terça-feira, 30 de setembro de 2014

ROBARU ASANTA


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Auditoria revelou que a instituição tinha, até o final do ano passado, uma dívida de R$ 433,5 milhões - em 2009, déficit era de R$ 146,1 milhões; “A instituição encontra-se em situação extremamente drástica, com indícios de falhas graves de gestão e evidente deterioração financeira”, diz relatório feito por uma comissão formada por representantes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil/ via 247 - Uma auditoria feita na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e divulgada ontem (29), em São Paulo, revelou que a instituição tinha, até o final do ano passado, uma dívida de R$ 433,5 milhões. Em 2009, a dívida era R$ 146,1 milhões. Já o prejuízo da instituição passou de R$ 12,8 milhões em 2009 para R$ 167,9 milhões em 2013.

Segundo o relatório feito por uma comissão técnica formada por representantes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Ministério da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Conselho Estadual de Saúde, se a Santa Casa fosse uma empresa, “estaria à beira da falência”. “A instituição encontra-se em situação extremamente drástica, com indícios de falhas graves de gestão e evidente deterioração financeira”, diz o documento.

O relatório apontou que o patrimônio líquido da Santa Casa de São Paulo, que corresponde ao capital disponível com exceção dos imóveis, despencou 98,5% no período analisado.

Em julho deste ano, a Santa Casa, que é o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina, fechou o pronto-socorro e suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, o que afetou em torno de 6 mil pessoas. Um dia depois de ter anunciado o fechamento, a Santa Casa reabriu o seu pronto-socorro e retomou os atendimentos.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Santa Casa não foi encontrada para comentar sobre o resultado da auditoria.

Verde de raiva, incrível Hulk volta atrás na manifestação de apoio à candidatura de Marina


Foi um dia engraçado.

Marina abriu sua campanha nesta segunda-feira ostentando o apoio do ator norte-americano Mark Rufallo, famoso por interpretar o Incrível Hulk, um filme do qual sou fã.

Ele defende Marina em inglês californiano.

Entretanto, horas depois, Ruffalo, alertado por seus amigos da furada em que tinha se metido, apoiando uma neoliberal de intenções obscuras, alianças reacionárias, e que recuou no apoio ao casamento gay, divulga um comunicado voltando atrás.

Ruffalo NÃO vota nem apoia nem chancela Marina Silva.

Em linguagem política contemporânea, poderíamos dizer que Ruffalo “marinou”.

Só que a gente o perdoa, porque ele não tem pretensão de ser presidente da república de um país com 201 milhões de habitantes.

O ator foi enganado, assim como milhões de brasileiros, achando que Marina era progressista.

Não é.

Marina é a direita de Pastor Malafaia, Marcos Feliciano e Paulo Bornhausen.

Marina é o Itaú.

Tradução do texto de Ruffalo:

Olá a todos,

Chegou ao meu conhecimento que Marina Silva, candidata a presidente do Brasil, seria contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela. Como vocês sabem , eu luto pelo casamento igualitário no meu país e encaro isso como um reflexo da qualidade do candidato. Eu não sabia que esse era o posicionamento dela quando fiz o vídeo apoiando sua candidatura. Eu tinha visto apenas o debate em que Marina falava que apoiava o casamento gay e só soube posteriormente que seu partido retirou seu apoio à causa. Eu não posso, com consciência, apoiar uma candidata que tenha uma visão de extrema direita em assuntos como o casamento gay e direitos reprodutivos, mesmo se essa candidata está disposta a fazer a coisa certa na causa ambiental.

Eu não sou expert em política brasileira, mas eu posso dizer que os direitos das mulheres, os direitos LGBTQ+ e os direitos ambientais são todos parte de um tipo de visão de mundo com o qual eu me identifico. Ter uma visão de mundo que não inclui essas três posições torna impossível que eu endosse qualquer candidato.

Eu tenho de me desculpar por não ter feito um trabalho melhor ao embasar minha decisão [de apoiar Marina]. Eu peço desculpas se decepcionei alguém ou se fiz alguém pensar que fiz vista grossa para esses assuntos, pelos quais eu sempre lutei.

Nesse momento, seria bom saber, definitivamente, como a candidata Silva se posiciona com relação a esses assuntos, sem termos incertos. A questão está um pouco obscura e incerta atualmente. Até lá, baseado no que pude apreender de algumas postagens aqui, e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio. Eu solicito à campanha de Marina que não utilize meu vídeo de apoio até que eles afirmam seu apoio ao casamento gay e aos direitos reprodutivos das mulheres, ou que deixem claro seu posicionamento sobre esses assuntos. Sem isso, meu apoio é nulo e vazio.

Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter tido melhor conhecimento de suas políticas e por haver criado essa inconveniência. Eu fiquei desapontado ao ver seu apoio ao casamento gay ser retirado por seu partido no dia seguinte ao discurso de apoio. Eu peço que levem meus votos em boa fé.

Sinceramente,
Mark Ruffalo”
(Miguel do Rosário)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aluno do 5º ano faz “protesto” contra racismo em prova de escola em Nova Iguaçu

“Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

(Geledés/Forum)

Mantega anuncia incentivos para indústria exportadora

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje (29), após reunião com empresários e representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade, medidas para dinamizar as exportações brasileiras. Ele classificou a agenda como complexa e urgente, e disse que as medidas beneficiam principalmente o setor de manufaturados, muito atingido pela crise econômica internacional de 2008.

“O mercado consumidor de manufaturados se contraiu e isso fez com que houvesse uma disputa entre mercados menores, que crescem pouco. Este ano a expansão do comércio está entre 3% a 3,5%, enquanto vinha crescendo a 10%, 12%. Então falta mercado para todos os países que querem exportar. Isto levou a uma concorrência violenta e predatória, e tem dificultado nossas exportações”, disse.

Entre as medidas destacadas para criar um ambiente de competitividade para o País estão uma política cambial que não permita valorização do câmbio, o que vem sendo feito, segundo o ministro, e políticas industriais que aumentem a produtividade do setor. “Mas o que tratamos aqui especificamente foi o Reintegra, que é um crédito fiscal dado às empresas e fixado em 3% do faturamento com as exportações. Ampliamos para que comece porcentagem e não os 0,3% como tínhamos fixado anteriormente”.

Mantega reforçou que o governo tem agilizado procedimentos burocráticos de exportação e importação, desonerando produtos importados que viram insumo para futuras exportações. “Nós simplificamos as regras, diminuímos a burocracia com nota fiscal eletrônica, de modo que diminuem as guias que serão utilizadas e criando corredores de exportação automáticos, com a certificação da empresa importadora, de modo que ela fica autorizada a ter um fluxo normal de exportação. Com isso agiliza muito”, explicou Mantega.

Além disso, os empresários e o ministro discutiram a formação de uma comissão com o Ministério do Trabalho, para examinar questões que possam ser resolvidas mais rapidamente e uma comissão para analisar as questões tributárias. Mantega disse que “existem contenciosos na tributação de empresas que têm dificuldades ou litígios. Então criamos uma comissão para dirimir as dúvidas e aperfeiçoar a legislação de modo que elimine a possibilidade de ter contenciosos”.

O ministro explicou que os impactos fiscais das desonerações serão sentidos pelo governo no ano que vem, e que a expectativa é que o impacto não seja tão grande, porque o governo trabalha com a hipótese de que a economia vai crescer mais do que este ano, e que também haverá melhoria da economia mundial. “Deveremos ter um pouco mais de comércio exterior, de acordo com nossas previsões. Esperamos que mercado interno cresça mais do que este ano, que ficou parado por falta de crédito. A indústria produz para as duas frentes e, se tiver mais lucro, significa que vamos ter recomposição da arrecadação. A renúncia fiscal em um ano é de R$ 6 bilhões”, previu o ministro.

(Agência PT)

Dilma a 4 pontos do 1°. turno!


Na pesquisa CNT/MDA divulgada agora há pouco, Dilma Rousseff subiu para 40,4% das intenções de voto, 4,4 pontos a mais que no levantamento divulgado na semana passada. Marina Silva teria com 25,2%, com redução de 2,2 pontos em relação à pesquisa anterior. Aécio Neves (PSDB) aproximou-se de Marina, com 19,8% e aumento de 2,2 pontos.

No segundo turno, onde Masrina e Dilma apareciam empatadas tecnicamente na pesquisa anterior (42% para Dilma, 41% para Marina) a diferença agora é de nove pontos: Dilma tem 47,7% das intenções de voto, enquanto Marina aparece com 38,7%.

Numa escolha entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, ela tem a preferência de 49,1% dos eleitores e o tucano aparece com 36,8%. E quando se simula a disputa de segundo turno entre Marina e Aécio, ela tem 41,1% das intenções de voto, contra 36% do candidato do PSDB.

Em uma semana, a avaliação positiva do governo cresceu para 41%, fração dos dos entrevistados o consideram ótimo ou bom. Antes, o índice estava em 37,4%. A avaliação negativa (ruim/péssimo) passou de 25,1%, do levantamento anterior, para 23,5% no divulgado nesta segunda-feira. A aprovação do desempenho pessoal de Dilma Rousseff também cresceu e chegou a 55,6%. Os eleitores que a desaprovam caíram de 43,8% para 40,1%.

A rejeição de Marina Silva ultrapassou a de Dilma Rousseff. Agora, a candidata do PSB, em quem 38,7 % não votariam de jeito nenhum tem a rejeição de 42,5%. Já Dilma, que era rejeitada por 43,9% agora tem um índice de 41,1%.

Reparem: o intervalo entre as duas pesquisas foi de uma semana. O mesmo intervalo que temos até a eleição.
(Tijolaço/Conversa Afiada)

Brasil tem inflação menor do que maioria dos países em desenvolvimento

A inflação está em baixa, inclusive, na pauta eleitoral da oposição partidária e midiática. Parece não sensibilizar mais a maioria do eleitorado que a enxerga estável e vê seu poder aquisitivo aumentado nos últimos anos, com ganhos reais nos salários.

Mesmo assim, candidatos da oposição ainda citam a inflação como alvo de críticas. No debate entre presidenciáveis na TV Record na noite de domingo (28), Aécio Neves (PSDB), em suas considerações finais, falou em “apresentar uma proposta ao país que permita que a inflação volte a ser controlada”. Pastor Everaldo (PSC), que tem feito “tabelinha” com o tucano nos debates, focou mais tempo nessa pauta. Acontece que o assunto se tornou secundário, tanto no debate quanto na campanha.

Será que haveria fundamento nas críticas ou um alarmismo foi desencadeado pela imprensa oposicionista para abastecer os candidatos da oposição, desde o aumento momentâneo do tomate no ano de 2013? Ou será que o mercado financeiro bate nesta tecla para fazer pressão por juros mais altos e para colocar a raposa tomando conta do galinheiro, capturando o Banco Central para o sistema financeiro privado?

Do ponto de vista da economia interna do Brasil, a inflação vem sendo mantida controlada dentro da meta estabelecida, sempre dentro da faixa perseguida até 6,5% ao ano. Considerando os desafios de manter e criar empregos em um ambiente de crise internacional, faz sentido para qualquer governo responsável com o bem-estar social equilibrar a criação de empregos com o limite tolerável de inflação, em vez de forçar a taxa cair para o centro da meta (4,5%) ao custo de maior desemprego.

Mais curioso é jornalistas de economia, como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, que sempre comparam a outros países quando há números desfavoráveis ao Brasil, ignorarem completamente o que se passa no mundo na hora de falar sobre inflação.

Entre as grandes potências mundiais em desenvolvimento composta pelos Brics, só a China, com 2,3%, está melhor do que o Brasil no quesito inflação. A Rússia está com uma taxa de 7,6% ao ano. A Índia, 7,8%. A África do Sul, 6,4%. Mesmo a China que adota a política econômica de “um país, dois sistemas”, tem em uma inflação de 6,07% em Macau e 3,9% em Hong Kong.

Entre outros países em desenvolvimento do G-20, os maiores também administram uma inflação maior do que o desejável nas épocas de fartura. Nigéria tem hoje uma taxa de 8,5%; Egito, 11,49%; Indonésia, 3,99%; Irã, 14,60%; Paquistão, 6,99%; Turquia, 9,54%; México, 4,15%; Chile, 4,5%, e Argentina, 10,9%.

Entre as grandes economias, quem está com inflação realmente baixa no mundo, salvo exceções, é quem adotou políticas recessivas e enfrenta alto desemprego, como a Europa e Estados Unidos. Até o Japão tem uma inflação alta para seus padrões (3,3%). A Europa já quer desesperadamente elevar a inflação, que está abaixo da meta, para aquecer a economia.

Praticamente todos os países cujo povo menos sofre as consequências da crise estão com inflação um pouco acima do que seria normal em outras circunstâncias mais favoráveis. Por isso, é falsa como uma nota de R$ 3 a ideia de que estejam com inflação descontrolada. O que há é um equilíbrio entre medidas de controle da inflação e, ao mesmo tempo, preservação de empregos. As propostas da oposição estão em linha com a ruptura desse equilíbrio, sacrificando empregos, salários e aposentadorias, para agradar ao apetite insaciável do mercado financeiro.

(Blog da Helena)

CLIPE “EDUARDO, O JORGE” FOI PRODUZIDO POR TUCANO PARA ROUBAR VOTOS DE MARINA


Está fazendo sucesso na internet o clipe chamado “Eduardo, o Jorge”, com um reggaezinho baseado em “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin. Até agora, já foi visto por mais de 345 mil usuários do youtube e está bombando nas redes sociais.

O clipe começa com um discurso do candidato do PV, Eduardo Jorge, em defesa da legalização da maconha no debate da Band: “A medida que tem mais influência na diminuição da criminalidade é a legalização com regulação das drogas psicoativas ilícitas, porque é daí que sai o financiamento dos exércitos criminosos, para dominar penitenciárias, para corromper polícia e para fazer o sofrimento dos brasileiros”.

Logo depois, começa a música com a imagem ao fundo de um fósforo acendendo um cigarro de maconha. Uma voz feminina canta: “Eu já to cansado dessa onda quadrada, a Dilma ninguém não traga mesmo estando bolada, Eduardo… o Jorge”.

A partir daí, a letra da canção mostra imagens oficiais da campanha de Eduardo Jorge, com o logo do partido e o número. Assim, constrói a narrativa de uma propaganda oficial, mas com um tom diferente dos filmes do PV no horário político. No entanto, o clipe não está disponível na página da campanha.

Seria um vídeo da campanha para o público da internet?

O Blog Escrevinhador entrou em contato com a assessoria do candidato Eduardo Jorge, que declarou que, de fato, não se trata de um material oficial da campanha, que feito de forma espontânea. O produtor do vídeo, segundo a assessoria, não presta serviços para o partido.


No facebook, o perfil de Eduardo Jorge divulgou o vídeo da seguinte forma: “Nossa campanha não é financiada por empresas, apenas pessoas físicas. Nessa caminhada ganhamos até jingle e clip de doação. Acredito que muitos de vocês já assistiram, mas como ainda não tinha sido divulgado no facebook fica aqui nosso agradecimento”.


Quem seria o apoiador da campanha de Eduardo Jorge que produziu o vídeo, que tem uma edição profissional de imagem e de som?

O clipe está pendurado no canal do youtube de Pedro Guadalupe. A descrição do vídeo informa que a produção é da empresa Satis Marketing Digital e a direção é do próprio dono do canal.

O mais interessante é que Guadalupe, especialista em redes sociais, mora em Minas Gerais e presta serviços para o PSDB. Embora não seja formalmente vinculado à campanha, é próximo do candidato à presidência do partido, Aécio Neves.

Meses atrás, Guadalupe tentou cooptar para a campanha tucana Jeferson Monteiro, dono do perfil Dilma Bolada nas redes sociais. Monteiro deu trela para Guadalupe e depois divulgou na imprensa a oferta que recebera.

Por que o assessor de redes sociais do PSDB produziu e divulgou um vídeo para Eduardo Jorge?

O desespero bateu nos tucanos. A possibilidade do PSDB ficar fora do 2º turno da campanha presidencial pela primeira vez nos últimos 20 anos acendeu o sinal vermelho.

Assim, a tática da campanha tucana tem dois sentidos: conquistar votos para Aécio Neves, mas também tirar votos de Marina Silva, criando condições para passagem para o 2º turno.

Por isso, o clipe produzido por Guadalupe usa Eduardo Jorge como um instrumento em disputa nas redes sociais para tirar votos de uma parcela da juventude que tende a votar em Marina Silva.

Essa juventude dificilmente votaria em Aécio Neves, mas pode migrar para um candidato com um discurso próximo de Marina Silva, que pauta a defesa do meio ambiente e da legalização das drogas, critica a “polarização PT e PSDB” e não se coloca como direita ou esquerda.

Com isso, o especialista em redes sociais ligado ao PSDB, que sabe os limites do candidato tucano, escolheu Eduardo Jorge como o candidato mais viável para tirar votos de Marina Silva a partir de um trabalho nas redes sociais.

Então, é importante ficar esperto com os interesses que estão por trás das peças que circulam nas redes sociais, que podem parecer uma manifestação inocente política, mas esconde objetivos que não são desvelam à primeira vista.
(Igor Felippe, no Escrevinhador)

E o sequestro virou traque


E o sequestro ocorrido no hotel Saint Peters, em Brasília, à base de explosivos, virou peido em estúdio dado pelo pastor Everaldo. A arma era de brinquedo, provavelmente a carga de explosivos amarrada na cintura do funcionário do hotel também e o desejo de mudança política manifestado por esse guerrilheiro de araque não passou de delírio de um tolo.

Tudo leva a crer que esse acesso não passou de má digestão pós empanturramento do jornalixo produzido pelas gangues midiáticas que detém o monopólio da informação. Extradição de Cesare Battisti, aplicação da Lei da Ficha Limpa e mudança do panorama político do país dependem de decisões institucionais dos poderes constituídos, bem como do embate político que ora se trava, por sinal, respirando ares democráticos.

Portanto, que se coloque o episódio no seu devido lugar, evitando-se dar a ele um lugar que não merece. Brasília não é Columbine e nossa democracia, com todas as críticas que se possa fazer, permite a disputa política desde 1989, inclusive com a deposição de um dos eleitos sem consequências que provocassem qualquer ruptura no processo. Felizmente, já ficou pra trás o episódio do sequestro de Abilio Diniz e as camisas do PT colocadas nos sequestradores. Que venham as eleições!

Pornochanchada liberal

Virou jornalixo

Nesse episódio de remarcar o domingo pro sábado a fim de burlar ordem judicial, O Liberal comportou-se como uma personagem da atriz Meire Vieira em uma pornochanchada da década de 1970. Era uma mulher muito austera, muito exigente que vivia dando lições de moral nas pessoas.

Um dia participando de uma festinha familiar em um apartamento de seu prédio, eis que é flagrada em atos libidinosos com um outro convidado no banheiro do apartamento. Alvo de comentários mais maldosos, justamente por ser quem era, resolveu retirar-se espinafrando todo mundo, coisas do gênero essa festa é chinfrin demais para uma pessoa da minha classe. Pra fechar com chave de ouro o vexame, a ex-respeitável, que não havia sequer recomposto o traje, ainda estava vestida só com a parte mais íntima, depara-se na do elevador com o olhar de um senhor estarrecido e sapeca em sua cara, "Por que o senhor me olha desse jeito? Vire a cara pra lá, sou uma senhora de respeito!"

Humhum, pois sim. Nem mil editoriais serão capazes de fazer a população paraense acreditar que o episódio do sábado último não é decorrente da promiscuidade nem tão discreta assim, como pensam os libertinos que a praticam. Até pra ser trouxa a ponto de achar que seus atos pessoais são compartilhados há limite.

Nesse sentido, o melhor que o jornal faria era responder com o silêncio os comentários a respeito do flagrante de sacanagem que sofreu. Lamentavelmente, pra eles, do Liberal, dessa vez não foi apenas uma criança que teve a ousadia de sentenciar que aquela nudez não era figurino, coisa nenhuma, mas, a imagem da vil depravação que acusa primeiro pensando esconder-se em uma história jornalística edificante, por sinal, mais em suas mentes do que no coração do povo paraense. Deu no que deu. Paciência!

domingo, 28 de setembro de 2014

Mesmo com desonerações, arrecadação bate recorde em agosto

A arrecadação de tributos federais bateu recorde em agosto, totalizando R$ 94,378 bilhões, o que representa uma alta real de 5,54% em relação a agosto de 2013. O avanço foi impulsionado pelo programa de renegociação de dívidas dos contribuintes (Refis) e pela maior formalização do mercado de trabalho. Além disso, as desonerações na folha de pagamento e em artigos como cesta básica e álcool reduziram a arrecadação federal.

O Refis arrecadou R$ 7,130 bilhões com o pagamento da primeira parcela em agosto. Os números representam valores reais, isto é, já descontada a inflação oficial do período, e foram divulgados nesta terça-feira (23), pela Receita Federal.

Outra contribuição positiva veio da receita previdenciária, que cresceu neste ano. Por causa da formalização do mercado de trabalho, as contribuições previdenciárias acumulam alta real de 1,89%.

As desonerações e reduções de tributos fizeram com que o governo deixasse de arrecadar R$ 67,199 bilhões de janeiro a agosto deste ano. O valor é 36,9% maior que o concedido no mesmo período do ano passado, quando somou R$ 49,100 bilhões. O objetivo foi estimular o crescimento de vários setores produtivos.

Os principais fatores que aumentaram a renúncia fiscal foram a inclusão de setores na desoneração da folha de pagamento, a redução a zero dos tributos federais sobre a cesta básica e a desoneração de nafta e álcool. Apenas em agosto, as desonerações somaram R$ 8,387 bilhões, contra R$ 6,843 bilhões em igual mês de 2013. A desoneração da cesta básica retirou R$ 6,221 bilhões da arrecadação total.

(Agência PT)

O ÚLTIMO PERIGO A SER VENCIDO

A imprensa brasileira, como se sabe, jura imparcialidade até a morte.

Com exceção honrosa do Estadão, que sempre declara sua preferência pelo PSDB, os outros jornais agarram-se à lenda do apartidarismo com sofreguidão.

Os fatos, porém, sempre eles, desmentem diariamente a fantasia.

O caderno especial sobre eleições, da Folha de hoje, por exemplo, é integralmente voltado para atacar Dilma Rousseff.

E depois vem Marina de chororô contra “boatos” e “mentiras”.

Os “boatos” e “mentiras” da Folha são de alto nível profissional.

Jatinho fantasma? Aeroporto na fazenda do titio?

Nada disso importa mais.

Uma das principais colunistas políticas da Folha, Eliane Cantanhede, que anda desesperada há dias, hoje quase se desfaz em lágrimas de amargura diante da situação adversa enfrentada pela oposição.

“(…)e o medo vai vencendo a esperança.”

Medo vai vencendo a esperança?

Que esperança, Eliane?

A esperança de entregar as rédeas da economia em mãos de um punhado de banqueiros, especuladores internacionais, para não falar no Tio Sam?

A campanha deste ano, na verdade, está muito mais programática.

As pessoas estão discutindo economia, programas de governo, política, e não aborto, religião ou factoides da mídia.

Por isso, o desespero.

Daqui até as eleições, a mídia vai disparar uma bala de prata todo dia.

Factoide em cima de factoide.

Dois bandidos presos pela Polícia Federal de Dilma Rousseff agora são a única esperança da direita.

E a mídia faz isso enquanto simula um rostinho angelical e acusa as campanhas de “baixaria”.

Entretanto, há um perigo real ainda a ser vencido.

O último perigo.

Esse perigo se chama José Eduardo Cardoso, o ministro da Justiça.

Talvez pensando antes em sua nomeação para ministro do STF do que no interesse do próprio governo que representa, Cardoso aferra-se a um radicalismo republicano suicida.

Em plena campanha eleitoral, a Polícia Federal, a mesma que prendeu os dois bandidos, tornou-se a principal fonte da mídia.

É vazamento seletivo todo dia, só para Globo, Veja e Folha.

Ora, por que a Polícia Federal não vaza para os blogs o inquérito sobre a sonegação da Globo?

Por que a Polícia Federal não vaza o inquérito sobre os dois jatinhos (sim, são dois!) fantasmas de Marina Silva?

Por que a Polícia Federal não vaza inquéritos sobre o PSDB?
(Miguel do Rosário/Conversa Afiada)

Os bons e os maus

Para o leitor mais distraído, soou estranha a falta da costumeira observação moralista do escriba/mercenário de alcunha planaltina a respeito da ficha do candidato a deputado federal que mais arrecadou até aqui pra sua campanha.

Mas só para os incautos a dita omissão soa estranha. Afinal, o campeão é o socialista Ademir Andrade, um dos fieis escudeiros de Simão Jatene, daí ser proibido lembrar suas peripécias quando era presidente da CDP e de lá saiu algemado no rumo da cadeia. Com efeito, isso é tabu nas páginas liberais, assim como Lira Maia era honesto até o ano passado e frequentador assíduo do bibelot castrense Repórter70, que vivia a exaltar seus feitos políticos. Só depois que trocou de lado é que "descobriram" tratar-se de um recordista em responder ações por improbidade.

Amanhã, com o cinismo costumeiro, o mercenário em tela voltará a deitar sua falação moralista contra quem não reza pela cartilha lorótico/liberal. Enquanto isso, os "filhos do dinheirinho" dormem no esplêndido berço que essa lenga lenga criminosa  armou pra eles. Triste!

A semana da traíra

As carreatas ocorridas nesta manhã chamaram a atenção pelo, digamos, ecumenismo político de determinados participantes. Por exemplo, a candidata pemedebista Paula Titan estava representada com pelo menos cinco carros que traziam a bandeira de Simão Jatene junto com o adesivo da candidata; e, na carreata de Simão,  percebeu-se a presença de aliados que nitidamente professavam a crença no 'farinha pouca, meu pirão primeiro', ou seja, pra não comprar briga com ninguém ostentam propaganda individual que os preserve de atritos. São aqueles discípulos do ensinamento de Castor de Andrade, que dizia 'sou sempre do lado do governo, se o governo muda de lado o problema não é meu'.

Levando-se em conta que as pesquisas até aqui foram recebidas com a mesma (des)confiança de um financiamento obtido no Banpará, para a compra de terreno na lua, tudo em nota de R$3, entende-se o clima de vaca não reconhecer bezerro que caracteriza a atual eleição.

Nesta última semana antes da eleição, seguramente teremos novas e sensacionais revelações a respeito do "festival da traíra" que fará o cardápio de muita gente que sonha com mandato parlamentar. Resta saber se esse cardápio de um componente só alimentará seus comensais, provocará indigestão ou engasgará os mais afoitos. Credo!

sábado, 27 de setembro de 2014

Imprensa brasileira mentiu sobre guerra ao terrorismo


Na longa entrevista que deu aos blogueiros, na tarde desta sexta-feira, a presidenta Dilma fez uma observação que me deixou intrigado.

Ao acusar a imprensa de ter distorcido integralmente o seu discurso na ONU, ela explicou que não defendeu, obviamente, nenhum “diálogo” com nenhuma organização terrorista.

Em seu pronunciamento, Dilma disse o óbvio: mais bombardeios não resolverão nada.

Na entrevista, a presidenta alertou que a mídia brasileira divulgou uma mentira.

A mídia deu a entender que Dilma estava se posicionando contra a decisão do Conselho de Segurança da ONU, e que este havia aprovado ataques aéreos às bases do Isis, sigla do Estado Islâmico.

Mentira.

Os bombardeios americanos e europeus acontecem, mais uma vez, ao arrepio da lei internacional.

Dilma estava certa, e seu discurso foi infinitamente mais sensato que o de Obama.

O Conselho de Segurança da ONU não aprovou nenhum bombardeio ou invasão de espaço aéreo.

Ao contrário, o texto da resolução da ONU, aprovado no último dia 24, aponta a necessidade de se construir soluções não violentas para o crescente nível de terrorismo da região do Iraque e Síria.

O texto fala em endurecimento, aí sim, do combate ao financiamento ao terrorismo e ao livre trânsito de terroristas entre os países.

Mas sugere, claramente, que a prioridade deve ser dada às estratégias não-violentas.

Menciona a necessidade de investimento maciços em educação e cultura, para frear a influência da “retórica terrorista” junto às populações traumatizadas pela guerra.

Bombardeios matam inocentes, destróem infra-estrutura, produzem mais miséria e mais desespero.

E mais terroristas.

O Estado Islâmico nasceu das guerras no Iraque e na Síria.

Guerras idiotas conduzidas ou patrocinadas criminosamente pelos EUA.

Saddam Hussein podia ser um tarado, um déspota, um homem corrompido pelo poder. Mas o Iraque de seu tempo era um país laico, um dos únicos do oriente médio, onde as mulheres saíam às ruas livremente, sem rosto coberto, e podiam exercer funções públicas.

Antes das sanções, era o país mais próspero e mais livre da região.

E não tinha “armas de destruição em massa”.

Hoje se sabe que aquilo foi uma invenção do governo Bush, com a conivência criminosa da mídia americana.

Hoje a região foi tomada por uma religiosidade violentíssima, trevosa, atrasada. Milhões de mulheres estão sob o risco de amputação genital, por resolução do Estado Islâmico contra o prazer sexual da mulher.

É uma coisa de louco, criada pela guerra.

Não aceito e não aprovo o apoio que a imprensa americana dá ao belicismo do governo Obama.

Mas sei que a guerra é uma indústria bilionária, gera empregos e divisas para os EUA.

Para o Brasil, não.

Além de ser uma infâmia moral, a guerra, mesmo num lugar distante como o Iraque, fere os interesses econômicos do Brasil, porque exportamos para o oriente médio.

Faturamos bilhões de dólares exportando carnes, café, geladeiras, etc, para a região.

Dilma estava certa.

Não à guerra, não aos bombardeios.

O terrorismo tem de ser combatido por meios não-violentos.

O terrorismo foi criado pela estratégia de guerra, e tem crescido assustadoramente, para desespero de milhões de pessoas no mundo inteiro, sobretudo no oriente médio, e para o lucro da indústria de armas, americana e europeia.

(O Cafezinho)

Dilma anuncia 5 medidas para combater impunidade no Brasil


No início da noite desta sexta-feira (26), a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) concedeu uma coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada para anunciar um conjunto de propostas para o combate à impunidade.

O objetivo das medidas seria agilizar o processo de julgamento e garantir punições mais eficazes em casos de corrupção. “A impunidade é uma espécie de mal que protege e assegura que a corrupção e os crimes financeiros tenham prosseguimento porque as pessoas, ao se acharem impunes, têm mais incentivo a praticá-los”, afirmou.

Dilma colocou as propostas não como uma novidade, mas como parte de um trabalho que já vinha sendo feito durante o governo para coibir, entre outras ações, o desvio de dinheiro público. Ela citou como exemplos positivos o fortalecimento da Polícia Federal e da relação com o Ministério Público, a Lei da Ficha Limpa, a Lei de Acesso à Informação, o papel do Portal da Transparência e as investigações da Controladoria Geral da União.

Conforme divulgado aos jornalistas, os cinco pontos defendidos pela petista são:

- Modificação da legislação eleitoral para criação do crime de prática de “caixa dois”, punindo todos os que se utilizarem de tais procedimentos;

- Aprovação, por lei, de crime que puna com rigor agentes públicos que apresentem enriquecimento sem justificativa ou sem demonstração da origem dos ganhos patrimoniais;

- Criação de uma nova espécie de ação judicial – “ação civil pública de extinção de domínio” – que permita declarar a perda da propriedade ou da posse de bens adquiridos por atividades ilícitas, ou de bens sem comprovação de procedência lícita;

- Alteração da legislação processual para agilização do julgamento de processos judiciais que digam respeito a desvio de recursos públicos, respeitando o contraditório e o mais amplo direito de defesa;

- Criação de uma nova estrutura no poder judiciário, em especial junto aos tribunais superiores, que permita agilização e maior eficácia da investigação e dos processos contra agentes que possuem foros privilegiados.

Na ocasião, Dilma respondeu ainda sobre recentes provocações e acusações de Aécio Neves a respeito do PT. A presidenta disse que ele é quem deveria se explicar com relação ao aeroporto construído com dinheiro público em uma fazenda de seu tio. Questionada sobre a declaração de Marina Silva de que, se o Brasil crescer, faltará energia, a presidenta foi enfática. “Não é especialidade da dona Marina a questão da energia no Brasil. A candidata talvez não saiba o quanto nós ampliamos o fornecimento de energia nos meus 4 anos de governo”, rebateu, explicando que, na metade do tempo, fez o dobro das linhas de transmissão que foram instaladas nos 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso.

(Revista Forum)

Falso moralismo liberal, quem diria, acabou condenado por delinquência


Pelo visto, o "dinheirinho" anda sobrando lá pras bandas da 25 de Setembro. Como era de se esperar, o juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco, do TRE, proibiu a divulgação da tal pesquisa que levouou o arrogante matutino da família Maiorana a decretar que, no Pará, neste final de semana, excepcionalmente o domingo cairá no sábado.

Mesmo assim, como consequência do tresloucado gesto, o magistrado ainda arbitrou multa de R$1 milhão para cada veiculação da dita cuja(a pesquisa). Portanto, além da perda de faturamento pela não circulação do jornal no dia de maior vendagem, ainda há a multa a pagar porque a decisão do juiz é datada de ontem(26), podendo chegar a R$2 milhões, caso o juiz entenda que o Grupo Liberal desobedeceu sua decisão nos dias 27 e 28, conforme consta no cabeçalho de O Liberal.

Depois desse episódio deplorável, vejamos se terão ainda a cara de pau de manter a mesma linha editorial calcada no mais vulgar moralismo, bem como o mais notório mercenário/escrevinhador dessa cruzada de lupanar, aquele de alcunha planaltina, continuará a desfiar e condenar o que julga malfeitos alheios, enquanto na sua cara, contando com a sua decisiva cumplicidade, foram produzidos os dois maiores exemplos de banditismo eleitoreiro dessas eleições, de tamanha monta que certamente já é parte do acervo de patifarias das eleições no Pará. Triste!

Fim da festa


Com essa publicação/drible na justiça eleitoral, O Liberal acabou indo além daquilo que previa o extraordinário Luís Fernando Veríssimo quando previu que ia chegar o dia em que a única coisa crível em um jornal seria a data.

Hoje, o jornal da 25 de Setembro engana o eleitor, frauda o calendário e aplica um "171" na justiça. Sem contar o auto desmentido de toda a ética que clama... pros outros, embora isso tenha a mesma aceitação de uma nota de três reais. E no final melancólico dessa tragicomédia parece aparecer no fim do túnel a cara de pânico da derrota do patrocinador desse panfleto. Impressionante!

As notas dissonantes de um samba malafamado


Segundo alguns registros, o primeiro samba da história da música popular brasileira a ser gravado é "pelo Telefone", de autoria do compositor Almirante, "O chefe da polícia, pelo telefone, mandou avisar que na Carioca tem uma roleta para se jogar..."

Um século depois, a filha de Simão Lorota inaugura o estilo Almirante de administrar a coisa pública pelo telefone. Conforme declarou o extremado pai, ontem no debate entre os candidatos ao governo do Pará, na Record, ela apenas queria constituir um fundo de financiamento para o programa ProPaz. Deu com os burros nágua, como admitiu o próprio pai/governador e virou na boca do povo PRO/PINA. Credo!

MAR DE LAMA


Aqui no Pará, o PMDB protocolou ontem pedido de impugnação do registro de uma pesquisa do IBOPE, que deveria sair em O Liberal com data de amanhã, alegando que o instituto não apresentou ao TRE arquivo com detalhamento de bairros e municípios onde a pesquisa foi realizada.

Estranhamente, O Liberal antecipou-se à possibilidade da reclamação ser aceita pela justiça e circula hoje com data de sábado e domingo por "motivo de manutenção industrial no parque gráfico", obviamente estampando o resultado da pesquisa com Simão vencendo a eleição em primeiro turno.

No plano nacional, depois que o TSE concedeu ao PT direito de resposta em uma página inteira da revista Veja, a revista anuncia para hoje uma reportagem em que é "denunciado"  o recebimento de dinheiro do esquema que levou à prisão o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, pela campanha de Dilma Rousseff, em 2010.

É o Partido da Imprensa Golpista(PIG) levando às últimas consequências imagináveis da indecência a recomendação da ex-presidenta da Associação Nacional dos Jornais(ANJ), quando sugeriu que seus afiliados fizessem oposição ao atual governo, em razão dos partidos políticos que deveriam faze-lo encontrarem-se 'fraquinhos'. Esse é o verdadeiro MAR DE LAMA que afronta o povo brasileiro!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Marina perde fôlego nos maiores colégios eleitorais


As mais recentes pesquisas do Ibope sobre a corrida presidencial nos oito maiores Estados do Brasil, que concentram quase 70% do eleitorado nacional, trouxeram más notícias para a campanha de Marina Silva: a candidata do PSB caiu ou oscilou para baixo em todos eles.


São Paulo é o Estado em que a queda foi das mais expressivas: em duas semanas, a taxa de intenção de votos de Marina passou de 38% para 32%. Em números absolutos, é como se a candidata do PSB tivesse perdido 1,6 milhão de eleitores, ou 115 mil por dia - o cálculo leva em conta o tamanho do eleitorado paulista e a taxa de abstenção verificada há quatro anos.


Apesar do recuo, Marina ainda lidera no maior colégio eleitoral do País. A presidente Dilma Rousseff, provável adversária da candidata do PSB no segundo turno, ficou estagnada, com 25%, enquanto o terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), subiu quatro pontos porcentuais.


Na Bahia, quarto maior eleitorado, Marina tinha 28% das preferências há duas semanas - agora, a taxa passou para 23%. Lá, Dilma oscilou de 50% para 52% e ampliou a vantagem sobre a adversária de 22 para 29 pontos.


No Ceará, a queda de Marina foi de seis pontos (de 25% para 19%), mas o intervalo entre as pesquisas da série é maior: três semanas. No Estado, oitavo no ranking do eleitorado, Dilma têm 61% - um de seus três melhores desempenhos no País.


Há um equilíbrio entre as duas adversárias em Pernambuco, Estado onde Marina herdou a maior parte do eleitorado do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo em agosto, mas que também é um dos principais redutos do PT e terra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma semana, Dilma manteve os 39%, enquanto Marina oscilou para baixo, de 40% para 38%.


A candidata do PSB também perdeu pontos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Na última pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terça-feira, a candidata do PSB oscilou de 30% para 29% em uma semana.


Conjunto. A consolidação das pesquisas do Ibope em todas as 27 unidades da Federação resulta em uma amostra nacional de 30 mil entrevistas - que foram devidamente ponderadas de acordo com o tamanho do eleitorado de cada Estado e a respectiva taxa de abstenção na eleição de 2010. Essa amostra expandida aponta Dilma com 37%, Marina com 27% e Aécio com 17%.


Por essa projeção, a candidata do PT terminaria o primeiro turno com 43 milhões de votos, contra 32 milhões da concorrente do PSB e 20 milhões do tucano. Mas, como a evolução das intenções de voto têm mostrado, esses números devem mudar até o dia da eleição.


A pesquisa mais antiga entre as 27 unidades foi feita em 1.º de setembro, em Sergipe, e as nove mais recentes, na segunda e terça-feira passadas. Foram os casos das sondagens feitas justamente em alguns dos maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas, Rio, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará - além de Santa Catarina e Distrito Federal.


Projeções. A planilha permite fazer projeções para o 2.º turno. Se a disputa se confirmar entre Dilma e Marina, quem terá mais chances de ser eleita? Isso vai depender, basicamente, de dois fatores: a vantagem que uma colocar sobre a outra no 1.º turno e o quanto cada uma vai converter de votos de Aécio.


No cenário atual, com Dilma abrindo 11 milhões de votos sobre Marina em 5 de outubro, a candidata do PSB precisaria converter mais de 70% dos apoiadores do tucano em eleitores seus no 2.º turno e torcer para que a petista não transforme mais do que 15% de quem votou em Aécio em neodilmistas no turno final. É mais do que Marina conseguiria hoje.


Segundo a pesquisa nacional do Ibope divulgada na terça-feira, Marina está convertendo 51% dos eleitores tucanos em seus eleitores na simulação de segundo turno contra Dilma. Pior para ela, essa taxa vem caindo nas últimas semanas: chegou a ser de 66% no começo de setembro. Dez dos 15 pontos que Marina perdeu migraram para o contingente de quem pretende anular ou votar em branco, e o resto tornou-se indeciso.


Já a taxa de conversão de Dilma tem se mantido constante. Desde o fim de agosto, a presidente tem conseguido converter de 15% a 18% de quem prefere Aécio no 1.º turno em eleitores que votariam nela no turno final contra Marina. Ou seja: quanto maior for a vantagem que a presidente abrir sobre a rival em 5 de outubro, mais difícil será para Marina virar 21 dias depois.
(Os Amigos do Presidente Lula)

TSE concede direito de resposta ao PT na Veja


Ministros consideram que revista ofendeu a honra do partido, que terá uma página inteira com texto escrito em caixa alta para se defender

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou, nesta noite (25), procedente representação e concedeu direito de resposta à coligação Com a Força do Povo e ao Partido dos Trabalhadores (PT) em uma página na próxima edição da revista Veja, publicada pela Editora Abril. Os ministros entenderam que, na edição de 17 de setembro, a Veja ofendeu a honra do PT ao afirmar, sem comprovação na reportagem, que a legenda teria supostamente pago propina em dólares a um eventual chantagista para se calar e evitar um escândalo que poderia afetar a disputa eleitoral deste ano.

Ao examinar a representação, o Plenário do TSE julgou que a matéria “O PT sob Chantagem”, que recebeu a chamada de capa “O PT paga Chantagistas para Escapar do Escândalo da Petrobras”, extrapolou os limites da crítica ácida, ofendendo a imagem do partido. Em trecho da reportagem, a revista informou inclusive que os dólares fotografados e que compunham uma ilustração da matéria teriam sido parte dos utilizados para o pagamento da suposta propina.

“Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [a revista Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, considerou o relator, ministro Admar Gonzaga.

De acordo com o ministro, nesse contexto, “percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita”. Ele afirmou, portanto, que o direito de resposta era medida que se ajustava “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”.

Votos

Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, enfatizaram, em seus votos, que o Judiciário e a Justiça Eleitoral, em particular, são fiéis defensores das liberdades de expressão, de informação e da manifestação do pensamento, como pressupostos essenciais à democracia.

“Porém, o texto publicado desborda da simples manifestação, e contém afirmações peremptórias e ofensivas que ensejam o direito de resposta”, destacou a ministra Rosa Weber.

“Acho que é equivocado contrapor o direito de resposta ao direito de liberdade de expressão. Pelo contrário, o instituto jurídico do direito de expressão, tal como plasmado na Constituição, é composto também pelo direito de resposta. É assim que está estruturada a liberdade de expressão na nossa Constituição. Direito de resposta não significa punição, não significa uma limitação à liberdade de expressão”, sustentou o ministro Teori Zavascki.

Já o ministro Dias Toffoli ressaltou que direito de resposta não afeta a liberdade de expressão ou de manifestação. “Em razão da possibilidade do exercício do direito de resposta é que o Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) têm reiteradamente derrubado a censura”. “É em exercício que faz parte da liberdade de expressão, ele não exclui essa liberdade”, disse o ministro.
Ele salientou que a legislação eleitoral proíbe a manifestação favorável ou contrária a candidatos pelos meios de comunicação social concedidos (rádio e televisão). Já os meios de comunicação de caráter impresso, lembrou Toffoli, podem pela legislação apoiar ou rejeitar claramente candidato, dando suas razões, por meio, inclusive, de editorial.

“O que não é permitido é ir para a calúnia, é ir para algo que não se sabe até que ponto é ou não verdadeiro. E não há manifestação de comprovação desses fatos. De tal sorte, que realmente [a reportagem de Veja] transbordou para a ofensa” afirmou o ministro.

Outro pedido
Em outra representação, o Plenário julgou, por unanimidade, improcedente o pedido de direito de resposta feito pela coligação Com a Força do Povo, pela candidata Dilma Rousseff e o PT também contra a revista Veja.

No caso, o direito foi requisitado porque a revista veiculou matéria, também na edição do dia 17 de setembro deste ano, com o título de capa “A Fúria contra Marina: Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz agora o PT”.

De acordo com o voto do relator, ministro Admar Gonzaga, a matéria comenta as propagandas veiculadas no horário eleitoral gratuito, quando haveria ataque demasiado à candidata Marina Silva. No caso, segundo o ministro, “não houve o extrapolamento da liberdade de informação”.

(TSE/Revista Forum)

Os 'vira-casaca'


Aécio diz que Marina vira casaca. certíssimo. É imensa a lista de situações em que a 'Beata da Floresta' disse e depois desdisse. Mas ele não fica atrás. Lembram quando ele falou nas tais 'medidas impopulares' e a população brasileira respondeu, ah...tu és mesmo um privata de carteirinha? Nunca mais ele falou do assunto diretamente ,embora o estrago já tivesse sido feito.

Mais grave, reuniu um bocado de gente na Força Sindical e anunciou que iria acabar com o fator previdenciário, por sinal, criado por FHC para incluir um tempinho a mais de serviço na carreira das pessoas a fim de retirar dinheiro das aposentadorias. Festejado pelo anúncio, entrou em rota de colisão com a turma das 'medidas impopulares' que o cerca e recuou, deixando o 'seu' Inocentini, que apareceu saudando a medida e declarando voto em nele. Lembrando que, além de inocente, Inocentini é dirigente da seção de aposentados da Força e ficou em maus lençóis por conta do episódio.

Nesse caso, Aécio fez pior que Marina. Esta recua quando a repercussão popular a suas declarações vem acompanhada da decepção por significar mudança de rota de uma história política de décadas atirada na lata do lixo. Aécio, não. Recuou após anunciar uma medida que calou bem na população, que teve repercussão positiva na vida dos mais humildes. Quer dizer, por mais que peça pra deixar pra lá, certo é que, por ação ou omissão, não dá pra negar que ele também é candidato das medidas impopulares. Simples assim.


A cumplicidade do Ministro da Justiça como o crime eleitoral que campeia na PF


Escrevo da capital da República. Estou aqui desde a tarde de quinta-feira (25) para participar, nesta sexta, de evento a ser divulgado em breve. Devido a tais compromissos, divulgo, de forma sucinta, informação (não tão) surpreendente a que tive acesso aqui em Brasília.

Lula e Dilma Rousseff dizem que fortaleceram e deram condições de trabalho à Polícia Federal para investigar a qualquer um, “doa a quem doer”. Contudo, fizeram bem mais do que isso, como será demonstrado a seguir.

O Ministério da Justiça permite que funcione na Polícia Federal um conclave de agentes e delegados que, segundo as informações obtidas, tem pessoas com “grande influência” junto ao diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra, e que anuncia, abertamente, que pretende “tirar o PT do poder”.

Segundo a minha fonte, o recente “vazamento” de “convites” da PF a Lula para depor teria sido produto de ações desse grupo “antipetista” da Polícia Federal. Os agentes procuraram Folha de São Paulo e Estadão simultaneamente e passaram a “informação” de que “há 7 meses” tentam “ouvir” o ex-presidente.

Mas não é só. Esses policiais estão vasculhando a vida de expoentes do PT e desencadearam uma busca frenética por qualquer dossiê, por qualquer denúncia que possam usar no segundo turno para tentar impedir a reeleição de Dilma Rousseff.

A atuação desse grupo, inclusive, não é um segredo tão bem guardado. Minha fonte afirma que a campanha de Dilma sabe de sua existência, o ministro da Justiça sabe, o diretor-geral da PF sabe. E ninguém faz nada, apesar de ser ilegal uma instituição como essa ter grupos promovendo atuação político-ideológico-partidária.

O que não se sabe, o que não se compreende, o que é difícil de aceitar é que dinheiro público seja usado para financiar perseguições políticas por setores de uma Polícia que NÃO PODE – ou não deveria poder – usar critérios políticos ou ideológicos em seu trabalho.

O governo do PT dar liberdade a órgãos de controle, é compreensível e até desejável. Contudo, permitir aparelhamento político e ideológico da PF – e ainda contra o próprio governo e o partido do governo -, é absurdo. Esse fato precisa ser apurado. Já.

(Blog da Cidadania)

Porque 'Marina vai com as outras'


O BNDES é um dos principais instrumentos que o governo brasileiro dispõe para implementar sua política econômica. É o governo em exercício que escolhe as áreas prioritárias e as linhas de atuação do banco, que as executa por meio de um rigor técnico garantido por seu capacitado corpo funcional.

Para ficarmos em apenas dois exemplos: no governo Fernando Henrique Cardoso, o BNDES teve um papel fundamental nas privatizações e no governo Lula, respondendo à forte crise iniciada em 2008, expandiu o crédito à indústria e à infraestrutura.

É, portanto, absolutamente legítimo que o papel do BNDES seja debatido na campanha eleitoral. O próximo presidente terá a responsabilidade de manter ou modificar as prioridades do banco nos próximos anos, decisão que poderá afetar todo o financiamento ao setor produtivo brasileiro.

Mas esse necessário debate eleitoral seria mais proveitoso para o país se fosse lastreado por um correto diagnóstico por parte dos candidatos. Como corrigir rumos se não conseguimos entender a atual direção? Esse parece ser o caso da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva. Senão, vejamos.

Nesta quinta-feira (25), em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, a candidata disse que “o que enfraquece os bancos é pegar o dinheiro do BNDES e dar para meia dúzia de empresários falidos, uma parte deles, alguns deles que deram, enfim, um sumiço em bilhões de reais do nosso dinheiro”. O número de imprecisões só dessa frase é impressionante.

Em primeiro lugar, o BNDES não “dá” dinheiro a ninguém, ele empresta. Isso significa que o banco recebe de volta, corrigidos por juros, os seus financiamentos. Sua taxa de inadimplência é de 0,07% sobre o total da carteira de crédito, segundo o último balanço, sendo a mais baixa de todo o sistema bancário no Brasil, público e privado.

Isso nos leva a outra imprecisão da fala da candidata. A qual “sumiço” de recursos ela se refere se o BNDES recebe o dinheiro de volta e obtém lucros expressivos de suas operações? O lucro do primeiro semestre, de R$ 5,47 bilhões, foi o maior da história do banco.

Em relação aos empresários “falidos”, talvez a candidata, em um esforço de transformar em regra a exceção, esteja se referindo ao caso Eike Batista. Se isso for verdade, temos mais uma imprecisão: seja por causa de um eficiente sistema de garantias das operações, seja porque grupos sólidos assumiram algumas empresas, o BNDES não sofreu perdas frente aos problemas enfrentados pelo empresariado.

Por fim, nada mais falso do que dizer que o BNDES empresta para “meia dúzia”. No ano passado, o banco fez mais de 1 milhão de operações, sendo que 97% delas para micro, pequenas e médias empresas.

Embora o BNDES não tenha a capilaridade dos bancos de varejo, a instituição aumentou seus desembolsos para as pequenas empresas de cerca de 20% do total liberado na primeira década de 2000 para mais de 30% no ano passado. Se retirássemos as típicas áreas onde os pequenos não atuam (setor público, infraestrutura e comércio exterior), os financiamentos para os menores representariam 50% dos desembolsos do banco.

Das cem maiores empresas que atuam no Brasil, 93 mantém relação bancária com o BNDES. Entre as 500 maiores, 480 são seus clientes. Como sustentar que o BNDES escolhe “meia dúzia” se o banco apoia quase todas as empresas brasileiras dos mais variados setores de nossa economia?

A candidata Marina lembrou recentemente que uma mentira repetida diversas vezes não a transforma em verdade. Isso também vale para o papel que o BNDES vem desempenhando nos últimos anos.
(Fábio Kerche- Assessor da Presidência do BNDES/ via Conversa Afiada)

Rádio Liberal FM comete crime eleitoral nas barbas do TRE


O marginal Abner Luiz, funcionário público comissionado e lotado na SEEL, no horário que deveria ser de expediente naquela secretaria, usa o microfone da Rádio Liberal FM pra fazer campanha política pro PSDB. Não, ele não critica aqui e acolá o desempenho dos adversários de seus patrões, o que seria o exercício livre da expressão da cidadania. Passa o tempo todo do programa que apresenta, das 8hs às 9hs, recomendando o ouvinte a vota em acintoso desrespeito à legislação, coisa que parece fazer parte de sua formação pessoal.

A propósito, o indigitado delinquente é filho do radialista Luís Araujo, um dos mandantes do assassinato dos irmãos Novelino, ocorrido em Belém há poucos anos, tendo morrido quando cumpria pena. Pelo jeito, o banditismo passou de pai pra filho e o rebento maldito parece querer seguir o mesmo destino. Olho no celerado!

Marina, morena Marina você mentiu cinicamente


NOTA À IMPRENSA SOBRE A DECLARAÇÃO DE MARINA SILVA



Diante das declarações da candidata Marina Silva sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte ao Bom Dia Brasil (Rede Globo) desta quinta-feira (25/9), a Norte Energia S.A., empresa responsável pelo empreendimento, vem a público restabelecer a verdade dos fatos: nunca houve aditamento do valor do contrato de concessão de Belo Monte. O valor do projeto, cujo leilão ocorreu em 2010, permanece o mesmo, com a correção contratual pelo IPCA.

A Empresa superou, em agosto deste ano, o montante de R$ 1,9 bilhão investido em ações socioambientais que beneficiam as populações do entorno da Usina. Os recursos fazem parte de um total de R$ 3,7 bilhões (a preços de 2010) que serão aplicados em ações condicionantes e em outros benefícios previstos no Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, inclusive do PBA-Componente Indígena, e no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X), e em ações complementares.

Como parte do PBA, a Norte Energia desenvolve nos cinco municípios da Área de Influência Direta da Usina (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu) 117 projetos de cunho ambiental, econômico, social e cultural. Os trabalhos em andamento estão sob acompanhamento rigoroso de órgãos fiscalizadores, especialmente do Ibama.

Estas ações beneficiam diretamente moradores da região como Edileuza Alves, 38 anos, que durante 16 anos morou em uma palafita na Rua das Olarias, área de Altamira historicamente alagada nos períodos de cheia do rio Xingu. “Quando soube que teria que sair dali, fiquei aliviada. Lá era muito perigoso e eu ficava presa em casa.”

Desde 13 de setembro, Edileuza mora no Jatobá, um dos cinco novos bairros que estão sendo construídos pela Norte Energia em Altamira como parte das condicionantes da UHE Belo Monte. No total serão 4,1 mil casas em bairros com infraestrutura completa. Mais de 500 famílias já saíram das áreas insalubres e estão usufruindo do conforto e da segurança das novas casas, dotadas de água, luz, esgoto e saneamento.

“Meu maior sonho era morar em uma casa de chão firme. Hoje eu tenho isso, e muito mais, pois quando sofri um derrame, há alguns anos, fiquei com parte do corpo paralisada. Meu banheiro aqui é adaptado, o que me dá segurança na hora de tomar banho”, explica Edileuza.

Saúde e educação

As ações desenvolvidas pela Norte Energia também reforçam a estrutura de saúde dos municípios da Área de Influência Direta da Usina. Na região, já foram construídas e equipadas 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Três hospitais estão em obras para serem entregues ainda em 2014. Os casos de malária foram reduzidos em 90% nos sete primeiros meses de 2014 (644 casos), na comparação com o mesmo período de 2011 (6.373) em Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Pacajá e Vitória do Xingu. Na área de educação, a Empresa construiu ou reformou 252 salas de aula e ampliou outras 102, beneficiando diretamente mais de 20 mil alunos. Outras obras estão em andamento e em fase de contratação.

Saneamento básico

No saneamento básico, mais de R$ 429 milhões já foram investidos para a instalação de redes de água e de esgoto e estações de tratamento. Em Altamira, já estão concluídas 88% das instalações, com 220 quilômetros de redes de esgoto e 170 quilômetros de redes de água potável. Na área urbana de Vitória do Xingu foram implantados 30 quilômetros de rede de esgoto e 12,5 quilômetros de drenagem de águas pluviais.

Diversas outras ações são desenvolvidas nas mais diversas áreas, como segurança pública, assistência social e meio ambiente, entre outras.

Componente indígena

A UHE Belo Monte é a primeira obra do Brasil a desenvolver um PBA específico de componente indígena específico, o PBA-CI. Entre novembro de 2010 e agosto de 2014, a Norte Energia destinou mais de R$ 176 milhões para ações que atendem 11 Terras Indígenas da Área de Influência da Usina. Já foram concluídas 313 casas, de um total de 699, e doados e entregues mais de 1,2 milhão de litros de combustíveis e lubrificantes, 326 barcos e voadeiras e mais 564 motores, além de 44 veículos e 96 geradores.

Entre outras ações em andamento estão o apoio à construção de escolas nas aldeias, construção de casas de farinha, projetos de estruturação produtiva, ações de aperfeiçoamento de professores, melhoria de gestão, produção de material didático, como dez cartilhas de letramento para dez diferentes povos indígenas.

PDRS-X

Os seis municípios da Área de Influência Indireta (Gurupá, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz e Uruará) da UHE Belo Monte, que não fazem parte do PBA, já receberam mais R$ 15 milhões em investimentos diretos da Norte Energia, além de terem à disposição R$ 500 milhões no PDRS-X, aonde podem entrar com projetos próprios.

Tais resultados mostram que Belo Monte, além de ser um exemplo de sustentabilidade na área energética, com energia limpa e renovável, é também um indutor de desenvolvimento regional e de melhoria na qualidade de vida da população local, há décadas carente de investimentos sociais.

(Norte Energia S.A./ via A Justiceira de Esquerda)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

EM DEFESA DA AMAZÔNIA

Reunida em Nova Iorque esta semana, por iniciativa do secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban-ki-moon, a Cúpula do Clima lançou a "Declaração de Nova Iorque sobre florestas", em que os líderes mundiais se comprometem a reduzir a emissão de gases na atmosfera até 2020. Entre os seus objetivos está a redução do desmatamento a zero, com os países europeus destinando US$ 1,2 bilhão para as nações que conseguirem alcançar essa meta. Ban-ki-moon afirmou que o documento "tem por meta reduzir mais poluição climática a cada ano do que os Estados Unidos emitem anualmente".

O Brasil, representado na cúpula pela presidenta Dilma Rousseff, não avalizou o documento porque, segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, não foi consultado nem participou da sua elaboração. Ela disse ainda que existem leis em nosso país que permitem o manejo sustentável da floresta, estabelecendo, porém, limites para a sua exploração, não podendo por isso aderir ao desmatamento zero. A "Folha de São Paulo" publicou a notícia com a seguinte manchete: "Brasil não adere a acordo mundial para reduzir desmatamento". E acrescentou no subtítulo: "O Brasil não aderiu à Declaração por discordar do compromisso do desmatamento zero".

Quem apenas leu a manchete da "Folha" – e muita gente tem esse hábito – deve ter concluído de imediato que o Brasil é favorável ao desmatamento, motivo pelo qual não assinou o documento. E alguns comentaristas, que nunca pisaram o solo da Amazônia e só conhecem os seus problemas por ouvir dizer, se apressaram em deitar falação sobre a posição brasileira na Cúpula do Clima, com críticas à presidenta Dilma Rousseff que, na visão dos seus adversários, é hoje culpada até pela estiagem que assola algumas regiões do país, com o evidente objetivo de prejudicá-la na busca de votos para a sua reeleição.

O governo brasileiro, na verdade, está certo ao decidir pela não adesão à "Declaração de Nova Iorque" por vários motivos – e não apenas por não ter sido consultado e por existirem leis que regulam o manejo sustentável da floresta. O documento pretende pressionar o Brasil para que mantenha a floresta amazônica intocável, já que ela é considerada o pulmão do mundo, principal responsável pela saúde do planeta. Por conta disso, alguns líderes mundiais já se manifestaram favoráveis a uma proposta de transformar a Amazônia em patrimônio da Humanidade, administrada por um organismo formado pelos países mais ricos. O ex-vice-presidente americano Al Gore, por exemplo, chegou a declarar que, "ao contrário do que pensam os brasileiros, a Amazônia não é deles, mas de todos nós".

A cobiça internacional pela região, que cresce à medida que se exaurem as riquezas naturais do resto do mundo, evidencia a cada dia a ameaça de sua internacionalização. E isso não é fantasia, como dizem alguns brasileiros mal informados. Com a disseminação da idéia de que a sobrevivência da Terra depende da floresta amazônica, cada notícia sobre desmatamento na área é divulgada com estardalhaço pela imprensa internacional, aumentando o pânico mundial quanto às mudanças climáticas, o que amplia a pressão sobre o Brasil e reduz o seu poder de negociação para preservar a nossa soberania. O general Augusto Heleno Pereira, quando comandante militar da Amazônia, declarou certa vez que o vazio de poder na região agravava os riscos de internacionalização.

O fato é que, ao invés de adotar medidas para obrigar os grandes poluidores, como os Estados Unidos, a reduzirem a emissão de gases responsáveis pelo buraco na camada de ozônio e o efeito-estufa, com o "desmatamento zero" os signatários da Declaração de Nova Iorque simplesmente criarão dificuldades para o Brasil explorar a sua riqueza natural, de forma controlada, racional e sustentável, em favor dos habitantes dessa imensa área, que ainda vivem em condições primitivas, sem acesso aos benefícios proporcionados pelos avanços da tecnologia em todos os setores.

É claro que o governo brasileiro não quer desmatar a Amazônia – e por isso tem ampliado a fiscalização para impedir a sua devastação – mas não basta a ação repressora e, muito menos, a aplicação de multas, que são ignoradas pelos madeireiros. O momento exige a urgente elaboração de uma política específica para a região amazônica, capaz de promover o desenvolvimento sustentável, assegurando-se a ocupação estratégica da área, a exploração racional de todas as suas riquezas naturais e a melhoria da qualidade de vida da sua população. Há que se encontrar uma fórmula que concilie a preservação do ecossistema com o desenvolvimento regional, impedindo-se ao mesmo tempo a interferência estrangeira.

O Brasil, na verdade, precisa dar mais atenção à Amazônia, de maneira a frustrar todas as tentativas de internacionalização, fortalecendo a nossa soberania na região. Faz-se urgente, portanto, ampliar a presença do Estado, com todos os seus serviços, inclusive aumentando o efetivo das Forças Armadas nesta imensa área de cinco milhões de quilômetros quadrados, onde o bravo caboclo amazônida tem sido o seu guardião. Defender a Amazônia da ameaça estrangeira, no entanto, deve ser tarefa de todos os brasileiros.

(Ribamar Fonseca/247)

Dívida Pública Federal volta ficar abaixo das previsões do Tesouro Nacional

O grande volume de vencimentos de títulos corrigidos pela inflação impediu a Dívida Pública Federal (DPF) de subir em agosto. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou mês passado em R$ 2,169 trilhões, com queda de 0,17% (R$ 4 bilhões) em relação a julho.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu 0,33%, de R$ 2,081 trilhões para R$ 2,075 trilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 21,7 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Os vencimentos foram parcialmente compensados pela incorporação de R$ 14,8 bilhões em juros, mas o montante foi insuficiente para reverter a queda. O reconhecimento de juros ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A redução no endividamento só não foi maior porque a dívida pública externa encerrou agosto em R$ 94,43 bilhões, com alta de 3,53% em relação ao valor de julho, quando tinha atingido R$ 91,21 bilhões. O principal fator foi a emissão de US$ 3,5 bilhões em títulos públicos brasileiros no exterior, seguida pela recompra de US$ 2 bilhões em papéis. A operação ocorreu no fim de julho, mas só foi incorporada à dívida pública em agosto.

O principal fator de queda da dívida pública no mês passado foi o elevado volume de vencimento de títulos. Apenas em agosto, R$ 57,486 bilhões de papéis do governo venceram. A maior parte, R$ 57,250 bilhões, correspondeu a títulos vinculados à inflação.

Com a redução registrada em agosto, a DPF voltou a ficar abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

(Agência Brasil)

Vox Populi: Dilma com quase um Aécio de vantagem sobre Marina


Pesquisa Vox Populi divulgada nesta quinta-feira (25) mostrou uma vantagem de 13 pontos de Dilma Rousseff (PT) sobre Marina Silva (PSB). No primeiro turno, a petista agora tem 38% dos votos, enquanto Marina tem 25%. Aécio Neves, do PSBD, segue na terceira colocação, com 17% das intenções. O Pastor Everaldo (PSC) ficou 1% dos votos, enquanto os outros candidatos não atingiram 1% das intenções.


Na comparação com a pesquisa anterior apresentada pela "Carta Capital", divulgada no dia 10, Dilma subiu 2 pontos, enquanto Marina recuou três, passando dos 28% para os 25%. Assim como a petista, Aécio também oscilou para cima, subindo dentro da margem de erro: foi de 15% para 17%. O número de eleitores indecisos variou de 13% para 11%, e o de votos nulos e em branco permaneceu inalterado, em 7%.


Em um eventual segundo turno, o empate entre a petista e a pessebista continua, mas Dilma aparece ligeiramente à frente, agora com 42% dos votos, contra 41% de Marina. Já em uma disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria com 45% das intenções, com 37% do tucano.


O Vox Populi foi encomendado pela revista "Carta Capital" e entrevistou 2 mil eleitores em 147 municípios de todas as regiões do País entre 23 e 24 de setembro. A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00757/2014, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.


Na última terça-feira (23), o Vox Populi também divulgou uma pesquisa, mas dessa vez encomendada pela Rede Record. Naquele caso, Dilma ficou com 40%, contra 22% de Marina no primeiro turno, enquanto Aécio apresentou 17% das intenções. Em um segundo turno a petista venceria por 46% a 39% contra Marina. Se enfrentasse Aécio, a Dilma somaria 49% das intenções de voto, frente à 34% do presidenciável tucano.
(SQN)

ACORDANDO A MEMÓRIA PERDIDA SOBRE FHC


Livro essencial para a campanha presidencial, "Brasil Privatizado" ajuda a entender por que PSDB deixou o Planalto em 2002 e nunca mais conseguiu voltar


A leitura de “Brasil Privatizado — Um balanço do desmonte do Estado” ajuda a reconstruir uma memória essencial para o debate da campanha de 2014.

Numa conjuntura em que a candidatura de Aécio Neves começa a dar sinal de vida, e Marina Silva mantem-se de pé graças a transfusão permanente de apoio de lideranças do PSDB, é sempre útil lembrar como se encontrava o Brasil no final de dois governos de Fernando Henrique Cardoso e entender por que o último presidente tucano deixou Brasília com 13% de popularidade negativa.
Em 254 páginas, Aloysio Biondi (1936-2000), mestre maior do jornalismo econômico brasileiro, deixou um trabalho único para se desfazer mitos criados naquela época. Enquanto os principais jornais e revistas atravessaram os oito anos de FHC multiplicando elogios de natureza ideológica — e também interesseira — à gigantesca transferência de empresas estatais para o setor privado, Aloysio Biondi enfrentava, há uma década e meia, o debate que interessava a maioria dos brasileiros.
Da mesma forma que foi um dos críticos mais competentes do milagre do regime militar, brigando com a esquerda que não queria enxergar o crescimento, e com direita que não admitia contradições que iriam gerar a década perdida de 1980, Alyisio Biondi foi atrás dos fatos em vez de privilegiar opiniões e convicções. O livro mostra números e medidas de natureza política que permitiram a transferência de uma parcela imensa da riqueza construída por várias gerações de brasileiros para bolsos privados, em grande parte estrangeiros — a preços amigos e saldo em suaves prestações,além de muitas acrobacias contábeis que permitiram transformar perdas reais em ganhos fictícios.
Debatendo, em oito páginas de números e tabelas, aquilo que o governo dizia ter arrecadado com as privatizações — R$ 85,2 bilhões — e aquilo que era possível contabilizar como favorecimento aos novos proprietários na forma de investimentos prévios, dívidas perdoadas, juros não cobrados, e outros benefícios, Biondi mostra o seguinte: no final, se chegou a uma conta negativa — R$ 87,6 bilhões. Na prática, sustenta, o país perdeu R$ 2,4 bi. Você pode até achar que o investimento valeu a pena, que não havia outro jeito, que somos mesmo um país de vira-latas e botocudos. Também pode explicar que, mais uma vez, o que se queria era fazer o bolo crescer — com a farinha do povo e o fermento do contribuinte — para depois ser dividido, e que isso não aconteceu porque, sabe como é….Mas o dado está lá.
Na dúvida, o mestre escreve um artigo chamado “Como falsificar balanços.” Ajuda.
O livro permite acompanhar um processo de desnacionalização que não tornou o Brasil nem mais rico nem mais próspero, ainda que tenham ocorrido, mudanças, como a telefonia celular, que estavam na agenda do capitalismo global e dificilmente deixariam de chegar a um mercado como o brasileiro, de uma forma ou de outra. Biondi faz o favor de combinar a economia e a política. Fala de um país que tornou-se mais dependente e submisso, num processo que foi muito além dos negócios para envolver os poderes da nação definir seu destino com soberania. “Queremos o Brasil de volta”, proclamava Biondi, como lembra Janio de Freitas, autor do préfácio.
Para quem gosta de criticar Lula/Dilma pelos empréstimos do BNDES para empresas barsileiras investirem no Porto de Mariel, em Cuba, há uma surpresa desagradável. Ao mesmo tempo em que mantinha a proibição das estatais receberem empréstimos do BNDES, medida que tinha o efeito óbvio de contribuir para sua asfixia e sucateamento, em 1997 Fernando Henrique Cardoso, assinou decreto — que Biondi trata ironicamente como “revolucionário” — autorizando o BNDES a conceder empréstimos a grupos estrangeiros. Dias depois, recorda, um grupo norte-americano usou dinheiro do BNDES para tornar sócio da CEMIG, a estatal mineira de energia.
Em outra medida de última hora que mostrou-se de inteiro agrado aos novos proprietários, e logo se revelaria uma péssima ideia para consumidores, o governo decidiu mudar o modelo das empresas de energia. A novidade principal é que o Estado deixou de participar ativamente da gestão das empresas privatizadas, ampliando a liberdade dos novos proprietários para definir prioridades e políticas de crescimento conforme suas metas de lucro. Abandonando qualquer função interna — salvaguarda que fora prometida ao Congresso Nacional — o Estado ficou na função de fiscalização, assegurando “autonomia total para as multinacionais agirem de acordo com seus interesses,” diz Biondi, que registra a medida como um “passa-moleque” dos novos proprietários nas autoridades brasileiras. ” 
Curiosidade. Você pode nem acreditar mas os textos do livro se encerram dois anos antes do Brasil enfrentar o apagão e os rigores do racionamento.
“A sociedade brasileira ainda näo acordou para uma “brutal realidade”, escreve Biondi, refletindo o pessimismo da época: “o Brasil já se tornou um país inviável.”
Antecipando o ambiente de velório que marcou os anos finais de Fernando Henrique, ele afirma: “o Brasil já está com o futuro comprometido. Já foi colocado num beco sem saída pela política de terra arrasada a que se deu o nome de plano Real.”
Um ponto relevante do livro é mostrar que o governo FHC estava longe de receber apoio unânime à política de privatizações, ainda que ela fosse apresentada como único caminho possível para o desenvolvimento e a atualização tecnológica.
Enquanto os aliados de FHC tratavam protestos de vários setores da sociedade como puro folclore de “dinossauros do Muro de Berlim”, Biondi reproduz longos trechos de um artigo do ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira que ajuda a dar realismo a discussão. Ele próprio fundador do PSDB, interlocutor dos principais debates econômicos de sua geração, em janeiro de 2000 Bresser faz afirmações que ajudam a entender por que, em 2014, ele declarou que irá votar em Dilma Rousseff. 
Três frases de Bresser, há 14 anos:
“Não percebemos que o liberalismo econômico é muito bonito em teoria mas que na prática nenhum país desenvolvido o pratica integralmente.”
Ou ainda: “O princípio seguido pelos países ricos é simples: faça como eu digo, não como eu faço. E o princípio adotado por nossas elites é igualmente simples: ‘Faça como eles dizem que eu eu devo fazer, não como eles fazem.”
E mais: “Nós permitimos a desnacionalização de grandes empresas brasileiras e de grandes bancos. Decididamente, enlouquecemos.”

Falando de um governo que ainda se encontrava no início do segundo mandato, Biondi acusou FHC de destruir a alma nacional, o sonho coletivo.” Foi um dos primeiros a registrar que, do ponto de vista social, a privatização a brasileira mostrou-se mais iníqua que o processo conduzido por Margaret Tatcher na Inglaterra — onde trabalhadores e parcelas menos endinheiradas da população puderam ficar com uma parcela considerável do bolo, enquanto no Brasil os subsídios foram utilizados para permitir o controle de grandes grupos economicos sobre as empresas privatizadas, com poucas concessões para a plebe, em casos bem específicos. Mais conservadores do que Tatcher? Pois é.

Num artigo escrito em junho de 2000, poucos meses antes de sua morte, Aloysio Biondi fala do ambiente político do país. Denuncia matérias pautadas pelo governo para desmoralizar a oposição. Adverte: “quem quiser saber realmente o que está acontecendo com a economia do país deve ler sempre as últimas quatro linhas das notícias. É ali que os jornalistas escondem o que é importante.”
Mas o mestre se permite algum otimismo. “Pode-se sentir que há mudanças no ar,”escreve, antes de acrescentar: “O longo período de passividade — de longe, muito mais tenebroso do que os anos da ditadura militar — parece aproximar-se do fim. ”

A primeira edição de Brasil Privatizado foi lançada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores, e atingiu uma venda espetacular, de 126 000 exemplares. Aloysio Biondi era um jornalista sem partido político, mas este fato ilustra as dificuldades para se travar um verdadeiro debate de ideias no Brasil daquele tempo. Em 2014, o livro é publicado pela Geração Editorial, que também publicou me livro A Outra História do Mensalão.”
Depois de assumir funções executivas nos principais jornais do país, Aloysio Biondi tinha uma coluna no Diário Popular, escreveu textos na Bundas, de Ziraldo.
Na Caros Amigos ele publicou o texto em que dizia que “o longo periodo de passividade parece encontrar-se no fim.”

(Paulo Moreira Leite/247)

ECONOMIA SE MANTÉM EM PLENO EMPREGO NO BRASIL

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Taxa de desemprego em agosto ficou em 5%, a menor para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2002; segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira 25, taxas completas de julho, junho e maio, que não haviam sido divulgadas anteriormente devido à greve dos servidores do instituto, são de 4,9%, 4,8% e 4,9%, respectivamente; presidente Dilma comemorou ontem, em discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, que o Brasil resistiu à crise internacional gerando milhões de empregos e estimulando a renda; "Enquanto o mundo desempregava centenas de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais", disse

A taxa de desemprego do Brasil subiu pelo segundo mês seguido e atingiu 5 por cento em agosto, mas manteve-se em níveis historicamente baixos, ao mesmo tempo em que a renda média da população voltou a subir às vésperas das eleições presidenciais.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, a taxa de desemprego é a menor para agosto da série, iniciada em março de 2002.

"Em agosto, houve geração de vagas, mas não foi significativa para absorver os desempregados", afirmou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Após adiar a divulgação de dados por três vezes seguidas devido à greve de servidores, o IBGE mostrou ainda por meio da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) que a taxa de desemprego ficou em 4,9 por cento em maio, caindo a 4,8 por cento em junho e indo a 4,9 por cento em julho.

O resultado de agosto ficou pouco acima de pesquisa da Reuters, cuja mediana apontou que a expectativa era de que a taxa de desemprego atingisse 4,9 por cento em agosto.

Apesar de o desemprego ter oscilado um pouco para cima, o rendimento médio da população subiu 1,7 por cento no mês passado sobre julho, voltando a crescer após duas quedas seguidas, chegando a 2.055,50 reais.

O mercado de trabalho ainda favorável, apesar de mostrar sinais de perda de fôlego, tem sido uma das principais armas da presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pela reeleição em outubro, em meio à fraqueza da atividade econômica e inflação elevada.

O IBGE informou ainda que a população ocupada subiu 0,8 por cento em agosto na comparação com julho, para 23,139 milhões de pessoas, com queda de 0,4 por cento sobre um ano antes.

Já a população desocupada chegou a 1,221 milhão de pessoas, alta de 3,3 por cento ante julho, e recuo de 5,8 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

O IBGE trabalha para substituir a PME pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mais abrangente. De acordo com o novo indicador, no primeiro trimestre deste ano a taxa média de desemprego do Brasil estava em 7,1 por cento(Reuters/247)

Ministério da Pesca fez dobrar consumo de peixe, mas Aécio só pensa em eliminá-lo














O candidato do PSDB Aécio Neves quase sempre cita o Ministério da Pesca como a sua prioridade na lista dos que ele pretende extinguir – especialmente porque ele prometeu ao agronegócio fortalecer o Ministério da Agricultura. No entanto, foi nos dez anos após a criação do ministério pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o consumo dobrou e hoje está um pouco acima dos 12kg por ano, por habitante, recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Só de 2012 para 2013, o consumo no país cresceu quase 25%. Em 2013, segundo dados do IBGE, a média de consumo nacional foi de 14,5kg por habitante no ano”, diz o ministro Eduardo Lopes, do Ministério da Pesca e Aquicultura. “Estamos num momento de crescimento e realizando ações que incentivam o consumo”, disse Lopes.

Na produção, o país passou a ocupar os grandes reservatórios de hidrelétrica para a produção de pescado, além de desenvolver políticas públicas de estímulo à aquicultura no litoral e em propriedades rurais. “Segundo dados do Ministério da Pesca, o Brasil teve uma produção estimada de 2,4 milhões de toneladas de pescados, no ano passado”, afirma Lopes. Ele disse que por um período a avaliação da produção era realizada por projeções, mas agora o Ministério está investindo no aprimoramento de parâmetros e controle.

O ministro reconhece que a produção nacional coloca o Brasil em uma boa posição, mas ainda está aquém da capacidade de produção. “A produção está crescendo, o consumo está crescendo. O Brasil tem condições para, em médio prazo, se tornar o segundo maior produtor de peixes do mundo”, completa. O ministro Lopes citou o Programa de Acesso às Águas da União como mais uma ação que contribui efetivamente para o aumento da produção nacional. “Temos um potencial de produção na aquicultura e na piscicultura de 20 milhões de toneladas. Ou seja, 10 vezes mais que o Brasil produz hoje”, conclui.

O ministro explicou que o aumento do consumo de pescados beneficia toda a cadeia de produção, na qual em uma ponta está o produtor e, na outra, o consumidor. “Se aumenta o consumo, melhora para o produtor, tanto o faturamento quanto a qualidade de vida. Para o consumidor, quando aumenta a produção, os preços também melhoram. Então, o consumidor ganha no preço e na qualidade de vida também, porque ele vai estar consumindo um alimento mais saudável”, explicou.

O incremento das vendas e consumo de pescado se deve especialmente à Semana do Peixe, comemorada em todo o Brasil nas duas primeiras semanas de setembro. Esta iniciativa foi criada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura para estimular o consumo e a produção de pescado no País. “No primeiro semestre do ano, temos a Semana Santa, que incentiva muito o consumo do pescado. E no segundo semestre realizamos a Semana do Peixe, em setembro, onde procuramos divulgar pescado, contribuir para elevar seu consumo até o final do ano, e também promover seminários e palestras sobre o espírito da pesca e a importância do peixe como alimento, como nutrição”, explicou o ministro Eduardo Lopes.

(Agência PT)

As instituições de “brincadeirinha” do Brasil.



Estamos sabendo, desde ontem , pela Folha, que ” a Polícia Federal tenta há sete meses ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas investigações instauradas a partir de novos depoimentos dados em 2012 pelo operador condenado no mensalão, o empresário Marcos Valério de Souza”.

Os repórteres da Folha esclarecem que ”não é uma intimação”, mas “um convite”.

Ou seja, nada, coisa alguma.

Não tem sentido “bater um papo” sobre acusações a sua honra. Ou há acusações com um mínimo de evidências que justifiquem um depoimento ou não se leva ninguém – menos ainda um ex-presidente da república – a depor numa delegacia, na base do “ouvi dizer”.

Quer ver como isso é obvio?

O que a imprensa diria se Fernando Henrique Cardoso fosse “convidado” para um “papinho” sobre as acusações de compra de votos para a releeição, denúncia que está feita, documentada e publicada? Ou sobre o que seria a “bomba atômica” referida por André Lara Resende, chefe econômico da campanha de Marina Silva, sobre a tentativa de favorecimento do grupo de Daniel Dantas na privatização das teles?

Afinal, uma acusação da Veja deve ter mais ou menos a credibilidade de um Marcos Valério, não é?

Mas a Folha passou todo o dia de ontem sustentando a história, plantada por “fontes” da Polícia Federal.

Mesmo depois de o próprio Lula dizer que “nunca fui convidado, notificado, nem pela Polícia Federal, nem pelos meus advogados”, o jornal não dá o braço a torcer.

Insiste na armação, dizendo que o convite tem sido reiterado desde fevereiro e que Lula não o atende por achar que se trata de exploração eleitoral.

O que, aliás, é obvio.

Marcos Valério prestou declarações acusatórias em setembro de 2012. Porque se teria esperado um ano e meio, até a véspera da eleição, para “convidar” Lula, se é que convidaram?

Se a Polícia Federal está com este ânimo de “Vamos Conversar?” bem que poderia chamar o senhor Apolo Santana Vieira, que responde a um processo por contrabando, e perguntar-lhe como e porque comprou um jato para Eduardo Campos e Marina Silva.

Assim, sei lá, só por curiosidade..

Mas isso não é “republicano” na visão sabuja do Ministro da Justiça do Brasil.

(Fernando Brito- Tijolaço)