Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

A decisão, o noticiário de véspera e as bruxas soltas


Duas coisas me chamaram bastante a atenção no Paysandu x Tuna, que decidiu o campeonato paraense de 2021.

Primeiro, o Papão não fez sua melhor partida da competição, mas, teve sua única atuação digna de elogios ao longo de toda a disputa, com intensidade de jogo, aplicação tática e atuações individuais de alto nível.

Curioso é que, fora Alisson, o time foi praticamente o mesmo das últimas partidas, além, ainda, do o Igor Goularte entrando de cara, depois de vários jogos mantido na geladeira do Itamar, aliás, de forma inexplicável.

A mudança principal notada foi a marcação mais alta, a compactação entre o quinteto que vinha de trás Israel, Denílson, Paulinho, Ratinho e Bruno Colaço jogando bem próximos do trio Marlon, Nícolas e Goularte.

Mesmo levando um gol, fruto de um pênalti ingenuamente cometido por Nícolas, o que elevou a vantagem do adversário para três gols de saldo, o Paysandu manteve-se surpreendentemente calmo, decidido e aplicado.

Segundo, apesar do anti jogo, alegado por muitos como explicação pra má atuação lusa, ter sido recorrente em vários momentos da partida, fazendo a Tuna fugir totalmente de suas características eu, sempre ressabiado, penso que algo mais aconteceu.

No sábado, véspera da grande final, o Bola, caderno de esportes do Diário do Pará, publicou uma inusitada matéria, dando conta de um fatal desmanche do time cruzmaltino, independente do desfecho do jogo do dia seguinte, fosse quem fosse campeão.

Longe de mim cogitar censura, sob qualquer aspecto. Apenas fico a matutar se isto ocorresse com algum da dupla Re/Pa, se o jornal noticiaria o fato na véspera de uma decisão. Vale dizer: mesmo não acreditando em bruxas, parece que mais uma vez elas provaram sua existência, né?


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