O PSB condicionou apoio a Lula, nas eleições presidenciais do ano que vem, à retirada do nome do petista Fernando Haddad na disputa pra governador do estado de São Paulo.
Detalhe: Lula até aqui é favoritíssimo a ganhar a eleição, podendo a dita disputa ser decidida ainda no primeiro turno, em favor do ex presidente, conforme atestam as pesquisas.
Diante disso, fica claro que a exigência socialista parece descabida a essa altura do campeonato, na medida em que abrir mão do boi pra ficar com um bife deve trazer mais problemas do que soluções.
Tá certo, Márcio França é candidatíssimo ao governo paulista, mas Geraldo Alckmin também é, pelo menos até aqui, sendo que o ainda tucano lidera e tem em seus calcanhares a candidatura petista.
Ora, isto pode vir a ser um fator a ser considerado para que Alckmin abra mão da disputa e aceite ser vice do Lula, apostando no certo e abrindo mão de uma disputa onde os riscos de derrota são bem maiores.
As tratativas indicam a migração de Alckmin do PSDB para o PSB, todavia, o ex governador pode muito bem ir para o PSD, comandado por Geraldo Kassab, caso os socialistas de São Paulo criem obstáculos ao acerto com os petistas.
Por enquanto, estamos ainda naquela fase onde os lances são jogados para as alturas até que se ajustem à realidade, o que se espera ocorra em certos estados do país, exceção do Rio de Janeiro onde o apoio petista ao candidato socialista Marcelo Freixo já está sacramentado.
Do jeito como o PSB encaminha a questão São Paulo, dá a entender que a tática socialista é bem semelhante a de certos partidos de centro, onde o apoio a Lula vem acompanhado de exigências que visam isolá-lo e torná-lo refém do neoliberalismo, o que acaba sendo tolice metida a esperteza.


Um comentário:
Ainda não está sacramentado o apoio ao lavajatista Freixo. Alguns setores do PT do RJ estão articulando com o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves do PDT, inclusive ontem(13/11) fui à uma reunião desta articulação com a presença do Rodrigo Neves.
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