"A democracia é inegociável e todos nós devemos ter capacidade de valorizar o diálogo e construir soluções de forma democrática para pacificar o país".
Foi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, autor da frase acima? Foi. Mas, dita há semanas e não exatamente com essas palavras acima citadas sob aspas.
O autor do dito é o governador paraense Helder Barbalho, não por acaso diante de Pacheco, em evento realizado ontem entre governadores e parlamentares, dando um passo adiante no desagravo à democracia.
A semelhança, evidentemente, não é mera coincidência, mas apenas a tentativa de ser sutil na adoção da profissão de fé na terceira via, com a pregação da pacificação tão exaltada pelos arautos desse labioso ardil.
Aliás, é o próprio Diário(oficioso) do Pará quem antecipa a agenda governamental da próxima semana recheada, entre outros, de encontros com o vice de Boçalnaro, Hamilton Mourão, além do governador tucano João Dória Jr.
O governador de São Paulo, por sinal, é um dos pretendentes à representação dessa até aqui mambembe terceira via que vive acusando, de forma imbecilizada, Lula e Bolsonaro de serem os extremos que incendeiam país, daí a necessidade da pacificação.
Bem, depois dessa espera-se que o PT ao menos tenha a cautela de não colocar o governador emedebista na coordenação de alguma tarefa que envolva a campanha presidencial de Lula, tal qual ocorreu em 2010, quando o coordenador fugiu do comício de Dilma. Sai pra lá, demagogo!


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