Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Mamatocracia a todo vapor


Depois de chancelar por dois anos e meio a canalhice temerária que extinguiu o Ministério do Trabalho, em obediência ao excludente receituário neoliberal, Bolsonaro resolve recriar o citado ministério.

A ocasião seria propícia se a iniciativa obedecesse uma política pública capaz de contornar a crise econômica ora vivida, com ações que protegessem aos mais vulneráveis ao sofrimento causado pelo desemprego.

Não. Nem Bolsonaro nem Paulo Guedes estão preocupados com o sofrimento alheio, afinal, eles são responsáveis pela volta do país ao mapa da fome, assim como suas digitais estão cravadas no alto índice de desemprego atual.

Tudo não passa de um arranjo, dentro do mais sórdido figurino franciscano cunhado por Robertão Cardoso Alves, onde Bolsonaro entrega ao Centrão as chaves do armário onde estão estocadas as mercadorias da mamatocracia, em troca da blindagem legislativa à delinquência miliciana que usa mas não expõe essa sujeira.

Na verdade, o novo(risos) ministério do trabalho não passa da disponibilização de tetas governamentais ao gatuno confesso Onyx Lorenzoni a fim de que este abrigue duzentos lactantes do dinheiro público e fique quieto, já que se abrir a boca mandará pelos ares zilhões de estilhaços das bandidagens palacianas que sabe.

Agora, sob as asas de Ciro Nogueira, o homem dos R$17 milhões...sonegados ao fisco, diga-se, mas um filho extremoso que deixa o Senado Federal para ser chefe da Casa(da mãe Joana) Civil da Presidência da República, deixando na Câmara Alta a mãe, Eliane Nogueira, sua suplente em um autêntico clímax dessa farsa que se chama MAMATOCRACIA.


2 comentários:

J. Cícero Alves Costa disse...

Artigo perfeito. Parabéns ao articulista.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro jurou de pés juntos por tudo quanto é santo que jamais negociaria apoio político com deputados e senadores e fez pesadas críticas contra o fisiologismo dos partidos que compõem o chamado Centrão, prometendo solenemente aos seus eleitores que em hipótese alguma abraçaria a política do "toma lá dá cá" e que seu governo implantaria uma “NOVA POLITICA” no país.

Não é, porém, o que se vê hoje nas ações e estratégias do governo federal.

Com a nomeação do senador Ciro Nogueira para a Casa Civil, Bolsonaro se torna refém do Centrão.

As questões mais relevantes e urgentes na esfera política e econômica do país estão agora mãos do Centrão, bloco parlamentar cuja atuação no parlamento federal lembra muito aquele programa do Sílvio Santos “Topa tudo por dinheiro”.

Para justificar, diz Bolsonaro: “Eu sou do Centrão.”

Mas como assim??! Do centrão ?!! Aquele em relação ao qual o general Augusto Heleno na campanha de 2018 costumava cantar “Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão” ?? Como será que o general Heleno está se sentindo agora?

Diante de tudo isso, pergunta-se:

É essa a “nova política” que Bolsonaro prometeu na campanha de 2018?!!

Resposta: Não! O nome disso é desespero!!

Bolsonaro sabe que seus dias de presidente estão contados e que seu desastroso governo está chegando ao fim.

Segundo o Datafolha, “maioria acha Bolsonaro desonesto, falso, incompetente, despreparado, indeciso, autoritário e pouco inteligente”.

E a cada dia que passa, é cada vez maior a insatisfação do povo em relação ao mandatário da nação. É o que mostram todas as recentes pesquisas de intenção de votos para 2022.

Essa crescente rejeição ao presidente da República tem fundamento e procedência.

De fato, é completamente desastrosa a atuação de Bolsonaro no comando do país.

Seu desempenho como presidente da República tem sido até aqui uma demonstração gratuita de estupidez profunda.

Desde que assumiu o mandato não fez outra coisa senão comprovar todos os dias que não tem condição alguma de governar o país, deixando evidenciado em cada palavra que fala e em cada ato que pratica sua total inabilidade política e incapacidade absoluta para o cargo que ocupa.

Seu governo é trágico e fatal para o povo: mais de 500 mil brasileiros mortos, e Bolsonaro fazendo motociatas por aí em clima de festa, ignorando totalmente a dor das famílias enlutadas, como que debochando do sofrimento alheio!!

Bolsonaro sabe que de 2022 não passará. Será derrotado nas urnas.

E consciente disso, o inquilino do Planalto tenta ganhar sobrevida, agarrando-se ao Centrão.

Esquece-se o desastroso Bolsonaro que o Centrão é volúvel, oportunista e infiel. Mais cedo ou mais tarde o abandonará e o lançará na cova dos leões.

Quem viver, verá !!

Na Ilharga disse...

Acho que o desfecho será esse. Lembremos do exemplo do Collor, cujo personalismo dava a impressão de dominar o fisiologismo político, deu no que deu. Muito obrigado pela atenção e palavras, estamos aí.