Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

"Não podemos aceitar a barbárie do estupro"


Nesta quarta-feira (25) um crime brutal chocou o país. A notícia da jovem de 17 anos que foi estuprada por 33 homens, em uma comunidade no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre a cultura de estupro e a naturalização deste crime. Depois de passar horas violentado a jovem, os criminosos divulgaram vídeos e fotos na internet vangloriando-se do fato. A barbárie completa. 

A deputada Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB, publicou uma nota de repúdio onde exige justiça para a vítima e punição aos estupradores. “Não podemos nos calar diante dessa cultura que naturaliza a violência contra a mulher. Não podemos aceitar como normal essa barbárie que é o estupro. Não vamos nos calar diante da violência. Não vamos nos calar enquanto não houver justiça para a menina do Rio de Janeiro, para cada uma de nós, para todas nós!”, disse.

No mesmo dia que este crime veio à tona, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), recebeu o ator de filmes de conteúdo adulto, Alexandre Frota, para “apresentar uma pauta” ao ministério. Há menos de um ano, Frota confessou que cometeu um crime de estupro em um programa veiculado em cadeia nacional. Em tom sarcástico, o ator gargalhava e humilhava a vítima.

Ainda neste mesmo dia, que parecia não ter fim, o Instituto Patrícia Galvão informou que em quatro anos dobrou o número de abusos sexuais no metrô de São Paulo. Estes fatos deixam claro que passou da hora de combater a cultura de estupro no país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil.

O caso da jovem no Rio de Janeiro ganhou repercussão nacional e até a noite desta quarta-feira (25) o Ministério Público já havia recebido mais de 800 denúncias de pessoas que viram o conteúdo compartilhado pelos estupradores na internet. Até o momento dois já foram identificados pela polícia.

A polícia do Rio de Janeiro mantém sigilo sobre a identificação dos criminosos. Quem tiver informações pode entrar em contato através do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.
(Mariana Serafini/ Portal Vermelho)

O "câncer" da economia

Khair e Dowbor: juros pagos no país impedem consumidor e empresas de retomar investimentos / Divulgação

O economista Amir Khair, secretário de Finanças da gestão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo (1989-1992), disse nesta quarta-feira (25) que é falsa a tese do "cobertor curto" enfatizada nas medidas do governo interino de Michel Temer para justificar o corte de programas sociais. Ele participou do debate “Os caminhos da esquerda diante do golpe”, realizado na Universidade de São Paulo (USP).

Khair também questiona a relevância de se falar em contas primárias, no déficit de R$ 170,5 bilhões aprovado pela Câmara, que escondem os juros pagos pelo governo aos detentores de títulos da dívida pública. Ele destacou que, do ponto de vista nominal, as contas de 2015 ficaram com déficit de R$ 620 bilhões, dos quais R$ 502 bilhões foram gastos com o pagamento de juros. “Isso representa 82% do déficit." Um montante para o qual a coalizão do impeachment – mídia, Judiciário, Congresso e setores conservadores – não faz questão de olhar.

O economista também criticou a reforma da Previdência, que é pretendida pelo governo Temer, possivelmente adotando uma idade mínima para a concessão de aposentadoria. “Aí você faz uma reforma da Previdência, em vez de reduzir a taxa de juros, que é o verdadeiro câncer da economia.” O economista destacou que na prática o consumidor está pagando 150% ao ano de juros: “O preço financiado está pagando o preço à vista duas vezes e meia, é impossível a economia crescer com esse freio”.

O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Ladislau Dowbor analisou o que chama de “quatro motores” da economia, e que na presente crise estão travados, ou não estão com força suficiente para reverter o quadro de estagnação: exportação, demanda das famílias, atividade empresarial e investimentos do Estado.

Segundo Dowbor, além dos R$ 502 bilhões para os bancos pelo serviço da dívida, há R$ 880 bilhões pagos em juros anualmente no país, pagos por empresas e pessoas que adquirem crédito. Somando as quantias, chega-se a R$ 1,38 trilhão pago anualmente em juros pela sociedade, o que é um problema bem mais expressivo que os R$ 170 bilhões que o governo discute nas contas primárias. “É só parar de transferir esse monte de dinheiro para os bancos. É surrealista, pessoas de fora do Brasil não conseguem entender isso.”
(Helder Lima- RBA/via Brasil de Fato)

Se Lava Jato não parar, Temer cai e Dilma volta


Sempre me espanto com a incapacidade de grande, enorme, imensa, descomunal parcela das pessoas – muitas e muitas vezes, eu mesmo incluído – de não enxergar um tantinho mais à frente do balé cotidiano dos fatos. De não sermos capazes de calcular o que este ou aquele processo político – por exemplo – poderá gerar em breve.

Há quase três anos completos (em junho de 2013), uma quantidade assustadora de pessoas não enxergou que aquilo tudo ia dar merda – e era tão previsível, então… Nos tempos presentes, porém, demorei a enxergar aonde tudo o que está acontecendo iria dar.

Até uns seis meses atrás, o impeachment parecia a vitória definitiva da direita e o esmagamento da esquerda. Era difícil imaginar, então, que, tendo o Judiciário, o Legislativo, a Mídia, o Ministério Público e a Polícia Federal contra, Dilma poderia dar a volta por cima.

Na verdade, pouco antes e pouco depois da votação do impeachment na Câmara – evento que exibiria ao mundo a mediocridade e a profunda deformação moral do Poder Legislativo brasileiro – a queda definitiva da presidente parecia favas contadas…

Não era.

A esta altura, o governo Michel Temer deveria estar deslizando pelo cenário político em velocidade de cruzeiro, sem sobressaltos, com a mídia reproduzindo e produzindo (muito) só o que lhe seria favorável.

Acima de más notícias, no Congresso as diretrizes econômicas de longo prazo – aquelas que até há pouco vinham sendo negadas a Dilma – passariam a ser realidade como se estivessem deslizando sobre manteiga.

E, por fim, a exibição de “comando” de Temer no Congresso, com a aprovação fácil da meta fiscal.

Tudo estaria correndo às mil maravilhas para os golpistas se não fosse uma série de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro e delator da Operação Lava Jato, Sergio Machado, que atingiu o governo de facto em cheio.

Romero Jucá era um dos homens-chave do golpe. Teria posição de protagonismo, seria o operador de Temer na Nova Ordem. A facilidade com que foi abatido, porém, mostra o potencial da Lava Jato se não for paralisada, mas mostra, também, que céus e terras se moverão para abafar um processo que pode gerar, se não o maior fenômeno social e político do Ocidente no século XXI, pelo menos o mais rico em ineditismos sócio-políticos-institucionais.

Como se fosse pouco a Lava Jato ter potencial para alcançar o novo governo, inclusive o próprio titular do novo governo, Michel Temer, a Operação teria potencial para alcançar o PSDB do senador Aécio Neves.

Salve-se quem puder, essa é a ordem do dia na política brasileira.

Não se salvará quase ninguém. E o que é pior: alguns correm o risco de ser sacrificados injustamente, nos dois – ou nos três, nos quatro ou mais – lados dessa guerra cívico-político-judicial-institucional em curso.

Tucanos e peemedebistas, entre tantos outros parlamentares e chefes do poder executivo, já estão até buscando advogados. A novidade é que a montanha de escândalos nunca apurados de tucanos e seus aliados está sofrendo um começo de avalanche. As pedras começam a se soltar e a montanha é quilométrica.

Com o PT fora do poder, massacrá-lo ainda mais tornou-se “desnecessário”. Ninguém chuta cachorro que pensa que está morto.

Enquanto isso, a disputa pelo poder prossegue. Neste momento, o melhor seria abafar a Lava Jato, mas a denunciação constante que os alvos do golpe têm feito contra as pretensões de enterrar investigações antes que cheguem a tucanos e até à própria mídia, tem surtido efeito.

A imprensa internacional já caiu matando após a divulgação da gravação entre o agora ex-ministro (após 12 dias) Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. Veículos estrangeiros podem enviar equipes de jornalismo investigativo para cobrir nossa crise política porque, como vem sendo cogitado, ela pode derivar de interesses geopolíticos de potencias estrangeiras.

Trocando em miúdos: o plano golpista contra Dilma foi bem tramado demais para ser obra (só) de brasileiros.

Enquanto isso, enquanto a dita “grande imprensa” brasileira tenta se fazer de trouxa diante da divulgação de que o impeachment foi levado a cabo para parar a Lava Jato derrubando sua única fiadora, Dilma Rousseff, a correspondente internacional da mídia brasileira não se deixa enganar e já decreta que o impeachment foi golpe, sim.

As dificuldades do governo golpista do Brasil no cenário internacional serão muitas. Haverá esfriamento de acordos e os investimentos estrangeiros e nacionais continuarão fora da ordem do dia devido àquilo que os nossos vizinhos sul-americanos chamam de “incertidumbre”, ou seja, incerteza.

Ninguém sabe quem vai estar governando o Brasil daqui a seis meses…

A questão mais perigosa, porém, vem agora. Trata-se da fraqueza do “presidente da República” de facto, Michel Temer. Além de seu “machistério” envolvido em corrupção, o próprio líder (de fachada) dos golpistas estáenrolado até o pescoço na Lava Jato.

Em planilhas apreendidas pela Polícia Federal na casa de um executivo da Camargo Corrêa, Temer é citado 21 vezes entre 1996 e 1998, quando era deputado pelo PMDB, ao lado de quantias que somam US$ 345 mil.

A investigação ocorreu em 2009, durante a Operação Castelo de Areia, cujo alvo era a empreiteira, e apurava suspeitas de corrupção e pagamento de propina a políticos para obter contratos com o governo. Temer refutou as acusações e a Castelo de Areia não foi adiante.

Em 2014, a Operação Lava Jato prendeu três diretores da Camargo Corrêa e descobriu uma nova planilha que também apontava para Temer e políticos tucanos. O documento relaciona o vice-presidente a dois pagamentos de US$ 40 mil por projeto de pavimentação em Araçatuba e pela duplicação de uma rodovia em Praia Grande, cada um deles estimados em US$ 18 milhões.

Em 2015, Júlio Camargo, ex-consultor da empresa Toyo Setal, em acordo de delação premiada com a Lava Jato, afirmou que o lobista Fernando Baiano era operador da cota do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, representando principalmente o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e Michel Temer.

No ano passado, o nome de Temer apareceu ligado também à OAS, ao lado de Eduardo Cunha e Renan Calheiros. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou indícios de que Temer recebera R$ 5 milhões do dono da empreiteira, José Aldemário Pinheiro, condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A suspeita partiu de conversas registradas no celular de Pinheiro, apreendido em 2014, em que Cunha questiona o empreiteiro por ele pagar os cinco milhões de reais a Temer de uma vez e adiar o repasse aos outros líderes do PMDB.

Essa foi uma das informações que fundamentou a ordem do Supremo Tribunal Federal à Polícia Federal para que fosse deflagrada a Operação Catilinárias, que atingiu as principais lideranças do PMDB, como Eduardo Cunha, Renan Calheiros, o senador Edison Lobão (MA) e os ministros Celso Pansera e Henrique Eduardo Alves.

Em fevereiro deste ano, o senador Delcídio do Amaral (MS), em acordo de delação premiada, envolveu Temer em um caso de aquisição ilícita de etanol por meio da BR Distribuidora, ocorrido entre 1997 e 2001, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

No depoimento, Delcídio afirma que Temer chancelou a indicação de João Augusto Henriques e Jorge Zelada a cargos de direção da Petrobras; ambos foram condenados na Operação Lava Jato, sendo que Henriques é apontado como principal operador do esquema e teria sido apadrinhado por Temer.

Enfim, é “só” isso que pesa contra Temer.

Como a velocidade dos fatos está sendo muito superior à de um golpe que só será irreversível daqui a seis meses, não se descarta a possibilidade de que o atual governo chegue às eleições de 2016 totalmente exangue, ou que caia antes disso, com um processo correndo contra Temer em um Congresso fortemente pressionado pela opinião pública.

Lá pelo fim de 2016, portanto, talvez venha a ser fácil para Dilma conseguir os três senadores que lhe faltam para rejeitar o impeachment no Senado e para, em um final surpreendente de tudo isso, recuperar o cargo que recebeu em 2014 da maioria democrática dos brasileiros.
(Eduardo Guimarães/ Blog da Cidadania)

Se há alguma justiça poética numa trama imunda, é que Aécio morreu


Se há uma justiça poética nesta trama sórdida do golpe é a seguinte: quem mais saiu desmoralizado dele é Aécio.

Ele já foi comido, para usar uma expressão dos áudios gravados que viralizou.

Não vou escrever, vou gritar: bem feito, Playboy!

Aécio é agora nacionalmente conhecido como covarde. Renan falou de seu medo diante da delação de Delcídio, de sua paúra em saber se havia mais coisas que o incriminassem – como se as que houvesse não fossem bastantes.

Depois Renan tentou remediar e transformou a medo em “indignação”, e aqui peço uma pausa para gargalhadas.

O mesmo Renan que carimbou na testa botocada de Aécio a palavra covarde definiu Dilma como dona de uma “incrível bravura pessoal”.

Aécio merece o final patético de sua carreira. Com a proteção da mídia, notadamente da Globo, ele era um corrupto que conseguia passar por moralista, a exemplo de seu tutor FHC.

O grau de proteção de Aécio na mídia pode ser avaliado nisto: o editor de política do Globo em Brasília, Paulo César Pereira, é seu primo. Um jornalista de Brasília familiarizado com Paulo César disse ao DCM: “Ele passa imediatamente ao Aécio tudo que os repórteres lhe contam.”

E, evidentemente, suprime coisas negativas para o primo.

Não é tudo. Paulo César é casado com uma das principais repórteres da GloboNews, Andrea Saadi. Aécio é padrinho de casamento dos dois.

Isto é o jornalismo à Globo, aos Marinhos – isentão.

O conforto majestoso em que Aécio vivia diante de uma imprensa que massacrava seus adversários acabou por culpa dele mesmo.

Aécio foi a peça inicial a partir da qual as demais peças do golpe se movimentaram. Ao se comportar como o pior perdedor da história do Brasil, ele começou um processo que acabaria por engoli-lo.

Repito: fez-se aí justiça poética.

O esquema de propinas de Furnas, que ele comandou por muitos anos sem que ninguém o incomodasse nem na imprensa e muito menos na Polícia Federal, surgiu com inédito destaque na delação de Delcídio.

Até então, ele, com sua hipocrisia descarada, dizia que era invenção dos adversários. (O DCM produziu, há pouco, um documentário com evidências esmagadoras.)

Apenas para lembrar, lembremos que Delcídio, sobre Furnas, colocou Aécio e Dilma em situações opostas, como fez agora Renan. Disse que a raiz do boicote de Eduardo Cunha a Dilma residiu no fato de ela varrer a corrupção ancestral de Furnas, e enxotar um homem de Cunha.

Aécio fez sua campanha toda presidencial com a fantasia demagógica de homem puro. Cada frase sua continha a palavra corrupção, atirada contra uma mulher que é, ao contrário dele, íntegra e honesta.

Não tivesse ele feito o que fez, em 2018 seria certamente o candidato do PSDB à presidência. E poderia contar com um eventual desgaste do PT para chegar – pelos votos – ao Planalto.

Mas ele desencadeou um processo que simplesmente liquidou uma carreira que sempre dependeu da supressão, por seus comparsas entre os barões da imprensa, de uma vasta coleção de delinquências.

Os sonhos presidenciais de Aécio estão tão mortos quanto seu tio Tancredo. Ele já foi comido, digerido e vomitado.

Grito mais uma vez: bem feito, Playboy.
(Paulo Nogueira/ DCM)

Povo continua nas ruas contra governo golpista de Temer

Povo volta a ocupar as ruas contra governo golpista de Temer
A quarta-feira (25) foi mais um dia de protestos massivos contra o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). Ocupações, atos culturais e manifestações de rua em diversas capitais do Brasil mostraram que o povo brasileiro não reconhece o presidente golpista.

Em Belo Horizonte, milhares de pessoas ocuparam as ruas do centro da cidade pedindo a volta da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), afastada em um processo ilegítimo de impeachment, em ato convocado pela Frente Brasil Popular. O protesto recebeu apoio das ocupações contra a extinção do Ministério da Cultura que ocorrem na cidade na Funarte (Fundação Nacional da Arte) de Minas Gerais e do Centro de Referência da Juventude.


Em São Paulo, centenas de pessoas protestaram na avenida Paulista contra o governo Temer. O ato também foi convocado pela Frente Brasil Popular e contou com a presença do bloco das mulheres, da Marcha Mundial das Mulheres. Outro grupo de manifestantes se reuniu na Paulista contra os cortes na educação em escolas e universidades estaduais do governo de Geraldo Alckmin.

Em São Paulo, centenas de pessoas protestaram na avenida Paulista contra o governo Temer. O ato também foi convocado pela Frente Brasil Popular e contou com a presença do bloco das mulheres, da Marcha Mundial das Mulheres. Outro grupo de manifestantes se reuniu na Paulista contra os cortes na educação em escolas e universidades estaduais do governo de Geraldo Alckmin.

Em Curitiba, os manifestantes fizeram escracho em frente a sede do PMDB.

Em Manaus, o ato ocorreu na ocupação da sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O cantor Leoni fez show em apoio à ocupação realizada em protesto à extinção do Ministério da Cultura pelo governo golpista.

São aos menos 27 cidades que tem ocupações da sede da Funarte ou do Ministério da Cultura contra a extinção da pasta.

Confira mais atos que ocorrem por todo o Brasil aqui: www.pt.org.br/agenda
(Agência PT de Notícias)

Mais revelações bandidas da trama canalhocrata


Leia a nova  conversa entre Sérgio Machado e José Sarney que a Folha de São paulo acaba de divulgar...Veja como foi construido o golpe para derrubar Dilma..Note que eles falam, falam, mas  mesmo sendo conversas gravadas, clandestinamente, ninguém tem nada a comentar sobre a honestidade de Dilma  Lula...Mais uma conversa em que se pode notar que o golpe foi planejado com ajuda do PSDB....Leiam

O ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) confidenciou ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que a oposição no Congresso estava resistindo à ideia de apoiar uma transição com Michel Temer na Presidência da República e que um apoio só foi aceito após "certas condições", as quais ele não detalhou.

A resistência dos opositores, segundo Sarney, foi vencida após uma intervenção do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Nem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Eles aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições", disse Sarney a Machado, que assinou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Sarney fez os comentários após Sérgio Machado dizer que "para o PSDB a água bateu aqui também. Eles sabem que são a próxima bola da vez", em referência às investigações da Operação Lava Jato.

Sarney respondeu: "Eles sabem que não vão se safar".

"E não tinham essa consciência. Eles achavam que iam botar todo mundo de bandeja", opinou Machado. Segundo o ex-presidente da Transpetro, agora tinha que ser "construída" alguma "solução", segundo a qual "Michel tem que ir para um governo grande, de salvação nacional, de integração".

Sarney disse que teve uma conversa com Temer e que "tudo isso está na cabeça dele, tudo isso ele já sabe".

O ex-presidente também respondeu a uma observação de Sérgio Machado, segundo o qual o Supremo havia "rasgado a Constituição" ao autorizar, em novembro passado, a prisão do então senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), hoje outro delator da Lava Jato.

Sarney disse que o "pior foi o Senado se acovardar de uma maneira..." Para o ex-presidente, o Senado "não podia" ter concordado com a prisão de Delcídio decretada pelo STF.

"Não podia, a partir dali ele [Senado] acabou. Aquilo é uma página negra do Senado", lamentou o ex-presidente. "Porque não foi flagrante delito. Você tem que obedecer a lei", afirmou Machado. "Não tinha nem inquérito!", concordou Sarney.

Três meses depois, o próprio ministro relator do caso no STF, Teori Zavascki, determinou a soltura de Delcídio, que passou à prisão domiciliar. Para Sarney, a decisão agravou ainda mais a moral do Senado. "Agora o Teori acabou de desmoralizar o Senado porque mostrou que tem mais coragem que o Senado, manda soltar."

Para Machado, a situação "ficou muito mal". "A classe política está acabada. É um salve-se quem puder. Nessa coisa de navio que todo mundo quer fugir, morre todo mundo."

Falando sobre o desempenho de Renan Calheiros como político, José Sarney contou um episódio de 2006 que, para ele, mostraria a "ingenuidade" do atual presidente do Senado.

Acusado de ter recebido recursos de uma empreiteira para ajudar sua amante, Calheiros teria decidido entregar os documentos de Imposto de Renda para a TV Globo, o que, segundo ele, provaria sua inocência. Logo depois, porém, a emissora investigou os documentos e as reportagens agravaram um quadro que, meses depois, culminou na renúncia do Renan da presidência do Senado. Sarney contou: "E o Renan cometeu uma ingenuidade. No dia que ele chegou, quem deu isso pela primeira vez foi a [jornalista da TV Globo] Délis Ortiz. Eu cheguei lá era umas 4 horas, era um sábado, ele disse 'já entreguei todos os documentos para a Délis Ortiz, provando que eu... que foi dinheiro meu'. Eu disse: 'Renan, para jornalista você não dá documento nunca. Você fazer um negócio desse. O que isso vai te trazer de dor de cabeça'. Não deu outra".

Sérgio Machado concordou: "Renan erra muito no varejo".

Leia a transcrição das conversas:

*
Primeira conversa

Sarney - Olha, o homem está no exterior. Então a família dele ficou de me dizer quando é que ele voltava. E não falei ontem porque não me falou de novo. Não voltou. Tá com dona Magda. E eu falei com o secretário.

Machado - Eu vou tentar falar, que o meu irmão é muito amigo da Magda, para saber se ele sabe quando é que ela volta. Se ele me dá uma saída.
Machado - Presidente, então tem três saídas para a presidente Dilma, a mais inteligente...

Sarney - Não tem nenhuma saída para ela.

Machado -...ela pedir licença.

Sarney - Nenhuma saída para ela. Eles não aceitam nem parlamentarismo com ela.

Machado - Tem que ser muito rápido.

Sarney - E vai, está marchando para ser muito rápido.

Machado - Que as delações são as que vem, vem às pencas, não é?

Sarney - Odebrecht vem com uma metralhadora de ponto 100.

Machado - Olha, acabei de sair da casa do nosso amigo. Expliquei tudo a ele [Renan Calheiros], em todos os detalhes, ele acha que é urgente, tem que marcar uma conversa entre o senhor, o Romero e ele. E pode ser aqui... Só não pode ser na casa dele, porque entra muita gente. Onde o se nhor acha melhor?

Sarney - Aqui.

Machado - É. O senhor diz a hora, que qualquer hora ele está disponível, quando puder avisar o Romero, eu venho também. Ele [Renan] ficou muito preocupado. O sr. viu o que o [blog do] Camarotti botou ontem?

Sarney - Não.

Machado - Alguém que vazou, provavelmente grande aliado dele, diz que na reunião com o PSDB ele teria dito que está com medo de ser preso, podia ser preso a qualquer momento.

Sarney - Ele?

Machado - Ele, Renan. E o Camarotti botou. Na semana passada, não sei se o senhor viu, numa quinta ou sexta, um jornalista aí, que tem certa repercussão na área política, colocou que o Renan tinha saído às pressas daqui com medo dessa condição, delações, e que estavam sendo montadas quatro operações da Polícia Federal, duas no Nordeste e duas aqui. E que o Teori estava de plantão... Desculpe, presidente, não foi quinta não. Foi sábado ou domingo. E que o Teori estava de plantão com toda sua equipe lá no Ministério e que isso significaria uma operação... Isso foi uma... operação que iria acontecer em dois Estados do Nordeste e dois no sul. Presidente, ou bota um basta nisso... O Moro falando besteira, o outro falando isso. [inaudível] 'Renan, tu tem trinta dias que a bola está perto de você, está quase no seu colo'. Vamos fazer uma estratégia de aproveitar porque acabou. A gente pode tentar, como o Brasil sempre conseguiu, uma solução não sangrenta. Mas se passar do tempo ela vai ser sangrenta. Porque o Lula, por mais fraco que esteja, ele ainda tem... E um longo processo de impeachment é uma loucura. E ela perdeu toda... [...] Como é que a presidente, numa crise desse tamanho, a presidente está sem um ministro da Justiça? E não tem um plano B, uma alternativa. Esse governo acabou, acabou, acabou. Agora, se a gente não agir... Outra coisa que é importante para a gente, e eu tenho a informação, é que para o PSDB a água bateu aqui também. Eles sabem que são a próxima bola da vez.

Sarney - Eles sabem que eles não vão se safar.

Machado - E não tinham essa consciência. Eles achavam que iam botar tudo mundo de bandeja... Então é o momento dela para se tentar conseguir uma solução a la Brasil, como a gente sempre conseguiu, das crises. E o senhor é um mestre pra isso. Desses aí o senhor é o que tem a melhor cabeça. Tem que construir uma solução. Michel tem que ir para um governo grande, de salvação nacional, de integração e etc etc etc.

Sarney - Nem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições.

Machado - Não tem outa alternativa. Eles vão ser os próximos. Presidente: não há quem resista a Odebrecht.

Sarney - Mas para ver como é que o pessoal..

Machado - Tá todo mundo se cagando, presidente. Todo mundo se cagando. Então ou a gente age rápido. O erro da presidente foi deixar essa coisa andar. Essa coisa andou muito. Aí vai toda a classe política para o saco. Não pode ter eleição agora.

Sarney - Mas não se movimente nada, de fazer, nada, para não se lembrarem...

Machado - É, eu preciso ter uma garantia

Sarney - Não pensar com aquela coisa apress... O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá [Curitiba]

Machado - Só isso que eu quero, não quero outra coisa.

Sarney - Agora, não fala isso.

Machado - Vou dizer pro senhor uma coisa. Esse cara, esse Janot que é mau caráter, ele disse, está tentando seduzir meus advogados, de eu falar. Ou se não falar, vai botar para baixo. Essa é a ameaça, presidente. Então tem que encontrar uma... Esse cara é muito mau caráter. E a crise, o tempo é a nosso favor.

Sarney - O tempo é a nosso favor.

Machado - Por causa da crise, se a gente souber administrar. Nosso amigo, soube ontem, teve reunião com 50 pessoas, não é assim que vai resolver crise política. Hoje, presidente, se estivéssemos só nos três com ele, dizia as coisas a ele. Porque não é se reunindo 50 pessoas, chamar ministros.. Porque a saída que tem, presidente, é essa que o senhor falou é isso, só tem essa, parlamentarismo. Assegurando a ela e o Lula que não vão ser... Ninguém vai fazer caça a nada. Fazer um grande acordo com o Supremo, etc, e fazer, a bala de Caxias, para o país não explodir. E todo mundo fazer acordo porque está todo mundo se fodendo, não sobra ninguém. Agora, isso tem que ser feito rápido. Porque senão esse pessoal toma o poder... Essa cagada do Ministério Público de São Paulo nos ajudou muito.

Sarney - Muito.

Machado - Muito, muito, muito. Porque bota mais gente, que começa a entender... O [colunista da Folha] Janio de Freitas já está na oposição, radicalmente, já está falando até em Operação Bandeirante. A coisa começou... O Moro começou a levar umas porradas, não sei o quê. A gente tem que aproveitar ess... Aquele negócio do crime do político [de inação]: nós temos 30 dias, presidente, para nós administrarmos. Depois de 30 dias, alguém vai administrar, mas não será mais nós. O nosso amigo tem 30 dias. Ele tem sorte. Com o medo do PSDB, acabou com ele no colo dele, uma chance de poder ser ator desse processo. E o senhor, presidente, o senhor tem que entrar com a inteligência que não tem. E experiência que não tem. Como é que você faz reunião com o Lula com 50 pessoas, como é que vai querer resolver crise, que vaza tudo...

Sarney - Eu ontem disse a um deles que veio aqui: 'Eu disse, Olhe, esqueçam qualquer solução convencional. Esqueçam!'.

Machado - Não existe, presidente.

Sarney - 'Esqueçam, esqueçam!'

Machado - Eu soube que o senhor teve uma conversa com o Michel.

Sarney - Eu tive. Ele está consciente disso. Pelo menos não é ele que...

Machado - Temos que fazer um governo, presidente, de união nacional.

Sarney - Sim, tudo isso está na cabeça dele, tudo isso ele já sabe, tudo isso ele já sabe. Agora, nós temos é que fazer o nosso negócio e ver como é que está o teu advogado, até onde eles falando com ele em delação premiada.

Machado - Não estão falando.

Sarney - Até falando isso para saber até onde ele vai, onde é mentira e onde é valorização dele.

Machado - Não é valoriz... Essa história é verdadeira, e não é o advogado querendo, e não é diretamente. É [a PGR] dizendo como uma oportunidade, porque 'como não encontrou nada...' É nessa.

Sarney - Sim, mas nós temos é que conseguir isso. Sem meter advogado no meio.

Machado - Não, advogado não pode participar disso, eu nem quero conversa com advogado. Eu não quero advogado nesse momento, não quero advogado nessa conversa.

Sarney - Sem meter advogado, sem meter advogado, sem meter advogado.

Machado - De jeito nenhum. Advogado é perigoso.

Sarney - É, ele quer ganhar...

Machado - Ele quer ganhar e é perigoso. Presidente, não são confiáveis, presidente, você tá doido? Eu acho que o senhor podia convidar, marcar a hora que o senhor quer, e o senhor convidava o Renan e Romero e me diz a hora que eu venho. Qual a hora que o senhor acha melhor para o senhor?

Sarney - Eu vou falar, já liguei para o Renan, ele estava deitado.

Machado - Não, ele estava acordado, acabei de sair de lá agora.

Sarney - Ele ligou para mim de lá, depois que tinha acordado, e disse que ele vinha aqui. Disse que vinha aqui.

Machado - Ele disse para o senhor marcar a hora que quiser. Então como faz, o senhor combina e me avisa?

Sarney - Eu combino e aviso.

[...]

Machado - O Moreira [Franco] está achando o quê?

Sarney - O Moreira também tá achando que está tudo perdido, agora, não tem gente com densidade para... [inaudível]

Machado - Presidente, só tem o senhor, presidente. Que já viveu muito. Que tem inteligência. Não pode ser mais oba-oba, não pode ser mais conversa de bar. Tem que ser conversa de Estado-Maior. Estado-Maior analisando. E não pode ser um [...] que não resolve. Você tem que criar o núcleo duro, resolver no núcleo duro e depois ir espalhando e ter a soluç... Agora, foi nos dada a chave, que é o medo da oposição.

Sarney - É, nós estamos... Duas coisas estão correndo paralelo. Uma é essa que nos interessa. E outra é essa outra que nós não temos a chave de dirigir. Essa outra é muito maior. Então eu quero ver se eu... Se essa chave... A gente tendo...

Machado - Eu vou tentar saber, falar com meu irmão se ele sabe quando é que ela volta.

Sarney - E veja com o advogado a situação. A situação onde é que eles estão mexendo para baixar o processo.

Machado - Baixar o processo, são duas coisas [suspeitas]: como essas duas coisas, Ricardo, que não tem nada a ver com Renan, e os 500, que não tem nada a ver com o Renan, eles querem me apartar do Renan...

Sarney - Eles quem?

Machado - O Janot e a sua turma. E aí me botar pro Moro, que tem pouco sentido ficar aqui. Com outro objetivo.

Sarney - Aí é mais difícil, porque se eles não encontraram nada, nem no Renan nem no negócio, não há motivo para lhe mandar para o Paraná.

Machado - Ele acha que essas duas coisas são motivo para me investigar no Paraná. Esse é io argumento. Na verdade o que eles querem é outra coisa, o pretexto é esse. Você pede ao [inaudível] para me ligar então?

Sarney - Peço. Na hora que o Renan marcar, eu peço... Vai ser de noite.

Machado - Tá. E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente.

Sarney - [sussurrando] Não acho conveniente.

Machado - Não? O senhor que dá o tom.

Sarney - Não acho conveniente. A gente não põe muita gente.

Machado - O senhor é o meu guia.

Sarney - O Amaral Peixoto dizia isso: 'duas pessoas já é reunião. Três é comício'.

Machado - [rindo]

Sarney - Então três pessoas já é comício.

[...]

*

Segunda conversa

Sarney - Agora é coisa séria, acho que o negócio é sério.

Machado - Presidente, o cara [Sérgio Moro] agora seguiu aquela estratégia, de 'deslegitimizar' as coisas, agora não tem ninguém mais legítimo para falar mais nada. Pegou Renan, pegou o Eduardo, desmoralizou o Lula. Agora a Dilma. E o Supremo fez essa suprema... rasgou a Constituição.

Sarney - Foi. Fez aquele negócio com o Delcídio. E pior foi o Senado se acovardar de uma maneira... [autorizou prisão do então senador].

Machado - O Senado não podia ter aceito aquilo, não.

Sarney - Não podia, a partir dali ele acabou. Aquilo é uma página negra do Senado.

Machado - Porque não foi flagrante delito. Você tem que obedecer a lei.

Sarney - Não tinha nem inquérito!

Machado - Não tem nada. Ali foi um fígado dos ministros. Lascaram com o André Esteves.. Agora pergunta, quem é que vai reagir?

[...]

Machado - O Senado deixar o Delcídio preso por um artista.

Sarney - Uma cilada.

Machado - Cilada.

Sarney - Que botaram eles. Uma coisa que o Senado se desmoralizou. E agora o Teori acabou de desmoralizar o Senado porque mostrou que tem mais coragem que o Senado, manda soltar.

Machado - Presidente, ficou muito mal. A classe política está acabada. É um salve-se quem puder. Nessa coisa de navio que todo mundo quer fugir, morre todo mundo.

[...]

Sarney - Eu soube que o Lula disse, outro dia, ele tem chorado muito. [...] Ele está com os olhos inchados.

[...]

Sarney - Nesse caso, ao que eu sei, o único em que ela está envolvida diretamente é que ela falou com o pessoal da Odebrecht para dar para campanha do... E responsabilizar aquele [inaudível]

Machado - Isso é muito estranho [problemas de governo]. Presidente, você pegar um marqueteiro, dos três do Brasil. [...] Deixa aquele ministério da Justiça que é banana, só diz besteira. Nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. Tem que alguém dizer assim 'A presidente é bunda mole'. Não tem um fato positivo.

[...]

Sarney - E o Renan cometeu uma ingenuidade. No dia que ele chegou, quem deu isso pela primeira vez foi a Délis Ortiz. Eu cheguei lá era umas 4 horas, era um sábado, ele disse 'já entreguei todos os documentos para a Delis Ortiz, provando que eu... que foi dinheiro meu'. Eu disse: 'Renan, para jornalista você não dá documento nunca. Você fazer um negócio desse. O que isso vai te trazer de dor de cabeça'. Não deu outra.

Machado - Renan erra muito no varejo. Ele é bom. [...] Presidente, não pode ser assim, varejista desse jeito.

[...]

Sarney - Tudo isso é o governo, meu Deus. Esse negócio da Petrobras só os empresários que vão pagar, os políticos? E o governo que fez isso tudo, hein?

Machado - Acabou o Lula, presidente.

Sarney - O Lula acabou, o Lula coitado deve estar numa depressão.

Machado - Não houve nenhuma solidariedade da parte dela.

Sarney - Nenhuma, nenhuma. E com esse Moro perseguindo por besteira.

Machado - Tomou conta do Brasil. O Supremo fez a pedido dele.
(Os Amigos do Presidente Lula)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ILIBADO E SÁBIO. SQN


O parlamentarismo clepto-plutocrata de Cunha/Temer


Desde o desfecho do golpe efetivado em 12 de maio o país assiste a tudo o que as forças progressistas vinham afirmando:

- ilegalidades (a começar pelo próprio golpe, além de inumeráveis atos que ferem a Constituição e legislações dela decorrentes);

- ilegitimidades (origem não eleita do “novo-velho governo” com partidos derrotados nas eleições “governando”. Além do mais, o regime “parlamentarista” de Cunha/Temer foi derrotado pelo voto popular em duas ocasiões no país);

- imoralidades (réus e investigados de um sem-número de crimes tomando de assalto o poder do Estado );


- pauta voltada à derrogação dos direitos sociais e trabalhistas, isto é, agenda econômica contra os pobres;

- atentados aos direitos civis e políticos, com a cumplicidade de setores do Poder Judiciário;

- reversão da política exterior, levada adiante simbolicamente por um derrotado nas eleições presidenciais; atentado ao mais elementar conceito de “soberania popular”, a começar pela visão colonizada acerca do desenvolvimento “nacional”.

Esse até então conjunto de predições, a cada dia confirmado, que tem feito do des“governo” Temer – como se esperava – verdadeira ópera bufa, tem no vazamento da conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado sua mais perfeita síntese, pois o golpismo aproveitou a “janela de oportunidade” para: 1) de fato efetivar o golpe, conforme auto-delação, de viva voz, dos próprios golpistas; 2) proteger a cleptocracia de ações que não controla inteiramente na Operação LavaJato e no Poder Judiciário: a conversa Jucá/Machado diz isso em letras garrafais; 3) aniquilar a esquerda, o Governo Dilma, o PT e a candidatura Lula; 4) demolir direitos sociais e trabalhistas por meio da – arcaica e fracassada – agenda neoliberal; 5) retomar o servilismo das relações geopolíticas e geoeconômicas externas, isto é, voltar à carcomida relação Norte/Sul; 6) estabelecer nova hegemonia – conservadora, patronal, neoliberal e rentista – em detrimento de um Estado Democrático, Social e Desenvolvimentista.

Para tanto, o Congresso é, nessa legislatura, dominado pelo que tem de mais escuso em termos de interesses capitalistas e anticivilizatórios (afinal, o que representa a bancada BBB, ao lado das bancadas da mídia e de outros interesses setoriais?), sob comando do representante máximo desses interesses: Eduardo Cunha que, após seu afastamento temporário, tornou-se confortavelmente o primeiro-ministro do “fantoche” Michel Temer.

O vazamento do diálogo de Romero Jucá implica que o porão do Sistema Político brasileiro, do qual o golpe se nutriu para proteger a plutocracia (grande capital, rentistas, agronegócio e outros, representados por grande parte dos partidos), aprofundar ainda mais as desigualdades, e liquidar ideias, atores e agendas progressistas.

A menção ao PSDB, e particularmente a Aécio Neves, a membros do PMDB e do STF reafirma e confirma a derrocada da Constituição de 1988, do Sistema Político multipartidário e privatizado, e do mínimo de democracia política e social conseguida até aqui, conforme apontamos em artigos anteriores neste Portal: http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-ministerio-Temer-e-o-ciclo-do-golpe/4/36101 e http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/-Governo-Temer-instabilidade-politica-inseguranca-juridica-retrocesso-social-e-isolamento-internacional/4/36090.

É significativo observar que setores das classes médias, antes adeptos do golpe, assim como segmentos – embora minoritários – da mídia, entre outros, começam a sentir o mal-estar com a clepto-plutocracia que ajudaram a colocar no poder.

Por tudo isso, está ainda mais claro agora que somente resta aos golpistas serem tirados do lugar de onde não deveriam estar: pelos votos no Senado, pelo cumprimento da Constituição pelo STF, pela equidade investigativa da Operação LavaJato/PGR/MPF/PF (que até agora não se verificou), e fundamentalmente pela pressão insofismável das ruas e por inúmeras manifestações políticas, culturais, sociais, simbólicas e internacionais que estão ocorrendo.
Será preciso, como fênix, vencer a clepto-plutocracia do “parlamentarismo” de Cunha/Temer – e notadamente tudo que representa e significa – para poder construir um país democrático: política e socialmente!
(Francisco Fonseca/ Carta Maior)

“Nunca vi um Supremo tão merda.”


O que a nova conversa revela sobre Lewandowski e o STF, Otávio Frias e a Lava Jato, Aécio e o golpe
O grande mérito da publicação das conversas gravadas é tornar brutalmente claro aquilo que as pessoas mais informadas já sabiam e que era negado pela mídia liderada pela Globo.

Foi golpe. E foi um golpe imundo, em que homens e instituições moralmente putrefatos se uniram para derrubar uma mulher honesta que levou a investigação da corrupção a patamares jamais vistos.

A gravação de Renan, publicada hoje pela Folha, ajuda a compreender ainda melhor o que ocorreu.

Mais uma vez, o STF aparece com destaque na trama golpista. E isto é desesperador: você pode cassar políticos. Mas como lidar com um poder que julga a si mesmo?

Num mundo menos imperfeito, o STF seria imediatamente dissolvido, tais as acusações e as suspeitas que recaem sobre seus integrantes.

Mas como fazer isso?

Escrevi ontem e repito agora: o STF era o grande argumento pelo qual a Globo, em nome da plutocracia, atacava como “alucinação” e “conto da carochinha” a tese do golpe.

Na conversa agora divulgada, Renan diz que todos os eminentes juízes do Supremo estavam “putos” com Dilma.

O motivo não poderia ser mais canalha: dinheiro.

Renan relata uma visita que fez a Dilma. Ela conta que recebeu Lewandowski para o que imaginou que fosse ser um encontro de alto nível sobre a dramática situação política do país.

Mas.

Mas Lewandowski “só veio falar em dinheiro”, disse Dilma. “Isso é uma coisa inacreditável.”

Há muitas coisas inacreditáveis em relação ao STF, a rigor. A demora de quatro meses de Teori para acolher o pedido de afastamento de Eduardo Cunha é uma delas. As atitudes sistematicamente indecentes e partidárias de Gilmar Mendes e seu mascote Toffoli são outra delas.

O interlocutor de Renan na conversa, o mesmo Sérgio Machado de Jucá, produziu a melhor definição do STF destes tempos. “Nunca vi um Supremo tão merda.”

Outros personagens destacados do golpe aparecem neste diálogo vazado. A Folha, por exemplo, se bateu intensamente pela queda de Dilma. Mais especificamente, seu dono e editor, Otávio Frias Filho.

Ele é citado por Renan como tendo reconhecido exageros na cobertura da Lava Jato.

Ora, ora, ora.

Se reconheceu o caráter maligno do circo da Lava Jato, por que ele não fez nada? Ele era apenas o ombudsman do jornal, ou o porteiro do prédio?

Bastaria uma palavra sua para retirar o exagero da cobertura. Se não a pronunciou, é porque era conivente ou inepto como diretor.

Faça sua escolha.

Aécio surge acoelhado. Tinha medo da Lava Jato, diz Renan. Sabemos agora que Aécio não é apenas demagogo, hipócrita e corrupto.

É também covarde.

E é neste campo que, sem saber que era gravado, Renan presta um extraordinário tributo a Dilma. “Ela não está abatida, ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável.”

Os colunistas da imprensa, nestes dias, diziam freneticamente que Dilma estava abatida. Era gripe, informa Renan. “Ela está gripada, muito gripada.”

Se existe algum tipo de decência no Brasil – de justiça não dá para falar, dado o STF – Dilma tem que receber um formidável pedido de desculpas dos brasileiros e ser reconduzida ao posto do qual canalhas golpistas a retiraram.
(Paulo Nogueira/ DCM)

GRAVADO, RENAN DIZ: "TODOS ESTÃO PUTOS COM ELA"

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Em conversas com Sérgio Machado, o ex-presidente da Transpetro que também gravou Romero Jucá, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dizia ser inviável a permanência da presidente Dilma Rousseff no poder; "todos estão putos com ela", afirmou, em referência aos ministros do STF; nos áudios, Renan também defendeu mudanças nas leis das delações premiadas e disse que o senador Aécio Neves estava com medo; "Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano

247 - Em conversa gravada por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dizia ser inviável a permanência da presidente Dilma Rousseff no poder: "todos estão putos com ela", afirmou, em referência aos ministros do STF.

Nos áudios, Renan também defendeu mudanças nas leis das delações premiadas de forma a impedir que um preso se torne delator, artificio central da operação Lava Jato.

Segundo reportagem de Rubens Valente, assim como fez com o senador Romero Jucá, Machado sugeriu "um pacto", que seria "passar uma borracha no Brasil". Dizainda no áudio que o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot estava querendo seduzi-lo.

Renan responde: "antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação".

Renan também ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação. Para ele, os políticos todos "estão com medo" da Lava Jato. "Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

Por meio de sua assessoria, o presidente do Senado informou que os "diálogos não revelam, não indicam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato ou soluções anômalas. E não seria o caso porque nada vai interferir nas investigações"

Putaria


Pra derrubar Getúlio Vargas, Carlos "Corvo" Lacerda criou a expressão "mar de lama" como marca negativa do mandato presidencial do petebista. A mídia da época, tão canalha quanto a de hoje, exceção feita ao jornal 'Última Hora', massificou a alcunha e o resultado todos sabem. Apenas não é tão conhecido que, após o suicídio de Getúlio, carros do infame jornal O Globo foram incendiados, tamanha era a revolta popular contra o salafrário Roberto Marinho e seus vassalos, da mesma forma como o infame 'Corvo' teve que fugir do país pra não ser linchado.

Hoje, o mar de lama foi provocado artificialmente, tipo uma piscina de merda que jogaram contra a presidenta Dilma e contra a democracia, tudo pateticamente em nome da moralidade no trato da coisa pública.

Depois da sordidez desnudada na conversa entre os meliantes Sérgio Machado e Romero Jucá, quando os verdadeiros motivos foram expostos, mais um capítulo dessa sujeira é revelado com todas as letras, à luz do dia e sem nenhum constrangimento por parte de quem exerce uma função pública que exige, entre outros requisitos, conduta ilibada.

Pois, sim. Segundo a revelação de Renan Calheiros, em conversa com o mesmo Machado, TODOS os ministros do STF estão "putos" com Dilma. E não é difícil descobrir o porquê: Dilma vetou um aumento estratosférico e indecente para o quadro funcional do Poder Judiciário, na ordem de 170%, quando o reajuste do mínimo não chegou a 10%.

Conclusão: TODOS os ministros do STF parecem ter feito parceria com a quadrilha de ladrões que queria livrar-se da justiça, daí tramar um golpe contra a presidenta, muito embora não houvesse uma razão jurídica consistente para tal. Não importou. Os "putos" juntaram-se aos filhos da puta e permitiram que a putaria fosse consumada.

Garantiram a impunidade do chefe da quadrilha, seu poder de manobrar e presidir uma sessão da Câmara onde o golpe foi consumado, rejeitaram TODOS os recursos impetrados pela AGU, chancelando a patranha política que seccionou nossa democracia e estarreceu, ainda estarrece, a opinião pública mundial.

Rebaixados à condição de república bananeira, dirigido por uma corja de malfeitores escudada em uma Corte Suprema formada por PUTOS, movidos por corporativismo e ganância, que substituíram o notável saber jurídico e a conduta ilibada, experimentamos o vexame, cada vez maior, de descermos ao mais vil conceito que nações e organismos internacionais têm de nós. Será que ainda há algo a acrescentar nessa história sórdida?

terça-feira, 24 de maio de 2016

Lula vai ao STF contra chicanas Gilmarianas


Os advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram na ontem (23/05) recurso (embargos de declaração) no Supremo Tribunal Federal contra decisões do Ministro Gilmar Mendes que encerraram os mandados de segurança apresentados pelo PPS e pelo PSDB contra a nomeação de Lula como Ministro Chefe da Casa Civil.

O objetivo é restabelecer os plenos direitos políticos de Lula, violados na liminar do ministro Gilmar Mendes, de 18 de março, que suspendeu a nomeação, atendendo provisoriamente aos mandados dos partidos de oposição.

Os mandados de segurança não podem ser simplesmente encerrados, sem decisão de mérito, pois, além de ter ferido um direito de Lula, a liminar ofendeu a prerrogativa constitucional da presidenta da República, de nomear ministros livremente.

A defesa de Lula demonstra que Mendes não poderia ter decidido sozinho (monocraticamente) pelo encerramento das ações, pois em 24/03/2016 o Plenário do STF havia definido que os mandados de segurança deverão ser julgados "em conjunto com os agravos regimentais em ADPF sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki".

O recurso também sustenta que, mesmo após a exoneração de Lula para o cargo de Ministro de Estado, ocorrida em 12/05/2016, o STF deve reconhecer a legalidade do ato de nomeação.

O ex-Presidente Lula não é réu e muito menos foi condenado em qualquer ação penal. Ele também está no pleno exercício de seus direitos políticos, pois ausente quaisquer das hipóteses do artigo 15 da Constituição Federal.

Tal situação evidencia que não havia nenhum óbice jurídico para que Lula tivesse sido nomeado Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.

Este fato notório precisa ser oficialmente reconhecido pelo STF, não apenas para reconhecer os direitos políticos de Lula, mas em defesa da Constituição e do Estado de Direito.
(Instituto Lula)

JUCÁ É INOCENTE


O fiscalismo golpista


A ideia da equipe econômica golpista é submergir, ou seja, aprofundar a crise com cortes no orçamento público e, essencialmente, em programas sociais. Quem sobreviverá?


Hoje (24/05), o governo golpista de Michel Temer (PMDB-SP) anunciou duras medidas para a economia brasileira e, principalmente, àqueles(as) que vivem do trabalho. Pois bem, quais são seus significados?

De modo geral, a equipe econômica golpista liderada por Meirelles adota desde seu início uma linha fiscalista, ou seja, seu intuito é manter as contas públicas próximo de seu equilíbrio com desejos de superavists para sinalizar aos capitais forâneos e nativos a capacidade do Estado brasileiro em honrar com seus compromissos.

Para tanto, é importante lembrar, desde o Plano Real, mesmo em crises como a de 2008, o Estado brasileiro através de seus governos sempre foi muito generoso e benevolente com o capital, seja pagando religiosamente os juros de sua dívida, diga-se de passagem, é isso o que interessa, seja na manutenção escandalosa da taxa de juros referencial. A lógica desta geringonça, resguardado algumas peculiaridades e invencionices, funciona em milhares de países deste globo.

Neste sentido, é essencial compreender que a disputa econômica, política e social em uma determinada sociedade se faz no orçamento público, portanto, é aí em que se pode concentrar ou distribuir renda ou riqueza via receitas ou gastos públicos. E, para o capital, é mais uma forma de sua valorização. Por isso, as principais medidas dos golpistas são neste sentido. Vejamos de forma brevíssima:

Teto para a despesa pública: Ao limitar os gastos públicos, dificulta violentamente o acesso universal aos bens públicos como saúde, educação, segurança, transporte, com vias a sua precarização e futura privatização. Mas a redução de gastos tem o seu direcionamento, pagamento dos juros da dívida pública.

Bloqueio de subsídios: Projetos como “Minha Casa Minha Vida” deixarão de ser subsidiados, prejudicando os mais pobres ao acesso à moradia própria e, por sua vez, excluindo parte da sociedade de seu Direito básico.

Fim do Fundo Soberano: O Estado arrecada royaltieis, impostos etc. da exploração da camada de pré-sal na costa brasileira, esse dinheiro arrecado até o momento, gira em torno de R$ 2bilhões que seria destinada à Educação. Na realidade, o golpismo surrupiou esse montante para o Tesouro Nacional para ampliar seu superavit com fins de pagamento dos juros da dívida pública. Esta deva ser, até o momento, a maior derrota para o povo brasileiro.

Antecipação dos pagamentos do BNDES
: O Tesouro Nacional está intimando o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) à lhe pagar R$ 100 bilhões nos próximos 4/5 anos. Apesar do BNDES ter um orçamento próprio dentro da esfera estatal essa operação dificultará novos incentivos do banco em projetos nacionais que podem ampliar a riqueza nacional, novas tecnologias e a geração de empregos e renda. Essa medida é um claro exemplo que a indústria não terá vez neste governo golpista pela forma de criação de riqueza real.

A ideia da equipe econômica golpista é submergir, ou seja, aprofundar a crise com cortes no orçamento público e, essencialmente, em programas sociais. Quem sobreviverá? Quem detiver maior volume de capital, quem detiver maior volume de renda. A sociedade idealizada pelos golpistas é a sociedade da exclusão, da competição sem limites e pudores. É isto que está em forte construção!
(Paulo Daniel- blog Além de Economia/ via Portal Forum)

Plano de Temer para Bolsa Família excluiria 39,3 milhões de pessoas, aponta estudo

A mudança deve ter impacto direto nas famílias afetadas e também nas economias locais de cidades menores / Jefferson Rudy/Agência Senado

Um estudo da Fundação Perseu Abramo divulgado nesta terça (24) revela que, caso seja levada a cabo a proposta do governo interino de Michel Temer (PMDB) de reduzir os benefícios do Bolsa família a 5% da população mais pobre, 10,5 milhões de famílias seriam excluídas do programa, o equivalente a cerca de 39,3 milhões de pessoas.

A região mais atingida seria o Nordeste, onde 5,1 milhões de famílias em situação de pobreza seriam afetadas, seguida do Sudeste, onde 3 milhões de famílias pobres ficam de fora do programa. Atualmente 97% da pobreza estimada é atendida pelo programa, o equivalente a 13,9 milhões de famílias. O estudo levou em consideração o documento Ponte Para o Futuro, lançado ainda em outubro de 2015 e que deve servir de pilar para a gestão Temer.




Segundo a pesquisa, a mudança deve ter impacto direto no aumento da pobreza. "Se fizesse a redução de transferências com a economia crescendo, teria mais chance de as pessoas consideradas pobres ingressarem no mercado de trabalho. Isso em tese, porque em geral esse segmento beneficiado tem baixo nível educacional, o que dificulta a entrada na atividade econômica. Então, no fundo, é certamente sinal de que haverá aumento da pobreza, da subnutrição, além de impacto na violência. Há uma série de estudos que tentam relacionar o combate a pobreza à insegurança. Há outros que mostram que o Bolsa Família reduziu o número de doenças, o que implica em menos gasto com saúde; que melhorou o desempenho das crianças nas escolas e o índice de repetência é menor, então tem menos gasto com educação", avalia Pochmann.

A mudança deve ter impacto direto nas famílias afetadas e também nas economias locais de cidades onde os recursos do Bolsa Família dinamizaram o comércio local. Estima-se que, para cada R$ 1 investido no programa, há um retorno de R$ 1,78 na economia. Isso porque os beneficiários não acumulam a bolsa recebida e acabam consumindo no comércio em seu entorno. Em 2014, o benefício médio por família foi de R$ 176 por mês.

"Nós estamos vivendo uma economia que não terá crescimento. Estamos no segundo ano [consecutivo] de recessão, e, possivelmente, as medidas anunciadas hoje pelo presidente interino Michel Temer irão agravá-la. Não está no horizonte o crescimento econômico. Então, trata-se essencialmente de repactuar o orçamento, e a fonte para essa repactuação está justamente no gasto social", afirma o economista Marcio Pochmann, que coordenou o estudo e é ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Concepção

Para Pochmann, outro ponto fundamental da proposta é a explicitação de uma mudança na concepção das políticas sociais. Antes de 1988, o atendimento às políticas fundamentais como saúde e assistência social estavam condicionadas ao trabalho com carteira assinada. Desde a formulação da Constituição naquele ano, no entanto, a concepção é que as políticas sociais são para todos. Essa mudança fez com que aumentassem os investimentos em saúde, educação e seguridade social, que passaram de 13% em relação ao PIB, nos anos 1980, para 23% na última década.

"É um gasto comparável com os países desenvolvidos. Então, o que avaliamos é que o que está em jogo é esse aumento de dez pontos percentuais em relação ao PIB, que na verdade se consolidou com a Constituição de 88", afirma Pochmann.

Para ele, certamente o corte em outras políticas sociais, como a Previdência Social, teria um impacto fiscal muito maior. "Mas a questão é essa concepção de que [política social] não deve ser para todo mundo. Que não justificaria ter o beneficio generalizado porque há pessoas que estão melhor inseridas na economia e, portanto, usariam recursos próprios poupados para se proteger da perda de trabalho. Logo, tem uma concepção fiscal, mas também tem uma concepção de para quem serve a política social", afirma.
(Gisele Brito/ Brasil de Fato)

Gilmar e a certeza da impunidade


Era de se esperar que Gilmar Mendes não se manifestasse a respeito das gravações das conversas entre Romero Jucá e Sérgio Machado. Afinal, quando se trata de politicagem no STF é ele sempre o primeiro suspeito.

No entanto, sua empáfia e sensação de que está acima da lei e de qualquer investigação, faz com que ele dê declarações que representam verdadeiro libelo absolvendo Jucá e vai mais além: diz que é amigo de Jucá desde os tempos em que serviam juntos ao governo FHC.

Gilmar Mendes continua a lembrar aquele inspetor de polícia do filme 'Investigação Sobre um Cidadão Acima De Qualquer Suspeita', vivido pelo extraordinário ator Gian Maria Volonté,  do alto escalão da polícia italiana, com reputação ilibada, fama de incorruptível, mas reacionário,  que mata sua amante, e ainda testa se a polícia, se  irá acusá-lo por isso, ao plantar durante o filme pistas óbvias que o identificam como o assassino ao mesmo tempo em que vê os colegas ignorando-as, intencionalmente ou não.

O histórico de Gilmar dispensa a descrição de detalhes sórdidos a seu respeito. Apenas causa estranheza a aparente indiferença, medo quem sabe, com que certos titulares de instituições fundamentais para a consolidação da democracia brasileira encaram essa empáfia.

Talvez, quem possa explicar essa estranha movimentação descaradamente política do ministro do STF seja o repórter Rubens Valente. Exatamente o que publicou a gravação na FSP, desnudando a sórdida trama golpista em que Romero Jucá era peça fundamental em defesa da impunidade de uma quadrilha de ladrões. Valente é, também, autor do livro 'Operação Banqueiro', onde está desnudado o esquema de espionagem,patrocinado pelo banqueiro Daniel Dantas, este peça fundamental na privataria tucana, da qual fazia parte Gilmar.

O bem montado sistema de espionagem de Dantas, com o uso até de agentes da CIA, era capaz de reverter situações adversas com a divulgação de factoides contra juízes, promotores, policiais que ousassem investigaras várias atividades ilícitas do banqueiro e seus amigos. Talvez aí resida toda a certeza de Gilmar de que também ele é um cidadão acima de qualquer suspeita.


Estarrecida, imprensa internacional diz ao mundo e a Rosa Weber: é golpe!
















O jornal britânico The Guardian publicou nesta segunda-feira (23) uma reportagem sobre a gravação do ministro Romero Jucá publicada por um jornal de grande circulação do Brasil, onde se consegue perceber uma trama em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O Guardian afirma que as transcrições sugerem que os esforços para retirar a presidente do cargo eram parte de uma conspiração para anular uma vasta investigação de corrupção que tomou conta da elite política do país.

Tais revelações prejudicam a credibilidade do governo interino liderado por Michel Temer, acrescenta o jornal The Guardian, que também fala que o novo gabinete inclui sete ministros implicados no inquérito da Lava Jato, acusados por receber propinas e lavagem de da Petrobras.

O jornal britânico "The Guardian" afirmou que a queda do ministro Romero Jucá e a revelação de uma "trama maquiavélica" para derrubar o governo Dilma Rousseff abalaram a credibilidade do governo de Michel Temer.

"A credibilidade do governo interino foi abalada na segunda-feira (23) quando um ministro foi forçado a se afastar em meio a revelações sobre a trama maquiavélica para levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff", diz trecho da publicação.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), se afastou na segunda após a Folha divulgar áudios em que ele diz que a mudança de governo poderia "estancar a sangria" da Lava Jato.

O "Guardian" diz que "as motivações dúbias e natureza maquiavélica da trama para retirar Dilma Rousseff do poder ficam aparentes na transcrição da conversa".

Afirma ainda que este não deve ser o "último golpe" contra Michel Temer, já que seu gabinete inclui "sete ministros implicados na Lava Jato."

A publicação afirma ainda que o governo interino, até o momento, mostrou "poucos sinais de reduzir a tensão e restaurar a credibilidade" no país.

"Seu gabinete todo branco e todo masculino foi duramente criticado por não ser representativo do país, suas medidas de austeridade são impopulares e seu líder já voltou atrás da decisão de tirar da Cultura o status de ministério após protestos de artistas, músicos e cineastas."

O "Financial Times", principal jornal de economia e finanças da Grã-Bretanha, também disse que a saída de Jucá pode prejudicar o governo Temer.Segundo analistas ouvidos pelo jornal, porém, a decisão de Jucá de se afastar rapidamente pode "limitar os danos políticos" da crise.

O Financial Times deu destaque em sua edição à crise criada no governo de Michel Temer (PMDB) pela divulgação do áudio em que um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff, Romero Jucá (PMDB), defende a necessidade de afastar a mandatária para "romper a sangria" da Lava Jato. O jornal cita trechos da conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e aponta que tal crise ameaçou desestabilizar a gestão Temer, justamente no momento em que o peemedebista pretende lançar um programa econômico "ambicioso". Mas a decisão de Jucá de deixar o cargo "rapidamente", ponderou o periódico, pode ajudar a limitar o dano político.

A menção ao senador Aécio Neves (PSDB) na conversa entre Jucá e Machado também ganhou espaço. "A dupla discutiu como Aécio Neves, o líder do principal partido de oposição, o PSDB, também poderia ser consumido pelas investigações de corrupção se o impeachment não se concretizasse", diz o FT, indicando os trechos em que Machado diz que estariam todos na bandeja para ser comidos, e Jucá afirma que o tucano seria o primeiro.

Não ficou fora da visão do jornal britânico ainda o fato de Jucá ter mencionado que estava em conversa com militares, que teriam garantido manter a calma durante a crise política, e com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que teriam indicado que as investigações da Lava Jato continuariam enquanto Dilma Rousseff permanecesse no poder, devido a sua impopularidade com a mídia.

"O Sr. Jucá é um dos vários membros da nova equipe ministerial de Temer que estão sob investigação no caso da Petrobras, no qual membros da antiga coalizão do governo do PT de Dilma Rousseff são acusados de tramar com executivos da companhia e empreiteiros para obter subornos e propinas", diz o jornal britânico.

O FT publicou o trecho da escuta em que Romero Jucá diz: "Nós temos que mudar este governo para romper a sangria". O fato de Jucá estar sendo investigado pelo caso da Petrobras e fazer parte da liderança do novo governo, junto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que também está sob investigação na Lava Jato, ficou em evidência, assim como o afastamento do peemedebista Eduardo Cunha do comando da Câmara dos Deputados, em meio a envolvimento com o "petrolão".

Já o americano "New York Times" disse que as "transcrições sugerem um plano por trás do esforço de afastar a presidente do Brasil".


"O presidente interino do Brasil, Michel Temer, sofreu um grande revés em sua campanha para 'conquistar' o país" com o surgimento de gravações que sugerem "que um de seus ministros tramou para parar a investigação na Petrobras ao buscar o impeachment de Dilma Rousseff."

O jornal diz que Temer substituiu todos os ministros para "ganhar a confiança dos brasileiros e dos investidores", mas que mesmo assim nomeou ministros já implicados nas investigações de corrupção.

Segundo a reportagem, as novas acusações devem "levantar mais questões sobre os motivos por trás do ímpeto de promover o impeachment de Dilma".

Também poderiam, segundo o jornal, aumentar o escrutínio sobre outros ministros que enfrentam problemas legais

'El País: Gravação derruba ministro do Governo interino do Brasil

O jornal espanhol El País, traz em sua edição desta terça-feira (24) uma matéria sobre o primeiro escândalo que sacode o Governo interino de Michel Temer, que levou Romero Jucá a deixar o Ministério do Planejamento horas depois de um jornal brasileiro divulgar uma gravação em que ele sugere articulação para interferir na Operação Lava Jato tendo como uma das estratégias o impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo a reportagem, Jucá, homem-forte de Temer e investigado por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, primeiro anunciou que pediria licenciamento, mas terá que se demitir para reassumir o cargo de senador por Roraima.

A presidente afastada, Dilma Rousseff, que desde o fim de semana voltou a fazer eventos públicos, afirmou que a gravação confirma que seu processo de impeachment foi fruto da ação de um "consórcio golpista" interessado em barrar as investigações, finaliza artigo do jornal El País.
(Os Amigos do Presidente Lula)

Destrambelhada,descontrolada e furibunda, sogra de Temer quer enxotar todo mundo



Michel Temer é o único brasileiro famoso, o outro era Moreira da Silva, que se tem notícia de ser mais velho que a sogra. No caso de Moringueira, malandro de boa cepa, não há registro de maiores envolvimentos que porventura deslustrassem seu comportamento irreverente, em razão de salamaleques bem comportados em direção da mãe da esposa .

Já Temer, apesar da malandragem, ou, por causa dela, parece ter inspirado na sogra um bizarro 'complexo de Maria, a Louca', com a diferença que a sogra de Temer anda solta e tentando assombrar vizinhos e manifestantes contramanifestações populares resultantes do golpe que colocou o genro de D.Norma Tedeschi ilegalmente na presidência da República.

Sem recato, discrição e quase fora do lar, a referida senhora tem tentado enxotar manifestantes, indo à sacada da casa de Temer para pedir que manifestantes deixem a rua onde mora o genro, em insólito grito de 'Fora vocês, que gritam fora meu(dela) genro'.

Pior, a destrambelhada, descontrolada e furibunda senhora também investiu contra vizinhos, um grupo de moradores do bairro de Alto de Pinheiros, na zona oeste de SP, que faz uma serenata em frente à casa do peemedebista. O evento, divulgado até pelo Facebook, foi chamado de "Serenata dos vizinhos contra o golpe!". De acordo com a descrição, a organização do ato é de um grupo de moradores "com a ideia de mostrar que no bairro também tem gente contra Temer e contra o golpe".

Desequilibrada, assombrada e quase descartada como terceira dama(via genro), só restou à sogra pirada recorrer à polícia que, a muito custo, parece ir conseguindo, não se sabe até quando,  acabar com a seresta e a manifestação contra o golpismo, não sem antes ouvir a versão para a ocasião do clássico chorinho 'Carinhoso', de mestre Pixinguinha, com os seguintes versos, "Meu coração, Não sei por que, Tem um infarto quando te vê..."

Ignora-se o estado emocional e psicológico da dedicada sogra. Sabe-se apenas que Temer pretende debandar definitivamente de São Paulo para o Jaburu, acompanhado de mulher e filhos. Também, ignora-se se D. Maria, ops, D. Norma, irá ou ficará trancafiada lá em São Paulo. Credo!

O Brasil deve pedir desculpas a Dilma e reconduzi-la ao lugar de onde foi tirada por um bando de corruptos


Ninguém falou agora do seguinte: como fica Dilma no meio desta sujeira toda que foi e é o processo de impeachment?

A decência impõe que o impeachment seja anulado e Dilma reconduzida ao lugar de onde foi retirada por um bando de corruptos: o Palácio do Planalto.

Os fatos conhecidos sobre o impeachment são estarrecedores. As declarações gravadas de Romero Jucá confirmam plenamente a péssima impressão causada na já histórica sessão da Câmara que votou pelo sim.

O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado, escreveu Machado de Assis. Este é o golpe. Era uma trama sinistra, mas seus autores podiam fingir que não era. Agora não dá mais. O pecado foi publicado. É de ciência de todos.

Uma mulher honesta sitiada por homens desonestos desde que ganhou de Aécio. Como ela poderia governar? No Congresso, Eduardo Cunha liderava com seus métodos de bandido psicopata o movimento para derrubá-la, auxiliado por capangas como Aécio e Serra.

Nos subterrâneos, o vice Temer conspirava. Toda a mídia, como disse Jucá, se engajou no golpe. Ministros do STF se juntaram aos golpistas, na narrativa crua de Jucá.

Na Lava Jato, Moro promovia operações tratadas como circos espetaculares pela Globo, e destinadas a minar Dilma.

Manifestações de analfabetos políticos manipulados pela mídia receberam da mesma Globo um tratamento delirantemente vip.

Sabotagem, sabotagem e ainda sabotagem.

Um pedido de impeachment estapafúrdio foi aceito por Cunha apenas como vingança por não ter sido apoiado pelo PT na comissão de ética que discute suas múltiplas delinquências.

Era um pedido tão sem nexo que arrolou como razão de impeachment as chamadas pedaladas fiscais, práticas contábeis comuníssimas na política nacional.

Os juristas responsáveis pelo pedido de impeachment se revelaram duas das piores coisas que o direito brasileiro jamais produziu: Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.

Não houve uma só etapa do impeachment que não estivesse manchada de lama, para não falar das bizarrices. Numa das maiores delas, Teori esperou uma eternidade para atender ao pedido de afastamento de Cunha. Os argumentos da Procuradoria Geral eram tais e tantos que foi solicitada uma pena de 138 anos de cadeia para Eduardo Cunha.

Mesmo assim, ele conduziu todo o processo na Câmara, dando a ele uma velocidade inversa à que deu nos trabalhos da comissão de ética que pode e deve cassá-lo.

Teori agiu incrivelmente tarde. E não só então. Desde março está em suas mãos a homologação da delação premiada de Sérgio Machado, e é nela que está a conversa em que Jucá desmascara, involuntariamente, o golpe.

Teori parece não ter sentido algum de urgência. É como se estivéssemos numa crise corriqueira na Suécia, e não numa dramática, sanguinolenta tentativa de golpe contra uma mulher íntegra que ousou combater a corrupção.

Tudo isso posto, o Brasil deve desculpas de joelhos a Dilma pela injustiça desumana que fez a ela.

E deve também devolvê-la ao posto a que ela chegou pelos votos de 54 milhões de pessoas.
(Paulo Nogueira/ DCM)

O ponto central


Quando a Polícia Federal apreendeu computador onde estariam revelações assombrosas a respeito da movimentação do banqueiro Daniel Dantas, a então ministra do STF, Ellen Gracie, cujo comportamento faccioso em defesa dos interesses do PSDB era insofismável, utilizou um argumento tão cínico quanto estapafúrdio, ao declarar que não estava provado que aquele conteúdo era a respeito do banqueiro encrencado.

Ontem(23),após as revelações da cabeluda conversa entre os assaltantes Romero Jucá e Sérgio Machado, onde aparece o PSDB encrencado até o baixo cóccix nesse lamaçal conspiratório para usurpar o poder popular e evitar a prisão de uma horda de malfeitores, eis que privatas acharam uma justificativa semelhante a da dissimulada ministra e alegaram ser outro PSDB, e não aquela corja que vendeu parte do Brasil.

Ocorre que, em qualquer lugar do planeta existe outra organização criminosa com essas digitais, logo, não há como negar que eles são eles e mais ninguém . Nem o mais desatento escrivão de polícia do mais longínquo município brasileiro cairia nessa desculpa furada.

Ainda que o ministro Gilmar Mendes, do STF,em decisão marcada pela canalhice costumeira, tenha brecado investigações a respeito das trocentas delações contra o notório delinquente Aécio Neves, sabe-se o porquê da ação do malsinado togado, ali colocado de forma proposital pelo mega larápio FHC a fim de fazer exatamente o que tem feito: ações políticas em defesa dos interesses e impunidade da quadrilha privata.

Cabe à justiça doravante repudiar essa heteronomia vigarista e aprofundar as investigações a respeito de tudo que é dito não apenas pelos macuqueiros Jucá e Machado, mas por outros bandidos que entregaram seus comparsas privatas em várias ocasiões, mostrando serem os mesmos os verdadeiros artífices dessa mega ladroagem, a partir da privataria tucana, tão bem esmiuçada no livro homônimo. Enquanto isso não for feito, não sairemos do campo da encenação jurídica, deliberadamente feita a fim de contornar o ponto central do problema.

Sordidez


E o PIG segue na mais abjeta operação-abafa. Ontem(23), individualizou a gravação em que o larápio Romero Jucá foi pilhado revelando os detalhes sórdidos do impeachment; hoje, praticamente esquece do tema e parte pra dar ênfase aos temas da agenda do usurpador Temer.

Independente de todo o lamaçal que foi atirado no povo brasileiro, as gangues midiáticas e monopolistas julgam que podem ignorar assunto tão relevante, em troca de quinquilharias diversionistas engendradas pelo golpismo.

Com isso, o país segue vitimado pela ocultação de uma ação sem precedentes em favor do crime organizado. Mais grave. Dessa vez não se trata de proteger membros de facção ligada ao crime comum, mas hordas de meliantes que valeram-se de seu status político para delinquir e,em seguida, uniram-se em bando para obstruir investigações, tornando-se, com efeito, na mais vil e audaciosa quadrilha de ladrões que se conhece.

Ao transformarem o país em terra sem lei, segundo Jucá altas patentes militares e ministros do STF teriam aquiescido à sordidez revelada nas gravações do repórter Rubens Valente, forçam aos titulares dessas instituições, fundamentais para a soberania do estado democrático de direito, virem a público desmentir essa solércia, caso contrário nos transformaremos em uma Líbia pós Khadafi.

Não pode o país, a partir de hoje, mergulhar na paz dos pântanos com a remoção do lixo Jucá para baixo do tapete dessa vilania. Imaginar que tudo está resolvido a partir da demissão do salafrário pego com a boca na botija significa aceitar a tática delinquente do braço midiático dessa quadrilha.

Pelo contrário. O momento é de mobilização popular pra exigir não apenas a saída desses quadrilheiros do poder que usurparam em nome do banditismo. É preciso que seja cobrado das autoridades que ainda detém alguma nesga de credibilidade a fim de aprofundar as investigações de quem tem "esquemas", de quem tentou abafar o funcionamento republicano das instituições, de quem posa com ares de vestal enquanto subterraneamente trata-se de repulsivo gangster.

Enfim, é preciso por um freio na forma cínica, dissimulada e criminosa como a mídia monopolista resolveu tratar os fatos no país, acumpliciando-se com malfeitores para garantir repercussão positiva junto à opinião pública da ação desses criminosos. E, pelo visto, só o povo nas ruas será capaz de cobrar que imediatamente essas providências sejam tomadas e esse gangsterismo refreado em seu ímpeto criminoso.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A "PURIFICAÇÃO" DO GOVERNO TEMER


PSOL pede prisão preventiva de Romero Jucá

BRASIL DE FATO
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ingressou na tarde desta segunda-feira (23) com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) para que seja pedida a prisão preventiva do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que acaba de se licenciar do cargo de ministro do Planejamento. Ele é acusado de supostas práticas de obstrução da Justiça em relação a investigações da operação Lava Jato e a inquéritos e ações penais em trâmite no Superior Tribunal Federal (STF).
A iniciativa do PSOL ocorre após o vazamento do áudio em que Jucá conversa com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a respeito da operação. O diálogo, cujo conteúdo foi divulgado pela Folha de São Paulonesta segunda (23), compromete personagens envolvidos na articulação do afastamento de Dilma Rousseff (PT) e relaciona o processo de impeachmentao que Jucá chama de "estancar a sangria" representada pela Lava Jato, na qual tanto ele quanto Machado são investigados.
O áudio, com duração total de 1h15min, está sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi gravado semanas antes da votação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.
Repercussão
O conteúdo da conversa deu a tônica dos bastidores do Congresso neste começo de semana. Para deputados que fazem oposição ao governo Temer, o diálogo entre Jucá e Machado sedimenta a ideia de que o afastamento de Dilma teria sido uma manobra política orquestrada pela oposição ao governo do PT no intuito de livrar investigados da Lava Jato.
"As declarações são gravíssimas, uma verdadeira bomba atômica. (…) Toda essa conversa visou acelerar o processo de impeachment para depois, com a posse do novo governo, abafar a operação. Foi para blindar os que estão sendo investigados e acho que, com isso, o governo Temer mostra a sua total ilegitimidade", afirma Ivan Valente (RJ), líder do PSOL na Câmara. Para ele, em analogia com o que ocorreu com o ex-senador Delcidio Amaral, há justificativa não só para o afastamento de Jucá, mas também para a pisão.
Para o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), estaria claro que a gravação mostra uma articulação "fraudulenta" para derrubar Dilma. "Está provado agora que é para estancar a Lava Jato. Eu fiquei indignado com isso porque o Jucá diz no áudio que, se ela (a operação) seguir, eles estão fritos. A operação está funcionando e deve continuar. Espero que qualquer bandido, independente de partido, vá para a cadeia. Nós vamos para a luta política", declarou o parlamentar.
Afastamento
Após muitas especulações ao longo da tarde sobre a manutenção de Romero Jucá no cargo de ministro, o peemedebista confirmou na tarde da segnda, em entrevista concedida nos bastidores da Câmara, que está se licenciando da função e que agora retorna ao Senado para dar seguimento ao mandato parlamentar. Ele não confirmou se a licença atende a um pedido do presidente interino Michel Temer (PMDB).
O atual secretário-executivo do MPOG, Dyogo Henrique de Oliveira, assume o cargo de ministro interinamente.
Movimentos populares
Entre os pontos levantados durante a conversa grampeada de Romero Jucá e Sérgio Machado, fora citados alguns movimentos populares, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Na ligação, o peemedebista se refere a eles como grupos que "dão crédito" a Lula e ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT).
Na opinião do dirigente nacional do MST Alexandre Conceição, a conversa demonstraria a existência de articulações escusas nos bastidores do Congresso para promover a retirada de direitos dos trabalhadores.
"Isso traz à tona aquilo que os movimentos sociais já vêm denunciando: há uma quadrilha assaltando o Brasil. Primeiro, assaltaram a cadeira da presidenta Dilma e querem agora assaltar as instituições e controlar os movimentos", disse o dirigente.
Ele reiterou que o MST permanece na oposição contra o processo deimpeachment e contra o governo interino. "Nós seguiremos lutando para que a democracia seja retomada e que Dilma possa reassumir o mandato dela, com a orientação também de que ela precisa retomar as pautas dos movimentos que nós elegemos em 2014, na época das eleições", concluiu.
Posição
A respeito do áudio divulgado, Jucá afirmou que a "sangria" a que se refere não teria relação com a operação Lava Jato. "Trata-se da sangria de um modo geral, da questão econômica, política e social. Tenho dito isso em diversas entrevistas e já disse que não se atenham a uma frase apenas. É preciso ver o contexto", argumentou.
O senador disse ainda que não retificaria a fala do áudio que vazou e nega as acusações de que estaria obstruindo a Justiça. "Não mudo um milímetro do que falei e não há nenhum tipo de interferência minha na Lava Jato", defendeu-se.
Questionado se acredita que retorna ao Ministério do Planejamento, ele informou que vai aguardar o posicionamento do MPF e do Supremo. "Enquanto isso, eu volto para o Senado para fazer o embate aqui", finalizou.