Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 15 de maio de 2021

Ele vai falar. Não tudo, mas terá que dizer alguma coisa


Aos mais afoitos na desilusão ao primeiro sintoma de adversidade, é preciso lembrar que a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski ao sargento Garcia Pazuello não garante silêncio absoluto e tumular na CPI.

O ex coveiro da saúde do povo brasileiro está desobrigado apenas de produzir provas contra si, mas, caso seja indagado a respeito dos detalhes sórdidos do 'manda quem pode, obedece quem tem juízo', terá que vomitar sobre o teor das "ordens".

Na prática, os apuros do sargentão não diminuíram de gravidade com a liminar, assim como o risco de prisão por falso testemunho, embora, neste caso, a covardia moral do senador Omar Aziz, presidente da CPI, possa ser garantia de mais um impune.

Nesse sentido, não diminuiu a expectativa sobre o depoimento de Pazuzu, quarta feira próxima, muito menos os riscos do surgimento de novos depoimentos que incriminem o principal suspeito, principalmente no tocante à fabricação frenética da cloroquina.

Será, com efeito, mais um dia de coleta de provas robustas contra o negacionismo, no rumo da torrencialidade que poderá fazer de Bolsonaro um réu com tantas imputações quanto as feitas ao ex governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, capazes de render mais de três séculos de cadeia. Credo!

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