por trabalhar durante o dia em escritório de advocacia de Brasília e estudar dentro do presídio. Ele foi preso no dia 15 de novembro do ano passado.

De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido em uma casa de albergado, para onde os presos retornam somente para dormir. No Distrito Federal, pela inexistência do estabelecimento no sistema prisional, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar ao domicílio, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.

(Agência Brasil/247)

O príncipe e a plebeia


Este é o irmão de Dilma e seu fusquinha


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E esta é a sala do apartamento da irmã de Aécio. No debate da TV Bandeirantes, o tucano apresentou a irmã como 'voluntária' em seu governo, ao mesmo tempo que acusou o irmão da presidenta de 'funcionário-fantasma da prefeitura de BH, na gestão de Fernando Pimentel, agora eleito governador mineiro.

A omissão da mídia em ir atrás da comparação entre os padrões de vida dos irmãos dos dois adversários na disputa do último domingo auto explica-se porque esclareceria quem seria pego na mentira. O bon vivant, na verdade, mora na cidadezinha de Passa temp(MG) em uma modesta casinha com um cercado de madeira bem baixo; enquanto o apartamento da 'altruista' deve valer cem vezes mais a casinha e o fusca juntos do irmão da presidenta eleita. Credo!

Nós perdemos, mas exigimos ganhar, entende?



Curiosíssima a arrogância do mercado hoje, na Folha, exigindo uma guinada na política econômica do Governo com a reeleição de Dilma Rousseff.

A democracia, para eles, funciona assim: não importa quem o eleja, o Governo do país deve obedecer-nos.

Pois, senhores, tirem o cavalinho da chuva.

É óbvio que Dilma vai buscar o diálogo até, provavelmente, nomeando para o Ministério da Fazenda alguém com origem no mercado e que, por isso, facilite e distensione a interlocução do governo.

Mas quem nomeia é ela, não o “mercado” e é por isso que, ontem, ela negou-se a dar pistas sobre uma decisão que, a esta altura, provavelmente já está tomada.

Este é, provavelmente, o primeiro “teste de fidelidade” de seu novo Ministro da Fazenda: a discrição com que se move e faz consultas.

É bom que o “mercado” lembre: foi Dilma e não ele quem ganhou as eleições.

E como Aécio já se apresentou guarnecido por seu “xerife da Fazenda”, Armínio Fraga, o eleitor brasileiro rejeitou uma política econômica recessiva, lesiva ao emprego e ao salário.

Simples e democrático assim, pois não?

Dilma, uma mineira agauchada, certamente se lembra da frase de Pinheiro Machado ao cocheiro, no Império: “vá, mas nem tão depressa que pareça fugga, nem tão devagar que pareça afronta”.

Aliás, o resto é marola e jogada para enganar trouxas, como os que saíram se desfazendo de ações ontem no “terremoto” da Bolsa que deu xabu e terminou o dia amansando, como amansará hoje. Os espertos compraram, levantando as mãos para o céu, Petrobras a R$ 14, o que é quase bilhete premiado de loteria. Vão ganhar mais que o tal diretor Paulo Roberto Costa.

Siga a Bolsa, hoje, e veja só.

Os índices de preços, embora ainda possam revelar números maiores pelo período acumulado, vão começar a acusar quedas, seja por causa do reinício das chuvas, seja porque a “animação inflacionária” do período eleitoral ficou para trás.

A palavra de ordem no Governo, agora, é “muita calma nessa hora”.

Lembrar, sem arroubos autoritários, que foi a situação – e sua política desenvolvimentista – quem ganhou a eleição.

E lembrar-se, como disse ontem a Presidenta Dilma, que o povo sinalizou claramente que quer mudanças nela.

Mas para melhor.

(Tijolaço)

Pesquisador Thomas Conti explica o mapa do Brasil que viralizou nas redes sociais



Após onda separatista, mapa de pesquisador viraliza ao indicar que País não está dividido entre PT e PSDB

Gráfico feito por mestrando em história econômica considera proporção de votos nos Estados

por Alvaro Magalhães, do R7

O Brasil não é um País dividido entre Estados petistas e Estados tucanos, mas um território em que eleitores de ambos os partidos convivem em todas as regiões. É isso que mostra o mapa do desempenho eleitoral de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) feito por Thomas Conti, 24 anos, pesquisador de história econômica pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Após receber, via redes sociais, uma série de manifestações preconceituosas, baseadas nos gráficos que mostram a divisão do País considerando apenas o partido vencedor em cada Estado, Conti decidiu fazer e compartilhar um mapa que revelasse a proporção dos votos em cada região.

O resultado é surpreendente. Minas Gerais, por exemplo, onde Dilma obteve pequena vantagem, não aparece mais em vermelho puro; enquanto Goiás, onde Aécio teve também vitória estreita, não aparece em azul puro. Ambos os Estados, onde o eleitorado ficou bastante dividido, pendendo apenas ligeiramente para um ou outro candidato, aparecem quase no mesmo tom de roxo.

O mapa de Conti viralizou tanto pelo Twitter como pelo Facebook. E seu blog recebeu tantas visitas que o servidor caiu.

Confira abaixo, a entrevista concedida pelo pesquisador ao R7:

R7 — Como surgiu a ideia de fazer o mapa?

Thomas Conti — A ideia surgiu como reação à quantidade enorme de declarações com discurso de ódio no Facebook e no Twitter na noite de ontem. Imaginei que muitas pessoas que propagavam isso estivessem desinformadas. Com isso, resolvi montar um gráfico que refletisse em cores com precisão o resultado das urnas.

R7 — Por que o mapa que você desenvolveu representa melhor o resultado eleitoral do que os gráficos feitos apenas em vermelho e azul?

Conti — Porque o Brasil não possui um sistema como o americano, de voto distrital, onde a maioria de votos garante todos os votos de um colegiado. Aqui ganha quem tem mais votos em números absolutos. E a realidade é que dezenas de milhões de pessoas votaram contra Dilma no Nordeste e dezenas de milhões votaram contra Aécio no Sudeste. Pintar de duas cores chapadas cria falsos estereótipos que não condizem com as urnas.

R7 — Por meio de que redes sociais você recebeu as mensagens preconceituosas que o motivaram?

Conti — Facebook e Twitter, principalmente. Ouvi dizer que as piores mensagens estavam no WhatsApp, mas tive sorte e não recebi nenhuma. Depois que meu mapa viralizou, comecei a receber xingamentos nos comentários e por mensagem particular, também. Acontece. Foi contra esse tipo de pensamento que trabalhei, então fico feliz de saber que preconceituosos ficaram incomodados com a realidade.

R7 — Que tipo de ameaças sofreu?

Conti — Ameaças físicas, xingamentos, etc. Nada que quem participa do debate público da internet não esteja acostumado.

R7 — Esperava a repercussão? Já havia postado algo com tamanha repercussão?

Conti — Não esperava uma repercussão como essa. Achava que no máximo amigos próximos compartilhariam, mas não mais que isso. Repercussão como essa? Nunca! Um post do meu blog já teve 2 mil “compartilhar” e eu achei muito. E não é nem um décimo dessa de hoje!

R7 — Você consegue identificar a partir de quando o mapa se tornou viral?

Conti — Acompanhei de perto ontem e foi no boca a boca mesmo! Em menos de uma hora já tinha mais de 100 “compartilhar” sem ter alcançado nenhum grande portal, e a partir daí cresceu ainda mais rápido. Como era de madrugada, só hoje diversos sites maiores começaram a ajudar na divulgação.

R7 — Como, tecnicamente, você fez o mapa?

Conti — Usei um recurso do Excel [programa de planilhas] que permite colorir automaticamente tabelas conforme uma escala de cores, basta fornecer as cores do mínimo e máximo. Usando o mesmo vermelho e o mesmo azul para os dois gráficos, o programa preencheu as cores intermediárias e resultou na tabela da direita. Depois foi só usar um editor de imagens comum para colorir cada Estado conforme a tabela, usando a ferramenta do conta-gotas.

Ao final da entrevista, Conti questionou a reportagem se poderia deixar uma mensagem. Segue abaixo:

“Nosso País tem menos de 30 anos de democracia sem ser interrompido por uma ditadura militar. É fundamental que continuemos a conscientização democrática a todo momento, não apenas no período eleitoral. Nesse novo Brasil democrático não há espaço para discursos de ódio: quanto antes conseguirmos superá-los, melhor para o País!”

(R7/Viomundo)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Embriagado de estupidez e racismo, coronel tucano propõe fundação da 'República dos Coxinhas'

Comemoração da vitória de Dilma em São Paulo, terra na qual Aécio teve ampla vitória. Divisão não é tão simples quanto parece
São Paulo – As redes sociais amanheceram hoje (27) com algumas novas demonstrações racistas de ressaca eleitoral entre correligionários do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. A intolerância contra nordestinos – criticados por preferirem Dilma Rousseff no primeiro turno – foi além do discurso sobre a divisão geopolítica do Brasil e chegou ao separatismo. Uma ira, porém, que não resiste aos números.

Um dos principais porta-vozes da recente onda secessionista é o vereador da cidade de São Paulo, Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da tropa de elite da Polícia Militar, entusiasta da ditadura e recém-eleito deputado estadual com 254.074 votos. “Que o Brasil engula esse sapo atravessado. Acho que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”, lamentou, em sua página no Facebook, reproduzindo um cartaz que convocava paulistas a lutarem durante a Revolução Constitucionalista de 1932 contra o então presidente Getúlio Vargas.

“Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT, entendo que o Sul e Sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro, que optaram pelo PT) iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem ao invés da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”, queixou-se, antes de questionar: “Por que devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos.”

A simples conferência das urnas, porém, desmonta o discurso do coronel tucano. De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nordeste e Sudeste tiveram participação muito semelhante na vitória da candidata petista. A presidenta Dilma Rousseff obteve um total de 54,5 milhões de votos no segundo turno. A região tão atacada por setores da elite paulista contribuiu com 20,2 milhões de votos – 37% dos sufrágios ao PT. No Sudeste, 19,9 milhões de pessoas escolheram a presidenta – o que representa 36,5% dos votos em Dilma.

Por sua vez, Aécio Neves teve quase 6 milhões de votos de vantagem sobre Dilma Rousseff no Sudeste – 25,4 milhões –, mostrando que a região não apoia com tanta ênfase o tucano em detrimento da petista. O representante do PSDB, porém, conseguiu apenas 7,9 milhões de votos entre os nordestinos – pouco mais de um terço da votação obtida pela presidenta na região. Fica claro, portanto, que o Nordeste prefere amplamente Dilma Rousseff. Mas não é verdade que essa preferência se reflete com tanta ênfase para Aécio Neves no Sudeste.

Há certo equilíbrio entre a votação recebida por Dilma e Aécio no Norte do país. Os estados amazônicos concederam 4,4 milhões de votos à petista e 3,3 milhões ao tucano. A balança tampouco pende muito para Aécio no Centro-Oeste, onde obteve 4,3 milhões de votos contra 3,2 milhões de Dilma. No Sul, a vantagem do tucano é um pouco maior: 9,6 milhões contra 6,8 milhões. Os números do TSE, portanto, permitem dizer que, se há divisão política, ela abrange todo o país: pende para o PSDB no Sudeste e muito favoravelmente para o PT, no Nordeste.

(Blog da Helena)

VAI, CADELA!

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Jornalista Deborah Albuquerque Chlaem, de São Paulo, publica vídeo em que chama eleitores do PT de "miseráveis, imbecis e burros, que votaram na p... da Dilma" e diz que está se "preparando para viajar para Orlando", nos EUA, pois é "rica e muito bem de vida"; depois da repercussão, ela publicou outro vídeo nesta segunda-feira em que diz ter sido "mal interpretada" e que não é "contra pobres", mas contra os petistas

Causou grande repercussão no Facebook um vídeo publicado na noite deste domingo 26 pela jornalista Deborah Albuquerque Chlaem, de São Paulo, que chama os eleitores que reelegeram a presidente Dilma Rousseff (PT) de "miseráveis, imbecis e burros, que votaram na p... da Dilma". No campo profissão de sua página na rede social, ela diz ser artista na Rede TV.

Deborah conta estar se preparando para deixar o País com destino a Orlando, nos Estados Unidos, onde mora seu pai. "Eu sou rica, bem sucedida, muito bem de vida, e tentei ajudar vocês, miseráveis, imbecis, burros, que votaram na p... da Dilma. Vocês são muito burros e vão depender de Bolsa Família e Bolsa Miséria para o resto da vida, vocês vão continuar na merda, eu não, eu tenho condições de sair desse País, que vai virar uma ditadura. Estragaram o Brasil, merda de petistas!", ataca.

Vai, cadela! o lugar de viralatas como tu não é aqui, mas naquele paraíso que vocês imaginam que seja porque só conhecem a parte turística. De delinquentes dessa laia o país não precisa, pois o analfabetismo político é pior que o formal/pedagógico já que decorre de opção pessoal. Certo é que, quanto mais o país avança no combate as desigualdades sociais, mais essa malta de celerados que acha acima vomita toda a podridão de quem não consegue conviver em um ambiente realmente democrático.

No fundo, essa corja é legado atávico da chusma de parasitas vinda com D. João VI, corrida de Napoleão. Aqui se aboletaram como se tivessem o direito de usurpar tudo que pertencia aos aqui nascidos e consideravam impertinência de quem ousasse reclamar do esbulho. Porque, naquele tempo, já havia esse tipo de viralata deslumbrado que achava chic ser posto pra fora de sua própria casa pra dar lugar aos fugitivos de Portugal, em troca de um título de nobreza. 

Pena que alguns que juraram debandar, agora deem um passo atrás e já pensam em ficar. Não façam isso. Vão. Viver a vida que imaginam ser um mar de rosas em terras alheias, afinal, nunca se sentiram brasileiros, mesmo. Não farão falta alguma e certamente o país estará bem melhor sem suas presenças.
(Com informações e foto do site 247)

Doleiro Youssef é produto 100% tucano



A mídia escondeu a verdeira história do doleiro.

Alberto Youssef foi condenado em 2004, pelo mesmo juiz Sergio Moro, do Paraná, por corrupção.

Segundo a Ação Penal movida contra Youssef, ele obteve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, em 1998, numa agência do Banestado, banco público do Paraná, nas Ilhas Cayman.

No processo de delação premiada da época, Youssef confessou que internou o dinheiro no Brasil de forma ilegal, ao invés de fazê-lo via Banco Central.

Mas negou que tenha pago propina a um executivo do Banestado. Segundo o doleiro, a condição imposta para o Banestado liberar o dinheiro para sua empresa, a Jabur Toyopar, era fazer uma doação para a campanha de Jaime Lerner, do então PFL (hoje DEM), aliado do PSDB, para o governo do Paraná.

Doação “não-contabilizada”. Caixa 2.

A mídia nunca deu destaque a essa informação.

Alberto Youssef operava para tucanos e demos do Paraná desde a primeira eleição de Jaime Lerner, em 1994. Assim como operou tambémpara FHC e Serra em 1994 e 1998.

O Banestado, um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro do país, foi saqueado pelos tucanos na década de 90. Após devastarem as finanças da instituição, o PSDB, que governava o país, iniciou um processo de privatização cheio de fraudes.

O Banestado foi então vendido para o Itaú, pela bagatela de R$ 1,6 bilhão.

Existem acusações de que a privatização do Banestado gerou prejuízo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Mas tucanos podem tudo.

Depois de tanta roubalheira, o único condenado foi o mordomo, o doleiro Alberto Youssef, um homem de origem simples que ficou milionário operando para a elite tucana.

Mas a elite tucana é magnânima, e o juiz Sérgio Moro absolve o doleiro após um ridículo acordo de delação premiada, que não resultou em nada.

Este é o Sérgio Moro que a mídia chama de “duro”.

Em agosto deste ano, Youssef é preso outra vez e Moro cancela o acordo anterior de delação premiada do doleiro.

O juiz e a elite tucana tinham outros planos para o doleiro. Ele poderia ser útil numa operação midiática para derrotar Dilma nas eleições de 2014.

O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, tem profundas conexões com o PSDB. Foi membro do conselho da Sanepar, estatal paranaense que cuida do saneamento do estado, e foi também advogado de doleiros tucanos envolvidos no trensalão.

Os escândalos de corrupção no PSDB paranaense envolvem mais nomes. Em 2001, a Procuradoria de Maringá acusou o prefeito tucano Jairo Gioanoto de desvios superiores a R$ 100 milhões, feitos durante o período de 1997 a 2000. Em valores atualizados, esse montante aproxima-se de R$ 1 bilhão.

E quem aparece nesse escândalo, mais uma vez?

Ele mesmo: Alberto Youssef.

Trecho de matéria publicada na Folha, em 4 de março de 2001:

“Um dos nomes sob investigação, o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção, afirmou, em depoimento à Jusitça, que as campanhas de políticos do Paraná, como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB), foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.”

Todas as histórias que envolvem o doleiro Alberto Youssef e seus advogados desembocam em escândalos tucanos: Banestado, caixa 2 de campanhas demotucanas na década de 90, desvios em Maringá, trensalão.

Todavia, na última hora, os tucanos e a mídia levaram um susto.

Houve uma fissura na conspirata para prejudicar Dilma, quando apareceu um dos “testas de ferro” do doleiro, o senhor Leonardo Meirelles.

Em depoimento à Justiça, Meirelles acusou Youssef de operar para o PSDB, e de ter como “padrinho” um político de oposição do estado do Paraná, praticando nomeando Álvaro Dias (e confirmando o depoimento do secretário da fazenda de Maringá, citado acima).

Assim que a informação do testa de ferro de Youssef veio à tôna, o advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, iniciou uma operação midiática desesperada para negar que seu cliente tivesse operado para o PSDB. A mídia seguiu-lhe os passos, tentando neutralizar uma informação que poderia atrapalhar os planos de usar o doleiro para derrotar Dilma.

Em segundos, todos os jornais deram um destaque desmedido à “negativa” de Youssef de ter operado para o PSDB.

Só que não tem sentido.

A própria defesa do doleiro, em suas argumentações contra a condenação imposta por Sérgio Moro, pela Ação Penal de 1998, extinta e retomada agora, diz que os US$ 1,5 milhão que ele internou no país em 1998 foram destinados à campanha de Jaime Lerner, candidato demotucano ao governo do Paraná.

Como assim ele não operou para o PSDB?

Youssef operou a vida inteira para o PSDB! Era a sua especialidade!

Tentar pregar uma estrelinha do PT no peito do doleiro não vai colar.

Alberto Youssef é um produto 100% tucano.
(Miguel do Rosário/ via Tijolaço)

Imagina se fosse na Copa


No sábado último, o Palmeiras inaugurou sua Arena que, dizem ser a mais bela de todas até aqui construídas no Brasil.

Entretanto, seu proprietário não poderá usá-la tão cedo em razão de divergências na forma do pagamento devido à empresa responsável pela obra. Trata-se de conflito entre dois entes privados, o clube paulista e a empreiteira membro daquele clube acostumado a levar vantagem em tudo, pois conta com bem remunerados mastins na mídia tupiniquim, sempre prontos a defender os interesses dessa nefasta corporação.

No caso do Palmeiras, pouco ou nada é falado. Se fosse um problema surgido durante a Copa do Mundo certamente esses escrevinhadores de aluguel já teriam decido o malho no governo e ladrado que quem não pode com o pote não segura na rodilha, isto é, quem não tem competência não promove um evento do porte de uma Copa. Desmentidos pelos fatos(mais uma vez), nem se importam com o que ocorre agora, afinal, se não há petista pra atacarem o fato deixa de ter relevância pra esse jornalixo xinfrim. Lamentável!

A meteórica carreira do vidente Mostraoanus


Ainda bem, para o trapezista escrotal de alcunha planaltina, que Simão Lorota foi reeleito e ele poderá continuar mamando nas tetas governamentais, ainda que por vias transversas, por mais quatro anos. Afinal, a carreira que resolveu seguir diante da possibilidade de perda dessa lactância, a de vidente, símile degrado de Nostradamus, mostrou-se totalmente desastrada, ao prever a vitória de Aébrio Never por um placar de 53x47.

Para o futuro, como mostrou o resultado da eleição pró Dilma, restará a fidelidade canina após o aborto da carreira do desastrado Mostraoanus, que nesse ramo não arranjaria trabalho nem em arraial de cidadezinha de interior. Enfim, continuará virado pra lua até que chova algo inusitado e ele aposente-se feliz e com os olhinhos revirados. Credo!

O Paissandu deveria ser o Pará



Gratificante para um torcedor do Papão ver o programa 'Redação SPORTV', daquela emissora, em rede nacional, parabenizar a subida do clube à Série B e declarar que o espera na Série A. Eles transmitiram o jogo de sábado, vencido pelo Bicola, como todos sabem, e deve ter tido audiência espetacular, aliás, como já devia ter acontecido no jogo de ida aqui em Belém. Digo deve porque não tenho informação a respeito dos índices de audiência desses jogos, no entanto, em razão do pragmatismo daquela emissora, é fácil concluir o porquê da atenção dada a um clube cá do Norte.

Que os dirigentes do Paissandu ouçam essa saudação e nos preparem para a segunda ascensão, afinal, a Chapecoense conseguiu quatro subidas consecutivas tendo uma torcida infinitamente menor que a nossa. Apenas demonstrando ousadia e organização para tal. No nosso caso, tudo indica estarmos no caminho certo e não precisa aqui ficar desfiando receitas que os dirigentes conhecem certamente melhor do que eu.

Gostaria apenas de lembrar que a Vale, que fatura proporcionalmente mais aqui no Pará do que em Minas, patrocina uma grande quantidade de times das Gerais, inclusive o próprio Tupy, enquanto aqui nunca se ouviu sequer buchincho a respeito dessa poderosa companhia retribuir ao tanto que o Pará lhe dá com um patrocínio às paixões daqui. Se não os dois, ao menos inicialmente ao que está aparecendo em rede de tevê para todo o país. Será pedir demais?

Parabéns, Lula, o maior presidente que este país já teve!



Hoje é o aniversário do nosso querido amigo e eterno Presidente Lula. O presente, todos nós, unidos, demos ontem, a vitória da presidenta Dilma. Hoje, todos nós, os amigos do Lula, queremos dar parabéns. Esperamos que Lula tenha um dia super feliz, com tudo o que tem direito, muita festa e um monte de emoção. Feliz aniversário!Descanse muito dessa batalha que foi a campanha eleitoral... E até 2018!
(Os Amigos do Presidente Lula)

O povo derrotou o golpismo

O Brasil não saiu divido das eleições como concluíram os bandoleiros midiáticos inconformados com a tunda que levaram. O Brasil entrou na eleição dividido, entre o projeto vitorioso, que reduz essa divisão secular há doze anos e atravessará mais quatro reduzindo os efeitos perversos dessa divisão secular e excludente; e os derrotados, que se obrigarão à reciclagem sob pena de continuarem reduzindo sua importância política.

Ao refutar a patranha golpista da divisão como consequência das eleições, a presidenta Dilma apresentou em seguida o antídoto contra essa mistificação: avanço nas conquistas sociais, a começar por uma reforma política que rompa com as mazelas herdadas de um tempo em que a precificação do voto sempre foi coisa corriqueira e significou o império da vontade de uma minoria.

A resposta da platéia entoando palavra de ordem histórica contra o bunker midiático/golpista deu a senha daquilo que se espera para enfrentar a sordidez engendrada durante todo o mandato de Dilma e que atingiu o ápice às vésperas desse segundo turno, quando a espúria publicação semanal Veja foi além do doleiro bandido ora preso atribuindo-lhe declarações, que o próprio desmentiu através de seu advogado, seguindo-se atitude não menos canalha da Rede Globo em repercutir a canalhice impressa no vídeo, a pretexto de informar uma depredação do prédio da revista em tela.

O banditismo golpista atingiu seu ápice já durante a votação, quando foi espalhado o boato da morte, por envenenamento, do tal doleiro sugerindo o boato que se tratava de obra petista, através de 'queima de arquivo' a fim de sufocar as "denúncias". Já, pela parte da tarde, a infâmia foi desmentida. No entanto, a festa golpista já ia adiantada e só encerrou, em clima de velório, diga-se, depois que o povo refutou a trama diabólica impondo a quarta derrota consecutiva  à direita reacionária que sonhava voltar ao comando do país.

Agora, é chegada a hora de atacar essa divisão artificialmente alegada combatendo-a onde ela é mais arraigada: na mídia partidarizada, principalmente Rede Globo e Editora Abril, que extrapolaram qualquer limite da irresponsabilidade, inclusive o dever mais comezinho de respeito à ordem legal vigente. Pela disposição demonstrada ontem, tudo leva a crer que nada será como antes e a filha mais ilustre da nação não fugirá à tarefa de dar um passo a mais na construção de uma nação onde a lei enquadre a todos e puna rigorosamente os que teimam em postar-se à margem e acima desse cumprimento. É o que todos nós que nela votamos estamos no aguardo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Mar alvi azul


Como nunca dantes havia ocorrido neste país, este ano Brasil comemorou o Dia Mundial da Alimentação fora do mapa da fome


Pela primeira vez, o Brasil comemora dia Mundial da Alimentação fora do mapa da fome da ONU . O dia 16 de Outubro é, desde 1981, o Dia Mundial da Alimentação, um importante marco na conscientização sobre segurança alimentar e nutrição. Neste ano a ONU definiu a agricultura familiar como tema central da comemoração.

Este é um sinal claro de que a comunidade internacional reconhece a importante contribuição dos agricultores familiares para segurança alimentar mundial. A agricultura familiar é fundamental na erradicação da fome e da pobreza, na gestão dos recursos naturais, na proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável.

O recente relatório  da FAO “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2014”, divulgou que aproximadamente 805 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar no mundo. O nosso país, no entanto, caminha em direção oposta a essa estatística graças aos seus programas, ações e estratégias que transformaram o país em referência mundial no combate à fome.

Nesta data, também celebramos grandes vitórias brasileiras em 2014. Segundo a FAO, com os programas Fome Zero, ao Bolsa-Família e ao Brasil Sem Miséria, foi possível reduzir a pobreza extrema em 75% e a pobreza em 65%. O Brasil também saiu do “Mapa da Fome”, divulgado todos os anos pela mesma organização e alcançou o primeiro objetivo do milênio da ONU “Erradicar a Extrema Pobreza e a Fome”.

“O Brasil é um grande exemplo nesse aspecto porque estabeleceu essa causa como uma prioridade nacional. Ele provou que um país grande pode reduzir a insegurança alimentar e ainda influenciar toda uma região e o mundo”, disse a representante adjunta da FAO para América Latina e Caribe, Eve Crowley, destacando que a América Latina e o Caribe tiveram juntos o melhor desempenho no combate à insegurança alimentar dos últimos anos. A região concentra atualmente 6,1% das pessoas com insegurança alimentar, percentual bem abaixo dos 15,3% registrados em 1992.
(Instituto Cidadania)

Um partido em declínio


Yes, nós temos nossa Mick Jaegger!


sábado, 25 de outubro de 2014

ARRANCADA DE DILMA PODE FAVORECER ALIADOS NOS ESTADOS

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Colunista Tereza Cruvinel destaca candidatos a governador no segundo turno que podem ser favorecidos com a arrancada da presidente-candidata nas últimas pesquisas; petistas que podem ter vantagem são Tião Viana, no Acre, Camilo Santana, no Ceará, e Delcídio Amaral, no Mato Grosso do Sul; Dilma e Lula se esforçam para ajudar o governador Tarso Genro, que tenta a reeleição no Rio Grande do Sul, mas está atrás nas pesquisas; há ainda os aliados do PMDB Eduardo Braga, no Amazonas, e Helder Barbalho, no Pará; jornalista ressalta em seu blog que "se eleita, Dilma terá o apoio da maioria dos governadores, mas no Congresso, ainda terá que negociar para ampliar a base de apoio"
Agora que o jacaré abriu a boca no gráfico das pesquisas, com uma diferença de seis pontos porcentuais entre as curvas de Dilma e Aécio Neves, a vitória da presidente-candidata tornou-se uma possibilidade mais concreta no horizonte de domingo. A onda pró-Dilma pode favorecer seus aliados que disputam a eleição para os governos estaduais em segundo turno. No primeiro, PMDB e PT, partidos centrais de sua base de apoio, foram os que mais elegeram governadores. Mas no domingo, o PMDB pode conquistar o maior numero de governos estaduais, estando no páreo em oito estados, com chances em ouros quatro.

O PSDB elegeu dois no primeiro, embora tenha perdido Minas e no domingo deve reeleger Marcone Perillo em Goiás, Já o PSB deve sair menor da eleição em que rompeu com o PT para lançar a candidatura de Eduardo Campos, depois substituída pela de Marina Silva. Ganhou em Pernambuco mas perdeu o Espírito Santo no primeiro. Agora deve ganhar o DF mas perder o Amapá. De cinco governadores, cairá para dois ou três. O PT tende a ficar em segundo lugar: elegeu três governadores no primeiro turno e pode ganhar no Ceará e no Acre no segundo.

Ontem houve debates em todos os 14 estados onde haverá segundo turno no domingo para governador. As disputas são acirradíssimas em pelo menos sete deles, onde a situação ainda é de empate técnico na reta final: Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba e Rondônia.

Os petistas que podem ser favorecidos pela arrancada de Dilma são Tião Viana, tecnicamente empatado como tucano Marcio Bittar no Acre. Camilo Santana, que assumiu a liderança no Ceará contra o peemedebista Eunício Oliveira; e Delcídio Amaral, que enfrenta o tucano Ronaldo Azambuja no Mato Grosso do Sul. Lula e Dilma vêm se esforçando para ajudar o governador Tarso Genro, que tenta a reeleição no Rio Grande do Sul, Tarso Genro, mas a liderança continua com o “azarão” do PMDB de oposição Jose Ivo Sartori. No Amazonas, depois de perder a liderança na reta final do segundo turno para José Melo (PROS), o líder do governo no Senado, Eduardo Braga, é outro que pode crescer na esteira do arranque de Dilma. A situação lá também é de empate técnico. Outro que pode ser favorecido pela tendência final é Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho, no Pará. Lula e Dilma já estiveram lá fazendo comícios com ele, que enfrenta, em empate técnico, o tucano Simão Jatene.

Em dois estados, a disputa local segue alheia à disputa presidencial. No Rio os candidatos, Marcelo Crivela e Luis Fernando Pezão são aliados de Dilma. E no Distrito Federal, apesar da derrota de Marina, seu candidato Rodrigo Rollemberg (PSB) segue na frente, contra Jofran Frejat, do PR. O PT decidiu não apoiar nenhum deles.

Um efeito nocivo do sistema de reeleição para o sistema político é o descasamento entre a eleição presidencial, no primeiro turno, e a eleição dos senadores e deputados federais. O grande número de candidatos a presidente contribui para a dispersão dos votos na eleição legislativa, produzindo um quadro como o que teremos agora, com 28 partidos tendo representação na Câmara e as bancadas dos maiores partidos encolhendo, o que não contribui para o bom andamento dos trabalhos legislativos: as negociações serão mais complicadas e o governo, vença quem vencer, terá de fazer concessões. A velha política é uma imposição do sistema, não uma opção pelo “atraso”. Se a eleição parlamentar estivesse sendo agora, juntamente com o segundo turno presidencial, certamente os dois polos elegeriam um numero muito maior de aliados, fortalecendo tanto a base do futuro governo como a própria oposição.

Se eleita, Dilma terá o apoio da maioria dos governadores mas no Congresso, ainda terá que negociar para ampliar a base de apoio. Teoricamente, os partidos que a apoiam elegeram 304 deputados mas até os cisnes do Congresso sabem que o fato de pertencer a um partido não garante apoio automático. Fidelidade partidária, entre nós, é apenas uma palavra no jargão político.

No time dos candidatos que mantêm a vitória do primeiro turno nas sondagens do segundo, está Waldez Góes (PDT), no Amapá. Ele concorre com o atual governador do estado, Camilo Capiberibe (PSB). O pedetista consegue, por ora, a maior diferença entre um primeiro e um segundo lugar na reta final: está com 66% das intenções de voto, de acordo com Ibope divulgado na semana passada, contra 34% do rival.

(Tereza Cruvinel/247)

O CACHORRO QUE CAIU DO CAMINHÃO DA MUDANÇA


Banditismo impresso. Carlos Cachoeira edita a primeira revista controlada pelo crime organizado no país.


Eleições presidenciais de 2006: Primeiro turno em 01/10 e segundo turno em 29/10; Lula vs. Geraldo Alckmin*



Eleições presidenciais de 2010: Primeiro turno em 03/10 e segundo turno em 31/10; Dilma vs. Serra.
(Viomundo)

TUDO A VER