Em atitude aparentemente caracterizada por mágoa personalista, Dilma Rousseff diz ser contra o PT fazer aliança com o MDB, em 2022, de apoio à candidatura Lula.
Bem, se for vetar aliança com quem se posicionou a favor do impeachment, restará uma ínfima margem de manobra à tática lulista, na perspectiva de rachar a centro direita.
Lula já fez ver que essa aliança tática não implica em aceitar um nome emedebista para compor a vice, apenas inclui acertos regionais a fim de aproveitar a capilaridade de certas lideranças regionais refratárias a Boçalnaro.
Confinar-se em gueto ideológico não amplia a chance eleitoral e reduz nossas chances de vitória, assim como remoer mágoas pessoalmente impede que se trata esse momento tão angustiante com a necessária maturidade política.
Como diria Cazuza, os dados ainda estão rolando. Exemplo disso é a possibilidade da filiação de Michel Temer ao PSL, esperteza concebida a fim de evitar manobra de Arthur Lira pra colocar Boçalnaro novamente na legenda que o elegeu.
Até aqui, Lula tem feito movimentos escudados na mais pura sabedoria política, fruto de vivências e leituras bem feitas das nossas mazelas conjunturais e estruturais, de quem não apenas constata que as nuvens mudaram de formato, mas capaz de antever que formato tomarão oportunamente. Só isso.


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