Por uma razão fiquemos todos tranquilos: dos noticiários a respeito da greve dos rodoviários, na Região Metropolitana de Belém, não houve qualquer referência ao aumento no preço da passagem dos ônibus como consequência.
Sempre essas greves eram encerradas com a proposta de reajuste na passagem, feita pelo Setrans-Bel, seguida de um chororô encenado que dava até dó de ver como eram(são) carentes esses donos das sucateadas frotas de suas propriedades.
Belém já teve a segunda passagem de ônibus mais barata do país, dentre todas as capitais, mas Duciomar e Zenaldo Jr tudo fizeram para mudar essa situação e nos colocar, hoje, entre as proporcionalmente mais caras, bem como a prestação de um serviço assaz precário.
Que episódios dessa natureza, como a greve hoje encerrada, sejam motivo para que a SEMOB abra um amplo debate a respeito do sistema permissionário que hoje é adotado, de forma precária, na capital paraense, caracterizado pela penalização do usuário que o sustenta.
Todavia, que seja um debate pautado nas diretrizes traçadas pela Lei Orgânica de Belém, lá atrás, em 1989, onde o objeto central das decisões são os interesses dos usuários, e não as conveniências lucrativas daqueles que choram, mamam e estão milionários às custas do sofrimento alheio. Só isso.


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