Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 20 de outubro de 2018

Derrotado



Bom, se 60% dos paraenses desaprovam a forma como o Pará é governado por Simão Jatene, conforme a pesquisa do IBOPE de quinta-feira última, é lógico que isto é componente a favor desse favoritismo de Helder a vencer a disputa pela sucessão de Simão, conforme também atestou a dita pesquisa.

Assim, parece que o problema não é este ou aquele candidato escolhido, mas a identificação da candidatura governista sob as bençãos do mandatário quase em fim de mandato.

Há até quem diga que o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, seria mais competitivo que o atual candidato Marcio Miranda, principalmente pelo potencial de Pioneiro em ganhar votos na Região Metropolitana de Belém, reduto que derrotou o candidato emedebista no primeiro turno de 2014, sendo agora revertido para uma votação consagradora.

Mas tudo isso parece solução de arquibancada para um time que acabou de ser derrotado. Com efeito, um governante bem avaliado por menos de 1/5 da população, enquanto  ou o repudiam ou a ele são indiferentes os outros 4/5, dificilmente terá êxito na tarefa de fazer o sucessor.

Assim fosse o Pioneiro, como é o Marcio Miranda, a tarefa parecia inglória acrescido por esse que é um dos fatos mais marcantes desta eleição: o fracasso retumbante do PSDB, com a possibilidade de eleger um ou dois governadores e uma bancada reduzida à metade do que era no Congresso Nacional, na legislatura passada.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

TRAGÉDIA


Ao esconder o Bolsolão, a Globo mostra que está aberta para negócios com o ex-capitão


Vergonha alheia.

Desde a vitória de Donald Trump, quando ficoucomprovado que as redes sociais transformaram-se numa usina de mentiras decisiva, o mundo inteiro anda de olho nos países onde estejam ocorrendo eleições.

Ontem não foi diferente. Tão logo veio a público a bomba estampada na capa da Folha de S.Paulo, em letras garrafais: “Empresas bancam disparo de mensagens anti-PT nas redes” com a denúncia de que várias empresas firmaram contratos de até R$ 12 milhões para emissão de mensagens a serem feitas na próxima semana, a última antes da eleição de segundo turno, a repercussão foi imediata, enorme e mundial.

O Guardian afirmou que Bolsonaro – a quem se referiu como ‘um populista pró-tortura que elogia a ditadura’ – “tem recebido ajuda ilegal de um grupo de empresários brasileiros que estão patrocinando uma campanha para bombardear usuários do Whatsapp com notícias falsas”.

E assim foi ao longo do dia. Não se falava de outra coisa em redações, escritórios, bares e padarias. Portanto cresce aos olhos o fato de que o grupo Globo tenha ficado na moita praticamente o dia inteiro. E quando não tinha mais como segurar, foi obtuso.

Somente no final da tarde o G1 noticiou discretamente, dentro da seção ‘Eleições’, fora da primeira página. Já o site do O Globo havia postado uma matéria com o títuloforte “Bolsonaro pode ser acusado de abuso de poder econômico e ter candidatura impugnada”, mas logo depois derrubou o link.

E o Jornal Nacional não trouxe o tema nem como notícia. Deixou que o assunto fosse abordado pelo próprio Fernando Haddad no bloco que traz as informações sobre a agenda dos candidatos.

“Estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral. E fico perplexo que o pressuposto dessa campanha era liquidar a eleição no primeiro turno para que as notícias de hoje não viessem à tona”, disse o petista. A perplexidade era geral, diga-se, mas a empresa da família Marinho fazia cara de paisagem.

Fez pior. Em seguida ao bloco das agendas dos candidatos, o telejornal emendou uma reportagem curta e desvinculada na qual Raquel Dodge afirmou que fakenews “não convém à democracia”; Rosa Weber declarou “que os dois lados precisam combater as informações falsas”; Que Fachin pediu “fair play aos dois lados”.

Em resumo, deu-se um jeito de equilibrar a coisa toda, como se isso fosse possível. Agiram como Trump em resposta ao ataques de supremacistas brancos.

Jair Bolsonaro, como já se previa, saiu-se com o argumento que tem usado em todas as ocasiões (e que revela seu grau de despreparo e seu caráter): “Eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência”.

O candidato tem reagido dessa forma covarde e espantosa para todo e qualquer evento importante – de incêndio em museu a assassinato cometido por seus seguidores – mas e a Globo? Vai aguardar 50 anos para se retratar, como fez para admitir seu apoio à ditadura?

Veja o tamanho da gravidade da situação: o PT entrou com pedido de inelegibilidade de Bolsonaro por abuso de poder econômico e o caso fez com que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) convocasse para hoje, às 16 horas, uma coletiva de imprensa na qual estarão a presidente do TSE, Rosa Weber, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), general Sérgio Etchegoyen, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro.

Mas quem se informa exclusivamente pela Globo hoje será pego de surpresa e seus jornalistas terão que, mais uma vez, simular que ontem não sabiam de nada.

Vergonha, hein.
(Mauro Donato/ Diário do Centro do Mundo)

Bandido chileno visita seu similar tupiniquim



José Antonio Kast, que conseguiu alguma notoriedade no Chile puxando o saco do sanguinário e narcotraficante Augusto Pinochet, visitou ontem o candidato do PSL.

O símile chileno do fascista brasileiro veio atrás de algum brilhareco, depois que foi derrotado nas eleições presidenciais e desmascarado com a vinda da verdade à tona a respeito das ligações de seu ídolo com o tráfico de drogas.

Como todo celerado faz quando está em baixa, engrena um discurso moralista contra aborto e corrupção, mas não deixa de exaltar um regime imposto à força aos chilenos e que matou milhares de desafetos políticos. Um bandido!

O fantasma de nova ventura autoritária


The New York Times, nos EUA; The Guardian, na Inglaterra e Le Monde, na França, reportam-se a mais esse ataque da extrema-direita brasileira contra a democracia e contra a lisura de um processo eleitoral que já vinha conspurcado com a exclusão ilegal do favorito na disputa.

Com esses últimos ataques imorais à legislação, percebe-se que a tarefa não era apenas excluir Lula, mas, ganhar a eleição a qualquer custo, nem que para isso tivessem que recorrer a um celerado vassalo de Trump, bem como ao total desrespeito a lei.

A postura vacilante da justiça brasileira nos coloca sob a ameaça da reedição de um AI-1, aquele ato saído das Forças Armadas que extinguiu partidos, em 1965, e transformou a eleição presidencial daquele ano, até 1985, em eleições indiretas, depois de prometerem que devolveriam o poder aos civis tão logo depusessem Jango.

O resto da história dessa fatídica aventura sabemos como foi, assim como é assustador saber que a presidenta do TSE dará entrevista sobre o crime do candidato do PSL, denunciado ontem pela Folha de São Paulo, tendo ao seu lado um general servidor do Poder Executivo.

Desgraçadamente, os fatos históricos atuais nos levam a temer por uma nova aventura autoritária no país, tudo porque uma eleição limpa e democrática não seria suficiente para manter legitimamente o consórcio golpista no poder. Tal e qual aconteceu com Jango, que fazia um governo com mais de 70% de aprovação popular.

Lula saiu do governo com mais de 80% de aprovação. Foi sequestrado e encarcerado para não disputar. Ainda, assim, teve uma capacidade admirável de transferir votos ao sucessor. Deu nisso: fraude, empulhação, truculência, desprezo pelas leis e principalmente essa ameaça explícita da volta do autoritarismo. Triste!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

58x42



A pesquisa IBOPE para o governo do Pará, divulgada há pouco pela TV Liberal, apresenta um quadro estável desde o resultado do primeiro turno das eleições.

Helder tem 58% dos votos válidos e Márcio Miranda 42%, mais ou menos a diferença verificada no primeiro turno.

Até na rejeição os dois se equivalem: enquanto a do emedebista está em 29%; a do demista está em 25%, tudo dentro da margem de erro.

Pelo visto, Helder deve viver sob a mesma tensão vivida em 2014, quando esteve próximo de vencer já no primeiro turno e acabou derrotado no segundo.

Chama a atenção, ainda, que o apoio declarado pelo terceiro colocado, o petista Paulo Rocha, não foi capaz de gerar um pontinho percentual sequer para o filho de Elcione.

Aliás, não será nada espantoso se o apoio declarado por Paulo acabar tendo efeito  contrário na medida em que Helder é golpista de primeira hora e a militância petista parece não digerir esse apoio. 

Haddad pede ao TSE inelegibilidade de Bolsonaro por crime eleitoral


A coligação O Povo Feliz de Novo, do candidato a presidente Fernando Haddad, protocolou nesta quinta-feira, 18, no Tribunal Superior Eleitoral, com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), pelo crime de abuso de poder econômico, por conta da disseminação em massa de notícias falsas pelo WhtsApp.

A ação protocolada é contra Jair bolsonaro, seu candidato a vice-presidente, Hamilton Mourão, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e as empresas Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços Ltda., Yacows Desenvolvimento de Software Ltda., Croc Services Soluções de Informática Ltda., Smsmarket Soluções Inteligentes Ltda., e do próprio Whatsapp Inc, que pertence ao Facebbok.

Diz trecho da ação: 'Os representados contrataram empresas de disparos de mensagens em massa, conforme reportagem publicada pelo Jornal Folha de São Paulo, em 18 de outubro de 2018, há indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores, e a Coligação 'O Povo Feliz de Novo', pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, consubstanciando doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários".

Segundo petição, "resta evidente claro o abuso de poder econômico na medida em que a campanha do candidato representado ganha reforço financeiro que não está demonstrado nos gastos oficiais de arrecadação eleitoral e, possivelmente têm origem vedada (Pessoa Jurídica), todavia os resultados do abuso perpetrado serão por ele usufruídos".

"Ademais, no presente caso, há flagrante prova da tendenciosa intenção de beneficiar o candidato Jair Bolsonaro. Pretende-se, assim, coibir abuso de poder econômico capaz de causar desequilíbrio das eleições, decorrente da prática supracitada. 11. Inclusive, este favorecimento das redes vem sendo uma marca da campanha de Jair Bolsonaro, sendo que, no que tange ao uso de mentiras como estratégia de propaganda, segundo indica a Agência Lupa, as candidaturas de Bolsonaro e Mourão vem se demonstrando como as principais beneficiárias".
(Brasil 247)

Diretor do Datafolha confirma: fraude no WhatsApp influenciou o resultado das eleições

Após a explosão do escândalo que atingiu hoje (18/10) a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, postou hoje em sua conta pessoal no Twitter que as “PESQUISAS ELEITORAIS evidenciaram a impulsão da onda nos momentos finais. RJ, MG e DF são claros exemplos. Ao se comparar as fotos das vésperas, registradas por Ibope e Datafolha, em comparação com a foto das urnas, o fenômeno é claramente explicitado”.

O comentário do diretor do Datafolha confirma que a fraude no WhatsApp praticada pela campanha de Bolsonaro influenciou o resultado das eleições. Reportagem de hoje do jornal Folha de S. Paulo revelou que “empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp” e que, “com contratos de R$ 12 milhões, prática viola a lei por ser doação não declarada”.



De acordo com a Folha, “serviços enormes de disparos de WhatsApp na semana anterior ao segundo turno comprados por empresas privadas” estavam programados, de modo a repetir a onda a favor de Bolsonaro e de seus apoiadores que atingiu a reta final do primeiro turno da eleição.

O jornal destacou, nesse sentido, o exemplo da campanha para o governo estadual em Minas Gerais. Ali, dias antes do primeiro turno “eleitores em Minas receberam mensagens de WhatsApp vinculando o voto em Zema ao voto em Jair Bolsonaro” e que “Zema, que estava em terceiro nas pesquisas, terminou em primeiro”.

Fernando Pimentel, do PT, que estava em segundo nas pesquisas até a véspera da eleição, acabou fora do segundo turno após essa onda em favor de Zema. E Dilma Rousseff, que liderava as pesquisas para o Senado até a véspera também, terminou na quarta posição – de modo completamente surpreendente. Agora, as explicações, pelo jeito, começam a aparecer.

“A perplexidade geral dá lugar a uma explicação racional, hoje, na Folha, que mostra como empresários bancam disparo de mensagens nas redes de forma ilegal”, conforme destacou hoje em sua conta pessoal no Twitter a jornalista Mônica Bergamo.
(Lula.com.br)

PODRIDÃO



De noite, a absorta presidenta do TSE reúne os advogados dos dois candidatos, circundada pelos sisudos Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, e pede moderação na violência e pudor no uso dos abjetos fake news.

Imediatamente, ambas as representações empenham suas respectivas palavras que obedecerão as recomendações da Corte eleitoral, prometendo dar um basta naquele comportamento boçal que fez do Mestre Moa vítima fatal.

Na manhã seguinte, hoje, veio o gigantesco e debochado desmentido da campanha do candidato do PSL, através da revelação feita pelo jornal Folha de São Paulo, de que conteria a torrente de fakes despejados contra eleitores a fim de difamar criminosamente os concorrentes.

Pelo jornal, ficamos sabendo que 156 empresários inescrupulosos gastaram R$12 mil cada um, sem que esse dinheiro conste da contabilidade da campanha do beneficiário, ou seja, uso indecente do Caixa 2, pra derramar uma série de injúrias e difamações contra o adversário neste segundo turno.

Difícil dizer qual diploma legal inerente as eleições não foi violado nessa vil iniciativa de empresários e candidato, assim como é flagrante o deboche contra a presidenta do TSE e ministros que julgaram ser possível uma conversa civilizada com as duas partes, sendo que uma delas nutre desprezo atroz pela civilidade.

Assim, essas eleições que começaram marcadas pelo casuísmo e desprezo togados por direitos fundamentais da pessoa humana, inscritos na Constituição Federal e Tratados Internacionais, caminha para um desfecho ainda mais patético, com os beneficiários do desprezo pela lei fazendo chalaça com os próprios integrantes do Poder Judiciário.

Difícil dizer para onde caminha esta República diante dos olhos internacionais, depois dessa revelação deplorável. desgraçadamente, com jeito de mais uma vilania tolerada pelo Poder Judiciário, que abre mão do seu papel institucional e assume o timão de um barco à deriva barco no rumo do pântano institucional vivido desde o golpe de 2016, vilipêndio que nos dará um soba travestido de chefe de estado. Lamentável!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O porquê do ódio da grileira Regina Duarte ao PT

Suspensa liminar que beneficiava Regina Duarte e outros grileiros

Foi suspensa hoje (30) a liminar que determinava a retirada do acampamento dos índios guaranis kaiowás da Fazenda Cambará, em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante reunião com líderes indígenas na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH). De acordo com a decisão da Justiça, os cerca de 170 índios que vivem no acampamento devem permanecer no local até que a demarcação de suas terras seja definida.

A decisão da desembargadora Cecilia Mello, do Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3) em São Paulo, acata o recurso apresentado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Ministério Público Federal (MPF). O agravo de instrumento, apresentado dia 16, representava contra uma liminar anterior, favorável à manutenção de posse proposta por Osmar Luis Bonamigo, dono da fazenda.

Em seu despacho, a desembargadora considerou que “o caso dos autos reflete, de um lado, o drama dos índios integrantes da Comunidade Indígena Pyelito Kue que, assim como outros tantos silvícolas brasileiros, almejam de há muito a demarcação de suas terras. E, de outro lado, o drama não menos significativo daqueles que hoje ocupam terras supostamente indígenas que, na maioria das vezes, adquiriram a propriedade ou foram imitidos na posse de forma lícita e lá se estabeleceram”. A magistrada declara ainda que “os indígenas se encontram em situação de penúria e de falta de assistência e, em razão do vínculo que mantêm com a terra que creem ser sua, colocam a vida em risco e como escudo para a defesa de sua cultura”.
A decisão foi recebida com entusiasmo pelos presentes à reunião. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, que presidiu o encontro, disse que o próximo passo é agilizar o processo de estudos para demarcação da terra indígena. “Essas pessoas têm empreendido uma luta com o apoio de toda a etnia guarani kaiowá e todos os guaranis e comunidades indígenas do Brasil”, disse referindo à luta dos guaranis kaiowás e de outras etnias em Mato Grosso do Sul pela demarcação de suas terras.
Solano Pires, líder guarani kaiowá do Acampamento Puelyto Kue, falando em guarani, expressou sua alegria com a decisão da Justiça e reafirmou a ancestralidade dos índios sobre a terra. “Essa tekoha [terra sagrada] é nossa. Meu avô e meu tataravô estão enterrado lá”, disse.
A desembargadora também revogou a multa diária de R$ 500 contra a Funai por descumprimento da decisão de retirar os índios do local. A Funai argumentou no tribunal que “não detém a tutela da comunidade indígena, não influencia na sua cultura, no modo de viver e nem mesmo foi responsável pela retomada da área em conflito”.
Cecilia Mell diz também que a Funai deve adotar todas as “providências no sentido de intensificar os trabalhos e concluir o procedimento administrativo de delimitação e demarcação de terras”. Também autoriza que outros órgãos governamentais possam ter acesso ao acampamento para prestar assistência aos índios.
Durante a reunião, José Eduardo Cardozo anunciou que já tomou várias medidas para assegurar melhores condições para os índio. Ele destacou o reforço no contingente da Força Nacional e da Polícia Federal para garantir a segurança no local, e que solicitou que a Funai agilize o processo de demarcação de terras.
O ministro disse que em até 30 dias será apresentado o relatório final definindo se a área reivindicada pelos índios. “Nós vamos aprovar dentro de 30 dias. Falta apenas a questão do levantamento fundiário para que o processo possa ser aprovado”. Apesar disso, o ministro reconheceu que o processo de demarcação das terras indígenas ainda deve demorar. “A questão da demarcação de terras indígenas é extremamente conflituosa. Nós temos decisões liminares que interrompem o processo. É difícil estimar um tempo para o próximo passo”, ressaltou.
(Agência Brasil)

Temer pode ter assinado um novo AI-5 e antecipado o sonho do fascismo de retrocesso em 40 anos


No dia 15 de outubro último, Michel Temer e seu Ministro General Sergio Westphalen Etchegoyen publicaram o Decreto 9.527/2018 criando uma Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. Sem definir o que é crime organizado, o Decreto diz que visa o “enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições”.

Vivemos um momento de avanço da tutela militar sobre nossa sociedade. Com esse decreto, basta definir que movimentos sociais urbanos e rurais são organizações criminosas.

Estamos vivendo o momento de volta da doutrina do “inimigo interno”, enquanto as Forças Armadas se calam diante da entrega da Embraer, do loteamento do pré-sal, da desqualificação das denúncias de Snowden e do uso até dos e-mails oficiais do governo de empresas notoriamente comprometidas com o esquema de espionagem da NSA.
(Revista Forum)

Jornalixo e pauta-bomba



Fiel ao seu estilo anti povo, GloboNews escandaliza a respeito da derrubada de um veto, no Plenário do Senado Federal, aposto pelo golpista temerário ao projeto que criou o piso salarial dos agentes de saúde, na ordem de R$1.535,00.

Segundo a vil reporcagem, a manutenção do piso terá um custo no orçamento na ordem de mais de R$3 bilhões, em três anos.

Curioso é que não se viu tanta comoção contra o reajuste do Poder Judiciário, pior ainda em relação ao venal auxílio-moradia pago a juízes detentores de imóveis de R$5 milhões, contando com o silêncio comparsa dessa mídia acanalhada.

Incrível, ainda, como bastou parlamentares tomarem decisão em favor de um segmento de trabalhadores pra que o jornalixo global passasse a falar em pauta bomba com que o Congresso inviabiliza as contas públicas.

Quando estava de beijos e abraços com o gangsterismo chefiado pelos meliantes Aécio Neves e Eduardo Cunha, essa corja midiática cagava e andava para as medidas tomadas na calada da noite a fim de inviabilizar o governo Dilma.

Patifes como eles só, preferiam debruçar-se sobre os resultados daquela bandidagem e sedimentar a vil cantilena que o PT quebrou o país. Malfeitores! 

Farsa, truculência e fantasia no reino da aventura autoritária. Mais uma.


No meio de toda essa aventura reacionária do pijama verde oliva, ficamos sabendo algumas coisas interessantes saídas da caserna e que dizem respeito ao serviçal dos generais.

Por exemplo, até pouco tempo as maiores patentes do Exército troçavam do capitão porque o mesmo tinha mais tempo de parlamento que de farda, algo que certamente feria as suscetibilidades castrenses daqueles desafetos de civis, pior ainda quando esses civis passam a maior parte da sua vida no conspurcado parlamento brasileiro.

Sabemos, também, que a Aeronáutica não nutre qualquer simpatia pelo parlamentar/militar sabendo-se, ainda, que os militares da nossa força aérea não nutrem pelo PT o mesmo ódio nutrido por esses sisudos chefes do Exército, conforme ficou comprovado no deplorável episódio da condução coercitiva morista contra Lula, canalhice cujo desfecho infame foi evitado pela ação de um oficial da Aeronáutica.

Pode ser que estejamos diante de um exercício ocioso de elucubração política, mas é fato que uma vitória do subalterno do general Mourão pode trazer problemas administrativos e diplomáticos que talvez estejam além da vã e imediatista visão eleitoreira oriunda daquela onda que antes nos deu um golpe contra a democracia e contra a vontade soberana do povo.

Não à toa, a facada é sucedida agora por uma outra narrativa insólita, dando conta de ser o favorito da direita brasileira portador de moléstia incurável, fato que pode nos remeter a um cenário tão fantástico quanto o da literatura continental, em que o ungido vagará, vivo ou morto, pela cena política desfiando todo o autoritarismo e conservadorismo que não é só seu, mas principalmente de seus superiores. Credo!

Simão e o 'mico flexado'


Perto de deixar o governo do estado(31/12/2005), Simão Jatene ainda teve tempo de brindar o correligionário Flexa Ribeiro com um mimo. Às custas do contribuinte, claro.

Desapropriou um imóvel de propriedade do suplente de D. Costa no Senado, sito a rua dos Pariquis, próximo a travessa 14 de Março, por um preço nazarenamente camarada.

Nada a ver, óbvio, com a padroeira dos paraenses, mas com aquela desembargadora homônima da santinha, cuja casa foi desapropriada e paga duas vezes pelo governo dos tucanos.

Eleita governadora em 2006, Ana Júlia Carepa recebeu aquele esqueleto entre os imóveis de propriedade do estado, sem que se soubesse que destino dar ao mico 'flexado'.

Foi decidido, então, que ali seria a sede da Funtelpa, abrigada ali na esquina do Chaco com Almirante Barroso em um imóvel que está mais para cenário de escombros na guerra em que os EUA travaram contra os mexicanos.

O imóvel foi praticamente reconstruído e adaptado para servir à fundação de telecomunicações pública, mas, desafortunadamente não pôde ser concluído na sua totalidade.

Ana Júlia é derrotada e Simão assume o governo com aquele ar de vendedor de tapete mágico, pregando austeridade contra a gastança encontrada na gestão da antecessora.

E uma das vítimas do 'austericídio' lorótico foi justamente o prédio que abrigaria a Funtelpa, aquela altura com mais de 90% de suas obras concluídas.

Oito anos depois do abandono, sabe-se lá porque, Simão faz o que deveria ter feito lá atrás passando a toque de caixa a Funtelpa para o prédio da Pariquis.

À margem de qualquer outra intenção, essa é mais uma iniciativa do governo do estado que mostra o quão Jatene foi perverso com o povo paraense, ao tentar apagar inciativas de sua antecessora.

A paralisação das reformas das escolas públicas, que entregará ao sucessor em estado deplorável; e aquele porto construído na Arthur Bernardes, que criminosamente abandonou em razão de lobby de correligionários donos de embarcações que eram contra o uso daquele espaço, são apenas alguns dos exemplos que atestam ter o Pará retrocedido uns 40, 50 anos sob esse que foi um dos piores que já tivemos. 

Os de lá, os de cá e o 'osso'



No primeiro turno das eleições ao governo do Pará, o candidato Helder Barbalho(MDB) realizou trocentas carreatas na capital e no interior, como se fosse um road/candidate.

Agora, parece ter adotado um novo e insólito tipo de 'veículo', com o qual procura captar votos do adesismo oportunista que está sempre do lado do governo, indiferente ao fato do governo mudar de lado.

Em vez da carreata, a 'barcoata', uma embarcação disponível pra recebe diariamente a rataria que está pulando da nau que aparenta ir a pique neste segundo turno.

Não que a carreata fosse refratária ao estilo 'coração de mãe'. Longe disso. Mas a barcoata parece ter sido construída especificamente para atender os que fogem do naufrágio anunciado para o porto seguro do oportunismo.

Claro que alguns afundarão junto com o candidato demista, todavia, os que terão direito a uma vaguinha na embarcação barbalhista certamente serão suficientes pra confundir a cabeça do eleitor incauto, quando este olhar e constatar que o dito cujo era do lado de lá e agora é do de cá.

Enfim, na rua, na chuva, na fazenda ou nos palácios adornados por sinecuras mil os de lá estão cá, juntos com os que pareciam estar lá e todos estão juntos unidos pelo mesmo propósito: não largar o suculento 'osso' chamado erário. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Fascistóides Ronaldinho e Rivaldo podem ser afastados da condição de embaixadores do Barcelona por apoio a Boçalnaro




As informações são do portal espanhol Sport. O clube catalão entende que os valores professados pelo candidato não corroboram com os que são defendidos pelo Barcelona

De acordo com informações do portal espanhol Sport, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo podem ser afastados da função de embaixadores do FC Barcelona por terem declarado apoio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com o periódico, o clube catalão entende que os valores professados pelo candidato não corroboram com os que são defendidos pelo Barcelona.


Apesar do clube não ter se posicionado de forma oficial, o Sport afirma que o Barcelona deverá afastar de forma progressiva os dois brasileiros dos eventos oficiais, tais como os jogos pelo time ‘Legends’, como aconteceu em Recife neste ano, na Arena de Pernambuco.
(Revista Forum)

SBT é notificado: se Bolsonaro foge do debate, Haddad quer falar



Nesta terça-feira (16/10), a assessoria jurídica da coligação “O povo feliz de novo” enviou notificação extra-judicial para o SBT requerendo que, caso Jair Bolsonaro se recuse a participar de debate entre presidenciáveis promovido pela emissora no dia 17/10, o horário seja reservado para que Haddad conceda uma entrevista à emissora.

Ao mesmo tempo que Bolsonaro não confirma sua participação no debate – e já deixou evidente em suas redes sociais que não pretende comparecer ao mesmo – , o candidato do PSL confirmou entrevista, no próprio SBT, para esta terça (16/10), véspera do debate! Bolsonaro só aceita falar sozinho, prefere se esconder nas redes sociais a debater frente a frente com Haddad.

“A eventual ausência de Bolsonaro ocorrerá por mera liberalidade e suposta estratégia política”, afirma o documento. Desta maneira, é plenamente possível que a oportunidade do debate seja destinada à realização de entrevista com Fernando Haddad.
(Lula.com.br)

Parlamentares europeus repudiam ascensão do fascismo no Brasil


"Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico. Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!", diz um trecho de manifesto subscrito por vários integrantes do Parlamento Europeu, em repúdio à expansão do fascismo no Brasil.

Infelizmente, por aqui há diversos segmentos de políticos que batem no peito e se dizem democratas que estão distanciados da angustiante situação e até quem veja com bons olhos o triunfo dessa onda obscurantista que ameaça quebrar em nossas cabeças.

Tal e qual 1964, quando parlamentares e togados também sucumbiram ao autoritarismo, agora não são poucos os que veem mais perigo em um governo criador de políticas de inclusão social, do que em um consulado fardado e herdeiro de uma onda de violência incentivada pela mídia e pela toga.

Não sabemos, caso se confirme a tragédia ora anunciada, como serão tratados os donos do poder fascista quando estiverem em reuniões de organismos internacionais. Todavia, a julgar por reações como a aqui citada, o país pagará pela irresponsabilidade de sua elite que vilipendiou a democracia e levou o Brasil a ser visto como pária internacionalmente.

O sucesso da fábrica da morte, e o nazista tropical




Não deu outra. Como indicaram a subida da Bovespa e a queda do dólar, Boçalnaro estava bem na dianteira das pesquisas logo após anunciadas. Tem sido assim.

Pelo visto, quando for preciso lucrar com a venda de ativos, há de vir uma pesquisa em que Haddad tenha subido nas pesquisas e o nazista tropical caído. É do jogo.

Como se vê não é só Carlos Gardel que se eternizará enquanto houver um cabaré e um otário. O mercado financeiro também funciona como cabaré e encanta chusmas de otários.

Todavia, o que mais chamou atenção e assustou ontem foi a subida estratosférica das ações da fabricante de armas Taurus, mais de 160% do valor inicial do pregão.

Pior é que os sacripantas, vulgo analistas que leem a farsa encenada no dia não tem pudor de expor que a tal subida é, sim, fruto da perspectiva de vitória do candidato direitista e a ameaça de mandar às favas o Estatuto do Desarmamento.

A continuar essa facilidade em lucrar, corremos até o risco de diversificação do negócio dessa maldita empresa que vive da morte, passando a fabricar produtos populares como tacape envernizado, baladeiras que atiram pedras dundum e por aí vai. End of the picade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ameaça medieval



Segundo a Segup, o Círio deste ano levou 1,2 milhão de pessoas às ruas.

A ser verdade este e os cálculos feitos em anos anteriores, mais especificamente 2016 e 2017, então, a procissão perdeu algo em torno de 800 mil fiéis, neste Círio.

Vale lembrar que ninguém contestou os dois milhões de romeiros que acompanharam a procissão, nos dois anos imediatamente anteriores a este, logo, aqueles números correspondiam à verdade, sem ufanismos.

Nesses tempos em que o fundamentalismo religioso difundido por pastores pentecostalistas reacionários coloca um candidato com imensas chances de tornar-se presidente do país, é inevitável fazer tais comparações.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, já são 31% aqueles eleitores que se declaram evangélicos, nesta eleição. Em 2014, não chegavam a 20% do eleitorado.

Se há o avanço de uma forma de revelar a verdade religiosa ao povo de forma reacionária em expansão, enquanto outra, digamos mais neutra, passando por processo de retração, claro está que estamos abrindo caminho para que a "verdade" revelada que se pretende futuramente hegemônica tem a ver, sim, não só com a diminuição gigantesca do número de promesseiros no Círio, mas, também, com um candidato que anuncia o fascismo como novidade política para o país. Será?