João Dória Jr, governador de São Paulo que lançou-se à aventura de disputar a sucessão presidencial de outubro próximo escudado na crença que o país vota como a burguesia de Higienópolis, agora procura um bote salva-vidas.
Vendo sua candidatura naufragar, tenta salvar seu próprio futuro político oferecendo-se pra ser vice de Sérgio Moro e formar uma chapa baseada na esperança por amnésia coletiva, tipo esqueçam o que nós fizemos na eleição passada.
Resta saber se essa engenhoca eleitoreira agrada a todos os envolvidos no projeto doriano, principalmente o tucanato que corre o risco de, pela primeira vez desde a fundação do PSDB, abrir mão da cabeça de uma chapa presidencial pra apoiar um partido pequeno.
Aécio Neves e Eduardo Leite, este derrotado por Dória nas prévias privatas, seguramente migrarão para perto de Boçalnaro, Tasso Jereissatti e Arthur Virgílio Neto devem juntar-se a Ciro Gomes não sendo, ainda, descartável que nacos tucanos optem por seguir Geraldo Alckmin.
Eis aí o trágico legado de Dória manifestando-se em forma de terra arrasada, muito pior do que ocorreu em 2018, quando o candidato tucano à presidência ficou longe dos dois dígitos de votos, muito em função do que fizeram Dória Jr e Eduardo Leite, governadores que se elegeram traindo a candidatura do próprio partido.


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