Dessa vez, nada de encenações de neutralidade, de poses artificiais de isenção ou jornalismo equidistante. Nada disso. A ordem é abrir o armário e soltar a franga, ops... o tucano.
A Rede Globo já anunciou que vai transmitir as prévias da privataria tucana, onde será escolhido o candidato da legenda à presidência da República, assim como televisionará os debates.
Exímia em empulhações e manipulações, já começou até o esquentar dos tamborins dessa bateria desafinada ao colocar o demo/tucano Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, como estrela principal do seu jornalixo.
Com efeito, essa pose de sobriedade, defesa da democracia, distanciamento da disputa entre os extremos ainda será por muito tempo o mote do noticiário, até que se consolide na classe média a convicção de que o país deve seguir essa linha.
O maior desafio nessa tarefa será conciliar o discurso moralista pós lava jato com a verdade dos fatos, depois que a justiça brasileira desconstruiu a trama macabra comandada por bandidos togados, o que nos legou esse flagelo que a Globo agora tenta enterrar.
A impressão que passa é da saturação de artifícios retóricos e reportagens fabricadas com aparência de registros, mas recheadas de segundas intenções que acabavam "coincidentemente" atingindo desafetos e alcançando o objetivo politiqueiro até então oculto.
Com as redes sociais, o pensamento único naufragou e o mote 'não deu na Globo, não aconteceu' está em xeque, conforme o Intercept mostrou a todo o país, mesmo com a Globo ignorando completamente as revelações, elas foram utilizadas até por ministros do STF, no desmascaramento do "juiz ladrão" e seu bando.


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