Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Os talibãs tupiniquins


O ideário de Cunha, e do Malafaia que já benzeu Temer, se espalha, se concretiza. A assembleia de Alagoas aprovou: professores estão proibidos de falar sobre temas ideológicos, religiosos ou morais em sala de aula. Quem ensinar Darwin e a evolução das espécies, contestar a história de Adão e Eva, abordar Freud e a sexualidade, terá como pena suspensão ou demissão do serviço público. Na Câmara, a Cunholândia ou Cunhistão, três projetos propõe leis de teor semelhante


Não é preciso uma palavra a mais no comentário de ontem de Bob Fernandes, na TV Gazeta:

“Sessão no senado. Anastasia é o relator do impeachment. Colegas se dirigem a ele. Relatam “pedaladas fiscais” de bilhões que o próprio Anastasia teria cometido no governo de Minas.

O senador do PSDB faz cara de paisagem. Na mesma sessão, senadores lembram governadores e prefeitos que hoje pedalam. Anastasia segue impassível.

No senado, para a advogada Janaina Pascoal, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lista créditos suplementares editados pelo governo, em 2015, sem aval do Congresso. Pedaladas.

O que Randolfe lê, são decretos assinados por Temer. Sem perceber a pegadinha, Janaína diz serem tais atos um “desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal”; as tais “pedaladas”.

Tudo isso é teatro. Pouco importam os fatos. A decisão de afastar a presidente Dilma por 180 dias para julgá-la já está tomada. E o alvo mesmo é, sempre foi e será, Lula.

Eduardo Cunha segue no comando. Porque sabe muito e sobre muitos. E segue fazendo o que quer.

A maioria do plenário havia se manifestado contra a criação das Comissões do Idoso e da Mulher; entendida essa como Comissão para retirar direitos das mulheres.

Enxotado do plenário por Erundina e deputadas, Cunha reverteu o resultado na madrugada. Na marra.

Como em tantas vezes no ano em que nas ruas, e com vasto silêncio cúmplice, se multiplicavam as faixas “Somos milhões de Cunhas”.

O ideário de Cunha, e do Malafaia que já benzeu Temer, se espalha, se concretiza.

A assembleia de Alagoas aprovou: professores estão proibidos de falar sobre temas ideológicos, religiosos ou morais em sala de aula.
.
Por exemplo: ensinar Darwin e a evolução das espécies, contestar a história de Adão e Eva, abordar Freud e a sexualidade, terá como pena suspensão ou demissão do serviço público.

Na Câmara, a Cunholândia ou Cunhistão, três projetos propõe leis de teor semelhante.

Nas assembleias de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, projetos de lei no mesmo caminho.

Enquanto, recheado de farsas, segue o teatro do impeachment, neo pentecostais talibãs avançam.

(Tijolaço/via Portal Forum)

A encenação


O pedido do titular da PGE pra que Lula seja incluído na malsinada Lava Jato traz uma obviedade nada clara nesse emaranhado de mentiras que as gangues midiáticas produzem no seu cotidiano delinquente. Lula foi conduzido coercitivamente pelo tucano/togado Moro, sem que houvesse contra ele qualquer procedimento jurídico que justificasse a canalhice de Moro.

Tanto que os familiares de Lula estão entrando com uma ação contra a União, por conta dos danos morais que lhes causaram as arbitrariedades do togado irresponsável. Além disso, a citação de Lula na Lava Jato obedece mais à articulação golpista, da qual Janot é parte importante, do que propriamente decorrente de fato grave e vistoso que leve à desconfiança que indique envolvimento do ex-presidente.

Além disso, como bem ressalta Paulo Henrique Amorim, ao "entupir" a investigação com dezenas de novos nomes, tudo leva crer que se está inviabilizando qualquer apuração que atenda a expectativa criada há cerca de um ano, estando, nesse momento, mais no rumo de fazer esquecer esse que foi o tema mais badalado nas conversas políticas durante todo esse tempo, em auxílio ao que espera o traíra Michel Temer e sua trupe golpista.

Enfim, o Brasil caminha para encenar uma grande farsa com um elenco eclético, formado por notórios vigaristas, misturados a personagens tidos em alto conceito pela população,embora não sintam qualquer constrangimento em desempenhar papel em dramatização de tão péssimo gosto.

Veja a nova tabela do IRcom o reajuste de 5%, anunciado por Dilma


Reajuste do IR: Entenda como a medida beneficiará trabalhador

Durante o ato do Dia dos Trabalhadores de domingo (1º), a presidenta Dilma Rousseffanunciou o reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda. A medida, que deve virar projeto de lei, vai beneficiar os trabalhadores de menor renda, pois amplia a faixa de pessoas isentas de pagamento à Receita Federal.

Na nova proposta, quem ganha até R$ 1.999,18 por mês não vais mais pagar o imposto. Na tabela anterior, a isenção era somente para salários de até R$ 1903,98. A segunda faixa, que paga 7,5% de imposto, e que até então era de R$ 1903,98 até 2.826,65 passará para R$1999,18 a R$ 2.967,98.

Já a terceira faixa, que contribui com uma alíquota de 15% e era de R$ 2.826,65,65 até R$ 3751,05, vai para R$ 2967,98 a R$ 3938,60. A última faixa, de 27,5% de imposto, foi reajustada de salários a partir de R$ 4.664,68 para R$ 4.897,91.

Na prática, isso vai beneficiar os brasileiros que possuem salários abaixo de R$ 2.000 e que se enquadravam na primeira faixa.

A mudança na tabela do Imposto de Renda é uma antiga reivindicação do PT. No início do ano, a bancada do PT na Câmara dos Deputados enviou uma proposta com várias medidas para a reforma tributária, com o intuito de reduzir os impostos para os mais pobres e aumentar para os ricos. Entre elas, estava a mudança no Imposto de Renda.

Outros reajustes

A proposta fechada ainda não foi divulgada, mas estudos veiculados na imprensa indicam que o reajuste se estenderá para o desconto padrão e abatimentos.

Quem escolhe fazer a declaração simplificada tem atualmente um desconto padrão de 20%, que é uma parcela média que o governo considera para gastos médios de saúde e educação. Essa taxa também seria reajustada em 5%. Assim, a parcela da renda que é isenta seria ampliada, beneficiando os assalariados.

Outro reajuste seria nos abatimentos. Para quem não optar pela tabela simplificada, o governo estipula valores máximos para gastos com saúde e educação. Esses valores também serão reajustados em 5%, de forma que o abatimento também será ampliado.
(Agência PT de Notícias)

Golpistas querem surfar na onda da recuperação econômica















O jornal britânico "Financial Times" afirma, em reportagem publicada na edição desta terça-feira (3), que a economia brasileira está começando a mostrar sinais de recuperação, mas que isso deve acabar beneficiando o vice-presidente Michel Temer, que assume caso Dilma seja afastada pelo Senado no processo de impeachment.

A reportagem afirma que é uma "ironia" que, enquanto o Senado se prepara para votar seu afastamento, provavelmente no dia 11, a economia, começa ganhar pulso


A reportagem afirma que indicadores como a expectativa da inflação estão começando a melhorar e diz que Dilma nomeou, no ano passado, o ministro da Fazendo Joaquim Levy para "tentar desfazer alguns dos erros dela".


Segundo o "FT", algumas medidas tomadas por Levy, como o fim do controle de preços, começam a mostrar resultado. Apesar de a alta de preços ter gerado inicialmente um aumento pontual da inflação, a tendência foi contida pela manutenção da taxa básica de juros em 14,25%, acrescenta o artigo.


A desvalorização acentuada sofrida pelo real no período mais agudo da crise política tem ajudado o Brasil a diminuir o defict em conta corrente e aumentar a confiança do setor exportador. Isto, combinado com a manutenção das reservas cambiais em um nível elevado, tem mantido o interesse dos investidores internacionais.


O reflexo é visível com a entrada de US$ 16,9 bilhões de investimento externo no primeiro trimestre desse ano superando os US$ 13,1 bilhões registrados em igual período do ano anterior.


"Se você resolver a crise política, a recuperação econômica pode acontecer", disse Ricardo Camargo, da consultoria Prospectiva, à publicação.


E está melhorando mesmo. Veja o que diz a agência de notícias Reuters nesta terça feira:


Mercado projeta melhora para atividade econômica em 2017

As expectativas dos economistas para a inflação em 2016 continuaram a melhorar, como vem ocorrendo nos últimos dois meses, e a perspectiva para a atividade econômica parece ter parado de piorar. Ao mesmo tempo, ao longo das últimas duas semanas, o mercado começa a ver uma perspectiva melhor para a economia em 2017. A expectativa de inflação está se distanciando do teto da meta, de 6%, enquanto houve dois pequenos ajustes para cima na estimativa do Produto Interno Bruto (PIB). Também se espera juros ainda menores no ano que vem.

De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2016 caiu pela oitava semana, de 6,98% para 6,94%. A aposta, contudo, ainda segue acima do teto da meta, de 6,50%, para o período. A projeção em 12 meses também recuou, pela quarta semana, de 6,20% para 6,19%.

Para 2017, o recuo das estimativas foi um pouco mais intenso, de 5,80% para 5,72%. Entre os analistas Top 5, a mediana do IPCA para 2016 seguiu em 7,05%, mas a de 2017 recuou de 6% para 5,90%.

Esse recuo nas estimativas de inflação são acompanhados por melhora nas projeções para os preços administrados, que devem subir 6,95% neste ano e 5,73% no ano que vem. As previsões anteriores eram de 7% e 5,80%. A previsão para o dólar também caiu, de R$ 3,80 para R$ 3,72 no fim de 2016, e de R$ 4 para R$ 3,91 no fim de 2017.

Quanto à atividade, os economistas continuaram a ajustar a previsão para o PIB de 2016 para baixo, mas com menor intensidade. A estimativa passou de queda de 3,88% para retração de 3,89%. A expectativa para 2017 foi ajustada para cima pela segunda semana, desta vez de crescimento de 0,30% para 0,40%.

Após vários ajustes, os economistas mantiveram a projeção para a taxa Selic em 13,25% ao fim deste ano. Na semana passada, ao decidir manter o juro em 14,25%, o Comitê de Política Monetária (Copom) disse que apesar dos avanços na política de combate à inflação, o nível dos preços em 12 meses continua elevado e as expectativas seguem distantes dos objetivos do regime de metas. Analistas consideram que o comunicado do Copom sinaliza que o colegiado pode começar a reduzir a taxa Selic no segundo semestre deste ano.

No Focus, a expectativa para a Selic ao fim de 2017 recuou de 12% para 11,75%. Entre os analistas Top 5, as estimativas seguiram em 13,38% para 2016 e 12,25% para 2017.

(Reuters/ Os Amigos do Presidente Lula)

Opção preferencial pela ladroagem


Em 1996, o privata FHC torrou R$16 bilhões de dinheiro público a fim de encobrir a má gestão de banqueiros ladrões(com o perdão da redundância) e deve ter gasto outra fortuna para evitar que fosse instalada a CPI do PROER, que deveria investigar a responsabilidade de quem causou esse gigantesco rombo financeiro pendurado na conta do povo brasileiro.

Segundo os dados publicados à época, o Banco Nacional de Minas Gerais levou R$5,8 bilhões; o Banespa levou R$5 bilhões de dinheiro público e ainda foi vendido por uma fração desse dinheiro; o Banco Econômico, que sustentava a  dinastia dos Magalhães na Bahia, levou R$3,5 bilhões; o Banerj, posteriormente também vendido nas mesmas condições do Banespa, levou R$1,6 bilhão e mais R$100 milhões foram distribuídos entre bancos menores.

Ainda, segundo o noticiário da época, esse dinheiro daria para construir 4,5 milhões de casas populares; ou pavimentar 53 mil km de estradas; ou construir 2,2 milhões de salas de aula; ou distribuir 146 milhões de cestas básicas.

Essa opção preferencial pela falcatrua que favoreça os do andar de cima está na raiz do golpe,na medida em que, com mais recursos do que os acima citados Dilma construiu mais da metade das casas populares referidas; criou o PRONATEC e deu condições ao ensino técnico com a grandiosidade do que poderia ser feito caso FHC não tivesse desviado recursos públicos em favor da rapinagem; e, principalmente, não distribuiu cestas básicas, mas aumentou raio de ação do Bolsa-Família, proporcionando que 14 milhões de famílias brasileiras saíssem da extrema pobreza e passassem a ter uma vida mais digna, disso resultando a bem vinda exclusão do Brasil do Mapa da Fome da ONU.

Enfim, esse sopro de nostalgia sombria é bem mais do que a volta ao comando político do país dos mesmos golpistas que tomaram de assalto o governo Itamar preparando o Brasil para radicalizar a experiência neo liberal. Isto ocorre em um momento de crise econômica, combinada com o desmedido apetite dos mesmos gatunos que sacrificaram milhões de vida em favor da agiotagem assassina. Triste!  

'Chega de Honestidade!'


A colunista Monica Bérgamo escancara, hoje(03), em sua coluna, as razões que fizeram o conluio político/jurídico optar pelo golpe contra a presidenta Dilma Rouseff a fim de dar seguimento ao modus operandi tradicional da política brasileira, baseada na apropriação da res publica por uma casta.

Diz a colunista, "Renan Calheiros é uma das pedras no caminho do STF, que reluta em afastar Eduardo Cunha do comando da Câmara dos Deputados. O presidente do Senado já responde a nove inquéritos. Caso vire réu, estará equiparado a Cunha. Ou seja, se os magistrados decidirem que o deputado não pode seguir no cargo por esse motivo, Calheiros deverá sofrera mesma punição. ..O efeito dominó de uma decisão contra Cunha coloca freios em alguns ministros do STF..."

Como um jogo de dominó não contém apenas duas pedras, conclui-se que, além dos dois citados, há muito mais gente encrencada e prestes a cair, caso a justiça cumpra seu dever. Então, feito a parábola do futebol, onde é mais fácil demitir o técnico do que trinta jogadores de uma tacada só, o STF acha mais fácil apear Dilma do cargo para o qual foi eleita pela maioria da vontade do povo brasileiro a fim de preservar um "time" de comprovados ladrões do dinheiro público.

Esqueça,portanto, essa estória de 'pedaladas fiscais', de impopularidade, crise econômica e o escambau. O pecado de Dilma é um só. Há uma enorme quadrilha montada no Tesouro Nacional que não pode ser desbaratada sob pena de implodir esse sistema político, que imagina já ter concedido anéis em demasia quando aceitou o fim do financiamento de empresas nas eleições. Mandar para a cadeia os chefes dessa engrenagem é enterrar por um bom tempo a casta diretista cevada nos tempos da ditadura e que atravessou incólume com a farsesca 'Nova República' a transição para o regime democrático e até hoje detém a s rédeas de nossa política.

Como no célebre parecer do senador Nei Suassuna, relator no processo de cassação do mandato do colega Luís Otávio Campos, este acusado de desviar R$13 milhões do Banco do Brasil, que bradou 'Chega de Honestidade!' Onde vamos parar com essa onda moralista em que todos nós somos suspeitos? Hoje é o senador Campos, amanhã serei eu, depois você, você, você...até não sobrar ninguém.

Pois é. Esse legado deixado pelo finado Suassuna parece estar tão vivo e presente na ação do Congresso e na omissão do Supremo Tribunal Federal que caminhamos a passos largos para sacrificar a democracia no altar das conveniências bandidas em nome desse inconveniente princípio(?) 'Chega de Honestidade!'


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Aumento de gasolina: Argentina mostra como isso será tratado aqui, apos o golpe



Quem quiser ter uma avant-première da imprensa brasileira apos a consumação do golpe e a ascensão do governo de usurpação de Michel Temeré só dar uma olhada nos jornais argentinos.

Ontem, como a gente publicou aqui, o presidente Maurício Macri presenteou os trabalhadores com mais um reajuste nos combustíveis: “apenas 10%”. O quarto: 6% em janeiro, 6% em fevereiro e 6% em março, completando 31% de aumento em 120 dias.

No Brasil de Dilma isso, claro, estaria em manchetes garrafais.

Com “especialistas” dizendo que era um absurdo numa época de baixa do preço internacional de petróleo.

Lá, pequenas chamadinhas, bem discretas.

Aqui, iam dizer que era para “cobrir o rombo” da ladroagem da Petrobras, que é usada para desmerecer e desvalorizar – para entregar – nossa principal empresa e nosso pré-sal.

Ano passado, teve grande destaque o rebaixamento da nota de crédito da Petrobrás pelas agências de classificação de risco. E quase nenhum que o mesmo foi feito, dias atrás, com a Shell, a Total e a Chevron, todas figantes do petróleo, senque se se tivesse notícia de que Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef tenham passado por lá. Agora, fico sabendo pelo ótimo blog do professor Roberto Moraes que também a Exxon sofreu rebaixamento.

Mas isso não vem a caso. O que interessa é apresentar a Petrobras como um simples antro de roubalheiras, que é melhor vender para que possam, aí “regularmente” roubar nosso patróleo e nosso futuro.
(Tijolaço)

TJ de SP diz que ação truculenta da milícia do Alckmin é fora-da-lei

Estudantes ocupam o Centro Paula Souza nesta segunda (2) - Créditos: José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato
Estudantes ocupam o Centro Paula Souza nesta segunda (2) / José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) questionou a invasão da Tropa de Choque da Polícia Militar ao Centro Paula Souza na manhã desta segunda (2), que foi realizada sem mandado de reintegração de posse. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o grupo conhecido como "Tropa do Braço" teria invadido o "espaço para garantir que os funcionários voltassem ao trabalho". A responsabilidade é do secretário Alexandre de Moraes.

Em nota publicada na tarde desta segunda pelo juiz Luís Manuel Pires, explica que a ordem judicial não foi expedida e, portanto, a ação da PM teria sido irregular.

"Um país que se anuncia sob a ordem do Direito deve respeitar os parâmetros definidos pelo sistema jurídico e não pela vontade casuística e personalíssima de agentes que se encontram no poder. Sem mandado judicial, não há possibilidade de cumprimento de decisão alguma. Sem mandado judicial, qualquer ato de execução forçada caracteriza arbítrio, violência ao Estado Democrático, rompimento com a Constituição vigente e os seus fundamentos", criticou Pires no comunicado do TJ-SP.

"Houve a decisão de reintegração, mas o oficial de justiça, acompanhado de um conselheiro tutelar devem estar aqui para legitimar a decisão e nada disso aconteceu. Eles estão ilegais aqui", explicou Marilia Lanceloti, advogada ativista que está acompanhando os secundaristas.

O juiz ordenou a "imediata suspensão de qualquer ato por parte da SSP-SP com o fim de ingressar no imóvel público objeto da ação judicial acima referida"; solicitou que "o secretário da SSP esclareça, no prazo de 72 horas, se foi o responsável por “adiantar” o cumprimento da ordem judicial com a determinação de ingresso da Polícia Militar no imóvel sem mandado judicial"; e que, antes da reintegração, haja uma audiência de conciliação com alunos e policiais militares, com o fim de evitar conflito entre policiais militares e estudantes do ensino médio.

Por volta das 17h, a deputada federal Erundina (PSOL-SP) chegou ao local para manifestar sua solidariedade aos estudantes. "Essa juventude deve ser ouvida, eles são o futuro e o presente desse país. Porque hostilizar, porque acirrar as relações, porque não dialogar? Eles não estão pedindo nada demais, que é uma merenda de qualidade, no Estado mais rico do país. É um absurdo chegar ao ponto de mobilizar a força policial para vir conter um movimento de estudantes pedindo melhor alimento", afirma.

Ação durante a manhã

A tropa de choque utilizou um portão lateral para entrar na unidade por volta das 10h15 e, desde então, ocupam parte do saguão principal, onde está localizada uma escada, que permite a entrada dos funcionários.

"Tratando-se de crianças e adolescentes, os pais e mães devem ser avisados de uma possível reintegração. A força policial não pode atingir diretamente os alunos", explica Maia Aguilera, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Mesmo com a ordem de reintegração de posse, os alunos decidiram, em assembleia, que continuarão a ocupação até que a diretora do centro, Laura Laganá, assine um documento se comprometendo a atender às demandas de uma merenda de qualidade e a revogação dos possíveis cortes na gestão do Centro Paula Souza.
(Brasil de Fato)

A jumentalidade parlamentar atacando a educação


Esse negócio de punir professor pelo cometimento de "assédio religioso" é coisa de reacionário ignorante. Aliás, a expressão em si já demonstra que o tucano, autor do projeto ora em tramitação na Câmara do Cunha não passa de analfabeto funcional.

Ora, se a educação é um constante exercício de reflexão que busca levar o estudante ao conhecimento pleno de seu objeto de estudo, então, quanto mais complexa e aprofundada for a abordagem desse objeto mais qualificada será a escola que o abriga.

Por outro lado, tratar de forma superficial temas complexos reduzindo-os à abordagem míope imposta ideologicamente por um grupo social, nos colocará diante da escola doutrinária que em nada contribuirá para o desenvolvimento do país. Antes, ao contrário, formará legiões de mentecaptos inabilitados a nos inserir no debate dos grandes temas discutidos no mundo.

Cite-se, por exemplo, o linguista Noam Chomsky, expondo a sofisticação de sua formação intelectual quando desnuda o discurso oficial do governo estadunidense ao tentar ludibriar a diplomacia dos demais países a fim de tirar proveito nos embates comerciais. Baseado em documentos do próprio governo dos EUA, Chomsky alerta, Livre comércio é um bom termo para se utilizar nos departamentos de economia e em editoriais de jornal, mas ninguém do mundo empresarial, nem do governo(EUA) leva a sério essa doutrina.

Ora, como enfrentar esse tema se a formação for dentro dos padrões pensados por quem vê com bons olhos o projeto tucano?   Por quem acredita como verdade absoluta aquilo que está posto como ardil?

Aliás, foi essa subserviência mental que submeteu o ministro das Relações Exteriores de FHC ao vexame de tirar os sapatos no aeroporto de Nova Iorque, logo após os atentados de 11 de setembro. Não que o ministro fosse intelectualmente despreparado, mas sua mente colonizada o fez crer que aquele 'rigor' era necessário.

Portanto,mais do quedar ao país uma prova cabal da idiotice que preside nosso parlamento, a desgraçada proposta citada é uma autêntica apologia ao obscurantismo, com potencial destrutivo capaz de fazer o ensino do país retroceder a um período que o país não viveu: a Idade Média. Triste!

Contando com o silêncio cúmplice das gangues midiáticas, mega larápio FHC vai à PF explicar tenebrosa transação pra enviar dinheiro à amásia no exterior


Não teve circo, jornalistas correndo atrás do carro, cobertura para TVs, não teve helicópteros e quase passou despercebido o depoimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) na Polícia Federal (PF), na sexta-feira (29)
A assessoria da PF explicou que FHC usou a prerrogativa conferida a ele por sua condição de ex-presidente para sair de forma discreta do prédio. A primeira pergunta inevitável. Por que não foi aplicada ao ex-presidente Lula a mesma prerrogativa? Quando os policiais chegaram à casa de Lula às 6h, repórteres já esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto, repórteres os antecederam.
"Houve vazamento?" E nada vazou no caso de FHC?
O público só ficou sabendo – e mesmo assim por notinhas em poucos sites de jornais – que o tucano prestou depoimento na sede da PF em São Paulo, muito tempo depois de ele ter deixado o local. E se o conteúdo do depoimento de Lula foi liberado para o bel prazer da "grande" imprensa minutos depois – que fez dele mais um espetáculo, apesar de nada haver contra Lula –, o depoimento de FHC está mantido em sigilo.
Em fevereiro, o Ministério da Justiça determinou à PF a abertura de dois inquéritos para investigar as suspeitas de crimes cometidos pelo ex-presidente envolvendo o envio de dinheiro ao exterior para a jornalista Mirian Dutra, com quem ele teve um filho fora do casamento, por meio de um contrato da empresa Brasif Exportação e Importação S.A
Mirian já afirmou para diversos veículos que o ex-presidente assinou um contrato fictício com a empresa Brasif Exportação e Importação, concessionária à época das lojas duty free nos aeroportos brasileiros para enviar dinheiro para ela entre 2002 e 2006. Segundo a Brasif, a jornalista, que vive na Espanha desde 1991, teria sido contratada para fazer análises de mercado em lojas convencionais e de duty free. Miriam afirma que jamais pisou em uma loja para trabalhar. Mesmo assim, recebia regularmente US$ 3 mil mensais da empresa.
No começo de abril, em depoimento de mais de cinco horas à PF, Miriam Dutra contou que, nos anos 1990, quando FHC presidia o Brasil, o dinheiro era levado por um cunhado a Portugal, onde Mirian morava. Ainda de acordo com esse relato, a jornalista passou a receber o dinheiro na forma de crédito em conta quando foi viver na Espanha.
A outra "investigação" sobre a qual FHC foi chamado a esclarecer trata da propriedade de imóveis no exterior, um apartamento em Paris e outro em Nova York, que não teriam sido declarados por Fernando Henrique à Receita Federal.
É lamentável a omissão da mídia brasileira em relação ao episódio. A imprensa descumpriu seu papel básico de informar à população e volta a desrespeitar o cidadão ao insistir em dar tratamento diferenciado ao ex-presidente tucano. A omissão da imprensa, nos leva a pensar que a cobertura da política brasileira não é equilibrada, como se espera de uma mídia independente, como eles dizem ser.
(Rede Brasil Atual)

Entenda o reajuste concedido por Dilma no Bolsa Família


A partir de junho, as quase 14 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família terão um aumento de 9% no benefício. Na média, o auxílio passará de R$ 163 para R$ 176 mensais.

O aumento foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff durante evento do 1° de maio, Dia do Trabalhador, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. A mudança já estava prevista no Orçamento de 2016, enviado ao Congresso em agosto do ano passado. Durante o discurso, Dilma ressaltou que o governo tomou medidas para viabilizar receitas que compensassem o reajuste.

A presidenta também alertou que Michel Temer (PMDB) quer limitar o benefício apenas aos 5% mais pobres. Com isso, 40 milhões de brasileiros perderiam o direito ao auxílio.

Além do benefício básico do Bolsa Família, de R$ 77 para R$ 82, foi reajustado o auxílio para famílias com filhos de até 15 anos, gestantes e nutrizes (mulher em período de amamentação), de R$ 35 para R$ 38 por filho. Já o benefício dado para famílias com adolescentes de 15 a 17 anos teve aumento de R$ 42 para R$ 45.

Hoje, 14.866.317 crianças e adolescentes são beneficiadas com o programa. Cerca de 96% (14.253.726) delas possuem frequência escolar de mais de 75% (para adolescentes) e de 85% (para crianças).

De 2011 a 2015, o Bolsa Família teve aumento de 73%, enquanto a inflação cresceu apenas 37,86%.

Reajuste de faixas

A presidenta também anunciou um reajuste de 6,5% nas faixas beneficiadas pelo Bolsa Família. Com isso, mais famílias vão se enquadrar nos critérios para receber o auxílio.

Houve uma readequação da definição de linha da pobreza e linha de extrema pobreza. A extrema pobreza agora é definida por famílias cuja renda por pessoa é de R$ 82, ante R$ 77. Já a pobreza é definida por famílias de renda de R$ 164 por pessoa, ante R$ 154 definidos anteriormente.

Entenda o programa

O Bolsa Família é um programa que visa combater a pobreza em duas frentes. Além do benefício mensal à famílias em condição de pobreza e pobreza extrema, o programa realiza acompanhamentos periódicos sobre desempenho escolar e saúde.

Na área da educação, o programa faz um controle da frequência escolar das crianças e adolescentes beneficiadas pelo programa. Já na área da saúde, crianças de até 7 anos tem acompanhamento de peso, altura e vacinação.

O governo realiza os depósitos mensalmente, que podem ser retirados com o cartão do Cadastro Único, administrado preferencialmente por mulheres da família.

O benefício básico é de R$ 82. Além desse, cada família poderá ter até 5 benefícios adicionais de acordo com a situação da família. Crianças de 0 a 15 anos, mulheres em gestação ou em período de amamentação dão direito a um valor extra de R$ 38 por criança. Para adolescentes, esse valor é de R$ 45. Outro possível adicional é dado à famílias que mesmo com o benefício básico continuam em situação de pobreza extrema (renda de R$ 82 por integrante da família). Nesses casos, o valor é repensado para que essa condição seja superada.
(Agência PT de Notícias)

A surreal bananeira bananosa


Agora é concreto: Michel Temer pode assumir a presidência da República, ainda que interinamente, como réu na Operação Lava Jato. Pior. Não só ele, mas TODOS os coronéis que atualmente dão as cartas no seu partido.

Michel Temer, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Valdir Raupp e Jader Barbalho. Diante das acusações imputadas a esses super suspeitos, é provável que dois séculos de xadrez os contemple.

Levando-se em conta que o presidente da maior legenda nessa parceria golpista foi, após trocentas denúncias contra si, também indiciado,então, teremos uma situação em que nossa diplomacia pedirá aos demais países que reconheçam um governo cujos comandantes não têm condições de jurar cumprir o Código Penal vigente, que dirá a Constituição do país. E tudo isso sob as vistas antolhadas da nossa Corte Suprema, que permite a esses suspeitos armar um bote contra um governo cujo pecado é não ter empreendido qualquer operação-abafa em favor dessa trupe.

E isso, ressalte-se, não é fato recente. Se você pega a revista 'Congresso Em Foco', especialista em assuntos do nosso parlamento, evidentemente, há cerca de quatro anos, publicou matéria mostrando como centenas desses detentores de foro privilegiado, isto é, sujeitos ao julgamento do nosso Supremo Tribunal Federal, estão há muito tempo na condição de réus sem que fossem incomodados a fim de prestar contas com a justiça.

Voltando ao 'novo governo', diante da possibilidade, ainda que remota diante da leniência seletiva por parte da plutocracia togada, de ter todos os seus capos fora de combate após depor um governo contra o qual nada há administrativamente que o desabone, corremos o risco de inaugurarmos um regime inédito de governo: a VACANCIOCRACIA. Credo!

As voltas que o mundo das 'pedaladas' dá


Senadores pró-impeachment apoiaram gastos extras de Dilma

Está na Folha de São Paulo: Quase metade dos 51 senadores que declaram que a presidente Dilma Rousseff deve ser afastada por crimes contra o orçamento liberou a presidente Dilma para gastar além do autorizado pelo Congresso.


Levantamento da Folha mostra que 24 desses senadores votaram em 2014 ou em 2015 a favor da mudança da meta fiscal. Nesses dois anos, o Congresso aprovou orçamentos em que o superavit primário (receita menos despesas, descontado o pagamento de juros) deveria ser superior a R$ 150 bilhões.

A mudança autorizou Dilma a fazer o oposto: dois déficits que, somados, chegaram a R$ 137 bilhões.

Essa autorização legislativa é um dos argumentos do governo para desqualificar uma das duas denúncias em que Dilma foi enquadrada: assinatura de decretos de suplementação orçamentária no ano de 2015.

Os acusadores apontam que esses decretos foram ilegais porque, quando assinados, o governo já sabia que não conseguiria fazer a economia prometida e por isso encaminhara projeto de lei para alterar a meta.

A denúncia diz que os atos ocorreram em 2014 e 2015, mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), só aceitou a denúncia em relação a 2015. O governo afirma que os decretos não alteram a meta fiscal do ano e, mesmo que alterassem, o Congresso ratificou o ato de Dilma ao mudar a meta.

O relator do processo na Câmara, Jovair Arantes (PTB-GO), ao analisar o argumento do governo, disse que o envio de projeto de lei mudando a meta não afastaria a necessidade de aguardar sua aprovação para a abertura de despesa nova. Por isso, considerou que Dilma cometeu crime de responsabilidade.

Em 3 de dezembro de 2015, quando a nova meta foi votada, Arantes era líder da bancada de quatro partidos (PTB, PP, PSC e PHS) e nem chegou a mencionar tal fato. A nova meta foi aprovada por 314 deputados e 46 senadores.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não pôde repetir seu voto dado em 2014 para aprovar a nova meta fiscal. No momento da votação, ele chegava à Câmara para anunciar que estava abrindo o processo de impeachment da presidente baseado em sua suposta irresponsabilidade fiscal.

Em 2014, o relator do projeto foi outro que hoje defende a saída de Dilma: o senador Romero Jucá (PMDB-RR). "A alteração da meta afigura-se, antes de tudo, consequência de decisões que já adotamos ao longo deste e dos últimos dois ou três exercícios", afirmou Jucá, ex-líder do governo, citando benesses dadas pelo governo como desonerações e políticas sociais.

Marta Suplicy (PMDB-SP), que é ex-petista, nega mudança de posição e afirma que as votações "não convalidam os atos da Presidência" e que, se a mudança não fosse feita, "agravaria ainda mais a dívida pública, os resultados seriam desastrosos".

Simone Tebet (PMDB-MS) disse que votou consciente em 2015 de que sua posição não apagaria os erros cometidos e para não prejudicar o país, posicionamento semelhante ao dos peemedebistas Dário Berguer (SC) e Garibaldi Alves (RN).

Procurados, os deputados Jovair Arantes e Eduardo Cunha não responderam.
(Os Amigos do Presidente Lula)

domingo, 1 de maio de 2016

Impeachment aprofunda a crise, diz presidente da CUT


São Paulo – "O impeachment aprofunda a crise", afirmou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, último a falar antes do discurso de Dilma Rousseff. "Os golpistas estão vendendo a ideia de que o país sai da crise (com o impedimento)", acrescentou, anunciando um dia nacional de paralisação, no próximo dia 10, na véspera da votação no Senado.

O dirigente criticou diretamente o vice-presidente, Michel Temer. "Na nossa opinião, Temer é um golpista. golpista de terceiro nível", afirmou. "Ele só tem aceitação de 1% da população", disse Freitas, para quem há um "sentimento" de que o impeachment representa um golpe sendo imposto à sociedade. "Hoje, a opinião pública é contra o golpe", afirmou, citando pesquisa do instituto Vox Populi, encomendado pela central, que mostra, conforme ressaltou, "que o impeachment não resolve os problemas do país".

Para o presidente da CUT, Dilma está sendo julgada "pelos ganhos que os trabalhadores tiveram" em seu governo e no do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "São esses ganhos que os golpistas querem tirar."

O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, disse a presidenta que a entidade não apoia o governo, mas que o objetivo dos movimentos é "enterrar" o golpe, que segundo ele é "sobretudo contra a democracia, a classe trabalhadora, as mulheres, os negros". Ele defendeu a taxação de grandes fortunas e criticou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o banco Itaú, por apoiarem o golpe.

"Vamos chacoalhar este país. Eles querem a paz dos cemitérios. Não vai passar a terceirização, não vai passar a flexibilização de direitos", afirmou Índio. "Presidenta Dilma, saiba que este povo vai lutar, vai resistir, e nós vamos construir a vitória da democracia, da classe trabalhadora e dos direitos sociais."

O presidente da CTB, Adilson Araújo, também falou em resistência. "A mesma esperança que derrotou o medo pode também derrotar o terrorismo. Criaram um Estado de terror após as eleições", afirmou, criticando a ofensiva conservadora contra direitos e a democracia. Além da pressão no Senado, para tentar barrar o impeachment ("A presidenta não cometeu crime de responsabilidade"), ele também admitiu a realização de um plebiscito sobre eleições diretas como alternativa contra a crise política.

Unidade

O ato de 1º de Maio no Anhangabaú, em São Paulo, é convocado pelas centrais CUT, CTB e Intersindical, mas o secretário-geral da UGT, Francisco Canindé Pegado, esteve presente e pediu unidade entre as entidades para que não haja perda de direitos sociais e trabalhistas. "O caminho para o movimento sindical é manter-se unido. Qualquer que seja a situação, os direitos dos trabalhadores têm de ser garantidos."

Entre dirigentes sindicais, há posições favoráveis e contrárias ao impeachment, o que levou a divergências internas entre algumas centrais. "Tem de separar partido de sindicato", comentou Pegado. "Sindicato tem de negociar. Depois (do processo) todo mundo tem de estar junto de novo."

Na semana passada, o presidente da UGT, Ricardo Patah, participou de reunião com o vice-presidente, Michel Temer, que recebeu uma pauta de reivindicações. Também estavam lá o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), favorável ao impeachment e articulador do encontro, e ainda os presidentes da CSB, Antonio Neto (que é do PMDB), e da Nova Central, José Calixto. A reunião foi mal vista por outras centrais.

(Rede Brasil Atual)

DILMA AUMENTA BOLSA FAMÍLIA EM 9%, CORRIGE TABELA DO IR EM 5% E DENUNCIA ATAQUE À CLT

:
Num duro discurso neste domingo, no Primeiro de Maio do Vale do Anhangabaú, em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o golpe parlamentar em curso no Brasil visa destruir a Consolidação das Leis do Trabalho; "Querem transformar a CLT em letra morta. Sabe como vão fazer isso? Dizendo que o negociado deve prevalecer sobre a lei. Ou seja: menos do que a lei. Nós aceitamos, desde que seja mais do que a lei", afirmou; Dilma disse ainda que os golpistas pretendem tirar 36 milhões de pessoas do Bolsa Família, mas anunciou um aumento médio de 9% nos benefícios; a presidente anunciou ainda a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda e disse que o pré-sal será a "primeira vítima" de promessa do vice-presidente Michel Temer de "privatizar tudo o que for possível"

247 – A presidente Dilma Rousseff acaba de anunciar, no Primeiro de Maio organizado pela Central Única dos Trabalhadores no Vale do Anhangabaú, o aumento de 9% no Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda.

"Esse aumento não foi decidido agora e já estava previsto no orçamento", disse a presidente.

Num duro discurso neste domingo, ela afirmou que o golpe parlamentar em curso no Brasil visa destruir a Consolidação das Leis do Trabalho.

"Querem transformar a CLT em letra morta. Sabe como vão fazer isso? Dizendo que o negociado deve prevalecer sobre a lei. Ou seja: menos do que a lei. Nós aceitamos, desde que seja mais do que a lei."

Dilma disse ainda que os golpistas pretendem tirar 36 milhões de pessoas do Bolsa Família, mas anunciou um aumento médio de 9% nos benefícios. Também lembrou que aliados do vice-presidente Michel Temer já anunciaram o fim dos reajustes dos aposentados e da política de correção do salário mínimo.

"Querem acabar com uma política que permitiu a elevação, em termos reais, de 76% do salário mínimo", afirmou. "O golpe é contra a democracia e contra os direitos dos trabalhadores".

A presidente Dilma também falou sobre a promessa do vice-presidente Michel Temer de privatizar tudo o que for possível. "A primeira vítima será o pré-sal", afirmou.

Eduardo Cunha

Dilma também citou nominalmente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e disse que ele foi o principal agente da desestabilização de seu governo. "Não aprovaram nenhuma das nossas reformas. Sabe por quê? Porque o PT se negou a dar três votos que impediriam sua cassação. Até o subscritor dessa peça do impeachment, o advogado Miguel Reale Júnior, ex-ministro do presidente Fernando Henrique, disse que se tratava de chantagem explícita e abuso de poder".

Dilma bateu duro no golpe, ao dizer que "se fazer isso com uma presidente da República, o que serão capazes de fazer com o cidadão ou a cidadã anônima".

Ela afirmou ainda que o projeto que querem impor ao Brasil não é aquele que venceu nas urnas. "Se querem isso, se coloquem sob o crivo do povo brasileiro. Chegar ao poder, sem voto, e numa eleição indireta, não! Não passarão!".


Golpe abre espaço para voto de desconfiança, avalia cientista

A atual condução do processo de impeachment para afastar do cargo a presidenta, Dilma Rousseff, introduz no Brasil um voto de desconfiança típico dos sistemas parlamentaristas. A avaliação é do professor José Paulo Martins Jr., da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ).

Segundo ele, o processo é “simplesmente político” e abre espaço para uma turbulência institucional no futuro. “Acabaram introduzindo um voto de desconfiança num regime presidencialista. Qual o problema de um presidente governar com apoio minoritário no Congresso? Isso acontece nos EUA, por exemplo”, lembra Martins Jr. “No Brasil, agora se abre a possibilidade de o presidente perder o apoio político, porque não fez uma condução política adequada, e sofrer um impeachment. Um impeachment simplesmente político.”


Mestre e doutor pela Universidade de São Paulo (USP), José Paulo Martins Jr. concedeu entrevista à Agência PT de Notícias e avalia que o Senado só reverte a votação na Câmara dos Deputados se houver pressão popular. Ele também criticou o comportamento do Supremo Tribunal Federal (STF). “Que força o STF tem para interferir?”, questiona. “Não é uma questão de força, é de interesse.”

O cientista político avalia que pode haver uma reaproximação das esquerdas no processo e diz que há parcialidade na adoção das pedaladas fiscais para justitificar o pedido de impeachment contra Dilma quando outros governantes adotaram as mesmas práticas. “O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pedalou. Mas ele não vai sofrer um impeachment nunca na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Pode pedalar o quanto quiser, ele pedalou muito mais que a Dilma”, disse.

Leia a seguir a entrevista:

Qual a chance de barrar o impeachment no Senado?

Dependendo de como as coisas se desenrolarem, pode acontecer. São dois terços dos senadores, vai haver um espaço de defesa mais amplo, podem acontecer manifestações de rua e há um desgaste muito grande de imagem de Michel Temer e Eduardo Cunha. Esse contexto pode permitir que se reverta no Senado o impeachment. O que é complicado é o poder econômico, midiático e a postura do Judiciário. De certa forma, estão agindo em conluio, porque toda essa pressão sobre Dilma não vai acontecer sobre Temer ou Cunha de jeito nenhum. Não vai ser nem sombra da pressão sobre ela.

A capacidade de mobilização das forças populares tem que ser muito grande. Na realidade, o governo da Dilma não foi um governo popular, com capacidade de mobilização de rua. A população em geral, mesmo reconhecendo os avanços dos governos do PT, está com a percepção de que não faz muita diferença, até porque os governos neoliberais do Fernando Henrique Cardoso já ficaram no passado, as pessoas não lembram como era. É muito mais evidente essa crise financeira de agora do que as crises do passado. Então, o tempo passa e a bola da vez é o PT.

E o que se pode esperar disso?

Vai demorar para reconstruir o PT que conhecemos [depois desses ataques]. Pode haver uma rearticulação de forças de esquerda, talvez uma aproximação com o PSOL. Não sei se dá para confiar na possibilidade de um grupo importante de parlamentares do PT deixarem o partido, como foi noticiado e desmentido depois.

Numa avaliação sociopolítica do que está acontecendo na sociedade brasileira, em relação ao pacto social e às forças representadas no Congresso, com a derrocata da correlação de forças está que permitiu a eleição de Lula e os governos do PT, como o se. vê essa disputa no Parlamento e na sociedade?

Boa parte dos movimentos, que me incomoda chamar de sociais, como o Movimento Brasil Livre ou o Vem pra Rua, são de pessoas que se chamam de movimentos sociais, mas cuja principal bandeira está sendo conquistada, que é tirar o PT do poder. Entendo que vai haver um refluxo desses movimentos, e eles vão se recolher. Por outro lado, todo o ataque ao PT e à Dilma uniu os setores de esquerda que estavam dispersos. Pode haver uma rearticulação pela esquerda, uma volta às ruas. Há incentivo para ir às ruas. Não sabemos quais as forças que poder são fazer mobilizações de rua. Porque não haverá apoio da mídia.

A Globonews, por exemplo, não vai se mexer para pedir “fora, Temer” ou “fora, Cunha”. Pode esquecer isso. Há novos atores que estão na rua, que passam a mostrar a cara, que disputam as ruas. A esquerda e o PT, que sempre foram mais frágeis em relação ao poder econômico e ao poder midiático, continuam fragilizados e podem ficar sem o governo. Voltar para a oposição pode fazer retomarem o discurso crítico que haviam perdido, algo em que o PT sempre foi bom. Os setores da esquerda vão tentar manter alguma mobilização no processo do Senado. Mas o remédio amargo que está sendo proposto pelo PMDB vai levar à reação, porque vai haver mexida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O futuro é difícil de prever, especialmente o horizonte de 2018. Marina Silva, Ciro Gomes e Lula são nomes, e o PMDB não tem candidato. Temer não tem condições de ganhar, o PSDB se fragilizou, mesmo estando contra Dilma. Então, há uma situação política volátil.

O quanto haverá o avanço de uma pauta conservadora num Congresso que já mostrou essa tendência de restringir direitos dos trabalhadores?
Já está acontecendo, pode avançar mais ainda. Isso pode ser um combustível importante para mobilizar as forças de esquerda. Se começar um ataque muito frontal a direitos sociais, ataques à pauta de avanço nos direitos civis, com retrocesso na questão do conceito de família, esse tipo de coisa pode criar conflitos. E acontece algo muito grave: vários setores agiram por fora da democracia no sentido do voto. Os argumentos são de que a manifestação do Congresso também é democrática, que o impeachment está na Constituição, mas muitos setores sociais percebem como um golpe. Subverteram a ordem para chegar ao poder. Em virtude de terem sido derrotados nas eleições, encontraram um atalho para chegar ao poder. Isso certamente deslegitimou o poder político aos olhos dos setores mais amplos da população, piorando uma percepção que já era ruim antes. Os mais radicais podem pensar em medidas mais extremas. Há uma deslegitimação do poder político muito grave nesse processo. E é um problema para a democracia. Pode haver tumulto, desordem? Não descarto essa possibilidade, porque tem gente não tem nada a perder. Se começam uma pauta muito regressiva de direitos, como acabar com o Bolsa Família, com as cotas na universidade, com o Minha Casa, Minha Vida, esse tipo de coisa, pode haver um movimento mais violento sim.



Será possível acabar com esses avanços sociais dos governos do PT?

A princípio não dá para acabar. Com Temer, vão começar a propor algumas pautas de terceirização da CLT, desarmamento, mas conseguir desmontar, da noite para o dia, não vão conseguir, porque vai ter reação. Para isso, eles precisam ganhar as eleições em 2018. E está muito fragmentado o cenário.

Qual o papel do STF nesse processo ainda em curso? Acredita que pode intervir na decisão do Congresso Nacional?
Pelo que estamos vendo até agora, isso não acontece. Não sei se estão aguardando para tomar alguma medida, mas concordo com Lula nessa questão de que o Supremo está totalmente acovardado. Esse é um legado negativo do PT também, a composição de um STF que vai se manter com essa cara de paisagem pelos próximos tempos.

O nível de argumentação para o voto “sim” ao impeachment na Câmara dos Deputados demonstrou que o processo foi aberto por outras razões e não por conta das pedaladas. Quais as consequências disso?
O que o STF está dizendo até agora é que o Congresso é soberano para tomar essa decisão. Acabaram introduzindo um voto de desconfiança num regime presidencialista. Qual o problema de um presidente governar com apoio minoritário no Congresso? Isso acontece nos EUA, por exemplo, o presidente não tem maioria na Câmara e no Senado. Isso pode acontecer. No Brasil, agora se abre a possibilidade de o presidente perder o apoio político, porque não fez uma condução política adequada, e sofrer um impeachment. Um impeachment simplesmente político. Agora, em qualquer governo se pode encontrar um subterfúgio jurídico para fazer o impeachment. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pedalou. Mas ele não vai sofrer um impeachment nunca na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Pode pedalar o quanto quiser, ele pedalou muito mais que a Dilma. Isso indica que é um movimento puramente político. Que força o STF tem para interferir nisso? Não é uma questão de força, é de interesse, porque não é possível o pedido do [procurador-geral da República Rodrigo] Janot estar lá e não terem apreciado. É matéria interna corporis? Então aprecia e diz: “é interna corporis”, não é problema nosso, o Congresso que resolva. Mas nem isso acontece.
(Agência PT de Notícias)

Pimens annus outrem refrigerum est


E o vil panfleto tucano/liberal, evidentemente dando eco ao que dizem integrantes do PIG em âmbito nacional, classifica as medidas anunciadas pela legítima presidenta da república eleita pelo voto soberano do povo brasileiro como tomadas pra inviabilizar o governo(?) Temer.

Só uma organização delinquente parida durante um governo discricionário teria tanta petulância, já que seu público alvo é predominantemente aquela pequena parcela da sociedade paraense que sempre viveu às custas de benesses auferidas através de tráfico de influência, independente do lado do balcão. Agora, diante da continuidade do governo, quer o nefasto panfleto suspender as ações do governo.

Curioso que essa mesma quadrilha sempre ululou quando o sacripanta Moro tomava medidas que paralisaram a economia do país e em muito contribuíram para que vivêssemos o caos ora experimentado. E esse infame papelucho jamais foi capaz de produzir matéria que elucidasseesses efeitos.

Agora,quando esfregam as mãos sujas que pretendem botar no butim golpista, somando-se ao parasitismo já praticado contra os cofres públicos da prefeitura de Belém e do governo do Pará, resolvem dizer, 'basta! Não mexam nesse dinheiro que ele nos pertence. É muito cinismo.

Preparar o boi para a decolagem


A mensagem enigmática contida na coluna de Mauro Bonna, hoje, no Diário do Pará("A parceria nacional de PMDB e PSDB repercutirá aqui pelo Pará, já nas próximas eleições municipais") bate com outra nota estranhíssima, saída no Repórter Diário, outra coluna do mesmo jornal, e aqui comentada, contendo um puxão de orelhas no pessedista Helenílson Pontes, que estaria atrapalhando os acordos costurados pelos tucanos no interior do estado.

Juntando-se as duas, percebe-se que os "catitus" já formavam um bando dirigindo-se a outro destino que não aquele traçado aparentemente, mais precisamente conspirando contra o governo que juravam defender. Ou seja, com o´possível controle da máquina federal, há a possibilidade de reaproximação entre os Barbalhos e privatas, agora, provavelmente, com a aquiescência dos donos do Grupo Liberal, que não rasgam dinheiro e nem costumam remar contra a maré que os colocou nessa situação.

Diante disso, o céu e o limite e todas as suposições adquirem verossimilhança,até Zenaldo ter apoio pemedebista contra Eder Mauro, sendo mais provável Edmilson perder todo o espaço até aqui ofertado no jornal da família Barbalho.

Da mesma forma e dando asas à imaginação, pode ser que o Pará venha, finalmente, a ser retalhado,dessa vez sem a oposição de Simão e Coutinho Jr. Afinal, todos devem ser aquinhoados com a divisão territorial e do butim que vai junto. De resto, quem quiser incrementar algo mais à lapidar no ta de Bonna que se habilite e coloque mais conjecturas nessalenga lenga ociosa.

sábado, 30 de abril de 2016

A Globo e FHC compartilham agora o advogado


A Globo e FHC durante um tempo compartilharam a jornalista Mírian Dutra. A Globo a tinha na redação, FHC na cama.

Agora, Globo e FHC estão compartilhando o advogado Sérgio Bermudes.

Cada qual, presumivelmente, paga sua conta.

Bermudes defende FHC no caso do alegado envio de dinheiro para Mírian por meio da Brasif, empresa que explorava free shops em aeroportos brasileiros.

Mírian disse ao DCM, alguns meses atrás, que para receber a mesada – ou mensalinho – ela teve que assinar um contrato de prestação de serviços para a Brasif. Jamais, sublinhou ao repórter Joaquim de Carvalho, fez nada do que estipulava o contrato além de recolher 3 000 dólares mensalmente.

Mírian afirmou a Joaquim que guardara todos os recibos. A PF abriu uma investigação. Para surpresa geral, Mírian se desmentiu. A especulação mais ventilada, mas não confirmada, sugeria que ela fizera um novo acerto com FHC para voltar a receber dinheiro.

Nesta semana, FHC depôs na PF sobre o caso, e sua versão coincidiu com a versão refeita de Mírian.

Sobre a credibilidade de Mírian, basta dizer que ela negou numa entrevista à jornalista Mariana Godoy ter falado com o DCM.

Joaquim falou algumas vezes com ela de São Paulo, e depois viajou para Madri para conversarem pessoalmente. Joaquim fez vídeos. Mesmo assim, ela negou.

É Bermudes quem defende FHC neste caso.

É também Bermudes que representa o Globo num processo movido por Lula depois de o jornal dizer repetidas vezes que era dele o famoso triplex do Guarujá.

As evidências apresentadas pelo Globo se tornaram célebres: circunstantes nunca identificados disseram ter visto Lula no prédio.

Isso foi em 2015, antes da Lava Jato e da denúncia do Ministério Público de São Paulo. Antes também dos pedalinhos de Atibaia, e antes, finalmente, que sites independentes como o DCM trouxessem a público o “Triplex dos Marinhos”.

É um casarão em Parati que configura a um só tempo um crime ambiental, por agredir a natureza protegida no local, e um assalto ao bem público, por tornar privada uma praia que é de todos. (A família diz que o triplex não é dela contra todas as evidências. Uma paisagista que trabalhou na construção disse ao DCM que tratou de assuntos com Paula Marinho, filha de João Roberto Marinho.)

Na defesa do jornal dos Marinhos no processo movido por Lula, Bermudes usou uma expressão que deveria ser tombada e posta no museu do antijornalismo.

Não é obrigação dos jornalistas “perscrutar” a verdade, segundo o advogado.

Ora, ora, ora.

Estaria assim dada a licença para que a mídia publique o que queira.

Ou, para falar num caso inverso relativo aos Marinhos: os jornalistas não teriam que “perscrutar” a verdade sobre a propriedade do triplex de Parati. Seria curiosa esta alegação num tribunal se a Globo processasse os sites que trataram sobre a mansão infame.

Mas, evidentemente, é um disparate que não merece respeito nenhum de quem faz, verdadeiramente, jornalismo. O repórter do DCM que investigou o tríplex, Renan Antunes, perscrutou exaustivamente a história, assim como Joaquim de Carvalho fez com as remessas de FHC para o exterior.

Só empresas que mandam no Brasil, como a Globo, podem se sair com uma desculpa como a dada por Bermudes.

Sites como o DCM têm que fazer jornalismo sério para não serem objeto de processos como o que Lula moveu contra o Globo por causa do tríplex do Guarujá.
(Paulo Nogueira/DCM)

As tenebrosas transações de Gilmar Mendes


Lil Netto/ GGN
- O prefeito de Paulínia - SP, José Pavan Júnior, ex PSB, recém ingresso no PSDB, já exerceu mandato no período 2009/2012 e em parte do período 2013/2016, estando atualmente em exercício.

Embora derrotado por Edson Moura Júnior (PMDB) na tentativa de reeleição em 2012, Pavan Júnior assumiu parte do mandato seguinte, depois que o vitorioso nas urnas teve seus votos e diplomação anulados.

Acontece que ele considera que, por ter exercido apenas parte do atual mandato, teria direito a disputar um terceiro mandato consecutivo, como se o atual não contasse, e, de quebra, poderia até disputar uma nova reeleição em 2020.

Para defender sua tese e seus supostos direitos, Pavan usou de um interessante ardil: contratou, a título de ministrar curso para os servidores municipais, o instituto IDP, de Gilmar Mendes, com aula inaugural do próprio ministro que, na ocasião , teria garantido ao prefeito que sua tese seria aprovada no TSE e viraria jurisprudência.

Parece que caso semelhante a esse, quando Alckmin cumpriu parte do segundo mandato do finado Mário Covas e exerceu posteriormente um mandato completo, para o qual foi eleito como titular, teve outro julgamento, oposto das intenções de Pavan Júnior.

Todas as teses, ou quase todas, são, em tese, defensáveis, o estranho é o uso de artifícios esdrúxulos e até ilegais ou criminosos, como o da contratação, pelo erário e sem licitação, do ministro que vai julgar o caso, e que teria garantido a vitória ao prefeito.

O assunto veio à tona por iniciativa do próprio prefeito interessado, através da coluna "Deixe-me falar...", de Mizael Marcelly, no Correio Paulinense, que descreveu detalhes da operação, trazendo, por sua vez, links para o contrato e a publicação no Semanário Oficial do município.

Mizael trata da reunião reservada entre Pavan Jr. e Gilmar Mendes, do contrato de 280 mil Reais, sem licitação, e do anúncio da futura jurisprudência que dará ao prefeito a possibilidade de exercer quatro mandatos consecutivos.

Pesquisa Vox confirma: todo mundo odeia o Temer



Pesquisa Vox Populi realizada esta semana (27 e 28 de abril) confirma o que a simples sensibilidade nos diz.

Só 11% dos brasileiros acham que Temer assumir a Presidência é o melhor para o país. Metade dos 21% que preferiam que Dilma continuasse. A grande maioria (61%) preferiria novas eleições.

Portanto, confirmando-se o esbulho de poder por Temer, não será exagero dizer que 82% não acham que isso seja o melhor para o Brasil.

É grande também o pessimismo quanto ao que vai acontecer, se isso se consumar.

Só um em quatro brasileiros (25%) acha que o país vai melhorar.

Mais ou menos o mesmo que os 26% que pensam que haverá menos desemprego. Outros 29% acham que vai piorar e 36% acham que vai ficar igual. Isto é, muito ruim, como estamos.

Os programas sociais e os direitos trabalhistas, mesmo com as hipócritas negativas de que serão mantidos, também não levar na cabeça. Respectivamente, 34% e 32% acham que vão encolher, contra 19 e 21% que se iludem com uma eventual melhoria.

O discurso de que não há golpe, que conta com toda a mídia e os pipoqueiros do Supremo não consegue convencer mais que 52% dos brasileiros e, embora 59% apóiem o impedimento de Dilma, 66% acham que não é essa a saída para o país.

Claro que sção resultados viciados por uma mídia unanimemente “impeachmista”, mas revelam que o nosso povo está não com uma pulga, mas com um elefante atrás da orelha, de tão desconfiado com a turma que vem aí.
(Tijolaço)

Mídia tem o papel de domesticar população em nova fase do neoliberalismo mundial




Em seminário na USP, professora de Coimbra diz que crise brasileira é semelhante à que ocorreu em Portugal; para professor da ECA, “não regulamentação” dos meios teve papel importante no processo


A aguda crise político-econômica do Brasil e a participação dos meios de comunicação nessa crise não têm causas exclusivamente brasileiras. O fenômeno decorre de uma realidade global, que tem vitimado outros países. “O que se passa no Brasil não é muito diferente do que nós, em Portugal, na Espanha e até mesmo na Itália, tivemos em outros momentos, com a autonomização dos grandes meios (de comunicação) em relação aos meios políticos e o desenvolvimento da própria política”, diz a professora da Universidade de Coimbra Isabel Ferin Cunha.

Para ela, o momento do Brasil é semelhante ao período em que se instaurou a chamada “austeridade neoliberal" em Portugal e Espanha, com intervenções do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu no início da década. Os países estão entre os primeiros a ser fortemente afetados pela crise de dimensões globais que se abateu sobre as economias mais frágeis da Europa – e que revelou ao mundo que o neoliberalismo estava mais vivo do que nunca. Na Itália, o processo, segundo ela, foi representado pelo governo de Silvio Berlusconi (a partir de 2008).

Isabel foi uma das palestrantes no seminário Liberdade e Interdição: Pontos de Vista, realizado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, ontem (29). Após o seminário, foi lançado livro com mesmo título, organizado pela professora Maria Cristina Castilho Costa, coordenadora do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom), reunindo ensaios de vários autores.

“Temos uma tradição autoritária, que vem da igreja católica e da própria formação dos nosso países. Portugal, e depois o Brasil, é uma linha autoritária que se mantém. Mas a questão da relação entre mídia e política é um outro fenômeno, introduzido na chamada globalização neoliberal na terceira ou quarta fase, em que a mídia tem o papel de domesticar a população pela aceitação dessa nova fase do neoliberalismo”, afirmou.

O professor Vitor Blotta, do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA e pesquisador Associado do Núcleo de Estudos da Violência da USP, considera que a “não regulamentação” dos meios de comunicação no país tem um papel “importantíssimo” no processo político atual e na crise política brasileira.

“Isso na medida em que diminui a diversidade de opiniões, e então não há versões distintas. Às vezes temos que olhar para a imprensa internacional para contrastar as versões nacionais. Parte da liberdade de expressão é garantir a diversidade das vozes. Por isso, as normas de direitos humanos mais atuais na Europa colocam a necessidade da pluralidade da mídia ao lado da liberdade de expressão e a proteção da privacidade”, diz o professor.

Nesse estado neoliberal internacionalizado, a professora da Universidade de Coimbra não concorda que o golpe contra o governo Dilma Rousseff possa ser atribuído a um acontecimento típico de uma “república de bananas”.

“Não vejo assim. Vejo isso como um processo muito maior, que no Brasil tem configurações próprias, nacionais, mas está dentro de um processo de expansão e reestruturação do neoliberalismo nessa fase da globalização que, em cada país, se dá de acordo com sua cultura, não só no sentido geral, mas no sentido da cultura do sistema midiático, e agora surge com todo seu ‘esplendor’ nesta fase do conflito político.”

Para Blotta, com a realidade trazida pela internet, há uma perspectiva de ampliar o “espectro de vozes” que podem se fazer ouvir no âmbito das comunicações. Mas, mesmo essa saída, apontada por profissionais progressistas dos meios de comunicação e analistas de mídia como um contraponto ao poder midiático dos grandes grupos de comunicação, deve ser vista com reservas.

“Com a concentração, em termos de canais provedores de internet ou grandes empresas de conteúdo e aplicativos como Google e Facebook, também vai sendo gerada uma certa homogeneização, o que dá uma falsa impressão de espaço mais democrático. Tenho estado um pouco cético quanto a isso”, diz Blotta.

Nessa realidade que, para muitos, não permite que se veja luz no fim do túnel, a evolução para um cenário mais favorável à cidadania pode ser possível, mas com avanços lentos e pontuais. “Em termos de estrutura dos meios e de regras de concessão, sou um pouco cético quanto às perspectivas. Acho que são pequenas reformas que podem talvez levar a uma melhora, mais do que um grande marco geral de comunicações, que acho muito difícil de ser aprovado”, diz Blotta. "O Marco Civil da Internet precisa ser protegido."
(Rede Brasil Atual)

Turismo de vergonhas


Com todo respeito aos técnicos da área de turismo da UFPa, mas transformar o estádio Mangueirão em atração turística é levar às raias do absurdo a teoria do Coliseu romano. No caso do nosso estadio estadual, não são os séculos que o mantém em escombros, mas o desleixo administrativo que o torna uma imagem do passado, apesar de sua pouca idade.

Se suas linhas arquitetônicas são inovadoras, se foi uma construção que engrandece a área técnica de nosso estado, tudo isso, de fato, deve ser reconhecido. Ocorre que isso tende a despertar apenas a admiração de quem é da área, em uma eventual visitação. Todavia, para quem apenas visita um estádio porque aprecia esse tipo de monumento, certamente notará predominantemente o desleixo oficial.

Ressalte-se a indelével contribuição do atual alcaide belenense à descaracterização, talvez, deformação de nosso estádio ao inventar um terminal de ônibus em sua área de entrada, o que faz do nosso abandonado Mangueirão tudo, menos atração turística. Uma pena.



sexta-feira, 29 de abril de 2016

O alto preço que o presente agrilhoado ao passado cobra do futuro



A segunda morte das Diretas Já. O arranjo social do atraso preconiza uma sociedade submissa ao rentismo

Os deputados brasileiros se esmeraram em oferecer a seus compatriotas um espetáculo degradante na votação do impeachment. No subsolo da pobreza de ideais e ideias corria o esgoto da hipocrisia. Papai, mamãe, filhinhos, ói eu aqui com a graça de Deus. O PMDBpuxou a fila, liderado pelo vice-presidente da República,Michel Temer.

Pois o PMDB, vale lembrar, nasceu das entranhas do MDB de Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Tancredo Neves, Mário Covas. Numa peculiar reviravolta genética, nada sobrou da honrada bravura dos grandes homens no DNA dos pigmeus que hoje controlam o partido. Os nanicos não se envergonham de usurpar a memória de Ulysses ao manter o seu nome na Fundação que deveria abastecer o partido de debates e ideias. Fundação Ulysses Guimarães, um deboche à memória de um grande liberal-democrata brasileiro.

Em um domingo paulistano, logo após a derrota das eleições diretas, Ulysses reuniu mais uma vez em sua casa os que estiveram com ele no combate persistente contra a ditadura. Vou invocar aqui o testemunho dos meus amigos João Manuel Cardoso de Mello, Luciano Coutinho e José Gregori. Não me recordo da presença de Fernando Henrique.

Ulysses levantou-se e respondeu aos que imaginavam convencê-lo das conveniências da disputa no Colégio Eleitoral. Dentre tantas guardei as frases que provocaram lágrimas em sua mulher, Dona Mora, sentada num sofá mais distante da pequena aglomeração de companheiros de seu marido. “Para o Colégio Eleitoral eu não vou. Seria uma facada nas costas do povo que se mobilizou nas praças e nas ruas para participar dos comícios pelas Diretas Já. Digo a vocês, a conquista da democracia não será completa sem a manifestação da vontade popular.”

A campanha popular das Diretas foi derrotada com a cumplicidade de muitos que estavam na oposição, mas temiam a “radicalidade” de um governo eleito pelo povo. Por isso, os náufragos do regime militar conseguiram chegar até a praia, acolhidos pelo bote salva-vidas capitaneado pela turma do deixa-disso.Apesar da campanha pelas Diretas ter conseguido forte mobilização popular, não foi capaz de vencer as casamatas do poder real que, desde sempre, comandam a política brasileira. Essa turma não tem o hábito de dar refresco ao inimigo. Em suas fileiras abrigam-se os liberais que vivem dos favores do Estado, as burocracias supostamente meritocráticas que mal toleram a soberania popular. Ademocracia do patriciado e de seus acólitos estabelece limites para as liberdades e respeito aos princípios jurídicos. Eles devem ser respeitados se o povaréu não botar as manguinhas de fora.Às vésperas das tentativas do segundo assassinato da soberania popular, não posso negar ao improvável leitor as palavras de Ulysses Guimarães na sessão de promulgação da Carta Magna: “A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram. Foi a sociedade, mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já, que, pela transição e pela mudança, derrotou o Estado usurpador. Termino com as palavras com que comecei esta fala: a Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança. Que a promulgação seja nosso grito: Mudar para vencer! Muda, Brasil!”

Há quem diga que o Brasil, ao promulgar a Constituição de 1988, entrou tardia e timidamente no clube dos países que apostaram na ampliação dos direitos e deveres da cidadania moderna. Submetidos ao longo de mais de quatro séculos à dialética do obscurecimento que regia as relações de poder numa sociedade marcada pelo vezo colonial-escravocrata e, depois da Independência, pelo coronelato primário-exportador, os brasileiros subalternos deram na Constituinte passos importantes para alcançar os direitos do indivíduo moderno.

A democracia contemporânea, seus direitos e contradições são conquistas muito recentes. Digo contradições porque, no apogeu do liberalismo, o sufrágio universal era apenas uma aspiração das mulheres e dos não proprietários. O direito de votar foi alcançado por todos com muita luta e sacrifício entre o fim do século XIX e o começo do século XX.Ah, a “democracia”! Essa palavra circula nas rodas nada circunspectas dos Senhores da Terra Brasilis com a desfaçatez que os perpetua no privilégio e no exercício da demofobia. Ocorreu-me relembrar que a vitória na Constituinte não conseguiu eliminar as consequências da derrota na campanha pelasDiretas. O arranjo social do atraso preconiza uma sociedade submissa ao rentismo, refém da estagnação, prisioneira da defesa da riqueza estéril alimentada pelo fluxos de “hot dollars”. Imobilizados nos pântanos do parasitismo, os bacanas e sabichões acovardam-se diante dos azares da incerteza, avessos aos riscos de construção da nova riqueza.

Aí está desvelado, em sua perversidade essencial, o “segredo” das reivindicações antissociais dos vassalos do enriquecimento sem esforço cevado por taxas de juros absurdas. Clamam pelo aumento do desemprego e proclamam a necessidade de mais “sacrifícios”. Quem viveu 73 anos a ouvir essa patuscada dos que sonegam impostos, fogem para os paraísos fiscais e se orgulham de resolver tudo com dinheiro, sabe que o sacrifício vai ser extirpado daqueles que sempre “pagaram o pato”. Este é o alto preço que o presente agrilhoado ao passado cobra do futuro.
(Luís Gonzaga Beluzzo- Carta Capital/ via Pragmatismo Político)

Dilma prorroga contratos e garante Mais Médicos por 3 anos

Dilma prorroga contratos e garante Mais Médicos por 3 anos
Brasília - DF, 29/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de anúncio da prorrogação da permanência dos médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros no Programa Mais Médicos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O programa Mais Médicos está garantido por mais três anos. Nesta sexta-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff assinou uma Medida Provisória que prorroga por mais três anos a permanência de profissionais brasileiros formados no exterior e de médicos estrangeiros no Programa.

Com isso, os mais sete mil médicos que deixariam o programa até o final de agosto poderão continuar atuando. Até o final do ano, outros 5.961 profissionais também precisariam se afastar.“Essa Medida Provisória representa a continuidade do Mais Médicos. Agimos preventivamente para que a saúde do nosso povo continue recebendo a atenção necessária”, declarou a presidenta.

“Essa autorização, que eu chamo de Mais Médicos.2, vai beneficiar a população imediatamente, porque nós, com essa medida, estamos de olho nos interesses da população. Se 71% do total dos médicos que garantem hoje a atenção à saúde de cidadãs e cidadãos em todos os cantos do País precisariam ser substituídos até o final do ano, nada mais justo do que fazer uma Medida Provisória que garanta esse atendimento”, explicou.

Dilma afirmou que, enquanto alguns a acusam de ampliar os gastos sociais, ela responde dizendo sentir orgulho “por estar cumprindo um papel de ampliação dos gastos sociais que, aliás, é obrigação do presidente eleito pelo voto direto e secreto da população, um compromisso com o povo”.

Em tom firme, a presidenta destacou que qualquer um que propõe fazer ajuste fiscal diminuindo as despesas com a saúde da população está propondo grande retrocesso e indo na contramão dos interesses da população.“Muito pior ainda é ousar eliminar a vinculação obrigatória constitucional dos gastos na área de saúde, prevista na emenda 29 da Constituição. Além de rasgar nossa lei maior, fere os direitos básicos do povo brasileiro”, apontou. O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que lidera o processo de impeachment de Dilma, pretende acabar com as vinculações constitucionais para os gastos em saúde.

População satisfeita com Mais Médicos

Para Dilma, o saldo do programa é positivo e sua importância está expressa na melhoria da saúde do povo brasileiro e na garantia da atenção básica a essa população. “Hoje, são 63 milhões de pessoas cobertas pelo programa, atendidas por 18 mil médicos em atividade”, comemorou.

A satisfação da população quanto ao atendimento também foi ressaltada pela presidenta. Na avaliação da petista, o Mais Médicos vai se transformando em uma política de Estado, “um desdobramento do SUS”.A presidenta lembrou que o intuito inicial do Mais Médicos era o de enfrentar a insuficiência de médicos no Brasil, problema histórico no País. Antes do programa, a média brasileira era de 1,8 médicos por mil habitantes, taxa abaixo dos vizinhos nossos Argentina e Uruguai.

Os poucos médicos no Brasil estavam também mal distribuídos, afirmou Dilma, “mostrando que a desigualdade regional também atuava forte sobre a questão do acesso à saúde, além da desigualdade social”.

“Precisamos de mais profissionais médicos e que nossa imensa população seja atendida. E isso para nós é algo pelo qual vale a pena lutar”, enfatizou.

Dilma agradeceu aos médicos cubanos, “aqueles que vieram na primeira hora nos ajudar aqui no Brasil”. A presidenta ainda fez um agradecimento especial ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha que, segundo Dilma, participou “do grande esforço” que foi implantar o Mais Médicos em 2013.

Mais Médicos
Criado em 2013, o Mais Médicos ampliou à assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Somando com os Residentes em Medicina de Família e Comunidade, esse número chega a 65 milhões de brasileiros beneficiados.Além do provimento emergencial de médicos, a iniciativa prevê ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica no país. No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São mais de R$ 5 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica para formação de especialistas com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. Destas, já foram autorizadas 5.849 vagas de graduação e 7.782 vagas de residência.
(Agência PT de Notícias)