Translate

domingo, 30 de agosto de 2015

Ministra do bota o dedo na ferida podre da campanha tucana. E Gilmar?



















A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo que examina a prestação de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) candidato derrotado à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou ao tucano informações sobre 15 irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte.

Entre elas estão doações feitas pelas empreiteiras Odebrecht e Construbase que somam R$ 3,75 milhões.

De acordo com a assessoria técnica do tribunal, Aécio repassou para o PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não registrou a transferência na prestação de contas. A empresa é investigada na Operação Lava Jato e doou R$ 8 milhões à campanha de Aécio Neves

"O comitê financeiro nacional para presidente da República do PSDB registrou em sua prestação de contas o recebimento de doação de R$ 2 milhões, efetuada pelo candidato, no entanto, não há o registro da transferência na prestação de contas", afirma o relatório técnico da Justiça Eleitoral.

O TSE aponta também uma diferença entre o valor declarado pela campanha e o montante efetivamente doado pela construtora Construbase. O candidato tucano recebeu R$ 1,75 milhão, mas só declarou R$ 500 mil.

Infrações.


Além disso, de acordo com o tribunal, a campanha de Aécio Neves deixou de declarar R$ 3,9 milhões em doações estimáveis (na formade serviços prestados) que só foram contabilizadas na prestação de contas retificadora.

Das 15 irregularidades detectadas pelo tribunal, pelo menos três foram consideradas infrações graves. Elas dizem respeito a doações recebidas antes das prestações de contas parciais e que só foram registradas nas prestações finais, somando mais de R$ 6 milhões.

Tanto no caso dos R$ 3,9 milhões declarados apenas na prestação retificadora quanto no das três infrações graves, o tribunal quer saber por que a campanha de Aécio não contabilizou a entrada das receitas nos prazos estipulados pela legislação eleitoral. O senador tucano, presidente nacional do PSDB, foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff no 2.° turno da disputa presidencial em 2014.
(Estadão/ Os Amigos do Presidente Lula)

A 'maldição de Garrincha'

O site 247 estranha o tom "perto de propor o golpe", adotado pelo PMDB na TV. Esse estranhamento me parece muito próximo da ingenuidade, arte de quem imagina a existência de duas correntes internas na legenda: uma governista e outra oposicionista.

Nada mais inexato. Nesse momento, o que une o PMDB é sugar o governo ao máximo a fim de fortalecer-se para 2018 e assim possa lançar uma candidatura mais competitiva que a candidatura tucana, arriscando palpites, nesse momento o nome de José Serra pintando como o mais forte, daí a adoção, por parte dos pemedebistas, do projeto serrista que acaba com o regime de partilha e desconstrói o atual status quo do pré-sal.

Quanto as correntes, elas são tantas que não cabem em duas mãos, porém, assim como elas têm convivido há décadas sabendo superar essas diferenças, saberão unificar-se em torno do objetivo de voltar a ocupar a presidência da República, só que dessa vez não por obra de uma tragédia..

Além da força regional até aqui amealhada e mantida, há agora um Congresso extremamente conservador e fisiológico, logo, facilmente cooptável, conforme mostram os movimentos de Eduardo Cunha, cuja queda seria bom negócio, mais a inda a herança desse espólio.

Assim, com lideranças em bom número para tocar a campanha política mantendo-a unificada, teria também a ajuda de Marina e um tucano(Alckmin ou Aécio) para garantir que a decisão ficaria para um 2º turno, provavelmente contra Lula e em um ambiente conflagrado, sempre na crença de que a popularidade de Lula desabou definitivamente, conforme a crença da mídia delinquente e suas pesquisas de opinião pública.

O roteiro parece interessante e tem tudo pra dar certo, dar certo é ao menos ir para a disputa do segundo turno isolando a candidatura petista; e garantir a maior bancada no Congresso e ao menos a manutenção da atual condição. Resta saber como serão os comportamentos individuais diante da tentação de defecções ao primeiro sintoma de possibilidade de derrota para alguns desses caciques. Enfim, esse é mais um plano perfeito que, lamentavelmente padece da 'maldição de Garrincha'. Aquela em que tudo está sempre na dependência da combinação com os russos. Paciência!

A tentação do personalismo

Se o Diário do Pará combate tanto a dependência do governo do estado da mídia que vende dele uma imagem edulcorada, não deveria fazer o mesmo com seus proprietários a fim de não não nivelar-se por baixo como acaba ocorrendo.

O título da matéria "Helder entrega casas", publicado hoje(30) no jornal, não passa de promoção pessoal do ministro da Pesca, inclusive invadindo a seara de outro ministério, o das Cidades, responsável por tocar as obras do programa 'Minha casa, Minha Vida", o qual Helder representava como integrante do governo, portanto, uma presença que substituía a da titular do Executivo, Dilma Rousseff.

Por mais que se pretenda contrapor a presença de Helder em cerimônia de um evento concreto, ao contrário do que ocorre com o governo do estado, cuja mídia financiada geralmente anuncia para um futuro incerto e distante, ainda assim, salta aos olhos a personificação de um programa governamental, algo que ofende o princípio da Impessoalidade no serviço público.

Além disso, ao apropriar-se de iniciativa de outro ministério, Helder corre o risco de ser acusado por seus opositores de inoperante e ver as iniciativas inerentes a pasta que ocupa debitadas nas folclóricas 'histórias de pescadores', muito divertidas, como é sabido, mas nunca levadas a sério.

'A Globo nasceu de uma ilegalidade'

reprodução


O jornalista Paulo Henrique Amorim está lançando o livro O Quarto Poder - uma outra história. Nele, o apresentador e blogueiro mescla sua trajetória profissional com a história de poder da imprensa brasileira em momentos históricos.

"No Brasil, em muitas circunstâncias, a imprensa é o primeiro poder. A força dela aqui é superior à força que a gente encontra em outras democracias no mundo", afirmou Amorim que chama a reunião dos grandes grupos midiáticos brasileiros de Partido da Imprensa Golpista (PIG).

O nome do criador da Rede Globo Roberto Marinho é bastante presente no livro. Amorim conta que, diferentemente das publicações antigas sobre Marinho “de bajulação rasteira e vulgar” seu livro mostra bastidores e trata o empresário “com as armas que ele deveria ser tratado”.

Em uma das passagens, Amorim conta qual foi a ordem de Marinho para a equipe de redação da emissora no episódio do debate entre os então presidenciáveis Collor e Lula, no segundo turno em 1989: “o que for de melhor do Collor com o que for de pior do Lula”.

O livro também conta detalhes do surgimento da Rede Globo e de como o governo do ditador Artur da Costa e Silva (1967-1969) salvou a emissora, fazendo as estatais comprarem maciças cotas de publicidade. “A Rede Globo nasceu de uma ilegalidade, financiada por um grupo americano, o Time-Life, o que era proibido pela Constituição. O Roberto Marinho deu uma garantia das posses pessoais dele, sabendo que a Globo receberia uma publicidade a preço de tabela. A Globo vendeu esses espaços para as estatais e pôde comprar a parte do Time-Life e saiu no lucro”, denuncia.

O lançamento do livro é na próxima quinta-feira (3), às 19:30, na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, em São Paulo (SP).

(Brasil de Fato/ Carta Maior)

sábado, 29 de agosto de 2015

Lula diz que ‘voltou a voar outra vez’ e promete ‘incomodar’

Lula diz que ‘voltou a voar outra vez’ e promete ‘incomodar’
29/08/15- São Bernardo do Campo- SP- Brasil. Na manhã desse sábado (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica, ex-presidente do Uruguai e senador pelo país, participaram de uma mesa no seminário Seminário Internacional Participação Cidadã, Gestão Democrática e as Cidades no Século 21, realizado pela Prefeitura de São Bernardo, em São Paulo.

Incomodado com a constante perseguição da imprensa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que voltará a “voar outra vez”. Com a promessa de dar “um pouco de sossego” à presidenta Dilma Rousseff, o petista prometeu viajar e dar mais entrevistas.

“Eu, agora, vou incomodar”, brincou.

“Vou ver se eles dão um pouco de sossego para a nossa querida Dilma e se incomodam comigo. Estou naquela fase de quem está esperando o dia da aposentadoria. Mas as pessoas não me deixam em paz. Os adversários, todo santo dia, falam meu nome”, declarou.

Na manhã deste sábado (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente do Uruguai e senador pelo país, José Pepe Mujica, participaram de seminário organizado pela prefeitura de São Bernardo, em São Paulo.

Ao falar diretamente a Mujica, Lula disse: “Você só consegue matar um pássaro se ele ficar parado no galho. Se ele voar, fica difícil”. “Eu voltei a voar outra vez”, declarou, sendo aplaudido de pé pelo público presente que gritava seu nome.

Os dois ex-presidentes participaram do debate no Seminário Internacional Participação Cidadã, Gestão Democrática e as Cidades no Século XXI, organizado pela prefeitura local.

Legado - Na ocasião, Lula relembrou as experiências de participação popular criadas pelo PT ao longo de seus 35 anos e dá oportunidade que seu governo deu ao ouvir os trabalhadores e movimentos sociais dentro do Palácio do Planalto. E por isso, segundo ele, durante seus oito anos de mandato, as políticas não eram do governo, eram do povo.

“Se perguntarem qual foi o maior legado que deixei, foi a relação que o governo estabeleceu com a sociedade e com os movimentos sociais. Se juntar todos os presidentes do país, antes de mim, eles não fizeram 10% das reuniões que fizemos”, afirmou, lembrando que foram feitas 74 conferências nacionais, que começavam no municípios.

O ex-presidente Lula comentou também a situação política atual, especialmente a grande polarização na qual se encontra o Brasil. “De onde vem esse ódio? Será que uma parte desse ódio demonstrado contra o PT é porque as empregadas domésticas conquistaram mais direitos?”, questionou.

Uma das conquistas de seu trabalho em defesa dos trabalhadores citadas por Lula foi a criação do Partido dos Trabalhadores, que nasceu da necessidade de ter um trabalhador na política e, assim, garantir direitos básicos hoje como reivindicar melhores para a classe por meio de greves.

Mujica - O ex-presidente uruguaio, Pepe Mujica, foi o primeiro a falar e defendeu a importância dos partidos políticos para a manutenção das conquistas sociais dos cidadãos. Ele afirmou que a democracia requer partidos e que sem eles não há democracia.

“Os partidos são a vontade coletiva de grupos humanos. Os grandes meios nunca vão estar do lado do povo. São empresas, que atendem a outra forma de entender o mundo.

Para o uruguaio, “não há homens imprescindíveis, há causas imprescindíveis”.

Ao fim de sua fala, Mujica foi aplaudido em pé pelo público presente no auditório do Centro de Formação dos Profissionais de Educação (Cenforp).
(Agência PT de Notícias)

Ladroagem pefelista segue o mesmo caminho da ladroagem tucana, rumo à prescrição e impunidade secular da direita brasileira



O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), remeteu à primeira instância a ação penal do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal Domingos Lamoglia, considerado o braço direito do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e denunciado no caso do mensalão do DEM. Esse era o último processo sobre o caso que estava no Tribunal. Como todos os réus perderam prerrogativa de foro, o caso agora corre integralmente na primeira instância. É grande a possibilidade de os crimes prescreverem sem que ninguém vá a julgamento, tal qual está ocorrendo no mensalão tucano, escândalo em Minas Gerais que repousa nos corredores dos tribunais de primeira instância.
(Os Amigos do Presidente Lula)

Merval viu “buraquinho” e Noblat sugeriu “armação” no ataque a bomba contra Instituto Lula; no caso de boneco de plástico, O Globo fala em “atentado” e “emboscada”

Captura de Tela 2015-08-29 às 00.13.53




Um novo capítulo do surrealismo jornalístico brasileiro foi escrito hoje pelo jornal O Globo.

O Globo é aquele jornal em que o colunista Ricardo Noblat escreveu que a bomba atirada contra o Instituto Lula foi mesmo um atentado político, mas — e um MAS gigantesco, introduzido no título — “se não foi armação“.

O Globo é aquele jornal em que o colunista Merval Pereira fez pouco caso da bomba atirada contra o Instituto Lula com as seguintes frases:

PROVOCAÇÃO

Por mais que os petistas e seus apaniguados nas redes sociais queiram transformar em grave ato terrorista a bomba caseira que atingiu a sede do Instituto Lula em São Paulo, é preciso ter cautela para caracterizá-lo dessa maneira. O filme da explosão, feito por uma câmera de segurança, é impactante. Mas quando se vê o resultado do “atentado”, a sensação é de que o teor explosivo do artefato era mínimo.

O buraquinho na porta de metal da garagem do prédio é tão ridículo que, se não soubéssemos que foi provocado por uma bomba, poderíamos achar que um motorista desastrado causou a mossa ao realizar uma manobra de marcha à ré.

Já no caso de um boneco de plástico inflável:



(Viomundo)

7 dados para você não falar bobagens sobre a redução dos ministérios

Esse assunto, volta e meia, reaparece no debate nacional. Geralmente, de forma torta, como tentarei demonstrar a seguir.

A primeira pergunta, que quase ninguém se faz é: qual o número adequado de ministérios, empresas, autarquias, cargos, funções e funcionários públicos?


A resposta a essa pergunta é óbvia: depende!

Se o projeto vencedor nas eleições fosse o do Aécio ou o da Marina, a ideologia do “estado mínimo”, que eles defendem, teria como consequência o enxugamento da máquina pública.

Entretanto, o projeto vencedor, em 2014, foi o liderado por Dilma. Este projeto é o que dá resposta à sociedade sobre mais educação, mais saúde, mais saneamento, mais infraestrutura, mais direitos humanos. O mesmo projeto vencedor das eleições de 2002, 2006 e 2010. Exige um estado muito maior que o mínimo de triste lembrança (FHC).

Não houve aumento de ministérios – ou de Secretarias com status de ministério – em relação aos governos exitosos de Lula e Dilma. O que nos permite dizer que houve eficiência e eficácia na condução dos programas e nas políticas de governo. Deste governo!

Leio gente escrevendo que é preciso dar mais “racionalidade” à gestão, constituindo superministérios, num total de 20, no máximo. O que pode ser mais racional do que uma estrutura vencedora, com uma infinidade de programas que mudaram a cara do país?

Leio também que o motivo dessa redução de ministérios, cargos e funções é para reduzir gastos, uma sinalização de que o governo está “cortando na própria carne”!

Já vimos que não se sustentam os motivos políticos e de “racionalização”. Vamos ver como fica o argumento de “redução de gastos”.

A imprensa e a oposição não cansam de repetir a falácia de que Lula e Dilma aparelharam a máquina pública federal, nomeando petistas para os 25 mil cargos comissionados disponíveis. Teve candidato a presidente que afirmou que cortaria mais da metade desses cargos, direcionando mais recursos para o interesse dos usuários.

A vantagem que leva a oposição é que a imprensa não está aí para checar essa informação. Assim, podem repetir qualquer coisa "ad nauseam", sem precisar provar nada e sem ser confrontada.

1. Se a imprensa fosse verificar a informação, de cara descobriria que o ex-presidente Lula, em 2005, através do Decreto no. 5.497/2005, considerou exclusiva dos servidores de carreira a ocupação de 75% dos cargos em comissão DAS níveis 1, 2 e 3 e 50% dos cargos DAS nível 4.

2. Vale dizer que esses 4 primeiros níveis de cargos em comissão representam quase 95% do total dessas vagas. Isso mesmo, 95%! O que significa que a imensa maioria desses cargos é ocupada por servidores públicos de carreira. Quem conhece a Esplanada dos Ministérios sabe que são muito poucos os funcionários públicos de esquerda.

3. É importante destacar ainda que o número de cargos em comissão aumentou proporcionalmente menos que o total de servidores. Em 2002, haviam 19 mil cargos comissionados. Em 2014, haviam 23 mil. Entretanto, a relação cargos comissionados/total de servidores em 2002 era de 3,8% e em 2014 caiu para 3,7%. Caiu pouco mas, ao contrário do que diz a oposição, não aumentou.

A imprensa gosta de insinuar que esses cargos comissionados são remunerados com salários muito altos. Falso ou verdadeiro? Falso!

4. Diferentemente do salário da grande maioria do funcionalismo federal, fortemente valorizado durante os governos de Lula e Dilma, os salários médios dos cargos em comissão ocupados por pessoas sem vínculo com o governo caíram em termos reais, passando de um salário médio real (em valores de 2013) de R$ 6.155,00, em 2002, para R$ 4.296,00, em 2014. Esse é o salário médio das pessoas que dirigem políticas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, a Saúde, políticas que envolvem a aplicação de bilhões de reais e que impactam positivamente a vida de todos os brasileiros.

A oposição finge não saber que os cargos comissionados requerem elevado nível de responsabilidade e conhecimento técnico, e por isso, a maioria dos que os ocupam é altamente capacitada, mesmo com esse salário médio.

Fala-se também do "inchaço" da máquina por Lula e Dilma, insinuando que haveria uma contratação desenfreada de servidores públicos. Cabe então a pergunta: E os gastos com pessoal, estão descontrolados?

5. No período 2002-2014, a população aumentou quase 20%, o PIB cresceu uns 40% e as despesas com funcionalismo reduziram, como percentual do PIB. Era 4,8% em 2002 e chegou, em 2014, a 4,3%. Apesar do total de servidores ativos ter passado de 486 mil para 607 mil, nesse mesmo período.

Bom lembrar, como já disse antes, que servidores públicos é que garantem o funcionamento das principais políticas públicas pelas quais a população demanda e que tiveram grande aumento nos últimos 12 anos.

6. Por exemplo, na educação o número de servidores aumentou de 165 mil, em 2002, para 260 mil, em 2014. A grande maioria deles como técnicos e professores, porque foram criadas mais de 400 novas escolas de educação profissional, científica e tecnológica, mais que triplicando o número de unidades existente em 2002.

7. Além disso, foram criadas 18 novas universidades em 152 novos campi, mais que dobrando o número de matrículas e de municípios com instituições federais.

Penso que fica razoavelmente demonstrado que a presidenta Dilma pode e deve fazer alguns ajustes em relação a Ministérios, Autarquias, Empresas, etc. Mas tendo como objetivo o aumento da eficácia das políticas públicas e não a conversa fiada de redução de gastos ou “maior racionalidade na gestão”.

Cortar ou fundir ministérios, para reduzir o número total, é tudo o que a oposição quer que Dilma faça: dar um tiro no pé!
(José Augusto Valente/ Carta Maior)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Gaiatices. Claudia Leitte leva cinegrafista que derrubou Bolt para filmar show de Ivete Sangalo


A cantora Claudia Leitte viu ontem o vídeo em que um cinegrafista perde o controle de seu segway e derruba o atleta Usain Bolt. Logo que terminou de assistir ao vídeo, Claudia procurou o cinegrafista e o contratou para filmar o próximo show de Ivete Sangalo, sua rival.

O objetivo é colocar o cinegrafista no palco do show de Ivete e, depois que ele derrubar a cantora com seu segway, Claudia Leitte subiria ao palco para ficar no lugar de Ivete Sangalo, que sempre foi o maior objetivo de sua carreira.

O cinegrafista disse que vai pensar sobre a proposta de Claudia Leitte e afirma que recebeu ligações de líderes da oposição do Brasil. O cinegrafista contou que elogiaram o belo golpe que ele deu em Usain Bolt e o convidaram para colaborar no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
(Sensacionalista)

Deputado apresenta projeto para revogar Lei de Segurança Nacional

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) apresentou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei 2.769/2015, com a proposta de revogar a Lei de Segurança Nacional, nº 7.170, de 14 de setembro de 1983. “Passados 27 anos da promulgação da Constituição da República de 1988 e 36 anos da Lei de Anistia, não se realizou uma reforma legislativa para suprimir leis e dispositivos que compõem o chamado entulho autoritário”, diz o parlamentar na justificativa da proposta.

À RBA, Damous afirmou que vai convidar outros deputados que têm o mesmo pensamento em relação ao tema, para subscreverem o projeto. “Vamos tentar convencer os colegas para que esse entulho autoritário seja revogado. É remanescente da ditadura e não tem por que continuar em vigor.”

Ele disse também que o atual ambiente de intolerância no país, com manifestações de setores da sociedade que, embora minoritários, pedem o golpe e a volta da ditadura, inspirou a iniciativa. “Não tenha dúvida. E este projeto também é apresentado num contexto de reacionarismo aqui da Câmara, de atentado ao processo civilizatório, da pauta conservadora. É um contraponto progressista à pauta conservadora no Congresso.”

Na justificativa do projeto, Damous faz uma analogia com a Alemanha do pós-guerra, que implementou uma “ampla reforma legal para retirar dispositivos punitivos que serviram de base para a sustentação política do regime nazista”. Já o Brasil ainda convive com instrumentos legais que serviram ao regime de exceção, politicamente extinto em 1985.

“Baseados na concepção da teoria da defesa social (...) os dispositivos que ora se pretende revogar possibilitaram a repressão, tortura e morte de inimigos políticos”, justifica ainda. “Ações penais instauradas em desfavor de integrantes de movimentos sociais tiveram por base a Lei de Segurança Nacional, mesmo os tribunais superiores tendo consolidado farta jurisprudência no sentido de que a atuação desses movimentos é um exercício de cidadania, própria do Estado democrático de direito”, acrescenta.

Um outro projeto, o PL 7951/2014, apresentado pelos deputados Renato Simões (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF) e outros foi apresentado em 2014, arquivado e desarquivado em março deste ano, mas sua tramitação está parada. A proposta do ano passado é mais complexa juridicamente por pretender a anulação de condenações, ações penais e inquéritos policiais contra lideranças dos movimentos sociais e sindicais por participação em atos como greves e ocupações de fábricas.

Desacato

O projeto prevê também o fim do crime de desacato, previsto no Código Penal e no Código Penal Militar. Damous usa como exemplo de abuso do poder policial, justificado pelo desacato, o episódio ocorrido com o artista Leônides Quadra, em Cascavel (PR). Interpretando um palhaço, ele foi preso brutalmente pela Polícia Militar do governo Beto Richa (PSDB) ao se apresentar em praça pública e criticar o governo. A detenção do palhaço provocou revolta na população que testemunhou a cena.

“Usamos isso como exemplo porque é um fato recente. Mas ao longo dos anos, das décadas, isso tem se sucedido. Qualquer advogado em audiência, quando enfrenta um juiz, pode ser preso por desacato. Um advogado que é maltratado pelo serventuário e resolve enfrentar o funcionário, muitas vezes é processado. O desacato é um dispositivo autoritário”, diz.

Segundo Damous, a Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão, aprovada no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, prevê que “as leis que punem a expressão ofensiva contra funcionários públicos, geralmente conhecidas como ‘leis de desacato‘, atentam contra a liberdade de expressão e o direito à informação”.
(RBA/ Brasil de Fato)

Incrível! Prefeitos farão paralisação contra governador Simão Jatene(PSDB/PA)

Segundo o site de notícias Diário On-line, prefeituras municipais devem fazer um dia de paralisação no próximo dia 16 de setembro, conforme deliberação da Associação dos municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (AMATCarajás); bem como da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep) e representantes de associações e consórcios do Estado. A dita paralisação tem como objetivo mostrar à sociedade que os municípios não têm mais dinheiro para arcar com recursos que o governador Simão Jatene não tem repassado, como os repasses atrasados referentes ao Programa Estadual de Atenção Básica à Saúde (Pabinho), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), as Unidades de Pronto de Atendimento (Upas), além de vigilância em saúde e assistência farmacêutica, uma dívida de quase R$ 100 milhões, entre tantos outros calotes.

Nenhuma novidade. Só que esses resolveram fazer aquilo que muitos outros já deveriam ter feito, em vez de calar e arcar com o desgaste sozinhos.

O que Simão fez com a Região Metropolitana de Belém, tão logo assumiu o governo em 2011, a pretexto de encenar uma postura austera diante da gastança que o antecedeu, foi um crime contra as populações desses municípios, cujos efeitos até hoje são sentidos e para os quais nem sabe mais se greve remediaria a situação.

Obras como a 'Ampliação do Sistema de Abastecimento da ilha de Cotijuba'; 'Ampliação do Sistema de Abastecimento de água no distrito de Icoaraci- bairros Agulha, Campina e Cruzeiro; 'Ampliação do Sistema de Abastecimento de água no distrito de Icoaraci- bairros Paracuri I, II, III e Ponta Grossa'; 'Sistema de Abastecimento de água no distrito do Outeiro- bairro Fidélis; 'Ampliação do sistema de abastecimento de água de Belém, Ananindeua e Marituba compreendendo a recuperação e modernização da 1ª estação de tratamento de água do reservatório do Lago Bolonha, que importavam aporte de R$270 milhões, oriundos do PAC, às obras na RMB seriam motivos suficientes à deflagração de paralisação por parte desses alcaides. Quem sabe em um futuro próximo?

Tráfico de roteiros na Globo

15238447
A corrupção não é uma prerrogativa de políticos e nem viceja apenas nos campos do erário.
A sonegação de impostos, cujos valores anuais fazem dos desvios da Petrobras mero troco e as diversas faces do jeitinho brasileiro, que vai desde furar filas, passando por subornar o guarda e sustentar a indústria pirata de todo gênero, somados, ultrapassam o PIB da Argentina.
Ontem, a Folha de S. Paulo, em matéria de Chico Felitti, reportou mais uma das muitas que corroboram a máxima de que ninguém vira corrupto porque se elege: já era antes e foi eleito.
Diz a matéria que dentro da Globo há um mercado negro que há muito é praticado no seu maior estúdio de gravação de novelas, o famoso Projac, que é o furto e a venda de roteiros de novelas, por funcionários que trabalham na emissora.
Como onde há corruptos há corruptores e para todo furto ou roubo há receptadores, quem recepta os roteiros furtados são revistas e sites afins, que pagam de R$ 1 mil a R$ 3 mil pelos papéis e os usam para confeccionar matérias de como será o desenrolar da trama.
Conta Felitti, que foi ao Rio de Janeiro fazer a matéria, que um técnico da emissora confessou, com um certo ar de vantagem, pedindo anonimato, é claro, que “que repassa os roteiros há cinco anos” a um receptador externo que cuida da negociação do material com os receptadores".
A reportagem também declarou os nomes dos principais receptadores: a revista "Tititi", da editora Caras e o site "Notícias da TV", hospedado no portal UOL, que pertence ao Grupo Folha.
A Globo esclareceu à reportagem que "os funcionários sabem que não podem divulgar ou comercializar informações internas da emissora, a prática fere o contrato empregatício e é passível de demissão por justa causa".
(Parsifal 5.4)

Custo de energia para os consumidores de bandeira vermelha cai 18%

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou hoje (28) a redução de 18% no valor da tarifa da bandeira vermelha, o indicador que engloba os usuários que pagam o custo mais alto de energia. Com a decisão, o valor adicional para cada 100 kWh consumidos cai de R$ 5,50 para R$ 4,50. Para os consumidores, o novo valor corresponderá a uma redução de dois pontos percentuais no custo da conta de luz. A mudança entra em vigor a partir de 1 de setembro até 31 de dezembro.

A decisão foi adotada em razão da redução no custo de produção de energia decorrente do desligamento de 21 termoelétricas com custo variável unitário maior que R$ 600MWh, aprovada no início deste mês.

Apesar de o pedido das distribuidoras para que o valor seja mantido, devido ao aumento dos custos da geração, a diretoria da Aneel entendeu que o uso das bandeiras deve refletir, o cenário de disponibilidade da geração de energia e não os problemas de caixa das distribuidoras.

“Não podemos confundir o conceito do fundamento das bandeiras, com os alívio de caixa das distribuidoras. O valor arrecadado com as bandeiras deve cobrir o valor da geração termoelétrica. Para utras razoes de [alta] custo existem outros mecanismos para compensação”, sustentou o diretor da Aneel Reive Barros dos Santos, relator do caso.

Para o diretor Tiago Correia, os consumidores responderam ao instrumento das bandeiras, reduzindo o consumo e fazendo investimentos, como a substituição de lampândas incandescentes pelas de led, o que justifica a redução do valor da bandeira.

Contudo, o diretor-geral a Aneel, Romeu Rufino, ressaltou que a redução não representa uma melhoria no quadro de geração de energia do país. “O cenário não é favorável a mudança da bandeira. Não é um cenário provável. Não estamos dando nenhuma sinalização de que o consumidor possa relaxar na sua prátrica de uso da energia. A sinalização ainda é de cuidado com o consumo e de uma situação adversa”, frisou Rufino.

O parque gerador de energia elétrica no Brasil é composto predominantemente por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios. Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas precisam ser ligadas para não interromper o fornecimento de energia. Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel.
(Agência Brasil)

Deputados apresentam 'Pauta da Virada' em contraposição à 'Agenda Brasil'

Lideranças de 15 partidos da base do governo na Câmara lançaram nesta quarta (27) um documento com 26 contribuições para que o país supere a crise e retome o crescimento econômico, batizado de“Pauta da Virada”.

O documento se contrapõe ao conteúdo conservador e neoliberal da “Agenda Brasil”, apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na semana passada. Subdividido em nove eixos temáticos, indica uma saída para a crise que não cobra a conta apenas dos trabalhadores.

Ao contrário da Agenda de Renan, que propõe até mesmo a cobrança dos usuários do Serviço Único de Saúde (SUS) por faixa de renda, a agenda dos deputados fala em destinar mais recursos para a saúde, educação e pesquisa científica, além de transformar o próprio SUS em vetor de desenvolvimento da indústria nacional.

Os deputados também sugerem aumentar a arrecadação federal a partir da repatriação de ativos financeiros e da securitização das dívidas de estados e municípios. Eles defendem ainda a redução dos juros e a manutenção do câmbio em níveis que garanta competitividade à indústria nacional.

Em relação à política tributária, sugerem o aumento da progressividade da cobrança de impostos. Em outras palavras, cobrar mais de quem ganha mais. Para os deputados da base aliada, é preciso diminuir a tributação de bens e serviços, que afeta os mais pobres, e taxar a de transmissão de heranças, grandes fortunas e remessas de lucros para o exterior.

O documento também fala em reduzir os custos das campanhas eleitorais, apesar da Câmara ter aprovado recentemente, com o empenho especial do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma reforma política que constitucionaliza as doações empresariais.

A “Pauta da Virada” também aborda questões relativas aos direitos humanos, como o combate à violência contra a mulher, à intolerância e ao preconceito religioso. Fala em assegurar o direito de resposta e democratizar as comunicações. Prevê, ainda, a garantia de recursos para a reforma agrária.

Todas as 26 medidas apresentadas foram aprovadas por consenso pelos líderes do PCdoB, PT, PRB, PP, PR, PROS, PSD, PRP, PRTB, PSDC, PSL, PMN, PTC, PTdoB e PTN. Elas exploram, principalmente, projetos de lei já em tramitação na Câmara, mas também apresentam proposições que precisam ser construídas junto ao executivo e às presidências das duas casas legislativas.

“Esses partidos com assento na Câmara Federal também têm muitas propostas para a apresentar neste esforço que está se apresentando ao país de um diálogo nacional entre as diversas lideranças políticas, as empresas, os empresários, as lideranças em geral e a nossa presidenta Dilma Rousseff”, explicou o líder do PT, Sibá Machado (AC).

Uma das principais articuladoras do documento, a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que a Câmara percebeu a necessidade de se apresentar uma agenda para a sociedade. “Queremos superar uma pauta restritiva e conservadora. As nossas contribuições são bastante abrangentes e expressam um sentimento da base aliada do governo, tratando do desenvolvimento do Brasil, das pessoas e da universalização das políticas públicas”, argumentou.

Líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a iniciativa faz parte do novo ciclo instaurado para melhorar o país a partir do diálogo. “O governo recebe essas propostas com absoluta simpatia. Elas expressam a grande política, sugerindo a correção de rumos e alternativas, saindo deste ‘mata-mata’ entre oposição e governo”, afirmou,

(Najla Passos/ Carta Maior)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

“Falciani ressuscitou a CPI do HSBC”

“A CPI do HSBC ressuscitou hoje no Senado Federal e só não vai apurar o maior escândalo fiscal da história se não quiser, por motivos subterrâneos”, festejou na tarde desta terça-feira (25) o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), autor da proposta de criação da comissão parlamentar e seu vice-presidente.

Randolfe estava especialmente gratificado pelo sucesso da teleconferência realizada no auditório do Interlegis, anexo do Senado, com o franco-italiano Hervé Falciani, o especialista em informática que vazou a lista de contas secretas da agência do banco HSBC em Genebra.

Respondendo a perguntas de Randolfe e de mais dois senadores, traduzidas para o francês simultaneamente, Falciani falou durante uma hora e meia numa audiência pública, aberta a jornalistas e interessados.

Falciani, saudado por Randolfe como um ‘delator premiado’ do SwissLeaks, ampliou o espectro de investigação sobre o caso que envolve o vazamento dos dados de 106 mil contas secretas em 203 países, com depósitos estimados em 180 bilhões de euros. O Brasil aparece nessa lista como o 4º país com maior número de clientes (8.667 pessoas, titulares de 6.606 contas) e o 9º país com maior volume de depósitos (cerca de US$ 7 bilhões).

O delator do SwissLeaks se dispôs a ajudar a CPI do HSBC, fornecendo a lista de brasileiros e ampliando as informações sobre o esquema supostamente criminoso das contas secretas.

Falciani autorizou a CPI a constituir uma comissão de especialistas que irá ao seu encontro na Espanha, onde vive atualmente, para definir o protocolo de entendimento que já cumpre com países como Argentina, França, Espanha e Bélgica.



CPI será prorrogada

Diante da contundência do depoimento de Falciani, o relator da CPI, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) pediu que a CPI, instalada em março passado, seja prorrogada. O final do trabalho está previsto para 21 de setembro e, diante da disposição de Falciani de colaborar com a CPI, será necessário aprovar a prorrogação pelo voto mínimo de 27 senadores, 1/3 do plenário da Casa, nos termos do Art. 152 do Regimento Interno.

Houve um momento de tensão, na teleconferência, quando o senador Ciro Nogueira (PP-PI) fez três perguntas com a visível intenção de desqualificar o depoimento, o que provocou uma defesa veemente e irônica de Randolfe: “Senador Ciro, precisamos respeitar o sr. Falciani, que está aqui colaborando para esclarecer um crime, atuando na condição de um delator premiado. Exatamente o que fazem os presos Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Ricardo Pessoa, todos delatores da Operação Lava Jato”.

No processo da Petrobrás, o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, contou ao juiz Sérgio Moro que mandou entregar em dinheiro vivo R$ 1,5 milhão para um assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em três parcelas pagas até março do ano passado, quando foi deflagrada a operação que apura desvios na Petrobrás.
(Blog do senador Randolfe Rodrigues)

“Bolsa Atleta me incluiu na sociedade”, diz medalhista que era guardador de carros

A história do esporte na vida de Davi é emocionante. Há 15 anos ele tomava conta de carros em um estacionamento ao lado do Centro Olímpico em São Paulo. “Meu professor estacionava o carro lá e eu tomava conta do carro dele. E aí ele me chamou para treinar”, conta ele. Ele começou a treinar para ganhar o lanche. Em 2005, quando foi criado o Bolsa Atleta, ele diz que foi um dos primeiros a se inscrever no programa. “Depois que eu comecei a receber o Bolsa Atleta, falei: ‘Vou ser atleta, cara! Não quero nunca mais voltar.’”
“O Bolsa-Atleta está fazendo dez anos e eu estou fazendo dez anos junto, com ele pude me manter no esporte," conta Davi. Foto: RafaB/Blog do Planalto
“O Bolsa Atleta está fazendo dez anos e eu estou fazendo dez anos junto, com ele pude me manter no esporte,” conta Davi. Foto: RafaB/Blog do Planalto
E assim ele fez. Nunca mais tomou conta de carro e se dedicou exclusivamente ao treinamento, a ser atleta. “O Bolsa Atleta me manteve no esporte. O Bolsa Atleta está fazendo dez anos e eu estou fazendo dez anos junto”.
Um dos maiores desafios para os atletas jovens com poucos recursos, relata o lutador, é que quando chega a uma idade de 17, 18 anos tem a necessidade de ajudar financeiramente à família. E aí muitos se veem obrigados a deixar o esporte para procurar trabalho. E aí o programa do governo federal fez diferença mais uma vez.
“Fez um papel fundamental de estar me mantendo no esporte. Antigamente eu não tinha patrocínio, não tinha incentivo de ninguém e o Bolsa Atleta me manteve no esporte, porque eu tinha de onde ajudar minha família. Pude me manter no esporte. Na minha vida fez um papel fundamental. Praticamente me incluiu na sociedade.”
E a bolsa que recebia fez ainda mais uma diferença, o incentivou a progredir cada dia mais e a conquistar melhores colocações no ranking nacional. “O Bolsa Atleta faz você sempre querer mais, te dá o benefício de ter o dinheiro a mais do seu sacrifício. Você se sacrifica, consegue chegar mais longe e o Bolsa Atleta vai e te incentiva a chegar muito mais longe no seu esporte, porque quanto mais apoio você tiver, melhor para você no seu rendimento.”
E com a criação de uma nova categoria do programa em 2011, o Bolsa Pódio, Davi se esforçou ainda mais para entrar no ranking internacional dos 20 melhores atletas em sua modalidade. “Eu era atleta nacional e recebia R$ 750, passei a ser atleta internacional e ganhava R$ 1.850. Hoje eu sou atleta pódio, sou o primeiro atleta a entrar no ranking mundial da história da luta olímpica brasileira. E com a bolsa, o atleta tem condições de comprar um suplemento melhor, ter uma alimentação melhor. E atleta que não tem preocupação financeira, o rendimento dele é maior.”
Davi Albino lembra que a luta greco-romana é um esporte tradicional no mundo, existe desde 750 a.C, mas que a Confederação Brasileira de Luta tem apenas 15 anos. “Em apenas 15 anos já temos medalha em mundial, já temos atletas no ranking mundial. Eu sou o primeiro atleta a entrar no ranking mundial da história da luta olímpica brasileira”. E se depender dele, o Brasil vai ainda mais longe na modalidade.
“Ano que vem nas Olimpíadas eu sei que vou estar muito forte, graças ao Bolsa Atleta também, vou estar financeiramente melhor e fisicamente muito mais forte para trazer a primeira medalha olímpica para o Brasil na greco-romana.”
O Bolsa Atleta
O governo brasileiro mantém, desde 2005, o maior programa de patrocínio individual de atletas no mundo. O público beneficiário são atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade. O programa garante condições mínimas para que se dediquem, com exclusividade e tranquilidade, ao treinamento e competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas.
Atualmente, são seis as categorias de bolsa oferecidas pelo Ministério do Esporte: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional e Olímpico/Paraolímpico e Pódio. Com a escolha do país como sede olímpica e paraolímpica em 2016, o governo federal criou, em 2012, a categoria Bolsa Pódio, a mais alta do programa e destinada a atletas com chances de disputar medalhas nos Jogos Rio 2016.
Os beneficiados pelo Bolsa Atleta recebem a ajuda durante um ano. A prioridade é para atletas de esportes que compõem os programas dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos. Em seguida, o benefício se destina a atletas de modalidades chamadas não-olímpicas.
(Brasil Pensador)

"Iniciativas do governo desagradaram interesses estrangeiros"

GGN/ Enviado por Gilberto Cruvinel
Da CUT
 
Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais da Federal do ABC, fala sobre crise brasileira e interesses estrangeiros

Iniciativas brasileiras desagradaram a comunidade financeira internacional. E setores políticos internos, observando os ventos que vinham de fora, acharam que era hora de tentar derrubar Dilma. A opinião é do holandês Giorgio Romano Schutte. Ele veio ao Brasil no início da década de 1990, para fazer intercâmbio com o movimento sindical brasileiro. Aqui constituiu família e continuou estudando, tornando-se doutor em Sociologia e especialista em Economia Política Internacional.

Leitor assíduo da imprensa internacional e de relatórios e análises financeiras, não titubeia ao apontar alguns momentos em que os governos Lula e Dilma contrariaram interesses e produziram azedume na comunidade financeira internacional: a aprovação do marco regulatório do pré-sal, a tentativa brasileira de mediar um acordo nuclear com o Irã e a tentativa de Dilma, em 2012, de baixar a taxa básica de juros.

Enquanto para ele Lula é pé quente, a atual presidente é pé frio. Mas, segundo ele, talvez um dos maiores problemas de Dilma tenha sido a falta de articulação e de diálogo com a sociedade.

Leia trechos da entrevista:

Professor, antigamente, até os anos 1970, 80, era muito comum associarmos crises internas a interesses estrangeiros. Existem interesses estrangeiros por detrás da crise econômica e política que vivemos hoje?

É um assunto que as pessoas têm evitado porque têm receio de cair na ideia de que há um complô internacional. Não é disso que se trata, isso tem que ficar bem claro.

O que se passa na minha cabeça toda a vez que eu penso no que vem acontecendo depois de 2009? Até então, no meio da crise internacional, o Brasil era o queridinho de todo o mundo. Pela primeira vez, o Brasil era visto como solução, e não mais como parte do problema. Entrou para o G-20, estava à frente dos BRICS. E o que acontece em 2010? O Lula, pela primeira vez em oito anos, toma uma medida que vai diretamente contra os interesses internacionais, que foi a mudança do marco regulatório de exploração do petróleo, do pré-sal. O Lula vinha fazendo o governo que havia prometido, atendendo as camadas populares sem contrariar interesses das elites. Já na questão do pré-sal, isso é uma coisa muito grande – embora alguns digam o contrário e tentem fazer uma mistificação. Quando a gente ficou sabendo dos grampos (grampos telefônicos da agência de segurança dos EUA), eram grampos sobre a Dilma e a Petrobrás. Depois se você observar todas as visitas seguintes, da Hillary Clinton, do ministro da Energia americano, houve época que de três em três meses havia uma delegação americana de alto nível no Brasil, e ia direito para o Rio, nem passava por Brasília, tinham mais interesse em falar com a Graça Foster (ex-presidente da Petrobrás) do que com a própria Dilma. Então, quando o Brasil faz uma legislação que praticamente garante o controle total – é o que eu chamaria de uma reestatização moderada –vai contra interesses muito organizados e poderosos.

E isso passou até com certa facilidade no Congresso. Por quê?

É verdade. Porque o Lula estava com 85% de aprovação, porque era o momento em que ele estava com o queijo e a faca na mão. O Lula também tinha legitimidade internacional. Foi uma estratégia muito ousada, especialmente considerando que não houve essa ousadia antes. Então, esse é um ponto. Outra coisa: em que momento o Brasil deixou de ser o país queridinho? Eu tenho clareza que foi no momento em que o Lula inventou de mexer com o Irã. Porque se encontrar com o Ahmadinejad (Mahmoud, presidente iraniano), você não sabe o que isso significa na cabeça dos conservadores dos Estados Unidos, mas nem só de lá. Irã? Bomba? Quem se sente ameaçado imediatamente é Israel. E eles têm um lobby muito forte. Há interesses muito fortes que se sentiram contrariados com essa atitude do Lula.

Mas a intenção do Lula e do embaixador Celso Amorim era justamente evitar que a energia nuclear fosse utilizada para a fabricação da bomba.

Mas na visão de Israel, e mesmo agora, depois do acordo costurado pelo Obama, isso é totalmente inaceitável e eles são contra. Eles dizem que é o mesmo erro que Inglaterra e França cometeram em 1938 com o Hitler. Então isso teve um impacto muito grande. Houve claramente um lobby anti-Brasil. Foi muito mal visto pela diplomacia americana e pelo Congresso.

Olhando em perspectiva agora, você acha que aquela atitude do Brasil foi precipitada, errada, ou não?

Eu tenho dúvidas se o Lula e o Celso Amorim sabiam da reação que aquilo provocaria nos Estados Unidos. Havia certa ilusão, porque existia a carta do Obama pedindo a ajuda do Brasil, a interferência. Mas na cabeça dos Estados Unidos o que era para acontecer era o Lula tentar e não dar certo, pois isso seria mais um argumento para convencer os chineses e os russos para impor as sanções. Agora, o Lula ir lá e conseguir, isso não estava no script.

Achavam que o Lula iria fracassar na tarefa.

E ele devia saber que era essa a ideia. O Brasil, então, antes da crise atual, já deixara de ser só o queridinho. Até então, você pegava a imprensa americana, “The Economist”, “New York Times”, “Financial Times”, só coisa positiva sobre o Brasil. E começa a ter uma abordagem um pouco mais crítica. Tem um monte de coisas pequenas que você vai juntando para entender o clima. Isso azedou a relação. Em 2012, houve o golpe no Paraguai. E a reação da Dilma, muito forte, muito surpreendente, os Estados Unidos imaginaram que o Brasil ia dizer “tudo bem”. Então, com o Paraguai fora do Mercosul, na mesma reunião, foi convidada a Venezuela para integrar o bloco. Isso foi a Dilma que fez (a presidência temporal do Mercosul, naquele momento, pertencia ao Brasil). Isso causou também muito mal estar. E aí veio a denúncia da espionagem. A Dilma disse que não ia mais. Isso vai causando atrito, na área de relações internacionais. Voltando à área econômica. O que acontece em 2010? O Brasil, como eu disse, havia reagido muito bem à crise, e era bem visto por todos.

O Brasil passa a ser visto como exemplo.

Isso. Mas o que acontece depois? Os Estados Unidos, para tentar resolver os problemas deles, inundam o mercado de dólares. Esse dinheiro, o famoso relaxamento monetário (...) significa muito dinheiro disponível. Muito dinheiro veio para cá, o que o Guido Mantega classificou como tsunami financeiro. Mas era dinheiro que vinha atrás de oportunidade de especulação, no curto prazo. Isso valorizou o câmbio. A indústria até então conseguiu resistir à concorrência externa e estava importando bens de capital para se qualificar tecnologicamente. Mas a partir de 2010 o Brasil vai registrar déficits enormes na balança de manufatura, chegando a US$ 100 bilhões". Então a Dilma percebe que não dá mais para conviver com aquela taxa de juros que existia, atraindo dólares e valorizando o câmbio. Então, quando ela começa em 2012 a atacar de maneira muito corajosa a taxa de juros, isso se torna uma coisa que contraria a comunidade financeira internacional. Não é que os banqueiros se juntaram num quarto e decidiram: vamos derrubar a Dilma. Mas o que eu acho é que ela não percebeu que estava comprando briga com gente muito poderosa sem explicar. Ela não explicou o que estava fazendo, como um Dom Quixote sozinha lutando. E o Guido Mantega como um Sancho Pança. Mas ela comprou essa briga. Então a partir de 2012 ela passou a ser vista como uma mulher que quebra contratos. Não dá para confiar nessa mulher.

Alguma liderança da comunidade financeira chegou a se pronunciar claramente contra essa política?

Todos os relatórios financeiros começam a questionar a capacidade do governo. Enfim, a credibilidade do governo. Acompanhando as análises internacionais sobre o Brasil, nota-se que começa um clima muito negativo. Tanto é que ela não consegue resistir, ela teve de voltar atrás. Porque ela começou baixando a taxa Selic, depois atacou o spread dos bancos, e depois tem a questão da eletricidade, da redução das tarifas. Há coisas curiosas. Essa foi a única batalha em que ela teve apoio da Fiesp.

Embora a Fiesp defendesse uma nova rodada de licitações no setor.

Sim, mas na questão da redução das tarifas, apoiou. Isso lá fora era visto como quebra de contrato. Não era, mas foi visto como se fosse. É reflexo de interesses muito objetivos, e não subjetivos, como, por exemplo, querer destruir o PT. Nada disso, se o PT não atrapalhar minha rentabilidade, posso conviver com o PT.

A Dilma poderia ter deixado isso mais claro para a população, não?

É o que eu digo. Tanto na questão do Ahmadinejah, que ainda é da época do Lula, esse mal estar que ficou com os Estados Unidos. No caso do Ahmadinejah, eu não estou dizendo que o Lula e o Celso Amorim não deveriam ter feito, mas eu acho que eles subestimaram o que estavam fazendo: comprando uma briga grande. O que eu acho que talvez eles pudessem ter feito? Conversado mais com os amigos. Tinha interlocução com a França, a Rússia, a China. Mas na hora esses países deixaram o Brasil falando sozinho.

Da mesma forma que no caso da Dilma, em 2012, subestimou o que estava fazendo. Porque o setor financeiro não é apenas os bancos, é onde a elite coloca seu dinheiro. Além disso, há um problema estrutural no Brasil. O setor produtivo também tem dinheiro no setor financeiro. Eles pensam em investir o dinheirinho do BNDES, que tem juros baixos, mas o dinheiro deles mesmos eles aplicam no setor financeiro.

Ao mesmo tempo, como você falou, a Dilma, para comprar essa briga necessária, deveria ter articulado, montado uma base de apoio.

Isso começa a criar um clima que desperta forças políticas internas que percebem que o vento está a favor da derrubada da Dilma.

Então você tem um país onde há mais engenheiros no TCU (Tribunal de Contas da União) do que no Ministério do Transporte. Ou seja, o Estado que funciona é o Estado que controla. E tem um fetichismo: na dúvida, para a obra. Um juiz ou promotor que para uma obra é visto como heróiGiorgio Romano

Começam a tentar atrapalhar.

É. E uma coisa que o Lula fez, porque ele é muito pé quente, e a Dilma é muito pré-fria, é que o Lula aproveitou o momento em que ele podia ser bonzinho. Quando ele diz em 2002 que ele ia respeitar contratos, é isso o que essa gente quer ouvir. Agora, o que é importante notar, e isso a imprensa anunciou na semana passada, a taxa de investimentos diretos, que é o dinheiro conhecido como de longo prazo, ainda é muito grande. (A taxa) ao longo do governo Dilma ficou acima dos US$ 60 blhões ao ano, inclusive neste. Quando eu cheguei ao Brasil, em 1990, era de US$ 1 bilhão. Isso tem de explicar: se um país está em tantas dificuldades, como continua atraindo essas taxas de investimento direito? O Lula pegou um momento muito específico da história, em que pôde dar liberdade ao capital e ainda fazer política social. Já a Dilma é muito pré-fria, pegou a seca, depois vem a Lava Jato, que serve para quem quer derrubar o marco regulatório do pré-sal. A ideia é manter o governo como está e pressioná-lo para mudar a legislação do petróleo.

Isso tudo somado despertou as forças internas que querem derrubar o governo.

Não creio mais que haja muitos setores internos interessados em derrubar o governo. Para quê? Está ótimo assim. É um governo facilmente cooptável para fazer políticas impopulares. O que eles querem é evitar a volta do Lula e desestabilizar a Dilma, impedir que ela possa fazer qualquer guinada à esquerda. Mas nesta movimentação surgiram várias contradições, vários monstros, como o surgimento desse Eduardo Cunha, que é quase como um Collor para a burguesia. Outro monstro que eles criaram é o da intolerância. Isso tudo é extremamente inconveniente para quem tem interesses financeiros.

Você diria que a elite percebeu esse inconveniente e daí o recuo demonstrado pela imprensa mais recentemente?

Com certeza. É só observar editoriais do “Financial Times” e o “New York Times” mais recentes. É de interesse manter o governo. Até porque as políticas que eles querem estão sendo implementadas. Uma coisa é certa: com essa política, eles vão destruir o PT.

Quando você pensa em América Latina, você vê a crise brasileira criando obstáculos para os governos vizinhos?

Veja como são as coisas. Na Argentina, a Cristina Kirchner deu a volta por cima. O candidato dela está na frente das pesquisas.

Será porque ela foi contra o que dizia o mercado?

Não, é porque ela enfrentou a imprensa. Agora é o contrário: a eleição na Argentina vai ser boa para o Brasil. Já na Venezuela a situação é um pouco diferente. O Nicolás Maduro tem muitas dificuldades para governar. Ele não estava preparado. Mas lá também a direita não consegue se apresentar como projeto alternativo.

Uma coisa curiosa na crise brasileira é que ela é operada também a partir da máquina do Estado. São agentes públicos cooperando para a crise.

Sim, mas isso não tem nada a ver com a questão internacional. O Estado brasileiro é muito conservador e é estruturado para não fazer políticas em prol da população. Ele faz tudo para a coisa não funcionar. Se você for a algum evento e perguntar para um professor da Unicamp, por exemplo, o que tem de ser feito, ele vai dizer que é preciso grandes investimentos em infraestrutura. Mas espera aí. Isso não foi tentado com o PAC? Por que está tudo atrasado? A população pensa que isso tem a ver com corrupção. Nada disso. A corrupção se aproveita disso. Há problemas estruturais muito fortes. A refinaria lá em Abreu e Lima (PE), há problemas seríssimos de planejamento, de engenharia. Qual foi a última vez que o Brasil havia construído uma refinaria? Nos anos 1970. Um país que fica mais de 30 anos sem investir nisso, perde sua capacidade. E aí há também o casamento perverso de uma coisa positiva, que é a democracia, a transparência, com o neoliberalismo, onde o Estado não investe. Isso cria a ideia de que tudo que vem do governo é suspeito. Então você tem um país onde há mais engenheiros no TCU (Tribunal de Contas da União) do que no Ministério do Transporte. Ou seja, o Estado que funciona é o Estado que controla. E tem um fetichismo: na dúvida, para a obra. Um juiz ou promotor que para uma obra é visto como herói.

AÉCIO DE OLIVEIRA SALAZAR

Em setembro de 1968 o ditador português Antonio de Oliveira Salazar, de 79 anos, sofreu uma trombose cerebral após um acidente doméstico. Sem condições de governar, foi afastado da presidência e substituído por Marcelo Caetano. Levaram Salazar para sua cidade natal, Santa Comba d’ão, e lá montaram um falso gabinete para ele.

Dois anos depois, Salazar “despachou” como presidente, assinou falsos decretos, nomeou e demitiu ministros abstratos, concedeu audiências. Todos os envolvidos sabiam que se tratava de uma encenação. menos o ditador, que morreu no dia 27 de julho de 1970 certo de que era presidente de Portugal.

Essa talvez seja a solução para a síndrome de presidente da república de que padece o senador Aécio Neves desde as eleições do ano passado. Levem o rapaz para São João del Rey, montem para ele um gabinete presidencial com seguranças, secretarias, ministros, introdutores diplomáticos, faixa presidencial e tudo o mais a que tem direito, constitucionalmente, um presidente no exercício do cargo, na hora que o SURTO passar deem alta para ele.
(Fernando Morais/ direto do facebook)

Modo privata de desgovernar. Obras num rio seco, condenação por fraude… como a Sabesp ganha dinheiro com seu descalabro

Captura de Tela 2015-08-27 às 09.33.11

A Sabesp foi condenada pela Justiça do Trabalho a substituir 25% dos empregados contratados irregularmente por meio de empresas terceirizadas. O valor da multa por danos morais coletivos foi fixado em R$ 250 mil no processo.

O caos instalado na empresa vai ganhando novos contornos.

O DCM apurou em sua série de reportagens que a empresa demitiu 600 funcionários entre 2014 e 2015, além de ter perdido processos judiciais por cortes sem justa causa no final de 2012. Houve recontratações de funcionários, muitos ex-superintendentes, além de outra multa de R$ 50 mil pedida pela justiça.

Ainda assim, a Sabesp informou no dia 13 de agosto que teve lucro líquido de R$ 337,3 milhões no segundo trimestre, alta de 11,5% na comparação anual. A receita, no entanto, caiu 7,9% na comparação anual, para R$ 2,05 bilhões.

A má gestão é um bom negócio. A Sabesp investiu R$ 28,9 milhões na transposição do rio Guaió, na cidade de Mauá, para abastecer sua segunda maior reserva hídrica, o sistema Alto Tietê. A represa é utilizada, atualmente, para diminuir a dependência do Cantareira.

Cerca de 50 dias depois da inauguração, o manancial estava seco, segundo o Estado de S.Paulo. Ou seja, uma inutilidade.

As maiores reservas já estão secando novamente em São Paulo. O sistema Cantareira caiu para 15% com as cotas do volume morto, enquanto o Alto Tietê recentemente caiu mais de 20 vezes até chegar no patamar de 14,8%, com a nova escassez de chuvas.

A crise hídrica, portanto, parece distante de uma solução. Com milhões investidos e os níveis cedendo mais, o governo e a empresa estudam transferências de recursos hídricos de outras fontes, como o São Lourenço e a reserva Billings.

Os maus investimentos não afetam negativamente o desempenho na Bolsa. Não interessa resolver rapidamente a crise enquanto a situação financeira estiver estável. Os acionistas privados não se abalam e nem o governo Alckmin se mobiliza.

A seca dos reservatórios demanda aportes milionários para solucionar gargalos, mas as obras são feitas pelas mesmas companhias que já trabalhavam com a Sabesp. A crise é, portanto, uma oportunidade de fazer bons negócios para os dois lados sem uma concorrência real. Todos saem ganhando num nítido conflito de interesses — pelo que as investigações do Ministério Público apontam.

O MP começou a olhar as construções emergenciais sem licitação pública no início de 2015. “O montante que apuramos em nosso inquérito civil é de R$ 160 milhões nas obras emergenciais até o momento. Mas sabemos que a cifra já está maior”, disse o promotor Otávio Ferreira Garcia em audiência na Câmara Municipal.

O Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo divulgou no mês de agosto um relatório com 11 contratos emergenciais no valor de R$ 200 milhões sem licitação. A informação foi fornecida pelo próprio Otávio Garcia, que já estava investigando a Sabesp, e também pelos promotores Alexandra Facciolli Martins e Ricardo Manuel Castro.

A Sabesp não está interessada em solucionar o problema da falta de água em São Paulo. A seca vai se intensificar e a população vai pagar a conta, mais uma vez. O maior problema da cidade, afinal, todo o mundo sabe qual é: as ciclovias comunistas.

(Pedro Zambarda de Araújo/ DCM)

Revelação da ladroagem aecista é notícia em todo mundo. Menos no Brasil

Agências internacionais, jornais regionais e mídias dos cinco continentes noticiaram que candidato derrotado à Presidência da República e senador Aécio Neves (PSDB/MG) pode ter recebido propina, de acordo com depoimento do doleiro Alberto Youssef. Enquanto isso, aqui no Brasil, os principais veículos impressos trataram de esconder a manchete.

Dê uma volta pelo mundo e acompanhe o que as populações de diversos países ficaram sabendo.
Aecio_Youssef09_Reuters
Aecio_Youssef10_Europa_Press
Aecio_Youssef11_Clarin
Aecio_Youssef12_Chile
Aecio_Youssef13_NYT
Aecio_Youssef14_Business_Times
Aecio_Youssef15_Reuters_Ingles
Aecio_Youssef16_Sputnik_News
Aecio_Youssef17_Catar
Aecio_Youssef18_India
(GGN/ Blog Limpinho & Cheiroso)

Lindbergh: FHC escolheu como procurador o 7º colocado, imagine se fosse o Lula!?!?!

Quarta (26/08/2015), a Comissão de Constituição e Justiça do Senado avaliou a indicação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à recondução do cargo. Durante a sabatina, o senador Lindbergh Farias chamou a atenção para a liderança do Brasil em homicídios e a alta taxa de assassinatos cometida por policiais. Ele também destacou que a transparência dos governos do PT nos processos de nomeação à PGR, no apoio e liberdade dados à Polícia Federal e defendeu investigações mais amplas e sem interferências políticas.
-FHC escolheu como procurador o 7º colocado. Imagine se fosse o Lula!?!?!

-Sob FHC, PF fazia seis operações por ano; no governo do PT, são 220 por ano.

- Lula/Dilma construíram a Lei de Acesso à Informação, Portal da Transparência, avanços normativos, Lei Anti-Corrupção, Lei de Combate ao Crime Organizado, Lei de Lavagem de Dinheiro. E os tucanos?

-E o vazamento seletivo publicado na Veja na véspera da eleição presidencial para influir no pleito?

-E o Mensalão Tucano de 1998? E o Trensalão tucano em São Paulo?

- O doleiro Alberto Yousseff citou 750 obras com corrupção. Várias obras estaduais com recursos federais, como Sabesp e Metrô de SP. Como fica? Por que tucano não é investigado? A investigação é dirigida e seletiva?
(Maria Frô/ Portal Forum)