Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Já deu


 
Leio que há estudos(?) para construir um outro terminal rodoviário, próximo ao terminal do BRT metropolitano, em Marituba.

Tomara que a ideia vá além dos estudos a ponto de virar realidade, já que a cidade não é a mesma do tempo em que o governo militar construiu em S Brás esse equipamento e ainda deu o nome de um parente do governador de então ao prédio.

Não dá pra afirmar que a retirada do terminal daquela área resolverá o gargalo do trânsito, todavia, é certo que ajudará bastante, principalmente se o entorno for utilizado de forma inteligente, inclusive a área hoje usada pra embarque e desembarque.

Já que Belém frequentemente muda o visual da cidade pra pior, tomara que acerte na questão da mobilidade urbana, a situação é favorável, o prefeito tem boa vontade e há espaço para inovações, mãos à obra!

sábado, 16 de janeiro de 2021

Disputa pela vacina do Butantan expõe desmonte da ciência pelo governo Doria


 
A negativa de autoridades da Índia, nesta sexta-feira (15) de entregar ao governo brasileiro 2 milhões de doses da vacina fabricada no instituto indiano Serum, parceiro da Universidade de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca, acirrou ainda mais a disputa política em torno da CoronaVac. De um lado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de outro, o governador João Doria (PSDB), ambos obcecados pela eleição presidencial de 2022. No centro, a vacina desenvolvida e produzida pelo instituto Butantan, em parceria com a Sinovac.

Segundo o Ministério do Exterior da Índia, o Brasil se precipitou ao mandar um avião buscar o lote de imunizantes, já que os prazos de produção e entrega ainda estão sendo avaliados. Diante do fracasso na empreitada de começar – ao menos simbolicamente – a vacinação antes de Doria, que prometeu iniciar a campanha no estado para o próximo dia 25, o governo Bolsonaro enviou requerimento ao Butantan solicitando entrega imediata das 6 milhões de doses que o instituto já tem prontas para uso.

Num delírio ideológico, a parceria entre o laboratório chinês e a instituição vinculada ao governo do estado de São Paulo, fez a Coronavac virar alvo de críticas e desmoralização por parte de Bolsonaro e seus seguidores desde que foi anunciada, no ano passado. Para desprestigiar a vacina e seu adversário, o presidente chegou a desautorizar publicamente o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que anunciou que o imunizante seria comprado pelo governo federal.

Porém, a explosão de novos casos e mortes por covid-19 a partir de dezembro levou o ministério a encomendar 46 milhões de doses da CoronaVac no começo de janeiro. A vacina aguarda liberação emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que deverá ocorrer neste domingo (17).

Dependência externa

O fracasso de Bolsonaro em tentar conseguir vacina para iniciar a imunização antes de Doria, serviu também para escancarar mais uma vez o quanto o Brasil depende de outros países para obter vacinas, medicamentos e insumos, como respiradores para doente de covid-19, oxigênio hospitalar e equipamentos de proteção individual para profissionais da área de saúde para enfrentar a pandemia.

E essa dependência é alimentada por governos cujas políticas priorizam o corte de investimentos em áreas estratégicas como a ciência e a tecnologia. São ações que consistem na redução sistemática do orçamento de institutos de pesquisa. Com ela, vêm também a desvalorização dos recursos humanos, que levam à fuga de cérebros para outros países e na falta de concursos para manter o corpo de pesquisadores. É o caso do Butantan.

Para fortalecer a imagem do instituto participante da produção da vacina da covid-19 com o governo paulista, Doria mandou produzir propaganda que foi ao ar há um mês, no horário nobre da TV. Nela, feitos históricos do Butantan, fundado em fevereiro de 1901 são enaltecidos. Foi vital em 1918 no surto da gripe espanhola; em 1948, desenvolveu a vacina contra influenza; e atualmente produz vacinas que salvam milhões de vidas no Brasil, como a da raiva, hepatite B, tríplice e 100% das vacinas contra a gripe. Maior fornecedor do Ministério da Saúde, responsável por 65% das vacinas do SUS, o Butantan é um dos institutos mais importantes do mundo. 

Asfixia do orçamento

Mas apesar da propaganda que mandou fazer para alavancar seus objetivos políticos, o instituto não recebe o devido tratamento pelo governo Doria. Dos recursos recebidos, mais de 60% vêm do governo federal. O Ministério da Saúde é o maior comprador de imunizantes e soros, além de manter outros convênios. “Os repasses do estado vêm se reduzindo ao longo dos governos do PSDB em São Paulo. É uma política de asfixia do desenvolvimento tecnológico. O governo Dilma Rousseff, enquanto o governo estadual (então de Geraldo Alckmin) asfixiava o orçamento do Butantan, aumentava a participação da União. Não sei a atual proporção, mas acredito que a União continue a manter a maior parte, enquanto continua a asfixia pelo governo do PSDB”, diz o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP).

O governo tucano de São Paulo é omisso também quanto aos recursos humanos. Antigos pesquisadores disseram à reportagem que temem pela perda de todo o seu trabalho de anos de pesquisa com a aposentadoria, uma vez que o estado não realiza concursos para atualizar o corpo de pesquisadores. O que dirá então para ampliar grupos de pesquisa em busca de soluções para as demandas por novas vacinas, soros e outras respostas à saúde pública. O esvaziamento da pesquisa é tamanho, segundo os cientistas ouvidos, que nunca há presença de um pesquisador em comunicados sobre a CoronaVac, por exemplo.

Ciência e democracia

O golpe parlamentar, jurídico e midiático que derrubou o governo de Dilma Rousseff em 2016 teve efeitos também sobre o instituto. A vacina contra o HPV, última incorporada ao SUS por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), já deveria estar sendo fabricada em seus laboratórios.

Um acordo de transferência de tecnologia da farmacêutica de origem alemã Merck, Sharp & Dohme para o Butantan, assinado em 2013 pelo Ministério da Saúde e o BNDES, tinha cinco anos para a conclusão. Mas o governo de Michel Temer reduziu o ritmo desse e de outros acordos, que agora foram totalmente paralisados no governo de Jair Bolsonaro.

Padilha denuncia e lamenta a desconfiguração do papel do BNDES na oferta de crédito, pilar importante da transferência de tecnologia. Era o banco que proporcionava ao Butantan a capacidade de construir plantas para a produção dos imunizantes e soros. Além disso, o governo federal desmontou o comitê de acompanhamento das parcerias público-privadas de desenvolvimento produtivo.

Soberania na produção

“As políticas em Ciência e Tecnologia são muito importantes para acelerar o desenvolvimento tecnológico e para transferir tecnologias de empresas privadas nacionais ou internacionais para instituições públicas nacionais. Isso traz benefícios para o SUS e garante a soberania do Brasil na produção. No caso da vacina, há redução de preços ao longo do tempo, o que é muito importante. Além disso, a tecnologia é incorporada, fica no país, garantindo a disponibilidade daquele medicamento”, diz Padilha.

Não há informações sobre os prazos para a conclusão da transferência de tecnologia ao Butantan pela farmacêutica chinesa em relação à CoronaVac. Para se ter uma ideia, acordos semelhantes assinados pelo Ministério da Saúde nos governos Lula e Dilma variavam de dois a cinco anos, conforme parâmetros definidos internacionalmente.

Por exemplo, a adaptação da vacina da gripe comum para a H1N1 começou em 2010 e encerrou em 2012, quando o Brasil passou a ter soberania na produção do imunizante. A simplicidade do projeto permitiu a execução em um curto período. Já no caso da covid-19, um prazo razoável é de cinco anos até a conclusão da transferência de tecnologia.

Falta transparência

A integrantes da comissão externa da Câmara destinada a acompanhar o enfrentamento da covid-19, representantes do instituto afirmaram que o acordo assinado com a Sinovac prevê transferência de tecnologia completa. Com isso, a instituição centenária deveria cumprir etapas que vão da pesquisa clínica, envasamento, rotulagem e distribuição até a produção do princípio ativo.

Procurado, o Butantan não respondeu os questionamentos da RBA sobre o andamento das ações que estão sendo tomadas do ponto de vista de infraestrutura e recursos humanos para respaldar o processo de transferência tecnológica da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês.

Faltam informações também sobre os termos do acordo firmado com a Sinovac, inclusive sobre valores. A CNN teve acesso ao documento que, em suas 21 páginas, não menciona preços e quantidade das vacinas que devem ser produzidas.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) questiona pelos menos duas ações do governo Doria em relação ao enfrentamento da covid-19. Entre elas, o acordo com a Sinovac – questionado também pelo Ministério Público estadual. Também analisa a compra sem licitação de 1,5 mil respiradores da empresa turca Shayra Medikal Saglik Kozmetik Ticaret. O custo é superior a R$ 176 milhões.

De quem é a vacina?

Pela regra, a vacina é de quem obtém o registro na Anvisa. Com a aprovação, mesmo que emergencial, o Butantan terá mais uma vacina em seu portfólio. Com isso, estaria legitimado o termo “vacina do Butantan” cravado por João Doria em sua propaganda.

Mas os termos assinados com a Sinovac, segundo a CNN, garantem ao laboratório chinês todos os direitos de propriedade intelectual, o que pressupõe cobrança de royalties. 

(Cida de Oliveira/ Rede Brasil Atual)


Governantes bandidos agem assim. Técnicos que reverteram apagão no Amapá são demitidos da Eletronorte 40 dias depois


Ao menos seis técnicos da Eletronorte que se deslocaram do Pará e do Maranhão ao Amapá para restabelecer a energia após o apagão de novembro de 2020 integram a lista de 194 demissões divulgada pela estatal na semana passada.

Os desligamentos estavam previstos em um acordo coletivo assinado junto ao sindicato em 2019, em meio ao processo de desmonte do sistema Eletrobrás – que está na lista de privatizações do governo Bolsonaro (sem partido). O nome dos trabalhadores, no entanto, só foi conhecido na semana passada.

Jorge Luís Lima de Jesus, de 64 anos, de São Luís (MA), é um deles. Entre as memórias dos 39 anos na empresa, o período em que passou em Macapá (AP) ocupa um lugar especial.

“Eu me sensibilizei muito com o povo amapaense. Os caras pediam até pelo amor de Deus, que Deus abençoasse o nosso trabalho, para voltar a energia”, lembra o técnico de manutenção.

Foram cerca de 25 dias de trabalho incansável, longe da família, para reverter o apagão, causado por uma empresa privada.

“Trabalhamos dia e noite. No sol, na chuva, de madrugada. A gente almoçava duas da tarde e jantava a uma da madrugada”, completa Jorge. “Quando dava seis horas da manhã, a gente já estava no ponto, com a farda novamente. A gente limpava a mão na própria farda para não perder tempo”, detalha.

Como as agências bancárias não estavam funcionando, as despesas de viagem eram pagas pelos próprios trabalhadores – reembolsados, em seguida, pela Eletronorte. Durante uma semana, os trabalhadores sequer tiveram comunicação com a família.

“Sempre com responsabilidade, conseguimos cumprir o que a empresa estava querendo”, lamenta o trabalhador. “Para minha surpresa, depois dessa dedicação toda, recebi essa carta de desligamento. É muito doído. É como se eu fosse um objeto qualquer”, desabafa. 

Demissões em São Luís

Somente na subestação de São Luís, cinco dos oito técnicos de manutenção foram demitidos no último dia 4.

“Não vai ter mão de obra qualificada para fazer o serviço”, prevê Jorge, chamando atenção para o risco de apagões cada vez mais frequentes.

Quatro dias após a divulgação dos nomes dos 194 demitidos, em 8 de janeiro, a capital maranhense ficou sem luz por três horas.

“Mesmo o pessoal que já estava com a carta de desligamento, todos foram para a linha de frente restabelecer o sistema. Ninguém se negou, e todos vestiram a camisa”, acrescenta o trabalhador.

Os 194 desligamentos ocorreram em nove estados diferentes: Pará (59), Maranhão (49), Brasília (46), Roraima (15), Amapá (9), Mato Grosso (8), Acre (5), São Paulo (2) e Tocantins (1).

O critério usado pela Eletrobrás ao definir quem seria desligado foi idade e avaliação. Integram a lista, basicamente, trabalhadores aposentados ou próximos da aposentadoria.

Fabíola Latino Antezana, diretora do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU-DF), analisa que o sistema Eletrobrás e os Correios estão na linha de frente das privatizações do governo brasileiro. Os desligamentos, segundo ela, fazem parte de um processo de sucateamento para justificar a venda à iniciativa privada.

Jorge Luís Lima de Jesus concorda: “Eles atacaram mais no setor de manutenção, para desequilibrar todo o sistema elétrico e eles poderem privatizar.”

Acordo coletivo

Ao todo, o acordo coletivo prevê 300 desligamentos, que deveriam começar em janeiro de 2020. Devido à pandemia, o STIU-DF conseguiu suspender as demissões, por meio de articulações políticas e ações judiciais, utilizando a pandemia como argumento.

“É um desligamento sem justa causa, sem verba rescisória e sem plano de saúde”, ressalta a sindicalista, lembrando que o alvo das demissões são justamente trabalhadores mais velhos, muitos dos quais integram o grupo de risco da covid-19.

Antezana enfatiza que a Eletronorte é a maior geradora e transmissora do país em área territorial. O último concurso público foi realizado em 2007, e o número trabalhadores era insuficiente mesmo antes das demissões.

“Nosso sistema é antigo, não foi modernizado, e não temos pessoas mais novas para repor, e que conheçam esse sistema”, lamenta. “O que se desenha é a falência total do sistema no norte do país.

Brasil de Fato entrou em contato com a assessoria de comunicação da Eletronorte e expôs os questionamentos, mas não houve retorno.

(Brasil de Fato)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Consórcio do Nordeste vai garantir 50 milhões de doses da vacina russa


 Em mais demonstração de capacidade de reação frente ao agravamento da pandemia do coronavírus no país e à lentidão do governo federal na aquisição de vacinas, o Consórcio de governadores do Nordeste, anunciou que  articula a compra de 50 milhões de doses do imunizante russo Sputnik. As doses serão administradas nos nove estados que integram a região. A informação foi confirmada pelo presidente do consórcio, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), durante videoconferência na quinta-feira (14).

“A Sputnik V foi aprovada por órgãos reguladores e está sendo usada em vários países”, disse Dias. “A [Farmacêutica] União Química tem autorização para produção dessa vacina no Brasil. Através do Consórcio Nordeste, vamos solicitar doses prontas para esse uso. Já temos um documento com apoio de todos os governadores para reserva dessas doses”, adiantou o governador.

Há um entrave, entretanto: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão determinou a exigência do início de estudo clínico realizado no Brasil para analisar o pedido de uso emergencial da vacina. “Uma vez que a Sputnik tem estudos com 44 mil pessoas, o que vai agregar um estudo feito no Brasil com 5 mil? Não somos jacarés e eles seres humanos”, reclama o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, de acordo com a ‘ Folha de S. Paulo’.

Ele considerou os empecilhos burocráticos da agência “um absurdo sem precedente”. A Sputnik tem mais de 90% de eficácia comprovada, segundo o laboratório russo Gamaleya.

“Determinei à Procuradoria Geral do Estado da Bahia que ingresse com uma ação no Supremo Tribunal Federal para que possamos efetivar a compra direta da vacina russa Sputnik V, com a qual já assinamos um acordo de cooperação para o fornecimento de até 50 milhões de doses”, disse o governador da Bahia, Rui Costa, pelo Twitter.

“Não podemos assistir passivamente baianos e brasileiros morrendo diariamente diante da incapacidade do Governo Federal. Se eles não têm capacidade de fazer nada, melhor que peçam demissão ou renunciem. O povo brasileiro não merece ser maltratado e humilhado. Precisamos reagir”, observou o governador petista.

Fundo Russo de Investimentos

Para acelerar os trâmites, nesta semana, o Fundo Russo de Investimentos Diretos afirmou em nota que irá solicitar junto à Anvisa o aval para uso emergencial da vacina Sputnik V. O Fundo argumentou que a vacina  já foi aprovada na ArgentinaBolívia, Argélia, Sérvia e Palestina. A Argentina iniciou as imunizações com a vacina ainda em dezembro.

O Fundo também confirmou o acordo com a União Química, que irá garantir 10 milhões de doses do imunizante ainda no primeiro trimestre de 2021.

“Do nosso lado, estamos prontos para uma cooperação em larga escala, no abastecimento e na produção, para iniciar a vacinação da população do Brasil o mais rápido possível”, afirmou o CEO do Fundo, Kirill Dmitriev.

Segundo o russo, a vacina é segura e eficaz. “Vários países da América Latina já estão vacinando pessoas com a Sputnik V e esperamos que o Brasil se junte a eles nas próximas semanas”, destacou.

Venezuela também firma acordo

Na quinta-feira (14), foi a vez da Venezuela fechar acordo para aquisição da Sputnik V. O anúncio foi feito pela vice-presidente Delcy Rodríguez. “Seguindo as instruções do Presidente Nicolas Maduro, realizamos uma reunião de trabalho por videoconferência com o presidente e o vice-presidente do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), para o fornecimento e a produção da vacina na Venezuela, no primeiro trimestre do ano”, disse Rodríguez, pelo Twitter.

O acordo prevê a aquisição de dez milhões de doses do imunizante russo pelo governo venezuelano.

(Agência PT de Notícias)

Toda meia verdade esconde um fato


Por que o jornal televisivo do Grupo Liberal não dá nome aos bois, isto é, aos responsáveis diretos pela lentidão do projeto de macrodrenagem do Tucunduba, em vez da lamúria genérica 'obra se arrasta há 20 anos'?

Se a primeira parte, que vai da avenida Perimetral até a  rua São Domingos, no bairro da Terra Firme, foi entregue ainda em 2002 pela prefeitura de Belém, sendo paralisada já em 2005, é preciso nominar quem teve ação e quem foi inoperante.

No caso, o prefeito Edmilson Rodrigues foi responsável pela entrega do primeiro trecho da obra, que tirou da lama milhares de famílias; assim como o voraz/ladravaz D. Costa que a paralisou, em 2005, é o irresponsável que deu o prejuízo.

Da mesma forma, se em 2008 a obra passou para o governo do estado, andou até 2010 e foi novamente paralisada isso não é obra do acaso, ou seja, a obra foi retomada no governo Ana Júlia, sendo paralisada novamente pelo inefável Simão Lorota.

Foi ele, Simão, o encantador de serpentes, que governou o Pará na maior parte dessa paralisia podendo-se atribuir à sua irresponsabilidade a inação na medida em que foi também o patrono do Dudu e depois diretamente quem tocou o dolce far niente.

Helder retomou as ações e mais um trecho foi entregue à população, além de iniciar-se a obra em seu último trecho que vai da Terra Firme, atravessa Canudos e conclui-se no bairro do Marco, com a perspectiva de conclusão para abril do ano que vem.

Se tudo correr bem, a macrodrenagem da bacia do Tucunduba terá tido mais sorte do que a do Una, concluída sob a gestão do mega larápio Duciomar que até o equipamento doado pelo governo japonês para a manutenção da obra ele vendeu a preço de banana.

No caso presente, o governador Helder e o prefeito Edmilson parecem resolvidos a ofertar essa obra à cidade, algo que deveria ser reconhecido pelo citado grupo midiático nominando quem demonstrou boa vontade e quem agiu de má fé e até se omitiu criminosamente. Só isso. 

Excesso de zelo pode significar ausência total dele(do zelo)


A prefeitura de Ananindeua prorrogou até 30/6 próximo, pelo menos é o que se espera, a vigência do estado de calamidade pública no município de Ananindeua.

Coloque-se a arrojada decisão do alcaide recém empossado no rol do ineditismo, pois até aqui não se tem conhecimento de outra unidade da federação brasileira que tenha mostrado tanto zelo.

O alcaide, aliás, tratou de neutralizar eventuais sobressaltos comerciais ou religiosos ao anunciar que não serão tomadas novas medidas restritivas, ou seja, fica tudo como está para inglês ver e o povo amontoar-se.

Assim, a calamidade pública valerá apenas para compras de insumos e equipamentos para a área da saúde, sem a necessidade de obediência a eventuais processos licitatórios; e otras cositas más

Como é cuidadoso o alcaide/esculápio ananin. Credo!

O dono do playground


No dia do aniversário de Belém, o governador Helder Barbalho e o prefeito da cidade Edmilson Rodrigues anunciaram a construção de um novo Pronto Socorro na capital paraense.

Trata-se de decisão histórica pra saúde pública em nossa cidade, que passará a contar com um terceiro hospital de urgência e emergência, justamente na gestão do prefeito que havia construído o segundo, já que Belém passou décadas contando com apenas um pra atendimento de toda a população.

Mais importante: a localização desse novo hospital também será em área mais distante do centro da cidade, assim como já havia ocorrido no caso da construção daquele localizado no bairro do Guamá.

Assim, a população mais carente que habita a periferia da cidade vem sendo beneficiada por essa nova visão solidária de prestação do serviço público, que vai ao local onde está quem necessita, e não o inverso elitista que predominou por décadas e décadas.

Só soa estranho o papel que o governador atribui a si próprio, na linha da onipresença política que o faz visitar o local onde será construído o citado hospital, cujo projeto estrutural, segundo o próprio jornal da família do governador, ficará pronto em julho.

Ora, então, por que a visita tão prematura ao local? Será que isso se justifica pela obsessiva busca pela posse de tudo que é relevante no estado? Será que não está na hora da mãe desse menino dotado de tendências possessivas ensinar a ele que há outras 'crianças' na brincadeira? 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Bozo destruiu a política de valorização do salário mínimo dos governos petistas


 desgoverno Bolsonaro tornou-se uma fonte inesgotável de más notícias para as populações mais pobres do Brasil. Entre os que ainda têm emprego, o desagrado da vez é o reajuste do salário mínimo abaixo da inflação. Isso o deixou, como no ano passado, com o menor poder de compra de produtos da cesta básica desde 2005, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça (12) mostram que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2020 com alta de 4,52%, enquanto os preços dos alimentos acumularam aumento de 14,09% no ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustar o mínimo, fechou com alta de 5,45%. O reajuste aplicado ao mínimo pelo desgoverno Bolsonaro foi de 5,26%. Caso fosse aplicado o reajuste correto, o valor seria de R$ 1.101,95, e não os R$ 1.100 fixados para este ano. O mesmo já tinha ocorrido no ano passado, quando inicialmente o reajuste para 2020 não acompanhou a alta do INPC. Mas houve uma correção após a divulgação dos dados pelo IBGE.

política da equipe do ministro-banqueiro da EconomiaPaulo Guedes, para o salário mínimo prevê a correção apenas pela inflação, com base na estimativa do INPC, sem o “ganho real” (acima da inflação) adotado durante os governos petistas. Já havia sido assim no ano passado, o primeiro de Jair Bolsonaro na presidência. Cinquenta milhões de assalariados que têm seus rendimentos referenciados no mínimo agora sofrem com o arrocho promovido pelos critérios antitrabalhadores do ministro e seu chefe.

Base para o cálculo do valor do mínimo necessário para a sobrevivência de um trabalhador e sua família, a cesta básica é composta por 13 itens alimentícios. Conforme dados do Dieese, com um salário mínimo é possível comprar atualmente cerca de 1,58 cestas básicas, que custam, em média, R$ 696,70. Entre 2010 a 2019, o indicador ficou sempre acima de duas cestas – com exceção de 2016, quando caiu para 1,93.

Um levantamento divulgado pelo Dieese nesta semana mostrou que em 2020 houve aumento do valor da cesta básica em 17 capitais pesquisadas no país. Óleo de soja (103,79%) e arroz (76,01%) puxaram a alta, seguidos por leite longa vida (26,93%), frutas (25,40%), carnes (17,97%), batata-inglesa (67,27%) e tomate (52,76%). Os gastos com alimentação têm impacto muito maior no orçamento das famílias com renda mais baixa.

“A inflação é de cada um. E foi muito mais forte para os mais pobres, já que grande parte do salário deles é gasto com comida e bebida. O salário mínimo teria que aumentar mais de 22% para acompanhar a cesta básica”, estimou o professor da Fipecafi George Sales ao jornal ‘ El País’.

Com base no valor da cesta básica de São Paulo, os técnicos do Dieese calculam que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90, ou 5,08 vezes o de Bolsonaro e Guedes. O cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Também há má notícia para a classe média: a defasagem da tabela do Imposto de Renda. Com o aumento de 4,52% no IPCA em 2020, ela chega a 113,09%, considerando-se a inflação dos últimos 24 anos. O cálculo foi divulgado também nesta terça pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco).

Segundo a entidade, de 1996 a 2020, o IPCA acumulou em 346,69%. No mesmo período, a tabela do IR foi reajustada em 109,63%. Apenas entre 2005 e 2015 (governos Lula e Dilma) houve correção contínua, embora nem sempre acompanhando a inflação. A faixa de isenção está acumulada em 111,29%. Com a devida correção, o limite, que hoje é de R$ 1.903,98, subiria pra R$ 4.022,89.

(Agência PT de Notícias)

O mau exemplo de Trump e suas consequências


O mundo assistiu estarrecido a invasão do Capitólio por uma horda de bárbaros, açulados por Donald Trump, e o Brasil mais assustado ficou por saber que o mimetismo viralata do Bozo o fará tentar fazer o mesmo oportunamente.

Todavia, é preciso que se reflita a respeito dos desdobramentos daquela insanidade praticada pelo mentor da selvageria, que parecem ter começado, porém, ainda darem a impressão de estarmos longe do término, que se afigura trágico para o bufão republicano.

Ontem, a Câmara Federal estadunidense aprovou o impeachment do ainda presidente da República, indo agora o processo à votação no Senado, onde pra ser aprovado necessita de 2/3 de votos, sendo 17 desses dados por senadores pertencentes ao partido do réu.

Trump, recorde-se, já havia tido contra si um pedido de impedimento aprovado na Câmara, mas rejeitado no Senado, naquele momento, de maioria republicana, o que não ocorre agora quando os democratas alcançaram maioria também na Câmara Alta.

A vida de Trump já foi mais tranquila no interior de seu partido. Dois senadores do partido abriram guerra contra ele e uma delas até condicionou permanecer na legenda caso mr. Donald saia, o que dá um alento a quem sonha com o impedimento.

Pra completar o prenúncio de desgraça para o fanfarrão, junto com o pedido de impeachment vem a proposta do seu banimento da política, o que seria mais fácil já que para isso basta maioria simples depois que o impeachment for sacramentado nas duas casas.

Caso o mundo receba essa dádiva do congresso estadunidense, teremos um outrora 'dono do mundo' banido da política; aqui pra nós um exemplo histórico a ser seguido contra o símile degradado da desgraça ianque que o golpe de 2016 nos impôs como castigo. Que tal?


Além de desonesto, pioneiro na imbecilidade jurídica brazuca


O celerado Sérgio Moro não está mais só na vergonha de ter conseguido um diploma, mas não ter conseguido exercer a profissão por se mostrar incapaz de obter aprovação no exame corporativo.

Segundo leio na coluna do business writter Mauro Bonna, o índice nacional de reprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) atingiu estratosféricos 83% dos que se submeteram e deram vexame.

Bem, até aqui não se sabe se há, entre esses que levaram bomba, alguém penta reprovado, como é o caso do famigerado e notório "juiz ladrão", o que faz deste um autêntico patrono da imbecilidade jurídica tupiniquim. Credo!

O decreto da insensatez


Com todo respeito à boa intenção do governador Helder Barbalho, de conter o avanço da covid em território paraense, sua decisão de proibir embarcações oriundas do Amazonas de ingressar em águas paraenses é pirotecnia pra queima do estoque de fogos encalhado desde 31/12, na torre da RBA.

Além de inútil, porque via aérea nossa fronteira continua aberta a quem vem do vizinho estado, trata-se de deliberação ilegal na medida em que muitas dessas embarcações trazem de volta paraenses que se encontravam em território amazonense não podendo, com efeito, serem impedidos de regressar aos seus lares.

Além disso, é público e notório o aumento considerável de casos de infecção, bem como do número de óbitos de vítimas da pandemia no Pará nos últimos dias, o que obriga a outras medidas mais efetivas, do tipo aumento do isolamento e fiscalização pelo cumprimento de quarentena, seja de quem chega em nosso território de barco, avião, a cavalo, jet sky e venha de onde vier, não apenas do Amazonas.

Fechar uma fronteira e deixar outra aberta é admitir a falta de eficiência no fiscalizar e impor medidas sanitárias pertinentes, assim como deixar bares, restaurantes, igrejas, shoppings e outro locais de aglomeração funcionando à espera, tudo indica, da chegada da vacina para reforçar que a imagem de 'salvador da pátria', é medida estéril diante da ocorrência de mais de mil casos de infecção nos últimos sete dias.

Que Helder resista à tentação demagógica e revogue a desastrada medida, além de tomar outras providências mais eficazes enquanto o negacionismo mórbido dessa gorilada imbecil do governo federal não é derrotado pela ciência e a vacinação viabilizada em massa, afinal, nada é mais edificante para um governante em momentos tão tormentosos como o ora vivido quanto tomar a decisão justa e sábia. Só isso. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Sai acordo para 10 milhões de doses da vacina russa para o Brasil


O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, fundo soberano da Rússia) e uma das principais empresas farmacêuticas do Brasil, a União Química, concordaram em fornecer ao país 10 milhões de doses vacina contra o coronavírus Sputnik V, no primeiro trimestre de 2021 com entregas iniciadas em janeiro.

O acordo foi alcançado na reunião entre o CEO do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev, e o presidente da União Química, Fernando de Castro Marques, hoje. As partes discutiram os principais pontos de cooperação na vacina Sputnik V e outras medidas conjuntas para combater a pandemia.

Como parte da parceria com a União Química, a RDIF facilitou ativamente a transferência de tecnologia para o lançamento da produção do Sputnik V no Brasil, incluindo fornecimento de documentos e biomateriais.

A produção local da Sputnik V no Brasil foi lançada em janeiro. RDIF e União Química vão solicitar autorização de uso emergencial da Sputnik V no Brasil, nesta semana. A Sputnik V foi aprovado sob procedimento de autorização de uso de emergência em vários países, incluindo Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina. Brasileiros que trabalham na Embaixada na Rússia já estão sendo vacinados.

Kirill Dmitriev e Fernando de Castro Marques também discutiram a cooperação Rússia-Brasil como parte do grupo de estados do BRICS. Os parceiros proporão a todas as nações do BRICS a criação de uma força-tarefa para combater a Covid-19 e cooperar em vacinas.

A delegação da União Química também visitará as unidades de produção da Sputnik V na Rússia. Kirill Dmitriev, CEO do Russian Direct Investment Fund, disse: “Nossos parceiros da União Química foram um dos primeiros no mundo a se interessar pela vacina russa Sputnik V. Do nosso lado, estamos prontos para uma cooperação em larga escala no abastecimento e na produção para iniciar a vacinação da população do Brasil, o mais rápido possível”.

Ele também repetiu que a Sputnik V é uma vacina segura e eficaz criada em uma plataforma comprovada e bem pesquisada de vetores adenovirais humanos. Vários países da América Latina já estão vacinando pessoas com esta vacina e ele espera que o Brasil se junte a estes nas próximas semanas.

O RDIF destaca as supostas vantagens da Sputnik V:

• A eficácia da Sputnik V é superior a 90%, com proteção total contra casos graves de COVID-19.

• A vacina Sputnik V é baseada em uma plataforma comprovada e bem estudada de vetores adenovirais humanos, que causam o resfriado comum e existem há milhares de anos.

• A Sputnik V usa dois vetores diferentes para as duas injeções em um curso de vacinação, proporcionando imunidade com uma duração mais longa do que as vacinas que usam o mesmo mecanismo de aplicação para ambas as injeções.

• A segurança, eficácia e ausência de efeitos negativos a longo prazo das vacinas adenovirais foram comprovadas por mais de 250 estudos clínicos ao longo de duas décadas.

• Mais de 1,5 milhão de pessoas já foram vacinadas com a Sputnik V.

• Os desenvolvedores da vacina Sputnik V estão trabalhando em colaboração com a AstraZeneca em um ensaio clínico conjunto para melhorar a eficácia da vacina AstraZeneca.

• A vacina Sputnik V foi aprovada na Rússia, Bielo-Rússia, Sérvia, Argentina, Bolívia, Argélia e Palestina; o processo de aprovação da vacina na UE já foi iniciado.

• Não há alergias fortes causadas pela Sputnik V.

• A temperatura de armazenamento da Sputnik V é de +2 a +8 graus C , o que significa que ela pode ser armazenada em um refrigerador convencional sem a necessidade de investir em infraestrutura adicional de cadeia de frio.

• O preço da Sputnik V é inferior a US$ 10 por injeção, tornando-a acessível em todo o mundo. 

(Portal Vermelho)