segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vox Populi mostra Dilma nove pontos na frente no primeiro turno e empate no segundo


A primeira pesquisa Vox Populi, encomendada pela TV Record
e e pela Record News, divulgada nesta segunda-feira (15), indica
 um empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff (PT),
candidata à reeleição, e Marina Silva (PSB) em um provável
segundo turno nas eleições para a Presidência da República.

No confronto direto, a ex-senadora tem 42% das intenções de
voto contra 41% da presidente. Como a margem de erro da
pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos,
 Dilma e Marina estão empatadas.

No primeiro turno, Dilma tem vantagem sobre todos os outros
 concorrentes. A presidente aparece com 36%, enquanto Marina
Silva (PSB) tem 27% e o senador Aécio Neves (PSDB), 15%.

Os votos brancos e nulos totalizam 8%, e os indecisos (não sabem
ou não responderam) são 12%. Os candidatos Everaldo Pereira (PSC),
Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) teriam 1% dos votos
cada um, caso a eleição fosse hoje. Por outro lado, José Maria (PSTU),
 Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO)
e Eymael (PSDC) atingiram menos de 1%.

Outros cenários de 2º turno

Além do cenário com Dilma e Marina, o Datafolha também simulou
 disputa entre Dilma e Aécio Neves. A presidente ganharia com 47%
dos votos se a segunda etapa fosse hoje, contra 36% do senador tucano.
(R7/via SQN)

Justiça assegura prescrições do Mais Médicos

O Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreram à Justiça para garantir que pedidos de exames feitos por profissionais do Mais Médicos sejam aceitos em qualquer unidade médica.

A medida foi tomada após uma clínica particular de Uberlândia, em Minas Gerais, recusar atendimento a uma paciente grávida, que tinha em mãos pedido de exame feito por médico participante do programa do governo federal.

A decisão do juiz federal Bruno Vasconcelos, da 1ª Vara da Seção Subsidiária de Uberlândia, determinou que a clínica que recusou atendimento prescrito por um profissional estrangeiro do Mais Médicos deve realizar todos os exames sem qualquer tipo de discriminação.

Em caso de descumprimento da decisão, a unidade de saúde terá de pagar multa de R$ 15 mil por recusa de atendimento.

A Lei do Mais Médicos determina que profissionais estrangeiros inseridos no programa têm legitimidade para atender e receitar exames para pacientes que necessitam de atenção básica.

Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Hêider Pinto, a decisão evita que outras instituições rejeitem pedidos prescritos por médicos estrangeiros inseridos no Mais Médicos.

“O que a clínica em questão fez é um ato ilegal, inaceitável e prejudica a população. Um estabelecimento não pode negar atendimento a um paciente por discriminação contra a nacionalidade do seu médico”, destacou.

Agora, o governo federal prepara um dispositivo jurídico que visa garantir o reconhecimento das atividades dos profissionais inseridos no programa em todas unidades de saúde do País, sejam elas públicas ou privadas.

Aprovação do programa – Pesquisa de opinião apresentada pelo Ministério da Saúde aponta que 95% dos pacientes usuários da rede pública de saúde aprovam o Mais Médicos.

Para 85% deles, os profissionais são competentes. Já 80% relataram a satisfação no atendimento.

A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e ouviu 400 pessoas de 20 municípios brasileiros, entre os dias 4 de junho a 6 de julho.

Atualmente, o programa conta com mais de 14 mil médicos estrangeiros e brasileiros, que garantem atendimento médico a cerca de 50 milhões de pessoas. O Mais Médicos está presente em 3.819 cidades.

(Agência PT)

As aparências que não enganam


A impressão que dá é que a mídia partidarizada resolveu adotar a tática da gangorra a fim de capturar votos dos indecisos contra a presidenta Dilma Rousseff. Consiste em dar enfoque nitidamente crítico às atividades do candidato oposicionista em dificuldades, enquanto direciona tendenciosamente seu noticiário ao que apresenta estabilidade.

Depois do intenso bombardeio contra Aécio e sua obsessão por aeroportos clandestinos, o que fez inflar a candidatura da beata da floresta, beneficiária ainda de uma outra tragédia aérea que ela chamou de 'providência divina', agora essa mesma mídia aproveita a queda livre de Marina, segundo as últimas pesquisas divulgadas, voltando à tentativa de dar um gás ao tucano mineiro com relevo a declarações dadas por ele de só menos importância e desproporcionalmente tratadas.

 Vejamos, nas próximas pesquisas, por fazer e divulgar, se essa tática obtém algum êxito ou reflete apenas o desespero daqueles que não querem ver Dilma matar a parada logo no primeiro turno, esta uma tarefa facilitada pelo péssimo desempenho dos adversários.

Nesse momento, o que temos é a fábrica de escândalos 'Carlos Cachoeira' dando sinais de crise de produtividade e o outrora todo poderoso noticioso criado pra defender a ARENA vítima de forte desinteresse popular. Diante dessa indigência, parece que o programa eleitoral de Dilma Rousseff tornou-se uma espécie de campeão de audiência televisiva, pelo simples fato de ter mostrado o óbvio que eles sempre ocultaram vilmente.

Como oportunamente demonstra o site 'Manchetômetro', criado por acadêmicos da UERJ pra mostrar o quanto a mídia partidarizou seu noticiário escondendo as realizações do governo federal ao longo desses quase quatro anos, a grande tormenta para os oposicionistas é desmentir os fatos ali revelados, chamando de truques de imagens aquilo que as pessoas experimentam no seu dia a dia. Tarefa inglória.

Doleiro Youssef X CEMIG do Aécio


Documentos apreendidos pela Operação Lava Jato mostram que uma empresa de fachada controlada pelo grupo do doleiro Alberto Youssef também firmou contrato de compra e venda de energia com a Cemig, estatal mineira do setor elétrico, para uma usina termelétrica a ser construída em Cachoeira do Sul (RS), na fronteira com a Argentina.

Para a Polícia Federal, os documentos apontam que há indícios de que o grupo do doleiro "tinha a intenção de ocultar e dissimular a origem destes recursos ilícitos, investindo em UTEs (usinas termelétricas) pelo Brasil, em especial a CTSUL (Central Termelétrica Sul S/A)".

O acordo é mais um entre os 750 projetos entre construtoras e órgãos públicos apreendidos na residência de Youssef.

O empreendimento, contudo, não entrou em funcionamento, mas o relatório da PF aponta que em dezembro de 2009, um ano depois de o contrato ser firmado, o capital social da Central Termelétrica Sul S.A. (CTSUL), sociedade anônima criada em 2000 para implantar a usina aumentou de R$ 1000 para R$ 10 milhões. R$ 999.000 foram integralizados pela Focus Participações, empresa que detinha 90% do capital social da CTSUL.

Quatro meses antes de fechar o acordo de compra e venda de energia com a Cemig, contudo, a Focus participações transferiu os direitos de implantação da usina para a CSA Project Finance.

Considerada empresa de fachada pela PF, a CSA aparece em diferentes esquemas descobertos no âmbito da Lava Jato. A empresa, por exemplo, foi uma das utilizadas por Youssef para lavar R$ 1,16 milhão do mensalão.

Na reunião em que estavam presentes o diretor presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais e o diretor comercial Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga para firmar o acordo de compra e venda de energia em outubro de 2008, Rubens de Andrade Filho, um dos sócios da CSA e também investigado pela Lava Jato presidia a mesa de negociações entre a CTSUL e a estatal mineira.

Documentos obtidos pela operação mostram que Carlos Alberto Pereira da Costa, braço direito de Youssef preso na Lava Jato, era um dos que assinava em nome da Focus, além de manter "fortes relações comerciais", segundo a PF, com Raul Motta Jr, um dos sócios da Focus.

O relatório da PF indica ainda que a Focus possui ligações com a construtora Gautama, considerada inidônea pela Controladoria Geral da União no ano passado e cujo proprietário, Zuleido Soares de Veras foi condenado a oito anos de prisão por desvio de dinheiro público em decorrência da Operação Navalha, da Polícia Federal. Antes de ser condenado ele também fazia parte do quadro societário da Focus e, segundo a PF, foi substituído por Raul Motta Jr.

O acordo de compra e venda de energia previa ainda que a termelétrica fosse financiada junto com investidores chineses e que ela começaria a entrar em operação em janeiro deste 2014, o que não ocorreu. A Cemig seria a responsável por comprar a energia da usina, mas o acordo foi encerrado em 2010.

Defesa. Procurada pela reportagem, a Cemig informou apenas que rescindiu o contrato com a CTSUL em 2010 "sem ônus para ambas as partes. Além disso a Companhia esclarece que não houve, nesse período, qualquer pagamento da Cemig à CTSUL.", afirmou em nota.

A companhia alegou ainda não ter nenhum acordo em vigor atualmente com a CTSUL. A estatal, contudo, não respondeu porque rescindiu o contrato e nem como se deu o contato da diretoria da empresa com Rubens de Andrade Filho. As informações são do Estadão

Aécio era o governador

Em 1º de janeiro de 2003, Aécio tomou posse como governador de Minas Gerais, sucedendo Itamar Franco. Aécio Neves foi reeleito governador de Minas Gerais em 2006, e tomou posse em 1º de janeiro de 2007. Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, quando renunciou para se candidatar a uma vaga no senado. Foi sucedido pelo vice-governador Antônio Anastasia. Ao todo, ficou 7 anos, 2 meses e 30 dias no cargo, tornando-se o governador a permanecer mais tempo no Palácio da Liberdade.
(Os Amigos do Presidente Lula)

É FANTÁSTICOOOO!


De vez em quando, a coluna Repórter 70, mimo que a ditadura legou à pachorra de certa fração social de Belém, envereda pelos caminhos do realismo fantástico e nos brinda com a tragédia em forma de comédia. Certa vez, inebriada pela opero$idade da administração do voraz/ladravaz D. Costa à frente da PMB, saiu-se com esta pérola, "Duciomar determinou aos seus secretários que registrem em cartório todas as obras que ficarão para o sucessor concluir, bem como quanto ficará em caixa para custeá-las". Quer dizer, os cartórios(quais?) é que têm culpa.

Depois da pausa pra gargalhadas, a mais recente pérola do jornalixo liberal, solta hoje(15), fresquinha. Segundo o deputado Jordy, ali pras bandas de Carajás, não há um cartaz com o nome da candidata Marina Silva afixado, porém, basta falar no nome dela que vem a consagração. Isso é que é acreditar na "providência divina". Manifesta-se até debaixo da água morninha de chuveiro do presídio da Papuda. Credo!

Será que esses imbecis pensam que nós somos iguais a eles?


Impressionante o nível de delinquência do panfleto tucano que se acha liberal. Inconformado com a indiferença da opinião pública diante da 'bombástica'  denúncia de nepotismo na prefeitura de Ananindeua, apenas durante o período em que Helder Barbalho foi prefeito, embora a prática seja corriqueira, hoje tenta esticar o factoide e "informa" que o Ministério Público Federal irá investigar o caso.

No entanto, conforme a grife a grife da casa caracteriza, não há nome de promotor, declaração de qualquer membro do MPF afiançando a investigação ou qualquer indício de abertura de procedimento a partir da denúncia. E é provável até que a tal "denúncia" não ultrapasse o rasteiro âmbito da famigerada reporcagem.

Lamentável, por todos os motivos que se conhece, e compreensível partindo de quem parte esse tipo de denúncia. Afinal, se o Ministério Público Federal for, de fato, apurar quais foram as famiglias que se beneficiaram dos recursos repassados ao Pará para serem gerenciados por parentes, é quase certo que aquele programa que teve seu nome adaptado à relação paternal/funcional estaria na cabeça das prioridades de qualquer investigação, pela desfaçatez com que operaram o serviço público a partir de uma churrascada em salão de festas de prédio de luxo. Credo!

domingo, 14 de setembro de 2014

Voto do eleitorado feminino e negro será determinante nas eleições 2014

Pela primeira vez na história das eleições diretas para a Presidência do Brasil, as eleitoras superam os votantes homens em 6 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, a população negra e parda é maioria no eleitorado brasileiro de maneira inédita na escolha do mandatário do país. As informações são destaque na análise intitulada “Gênero e raça nas eleições presidenciais de 2014: a força do voto de mulheres e negros”, publicada pelo Instituto Patrícia Galvão, que trabalha pela qualificação da cobertura jornalística sobre questões críticas que envolvam os direitos das mulheres brasileiras.

O estudo é uma leitura de dados levantados pelos institutos de pesquisa Ibope e Datafolha. De acordo com a análise, o eleitorado feminino é maior desde o ano 2000, mas o peso neste ano é inédito, somando 74,4 milhões de votantes mulheres diante de 68,2 milhões de votantes masculinos.

Desde 1989, quando a população brasileira passou a eleger seu presidente por voto direto, depois de duas décadas de ditadura civil e militar, negros ou pardos representam 55% do eleitorado brasileiro, declarando-se brancos outros 44% da população e amarelos o restante 1% dos entrevistados pelas pesquisas.

No que se refere à intenção de votos espontâneo por sexo e raça, 32% declararam ainda não saber em quem deverão votar nas eleições marcadas para serem realizadas no próximo dia 5 de outubro, em todo o país. Entre as mulheres, mantêm empate técnico as candidatas Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores – PT), atual Presidenta da República, que tenta reeleição, e Marina Silva (Partido Socialista Brasileiro – PSB), ex-ministra do Meio Ambiente que entrou na corrida presidencial após a morte do então candidato Eduardo Campos.

Nas intenções de voto espontâneo, Dilma marca 27% enquanto Marina figura entre os 25% entre as votantes. Um total de 10% das eleitoras aponta Aécio Neves (Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB) como seu candidato, enquanto outros 10% declararam votar em branco e 28% não sabem ou não responderam. Já no voto estimulado, as duas mulheres candidatas aparecem com 35% das intenções de votos das brasileiras, enquanto Aécio figura com 14%. Campos, morto no último dia 13 de agosto em um acidente de avião, permanece aparecendo nas intenções de voto de 8% do eleitorado feminino.

Entre o eleitorado autodeclarado negro ou pardo, Dilma amplia liderança no voto espontâneo, com 35% das intenções de voto, seguida por Marina (25%) a Aécio (8%). Nesse segmento, 9% deverão votar em branco ou nulo e 22% ainda não escolheram seu candidato ou não responderam a pergunta. Já no voto estimulado, ou seja, aquele em que a lista de candidatos é apresentada ao entrevistado, Dilma abriu oito pontos de vantagem na liderança entre a população negra do Brasil, aparecendo com 40% das intenções de voto desse segmento étnico.

O que representam os dados

A socióloga e especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão, coordenadora do estudo, aponta aspectos do comportamento desses dois segmentos no Brasil. Segundo ela, os dados mostram como o eleitorado ainda está avaliando as opções para o cargo e, nesse contexto, as mulheres continuam levando mais tempo para definirem seu voto. “Assim como nas eleições anteriores, o voto feminino continua sendo um voto mais reflexivo”, avalia Fátima.

De acordo com a socióloga, o processo de amadurecimento da escolha eleitoral tem um recorte de gênero e, em diferentes níveis, perpassa a geografia, a escolaridade e os ciclos de vida do eleitorado. Nesse sentido, as mulheres aguardariam mais informações para definirem seu voto e observariam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas, uma vez que elas mesmas são as principais usuárias dos serviços públicos, representando 51,3% do contingente populacional brasileiro.

Já com relação à mudança no peso do eleitorado negro, Fátima interpreta que isso revela que a população brasileira cada vez mais se reconhece na sua identidade racial. No que tange às campanhas no horário eleitoral, o estudo indica que Dilma e Marina recebem avaliação similar por parte da população. “Chama a atenção o distanciamento dos autodeclarados pretos em relação ao programa, que pode ser explicado pelo fato da questão racial não aparecer com ênfase nas campanhas. A não ser na exibição de alguns e algumas modelos negros e negras, a população negra não se vê representada nos programas”, aponta Fátima.

Como pode influenciar

Em entrevista à Adital, Fátima avalia que essa característica do eleitorado feminino tardar mais a decidir o voto pode influenciar no curso das eleições, como na geração de um segundo turno de votação. “Como foi o caso das últimas eleições presidenciais, em que não se esperava o segundo turno entre Dilma e José Serra [na época candidato pelo PSDB]”, exemplificou.

Relativo à população negra, ela diz que esse eleitorado crescente pode influir na integração de brasileiros/as negros/as nas peças de campanhas publicitárias eleitorais, mas ainda sem levantar questões sobre o racismo propriamente dito. “Eles são tratados apenas nos períodos eleitorais. Fora destes, não se vê um debate incisivo que resulte numa transformação da sociedade”, analisa a socióloga.

(Adital/Brasil de Fato)

Explode o fundamentalismo na campanha de Marina

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247 - Aliados de Marina Silva no Rio de Janeiro, os candidatos Ezequiel Teixeira e Édino Fonseca produziram uma revista que está sendo distribuída a eleitores, em que a presidente Dilma Rousseff é acusada de ser o "anticristo". Um dos motivos é o combate feito pelo governo federal à homofobia – tema que produziu a primeira crise na campanha de Marina Silva, depois que ela abandonou seus compromissos, ao ser pressionada pelo pastor Silas Malafaia.

Nesta semana, numa estratégia articulada com seus marqueteiros e meios de comunicação das famílias midiáticas brasileiras, Marina se vitimizou e encenou um choro em razão de supostos ataques que estaria sofrendo do PT e do ex-presidente Lula.

A verdade, no entanto, é que seus aliados partiram para ataques vis e rasteiros na reta final da campanha eleitoral. Leia, abaixo, texto postado pelo deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) sobre o material que está sendo distribuído no Rio de Janeiro:

ASSUSTADOR! O esgoto eleitoreiro já começa a vazar de maneira repugnante nessa reta final de campanha. Na zona oeste do Rio de Janeiro, um exército de fiéis recrutados como voluntários por igrejas evangélicas fundamentalistas está distribuindo um material de campanha tão bizarro quanto criminoso e assinado pelas campanhas de Marina Silva para presidenta, Ezequiel Teixeira para deputado federal e Édino Fonseca para deputado estadual (sendo este último quem se responsabiliza com seu CNPJ eleitoral, 20583168000184, pelo material): milhares de revistas de 24 páginas em cores acompanhadas de um DVD com MENTIRAS e FALSIDADES acerca de LGBTs, no sentido de estimular o ódio e a violência contra estes, mas também com DETURPAÇÕES acerca das pautas dos movimentos feministas e negro com intuito de prejudicar a candidatura da presidenta Dilma.

Para quem está duvidando dessa sujeira, aqui está o link para a digitalização que fiz do material difamatório para usá-la como prova quando acionar a justiça eleitoral no intuito de que essa porcaria seja apreendida e seus responsáveis sancionados de acordo com a lei.https://www.dropbox.com/s/qjo7q91eb7btmz6/Fonseca-Teixeira-Marina.pdf?dl=0

Na capa, a revista com Fonseca, Teixeira e Marina anuncia: "Veja os planos do anticristo: nova ordem mundial contra a família e a igreja" (a palavra "Veja" é escrita com a mesma tipografia usada pela revista da editora Abril), e depois enumera: "eutanásia, mercado do feto, prostituição de menores, carícias de homossexuais em lugares sagrados...", etc. Misturando um discurso religioso da época da Inquisição (com repetidas alusões ao "anticristo") e uma linha argumentativa que lembra a propaganda nazista contra os judeus (no caso, em vez dos judeus, o "inimigo" apontado é composto por homossexuais, prostitutas, ateus, comunistas, "abortistas", usuários de drogas e o governo Dilma), a publicação descreve uma conspiração satânica internacional para a criação de uma "nova ordem mundial" que pretende "se rebelar contra Deus" e "dominar a mente do povo com a legalização das drogas", acusa o governo do PT de querer legalizar a eutanásia para "matar os mais velhos" e o aborto para provocar um "extermínio" e comercializar os órgãos dos fetos abortados (!).

O delírio é tal que a revista traz uma tabela de preços do "mercado do feto" e diz que a legalização do aborto provocará um aumento da pedofilia, porque as meninas estupradas serão obrigadas a abortar para esconder o crime.

Nas páginas seguintes, a revista ataca a regulamentação da prostituição, relacionando-a também, com extremo cinismo e má fé, à pedofilia (como se o abuso sexual de crianças pudesse ser equiparado à prostituição exercida por pessoas adultas!); diz que a criminalização da homofobia permitirá que os gays pratiquem sexo dentro das igrejas; refere-se a gays, lésbicas e transexuais como doentes mentais; ataca com argumentos igualmente toscos a proposta de legalização da maconha e até diz que existe um plano do "anticristo" para dominar a água e os alimentos.

Quase todas as páginas da publicação são dedicadas a atacar meus projetos e os de outros parlamentares progressistas e comprometidos com os direitos humanos, embora não nos mencione expressamente, mas o alvo explícito da publicação é o governo Dilma, que seria, de acordo com a publicação, o principal representante no Brasil da rebelião mundial comandada por Satanás.

A publicação faz uma relação direta entre o "plano do anticristo" e as eleições de 5 de outubro: para impedir a vitória do Demônio, os eleitores deveriam votar em Marina Silva para presidenta e em Teixeira e Fonseca para os parlamentos federal e estadual. Na última página, a publicação traz uma foto em cores dos três candidatos, com a logo da campanha de Marina destacada no centro.

Uma pergunta que não quer calar é: quem pagou por tudo isso? Por todo esse lodo?

Eu gostaria de saber se Marina Silva sabe que seu nome está sendo usado nessa campanha suja, abjeta e evidentemente criminosa. Fonseca é candidato pelo PEN, uma legenda de aluguel de ultra-direita que faz parte da coligação de Aécio Neves, da mesma forma que o partido Solidariedade, formado por parlamentares que decidiram sair das legendas pelas quais se elegeram, entre eles Teixeira. Ambos fazem parte, também, da coligação estadual que apoia o governador Pezão, que por sua vez é do PMDB, aliado à presidenta Dilma, mas que também faz campanha por Aécio. Contudo, Fonseca e Teixeira fazem campanha por Marina — e juntos, apesar de suas candidaturas proporcionais não estarem coligadas.

Além de ser incompreensível e causar confusão a qualquer eleitor, essa esquizofrenia eleitoral também é ilegal, já que um candidato proporcional (ou seja, a deputado federal ou estadual) não pode citar em seus materiais de campanha o nome de um candidato majoritário (ou seja, presidente ou governador) que não seja o de seu partido ou coligação. Porém, para as gangues da velha política corrupta do nosso querido país, vale tudo!

Será que Marina, ou sua coordenação de campanha concordaram com essa sujeira e "deixaram" que ela fosse feita porque, na reta final, tudo o que servir para somar votos é bem-vindo, mesmo que provenha do esgoto político e da baixaria mais imperdoável? Ou será que Fonseca e Teixeira estão usando o nome de Marina sem a anuência dela porque acham que a figura da candidata do PSB pode ser mais atraente para o eleitorado evangélico fundamentalista que pretendem conquistar que o do liberal Aécio?

Seja como for, Marina deveria se perguntar por que o nome dela pode ser associado a esse discurso fascista. Será por que seu discurso, em vez de questionar, à esquerda, as falências do governo Dilma, como muitos dos seus eleitores progressistas de 2010 esperavam, é cada dia mais reacionário, aproximando-a da linha discursiva da revista Veja (que essa semana saiu em defesa dela), do Círculo Militar (que se declarou esperançoso com a sua candidatura), dos pastores que pregam discurso de ódio contra a população LGBT e dos setores mais conservadores da sociedade, que podem se sentir representados pela propaganda de Fonseca e Teixeira?

Marina deveria preparar um café, sentar no sofá e, com calma, refletir sobre o que está fazendo ou sobre o que estão fazendo com o nome dela. E você, eleitor, eleitora, deveria pensar com qual Brasil você sonha. O fundamentalismo está aí, virando a esquina, e dá medo.

O filósofo tucano Gianotti e o fim do PSDB


Filósofo respeitado, tucano de quatro costados, José Arthur Gianotti deu entrevista relevadora para o Estadão de hoje em que praticamente sela o fim do PSDB.

O jornal o apresenta como “tucanoide” (simpatizante) e muito próximo a Fernando Henrique Cardoso. É muito mais que isso.

Na verdade, sua amizade maior é com José Serra. É o que explica o fato de considerar Serra “muito à esquerda” de Geraldo Alckmin e prever que ele será um dos síndicos da falência do partido. Com um pouco de distanciamento, Gianotti aceitaria que a pá de cal no PSDB foi a campanha vergonhosa de 2010, que deixou o partido com a cara abjeta de Serra.

Em relação aos demais pontos, seu diagnóstico é preciso.

Aliás, o quadro que desenha é a chamada crônica de uma morte anunciada. Desde 2008 venho apontando esse quadro de deterioração intelectual do PSDB.

Apenas por amizade, Gianotti não menciona os responsáveis. É evidente que a responsabilidade maior recai sobre a pessoa a quem o partido confiou a liderança intelectual e política: Fernando Henrique Cardoso.

Serra não existiria sem FHC. A campanha abjeta de 2010 — que liquidou com os resquícios de legitimação do partido — não existiria sem FHC. Comandado por Serra, o estilo esgoto do jornalismo tucano foi diretamente estimulado por FHC. Assim como a debandada de intelectuais tucanos, que poderiam ter contribuído para algum arejamento do partido, mas que, a partir de um determinado momento, não tiveram estômago para permanecer na trincheira, depois que o partido deixou-se conduzir pela ultradireita escatológica.

A partir de então, o PSDB abandonou qualquer veleidade intelectual. Sua cara ficou sendo a da agressividade mais vazia, de políticos menores atuando apenas em representações moralistoides, e do jornalismo de esgoto comandado por Serra.

Aqui, os principais pontos da entrevista de Gianotti:

Sobre o espaço da socialdemocracia

Quando o PT veio para o centro, roubou o discurso da socialdemocracia do PSDB. Tornou-se o grande interlocutor com as forças capitalistas e populares, que era projeto da socialdemocracia.

Sobre o espaço da oposição

O PSDB não conseguiu se viabilizar como oposição organizada. Quando não se tem a oposição organizada, em geral quem ocupa esse espaço é uma dissidência da própria base aliada, como ocorreu com Eduardo Campos e Marina Silva, ex-Ministros do governo Lula.

Porque o PSDB falhou

Porque não teve discurso. Restará um partido estilhaçado, mas com alguns governadores e senadores fortes. Aécio ficou com imagem meio ambígua. Agora ele precisa sair correndo para Minas Gerais para salvar a candidatura que apoia. Não conseguiu firmar uma liderança realmente decisiva,

O comando do PSDB

Aécio voltará a ser o que sempre foi: uma liderança do PSDB, mas não mais a ponta da pirâmide. Ideologicamente, o partido terá duas pontas: o Alckmin bem mais à direita e Serra bem mais à esquerda.

Sobre Marina, Collor e Jânio

Marina lembra Jânio e Collor na medida em que vem alguém religiosamente para salvar a pátira e depois tem uma enorme complicaçãoo na montagem de governo. A Marina não é um Collor, mas no sistema ela estava isolada. Não soube organizar o partido dela, a Rede, foi obrigada a se aliar a Eduardo Campos. Quando o avião cai, ela se acha predestinada a salvar a pátira e começa com esse discurso. A partir do desastre, ela lembra Jânio e Collor ao dizer que veio para salvar a pátria.

Sobre o antipetismo e o PSDB

O antipetismo está bem instalado na política brasileira. É hoje uma tremenda força. Aécio vai compreender que para fazer o antipetismo é preciso que ele apoie Marina.

Sobre a bancada evangélica

Quando há uma crise do Estado, os conflitos religiosos aparecem. Quando não há uma estrutura de poder central organizando a sociedade, Deus aparece como o centralizador. O avanço evangélico é um sintoma da crise do Estado.

As manifestações de junho

Não formam líderes porque movimento popular desse tipo é como fogo fátuo. Ele surge e desaparece. Essas redes sociais são extremamente importantes mas não criam líderes. As lideranças políticas são, na verdade, formadas pelo processo partidário.

A crise do Estado

Temos uma série crise de Estado. Uma crise de Estado acontece quando você decide em cima e a decisão não chega embaixo. E o Estado, desta forma, não funciona. Já yemos uma crise de decisão. Ela continua se Dilma ou Marina vencerem. Não há esse risco com Aécio, porque ele não vai ganhar.
(GGN/Contexto Livre)

Jornalixo sócio/policial

Ao colocar a foto de Jader Barbalho entre os candidatos da coligação PT/PMDB, em matéria(fecal) produzida pelo seu delinquente jornalixo, os mercenários a soldo dos cofres do governo estadual permitem que se coloque na galeria da lorota nomes como o do ex-detento não totalmente ressocializado Flexa Ribeiro. Permite, ainda, que se coloque no mesma coligação/quadrilha o vereador tucano conhecido pela alcunha de 'Gordo do Aurá', preso como traficante de drogas e saído da cadeia direto pra compor uma coligação tucana.

Certo é que, quanto mais a quadrilha liberal remexe no tema honestidade, mais permite que se resgate o histórico de bandidagem inerente a atividade política emplumada. As próprias páginas do panfleto dessa corja é fonte que atesta essa afirmação, quando diversas vezes teve que deslocar fotos dos seu notáveis das colunas sociais para as páginas policiais, mostrando a tênue linha que liga alguns salões de festas a salas de delegados de polícia. Credo!

A promiscuidade entre governo do estado e o jornalixo liberal


A promiscuidade nas relações entre o governo de Simão e o Grupo Liberal atingiu um nível tão despudorado que um dos panfletos da empresa publica hoje, sem qualquer constrangimento, aquilo que considera ser uma grande ação governamental em relação à remuneração dos professores e arremata, "sem contar as vantagens pessoais, como o triênio".

Trocando em miúdos, a melhora da remuneração dos trabalhadores da educação pública no Pará é uma combinação do Piso Nacional de Salário com o Plano de Carreira e Remuneração da Carreira.O primeiro, como mostra a própria nomenclatura, obedece lei federal; e o segundo foi aprovado na Assembleia ainda durante o governo Ana Júlia, sendo que Simão fez de tudo para evitar sua implementação. de verdadeira mesmo apenas a última parte, aquela que desconta as vantagens pessoais dos servidores, vilmente surrupiadas pelo governador, sob os aplausos de um jornalixo não menos vil. Lamentável!

Estadão engole a verdade e se rende à versão de Gilmar Mendes. Assim funciona o jornalixo tupiniquim

Na sexta-feira, 11 de setembro, o Estadão publicou matéria sobre ato do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda beneficiando enteada do Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O título da matéria era “Enteada do Ministro Gilmar Mendes escapa da demissão Geral”.



A reportagem referia-se a um ato de Arruda excluindo a terapeuta Larisse Feitosa de um decreto de demissão em massa, em janeiro de 2007. Foram 16 mil excluídos. Dezenove dias depois, Arruda soltou outro decreto readmitindo nove pessoas. Larisse é filha de Guiomar Feitosa, atual esposa de Gilmar.

A informação era relevante para explicar a atitude atual de Gilmar, que se insurgiu com uma ferocidade inaudita contra a cassação de Arruda pela Lei da Ficha Limpa. Inclusive acusando de “tribunal nazista” todos seus colegas que – por unanimidade, contra seu voto solitário – decidiram pela cassação.

A reportagem saiu por engano, não por ser incorreta, mas por ter escapado da blindagem normalmente garantida a Gilmar.

Quem clicar no título da reportagem – na primeira página da editoria de Política – será direcionado para uma outra matéria, desmentindo a anterior (http://tinyurl.com/o6xcmxq). Em geral, o jornal tem dificuldades até para publicar direito de resposta.



A nova matéria acolhe, sem discutir, os argumentos da assessoria de Gilmar de que à época do decreto, “a mãe da servidora, a advogada Guiomar Feitosa, sequer namorava Gilmar Mendes”. Segundo a nota, o namoro teve início em janeiro de 2008 e casaram-se em outubro do mesmo ano.

Na reportagem, Gilmar apela para o álibi habitual de que “com dinheiro público financiam-se esses bandidos para fazer esse tipo de ataque baixo, vil”. Segundo o jornal, Mendes não especificou quem seriam os “bandidos”.

Bastaria uma pequena consulta ao Google para levantar um artigo célebre de Eliane Cantanhêde, no estilo “o amor é lindo”, publicado na revista Serafina da Folha (http://tinyurl.com/mthpb3f).

Segundo a reportagem, de 8 de junho de 2008, “Gil” e “Guio” “só se casaram no ano passado”, ou seja, em 2007, mas tiveram um longo “namoro espiritual”, segundo o texto romântico. “Gil” e “Guio” assumiram o namoro pela primeira vez em 2001, mas durou pouco. Reataram quatro anos depois, isto é, em 2005, depois de uma inimaginável cena de amor, na qual Gilmar, enquanto comia costelinhas, couves e farofas, cochichou em tom romântico para Guiomar: “quero mostrar uma coisa que comprei pensando em você.” Não era farofa, nem costelinha, mas um chalé no lago.

Já, naquele ano de 2008, Guiomar era comentada como uma das mulheres mais poderosas de Brasilia. Mas, segundo a cronista, ela tinha horror dessa classificação: "Não vai escrever aí que eu sou poderosa, porque não é nada disso." Então o que a senhora é? "Uma funcionária pública padrão e uma mulher apaixonada."

O Estadão aceitou o argumento de Gilmar, de que Gil e Guio não eram formalmente casados, quando Arruda beneficiou Larisse. Como se fosse necessário o vínculo formal para que Gilmar intercedesse pela namorada.

Não é a primeira blindagem a Gilmar. No ano passado, o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público) assinou contrato milionário com o Tribunal de Justiça da Bahia, justamente quando o tribunal entrou na mira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Este ano, o IDP fechou parceria com a FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), parte de inúmeras ações milionárias no STF.

Um dos principais fatores de perda de credibilidade dos jornais tem sido sua moralidade seletiva.

(Jornal GGN)

A praga do nepotismo é igual a praga do jornalixo


A matéria dos jornais dos Maioranas denunciando a prática do nepotismo na prefeitura de Ananindeua, apenas no tempo de Helder Barbalho, embora seja prática corriqueira inclusive hoje, é uma atentado à inteligência do leitor.

Sim porque perto de Simão Jatene, a quem a matéria tenta induzir o leitor a pensar que age de forma diferente, talvez seja o maior praticante do nepotismo de toda a história do estado, capaz de transformar parte do organograma do estado em árvore genealógica, ao agasalhar no governo esposa, ex-esposa, filha, cunhada, sobrinhos, sem contar o nepotismo cruzado verificado em um quadro de assessores especiais composto por parentes de magistrados, parlamentares, empresários e apaniguados em geral.

Se fossem jornais sérios, os próprios denunciantes deveriam escusar-se de dar vez a esse tipo de pauta, em razão de ter filhos dos donos dos jornais ocupando cargos de confiança na prefeitura de Belém, sabidamente ota administrada por um aliado de Simão, o que compromete profundamente a credibilidade do texto produzido. No entanto, por ser da lavra de um dos mais desonestos escrevinhadores que se conhece, pouco importa o jornalismo já que estamos em tempo de panfletarismo.

Claro que o famigerado texto não será capaz de capturar um voto sequer para o candidato tucano, por tudo que está acima explicado. Mas certamente é um passo mais adiante na infame tarefa de criminalização da política e aumento da ojeriza social contra a dita cuja. Restam os faustões, as reginas e outros imbecis desfiando a nota dissonante como se fossem porta-vozes da indignação popular, quando, na verdade, sorrateiramente, defendem com unhas e dentes a perpetuação da situação atual, pois, só assim, a grileira de terras indígenas encontra eco pra sua canalhice; assim como o acafajestado apresentador necessita desesperadamente de uma plateia de parvos que aplauda suas sandices. Simples assim!

sábado, 13 de setembro de 2014

A república de Malafaia

Ele
Ele

O pastor Silas Malafaia segue e dissemina dois evangelhos: o do ódio e o da tagarelice.

Alguém fez um levantamento sobre sua atuação insalubre no Twitter. Não sei se os números estão corretos, mas numa avaliação superficial de seu batuque incessante no teclado o resultado não parece absurdo.

Entre 3 de março e 3 de setembro, ele teria feito apenas 59 menções a Jesus Cristo e 87 a homossexuais.

Ainda não houve um levantamento da quantidade de vezes em que fala no PT, mas é um assombro. Geralmente, junta as fixações. Por exemplo: “Petistas covardes usam a causa gay para me denegrir e mudar de assunto.”

Marina Silva está pagando por seu apoio. Pode ter sido um beijo da morte. Não é exagero apostar que, fora de sua paróquia, é um dos homens mais detestados do Brasil.

Malafaia deve ser levado a sério? Sim, na medida em que encarna uma direita religiosa que tem voto, influência, ambições — e que cresce.

Ele, juntamente com colegas como Marco Feliciano e outros pastores e bispos, sonha com um Brasil livre de abominações como gays, abortistas, “umbandistas” etc, e que tenha sua interpretação literal da bíblia como constituição.

Todos os jornalistas que o desagradam são canalhas, covardes e por aí vai. O mais recente foi um repórter do UOL. Mas já sobrou para um profissional da revista Forbes que o colocou numa lista dos religiosos mais ricos do país, com 300 milhões de reais.

“Safado, sem vergonha, bandido e caluniador tem em tudo que é lugar (…). Quando a Forbes faz uma declaração dessa, não é uma declaração qualquer. Eu vivo de que pessoas acreditem em mim”, vociferou ele no ano passado. Ameaçou processar a publicação. Nunca cumpriu.

Essa tática da vitimização costuma ser muito utilizada. Fundamentalistas como Malafaia gostam de gritar que são perseguidos, num clássico do sujeito que bate a carteira e berra “pega ladrão!”.

Malafaia é a culminância do poder do pentecostalismo nacional. Um extremista que quer impor sua visão a qualquer custo. Seu grupo existe para estabelecer suas crenças como força dominante na organização do direito, da política e da cultura.

Todo fanático é um inseguro. Sua fé está ligada a sua paixão doentia e a sua necessidade de se segurar em alguma coisa, muito mais do que à certeza de suas convicções.

Malafaia já afirmou que não quer um cargo político. Na verdade, não precisa. Ao declarar que não quer “fundar uma república evangélica”, está dando um aviso. Para Freud, aquilo que se nega é o que está sendo reprimido. Quando nega, ele afirma. Juntamente com a dedicação diuturna a gays e comunistas, tudo indica que esta é provavelmente uma de suas obsessões.

(Kiko Nogueira/ Diário do Centro do Mundo)

Em sabatina, Temer critica propostas de Marina Silva

O candidato a vice na chapa da presidenta Dilma Rousseff, Michel Temer, criticou, em sabatina promovida pelo jornal Estado de S. Paulo, as propostas da candidata à presidência pelo PSB, Marina Silva.

Para Temer, a nova política sugerida pela candidata gera “descrédito absoluto das instituições”.

“Quem não governa com partidos e com o Congresso Nacional não consegue governar”, afirmou Temer aos jornalistas.

Durante a sabatina, o vice-presidente defendeu a política econômica mantida pela presidenta Dilma. “O que a equipe econômica fez deu certo”, declarou.

Temer também criticou a independência do Banco Central, defendida por Marina Silva e por Aécio Neves (PSDB). Ele declarou ser a favor de manter a autonomia operacional do órgão e que a independência seria uma medida arriscada.

“É um risco de um determinado grupo da sociedade brasileira a tomar conta daquele setor, sem nenhum controle”, explicou o vice-presidente.

(Agência PT)

PHA e a saudade danda que o PIG sente da República Velha


A cada meia hora o PiG produz uma “pesquisa”.

Como demonstrou, sabiamente, o Marcos Coimbra, já estava na hora de o Brasil sustar esse monopólio da Globo sobre pesquisas e debates.

A pesquisa nada mais é do que um instrumento eleitoral multiplicado pelos valores decadentes do jornal nacional – clique aqui para ver que a audiência do jn, sob a batuta do Gilberto Freire com “i” é menor do que a da novela das seis, essa dramaturgia concebida para pós-parvos.

As pesquisas pigais (**) têm o objetivo EXCLUSIVO de influenciar o eleitor em benefício da Direita.

Mais nada.

Não tem valor científico, nem como informação terciária para o eleitor: é política pura, na veia, como a Proconsult de 2014.

Onde já se viu pesquisa nacional de DOIS institutos de “opinião” de Direita TODO DIA ?

Nem com financiamento do Bill Gates – ou do Itaúúú – isso seria possível.

Tem coisa aí !

(Ressalve-se o DataCaf, o único realmente confiável, que, como se sabe, é financiado pelo ouro de Havana.)

Agora, lembra o Fernando Brito, o Globope inventou uma nova: uma pesquisa para avaliar a intenção de voto dos beneficiários do Bolsa Família.

Não quer saber da intenção de voto dos beneficiários do Itaúúú.

Mas, do Bolsa.

Como diz o Fernando: daqui a pouco o Montenegro vai querer saber como vota o beneficiário do ProUni, do FIES, do Luz para Todos, do Pronatec.

Ou seja, vai levar rojão para a torcida do Grêmio !

E chegar à conclusão de que o Aranha não pode votar !

Eles querem o voto do Império.

Só vota quem vive no 1% da pirâmide de renda.

O resto do Brasil eles trancam em Soweto !

Ou então num distrito eleitoral, sonho permanente do Cerra e da Direita: controlar o IBGE e dividir o Brasil em distritos eleitorais.

Por exemplo, em São Paulo, Higienópolis teria direito a cem deputados.

Sapopemba, a um !

Esse é o “distrito eleitoral” deles.

A pesquisa do Globope vai ajudar o Itaúúú a desenhar distritos eleitorais – e instalar agências…

Correntista do Itaúúú tem direito a cem votos.

Beneficiário do Bolsa, talvez, quem sabe, direito a 1/2 ?

Mas, primeiro, tem que ser sabatinado pelo entrevistador do Globope, o Frederik de Klerk.

(Conversa Afiada)

A desistência de um bandido



E o membro da gangue 'vote em um careca e leve dois' anunciou hoje que desiste da candidatura a governo do Distrito Federal. Poderia ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, diante da posição isolada do protetor do celerado Abdelmassih, contra a esmagadora maioria dos ministros mais ciosos de suas funções, o larápio em tela achou por bem desistir.

Além disso, a menos de um mês das eleições e o indeferimento de sua candidatura pintado em cores vivas como situação irreversível, manter a candidatura pra vê-la barrada mais adiante, resultaria em tornar seu substituto em um fantasma eleitoral. Certo é que, independente das conveniências do macuqueiro Arruda, ponto pro TSE pelo exemplo dado contra um dos mais audaciosos, perigosos e vorazes gatunos que a política brasileira produziu, protagonista de um show de horror inédito, quando foi flagrado e filmado recebendo propina de um lobista.

Derrota também da mídia reacionária e partidarizada, que tratou esse caso quase com indiferença, quando é, de longe, fato dos mais destacados na história da bandidagem política tupiniquim. Claro que pesa nesse tratamento à beira da delinquência o fato do dito cujo ser companhia habituée do tucanato privata, tido e havido por essa mesma mídia como paradigma de honradez na vida pública, quando, na verdade, suas mais notórias lideranças são tão desonestas ou mais do que Arruda.

Menos. Simão Lorota não é Duque de Caxias e nem Helder Barbalho é Bento Gonçalves


Completamente inábil no levantamento de temas que suscitem o debate político e faça disputar o poder a partir do confronto de ideias, sua prática sempre recorreu  avariações sobre o mesmo tema do voto de cabresto, o Grupo Liberal ensaia mais um tiro no pé com essa chantagem eleitoral de que do lado de Helder Barbalho estão os separatistas; e do lado de Simão estão os tardios ianques tupiniquins adeptos da manutenção da integridade geopolítica do Pará.

Emissão inflacionada de notas de R$3 porque fere a verdade dos fatos e tangencia da forma mais vil o que conta nesse debate. Se alguém perguntar candidato preferido de Simão, Helenilson Pontes(ou Trampolim) seu posicionamento a respeito do assunto ele terá duas saídas: mentir ou defender antiga posição em defesa do estado do Tapajós. Se fizer a mesma pergunta para o aliado sulista(sul do Pará, bem entendido) de Simão Lorota, Tião Miranda, talvez seja o inquiridor, momentaneamente, seja brindado com um conveniente silêncio, todavia contrastante com posicionamento público anterior em defesa da criação do estado do Carajás.

Além disso e apesar do abandono a que Simão relegou essas duas prósperas, por seus méritos, regiões do estado, fazendo exacerbar incontrolavelmente esse sentimento, não depende apenas do voluntarismo indignado da população. Há, antes, que se pensar um modelo de desmembramento que não venha apenas pra produzir miséria, mas estabeleça relações econômicas futuras levando em conta a distribuição regional de receitas e despesas praticadas no passado, portanto, apresentar esse tema como catástrofe que bate à porta dos paraenses logo após a escolha do futuro governador não passa de velhacaria de quem não tem nada mais útil a propor.

Sem contar que, do ponto de vista prático, representa o conhecido tiro no pé na medida em que contraria aquilo que imensos contingentes populacionais das regiões citadas intuem e pro isso veem Simão como um inimigo, que usou seu cargo de governador pra trabalhar politicamente em favor de um projeto particular de poder.

Talvez, a campanha tucana tenha como modelo a campanha de Zenaldo pra prefeitura de Belém, baseada no mote da integridade territorial paraense, uma rematada tolice quando transportada para a realidade estadual. Enfim, mentira eleitoreira seguida da recorrente falta de debate que essa mídia reacionária é useira e vezeira em praticar.

No desespero, Simão resgata obra iniciada por Edmilson Rodrigues e abandonada por D. Costa e Zenaldo


Desde quando o então petista Edmilson Rodrigues deixou o comando da PMB, em 31/12/2004, nunca mais se ouviu falar em obras da macrodrenagem da Bacia do Tucunduba. Tudo até aquele momento realizado a ponto de dar navegabilidade ao rio antes transformado em valão era visto com um certo desdém por outros administradores reféns das prioridades daqueles lemistas de merda, que só enxergam as necessidades da população limitadas ao bairro de São Brás e viam uma audácia populista gastar rios de dinheiro com aqueles seres de segunda classe.

Não mais que de repente e talvez movido pelo desespero eleitoral, este mais corrosivo da alma humana que o desespero kierkgaardiano, pois o que é examinado pelo filósofo dinamarquês encontra remédio na fé, enquanto o eleitoral, diante da indiferença popular, leva inexoravelmente ao desterro e insignificância, o que parece mover o até recentemente insensível Simão Lorota a resgatar, uma década depois, aquilo que nunca deu importância e muito menos procurou quem deveria dar, n caso o voraz/ladravaz D. Costa, a fim de propor parceria e realizar aquilo que bruscamente descobriu ser fundamental para Belém, repita-se, após uma década de indiferença.

Antes tarde do que nunca e, apesar do inequívoco apelo eleitoreiro, a obra certamente será bem vinda pra quem mora ou usa aquelas vias para se deslocar. Além disso, esse resgate tardio junta-se ao igualmente tardio projeto de duplicação da av. Perimetral abrindo um novo polo urbanístico na cidade digno deste nome. Que não seja, posteriormente, mais um território alvo da cobiça da especulação imobiliária, juntando-se a muitos outros que expulsaram seus antigos habitantes pra longe. Mas aí já é querer muito de quem administra ao sabor das conveniências e soluços políticos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ibope e Vox Populi contrastam com Datafolha

Uma tendência é certa nas últimas pesquisas eleitorais: Marina Silva (PSB) está em queda, Dilma Rousseff (PT) em ascensão e Aécio Neves estagnado

O que traz incertezas quanto à consistência dos levantamentos são diferenças entre alguns institutos, acima da margem de erro. Duas pesquisas, uma do Vox Populi e outra do Datafolha, foram feitas exatamente nos mesmos dias, entre 8 e 9 deste mês, e encontraram alguns números contrastantes além das faixas de tolerância. Quem estaria certo?

O tira-teima foi outra pesquisa, do Ibope, contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (12). Foi encerrada no dia 8, data bem próxima das outras, e registrou uma tendência mais parecida com o Vox Populi, o que deixa o Datafolha em saia justa.

Como se vê na tabela, sobre o primeiro turno, as intenções de votos em Aécio estão idênticas (15%) nos três institutos. Em Dilma estão dentro da margem de erro (36% e 39%), mas no caso de Marina, o Vox Populi registrou 28%, enquanto o Datafolha 33% para a candidata do PSB. São 5 pontos de diferença, acima do limite da margem da erro, que é de 2,2 pontos no Vox Populi e 2% no Datafolha. O Ibope registrou 31%, intermediário entre os dois institutos, mas foi a campo na véspera das outras pesquisas. Logo, se a tendência era de queda de Marina e oscilação para cima de Dilma, tende a coincidir mais com a apuração do Vox Populi.

Outra divergência foi nos indecisos. O Vox Populi destoou com 13%, enquanto o Datafolha registrou 7% e o Ibope 5%.

Na sondagem de segundo turno, todos institutos registraram Dilma chegando ao empate técnico com Marina, mas com números diferentes. Dilma teve 41% no Vox Populi, 42% no Ibope e 43% no Datafolha, resultado idêntico dentro da margem de erro. Marina teve 42% no Vox Populi e 43% no Ibope, o que coloca os 47% no Datafolha em dúvida.

Apesar de alguns números divergirem acima da margem de erro, a diferença é pequena e pode de fato ocorrer dentro da probabilidade estatística.

Mas os números do Vox Populi e Ibope são ainda convergentes quando analisamos os votos inválidos e indecisos. No primeiro turno, o Vox Populi registra 7% de intenção de votos nulos/branco/ninguém. No segundo, esse número sobe para 10%. É um resultado esperado. Parte dos eleitores de Aécio Neves (PSDB) ou de Luciana Genro (Psol), por exemplo, pode dizer que anula o voto caso seu candidato não passe para o segundo turno. A mesma lógica acontece no Ibope. Nulos/Branco são 8% no primeiro turno e 10% no segundo. No caso do Datafolha, registram-se tanto no primeiro como segundo turno 6%. Possível, mas pouco provável.

O que mais coloca em dúvida a pesquisa do Datafolha são os números extremamente baixos de indecisos e nulos no segundo turno. Somados dão 10% em segundo turno, contra 17% do Vox Populi e 15% do Ibope.

Quando o candidato do PSB era Eduardo Campos, os votos nulos e indecisos eram maiores. Com a entrada de Marina Silva na disputa, ela capturou a maioria destes votos em um primeiro momento. Atraindo os holofotes para si, teve suas contradições expostas e passou a perder votos. É de se esperar que parte dos votos da “antipolítica”, que antes iria anular o voto, volte a fazê-lo.

E também é de se esperar que parte dos votos sem certeza que pendiam para Marina, migrem para outros candidatos à medida que o eleitor volúvel compare as propostas e conheça melhor a candidata. O que leva Marina a cair é ficar mais conhecida. Suas posições que agradam uns, desagradam outros. Inicialmente ambos viam nela a ideia de votar naquilo que julgavam se identificar, sem conhecê-la direito.

Quando Marina tenta neutralizar críticas de inexperiência, dizendo que foi vereadora, deputada, senadora duas vezes e ministra, essa longevidade política já espanta parte do eleitorado da chamada “nova política”. Marina não é tão novidade assim. Ela conviveu “com tudo isso que está aí” por mais de duas décadas ocupando cargos políticos.

Quando ela tenta neutralizar a falta de base de sustentação política, que levou à renúncia de Jânio Quadros e ao impeachment de Collor, dizendo que vai governar com todos os partidos, mesmo dizendo que com “os melhores”, o eleitor que gritava “sem partido” em junho de 2013, já não a vê como opção. E aquele consciente de que sem uma reforma política a governabilidade se faz obrigatoriamente com quem é eleito no Congresso Nacional, vê incapacidade ou falsidade.

Quando ela volta atrás no programa de governo depois de quatro tuitadas do Pastor Silas Malafaia, ela desagrada e perde a confiança de outros setores. Marina se complica tendo declarações do presente desmentidas por atos do passado, como na questão da votação na CPMF, dos transgênicos, do agronegócio, ou ao ter posição contraditória sobre o pré-sal, que ela trata como um mal que tem de ser aturado e combatido. Em vez de azucrinar o pré-sal brasileiro, deveria mirar no Canadá por extrair petróleo de areias betuminosas no Ártico, em um processo muito mais poluente.

Quando ela procura varrer para baixo do tapete o escândalo da compra por empresas laranjas do avião de campanha dela e de Eduardo Campos, perde a aura de paladina da ética. Também não combina com a tal “nova política” manter em segredo quem paga por suas palestras. Marina não é uma empresária que entrou na política. É uma política que virou empresária para se manter candidata desde 2010. Quer queira, quer não, o eleitor desconfiado sente cheiro de “velha política” quando políticos escondem de onde vem suas fontes de renda, mesmo em atividades privadas e mesmo que não tenha necessariamente nada ilegal. O próprio clima inquisicional criado na imprensa tradicional para fazer o eleitor odiar a política, em vez de reformá-la, estimula essa desconfiança. Clima este que a própria Marina estimulou.

Ela perde votos quando usa dois pesos e duas medidas no trato da corrupção. Uma medida para pré-condenar Dilma pelos atos de terceiros, no caso um ex-diretor da Petrobras, funcionário de carreira, e usa outra medida para pedir o benefício da dúvida para Eduardo Campos, supostamente envolvido pela delação premiada deste mesmo ex-diretor.

O eleitor fica com um pé atrás ao ver o excessivo vínculo ao banco Itaú, pela influência da banqueira Neca Setúbal, inclusive através de patrocínios financeiros para as atividades privadas da candidata. Piora o discurso de Marina repetir bordões lobistas do mercado financeiro, tal como ceder a propostas de independência do Banco Central.

Marina começou tentando agradar a todos, apelando para sentimentos que são unânimes tais como governar com os bons, ser a favor de tudo que é do bem, e um monte de simplismos que todo mundo, desde criança, concorda. Mas na hora de ser obrigada a deixar de discutir o sexo dos anjos, e se posicionar sobre problemas reais do Brasil, ela perde votos ou de um lado ou de outro. E ainda corre o risco de, ao tentar agradar a todos, não agradar ninguém.

Daí ser estranho o Datafolha ainda ostentar índices tão altos para Marina, como se ela ainda fosse unanimidade entre quem está contrariado com qualquer coisa que acontece no Brasil.

(Blog da Helena)

Movimentos de Negros apoiam reeleição de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff vai receber o apoio dos movimentos negros brasileiros neste sábado durante ato pelo Dia Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que vai ser realizado em Nova Lima (MG), a partir das 10h na praça do Rosário.

“A presidenta Dilma tem relevância para a população negra no Brasil, a medida em que ela pactua com a política de igualdade racial, e diminui o preconceito às religiões de matrizes africanas”, explica mãe Flávia, que faz parte do Movimento Umbanda do Amanhã (MUDA). De acordo com ela, o apoio à Dilma é importante também do ponto de vista acadêmico. “Neste governo foram desenvolvidas muitas pesquisas na área de intolerância religiosa e apesar de ter muito o que fazer, o início já foi realizado” disse.

Apoiar Dilma e o PT na continuidade dos trabalhos pelo Brasil, passa também, pela necessidade de continuar com as políticas para a juventude negra, afirma Ângela Cristina, da Juventude do PCdoB. “Nos últimos 12 anos, em especial no governo Dilma, temos avançado na implementação dessas políticas que reconhecem a juventude negra como sujeito de direito, pois antes essa juventude era praticamente invisível quando se fala em ações para juventude de forma geral” explicou Ângela.

De acordo com ela, o governo da presidenta Dilma apresentou ao País três marcos que são: “o reconhecimento do genocídio de jovens negros e seu enfrentamento e a implementação de cotas para negros no ensino superior e assegurado esse direito, também, nos concursos públicos”, avaliou.
(Agência PT)

Atirado aos tubarões


Cerca de um ano antes do lançamento de sua candidatura presidencial pelo PSDB, Aécio Neves foi alvo de reportagem da revista Carta Capital conjecturando a respeito de uma possível saída do então governador de Minas Gerais do ninho tucano.

O restante da história é sabido por todos. Aécio desmentiu, aparentemente empoderou-se internamente ganhando a presidência nacional da legenda, antecipou o lançamento de sua candidatura à chefe da Nação e saiu por aí defendendo o legado de FHC, inclusive com reabilitação para a cena política de auxiliares do ex-presidente e tão mal afamados como o chefe.

Isto nunca lhe de rendeu um ponto percentual em avanço nas pesquisas de intenção de voto, por mais que a mídia partidarizada a seu lado fizesse uma das mais violentas ofensivas contra  um governo eleito e, indiretamente, tudo fizesse para inflá-lo.

Veio a tragédia, seguida da comoção e culminando com o renascimento do marinismo eco/fundamentalista. Este, em um primeiro momento, parecia a luz(da providência divina?) no fim do túnel que a direita sonhava há doze anos, refletida em pesquisa que a colocavam quase em posição de apenas aguardar o dia da consagração.

Baixada a poeira do 'velício'(mistura de velório com comício) e exposta a candidata ao exame mais detalhado a respeito de seu preparo, eis que a candidata ensaia uma trajetória de queda a partir do desencanto geral da nação por significar tão pouco diante da expectativa criada.

Então, aflora o depravado espetáculo da traição e os donos do PSDB de São Paulo rifam Aécio, em nome do ódio devotado ao PT, e passam a pregar o voto útil em Marina. Vale dizer, a turista acidental viajante do trem pessebista é vista como se fosse um Itamar, feito refém de FHC e responsável indireto pela 'Era da Privataria', que agora ensaia um improvável retorno recorrendo à mesma sordidez de outrora.

Resta saber se Aécio aceitará docilmente esse enterro previamente anunciado, após promessa de ressurreição. Se for esperto adaptará o meme dos jovens manifestantes de junho passado, 'na dúvida, se a Globo apoiar seremos contra'; e dirá, se o PSDB paulista for a favor, deverei ser contra até por questão de sobrevivência. Talvez, assim, consiga sair maior do que entrou nessas eleições e bem maior do que aquilo que seus companheiros de partido armaram pra ele. Conseguirá?

Gatuno integrante da gangue 'vote num careca e leve dois' perde mais um round na justiça


E o bandidão José Roberto Arruda continua com sua candidatura barrada. O membro da gangue 'vote em um careca e leve dois' viu seu recurso ser derrotado, no TSE por 6x1 e continua inelegível. A ressaltar que só Gilmar Mendes e seu voto Abdelmassih/Dantas favoreceu o assaltante e quase ex-candidato, baseado em uma interpretação graciosa do princípio da anterioridade.

Agora, o audacioso Arruda recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, onde, provavelmente, deve levar outra surra violentíssima, sendo ceto que volte a contar apenas com o mesmo voto.

Assim, o povo do Distrito federal respira aliviado, os seguranças do cofre podem até tirar uma soneca e os beneficiários dos programas sociais podem sorrir porque o 'lobo mau' foi tirado de circulação e tão cedo não soprará na direção do erário. Viva!

Em busca do ombro amigo dos 'anões'


"...Israel busca agora curar as feridas que o conflito na região gerou em suas relações com os países da América Latina. Enviado pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel especialmente para uma missão de reaproximação com a região, o embaixador Pinhas Avivi passou pelo Brasil, onde se reuniu com o chanceler Luiz Alberto Figueiredo, e terá encontros ainda na Argentina, no Chile e Peru. Segundo ele, as relações com a América Latina se desgastaram na última década".

Assim fica o mal dito pelo não dito, desautorizando o celerado Yagal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, que havia declarado ser o Brasil um 'anão diplomático', insatisfeito porque o governo brasileiro condenou a selvageria nazista praticado pelo governo judeu. Restaram os viralatas escrevinhadores do PIG que endossaram a sandice e agora certamente silenciarão completamente a respeito da peregrinação do enviado do governo israelense.

é mais uma vitória do governo brasileiro contra a diplomacia do 'tira sapato' e seus comparsas midiáticos, em favor de um mundo mais fraterno e civilizado.
(Informações da Agência Brasil)


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

54 dos 58 reitores de universidades federais declaram apoio a Dilma Rousseff

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247 – Um grupo formado por 54 reitores de universidades federais se reuniram nesta quinta-feira 11 com a presidente Dilma Rousseff (PT), a quem declararam apoio à reeleição. No Palácio da Alvorada, onde Dilma discursou, os reitores também entregaram a Dilma uma carta com reivindicações para o ensino superior público em um eventual segundo governo da petista.

Porta-voz dos reitores que foram hoje a Brasília, a reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, disse que o grupo reconhece "todo o trabalho" desenvolvido pelo governo da presidente na área da educação, e que o Brasil está no "rumo certo". O grupo acredita ainda, segundo ela, que o governo do PT ficará marcado como o que mais investiu em educação.

Segundo Margareth Diniz, 54 dos 58 reitores que compõem a Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) oficializaram o apoio à petista. Em maio, o grupo havia se reunido com Dilma para apresentar um plano para o ensino superior nos próximos dez anos. Nesta quinta-feira, os reitores pediram que Dilma reafirme seus compromissos com a expansão das universidades federais.

Durante o encontro, Dilma defendeu a importância da transferência dos recursos do pré-sal para a educação e "recebeu a carta com muita alegria", segundo o relato da reitora. "Porque sendo uma classe de reitores, que lida com a educação superior, considerando a importância que é tratar da educação superior no país, receber um manifesto de reitores é algo que ela achou muito importante", contou ela.

CRESCE A REJEIÇÃO A MARINA SILVA

Na pesquisa Vox Populi divulgada ontem, Marina Silva aparece com 40% de rejeição, contra 42% de Dilma Rousseff. Um empate técnico na margem de erro, que sugere grande crescimento da rejeição a Marina. A pesquisa Vox Populi não permite uma afirmação taxativa neste sentido porque, não tendo havido uma outra do mesmo instituto nas semanas anteriores, a comparação torna-se metodologicamente inadequada. Entretanto, uma comparação com as taxas de rejeição de pesquisas recentes de outros institutos sugere forte crescimento da rejeição a Marina, a ser confirmada por novas rodadas.

Na pesquisa IBOPE de sete dias atrás, por exemplo, Marina tinha apenas 12% rejeição, e Dilma 31%, índice quase três vezes maior. No Datafolha divulgado há seis dias, Marinha apareceu com rejeição de 16%, e Dilma com o dobro, 32%.

Na campanha de Dilma, credita-se este provável aumento da rejeição à explicitação das contradições e dos pontos frágeis da candidatura de Marina, levada a cabo por Dilma nos debates e nos programas eleitorais. As questões que mais teriam pesado para o aumento da rejeição e produzido os primeiros sinais de que Marina parou de crescer e começou a desinflar seriam, segundo pesquisa qualitativa realizada para o PT, seu recuo na questão da união homo-afetiva para atender ao pastor Malafaia, a vinculação a Neca Setúbal, do Banco Itaú, a pouca ênfase no pré-sal e a proposta de Banco Central independente. Todas estas questões foram bem exploradas por Dilma nos últimos.

As últimas pesquisas mostram que a linha da campanha está correta, diz um dirigente petista, renegando o primeiro ataque a Marina, quando foi comparada a Collor ou Jânio. O que se vai fazer daqui para frente, diz ele, é manter o foco nas contradições e nas fragilidades, chamando o eleitorado a decidir entre o prosseguimento do que foi feito nos governos petistas e a mudança para um projeto pouco nítido e permeado por indicações de descontinuidade.

Mas é preciso aguardar novas pesquisas, que permitam a comparação dentro da série de um mesmo instituto, para se ter certeza do aumento da rejeição a Marina.

(Tereza Cruvinel/247)

RS: Vereadora que só teve o próprio voto assume vaga na Câmara

Veridiana Bassoto Pasini é secretária de um consultório odontológico da pequena cidade de Coronel Pilar, com 1,7 mil habitantes, no interior do Rio Grande do Sul. Em 2012, ela concorreu a uma vaga para vereadora pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e se surpreendeu ao saber que só havia recebido um voto. Luciano Contini (PMDB) foi eleito para o posto e recentemente se afastou por motivos de saúde. Com isso, assumiu Iraci Moresco Zanatta, que também precisou deixar o cargo. Nenhum dos outros suplentes pôde assumir e a vaga sobrou para Veridiana, que ocupava a sétima posição na lista.

“Só tive o meu voto, e como estávamos apoiando um outro candidato, meu marido votou nele, que é sobrinho nosso e tinha mais chances de ganhar”, contou a nova vereadora à imprensa, dizendo que optou por não fazer muita campanha nesta primeira experiência concorrendo a um cargo eletivo mas que a repercussão do caso pode ser positiva. “Todo mundo disse que essa exposição toda pode me ajudar em uma nova eleição”, comentou. Ela afirmou que pretende conciliar o emprego de secretária com as sessões da Câmara Municipal, que geralmente ocorrem à noite, e vai usar o fato para chamar a atenção para a importância que um único voto pode ter nas eleições.

(Revista Forum)

O tartufo

Depois de usar de ardil pseudo judicial para tentar censurar 66 tuiteiros que fazem legitimamente como cidadãos e cidadãs campanha contra ele na internet, o tucano Aécio Neves resolveu censurar o tom adotado pela campanha eleitoral da presidenta Dilma, segundo ele, muito ácida contra a candidata Marina Silva.

Nada mais inócuo, mesmo como factoide capaz de resgatar da desimportância a que foi relegado até por seu partido, tentar dar a direção da campanha adversária, principalmente quem não tem autoridade moral para isso, muito menos espírito democrático na medida em que facilmente se destempera diante de críticas e apela pra mais abjeta truculência contra quem o contraria.

É, certamente, o personagem talhado para protagonista principal dessa ópera-bufa que descreve a decadência tucana no cenário brasileiro, após cinco disputas presidenciais, agora na iminência de ficar fora da disputa principal em colheita de tudo aquilo que plantou. Ainda que isto não signifique evidentemente o fim de uma agremiação política, marca o fim do protagonismo da mais farsesca metamorfose que se conheceu. Surgida como dissidência ética de um PMDB acusado de portador de todos os defeitos possíveis, quando assumiu o comando do país tornou-se imensamente mais viciado que o corpus que abandonou e assim caminha para a insignificância merecida.

Não passarão!

Justificando sua invejável condições de um dos dois países que mais cria empregos no planeta, junto com a china, o Brasil gerou mais de cem il novos empregos com carteira assinada, no mês de agosto, segundo dados do CAGED. Para influir negativamente na percepção dessa conquista notável pela da população, a mídia reacionária e partidarizada apressou-se em enfatizar a queda do emprego na área da indústria, dando ares de generalidade ao que ocorre em um setor em sórdida propaganda pra influir na vontade do eleitor.

Esse esquartejamento da verdade também omite que, no acumulado deste ano, o Brasil já gerou mais de 750 mil empregos. Felizmente, com a ascensão espetacular das mídias sociais, sempre dispostas a divulgar esses dados omitidos pelos meios de comunicação tradicionais permitem que mais de cem milhões de brasileiros escapem de ser reféns dessa completa desvirtualização da realidade brasileira, substituída por um quadro negativo e desfavorável, artificialmente pintado para dar fôlego político pra oposição e tentar fazer voltar ao poder aqueles que nos brindaram com os mais deploráveis indicadores sociais e econômicos quando foram governo a ponto de quase nos fazer voltar à condição de colônia. Felizmente, não passarão!

Na contramão da política do despejo. Prefeitura leva 200 sem-teto para hoteis no centro de SP visando reinserção

Uma ação da prefeitura de São Paulo está retirando, hoje (11), cerca de 200 sem-teto que moram em uma área pública do Parque Dom Pedro, no centro da capital. Eles serão levados para dois hotéis na mesma região, onde serão acompanhados pelo sistema municipal de assistência social. É a primeira experiência do Programa Autonomia em Foco, que oferece abrigo para famílias ou pessoas sozinhas em situação de rua que já têm renda e estão próximas da autonomia plena. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, a saída das famílias foi dialogada ao longo de sete meses e não houve resistência à desocupação nesse primeiro dia.

“O programa foi construído com eles para a saída pacífica desse espaço. Nós acreditamos que essas pessoas, devidamente acolhidas, podem construir sua autonomia e sair da rede socioassistencial”, explicou a secretária de Assistência Social, Luciana Temer. O programa segue os moldes do Projeto De Braços Abertos, implementado há cerca de um ano, com usuários de drogas da região da Luz, também no centro.

A diarista Maria Gilda Ferreira, 65 anos, mora no local há cerca de um ano com a filha de 23 anos e dois netos, de 3 e 6 anos. “Eu morava em ocupação, mas não tinha condição de pagar o aluguel, de uns R$ 200. Aqui, deixaram eu ficar sem pagar nada, mas não é lugar para gente”, apontou. Ela espera reconstruir a vida com essa oportunidade. Ela tinha uma casa e vendeu para acompanhar a filha que precisou sair de São Paulo. “Quando voltei, fiquei sem ter para onde ir, até que vim parar aqui”, relatou. Gilda espera reconstruir a vida com essa oportunidade e, inclusive voltar a estudar. “É um sonho que eu tenho. Estudar e casar meus netos”.

Para acolhimento no hotel, foram definidas regras como a impossibilidade de receber visitas no local. Além disso, o grupo será responsável pela alimentação e pela limpeza dos quartos. “É necessário para que se tenha um controle mínimo do espaço. As regras podem, inclusive, ser flexibilizadas em assembleias dos moradores, posteriormente”, explicou a secretária. As crianças e os adolescentes terão garantidas vagas em creches, escolas e no Centro de Convivência da Criança e do Adolescente no contraturno escolar. Os beneficiados poderão fazer cursos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e terão ajuda no encaminhamento profissional para o mercado de trabalho.

Essas regras estão incomodando Fiama Ferreira, 22 anos, que mora com toda a família na ocupação do parque. “É ruim ter esse controle todo na sua casa”, relatou. Ela ocupará um quarto com o filho de 5 anos. Já para Maria de Fátima Pereira, 54 anos, as regras são necessárias para permitir uma boa convivência. “Aqui, até que era organizado, mas tinha coisa errada. Marido que batia em mulher, briga, muita sujeira, essas coisas”, relatou. Ela espera que a nova moradia lhe traga tranquilidade para se cuidar do acidente vascular cerebral que teve há quatro anos. Fátima espera organizar melhor a vida a partir de agora com a aposentadoria que recebe pela doença. “Eu pagava R$ 500 num quarto de pensão. Ia quase tudo que eu recebo”, declarou.

Na área onde estão as barracas, haverá a recomposição do parque, com colocação de grama e retirada da tenda que era usada para serviço de assistência social, mas que, com a nova etapa da ação, também foi ocupada por moradores de rua. “Vamos deixar isso daqui bonito e devolver a praça para o povo. Pretendemos, em no máximo 30 dias, concluir esse trabalho. Já tem tudo planejado”, explicou o subprefeito da Sé, Alcides Amazonas.

(Agência Brasil)

Após 13 anos, sob a indiferença do mundo


Entre um comício e um evento em clube fechado

Impossível fugir da comparação entre os eventos de campanha promovidos nesta semana pelas duas candidaturas favoritas na disputa pelo governo do estado. Enquanto o cambaleante Aécio foi levado por Simão para um clube fechado, a chapa encabeçada pela dupla Helder Barbalho/Paulo Rocha enfrentou as ruas e colocou público considerável a prestigiar o evento.

Apesar das desculpas que os adversários da chapa PMDB/PT podem fabricar, atribuindo a enorme afluência popular à presença de um ex-presidente e da atual presidenta da República, tudo isso não passará de lamúria pachorrenta. Afinal, o evento amarelo também poderia ser feito nas ruas, com a presença de caravanas vindas das regiões mais próximas e contar com a presença de um ex-presidente. Se assim não foi feito não é obra do acaso, mas de algo que só virá à tona com o tempo. Só se sabe que, quando essa caixa for destampada, certamente exalará mau cheiro. E não será por culpa do tempo na medida em que se revelará apodrecida desde quando foi guardada. paciência!

A manipulação dos números e das palavras


Pra quem inventou a Proconsult, ignorar que o segundo turno das eleições só existirá após realizado o primeiro é café pequeno. Por isso, não constitui nenhuma surpresa o jornalixo global, do ícone da patifaria noticiosa que é o Jornal Nacional até ao mais rasteiro panfleto afiliado dessa gigantesca rede de sórdida manipulação, sonegar dados nas reporcagens que produz.

Talvez, ainda povoe o sonho dos comandantes desse monopólio a vitória fraudulenta em uma eleição presidencial. Um golpe contra a vontade soberana do povo, submetetendo-a à vontade deles e traduzindo o propósito que abraçaram, de que esta nação só será feliz obedecendo os ditames impostos por eles, daí desvirtuarem até as próprias pesquisas que mandam fazer, usando-as em seu noticiário como mero adorno retórico, por conta dos resultados contrariarem sua vontade imperial, transformam números em subproduto dessa vontade de poder megalômana.

Pra eles, pouco importa que a Marina tenha 47% das intenções de votos, em um segundo turno, que já tenha tido 50%, ou, nem tenha chegado a tanto. Importa a maquinação diuturna e obsessiva pra golpear Dilma e o PT. Se dará certo ou não é outra coisa. Provavelmente, não porque, bem ou mal e apesar do precário rito de passagem feito da ditadura à democracia, com a incorporação de mais esqueletos do que comportava o armário, é insofismável o avanço das instituições no rumo da consolidação republicana, principalmente nos últimos doze anos e isto explica a perda do fascínio que esse grupo exercia até os anos 1990.

Com toda a inegável influência que ainda hoje tem, felizmente já não podem tudo e, melhor, seus malfeitos não ficam mais ocultados sob o pavor de contestá-los. Não é preciso que ocorra uma tragédia para que a população incendeie seus automóveis e manifeste toda a antipatia que nutre por eles. Qualquer levante de rua é motivo pra que a nação demonstre todo o repúdio que tem contra quem causou tantos males ao país, a ponto de serem obrigados a operar seu ofício do alto de prédios ou helicópteros, temendo a reação da turba.  

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O ficha limpa do futuro


Não sei se entendi bem o que li no blog da competente jornalista Franssinete Florenzano, mas, em caso afirmativo, o promotor Arnaldo Azevedo, que investigou o caso do roubo aos cofres da Assembleia Legislativa do Pará tem a convicção que todos os envolvidos terão pedido de condenação contra si pela justiça paraense.

Óbvio que há o (ainda)senador Mario Couto, que tem foro privilegiado pelo mandato eletivo que exerce, cujo processo deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal que tem a competência de julgar nesses casos, porém, depois de quase quatro anos, parece que estamos mais perto de ver aquela ladroagem com tempero cinematográfico e literário chegar ao fim e com a possibilidade dos responsáveis pagarem pelo crimes que cometeram.

Quanto ao senador tucano, talvez vá até o fim mentindo diante das câmeras que gravam sua propaganda eleitoral, ao afirmar que é um político ficha limpa. Contudo, diante da forte possibilidade de ser derrotado e ficar sem mandato, restará a Couto dar uma de Eduardo Azeredo sem precisar renunciar o mandato para procrastinar o julgamento de seus malfeitos. ou seja, perdendo a eleição, perde o foro privilegiado, então, voltará a responder processo na justiça comum, significa dizer ganhará mais tempo com esse deslocamento. Isto, ressalte-se, na esperança de que o julgamento ocorra depois de ter completado 70 anos de idade quando, então, poderá pedir a prescrição da pena. Assim, sem condenação, poderá novamente fazer a jura pela fé da mucura de que é, de fato, ficha limpa. Credo!

Votação on line da Reforma política atingiu cerca de 1,7 milhão de internautas. Falta computar os votos das 40 mil urnas espalhadas pelo país

Com uma grande mobilização nas redes, 1.691.006 (96,9%) votaram “Sim” por mudanças no sistema político brasileiro, na votação online do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Apenas 53.866 (3,1%) votaram contrariamente a proposta. O resultado final será divulgado no próximo dia 24 de setembro.

Segundo a secretaria operativa nacional, a mobilização atingiu todo o território nacional e envolveu 450 entidades, que contribuíram para organizar 1,8 mil comitês. Ao todo, 40 mil urnas foram instaladas por todo País. Após a divulgação do resultado final, os movimentos definirão uma data para que sejam entregues os dados do Plebiscito para os três poderes. Presidência da República, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional.

Rodrigo César, da secretaria operativa nacional, ressaltou que a mobilização nas redes sociais e o apoio dos blogueiros progressistas foi de fundamental importância para o resultado da votação online. Para ele, a decisão de realizar a votação online foi bastante acertada. “Onde não conseguimos instalar urnas físicas, os eleitores puderam votar através da internet”.

Uma das responsáveis pela mobilização nas redes sociais, Letícia Pocaia, do Coletivo Fora do Eixo, afirmou que só de acessos ao site do Plebiscito, foram 5 milhões. No Facebook, durante o período de votação, as publicações da página atingiram 2 milhões de pessoas. A mobilização no Twitter também obteve grande impacto. As hashtags #EuVotoSim e #PlebiscitoConstituinte obtiveram 28 mil menções.

A participação do PT no Plebiscito foi comemorada pelo secretário de movimentos populares do partido, Bruno Elias. Para ele, a militância, os dirigentes e os candidatos do partido organizaram uma grande mobilização. Elias garantiu que a sigla continuará a colhendo assinaturas para o projeto de iniciativa popular proposto pelo partido. O apoio pode ser feito por meio do site: https://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2014/06/formulario_ajustecor.pdf

Elias defendeu ainda, que a partir do resultado final da votação, o tema da Reforma Política ganha mais força na agenda política da campanha de Dilma Rousseff. “Nós somos a única candidatura que defende a Reforma Política que parta da participação popular na definição dos seus principais pontos”, diz.

A votação física ocorreu de 1 a 7 de setembro e a votação online, foi até o dia 8. Segundo os organizadores, a previsão para que à apuração seja concluída é de duas semanas.

(Agência PT)

A 'banca' da banca


A mesma corporação rentista que exigiu da beata bafejada pela "providência divina" que condicionasse sua entrada no jogo sucessório sob suas bençãos com a condição de comprar a vigarice de independência do Banco Central, agora, diante da volta da perspectiva de Dilma matar a eleição logo no 1º turno, espalha que Henrique Meirelles será o homem forte da economia em um segundo mandato. Lembremos que foram mesmos capos do cassino financeiro que derramaram dinheiro na mídia e na política fomentando um tal de 'Volta, Lula', sem o consentimento do ex-presidente e sem qualquer discussão interna no PT.

Até recentemente, Meirelles era um marinista partícipe da articulação paulista em torno daquela força política. No entanto, pra dar verossimilhança ao blefe, tudo isso é ignorado, a política é submetida às conveniências espúrias do merrcado financeiro e seu nome é imposto ao mercado da boataria pra tentar influir na formação de um segundo governo Dilma.

Menos mal que que, independente do nome, é certo que esse segmento aventureiro não terá condições políticas de impor o tema da independência do Banco Central, em razão da clara posição do PT a respeito do assunto, mostrando-se frontalmente contra essa aberração. No entanto, seria bom que a campanha da reeleição da presidenta e a direção do PT desmintam essa patranha, antes que a mídia partidarizada e conservadora substitua os fatos pela especulação. De novo.

Petrobras ganha prêmio por capacidade produtiva em águas profundas

Na semana passada a Petrobras recebeu o prêmio Global Pacific Partners, na categoria Atuação em Águas Profundas (Offshore/Deepwater). O prêmio é oferecido às empresas de maior prestígio em seus segmentos e foi entregue durante a 20ª edição da Latin Oil Week, realizada no Rio de Janeiro.

Na ocasião a presidente da estatal, Graça Foster, destacou a atuação da empresa e comemorou mais um recorde na produção de petróleo e gás no País: “São 2,82 milhões de barris de óleo equivalente por dia produzidos no mês de julho. E o mês de agosto certamente foi muito melhor”, disse. “Tudo isso nos deixa, de fato, muito entusiasmados”, completou.

Os números da produção de agosto ainda não foram fechados.

Vinte novas plataformas – O pré-sal terá contribuição decisiva para a Petrobras atingir suas metas de produção. O objetivo é que, até 2018, ele responda por mais de 50% da produção total da empresa. Até lá 20 novas plataformas serão instaladas: uma em Campos e 19 na Bacia de Santos.

Até o final de 2014 duas novas unidades vão entrar em operação: são as plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo (FPSO – Floating Production Storage Offloading Unit).

Em 2015, vai entrar em operação o FPSO da Cidade de Itaguaí, na área de Iracema Norte, na Bacia de Santos.

Sete unidades estão programadas para 2016: duas nas cidades de Maricá e Saquarema, duas em Lula (P-66 e P-67), duas em Búzios (P-74 e P-75) e uma na cidade de Caraguatatuba, em Lapa.

Em 2017 mais cinco sistemas começam a operar: P-68 e P-69, em Lula, P-76 e P-77, em Búzios, e P-70 em Iara.

Em 2018 será instalada mais uma no Parque das Baleias, que fica no pré-sal da Bacia de Campos. Mais quatro, na Bacia de Santos, completam as instalações: a P-72, em Nordeste de Tupi; a P-71, em Iara Noroeste; a P-73, no Entorno de Iara e uma em Carcará.
(Agência PT)

O 'novo', o peido e a mudança de hábito


“Comer bife é uma extravagância do ponto de vista ambiental. O preço da carne vai ter de ser muito caro, o leite terá de ficar mais caro. Tudo que tem impacto ambiental vai ter de embutir o custo real e não apenas o monetário. Essa é a mudança decisiva.”

Essa ideia de Jerico é do assessor econômico de Marina Silva, Eduardo Gianetti da Fonseca, capturada pelo jornalista Ricardo Arnt e lembrada pelo colunista Paulo Moreira Leite, ao traçar um perfil de um dos gurus da candidata pessebista(?) que, entre outras coisas teratológicas, propõe mudança radical no hábito alimentar do povo brasileiro a fim de mitigar os efeitos danosos dos peidos do gado para o meio ambiente.

Pelo menos, nesse caso do confisco do leite e da carne da mesa do brasileiro, ela foi anunciada antes da instalação de um (improvável, ainda bem) governo que se anuncia como novo. Ao contrário do confisco da poupança, medida ocultada até ser tomada quando seu (ir)responsável já estava sentado na cadeira presidencial, embora isso não absolva o dândi autor da 'nova ideia' e muito menos evite a comparação.

Isto me lembrou a letra de uma marchinha feita para o carnaval carioca no fim dos anos 1950. Fazia alusão à transferência da capital federal do Rio de Janeiro pra Brasília e apelava a JK nesses termos, "Dizem, é voz corrente, Que em Goiás será a nova capital, Leve tudo pra lá, seu presidente! Mas deixe aqui o nosso carnaval".

Desgraçadamente, nesse quadro ameaçador, com o preço do kilo do bife ameaçando custar o preço de uma vaca e o litro do leite mais caro que uma garrafa de scotch doze anos, não teremos nem a quem apelar, apenas nos submeter aos hábitos alimentares de Marina e Gianetti. E aproveitarmos a única concessão a ser feita: o consumo de alimentos transgênicos a fim de atender as conveniências políticas do provável(ex) futuro vice nessa nova versão daquilo que causou indignação e perplexidade em 1990. Credo! 

A verdadeira face da ladroagem


Pelo menos desde 2006, sistematicamente, a mídia e grupos de direita têm lembrado aos eleitores que havia na chapa do PT os chamados “mensaleiros”, denominação equivocada, visto que não se provou pagamentos mensais e sequer a Justiça anulou a votação da Previdência, uma das que teriam sido influenciadas pelo suposto “mensalão”.

O “mensalão” já foi julgado, mas serviu como instrumento da direita para caracterizar o PT ligado à corrupção e, com isto, se esqueceu dos maiores escândalos do Brasil: o caso Banestado e a privataria tucana. Agora, com as novas denúncias da Petrobrás, a mídia dá a impressão que a simples citação já é prova suficiente para a pessoa ser condenada, tanto que exige providências sem saber se existem provas reais e concretas.

A ética seletiva da direita e da turma do ódio acaba se esquecendo, propositalmente, do “mensalão tucano mineiro” e dos pagamentos para o então candidato Aécio Neves.

Agora, enquanto a Siemens entrega provas do propinoduto tucano para o Ministério Público Paulista, sobre o escândalo do Metrô, CPTM e setor elétrico, encontramos uma situação muito interessante, para não dizermos cínica: a turma da propina vai disputar a eleição e a mídia se cala frente a esta participação.

Rodrigo Garcia (DEM) é candidato a deputado federal na chapa de Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo. O DEM é o mesmo partido citado em outro mensalão, o de Brasília, do governo Arruda. E o pior: é o partido de um dos coordenadores da campanha de Aécio, o senador Agripino Maia.

Outro citado no caso é José Aníbal, que agora é candidato a suplente do ex-governador José Serra na disputa por uma vaga no Senado.

Agravante: segundo o plano tucano, se Aécio for eleito e Serra se tornar ministro, o propineiro Aníbal vai ser senador.

Isso sem falar que o candidato Serra vai ter de depor, em 7 de outubro, na Polícia Federal para explicar a sua participação no propinoduto.

Agora o governador Alckmin, que diz que nada sabia disto tudo, afirma que a Petrobrás foi assaltada, mas se esquece de dizer que o metrô também foi. E o pior: nada faz para acabar com o esquema no metrô e ainda é conivente em que esses candidatos que disputam a eleição na sua chapa.

Além do mais, o candidato a vice-presidente da chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes, é citado pelos executivos da Siemens como um dos envolvidos neste esquema.

O coordenador da Casa Civil de Alckmin, Edson Aparecido, é tricampeão em citações: casos Castelo de Areia, Demop e agora o propinoduto tucano (Alston /Siemens).

Isso sem falar de Andrea Matarazzo, investigado pela citação de propina ao partido no setor elétrico e que agora responde como coordenador da campanha de Aécio na capital paulista.

Desta forma, é cínico o discurso tucano em defesa da ética e contra a corrupção, visto que esta turma fala uma coisa, mas faz outra.

Ante todas as acusações contra petistas como André Vargas e Luiz Moura, o PT fez a limpeza e mandou estes senhores para fora, mesmo antes de serem condenados. Agora se esperava o mesmo gesto dos tucanos e do DEM, mas, ao contrário, se deu legenda e os trata como se nada houvesse ocorrido.

Por último, este texto visa lembrar a todos estes fatos e fazer com que as pessoas se lembrem disso na hora de votar.

A propósito. O programa de rádio de Alckmin afirma que o governo Luiz Antônio Fleury Filho foi um desastre e quebrou são Paulo. O governador “esquece” que senador Aloysio Nunes era o vice de Fleury e foi aeu secretário de Transportes Metropolitanos. Muitos dos citados no propinoduto já trabalhavam nesta gestão como Zaniboni, entre outros.

Assim, o desespero de Alckmin com a possibilidade cada vez mais concreta de segundo turno faz com que ele dar esses tiros no pé.

(Antônio de Souza/Viomundo)