No jornal de papá e de mamã, o governador Helder Barbalho retoma sua xaroposa cantilena terceiroviista e clama pelo entendimento, tolerância e respeito às divergências.
Cita até o finado Ulisses Guimarães, presidente do Congresso Constituinte a quando da promulgação da Carta Magna vigente, que já fora o legítimo presidente do Brasil após a morte do eleito, mas não empossado, Tancredo Neves.
Claro que a citação não é a épica frase de Ulisses declarando seu nojo às ditaduras. Seria o enforcado fazendo o elogio da corda, já que ditaduras são precedidas por golpes contra a democracia, algo que o golpista de primeira hora em tela foge.
Enfim, é mais um espasmo retórico demonstrando esperança no surgimento de algum equidistante, olímpico e neutro candidato capaz de pacificar o país, como foi o ladravaz temerário e suas medidas anti povo que preparam o país para o caos bolsonarista.
Arrependidos ou não, desafetos de última hora, legatários do arrocho fiscal usado como álibi contra o povo, não importa. Importa que o golpismo larápio de 2016 é o início de todo esse descalabro, sendo a tentativa de edulcoração da situação atual para o futuro grossa empulhação de farsantes. Apenas isso.


Um comentário:
O que falar do governador do Pará que acende vela para todos para se beneficiar do poder ? Como acreditar em um ser como este, que jurava amores a Dilma, mas esteve apoiando seu impeachment para continuar ministro em um governo golpista que ajudou a eleger Bolsonaro.
Postar um comentário