A meteorologia anuncia para os próximos dias uma frente fria que derrubará as temperaturas no eixo sul/sudeste a índices com potencial de provocar estragos humanos, entre os mais vulneráveis socialmente.
A cidade de São Paulo, por exemplo, que tem uma população de rua maior do que a população total de milhares de outras cidades do país, sem que se veja os entes federados, governos federal, estadual e municipal apresentarem qualquer plano de enfrentamento dessa constrangedora situação.
Enquanto dezenas de pessoas estão ameaçadas a morrer de frio nos próximos dias, na maior cidade da América do Sul, assistimos o insensível e nefasto inquilino do Palácio do Planalto preocupado em arranjar uma sinecura que abrigue umas duas centenas de parasitas sob as asas do gatuno confesso Onyx Lorenzoni.
Como era de se esperar, diante desse quadro composto por governantes insensíveis, estúpidos e perversos, quem apareceu para tentar amenizar o sofrimento social foi o padre Júlio Lancelotti, que propôs uma medida humanitária simples: que as estações de metrô sejam abertas aos moradores de rua a fim de que protejam-se do frio lancinante que virá.
Ao menos, diga-se, que os governos estadual e municipal de São Paulo não colaborem com o frio para agravamento desse risco de morte de dezenas de deserdados sociais, evitando as usuais e abomináveis medidas de jogar água em moradores de rua, ou colocar piquetes sob elevados e viadutos a fim de dificultar o abrigo de quem está desesperado.
O certo seria que esses pulhas, eleitos pelo voto de uma imensa maioria de pobres, tirasse uma licença e delegasse poder decisório e controle do dinheiro público ao padre Júlio, para que este administrasse essa catástrofe anunciada com honestidade e senso humanitário, seguramente fazendo o oposto do que fazem esses 'homens de bem', que administram o dinheiro público do país, do estado e da cidade de São Paulo como se fossem butim. Não dá!


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