Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Promotora considera ameaça de morte a Lula como "livre manifestação de pensamento"


Guardem bem o nosso dessa promotora: Maria Paula Machado de Campos. Ela acaba de recusar dar seguimento a uma queixa-crime dos advogados de Lula contra um facínora chamado de José Sabatini.

O dito empresário, pra quem não lembra, foi aquele que gravou um vídeo fazendo vários disparos de revólver contra uma imagem do petista e prometendo tomar essa medida caso o alvo não devolvesse aquilo que teria roubado dos fundos de pensão.

Curioso é que a promotora reconhece a improcedência das acusações, mas atenua para o lado do criminoso alegando que o mesmo ignora que Lula foi absolvido daquelas acusações, daí sua reação ser motivada apenas pela polarização política ora vivida no país.

O bandido que ameaçou Lula chegou a ser conduzido à polícia, tendo que pagar fiança pra escapar de uma detenção, todavia, a famigerada fiscal da lei, ao considerar o crime intentado como exercício da "livre manifestação de pensamento" torna-se mais nefasta que o acusado, pelo péssimo exemplo que oferta.

Se o Ministério Público coloca na conta da liberdade de expressão a premeditação de um crime, uma atitude vil de fazer justiça por conta própria contra alguém que exerceu um cargo que lhe garante minimamente segurança pessoal, como tratará o caso de mulheres vítimas da violência doméstica? Daqueles que são considerados os suspeitos de sempre, em razão de suas condições sociais ou cor da pele?

Com efeito, a ascensão do fascismo é responsável pelo flagelo social ora experimentado, daí o país estar indo às ruas repudiar o governo genocida; porém, tão constrangedor é ver integrantes de uma instituição cujo papel principal é zelar pelo cumprimento das leis e proteger a cidadania inventar hermenêutica jurídica a fim de proteger criminosos, demonstrar compreensão monstruosa contra os agentes da violência, é porque chegamos ao fundo do poço civilizatório. Lamentável!  

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