Lavada e enxaguada nas águas da sensatez, a decisão do príncipe Philip ao fazer seu testamento, agora dado a conhecer, um mês após sua morte.
Segundo os tabloides britânicos, precursores desse jornalixo fofoqueiro tipo Nelson Rubens, o príncipe deixou trinta milhões de libras esterlinas para os empregados que dele cuidaram na fase final de sua vida.
Já para os quatro filhos, Charles, Anne, Edward e Andrew, Philip deixou sua biblioteca no Palácio de Buckingham, composta por um acervo de treze mil livros, uma notável manifestação post mortem a respeito da ignorância do quarteto de rebentos.
Óbvio que nenhum dos quatro precisará vender algumas das obras literárias herdadas para pagar respectivas despesas, o que o príncipe deixou dá pra garantir a fortuna de todas as gerações até aqui registradas como herdeiras de Philip no citado testamento.
Digna de registro é a crítica nada sutil feita via testamento, também podendo ser interpretada como exortação ao quarteto para que engaje-se na guerra contra a ignorância, como forma de superar a condição de meros personagens de tabloides sensacionalistas. Só isso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário