Mais ou menos meio século depois do repugnante gorila Jarbas Passarinho, ungido ao comando do Ministério do Trabalho pela quartelada de 1964, decretar a extinção da estabilidade no serviço privado, eis que um agiota e ladravaz jogador de cassino financeiro tramou um ardil legislativo para encerrar a estabilidade no serviço público.
Passarinho afirmava que a estabilidade era uma falácia, pois era um obstáculo à geração de empregos formais, embora só gerasse a obrigação do pagamento de indenizações após cinco anos pelo menos do exercício o que, de fato, gerava muita demissão e recontratação a fim de evitar a estabilidade e a consequente indenização ao demitido.
O bandido atual consegue ser ainda mais abjeto. Guedes, o ladravaz, não esconde de ninguém sua ojeriza ao serviço público, daí operar vorazmente para diminuir o espaço do público e expandir o espaço do privado como proprietário das finanças públicas da forma mais facinorosa, ao criar ardis institucionais que legitimem os diversos mecanismos de pilhagem do erário.
Ao contrário do massacre praticado pela ditadura militar ao longo de 21 anos, o que acabou consolidando a nova relação de emprego criada, reforçada pela criação do FGTS; a atual quebra da estabilidade do emprego no serviço público é plenamente reversível, principalmente se as projeções dos institutos de pesquisas confirmarem-se e Boçalnaro, o cínico, perder as eleições de 2022. Tomara!


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