Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Vai (re)começar. Dizem.


Com efeito, estamos em contagem regressiva para o reinício das obras do BRT Metropolitano de Belém, interrompidas há mais de quinze dias e prometidas para recomeçar mês que vem.

Marcada por situação contratual fantástica, onde a proposta da empresa vencedora da licitação(Odebrecht) trazia preço significativamente inferior aos recursos que o poder público disponibilizou(R$385 milhões a R$530 milhões), agora a obra será tocada pela segunda colocada(?).

Claro que os custos serão majorados, sabe-se lá em quanto, mas não deve ficar muito acima do preço cobrado pela vencedora, pois o financiador da obra é a agência japonesa JICA; porém, o prazo para a conclusão deverá estender-se, sendo pouco provável que cumpra o cronograma de encerramento no final do ano que vem.

Ou seja, no papel estamos a quinze meses do término das obras do BRT Metropolitano de Belém, conforme o estabelecido pelo governo do estado do Pará, todavia, dada a complexidade das obras complementares que ligam os dois lados de Ananindeua, esse término entrará no rol das promessas feitas para o pós 2022.

De qualquer modo, se tudo correr minimamente conforme o projeto, inclusive as licitações referentes à concessão para a exploração do transporte coletivo, terá sido dado um grande salto nas condições estruturais oferecidas ao desenvolvimento da região, integrando economicamente a RMB ao próspero Nordeste do estado.

Nesses tempos de formação de grandes conglomerados empresariais, vislumbra-se a possibilidade dessa região mais próxima da capital formar grupos economicamente desenvolvidos a fim de superar essa dependência do modelo imposto ainda pelos milicos de 1964, libertando-nos da dependência das commodities. Enfim, que a montanha não venha parir um rato.

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