Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

PT cresce no Datafolha e é o partido mais querido do Brasil



O que já está na boca do povo e nas ruas de todo o país é comprovado mais uma vez pela pesquisa Datafolha: o PT é o partido de preferência de 21%dos brasileiros e brasileiras, bem acima das outras legendas, PMDB e PSDB, que, empatadas, estão estagnadas com 5% das menções.

Demais legendas têm, cada uma, 1% da preferência do eleitorado.

Não só o Partido dos Trabalhadores aparece em primeiro lugar, como tem crescido na preferência do povo pesquisa após pesquisa. Se em abril era mencionado por 15%, em junho esse número já era de 18%, crescendo para 19% em outubro, último dado divulgado até agora.

Ou seja, apenas em 2017, o partido cresceu pelo menos seis pontos percentuais a despeito dos ataques políticos e midiáticos que sofre cotidianamente e do discurso golpista que tenta criminalizar o PT, seu legado e seus ideais.

Enquanto o número de pessoas que preferem PT só aumenta, não se observam variações naqueles que dizem apoiar as legendas cujos parlamentares atacam os direitos historicamente conquistados do povo e trazem retrocessos ao país.

É a defesa incansável da democracia e do povo brasileiro que faz com que, desde o fim dos anos 90, o PT lidere a preferência do eleitorado e, não só, as pesquisas de intenção de voto.

O mesmo levantamento trouxe Lula consolidado em primeiro lugar como nome preferido pelos brasileiros e brasileiras para construir um Brasil mais justo, para todos e todas, nas pesquisas de intenção de voto para 2018.

A opção pelo ex-presidente também cresce a cada pesquisa em todos os cenários para o primeiro e o segundo turno, contra todos os adversários testados.

O levantamento foi realizado entre 29 e 30 de novembro deste ano com 2.765 pessoas em 192 municípios e margem de erro de 2 pontos percentuais.
(Agência PT de Notícias)

Esposa do juiz/verdugo Sérgio Moro passeia como lobbista pelos corredores da Câmara Federal


Na semana passada, o DCM entrou em contato com o deputado Eduardo Barbosa (PSDB) para que comentasse seu encontro com Rosângela Moro. A esposa do juiz Sergio Moro havia ido a Brasília fazer lobby para a indústria farmacêutica em um projeto para isenção de impostos.

O deputado não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem e somente após a veiculação do artigo com as respostas dadas pela deputada tucana Mara Gabrilli, que também se encontrou com Rosângela, o deputado encaminhou seus esclarecimentos.

Com variações mínimas sobre o mesmo tema (como, por exemplo, afirmar desconhecer o caso Tacla Durán), a primeira resposta chamou atenção. Tratava sobre o local da abordagem. “Prezado Mauro, encontrei a Dra. Rosângela no corredor da Câmara, entre o edifício principal e o Anexo II.”

Era ipsis litteris a resposta concedida por Mara Gabrilli. De duas, uma: ou o deputado fez um copy/paste na entrevista publicada ou Rosângela Moro, tal qual uma pobre pedinte, ficou postada num corredor o dia todo à espera de deputados que por ali transitassem.

O DCM buscou contato com o parlamentar sobretudo para que ele esclarecesse se não via nenhum conflito de interesse no episódio. A mulher de Moro comanda a Procuradoria Jurídica da Federação das Apaes e o deputado Eduardo Barbosa é igualmente ligado às Apaes em Minas Gerais. Ele afirmou que não.

“Não há conflito de interesses entre as Federações Estaduais das Apaes. Lutar pelas pessoas com deficiência é a nossa luta e tudo nesse sentido tem meu apoio”, declarou.

As Apaes são entidades civis, privadas, que defendem os direitos e a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência. Algo parecido com as Santas Casas. O problema é que, com o tempo, os financiamentos públicos destinados a essas instituições virou um negócio. Muito bom aliás para políticos.

O próprio Eduardo Barbosa já foi presidente da APAE Brasil (Federação Nacional das APAEs) e alavancou sua carreira política com esses recursos. Em 2009 – véspera de ano eleitoral – ele destinou R$ 1 milhão em emendas para a Apae de Minas Gerais (reduto eleitoral dele). Meses depois, ocorreu o XI Congresso Mineiro das APAEs, organizado com a verba da emenda, evento que tinha como ‘estrela’, adivinhem, Eduardo Barbosa. Resumindo, o tucano destinou R$ 1 milhão de verba pública para uma entidade organizar um evento que serviu de palanque eleitoral.

Agora sabe-se que Rosângela Moro está em outra cruzada. Desta vez para tentar aprovar um projeto de lei que cria um fundo de reserva para as Apaes.

O PL 22/2017 foi protocolado e está pronto para ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Com a justificativa de que ‘atrasos nos repasses têm prejudicado a saúde financeira das instituições’, a esposa de Moro e as Apaes querem mais verba para criar um pé-de-meia para atender ‘situações emergenciais, imprevistas ou imprevisíveis’. Curioso o movimento desses liberais.

É importante ressaltar que as Apaes concentram uma renda pública que deixa de ser investida, por exemplo, em escolas públicas para que estas se adaptem e recebam alunos com deficiência.

Todos sabemos qual o estado precário das escolas, ao passo que as Apaes recebem recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, por meio do programa Dinheiro Direto na Escola).

O deputado Eduardo Barbosa deu a entender em seu email ao DCM que não tem nenhum relacionamento com Rosângela Moro, como se não se conhecessem, que havia ocorrido um mero ‘encontro de corredor’, fortuito. Conhecem-se há muito tempo.

Em 2014 a esposa de Sergio Moro era assessora jurídica de Flávio Arns, então vice governador do Paraná, gestão tucana. E Flavio Arns é muito conhecido por fazer lobby para as Apaes.

O PSDB e as Apaes estão juntos nessa luta faz tempo. Luta que não é tão filantrópica assim.
(Mauro Donato/ DCM)

Na OMC, Temer repete discurso mentiroso sobre economia


Em discurso na Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), na Argentina, o presidente Michel Temer declarou neste domingo que o Brasil “deixou a recessão para trás”. Os indicadores, contudo, desmentem a propaganda do governo, reforçada pela mídia que apoiou o golpe.

“O Brasil de hoje deixou para trás a recessão, nossa economia se recupera, cria postos de trabalho e a produção industrial tem crescido. As taxas de juros recuaram a seu menor patamar histórico, a inflação é a mais baixa de muitos anos seguidos”, disse Temer, ignorando o fato de que o desempenho do produto Interno Bruto (PIB) dos últimos trimestres se encontra, na verdade, em trajetória declinante.

Os números indicam muito mais uma estagnação – em um patamar muito rebaixado –, que uma recuperação sustentada. O primeiro trimestre de 2017, o país cresceu 1,3%, no segundo, 0,7% e, no terceiro, um irrisório 0,1%.

Os dados também mostram que a formação bruta de capital fixo, indicador que mede os investimentos feitos na produção, foi de menos 3,6% no acumulado do ano, e o consumo do Governo no acumulado do ano também é negativo, com queda de 0,6 no ano. Difícil acreditar que, sem investimentos, haverá crescimento.

Quanto à criação de postos de trabalho alardeada pelo governo, vale lembrar que o país ainda possui 12,7 milhões de desempregados, com uma taxa de desemprego de 12,2%. E pior: de acordo com o próprio IBGE, os empregos criados este ano foram informais. No setor privado, quase 100% das vagas abertas foram na informalidade, o que significa dizer que os empregos que estão sendo gerados são precarizados.

E, numa lógica inversa à que está presente no discurso fiscalista da própria gestão Temer, os empregos sem carteira assinada dificilmente contribuirão para a Previdência, desequilibrando ainda mais as contas da União.

Sem ocupação ou com empregos instáveis e precários, os trabalhadores têm segurado os gastos, fazendo com que o consumo das famílias, responsável por cerca de 60% do PIB, continue baixo. No acumulado do ano, a indústria teve crescimento negativo de 0,9%, e os serviços recuaram em 0,2%.

Sim, é verdade que os juros caíram, mas os juros reais brasileiros, descontada a inflação, continuam sendo dos maiores do mundo. E, sem o fomento de investimentos públicos ou privados, a redução não se reflete na economia real. Além de que, com o spread nas alturas, os lucros bancários são altos, mas o investimento produtivo e mesmo o crédito para as famílias acaba sendo custoso.

A inflação, de fato, também está baixa – até demais. Corre o risco de o Banco Central precisar explicar porque não conseguiu cumprir as metas de inflação, não porque os preços subiram muito, mas porque estão abaixo da margem de tolerância, indicando perda de vitalidade da economia. Afinal, sem demanda, os preços só podem despencar.

Em sua fala na OMC, Temer fez críticas ao protecionismo e defendeu a globalização, o multilateralismo e papel da Organização Mundial do Comércio. “Comércio e investimentos geram crescimento, emprego e prosperidade. A história nos ensinou que isolamento não é solução. É ilusório pensar que o protecionismo pode trazer desenvolvimento. O que de fato traz desenvolvimento é mais e mais integração. É em nome de mais integração que defendemos a OMC", disse.

Ainda no campo das falácias, Temer disse que o Brasil tem uma "ambiciosa" agenda de crescimento e, por isso, pretende se envolver cada vez mais na cadeia de negócios internacional. Na prática, a tal agenda de reformas do governo tem servido apenas ao desmonte do Estado brasileiro e ao achatamento dos direitos dos trabalhadores. Retomada consistente da atividade, por enquanto, não se avista.
(Portal Vermelho)

Já não se faz mais golpistas como antigamente



Alguns analistas sérios parecem preocupar-se com a adoção de um mal ajambrado semi presidencialismo, que os pais da cleptocracia, Gilmar Mendes e Michel Temer, estariam preparando para o ano que vem.

A admirável jornalista Tereza Cruvinel chega até a dizer que essa manobra é o verdadeiro golpe dentro do golpe, que seus mentores arrumaram para continuar mandando para além do resultado das eleições do ano que vem.

Não sei, não. Mas tá com jeito que terá o mesmo destino do outro golpe dentro do golpe, aquele que o PSDB pretendia dar em MT, via Rede Globo, para depois assumir a presidência mesmo sem voto para tal.

Assim como a privataria foi jantada pela esperteza pemedebista, que expôs toda a podridão dos éticos midiáticos do PSDB, alguns até continuando a comportar-se como assecla de Temer, esse semi presidencialismo parece não ter futuro.

Por exemplo, caso Lula seja eleito, certamente que teremos um plebiscito que revogue essa chicana, tal e qual aconteceu com o parlamentarismo tancredista durante o governo João Goulart.

Especialmente porque esse aborto jurídico seguramente não obedecerá o rito constitucional para consolidar-se e será imposto inicialmente sem passar pela consulta plebiscitária.

Retomada a normalidade, na hipótese de uma vitória de Lula, repita-se, haveria o restabelecimento da ordem legal e isto implicaria na realização do plebiscito exigido. Aí os clepttocratas perderiam de goleada.

A não ser que essa manobra seja uma forma de ganhar tempo pra fazer o golpista/mor fugir do país e assim evitar que faça companhia a Geddel, Henrique e Cunha no bureau desses.

Me engana que eu gosto


Segundo o otimista jornal dos Barbalhos, em 2018 o serviço público federal abrirá cerca de 16 mil vagas em concurso público.

Aliás, não sei se é otimismo ou propaganda dissimulada porque o teto dos gastos mal permite remunerar os que já estão dentro, quanto mais recrutar outros.

Certo é que apenas 'aspones' estão sendo contratados, mas esses atendem as demandas do balcão de negócios que até o general Custer do planalto sabe existir.

A desculpa da defasagem não se sustenta porque o larápio temerário extinguiu orgãos essenciais para certas políticas públicas, o que demonstra não estar nem um pouco preocupado com o funcionamento da máquina.

Portanto, o mais certo é que amanhã, quando estiver embrulhando algum pescado ali pela feira do Ver O Peso, o dito jornal já não terá mais responsabilidades por essa e por outras ilusões vendidas a quem espera um futuro melhor.

Depois, haverá outro informe otimista a respeito de bicos criados por Simão e tudo voltará a ficar róseo no horizonte temerário, este sempre dependente da ação manipulatória que o jornalixo oferta à população. Lamentável!

LULA, O INVENCÍVEL


Já passa de 21h quando, cercado por um batalhão de fotógrafos e cinegrafistas, além dos admiradores que disputam fisicamente o privilégio de tirar uma foto ou tocá-lo, entra no palco da concha acústica da Uerj o ex-presidente Lula. Faz calor no Rio, na noite desta sexta-feira, 8 de dezembro. Fisionomia cansada pela maratona a que se submete desde que iniciou seu périplo pelo estado do Rio, Lula mantém aquele brilho no olhar que o caracteriza.

Depois de alguns minutos de empurra-empurra, esse senhor de 72 está diante de uma multidão entusiasmada que o ovaciona. Logo, sem disfarçar a rouquidão, começa seu discurso marcado por forte conteúdo político, mas, como sempre, repleto de passagens que emocionam seus ouvintes e enchem o ar de esperança.

É o Lula velho de guerra fazendo o que mais gosta que é conversar com as pessoas. Durante 40 minutos a plateia prende a respiração. Impressiona o silêncio respeitoso generalizado na hora da fala de Lula.

E mesmo para veteranos como eu, que o acompanha desde o final dos anos 70, é impossível racionalizar suas frases e argumentos durante todo o tempo. É preciso ser uma rocha de gelo para não marejar os olhos quando ele, de microfone em punho, dispara sua verve contundente e afetuosa ao mesmo tempo.

Enquanto Lula desancava o governo golpista, enumerava as realizações de seus mandatos, esboçava algumas propostas para seu futuro governo e desafiava a Lava Jato a provar o desvio de um centavo sequer de sua parte, eu ficava a imaginar o quanto sou grato ao destino pelo prêmio de ser contemporâneo do maior líder popular da história do país.

Depois, projetando o futuro, vislumbrei a infinidade de teses acadêmicas de sociólogos, historiadores, cientistas políticos e da intelectualidade em geral que terão como objeto de estudo e pesquisa o fenômeno Luiz Inácio Lula da Silva.

Fenômeno dos mais marcantes e complexos, que só não é assim entendido pelos que têm a visão turvada pelo preconceito, pelo ódio aos pobres ou por um ideário político-ideológico pretensamente esquerdista na superfície, mas elitista na essência.

Qualquer outro político (do Brasil ou de todos os outros países, no presente e no passado) que por ventura fosse vítima da caçada implacável que Lula sofre há tantos anos já teria virado pó. Antes, a bombardeá-lo diuturnamente, tínhamos o monopólio da mídia e os donos do dinheiro. Lula sobreviveu, derrotou-os e foi eleito e reeleito presidente da República.Deixou o governo com mais de 80% de aprovação.

De uns anos para cá, a burguesia mais vagabunda do planeta e a mídia venal ganharam um reforço de peso na cruzada para destruir Lula : as próprias instituições do Estado, como MP, Judiciário, Polícia Federal e TCU. Fora as ramificações internacionais que esse consórcio antidemocrático possui.

Tudo em vão. Lula segue firme, lidera todas as pesquisas e é idolatrado pelo povo por onde passa. Os tiros de canhão contra esse heroico sobrevivente da seca e da fome vão um a um saindo pela culatra. A perseguição teve efeito bumerangue : o homem virou mito ainda em vida.

E, agora, quem será capaz de arrancar Lula de seu lugar cativo no coração do povo brasileiro? Terão coragem mesmo de acender um palito de fósforo num paiol de combustível e impedir sua candidatura? Apostarão no caos absoluto que sua prisão provocaria? Aposto em mais uma vitória do imbatível Lula. Quem viver verá.
(Bepe Damasco, em seu blog/ via 247)

sábado, 9 de dezembro de 2017

Que esperar da quadrilha de Temer?


A corrupção não é o problema principal do Brasil, conforme as pesquisas mostraram ao longo dos três últimos anos. Esta tem superado, por exemplo, a violência, a saúde e a educação, que, sempre presentes como os principais problemas do País, retrataram o sentimento provocado pela mídia em torno da espalhafatosa e truculenta Operação Lava Jato

De fato, há muita roubalheira. Ela vem de longe e não emergiu agora. Talvez, atualmente, tenha chegado perto do apogeu e se tornado, veja só, o alvo principal da preocupação dos brasileiros.

O hoje supera o ontem. Remete, entretanto, ao lema “Rouba, mas faz”, carimbado no então governador paulista Adhemar de Barros. Embora a intenção fosse restrita a São Paulo, o jargão “adhemarista” ganhou fama no País. Atingiu e atinge até hoje políticos corruptos.

Pesquisa do Ibope, feita para medir o otimismo dos brasileiros, realizada entre 20 e 27 de novembro, incluiu no questionário uma pergunta ousada, curiosa, necessária. Nunca antes foi feita diretamente ao eleitor. Por razões sabidas deve abalar a tranquilidade de Michel Temer no conforto do Palácio do Jaburu.

Eis um resumo da longa pergunta aos eleitores: “Você concorda ou discorda de que essa palavra – ‘corrupto’ – seja adequada para descrever o comportamento do governo?” A resposta é avassaladora.

Os entrevistados concordam e dizem sim: 86%; e outros discordam: 11%. Dos eleitores de ensino superior há uma reação quase uníssona com inéditos 96%. Esta reação parece adequada ao caso do atual governo brasileiro.

Michel Temer conduz um governo corrupto. É a tradução dos entrevistados pelo Ibope. Esta não foi, no entanto, única bomba despejada pelos brasileiros sobre a administração de Temer. O Ibope também perguntou ao eleitor sobre a “eficiência” do governo. Somente 17% aprovaram. A desaprovação atingiu 81%.

Quase nada escapa do olhar rigoroso dos eleitores espalhados por todo o País. Estaria, pelo menos, o usurpador Temer “levando o País no caminho certo?”

Pouca gente, neste Brasil de colégio eleitoral com perto de 150 milhões de eleitores, acha que sim. Mais precisamente apenas 12% dos eleitores. Há 85% que discordam. Dizem não. Temer leva o País a destino errado.

Este parece ser o choque político-eleitoral da eleição presidencial de 2018. Temer prepara um adversário que voará no tapete mágico do mercado. Os eleitores vão virar o rosto para a corrupção do governo?

Absolverá os corruptos? Pode ser. O candidato de Temer, acusado, talvez alegue que roubou, sim. A bem da República.
(Maurício Dias/ Carta Capital/ via Altamiro Borges)

De bicos, penas, bicos de pena e malandragens



Diante da rejeição três vezes maior que a intenção de votos dos presidenciáveis tucanos, o PSDB começou a desembarcar do governo Temer.

Ontem, Antônio Imbassahy, acusado de roubar desbragadamente o metrô de Salvador quando foi prefeito naquela cidade, deixou a Secretaria de Governo, declarando ser uma honra ter servido ao governo. Risos. Prolongados.

Por sinal, a convenção da privataria tucana, marcada para hoje, deverá fazer triunfar a posição de Tasso Jereissati e de um punhado de deputados paulistas.

Ao mesmo tempo significará a derrota de Aécio Neves, comparsa de primeira hora do vil assalto ao poder, de José Serra idem e de Aloysio Nunes Ferreira idem idem.

Resta saber qual será o caminho a ser tomado pelo trio citado na medida em que a derrota os marginaliza(ui!) na convivência partidária.

Aloysio continua chanceler, pode optar pela preservação do cargo e licenciar-se do partido, ser expulso ou desfiliar-se.

Serra vai continuar fingindo-se de doido, enquanto não o submeterem ao teste final de rasgar dinheiro, pois sabe que corre riscos de fazer companhia a Geddel no presídio, diante de seus recorrentes trambiques.

Enfim, depois de aprontar todo tipo de sordidez contra a democracia e o povo brasileiro, eis que a tucanalha resolve passar a imagem de volta às origens.

Para isso, certamente contará com espaço generoso nos veículos das gangues midiáticas suas cúmplices.

Resta saber se o povo cairá nesse conto do vigário, principalmente porque a lábia tem como porta vozes figuras como FHC, Elena Landau, Geraldo 'Merendão', entre outros, sabidamente figuras que odeiam o cheiro de povo. A conferir.  

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DESEMBARGADORA CRITICA ABUSOS DO JUDICIÁRIO E PEDE AUTOCRÍTICA


A condução coercitiva é uma violência que não pode ser corrigida por habeas corpus, dada sua instantaneidade. A pessoa é conduzida pela polícia para prestar depoimento. Encerrado o propósito da diligência policial, é liberada. Contudo, é um ato violentíssimo e ilegal. Ilegal, pois a pessoa investigada não está obrigada a prestar depoimento, pode simplesmente invocar seu direito de não responder perguntas. E é evidente que se ainda não sabe nada sobre a investigação, e ainda não conseguiu conversar com um advogado sobre o tema, não deve responder a nenhuma pergunta. Então a condução coercitiva só tem razão de ser por sua dimensão de espetáculo. Espetáculo de humilhação da pessoa investigada. Não serve para rigorosamente mais nada, só para a polícia federal fazer sua propaganda institucional, mostrando sua "eficiência no combate ao crime".

Para mim está evidente que essa pretensa "democratização do direito penal, para pegar o andar de cima" sustentada com entusiasmo dentre outros pelo professor Luis Roberto Barroso só se presta à consolidação de uma jurisprudência de flexibilização de direitos fundamentais. Ao invés de avançarmos reforçando os direitos das pessoas "do andar de baixo" (para usar a expressão do Barroso), por exemplo, implementando as audiências de custódia, adotando a prisão preventiva em situações excepcionalíssimas, tornando efetivas as medidas cautelares alternativas, ampliando a atuação das defensorias públicas, etc, estamos adotando um caminho inverso, de desprezo, desamor pelos direitos fundamentais.

Cada um de nós deve refletir sobre que modelo de processo penal deseja em um Estado Democrático, ao invés de se impressionar com o "escândalo da vez". Há irregularidades nos contratos firmados por determinada Universidade Pública? Investiga-se sem fazer disso um espetáculo! Caso os fatos sejam confirmados após o processo, após produzidas as provas em contraditório judicial e exercida a ampla defesa, as penas previstas em lei são aplicadas. É assim que a justiça funciona ou deveria funcionar. E nós juízes deveríamos ser os primeiros a zelar pelo devido processo legal.

É extremamente grave o que está acontecendo, não sei bem como chegamos até aqui, mas é preciso que os juízes façam essa reflexão. O mais impressionante é que pessoas que se tornaram juízes já sob a égide da Constituição de 1988 não aplicam normas de garantia previstas no Código de Processo Penal da ditadura Vargas!

Nem o suicídio do Reitor Cancellier serviu para fazermos uma autocrítica! Está mais do que na hora de refletirmos sobre nossos atos, sobre o papel que a Justiça Federal tem desempenhado nessa crise institucional e para onde estamos indo!
(Por Simone Schreiber - Desembargadora Federal, TRF2 e professora de Direito Processual Penal da Unirio/ via 247)

Brasil tem a 3ª maior população carcerária do mundo: 726 mil presos(dados de junho de 2016)


O total de pessoas encarceradas no Brasil chegou a 726.712 em junho de 2016. Em dezembro de 2014, era de 622.202. Houve um crescimento de mais de 104 mil pessoas. Cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda não possuem condenação judicial. Mais da metade dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros.

Os dados são do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) divulgado hoje (8), em Brasília, pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça.

O sistema prisional brasileiro tem 368.049 vagas, segundo dados de junho de 2016, número estabilizado nos últimos anos. “Temos dois presos para cada vaga no sistema prisional”, disse o diretor-geral do Depen, Jefferson de Almeida. “Houve um pequeno acréscimo nas unidades prisionais, muito embora não seja suficiente para abrigar a massa carcerária que vem aumentando no Brasil”, afirmou

De acordo com o relatório, 89% da população prisional estão em unidades superlotadas. São 78% dos estabelecimentos penais com mais presos que o número de vagas. Comparando-se os dados de dezembro de 2014 com os de junho de 2016, o déficit de vagas passou de 250.318 para 358.663.

A taxa de ocupação nacional é de 197,4%. Já a maior taxa de ocupação é registrada no Amazonas: 484%.

A meta do governo federal era diminuir a população carcerária em 15%. Com a oferta de alternativas penais e monitoramento eletrônico, segundo Almeida, foi possível evitar que 140 mil pessoas ingressassem no sistema prisional.

“E quase todos os estados estão com um trabalho forte junto aos tribunais de Justiça para implementar as audiências de custódia, para que as pessoas não sejam recolhidas como presos provisórios”, explicou o diretor do Depen. Além disso, há a previsão da criação de 65 mil novas vagas para o no próximo ano.

O Brasil é o terceiro país com maior número de pessoas presas, atrás de Estados Unidos e China. O quarto país é a Rússia. A taxa de presos para cada 100 mil habitantes subiu para 352,6 indivíduos em junho de 2016. Em 2014, era de 306,22 pessoas presas para cada 100 mil habitantes.

Tipificação dos crimes

Os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam pessoas às prisões, com 28% da população carcerária total. Somados, roubos e furtos chegam a 37%. Homicídios representam 11% dos crimes que causaram a prisão.

O Infopen indica que 4.804 pessoas estão presas por violência doméstica e outras 1.556 por sequestro e cárcere privado. Crimes contra a dignidade sexual levaram 25.821 pessoas às prisões. Desse total, 11.539 respondem por estupro e outras 6.062 por estupro de vulnerável.

Perfil dos presos


Do universo total de presos no Brasil, 55% têm entre 18 e 29 anos. “São jovens que estão encarcerados”, disse o diretor-geral do Depen. Observando-se o critério por estado, as maiores taxas de presos jovens, com menos de 25 anos, são registradas no Acre (45%), Amazonas (40%) e Tocantins (39%).

Levando em conta a cor da pele, o levantamento mostra que 64% da população prisional são compostos por pessoas negras. O maior percentual de negros entre a população presa é verificado no Acre (95%), Amapá (91%) e Bahia (89%).

Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegaram ao ensino médio. Menos de 1% dos presos tem graduação.

No total, há 45.989 mulheres presas no Brasil, cerca de 5%, de acordo com o Infopen. Dessas prisões, 62% estão relacionadas ao tráfico de drogas. Quando levados em consideração somente os homens presos, o percentual é de 26%.

Mais investimentos

De acordo com Almeida, os resultados do Infopen ajudam a direcionar as políticas públicas para o sistema prisional e na correta aplicação dos recursos financeiros, tanto da União quanto dos estados. O levantamento, em breve, será substituído pelo Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (SisDepen), que vai coletar informações padronizadas e mais eficazes sobre a situação dos presídios.

Segundo o diretor-geral, o Depen está investindo em políticas públicas que qualifiquem a porta de entrada, de saída e as vagas do sistema, de forma a propiciar um “ambiente prisional mais humano”.

Almeida disse que o Depen aplicará mais recursos em políticas de monitoramento eletrônico (tornozeleiras) e de alternativas penais, para penas diferentes da privação de liberdade, além de intensificar a implementação das audiências de custódia junto ao Poder Judiciário. Além disso, as políticas com os egressos do sistema prisional serão expandidas para que eles voltem a trabalhar.

O governo federal também continuará investindo na reforma, ampliação e construção de unidades prisionais para que mais vagas sejam ofertadas. Serão investidos recursos para módulos de saúde, educação e outros tipos de ambientes “para que as pessoas possam cumprir as penas com maior respeito à sua dignidade”.

Em dezembro de 2016, o Ministério da Justiça liberou R$ 1,2 bilhão aos estados, do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), para construção de presídios e modernizar o sistema penal. A medida veio após a edição da Medida Provisória (MP) 755, permitindo a transferência direta de recursos do Funpen aos fundos estaduais e do Distrito Federal.

Em agosto de 2015, o Supremo Tribunal Federal decidiu que as verbas do fundo não podem ficar com saldo acumulado. A decisão obrigou o Executivo a liberar o saldo acumulado do Funpen.

Segundo Almeida, com a aprovação da MP que alterou a Lei Complementar 79/94, esse ano o Depen vai repassar até 75% do Funpen; 10% desse total aos municípios (para políticas de reintegração social) e 90% aos estados, além das transferências voluntárias. O diretor-geral do Depen não soube precisar os recursos que serão distribuídos até 31 de dezembro.

O Infopen está disponível no site do Ministério da Justiça.
(Rede Brasil Atual)

China e Cuba dispostas a estreitar cooperação entre sindicatos

A Federação Nacional de Sindicatos da China (Acftu) e a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) manifestaram disposição de estreitar a cooperação e apoiar os planos de atualização socioeconômica em seus países, confirmou hoje uma nota oficial
Central dos Trabalhadores de Cuba em comemoração aos 78 anos do sindicato 

Durante uma reunião efetuada nesta capital, o vice-presidente do grêmio asiático, Li Yufu, e o secretário geral da CTC, Ulisses Guilarte, expressaram suas posturas e também o caráter estratégico e especial das relações sindicais.

Ambos os dirigentes trocaram sobre o papel de suas organizações depois da entrada da China numa nova era de renovação e do processo que empreendeu Cuba para atualizar seu modelo econômico e social.

Li indicou que a amizade e a irmandade entre os dois países e seus povos permitiram ampliar e potenciar a troca da Acftu e a CTC em temas de mútuo interesse, precisa a nota diplomática.

Por sua vez, Guilarte referiu-se ao recente diálogo do Partido Comunista de Chinesa (PCCh) com partidos políticos a mais de 120 países do mundo e considerou-o uma iniciativa importante para conseguir uma comunidade de futuro compartilhado com paz duradoura, segurança, prosperidade, abertura, equidade e justiça social.

O dirigente cubano, quem é também membro do Bureau Político do Partido Comunista de Cuba, encabeçou a delegação da ilha nesse foro, celebrado de 30 de novembro a 3 de dezembro em Beijing. Ademais sustentou encontros com altos servidores públicos chineses e percorreu a Escola Central do PCCH
(Prensa Latina/ Portal Vermelho).

Orçamento/miséria, em contraste com a generosidade com as multinacionais


“O Brasil não sobreviverá a mais 19 orçamentos como esse”, alerta o deputado Bohn Gass

O Congresso Nacional deve apreciar o projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018 (PLN 20/2017) na próxima terça-feira (12). O líder do PT na Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Bohn Gass (PT-RS), observou que esse é apenas o primeiro orçamento feito com os limites impostos pela Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos públicos por 20 anos. “É um orçamento sem investimentos, principalmente em políticas sociais e de consumo, o que já alerta para a necessidade de revogarmos a EC 95. O Brasil não sobreviverá a mais 19 orçamentos como esse”, afirmou.

Bohn Gass disse que ainda aguarda o parecer final da Comissão de Orçamento, que deverá ser entregue até segunda-feira (11), para fazer uma avaliação mais profunda de tudo que o País está perdendo por causa desse limite dos gastos públicos. “Mas já sabemos que o salário mínimo, que garante o consumo da maioria dos brasileiros, foi reduzido. O governo ilegítimo de Temer também cortou recursos para programas essenciais para a população de baixa renda, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para a reforma agrária, para habitação e tantos outros”, enumerou.

O deputado Bohn Gass aproveitou para criticar as opções econômicas do governo Temer. “Enquanto os parlamentares votavam na CMO um orçamento apertado, sem investimento e com cortes que prejudicam os mais pobres, o governo trabalhava para aprovar, em plenário, uma medida provisória (a MP 795/17) que abre mão de arrecadar R$ 1 trilhão em tributos em favor das petroleiras internacionais”, lamentou.

Orçamento ainda precisa ser aprovado pela Comissão Mista de Orçamento

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocou sessão do Congresso Nacional para a próxima terça-feira (13), às14h. Em pauta, além de cinco vetos presidenciais que não foram apreciados na sessão da última quarta-feira (6), estarão 15 projetos de lei e a proposta orçamentária para 2018.

Antes de ser apreciado em plenário, o Orçamento da União para o próximo ano ainda precisa ser aprovado pela Comissão Mista de Orçamento. A expectativa é a de que o relatório final seja apreciado pelo colegiado na própria terça-feira pela manhã.
(PT Câmara)

Recuperação da atividade industrial é balela. Crise e falta de investimentos gerou 2 milhões de desempregados


Dois milhões de trabalhadores têm sentido na pele as consequências do processo de desmonte da indústria nacional. Valtenir Oliveira dos Santos faz parte desta estatística. O lixador industrial trabalhou no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, e há um ano e meio foi demitido do emprego.

Santos era contratado de uma empresa terceirizada da Petrobras e não recebeu a indenização referente a sua demissão até hoje. O caso do lixador industrial é bem similar aos mais de 30 mil trabalhadores que atuavam no Comperj e foram demitidos. O Complexo Petroquímico foi um dos principais impulsionadores de emprego no estado do Rio.

“Foi um sonho para todos nós, em especial o morador do Rio de Janeiro que tinha a esperança de ficar trabalhando no Comperj. Sofremos este golpe e logo depois tudo desmoronou. Muitos trabalhadores de Itaboraí e São Gonçalo ficaram morando na rua, muitos sofreram depressão, se mataram”, conta Santos que também integra o Movimento Somos Todos um Só Rio composto por trabalhadores desempregados de todo o estado.

Lava Jato é uma das responsáveis pela crise econômica


A crise econômica que tem impactado a indústria nacional encontra a sua origem em uma série de medidas como o ajuste fiscal implementado pelos governos federais, estaduais e municipais; a redução do papel do Estado na economia; as altas taxas de juros; a queda no preço das commodities; a crise política e também a condução da Operação Lava Jato.

Cloviomar Cararine é técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e assessor da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Ele explica que a consequência da Lava-Jato na economia brasileira tem sido desastrosa.

“Esse modelo que a Lava-Jato adotou de combate à corrupção atacou diretamente o setor mais dinâmico da economia brasileira, que é o setor de petróleo, que tem a Petrobras como a principal empresa. Junto com isso, a Lava-Jato também atingiu as empresas que prestam serviço para a Petrobras, que tinham relação direta com a companhia, afetando toda uma cadeia produtiva”, destaca o economista.

De acordo com Cararine, os estados mais afetados com a onda de desemprego na indústria nacional são aqueles que tinham estaleiros. É o caso do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

“No caso da Petrobras diretamente, entre próprios e terceiros, identificamos 260 mil empregos a menos nesse período. Na indústria naval notamos 47 mil empregos a menos”, detalha Cararine.

A saída apontada pelo pesquisador e também por outros especialistas da área para evitar que o cenário de desemprego chegue a proporções alarmantes como a atual, está em rever a estratégia utilizada pela Justiça brasileira para combater à corrupção. Segundo Cararine, a empresa não pode ter o seu investimento prejudicado por práticas ilegais realizadas por terceiros. Ele aponta que para combater a corrupção é importante identificar o que é lícito e ilícito na relação Estado e setor privado e, a partir daí, tomar as medidas cabíveis para evitar que práticas de corrupção ganhem espaço.
(Brasil de Fato)

Fifa suspende Guerrero um ano por dopping e atacante fica fora da Copa do Mundo na Rússia

Guerrero comemorando gol

A FIFA puniu Guerrero com um ano de suspensão por dopping.

O jogador peruano Paolo Guerrero, do Flamengo e da seleção do Peru, testou positivo para o "metabolito da benzoylecgonina de cocaína", uma substância incluída na lista da Agência Mundial Antidopagem (AMA) na classe "S6: estimulantes", em exame feito após o empate nas eliminatórias contra a Argentina em Buenos Aires.

A FIFA especificou que o "período de validade da suspensão começa em 3 de novembro de 2017, data em que o jogador foi temporariamente suspenso pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA" e abrange "todos os tipos de jogos no campo nacional e internacional, amistoso ou oficial ".
 [Fonte: BBC/ via Blog do Mello]

ALDIR BLANC PEDE PRISÃO DE TEMER E AÉCIO NA OPERAÇÃO “DE FRENTE PRO CRIME”


"Depois da operação "Esperança Equilibrista", João Bosco e eu esperamos que a Polícia Federal prenda também Temereca, Mineirinho Trilhão157, que foi ajudado pela Dra. Carmen Lúcia, e o resto, aquela escória do Quadrilhão que impera, impune, no Plabaixo.

A nova Operação se chamaria "De frente pros crimes" dos que sempre ficam impunes, com ajudinhas de Gilmares, Moros, PFs, etc.

Também esperamos que ninguém se suicide ou seja suicidado nessas operações, o que já é marca registrada das forças repressoras que servem aos direitistas do Brasil.
(Ass. João Bosco/ Aldir Blanc"/ via 247)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Rosa Weber será a presidenta do TSE, nas eleições do ano que vem



A ministra Rosa Weber(STF) é quem comandará as eleições do próximo ano, como presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, para o qual foi eleita vice, hoje.

É que o presidente eleito para o cargo a partir de fevereiro do ano que vem, ministro Luís Fux(STF), ficará no cargo até agosto, pois a regra vigente para o exercício limita a quatro anos a atividade naquela Corte.

De positivo, saber-se que Gilmar Mendes, O Abominável, deixará a presidência do TSE em fevereiro próximo, bem como o tribunal, já que completará os quatro anos.

De negativo, a suspeita que Rosa sofra recaída e volte a aconselhar-se com o ex-assessor, no julgamento da A P Nº 470(Mensalão), o malsinado juiz Sérgio Moro, tido como responsável pela talvez mais canalha frase já proferida por um togado, quando disse que não tinha provas contra José Dirceu, mas o condenava porque a literatura jurídica assim o permitia.

Se Rosa for dirigir o TSE prenhe dessas convicções que prescindem das leis e das provas em autos, certamente corre-se o risco de termos eleições marcadas pela ilegitimidade. Tomara que não!  

Criatura e criador


A Justiça Federal decretou, ontem, o bloqueio de R$17 milhões das contas do voraz/ladravaz D. Costa, além de indisponibilizar os R$300 mil encontrados no apartamento do meliante a quando de sua prisão.

Foram bloqueados, ainda, 39 veículos da frota do patife, uma fazenda em Nova Timboteua(PA) e um apartamento em São Paulo, avaliado em R$2 milhões, sem contar a determinação para que a PMB se exima de pagar o que reclamam as empresas de Dudu na justiça.

Mesmo tudo isso ainda é pouco diante do oceânico roubo de R$400 milhões dos cofres públicos, segundo cálculos da justiça federal, diante da suspeita que o roubo em regime full time operado por Costa pode ser ainda mais vultoso.

Além disso, há sua inelegibilidade por oito anos, outra medida importante para o momento, capaz evitará eventual investidura em mandato parlamentar, seguida da aquisição de foro privilegiado.

Mesmo assim, percebe-se que o clepto alcaide deverá continuar milionário, tudo às custas dos cargos públicos que ocupou, pois desde sua eleição para vereador, em 1988, já trazia a marca do trambique, quando foi acusado de vender emendas à Lei Orgânica à máfia do Setrans-Bel.

Desde então, não parou mais de usar os cargos públicos que ocupou para enriquecer ilicitamente, até chegar à prefeitura de Belém, beneficiado que foi pelo uso indecente da máquina do governo estadual nas mãos do PSDB, para assim empreender essa maratona de assaltos.

Ironicamente, o mesmo governador responsável pela chegada do dito bandido à PMB é atualmente governador novamente, mas finge que nada tem a ver com a ladroagem ora averiguada e guarda-se em silêncio tibetano sobre o assunto.

Assim como não deve pronunciar um 'ai' a respeito da provável decisão da justiça eleitoral em cassar outro aliado seu, o atual prefeito Zenaldo Jr.

Seguirá despido da credibilidade pública, com os ouvidos atentos apenas aos elogios de seus áulicos a respeito de sua vestimenta real, até que apareça alguém, uma criança que seja, para atestar o óbvio: o déspota está nu.

Derrota da truculência tucana e da irresponsabilidade de Jatene


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em Brasília determinou, nesta quarta-feira (6), a realização da consulta prévia, livre e informada dos povos indígenas da região da Volta Grande do Xingu, afetados pela empresa canadense Belo Sun, seguindo o protocolo de consulta elaborado pelos próprios indígenas, conforme orienta a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF-PA), os povos indígenas Juruna e Arara da Volta Grande do Xingu deverão ser consultados sobre o empreendimento. Com a decisão do TRF1, fica suspensa a licença de instalação da mineradora no município de Senador José Porfírio. O governo do Pará só poderá prosseguir com os procedimentos ao licenciamento após essa consulta.

Ainda de acordo com o MPF do Pará, a empresa argumenta que a consulta prévia não está regulamentada, mesmo sendo lei no Brasil. Agora, com a decisão de que os protocolos de consulta devem ser realizados, o Tribunal afastou a necessidade de regulamentação.

A mina para extração de ouro estaria, aproximadamente, a 10 km de distância da barragem de Belo Monte, usina localizada em Altamira — cidade mais violenta do país, segundo o estudo Atlas da Violência 2017 — em uma área conhecida como Volta Grande do Xingu e onde vivem muitas comunidades ribeirinhas, povos indígenas, garimpeiros e agricultores assentados pela reforma agrária.

O MPF foi o autor da ação civil pública, em tramite desde 2013. Nela, também foi apontada a ausência de estudos que avaliassem os impactos da operação do empreendimento sobre os povos indígenas. A justiça Federal de Altamira, em 2014, ordenou a realização do chamado Estudo de Componente Indígena (ECI) e agora o estudo deve ser elaborado.

A empresa chegou a apresentar um ECI, mas a Fundação Nacional do Índio (Funai) o considerou inapto porque os dados foram colhidos fora das terras indígenas que deveriam ser objeto do estudo.

De acordo com o MPF, a empresa Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes&Manhattan, divulga aos investidores que extrairá cerca de 50 toneladas de ouro em 12 anos.

O projeto Volta Grande de mineração contará ainda com uma barragem de rejeitos com capacidade de 35,43 milhões de metros cúbicos ao final da operação. O MPF alerta para o risco e lembra o que ocorreu com a barragem de Fundão, em Mariana, onde o rompimento de rejeitos vazou 34 milhões de metros cúbicos de rejeitos, ocasionando a morte de 19 pessoas e toda a bacia do rio Doce em 2015. A empresa que assinou os laudos de segurança da barragem de Fundão é a mesma que assina os laudos da Belo Sun.
(MPF/ Brasil de Fato)

NA REPÚBLICA DOS LARÁPIOS

 

UM ANO DE ATAQUES CONTRA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS

Há quase um ano, no dia 9 de dezembro de 2016, a polícia federal irrompeu na UFRGS, em vista de uma suspeita de fraude em um programa de extensão. A polícia federal batizou todo o movimento de “Operação PhD”.

Pouco tempo depois, em 13 de fevereiro de 2017, algo similar aconteceu na nossa universidade: numa operação (batizada de “Research”), foram envolvidos mais de 180 agentes federais, cumprindo vários mandados de prisão e oito conduções coercitivas.

Mas o pior estava por vir: no dia 14 de setembro de 2017, numa operação batizada de “Ouvidos moucos” (em alusão direta à suposta falta de respostas da Universidade aos órgãos de controle), a polícia chega na UFSC para cumprir sete mandados de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Mais de 115 policiais foram envolvidos na operação – que vieram inclusive de outros estados. Nesse caso, porém, houve um fato grave adicional: o próprio Reitor da UFSC – Luiz Cancellier de Olivo – foi preso “por obstruir investigações”. Os supostos desvios (ainda em fase de investigação e apuração) teriam ocorrido na gestão anterior a dele. Levado a um presídio, algemado, submetido à revista íntima e solto logo depois, mas impedido por ordem judicial de colocar os pés na universidade que o elegeu, Cancellier cometeu suicídio no dia 02 de outubro de 2017.

Para quem imaginava que esta tragédia serviria para que a escalada contra as universidades fosse objeto de reflexão e cuidado, hoje, dia 6 de dezembro de 2017, vem outro grande choque: o alvo foi a UFMG. Outra operação policial, com 84 policiais federais, 15 auditores da CGU e dois do TCU cumpriu oito mandados de condução coercitiva e onze de busca e apreensão. A operação – não sem certo mal gosto irônico – foi intitulada “Esperança equilibrista” (numa referência direta a uma canção símbolo da época da redemocratização brasileira, “O bêbado e o equilibrista”). Foram conduzidos coercitivamente os atuais reitor e vice-reitora da UFMG (Jaime Ramirez e Sandra Almeida), além de servidores e dirigentes das gestões anteriores.

Como se viu, em pouco menos de um ano, 4 das maiores universidades federais do Brasil (UFMG, UFRGS, UFSC e UFPR), sofreram impactantes operações policiais, com quantidade de agentes (geralmente também acompanhados de auditores de órgão de controle) suficientes para um conflito armado. Todas com imensa e desmedida repercussão midiática. Em alguns desses casos, com prisão ou condução coercitiva das autoridades máximas – no planos administrativo e simbólico – das instituições universitárias. Nunca se viu um cenário desses antes.

As universidades, seus professores, servidores técnicos e pesquisadores teriam se pervertido tanto assim em um ano? Teriam se transformado de repente em ninhos de bandidos? E se perceba: se está falando de instituições tradicionais – a nossa UFPR é centenária – que durante décadas foram vistas como celeiros do conhecimento brasileiro e da formação de gerações. As universidades não são perfeitas, como nenhuma instituição pública ou privada o é, mas seguramente não são esse antro de corrupção, descontrole e ineficiência que as ações policiais sugerem e que a mídia propaga.
Se é assim, é melhor olhar com certa frieza para o que há de comum nesse triste contexto. Primeiro, operações policiais e órgãos de controle têm elegido as universidades públicas como principais focos de sua atenção. Não são os ministérios, autarquias ou os demais órgãos federais – seguramente nenhum deles berços infalíveis de virtudes infinitas; agora os olhos do controle e da repressão se voltam para as universidades públicas.

Segundo: de repente – mais do que em qualquer outro tempo – a imprensa se concentra no que acontece nas Universidades. Mas não para falar sobre os milagres cotidianos que operamos (na formação das pessoas, na ciência, na tecnologia, na inovação ou na inclusão social), mas naquilo que, aos seus olhos, lhe parece suspeito, mesmo que ainda não haja investigação ou decisão definitiva sobre o que se noticia.
Terceiro: todas essas confusões – todas – são feitas sem que haja um juízo condenatório definitivo: o escarcéu repressivo e midiático acontece antes e a apuração de responsabilidades vem depois.

Quarto: parece que houve uma suspensão de alguns direitos no Brasil, como a presunção de inocência, o devido processo legal e a dignidade da pessoa humana. O clima policialesco e a mentalidade inquisitória parecem ter definitivamente suplantado uma cultura de direitos que valorizava a liberdade. Em nome de um certo moralismo administrativo e de uma sanha punitivista, garantias e direitos individuais são colocados como detalhes incômodos e inconvenientes.

Quinto: o princípio da autonomia universitária (prevista no art. 207 da Constituição), por todas as razões antes já mencionadas, hoje foi reduzido a pó e a letra morta.

O momento é de fato grave: enquanto deputados ou senadores filmados em flagrante delito por graves desvios são soltos pelos seus pares, reitores têm sua liberdade cassada. A sociedade deve, com muita premência, pensar que tipo de mundo pretende construir quando instituições como as universidades públicas (responsáveis por cerca de 90% da ciência e tecnologia do Brasil) são demonizadas, expostas, desrespeitadas e quando seus dirigentes são imolados publicamente.

O Brasil precisa pensar em que tipo de futuro quer apostar. E para mim a resposta só pode ser essa: é momento de resistir e defender a Universidade Pública. Viva a UFRGS! Viva a UFSC! Viva a UFMG! Viva a UFPR!

Ricardo Marcelo Fonseca

Reitor da UFPR