quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aécio e sua “bolsa família”: Parasitismo estatal para si, liberalismo para os outros


Em várias declarações já ouvimos Aécio dizer que os petistas não podem perder a presidência da República, dentre outros motivos, para não ver cair seu padrão de vida. Provocação barata que ocupa o espaço dos debates estruturais que deveriam presidir uma disputa eleitoral da magnitude desta que temos à frente.

Mas, entremos no clima por ele proposto.

Aécio, de fato, não precisa se preocupar com seu padrão de vida. Ganhando ou perdendo eleições. Aliás, nunca se preocupou. Descendente das oligarquias conservadoras mineiras, que foram geradas nas entranhas do Estado, desde o império, ele não tem a menor ideia do que seja empreender na iniciativa privada. Do que seja arriscar em negócios e disputas de mercado. Do que seja encarar uma falência, uma cobrança bancária, uma perda de patrimônio.

Pasmem: é esse o candidato que faz apologia do livre mercado, da iniciativa individual como base para a ascensão social e da ideia do “cada um por si” como critério de sobrevivência na selva do capitalismo contemporâneo.

Até sua carreira eleitoral tem como fato gerador a agonia terminal do avô, cuja morte “coincidiu” com o dia de Tiradentes . Seu primeiro cargo eletivo é tributário disso: em 1986 ele obteve mais de 200 mil votos para deputado federal sem lastro político próprio. Quatro anos mais tarde, distante do “fato gerador”, ele se reelegeu com magros 42.412 votos.

No quadro a seguir temos um diminuto resumo da versão de sua “bolsa família”.



Reitera-se: trata-se de um “diminuto resumo”. A história de seus avós paternos e maternos é a reprodução integral de como foram formadas as elites mineiras: indispensável vínculo estatal (cargos de confiança no Executivo, cartório e muita influência no Judiciário), formação de patrimônio fundiário à base da incorporação de terras devolutas e estreitas ligações com carreiras parlamentares.

O pai, Aécio Cunha, por exemplo, morava no Rio de Janeiro quando, em 1952 retorna a Belo Horizonte e, com 27 anos de idade, em 1954, “elegeu-se deputado estadual, pela região do Mucuri e do Médio Jequitinhonha, ainda que pouco conhecesse a região (…)” conforme descrição no Wikipédia. Seus oito mandatos parlamentares nasceram de sua ascendência oligarca. Do avô materno, Tancredo, dispensa-se maiores apresentações. Atípico sobrevivente de várias crises institucionais que levaram presidentes à morte, à deposição e ao exílio, Tancredo Neves sempre esteve na “crista da onda”. Nunca como empresário. Quase sempre como interlocutor confiável dos que quebravam a normalidade democrática.

Aécio Neves, por sua vez, era um bon vivant quando passa a secretariar o avô, governador de Minas Gerais, a partir de 1983. Nunca foi empresário, nunca prestou concurso público, nunca chefiou nenhum empreendimento privado. Sua famosa rádio “Arco Íris” foi um presente de José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Boa parte de seu patrimônio é herança familiar construída pelo que se relatou anteriormente. O caso do aeroporto do município mineiro de Cláudio é apenas mais uma ponta do iceberg.

Enfim, ele é isso: um produto estatal que prega liberalismo, competição, livre mercado… para os outros. Uma contradição em movimento. Herdeiro, portanto, de uma típica “bolsa família”; só que orientada para poucos.

Aliás, esse parasitismo estatal é característico da maior parte das elites brasileiras. Paradoxal é defenderem os valores neoliberais.

(Luís Carlos da Silva- Minas Sem Censura/ Viomundo)

O compadrio que se repete como cumplicidade


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tiro no pé

Através de seu panfleto oficioso, o prefeito Zenaldo Lorota Jr anuncia a drenagem e pavimentação de 78 ruas em Belém. Claro que isso não faz parte de qualquer programa de restauração urbana da combalida capital paraense, até mesmo porque o dito cujo inexiste, conforme se constata por uma simples leitura de quase uma década da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Obedece aos anseios de reeleição de Simão Lorota, cuja fama está mais suja do que a água fornecida pela COSANPA. Com efeito, é essa necessidade eleitoreira que obriga o desesperado Simão a entrar na capital com a artimanha usada até então somente no interior do estado.

De qualquer modo, esse trambique asfáltico tem tudo pra dar com os burros nágua a julgar por alguns dos trajetos escolhidos para passar por obras. Por exemplo, asfaltar a rua dos Caripunas da Alcindo Cacela até a José Bonifácio é ignorar o tormento da população que vive no trecho mais problemático daquela rua, afinal, o trecho a ser asfaltado já é pavimentado. No entanto, o perímetro que vai da Alcindo Cacela no rumo do bairro do Jurunas é mar de lama pura após qualquer chuva; asfaltamento da Veiga Cabral da Pe. Eutíquio até a 16 de Novembro só atende aos interesses do shopping Pátio Belém; o mesmo vale pro asfaltamento de apenas 4 quadras da tv. Castelo Branco; para a tv.3 de Maio, esta até menos, apenas 3 quadras; 1 quadra da tv São Francisco e por aí vai.

Enfim, essa versão tucana, mambembe e emergencial do velho 'governar é abrir estradas' tem tudo pra virar um tiro no próprio pé de quem a criou na medida em que será implementada com a típica pressa inimiga da perfeição e claramente sob os ditames da Lei de Murphy, daí...

Viralata incorrigível, Aécio ataca política externa e propõe submissão à União Europeia

O candidato neoliberal e conservador do PSDB, Aécio Neves, a cada pronunciamento que faz dá mostras do seu reacionarismo e entreguismo. Na semana passada, atacou durante sabatina do Site UOL e do canal de televisão SBT, o programa Mais Médicos, revelando ao mesmo tempo sua hostilidade a Cuba. Agora, Aécio fez declarações explícitas de subserviência às potências imperialistas.

Em encontro nesta terça-feira (22) com José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, órgão diretivo da União Europeia, conglomerado que exerce papel imperialista no mundo atual, Aécio atacou o governo da presidenta Dilma Rousseff pela política externa independente que realiza. O tucano afirmou, ao sair da reunião com o representante das potências imperialistas do velho continente que a política externa brasileira “prioriza o alinhamento ideológico e promove alianças apenas com os países vizinhos”.

Já é notória a ojeriza que o candidato do PSDB tem à integração latino-americana. Capacho do imperialismo estadunidense, Aécio sabe que o Mercosul, a Unasul, a Celac, a Alba e todos os mecanismos de integração vigentes sob a égide dos governos progressistas da região contrariam os interesses dos senhores imperialistas aos quais paga vassalagem. Por isso, em várias ocasiões Aécio e outros dirigentes do PSDB propuseram acabar o Mercosul. Informa o jornal O Estado de S.Paulo, em sua edição da última terça-feira (22), que o senador mineiro defendeu a ideia de acabar o bloco e transformá-lo em área de livre comércio em duas ocasiões – em entrevista ao jornal argentino La Nación, em junho, e em palestra em Porto Alegre no Fórum da Liberdade, no mês de abril.

Agora, o candidato tucano diz que a ligação do Mercosul com a União Europeia seria uma das suas prioridades, caso vencesse as eleições.


Tucano quer acabar o Mercosul...

Ao desdenhar a integração latino-americana e agora sinalizar prioridade para as relações com os potentados imperialistas da União Europeia, numa aliança que teria caráter neocolonialista, o candidato do PSDB indica que a política externa por ele preconizada é a mesma diplomacia de pés descalços praticada pelo governo do seu guru, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou transformar o Brasil num Porto Rico de 8,5 milhões de quilômetros quadrados – um Estado associado aos seus patrões de Washington.

Mas as declarações de Aécio Neves, como sempre um politiqueiro superficial e despreparado para o posto a que se candidata, contêm uma rematada mentira, ao dizer que a diplomacia brasileira se restringe aos vizinhos.

O governo da presidenta Dilma Rousseff dá continuidade e aprofunda o caráter universalista, multilateralista, ativo, altivo, soberano, pacifista da política externa inaugurada pelo governo do ex-presidente Lula. E com brilhantismo pessoal de estadista. O mundo já assistiu com admiração aos pronunciamentos da presidenta Dilma na Assembleia Geral das Nações Unidas e aplaudiu a sua atitude corajosa de cancelar um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pois o governo deste último foi pilhado cometendo delito de espionagem contra chefes de Estado , entre estes a líder brasileira.

Alheado da realidade nacional e mundial, Aécio desconhece que foi o Brasil, sob a liderança da presidenta Dilma Rousseff que liderou na semana passada o mais importante acontecimento geopolítico do ano – a Cúpula do Brics, em Fortaleza.

A 6ª Cúpula do Brics – agrupamento que engloba Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - foi um evento marcante, o que pode ser atestado pela Declaração de Fortaleza, em que o perfil do grupo ficou muito bem delineado. O Brics firmou-se não apenas como uma associação de economias de grandes países emergentes. Se se restringisse a isto, já seria uma grande construção. Afinal, estamos falando de 26,8% da área do planeta, 42,8% da população total do mundo, 21% do PIB mundial e 15% do comércio internacional. São dados reveladores de uma nova ordem econômica, ainda no nascedouro, que gradualmente encontra meios e modos de contornar as relações de dominação neocolonialista exercidas pelos grandes potentados econômicos internacionais, por meio de seus organismos financeiros.

O Brics, com as resoluções que tomou de criar o Novo Banco de Desenvolvimento e um fundo comum de reserva de contingência, deu um passo decisivo para se firmar como novo polo econômico-financeiro. Igualmente, afirmou-se como ponderável fator geopolítico em favor da paz, das soluções políticas para os conflitos internacionais por meio do diálogo, da defesa do direito internacional e do multilateralismo e pela democratização das relações internacionais. Ambos os aspectos da consolidação do Brics – como polo econômico e geopolítico – terão importante impacto sobre o desenvolvimento da situação internacional. O mundo não pode mais ficar à mercê do poder dos monopólios da oligarquia financeira nem do ditame das potências imperialistas, como querem Aécio e seus aliados internacionais. 

O candidato do PSDB quer ignorar esta realidade e obscurecer que foi a nova política externa brasileira, da qual Dilma é atualmente a principal protagonista, que contribuiu decisivamente para configurar a nova correlação de forças no mundo e abrir caminho nos esforços pela paz e a cooperação internacional.

Que Aécio fique com suas mentiras e sem sapatos, como o ex-chanceler de FHC diante de meganhas estadunidenses. O povo brasileiro não vai querer recuar das grandes conquistas que a política externa brasileira alcançou. 
(Portal Vermelho)

Depois do boneco de papelão,do aeroporto particular, Aécio lança o “cercadinho”

Que o PSDB é um partido da elite, todos sabem.Sabemos também que políticos tucanos não se misturam com o “povão”. Ou vocês, meus queridos leitores, já viram algum comício do PSDB?. Uma imagem publicada na imprensa nessa semana confirma que os tucanos não gostam de pobre. No domingo (20), Aécio participou em Juazeiro do Norte de Missa em Ação de Graças aos 80 anos de morte do Padre Cícero Romão Batista. Até ai, não tem novidade nenhuma. De quatro em quatro anos,os tucanos viram religioso,usam igrejas evangélicas e católicas como palanque eleitoral e abandonam depois que perdem a eleição.

No entanto, o que chamou atenção na imagem é, um "cercadinho" isolando Aécio Neves do restante do povo que estavam na missa - Observe a imagem -


Separado por um cercadinho, Aécio vê o povão de longe

Na convenção realizada para confirmar Aécio Neves candidato do PSDB à presidência,depois dos discursos, Aécio, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e outros tucanos que estavam no evento, foram para uma sala mais reservada bater papo, mas antes, espalharam por um salão um "bonecos de papelão" do Aécio, para a plateia, maioria de pobre da periferia de São Paulo tirar fotos


Em 2010, quando o tucano José Serra concorria à presidência com a presidenta Dilma,também foi foi flagrado no Paraná, pegando na mão de uma eleitora, mas beijando a própria mão..


Um ano antes, em 2009, a Revista Piaui, divulgou uma mania de Serra. Ele costuma lavar as mãos com álcool depois de pegar na mão de eleitores (Leia aqui)


Quanta diferença, hein!



Aécio não se mistura com pobre!...Será esse o motivo de Aécio ter construido seu próprio aeroporto?

(Os Amigos do Presidente Lula)

"Mineiross querem saber por que o aeroporto sempre teve uso particular, inclusive cadeado”


Representando o bloco Minas Sem Censura, os deputados Pompilio Canavez, Rogério Correia e Adelmo Leão foram nesta terça-feira (22) à Procuradoria de Justiça, em Belo Horizonte, solicitar a investigação do aeroporto construído na cidade de Cláudio com dinheiro público em terreno pertencente à família do senador tucano Aécio Neves. A obra cobrou da população mineira quase R$14 milhões e foi realizada durante o segundo mandato de Aécio como governador de Minas Gerais.

Os deputados entregaram ao promotor Júlio César Luciano, sorteado pelo Ministério Público Estadual para cuidar do caso, cópias da reportagem que denunciou o empreendimento a todo o país, do programa Proaero, do processo de desapropriação do território do tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, na justiça mineira e outras informações. “Pedimos para que o Ministério Público averigue e cumpra o seu papel. Os mineiros querem saber por que esse aeroporto sempre teve uso particular. Inclusive tem cadeado. Esse caso se enquadra em uma improbidade administrativa”, afirmou o deputado Pompilio Canavez, líder do Minas Sem Censura. O parlamentar também questiona onde o interesse público se encaixaria nesse empreendimento, já que em cidades vizinhas a Cláudio existem aeroportos capazes de suprir as demandas.

O aeroporto não tem funcionários e sua operação ainda não é considerada regular pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que também não recebeu do estado todos os documentos para realizar a homologação do aeroporto e permitir que seja aberto ao público. Para pousar por lá é necessária a autorização de familiares do senador Aécio Neves.

Na reunião, o deputado Rogério Correia apontou outras questões relacionadas ao aeroporto, como o alto gasto para sua construção, equivalente ao valor de aeroportos completos e com voos regulares. “Que aviões pousam lá? Quem são os passageiros? Isso precisa ser levantado”, indagou Rogério. Outro fato destacado é que a empreiteira que fez a obra do aeroporto, Vilasa Construtora Ltda, fez uma doação de R$ 67 mil para a campanha de Aécio Neves em 2006.

Com a representação em mãos, o promotor Júlio Cesar assegurou que o assunto será apurado e fará o possível para dar uma resposta aos deputados e ao povo mineiro.

CPI

Para que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também investigue o caso, os deputados do Bloco Minas Sem Censura estão recolhendo assinaturas de parlamentares para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “A dificuldade é que a ALMG está em recesso, mas estamos entrando em contato com cada deputado pedindo a assinatura. Mas sabemos que ter uma CPI em Minas Gerais é muito difícil. Já são 12 anos que não acontece”, explicou o líder do bloco, Pompilio Canavez.

Para efetivar uma CPI são necessárias 26 assinaturas. “Queremos livrar nosso país do que acontece em Minas Gerais”, pontuou Rogério Correia.

(Minas Sem Censura/via Viomundo)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Carnificina sem fim. No 15º dia de ofensiva, Israel bombardeia escola-abrigo da ONU e mortos passam de 600

O Exército israelense bombardeou hoje (22) uma escola da agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA), onde cerca de mil pessoas se protegiam dos ataques realizados por Israel contra a Faixa de Gaza. Não houve vítimas porque o diretor havia ordenado a retirada das pessoas do local devido à falta de segurança, como informou a agência Efe

O Ministério de Relações Exteriores da Alemanha confirmou hoje a morte de sete cidadãos alemães em Gaza. Segundo fontes de saúde palestinas, o número total de pessoas mortas já supera os 600 em Gaza, após 15 dias do lançamento da Operação Margem Protetora, ofensiva que se intensificou depois que Israel decidiu invadir por terra o território palestino.

Apesar do apelo da comunidade internacional por um cessar-fogo entre as partes, os bombardeios seguem hoje. Após o ataque de um foguete perto do aeroporto internacional de Ben-Gurion em Israel, grandes companhias aéreas internacionais como as norte-americanas Delta, American Airlines, US Airways e United Airlines; a francesa Air France e a alemã Lufthansa anunciaram a suspensão imediata de todos os voos para Tel Aviv. Um voo da Delta, proveniente de Nova York que sobrevoava o Mediterrâneo foi desviado para Paris.

Além das mais de 600 vítimas, a quantidade de feridos está em torno de 4 mil. De acordo com um informe da ONU divulgado hoje, 80% das vítimas em Gaza são civis, e pelo menos 121, crianças. Do lado israelense, foram 27 baixas de soldados. Mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, segundo informações da organização internacional.

Contrariando o direito internacional, o Exército israelense bombardeou dezenas de edifícios civis, além de várias mesquitas. Ontem, agências internacionais relataram o bombardeio de um hospital matando pelo menos quatro pessoas. “Literalmente não há um espaço que seja seguro para os civis”, disse o porta-voz de Assuntos Humanitários da ONU, Jens Laerke.

O porta-voz da UNRWA na região, Chris Gunness, informou que a entidade mantém 69 albergues-escola. Além das escolas do organismo, os habitantes de Gaza não têm para onde ir já que o Egito mantém fechada a única fronteira que comunica a região com o mundo. “Estamos sendo testemunhas de uma enorme e acelerada onda de refugiados devido à ofensiva terrestre israelense. É da máxima importância que as duas partes no conflito cumpram de forma escrupulosa suas obrigações a respeito do direito internacional humanitário”, disse à Efe.

Para fugir dessa situação, palestinos que possuem cidadania europeia e cidadãos europeus estão deixando Gaza.
(Opera Mundi/ via Blog da Helena)

Fundamentalismo no reino da privataria. Ou, homofobia braba.

Candidato a deputado federal pelo Distrito Federal, Matheus Sathler (PSDB-DF), defende a “prevenção ao homossexualismo”. Em sua página oficial de campanha, Sathler afirma que vai doar 50% do seu salário “para curar as crianças do homossexualismo”. À Revista Fórum, PSDB declarou que o que vale são as “propostas dos candidatos majoritários”.

Em vídeo postado, Sathler se vangloria de ter registrado no Cartório Eleitoral a sua proposta de doar 50% de seu salário para “o combate e as crianças vítimas do estupro pedófilo homossexual”. “Eu também me comprometo a criar o kit macho (sic) e o kit fêmea (sic) um nome carinhoso para poder rivalizar com o kit gay (sic) que está sendo distribuído nas escolas brasileiras e ensinando o homossexualismo”, disse o candidato a deputado federal.

As propostas do candidato em questão vão de encontro com a plataforma política apresentada pelo candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, que, entre outras coisas, se compromete a dar continuidade ao programa Brasil Sem Homofobia e também a “ampliação da participação da Comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, e articulação deste programa com as iniciativas estaduais e municipais”.

À Revista Fórum, a assessoria de comunicação do PSDB do Distrito Federal reafirmou o compromisso do partido com a Social Democracia e que tem como marca sempre “dialogar com todos os setores da sociedade”, porém, frisaram que este debate não pode ser feito “da maneira como o candidato (Sathler) coloca”.

Sobre as propostas em si, o partido declarou que as diretrizes que o PSDB segue são as dos “candidatos majoritários”. A assessoria também comentou que a postura do candidato Matheus Sathler pode trazer desgastes desnecessários à candidatura majoritária. “Isso pode trazer problemas pra candidatura do Aécio, que tem uma série de propostas pró LGBT em programa de governo”.

De acordo com assessoria, a executiva do PSDB vai “ver qual é a melhor maneira de estreitar o discurso do candidato à Câmara dos Deputados com o discurso do candidato (Aécio Neves)”.
(Revista Forum)

Como pensa a elite brasileira

A elite brasileira comprou o livro de Piketty, O Capital no Século 21. Não gostou. Achou que era sobre dinheiro, mas o principal assunto é a desigualdade.

A elite brasileira é engraçada. Gosta de ser elite, de mostrar que é elite, de viver como elite, mas detesta ser chamada de elite, principalmente quando associada a alguma mazela social. Afinal, mazela social, para a elite, é coisa de pobre.

A elite gosta de criticar e xingar tudo e todos. Chama isso de liberdade de expressão. Mas não gosta de ser criticada. Aí vira perseguição.

Quando a elite esculhamba o país, é porque ela é moderna e quer o melhor para todos nós. Quando alguém esculhamba a elite, é porque quer nos transformar em uma Cuba, ou numa Venezuela, dois países que a elite conhece muito bem, embora não saiba exatamente onde ficam.

Ideia de elite é chamada de opinião. Ideia contra a elite é chamada de ideologia.

A elite usa roupas, carros e relógios caros. Tem jatinho e helicóptero. Tem aeroporto particular, às vezes, pago com dinheiro público – para economizar um pouquinho, pois a vida não anda fácil para ninguém.

A elite gosta de mostrar que tem classe e que os outros são sem classe.

Mas, quando alguém reclama da elite por ser esnobe, preconceituosa e excludente, é acusado de incitar a luta de classes.

Elite mora em bairro chique, limpinho e cheiroso, mas gosta de acusar os outros de quererem dividir o país entre ricos e pobres.

O negócio da elite não é dividir, é multiplicar.

A elite é magnânima. Até dá aulas de como ter classe. Diz que, para ser da elite, tem que pensar como elite.

Tem gente que acredita. Não sabe que o principal atributo da elite é o dinheiro. O resto é detalhe.

A elite reclama dos impostos, mesmo dos que ela não paga. Seu jatinho, seu helicóptero, seu iate e seu jet ski não pagam IPVA, mesmo sendo veículos automotores.

Mas a elite, em homenagem aos mais pobres e à classe média, que pagam muito mais imposto do que ela, mantém um grande painel luminoso, o impostômetro, em várias cidades do país.

A elite diz que é contra a corrupção, mas é ela quem financia a campanha do corrupto.

Quando dá problema, finge que não tem nada a ver com a coisa e reclama que “ninguém” vai para a cadeia. “Ninguém” é o apelido que a elite usa para designar o pessoal que lota as cadeias.

A elite não gosta do Bolsa Família, pois não é feita pela Louis Vuitton.

A elite diz que conceder benefícios aos mais pobres não é direito, é esmola, uma coisa que deixa as pessoas preguiçosas, vagabundas.

Como num passe de mágica, quando a elite recebe recursos governamentais ou isenções fiscais, a esmola se transforma em incentivo produtivo para o Brasil crescer.

A elite gosta de levar vantagem em tudo. Chama isso de visão. Quando não é da elite, levar vantagem é Lei de Gérson ou jeitinho.

Pagar salário de servidor público e os custos da escola e do hospital é gasto público. Pagar muito mais em juros altos ao sistema financeiro é “responsabilidade fiscal”.

Quando um governo mexe no cálculo do dinheiro que é reservado a pagar juros, é acusado de ser leniente com as contas públicas e de fazer “contabilidade criativa”.

Quando o governo da elite, décadas atrás, decidiu fazer contabilidade criativa, gastando menos com educação e saúde do que a Constituição determinava, deram a isso o pomposo nome de “Desvinculação das Receitas da União” - inventaram até uma sigla (DRU), para ficar mais nebuloso e mais chique.

A elite bebe água mineral Perrier. Os sem classe se viram bebendo água do volume morto do Cantareira.

A elite gosta de passear e do direito de ir e vir, mas acha que rolezinho no seu shopping particular é problema grave de segurança pública.

A elite comprou o livro de um francês, um tal Piketty, intitulado “O Capital no Século 21″. Não gostou. Achou que era só sobre dinheiro, até descobrir que o principal assunto era a desigualdade.

A pior parte do livro é aquela que mostra que as 85 pessoas mais ricas do mundo controlam uma riqueza equivalente à da metade da população mundial. Ou seja, 85 bacanas têm o dinheiro que 3,5 bilhões de pessoas precisariam desembolsar para conseguir juntar.

A elite não gostou da brincadeira de que essas 85 pessoas mais ricas do mundo caberiam em um daqueles ônibus londrinos de dois andares.

Discordou peremptoriamente e por uma razão muito simples: elite não anda de ônibus, nem se for no andar de cima.


(Antônio Lassance/Carta Maior)

Quem acredita?



" (…) considerando que não tenho Jornais, emissoras de Rádios e Televisões, convido e desafio de público o dono do Império de Comunicações que tem tentado me enxovalhar e intimidar, para, acompanhado do seu filho candidato [Helder Barbalho], explicarmos em juízo, com acompanhamento da receita federal e se desejar polícia federal, a origem e evolução detalhada de nossos patrimônios – escreveu em postagem onde explica a sua declaração de bens à Justiça Eleitoral neste ano."

Declaração extraída do Blog do Jeso, versando sobre desafio lançado por Simão Lorota a Jader Barbalho.

Claro que Simão não é proprietário do Grupo Liberal, no entanto, enquanto for o detentor da caneta governamental e do Diário Oficial do estado claro que é o comandante daquela nau midiática que só singra em uma direção aos portos da privataria ao tucupi.

Além disso, enquanto cria política do 'coronel' Barbalho, Lorota sabe que toda vez que o dono do PMDB local defender-se na justiça, ou jogar para a prescrição os processos referentes a malsinadas desapropriações de terras feitas no Ministério da Reforma Agrária, quando Jader era o ministro e Jatene o secretário do ministério, ambos estarão escapando ilesos das suas responsabilidades. Como na dialética hegeliana do senhor e do escravo, chegaram a um ponto de dependência mútua em sua relação política que bravatas desse jaez até soam como desassombro, quando, na verdade, não passam das duas faces do mesmo vinil. Credo!

Com 50% das intenções de voto, Dilma ganha em primeiro turno pelo Índice Band


A presidenta Dilma Rousseff (PT) teria 50% dos votos válidos se as eleições fossem hoje, segundo o Índice Band. Aécio Neves (PSDB) teria 27% do total das urnas, enquanto Eduardo Campos (PSB) ficaria com 14% da preferência dos eleitores e o Pastor Everaldo (PSC), 4%.

A Rede Bandeirantes lançou o Índice no programa “Band Eleições”, que estreou nesta segunda-feira (21). O Índice é construído pelo cientista político Antonio Lavareda, que usa a base de dados de todas as pesquisas registradas e divulgadas e faz uma média ponderada dos resultados. Ele leva em consideração apenas votos válidos e não declarações de indecisos e de eleitores que manifestam desejo de vota em branco ou anular.

(Agência PT)

Reunião com Dilma foi proveitosa, dizem atletas do Bom Senso FC


Integrantes do Bom Senso F.C. foram recebidos pela presidenta Dilma Rousseff na segunda-feira (21) e sugeriram alterações no projeto que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) do Esporte para defender direitos dos atletas. “O que nós queremos colocar no projeto são vários tipos de punição [para os clubes que não pagam os salários dos atletas] e que existam mais meios de fiscalização”, diz o diretor executivo do movimento, Ricardo Martins. “Hoje nós temos apenas uma certidão negativa de débito e nós queremos que tenha ali uma fiscalização trimestral”.

A legislação, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, prevê o reparcelamento em até 300 meses das dívidas tributárias e trabalhistas dos clubes de futebol. “O Bom Senso nunca falou das dívidas ou do reparcelamento das dívidas, o que importa é que, se haverá reparcelamento, que haja contrapartida”, diz Martins.

Os integrantes do Bom Senso F.C. também aproveitaram o encontro para apresentar sugestões para a democratização do futebol. Para a entidade, é fundamental que o corpo técnico do esporte, como atletas, árbitros, técnicos tenham direito a voz e voto dentro dos clubes “para que possam influir nas decisões do esporte”, ressaltou Martins.

O movimento defende que os clubes só tenham direito ao parcelamento se comprovarem não atrasar o pagamento salarial. “Que os clubes sejam obrigados a comprovar pagamentos de salário, trimestralmente às entidades de representação da categoria e também às federações estaduais e à Confederação Brasileira de Futebol [CBF].”

Atualmente, os clubes são obrigados a apresentar, uma vez por ano, uma Certidão Negativa de Débitos (CND). Caso não apresentem, podem ser punidos com rebaixamento. De acordo com Martins, o movimento defende um aumento da fiscalização, com a criação de uma entidade específica para esta função, e um escalonamento das punições para quem estiver inadimplente com o pagamento de salários e luvas. O rebaixamento seria a última punição.

A LRF do Esporte mantém a punição da forma como está. O secretário do Futebol do Ministério da Justiça, Antonio José Carvalho do Nascimento Filho, disse que o governo diverge da posição dos atletas. Segundo Nascimento Filho, o governo defende um acordo entre clubes e a CBF para que as punições constem no regulamento da instituição. “Queremos firmar um pacto no qual os clubes só teriam acesso a este refinanciamento a partir do compromisso de que constem no regulamento da CBF as punições relativas a pagamento de salário, direito de imagem, entre outras”, disse.

Além da presidenta e de integrantes do Bom Senso F.C., participaram da reunião o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e representantes do Ministério da Fazenda. “O que saiu dessa reunião foi a necessidade de aprimoramento deste projeto, uma delas é aprofundar um pouco mais as medidas de contrapartida que são a base deste projeto todo,” disse o secretário.

Nascimento Filho destacou ainda que uma das mudanças será a diminuição do poder dos empresários sobre os atletas. “Crianças de 14 anos estão sendo aliciadas pelos empresários e na medida em que o governo fortalece os clubes, vamos forçar a retirada ou diminuição do poder entre os empresários”. Segundo ele, no entanto, a medida não implica retorno da chamada “Lei do Passe” que dava aos clubes o direito de negociar os atletas.

De acordo com o Bom Senso F.C., nos últimos cinco anos, o endividamento líquido dos 24 principais clubes brasileiros registrou um crescimento de 74%. A maior fatia e referente ao endividamento tributário, que hoje chega a cerca de R$ 2,5 bilhões.

O movimento, que reúne atletas e ex-atletas do futebol, também defende que os clubes sejam obrigados a gastar somente aquilo que arrecadam. As mudanças fazem parte do que o Bom Senso chama de “fair play financeiro”. O modelo defendido pelo grupo é baseado no da UEFA (órgão que controla o futebol europeu) e já é aplicado em pelo menos cinco ligas pela Europa.
(Agência PT)

O tempo desmascara mais um salafrário que apontava o dedo contra Lula

O então senador pefelista Efraim Morais era um dos que revezava com Demóstenes Torres para arrotar indignação contra o governo Lula e produzir toda sorte de acusações torpes.

Hoje encrencados até a medula na justiça, expõe todo o udenismo que envolve o comportamento da direita brasileira, convicta militante do 'faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço'. No caso de Efraim, está sendo indiciado pelo Ministério Público Federal a devolver aos cofres do Senado Federal R$250 mil, surrupiados em favor de uma mídia caseira, mais especificamente do quintal do senador na Paraíba, em desrespeito à Lei das licitações, como se fosse a única detentora de notória especialização ou singularidade para a contratação dos serviços técnicos, quando em cada esquina de Brasilia é encontrado um serviço de clipping eletrônico e de divulgação institucional do Senado.

Ressalte-se que o mesmo Efraim já responde(responde, ou os labirintos da justiça brasileira zelam por ele?) pela prática frenética do nepotismo e sinecuras de toda sorte, praticadas quando o malandro em tela era 1º Secretário daquele Poder. Como os covis midiáticos tupiniquins também zelam pela impunidade de salafrários da laia de Efraim e Demóstenes, ao omitir-se de fazer o relato crítico pertinente capaz de dar nome aos responsáveis pelo sangramento do erário, continua a população sendo induzida ao erro e dando palmadas em bumbuns errados, consequentemente, frustrando-se a cada eleição ao fazer escolhas baseadas naquilo que essas gangues midiáticas apregoam. Triste!

Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Esquerda.net





Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência 'manda chuva' que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(Eduardo Galeano/via Carta Maior)

O que faz a diferença


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Governo mostrou o Brasil a 10 mil jornalistas do mundo durante a Copa



Em uma iniciativa inédita na história das Copas do Mundo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) adotou estratégia de comunicação integrada para levar informações sobre o Brasil e apoiar a imprensa global que veio ao país para cobertura do Mundial. Durante o torneio, mais de 10 mil jornalistas de 84 países (96,5% dos jornalistas internacionais recomendariam uma viagem ao Brasil, aponta pesquisa Fipe) foram atendidos nos Centros de Abertos de Mídiainstalados nas 12 cidades-sede. Em levantamento preliminar, a Secom identificou mais de 60 mil matérias sobre o Brasil veiculadas em todo o mundo.

“Os principais efeitos de comunicação da Copa são de percepção. A onda de pessimismo que tomou conta do Brasil até maio foi absolutamente revertida”, aponta o ministro-chefe da Secom, Thomas Traumann. Antes de a bola rolar, o apoio à realização do torneio girava entre 50% e 55%. Ao final, estava em 70%. Chegou perto dos 80% antes da eliminação do Brasil, segundo pesquisa telefônica doIbope, encomendada pela Secretaria.

Traumann explica que a ação buscou aproveitar a visibilidade sem precedentes que a Copa trouxe ao Brasil.

“As milhares de reportagens sobre o Brasil publicadas pela imprensa nacional e estrangeira mostraram ao planeta um país que vai muito além do futebol – da sustentabilidade e inovação à economia, cultura e inclusão social”, explica. “É abissal a diferença entre a cobertura da Copa pela imprensa antes e depois do início do torneio”.

O ministro destaca que vários recordes foram batidos. A Copa foi o evento mais comentado nas redes sociais do mundo. No Twitter, apenas o jogo Brasil e Alemanha gerou 35,6 milhões de mensagens. OFacebook anunciou que a Copa gerou mais de 3 bilhões de interações na rede. “No Brasil, foram mais de 25 milhões de posts durante os últimos trinta dias”, destaca Traumann. Até junho, para cada post positivo havia um post negativo. Ao cabo de um mês, o volume total de postagens no Brasil mostrou 75% de menções favoráveis nas redes sociais ao torneio.

Estratégia

Os Centros Abertos de Mídia (CAMs) ofereceram infraestrutura de trabalho aos jornalistas credenciados ou não pela Fifa – para a cobertura da competição. A ação incluiu entrevistas coletivas com porta-vozes oficiais, eventos culturais e visitas a locais de interesse em cada cidade-sede. Isso permitiu a agências, jornais, emissoras de televisão e de rádio uma cobertura diversificada.

“Com a realização de 22 entrevistas coletivas com 11 ministros e outras autoridades, o CAM João Saldanha, no Rio, tornou-se referência para os profissionais que buscavam informações oficiais do governo brasileiro sobre a Copa”, afirma o secretário de Imprensa da Presidência, Olímpio Cruz. Jornalistas estrangeiros também puderam conhecer melhor o Rio e a cultura brasileira por meio de visitas guiadas oferecidas gratuitamente pela equipe do CAM e degustações de produtos nacionais.

Somente no Rio de Janeiro, onde o governo federal assumiu a responsabilidade direta pela montagem da estrutura e da programação, em uma parceria entre a Secom, Apex-Brasil, Embratur e a prefeitura do Rio, o CAM João Saldanha, no Forte de Copacabana, recebeu mais de quatro mil jornalistas de 84 países em 36 dias de funcionamento.

Os profissionais de imprensa puderam contar com estações de trabalho, internet sem fio, cabines de rádio, infraestrutura para transmissão de imagens ao vivo e o apoio de uma equipe de mais de 20 assessores de comunicação bilíngues na apuração de informações para suas reportagens.

No CAM João Saldanha, os jornalistas receberam material em inglês, espanhol e português com informações para o trabalho da imprensa na cobertura da Copa. Foram distribuídos o Guia do Jornalista, com dicas sobre o Brasil e as 12 cidades sede e o manual O que você precisa saber sobre a Copa do Mundo, com dados econômicos, sociais e de infraestrutura sobre a Copa do Mundo 2014.“Além disso, o CAM João Saldanha ofereceu um banco de pautas sobre as 12 cidades sede, as cinco regiões do Brasil e sobre programas do governo federal”, destaca Cruz.

A programação do CAM João Saldanha incluiu 23 visitas guiadas com foco em turismo, inovação e projetos que unem esporte e inclusão social. Entre as press tours oferecidas estavam, por exemplo, visitas ao Centro de Pesquisa da Petrobras, a um navio da Marinha que fez a patrulha da costa durante o evento e a escolinhas de formação de jogadores de futebol.

O governo também colocou à disposição das emissoras de TV de todo o mundo, um banco de imagens das cidades-sede para livre utilização. O banco foi acessado gratuitamentecopabrasil.ebc.com.br. Todo o conteúdo produzido pelo CAM, tais como press releases, entrevistas com autoridades e vídeos das coletivas estão disponíveis no Portal da Copa: www.copa2014.gov.br/cam

Nos centros abertos de mídia das demais onze cidades-sede, o governo federal também teve participação importante, especialmente na estruturação das equipes de trabalho. Mais de 60 assessores de comunicação foram alocados nos CAMs de todas as sedes da Copa, para auxiliar na interlocução com a imprensa.

(Blog do Planalto)

DATAFALHA FAZ A MESMA PESQUISA DESDE 2002 !

(Conversa Afiada)

Dez coisas que você precisa saber sobre o Marco Civil da internet

O projeto de um marco civil da internet ganhou força no ano passado, quando a presidenta Dilma decidiu prioriza-lo e pediu urgência para sua aprovação pelo Congresso.

Depois de aprovado, os principais especialistas no assunto em todo o mundo passaram a elogiar o Brasil e apontar o país como exemplo a ser seguido.

1)O BRASIL É PIONEIRO NO MUNDO
O novo marco civil da internet põe o Brasil na vanguarda quando o assunto é tecnologia. Fomos o primeiro país a garantir, por lei, direitos e deveres que garantem a liberdade na internet.

2)OS PRINCIPAIS ESPECIALISTAS ELOGIAM
Veja por exemplo o que disse Tim Berners-Lee, tido como o criador da World Wide Web (www): “Há uma tentação de se controlar a internet, seja por governos ou empresas. O Marco Civil do Brasil impede que isso aconteça “, Tim Berners-Lee, tido como o criador da World Wide Web (www)

3)PRIVACIDADE GARANTIDA
Antes, nada impedia que a navegação do usuário fosse gravada, identificada e até vendida. Agora, esse tipo de prática está proibida.

4)GARANTIMOS A NEUTRALIDADE DA REDE. MAS O QUE É ISSO?
Algumas empresas queriam cobrar a mais por certos tipos de conteúdo na internet, principalmente vídeos. A ideia era criar pacotes específicos de acesso à rede (um pacote para ler textos, mais barato; outro pacote com acesso a vídeos online, mais caro; e assim por diante…) A neutralidade da rede impede que elas façam isso, pois as obriga a tratar de forma igualitária os pacotes de dados, sem fazer distinção por conteúdo, origem, destino etc.

5)TEMOS AGORA A LEGISLAÇÃO MAIS AVANÇADA NO MUNDO
Sabe quem diz isso? Os maiores especialistas em internet, como Fadi Chehadé, o principal executivo da Icann, uma das organizações que controlam a estrutura da rede; Vint Cerf, vice-presidente do Google; e Nnenna Nwakanma, representante da sociedade civil e participante da fundação pelo software aberto África.

6)SEM CENSURA
O marco civil da internet assegura que só é possível retirar algum conteúdo da rede com ordem judicial, evitando a censura, privada ou governamental — a única exceção é para a retirada de imagens de nudez ou ato sexual de caráter privado, para garantir a privacidade das pessoas.

7)VÁRIAS INSTITUIÇÕES DE DEFESA DA DEMOCRACIA APOIAM
O marco civil da internet é apoiado por entidades de defesa da liberdade do Brasil e do exterior. Veja algumas delas: ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital), ANPEd (Associação Nacional de Pesquisa Pós-graduação em Educação), ASL (Associação Brasileira da Software Livre), Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor); e as internacionais Asociación para el Progreso de las Comunicaciones, Center for Democracy and Technology, Reporters Sans Frontières, Mozilla Foundation, Human Rights Foundation.

8)A INTERNET PRECISA DE REGRAS?
Quando a rede mundial de computadores surgiu, há mais de 20 anos, os defensores da internet livre eram contra qualquer tipo de regulação. Com o tempo, isso mudou e eles passaram a defender regras que assegurem os direitos dos internautas. Foi assim que surgiu o marco civil da internet.

9) VEJA QUEM APOIOU O MARCO CIVIL DA INTERNET
Personalidades que defendem a internet livre e para todos se manifestaram a favor do projeto: o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, o humorista Rafinha Bastos, o ator Wagner Moura, o ator Gregório Duvivier, o apresentador Marcelo Tas…

10)VEJA O QUE DISSE PIERRE LÉVY
“O Brasil está na vanguarda. O marco civil da internet é muito bom e o melhor é que ele foi feito de forma colaborativa”. Pierre Lévy é referência mundial em cibercultura. Ele é professor da Universidade de Paris e também defende o marco civil da internet aprovado no Brasil: “O Brasil está na vanguarda. O marco civil da internet é muito bom e o melhor é que ele foi feito de forma colaborativa”.

(Agência PT)

'Viagens'



Aécio Neves continua tripudiando sobre a realidade brasileira julgando que somos duzentos milhões de trouxas. Só isso justifica suas críticas aos avanços sociais, bem como a negação da meritocracia como forma investidura no serviço público, alcançados nos últimos doze anos pelos governos Lula/Dilma. Por mais certeza que tenha da omissão da imprensa brasileira em apontar-lhe as incoerências, ainda, assim, um pouco de pudor não faria mal, justamente em respeito à realidade dos fatos, logo, em respeito ao povo.

Em suas 'viagens', deve imaginar-se ao lado de helipópteros e 'aviões' flutuando nos 40% de intenções de votos, obtidos em um improvável 2º turno das eleições presidenciais, que a não menos despirocada pesquisa Globo/Datafolha lhe concedeu, em raro arroubo de cinismo e delinquência.

Certo é que, cada dia que passa e Aécio mais aparece, fica claro o caráter de uma candidatura mais obediente ao fator hereditário do que pelos méritos da sua militância política, algo que deve aclarar-se ainda mais assim que começar o horário eleitoral e essa redoma midiática for rompida, afinal, que esperar de um presidenciável que não tem uma ideia, uma proposta, que como senador não apresentou nada de relevante? Apenas isso: incursões ao passado. Tanto o político, que o povo brasileiro abomina, quanto ao das grandes viagens psicodélicas.

domingo, 20 de julho de 2014

ARROCHO NEVES = BUSH JR


Bush Jr nunca trabalhou.

Arrocho Neves também não.

Bush Jr viveu do sobrenome.

Arrocho também.

Bush Jr andava no Palácio quando o Papai era presidente, e ninguém dava bola pra ele.

Arrocho também, quando Vovô mandava.

Bush foi viciado em bourbon.

Arrocho tem que enfrentar o tema da cocaína, na campanha de 2014, como exigiu seu dileto colega, Padim Pade Cerra, num artigo na Fel-lha.

Bush Jr governou o Estado do Texas, mas não fazia nada: só trabalhava à tarde e três dias por semana.

Arrocho governou Minas e sub-estabeleceu o Governo ao vice, Anastasia e à irmã, e vivia no Rio.

Quando faltou aos conservadores candidato à Presidência, uma operação de marketing construiu Bush Jr.

Arrocho também.

Bush Jr demonstrou que não entendia os programas de Governo: nomeava ministros que defendiam ideias contrárias às (poucas) dele, como foi o caso do Ministro da Fazenda.

Da Fazenda !

Arrocho já demonstrou que não entende de Mais Médicos, como disse a Dilma, nem das regras do Bolsa Família, como demonstra o Janio de Freitas, hoje, 20, na Fel-lha – ou seja, ignora os fundamentos daquilo que mais ataca e quer destruir.

Bush Jr era um instrumento dos neolibelês e dos beligerantes, os neocons, como o vice, Dick Cheney.

Arrocho não tem uma única ideia original na cabeça, a não ser , provavelmente, construir um aeroporto pro Titio, e, eleito, seria um instrumento dos mesmos neolibelês americanos, como Armínio Naufraga, instalados no pensamento dos tucanos, através de seu Líder Máximo, o Príncipe da Privataria, e do PiG.

(Quando disse que a Carta Capital apoia a Dilma, Mino Carta demonstrou que Arrocho e Dudu farão o papel de títeres da Direita.)

O Governo Bush levou o Império Americano à derrota militar e à ruína econômica.

Ainda bem que Aécio só ganha no Datafalha e segundo a Quenedy da CBN.

(Paulo Henrique Amorim)

Governo com mau desempenho na educação deve ser reprovado nas urnas


Segundo reportagem publicada, hoje, no Diário do Pará, 261 obras bancadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE), do MEC, estão paralisadas no estado do Pará, o que ensejou o bloqueio desses recursos à SEDUC e o consequente prejuízo decorrente dessa incúria administrativa.

No entanto, há cerca de um mês, o governador Simão Lorota foi ao município da Vigia e teve a cara de pau de inaugurar um instituto tecnológico, obra do governo federal e ainda não totalmente concluída, porém, diante da necessidade de ter o que mostrar e sem ter, parece que esse foi o único jeito encontrado pelo governador pra iludir a boa fé do povo daquele município.

Claro que isso é fruto da opção preferencial pelo marketing, responsável pelo governo virtual que ora experimentamos, ultimamente agarrando-se a qualquer dado que o distinga como realizador, mesmo que para isso lance mão de iniciativas alheias, afinal, época de eleição é hora de prestar contas e se não há justificativas plausíveis o eleitor pune. E não adiantará nem recorrer ao surrado mantra da discriminação ao Pará, ardil usado por dez entre dez gestores públicos marotos, pois, conforme mostra a referida reportagem, as justificativas para a suspensão do envio dos recursos era o mínimo que o MEC poderia fazer, diante da omissão do MP em interpelar judicialmente o loroteiro governador. Lamentável!

Brasil conquista cinco medalhas em Olimpíada de Matemática

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A notícia está alguns dias atrasada, mas ela tem um valor atemporal. É uma notícia antiviralata por excelência.

O Brasil conquistou cinco medalhas, sendo três pratas e duas bronze na 55° Olimpíada Internacional de Matemática realizada na África do Sul. No ranking geral, o país ficou na 34° posição com 122 pontos. A melhor colocação foi da equipe chinesa com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos com 193 e Taiwan com 192.

O evento disputado pela primeira vez no continente africano contou com 109 países inscritos, incluindo três países observadores, batendo um novo recorde de participações. Ao todo, foram 582 estudantes, 205 líderes e vice-líderes de delegação e 132 observadores.

Os estudantes Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, garantiram as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, conquistaram as medalhas de bronze. Já Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro, recebeu uma menção honrosa.

As provas ocorreram nos dias 8 e 9 de julho, na Univesity of Cape Townm, onde os estudantes tiveram 4h30, em cada dia, para resolver individualmente três problemas de matemática com valor de sete pontos cada, que somados dão a pontuação final para a obtenção de medalhas.
(Site da UBES- Miguel do Rosário/via Tijolaço)

sábado, 19 de julho de 2014

O tempo se encarregou de provar que a moralização encenada pela dupla Roberto Gurgel e Joaquim Barbosa não passava de mais um dramalhão global


O processo que investiga desvio de dinheiro público para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas, em 1998, o mensalão tucano, sequer tem previsão de julgamento. Mas, se alguém acha que ainda vai ver algum tucano atrás das grades,essa possibilidade vai ficando cada dia mais distante

Mais um réu do mensalão tucano, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) renunciou nesta terça-feira (15) ao seu mandato no Senado Federal. Alegando problemas de saúde, a carta lida no plenário do Senado pelo vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC), foi vista por muitos como deboche ao afirmar que, “não optou por licenciar-se do cargo porque considera prejuízo ao erário público receber seu salário sem trabalhar”: “É apenas para ser coerente com a austeridade em relação às verbas de representação e gastos com o gabinete”

Essa não é a primeira vez que um parlamentar escapa do Supremo usando a tática da renúncia para ficar impune. Andrade segue o exemplo ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao seu cargo em fevereiro. O tucano também é acusado por envolvimento no mesmo esquema.

Também impune está Claudio Mourão.O atraso no processo, lentidão da justiça e falta de vontade política, beneficiou Mourão, ex-tesoureiro da campanha do tucano Eduardo Azeredo,classificado pelo Ministério Público como figura central na operação do valerioduto no estado de Minas Gerais. Segundo o MP, Cláudio Mourão foi figura fundamental no desvio de R$ 3,5 milhões de empresas estatais dirigira por políticos do PSDB em Minas Os crimes de peculato e formação de quadrilha, atribuídos pelo MP a Mourão, prescreveram em abril de 2014, quando o réu completou 70 anos.

Outro réu, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que coordenou a campanha de Eduardo Azeredo já teve os crimes prescritos. EX PFL e ex DEM, atual presidente do PSB-MG, foi o primeiro a se beneficiar da lentidão da Justiça ao completar 70 anos .Os dois fazem parte da lista de 20 réus do processo que respondem na Justiça estadual de primeira instância, onde tramita o processo contra os réus sem direito a foro privilegiado.

Clésio Andrade segue exemplo do senador tucano Eduardo Azeredo

No STF, Azeredo e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) são réus por peculato e formação de quadrilha. O processo contra Clésio Andrade ainda estava em fase de oitiva de testemunhas. mas a renúncia abriu caminho para que o processo contra, o agora, ex congressista, seja encaminhado à 1ª instância da Justiça Federal, que é mais demorada e oferece mais oportunidades de recorrer de qualquer decisão.

Clésio Andrade era o único réu do mensalão tucano que ainda tinha o processo tramitando no STF. Em fevereiro, o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) também renunciou ao mandato .

O envio à Justiça comum pode levar à prescrição das acusações contra os ex-congressistas se houver demora no julgamento, uma vez que os fatos criminosos ocorreram em 1998. Andrade é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.Junto com Azeredo é acusado de liderar esquema de desvio de dinheiro público em estatais mineiras para sua campanha à reeleição ao governo do Estado, em 1998.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves, atual candidato tucano à Presidência da República.Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério

Em 98, ele foi candidato a vice-governador na Chapa de Eduardo Azeredo.

De acordo com o Ministério Público, no mensalão do PSDB foram desviados pelo menos R$ 5 milhões das estatais, sendo R$ 3,5 milhões da Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), R$ 1,5 milhão da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e o restante do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, os políticos do PSDB envolvidos em casos de corrupção, vão contar sempre com uma ajudinha da lentidão da justiça para continuar impunes.
(Os Amigos do Presidente Lula)

A verdadeira luta pela moralização do futebol brasileiro

Atualmente na China, o zagueiro Paulo André Cren Benini é um dos idealizadores do Bom Senso F.C., movimento que cobra melhorias no futebol brasileiro. Com o fim da Copa do Mundo do Brasil e a humilhação que a seleção sofreu contra a Alemanha, ganhou fôlego a urgência de mudanças em entidades como a CBF.
Paulo André joga no time chinês Shanghaï Shenhua, mas já passou pela equipe francesa Le Mans, além de Guarani, Atlético Paranaense e Corinthians. Ao DCM, o atleta falou sobre as mudanças necessárias no futebol, a humilhação na Copa e política.


O que você achou do desempenho da seleção na Copa do Mundo?
Não acho que a seleção fracassou tanto. As pessoas perderam a razão e se deixam levar pela emoção e pelo placar de 7 a 1. Minha visão não mudou por causa da Copa e nem minha críticas. O Brasil, fazendo tudo errado, chegou à semifinal. Algumas informações: 70% dos atletas profissionais ficam desempregados seis meses por ano, clubes grandes acumulam dívidas, dirigentes nunca são punidos, clubes pequenos estão jogados às traças, jogadores entram na justiça do trabalho e podem esperar por até 10 anos pra receber os atrasados, a formação e a capacitação de profissionais é empírica e insuficiente e a média de público nos estádios tem a décima oitava posição no ranking mundial, atrás até de Estados Unidos e Austrália. Se não estamos no fundo do poço, estamos bem próximos dele. E a solução dada pelos dirigentes do futebol brasileiro é trocar a comissão técnica, o coordenador, o médico e o assessor de imprensa da seleção. Tem que ter muita cara de pau, não? Imagine se trilharmos o caminho correto? Seremos imbatíveis.
Os jogadores têm alguma culpa no estado das coisas no futebol?
Todos nós temos culpa. Os jogadores de futebol refletem a própria sociedade brasileira. Estudaram nas mesmas escolas públicas, tiveram as mesmas poucas oportunidades, não sabem ou não conseguem se posicionar politicamente, têm medo de retaliação e acabam por virar massa de manobra. O mesmo ocorre com o povo.
Quais são as propostas do Bom Senso F.C. para mudar a gestão da CBF, que tem dirigentes há 40 anos no poder?
O primeiro passo é propor a reforma política. É preciso oxigenar a estrutura de poder. Quem está no poder há décadas já provou que não tem capacidade de conduzir o futebol brasileiro com a excelência que o cargo exige. A CBF, numa tática de guerra conhecida como “teoria da intimidação”, controla seus 47 membros, sendo 20 clubes da série A e 27 federações estaduais. Esse jogo político emperra as medidas técnicas necessárias para o desenvolvimento do esporte no país. É preciso democratizar a CBF já.
Democratizar a CBF?
A CBF se ampara no artigo 217 da Constituição, inciso I que define que as entidades que administram o esporte no país tem autonomia financeira e estatutária. Esse artigo não permite nenhum tipo de intervenção ou regulação do governo. Ao mesmo tempo, a CBF se utiliza de um bem público que é a seleção brasileira e arrecada mais de R$ 400 milhões por ano. A oportunidade do Congresso Nacional e da presidente está na necessidade de que os grandes clubes de futebol, quebrados, têm pela aprovação da LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte). O projeto propõe, entre outras coisas, o parcelamento da divida fiscal dos clubes, mas oculta a isenção da responsabilidade civil e penal dos dirigentes que cometeram irregularidades no período. Exigir dos clubes, em troca pelo parcelamento da dívida fiscal, a democratização da CBF, sem se excluir, é claro, a responsabilidade civil e penal, que venha a ser apurada, dos dirigentes seria um golaço. É para isso que o Bom Senso F.C. está trabalhando atualmente.
Dilma pode colaborar com essa mudança?
Dilma tem uma única oportunidade de devolver a CBF, e todas as entidades que regem o esporte no país, ao povo brasileiro. Não devemos aprovar a LRFE do jeito que está. O projeto é frágil ao tentar garantir que os clubes estejam realmente em dia com suas obrigações fiscais e, principalmente, trabalhistas. Essa debilidade justifica o desespero dos dirigentes e a pressão da “bancada da bola” para sua rápida aprovação. Uma vez garantido o parcelamento, clubes e CBF voltarão a se blindar e não mais discutirão as mudanças estruturais do esporte. É preciso aproveitar a oportunidade e exigir dos clubes, em contrapartida pelo parcelamento da dívida, a regulação e a democratização do estatuto da CBF, limitando o mandato dos dirigentes a quatro anos com apenas uma recondução, dando voz e direito de voto aos atletas, treinadores, árbitros e todos os demais clubes filiados à entidade. O Congresso Nacional e a Dilma têm amplas condições de democratizar a autoritária e arcaica estrutura do esporte brasileiro.
Que papel deve ter o estado ou o governo na gestão do futebol brasileiro?
Intervir para democratizar as estruturas de poder, regulando as entidades que administram a CBF, como os Teixeiras, Marins e Del Neros. Governo deve coubir a criação de novos impérios maléficos para o desenvolvimento do esporte brasileiro.
E o que você acha da corrupção no nível internacional, em entidades como a Fifa?
É preciso lutar contra isso. Mas teremos muito trabalho com a CBF e com a Comembol antes de chegarmos a FIFA (risos).
O que você achou das Jornadas de Junho e dos protestos anti-Copa?
Achei incrível e participei. E espero que voltem com mais frequência. O país precisa disso. Boa parte dos nossos políticos se esquecem de seu papel e de quem eles deveriam representar de fato. Uma reforma política se faz necessária para melhorar o modelo de representatividade. Apenas 8% dos nossos deputados foram escolhidos de forma direta. Isso é algo que não entra na minha cabeça.
A reforma que vocês propõem no Bom Senso F.C. inclui a Globo?
Se não temos direito nem de votar e opinar dentro da CBF, imagine dentro da Globo. A Globo é uma empresa que visa o lucro. Ela controla os clubes por causa dos empréstimos e adiantamentos do contrato dos direitos de transmissão. Ela sabe jogar o jogo e está no direito dela de buscar o lucro. E a CBF, que deveria zelar e proteger o nosso futebol, é conivente. Para não ficarem expostos, fingem que o problema não é com eles. Para que os clubes fiquem menos dependentes da emissora, é preciso fechar a torneira, parar de gastar de forma insana, colocar as contas em dia e depois negociar o próximo contrato de TV em melhores condições, abrindo a concorrência. Por isso o Bom Senso luta por um Jogo Limpo Financeiro dentro do futebol, não esse de mentirinha que querem aprovar no Congresso. Sou um sonhador, não me julgue por isso.
Quais são os bons exemplos internacionais de boa administração do futebol?
Existe na Alemanha, na Inglaterra e na própria França. As Confederações cuidam da Seleção e se preocupam com o futebol nacional, fomentando seu desenvolvimento em todas as dimensões: educação, formação e alto rendimento. Além de investir na responsabilidade social da prática esportiva, como lazer e saúde. Elas são responsáveis por capacitar treinadores, gestores, criar licenças e cursos para profissionalizar cada um dos segmentos citados acima e regulamentar todas as questões que envolvem o esporte no país. Enquanto isso, a Liga, a associação dos clubes, comanda o futebol profissional e seus campeonatos, visando o espetáculo e o lucro. Não é tão difícil de copiar, não é?
(Diário do Centro do Mundo/via Contexto Livre)

A REMILITARIZAÇÃO DO MÉXICO E AMÉRICA CENTRAL PELOS EUA

Durante sua breve vista à Costa Rica, em maio de 2013, o presidente norte-americano Barack Obama aparentou estar ansioso em ofuscar a agenda norte-americana para a segurança regional, enfatizando, ao invés disso, as relações comerciais, cooperação energética e programas para jovens. “O foco sempre acaba indo para segurança”, ele reclamou durante uma conferência de imprensa, junto de sua contraparte costarriquenha, Laura Chinchilla. “Mas nós também temos que reconhecer que problemas como o narcotráfico aumentam quando o país é vulnerável, por conta da pobreza, das instituições que não trabalham para o povo e pelos jovens que não enxergam um futuro mais brilhante à frente”, completou Obama. Perguntado por um jornalista sobre a possibilidade do uso de navios de guerra dos EUA para combater o tráfico de drogas, o presidente foi firme: “Eu não estou interessado em militarizar a luta contra o tráfico de drogas”.

O chamado “Triângulo do Norte” – que envolve El Salvador, Honduras e Guatemala – é considerado uma das regiões mais perigosas do planeta (Reprodução)

Organizações de direitos humanos na América Central, México e nos EUA, veem de maneira bem diferente a política de segurança regional da administração Obama. Em uma carta enviada no ano passado à Casa Branca e aos presidentes da região, mais de 145 organizações da sociedade civil pediu que os EUA parassem com sua política de “promover a militarização para responder ao crime organizado”. Essas políticas, lia-se na carta, apenas tiveram como resultado um “surgimento dramático de crimes violentos, frequentemente praticados pelas próprias forças de segurança. As violações de direitos humanos contra famílias e comunidades são, em muitos casos, diretamente atribuídos às políticas falhas e contraprodutivas das forças policiais que militarizaram nossa sociedade em nome da ‘guerra contra as drogas’”.

A última grande rodada de assistência militar dos EUA ao México e à América Central começou durante o segundo mandato do presidente George W. Bush. O financiamento às forças policiais e militares da região subiu em níveis nunca vistos desde as “guerras sujas”, na década de 1980. Ao passo em que as operações de narcotráfico se deslocaram do Caribe para o corredor centro-americano, os Estados Unidos trabalharam com os governos da região para montar uma guerra altamente militarizada contra as drogas, em uma área que ainda não havia se recuperado totalmente de quase duas décadas de guerras civis – apoiadas e financiadas pelos próprios EUA.

O Plano Colômbia e a Iniciativa Mérida

Em 2008, a administração Bush lançou a Iniciativa Mérida – um acordo de cooperação que fornecia treinamento, equipamentos e informações para as forças de segurança do México e da América Central. Um modelo chave para esses acordos foi o Plano Colômbia, um programa de 8 bilhões de dólares lançado em 1999, que previa o maciço de tropas e forças policiais militares para lutar tanto contra as drogas ilegais, quanto para combater guerrilhas de esquerda. O Plano Colômbia é frequentemente classificado pelos oficiais norte-americanos como um brilhante sucesso, que usam de estatísticas para mostrar como a produção de drogas e a violência resultante caíram, ao mesmo tempo em que o poder dos grupos rebeldes em conquistar territórios também diminuiu. Organizações de direitos humanos, no entanto, documentaram o vasto “dano colateral” que ocorreu em decorrência do Plano Colômbia – incluindo o deslocamento forçado de pelo menos 5,7 milhões de colombianos, milhares de assassinatos por esquadrões da morte e as contínuas ameaças e mortes a ativistas comunitários, líderes trabalhistas e jornalistas.

Oficial hondurenho cumprimentando um militar norte-americano das Forças Especiais (UNASOC/Creative Commons)

Sob Obama, o governo dos EUA renovou e expandiu o Mérida e, em 2011, criou a Iniciativa de Segurança Regional da América Central (Carsi, sigla em inglês). De 2008 a 2013, estes programas receberam mais de 2 bilhões e 574 milhões de dólares. Apesar de os porta-vozes da administração dizerem que os investimentos estão sendo feito em reforma judiciária e programas de prevenção às drogas, a maioria do montante tem sido gasta no apoio à militarização da guerra às drogas.

O surto de assistência dos EUA com a segurança coincidiu com o notável aumento na militarização das atividades para aplicação da lei. Iniciando-se em 2007, o ex-presidente Felipe Calderón, do México, começou a utilizar dezenas de milhares de tropas, como parte de seu programa governamental de repressão aos cartéis de drogas e crime organizado.

O México é um dos países mais militarizados da região e, em sua guerra contra as drogas, mais de 80 mil pessoas já morreram desde 2006 (The Atlantic)

Em El Salvador, tropas foram colocadas nas ruas em 2009 e o presidente salvadorenho Mauricio Funes indicou oficiais militares ativos e inativos para posições de alto escalão na segurança – reompendo com a tradição do país que, desde os acordos de paz de 1992, reservava a indicação de civis a estes postos. Em 2011, o governo hondurenho passou a enviar patrulhas militares às ruas para o combate de crimes comuns e, em agosto de 2013, uma nova polícia militar para a ordem pública foi criada, incumbida de destruir as atividades de gangues. O envolvimento militar em funções de policiamento havia sido proibido pela constituição de Honduras, mas em janeiro de 2014, aprovaram uma emenda que revertia tal proibição.

Na Guatemala, mais de 21 mil tropas do exército tomaram para si missões de policiamento, superando muitas vezes em números a quantidade de policiais nas áreas em que eram desembarcados.

Enquanto isso, os militares colombianos e oficiais de treinamento estão agora ativos por toda a região. Ansiosos em exportar o modelo “bem-sucedido” do Plano Colômbia, os EUA têm financiado programas de treinamento – realizados por forças de segurança colombianas, no México e América Central. Em 2012, os presidentes Barack Obama e Juan Manuel Santos, da Colômbia, anunciaram conjuntamente um plano multimilionário para toda a região.

Uma das regiões mais perigosas do planeta: o Triângulo do Norte

O governo dos EUA diz que o aumento no suporte às forças de segurança do México e dos países da América Central é uma resposta necessária para o também aumento, em níveis alarmantes, das atividades de tráfico de drogas que, por sua vez, aumentaram os crimes violentos. Mas a política norte-americana causou algum resultado? A questão é complicada, pois os EUA e seus aliados falharam em publicamente estabelecer métricas para avaliar os esforços contra o narcotráfico.

O que é certo é que a explosão de assistência militar dos EUA foi acompanhada por uma explosão dramática de crimes violentos em diversos países: as taxas de homicídios dispararam em El Salvador, Guatemala e Honduras, países esses que receberam grande parte do dinheiro da Carsi. Hoje, esses países – geralmente denominados como “Triângulo do Norte” – comprimem uma das regiões mais violentas do planeta. Enquanto isso, no México, a Human Rights Watch estima que cerca de 80 mil pessoas morreram por assassinatos relacionados à drogas desde 2006 – além de contar com pelo menos 200 mil mexicanos que foram forçados a deixar suas casas.

Oficiais norte-americanos, todavia, sugerem que a epidemia de violência na região indica, na realidade, a efetividade da guerra contra as drogas. O chefe do escritório de narcóticos do Departamento de Estado dos EUA disse recentemente que “o derramamento de sangue tende a ocorrer toda vez que as organizações criminosas passam a estar sobre forte pressão”. Mas essa teoria não se segura à luz de qualquer evidência concreta e parece desconsiderar que muitas das mortes não tinham ligação alguma ao tráfico de drogas.

Talvez a pior parte desse cenário é que a maioria da assistência militar saindo dos EUA para o México e América Central está indo para forças policiais e militares que apenas há duas décadas estavam cometendo horrendas ações de morte e tortura contra oponentes políticos e comunidades indígenas.

Com poucas exceções, as forças de segurança pela América Central não passaram por nenhum reforma séria desde a década de 1980 e os agentes de Estado responsáveis pelas violações de direitos humanos no passado não foram levados à Justiça, mesmo tendo cometido terríveis crimes como massacres de vilarejos inteiros. Atualmente, as instituições jurídicas da região – particularmente no México e no Triângulo do Norte – permanecem profundamente corruptas e ineficientes, contando com apenas uma pequena proporção dos crimes envolvendo as forças de segurança sendo investigadas e julgadas.

O governo dos EUA permanece relutante em reconhecer o aumento no número de mortes extrajudiciais e abusos de direitos humanos – notoriamente perpetrados por membros das forças de segurança do Estado recebendo apoio norte-americano. Ataques e mortes de mulheres, defensores dos direitos humanos, advogados, jornalistas, ativistas LGBT, líderes sindicais e oposicionistas políticos cresceram exponencialmente na região.

Apesar do enorme investimento dos EUA, aproximadamente 90% das drogas ilegais da América do Sul destinadas aos EUA são contrabandeadas através de sete países da América Central e pelo corredor mexicano e isso leva a uma pergunta: por que os bilhões e bilhões de dólares gastos em política falha apenas gerou mais violência? E por que em uma aparente repetição dos dias negros das guerras sujas na América Central, os EUA novamente investem tão pesadamente em fortalecer e forças de segurança corruptas com um histórico de direitos humanos fraquíssimo?

Novos inimigos: saem os comunistas, entram os  antiamericanos

A fé inabalável de oficiais norte-americanos no modelo militarizado da Colômbia é, sem dúvida nenhuma, uma das respostas para essas perguntas. Mas uma teimosa mentalidade baseada na Guerra Fria também pode estar por trás disso.

Após horas de entrevistas com oficiais do Departamento de Estado e membros do Congresso norte-americano, o jornalista investigativo Hector Silva Avalos recentemente observou em um relatório que a agenda de segurança dos EUA no Triângulo do Norte é dirigida, em partes, por uma percepção de ameaça no crescimento de poder regional da Venezuela. Uma nova “narrativa antiamericana” argumenta Avalos, substituiu a velha ameaça comunista aos olhos de políticos chaves em Washington.

A política antidrogas, falha e destrutiva, do governo dos EUA na região agora encara um aumento nos movimentos de resistência de líderes na América Central, assim como organizações locais. Os governos estão debatendo políticas alternativas que incluem a possibilidade de descriminalização da posse e uso de drogas.

Grupos de direitos humanos e movimentos sociais estão cada vez mais se unindo na luta contra o uso de tropas do exército e polícias militares na repressão de movimentos populares, quando esses na verdade estão apenas defendendo corporações em seus esforços para pilhar os ricos recursos naturais nas terras dessas comunidades. A prioridade, eles acreditam, é construir instituições judiciais fortes para julgarem os crimes contra os direitos humanos e transparentes para prestarem contas.

Para erradicar a praga dos crimes violentos, investimento é necessário, mas não com equipamentos militares, e sim em um desenvolvimento econômico igualitário e sustentável que atenda às necessidades básicas dos pobres.

(NACLA/via Revista Forum)

Juristas divulgam manifesto contra repressão e criminalização das lutas sociais

Em protesto contra o aumento da repressão aos movimentos sociais, marcado pelo impedimento de manifestações de rua e prisões ilegais, 92 juristas lançaram na quarta-feira (16) manifesto pela cessação da escalada de criminalização dos protestos. Entre os pontos do documento estão a imediata libertação de Fábio Hideki e Rafael Marques – ativistas presos durante protesto contra a Copa, em São Paulo, em 23 de junho –, o acatamento do direito ao silêncio dos 22 militantes do Movimento Passe Livre (MPL) e o arquivamento do inquérito policial nº 1/2013.

Desde as manifestações de junho do ano passado, houve um recrudescimento da violência do Estado contra os manifestantes, diferentemente do esperado, que seria o atendimento das reivindicações e a ampliação dos canais de diálogo entre os poderes da República e a sociedade.

“O que se viu, depois de tímidas tentativas de reformas positivais, digamos assim, é que se seguiu um discurso de uma razão de Estado, de algo maior que justifique a cassação dos direitos, que foi a realização da Copa do Mundo. Com isso, se viu o avanço dessas políticas repressivas para desmantelar todos os tipos de organização que estavam atuando, pressionando a democracia brasileira”, avaliou o advogado da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, Renan Quinalha, em entrevista à RBA que será publicada na íntegra amanhã (19).

Para ele, o processo de repressão está bem organizado e é preciso avaliar a cota de responsabilidade dos governos estaduais, municipais e federal sobre isso. “Não é uma iniciativa localizada, de meia dúzia de agentes públicos na base da repressão. É, efetivamente, uma estrutura que está montada. Isso tem que ser visto em conjunto para a gente começar a entender a articulação entre eles”, afirmou.

Hideki e Marques foram presos sob alegação de serem adeptos da tática black bloc. No caso de Hideki, de também portar artefatos explosivos. No entanto, segundo testemunhas e vídeos divulgados nas redes sociais, o militante não possuía nenhum tipo de bomba. Os dois seguem presos, já que o Superior Tribunal de Justiça negou no dia 3 passado pedido de habeas corpus para garantir suas liberdades.

O inquérito nº1/2013 foi instaurado em outubro passado, com o objetivo de investigar todos os casos que envolvem protestos na capital. Como parte desse trabalho, 22 militantes do MPL foram intimados a depor no Departamento de Investigações Criminais (Deic). O Passe Livre alegou direito de se manter em silêncio, e o secretário paulista de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que poderia levar os ativistas à força para depor.

Segundo o manifesto, são várias as ilegalidades percebidas nesse inquérito. A principal é que o trabalho está orientado por um "explícito e inconstitucional direito penal do autor". "Ele é conduzido a partir de um rol de perguntas sobre a vida política das pessoas intimadas e chegou-se ao absurdo de proceder à busca e apreensão de livros na casa de alguns 'investigados'”.

Além disso, não há qualquer crime sendo investigado no inquérito e a maior parte dos investigados foi presa sem qualquer acusação formal. Os juristas ainda criticam a infiltração de agentes em manifestações, sem autorização judicial.

“Especificamente em São Paulo, lugar em que primeiro sopraram os bem-vindos ares de junho, causa extrema indignação o aparato que se organizou desde a instauração do famigerado inquérito policial 1 de 2013 no Deic”, diz um trecho do documento.

Outros casos que ilustram as ações criticadas pelos juristas foram os cercos a manifestantes realizados pela Polícia Militar em São Paulo. A primeira vez foi em 22 de fevereiro deste ano, quando a PM cercou um grupo na rua Xavier de Toledo, no centro da capital, durante ato contra a Copa.

Depois disso, a polícia impediu a realização de uma manifestação na Avenida Paulista contra as prisões de Hideki e Marques. A PM encurralou cerca de 300 ativistas no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e impediu a saída da marcha porque não foi apresentada a liderança do ato.

Esse tipo de ação se repetiu outras duas vezes, pelo menos. Uma, em outro ato-debate pela libertação dos dois presos, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Houve forte repressão com a participação da Tropa de Choque e da Cavalaria. Houve o uso de bombas de efeito moral e a detenção, para averiguação, de seis manifestantes.

A outra foi durante um ato-debate do Movimento Passe Livre, de questionamento sobre a legalidade do Inquérito nº 1/2013, em que a Tropa de Choque e a Cavalaria também estiveram presentes e cercaram as pessoas, na Praça da Sé, ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Nesse dia, houve praticamente a paridade entre o número de policiais e de manifestantes.

Além disso, a polícia mudou a tarjeta de identificação utilizada nos protestos. A comum, com a patente e um dos nomes do policial, tem sido substituída por um código alfanumérico de dez dígitos, o que dificulta a identificação dos agentes.

Outro caso que chamou atenção dos juristas foi a prisão, no último dia 12, de 19 pessoas que participaram de manifestações, sob alegação de que poderiam cometer crimes na final da Copa, no dia 13. Outros nove militantes que não foram encontrados passaram a ser considerados foragidos. A ação foi autorizada pela Justiça carioca.

Hoje (18), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro libertou os últimos cinco detidos. Os demais foram soltos até a última quarta-feira (16).

Na manhã desta sexta-feira, a organização não governamental Justiça Global enviou quatro ofícios a Brasília (DF) solicitando providências em relação às prisões de manifestantes no último dia 12. A ONG ressalta que "o segredo de justiça sob o qual o inquérito e o processo vêm tramitando impedem o acesso à informação e a comprovação das ilegalidades destas mesmas prisões". O documento foi enviado ao Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos, Congresso Nacional, além do Conselho Nacional de Justiça.

Para o militante da rede de advogados populares e ex-guerrilheiro Aton Fon Filho, as ações violentas e arbitrárias estão se alastrando para outros setores, mas não são novidades. “Não estamos tratando de algo que surgiu agora. Essas ações sempre existiram contra trabalhadores rurais e população urbana pobre, por exemplo”, afirmou.

No caso das prisões para evitar manifestações na final da Copa, Aton avalia que uma constatação do agravamento da situação é o papel desempenhado pela Justiça. “Eu entendo a polícia pedir a prisão temporária, pela atuação geral que alguns delegados têm. Agora, me surpreende a Justiça aceitar esse pedido”, disse.

Aton, que militou contra a ditadura (1964-1985), avalia que o momento que vivemos é bem diferente daquela época. “Naquele momento era prender, torturar, matar e sumir. Nosso momento é diferente. Estamos aqui falando sobre isso. Divulgamos manifesto. Movimentos protestam contra isso. O que temos é uma democracia com características repressoras”, defendeu Aton.

Quinalha concorda: “A gente está vivendo uma democracia, mas uma democracia com zonas de exceção cada vez mais ampliadas. E é justamente escondidas debaixo do discurso democrático, das instituições democráticas, que essas violências começam a operar com auto grau de legitimidade. E esse é o grande risco”, afirmou.

Aton, no entanto, está otimista sobre o momento. Para ele, as ações têm dado visibilidade para a repressão do Estado, que é praticada há anos. “Toda essa discussão, esse levante contra a ação de criminalização dos movimentos, cria melhores condições de enfrentar e mudar essa situação. Ainda estamos no início”, concluiu.

(Blog da Helena)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasil continua gerando empregos e aumentando salários

O mercado de trabalho formal gerou 588.671 empregos com carteira assinada, um crescimento de 1,45% em relação ao estoque de dezembro de 2013, segundo dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (17). “A meta do governo é criar 1 milhão de empregos formais em 2014″, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, ao apresentar os números.

Os salários médios de admissão apresentaram um aumento real de 1,84% , na comparação do primeiro semestre de 2014 com o de 2013, ao passarem de R$ 1.152 para R$ 1.173.

Segundo o recorte por gênero, o crescimento real do salário médio obtido pelas mulheres (2,17%) foi maior o dos homens (1,81%). Com esse resultado, a relação entre os salários reais médios de admissão feminino versus masculino teve um aumento de 86,05% em 2013 para 86,35% em 2014.

O crescimento ocorreu nos sete dos oito setores de atividade econômica, com destaque para o setor de Serviços que gerou no ano 386.036 postos, saldo superior ao registrado no mesmo período do ano anterior (361.180 postos).

O setor Agrícola registrou no período a maior taxa de crescimento gerando 110.840 empregos formais, seguido da Construção Civil (73.343 empregos), a Indústria de Transformação (44.146 empregos), a Administração Pública (26.172 empregos), e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (4.867 empregos).

O setor Comércio foi o único que apresentou queda no período com perda de 58.096 postos, decorrente do declínio do Comércio Varejista (-83.646 postos)

Junho – No mês de junho foram gerados 25.363 empregos com carteira assinada, o que representou um crescimento de 0,06% em relação ao estoque do mês anterior. O resultado aponta uma desaceleração no ritmo de crescimento. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 763.499 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 1,89%.

No período entre janeiro de 2011 a junho de 2014 , durante o governo da presidenta Dilma Roussef, já foi criado um total de 5.106.855 empregos, um crescimento de 11,59%.

(Agência PT)

Pesquisa Datafolha tem o mesmo ânimo delinquente do propinoduto do metrô. Surrupiaram 12 pontos do Nulos/Não Sabe pro Aecim, no 2º turno


Na pesquisa de intenções de votos do Datafolha divulgada ontem, o jornal Folha de São Paulo ficou até com vergonha de colocar no gráfico do segundo turno o percentual do votos brancos/nulo/não sabe.

Isso porque tem um erro grosseiro de 12 pontos percentuais, o que invalida totalmente a pesquisa como referência (serve apenas de isca para tubarões caçarem sardinhas na Bolsa de Valores).

Na pergunta sobre primeiro turno 27% a 28% (o Datafolha não divulga as casas decimais) declararam votar nulo/branco/nenhum/não sei.

Na pergunta em seguida, sobre segundo turno, magicamente este número caiu para 16%. Coisa praticamente impossível de acontecer na vida real das urnas.

As pesquisas, como estatística, devem tentar reproduzir uma amostra do que aconteceria na população toda. Quem diz que não votaria em nenhum dos onze candidatos mostrados na pergunta do primeiro turno, também não votaria em dois destes mesmos nomes, se perguntados no mesmo momento. Respostas diferentes disso não tem valor científico.

Quem vota em um candidato que não passa para o segundo turno, pode mudar seu voto para outro candidato ou não votar em nenhum dos dois, mas quem rejeita todos desde o início do processo eleitoral costuma continuar rejeitando dois dos mesmos nomes no segundo turno.

Por isso, dificilmente os votos úteis no segundo turno seriam significativamente maiores do que no primeiro turno. Em geral votações ligeiramente maiores no segundo turno só ocorre quando há algum motivo, como enchentes, feriadão, que provoque abstenção maior no primeiro turno, ou alguma comoção política por algum candidato entre o primeiro e o segundo turno. Nada disso acontece no intervalo de minuto entre duas perguntas na pesquisa.

Então se Dilma tem 36% e a soma dos outros candidatos tem 36% , os votos válidos no primeiro turno dão 72%. Na sondagem de segundo turno o Datafolha deveria ter encontrado um número próximo disso. Entretanto aponta 44% para Dilma e 40% para Aécio, totalizando 84%, ou seja, 12 pontos a mais de votos válidos, no intervalo de uma pergunta e outra.

Para piorar, se na hipótese absurda de todos que disseram votar em Campos, no Pastor Everaldo, no PSTU, no PSOL, no PCO, no Eymael, no primeiro turno votassem em Aécio no segundo, o tucano somaria 36%. O Datafolha tirou da cartola mais 4% de nulos e indecisos para fazer Aécio chegar a 40%.

Dá para acreditar? É melhor daqui por diante o Datafolha dizer que, pela sua metodologia, a margem de erro é uns 12 pontos para mais no caso do tucano e para menos no caso de Dilma.

(Os Amigos do Presidente Lula)