Diante de torrenciais precedentes abertos à delinquência, que permitiram drenar recursos públicos a grupos privados, a venda da carteira de cobranças do Banco do Brasil a um banco privado por quase dez vezes menos que o valor real é apenas um dos exemplos, o agiota Guedes achou que o céu é o limite pra ladroagem.
Na hora de elaborar o orçamento, invadiram o campo do pagamento de despesas obrigatórias e surrupiaram R$26 bilhões de lá, transferindo os recursos para atender a malandragem institucionalizada das emendas parlamentares, inscritas na canalhice alcunhada de orçamento impositivo, que a dupla de assaltantes Cunha/Aécio criou para achacar Dilma.
Detectada a lambança, que pode levar à cadeia os autores desse plano de roubo, todos pularam fora das suas responsabilidades, a equipe econômica culpando a Comissão Mista de Orçamento do Congresso; e esta afirmando que tudo já veio como prato feito do covil do Guedes, só o senador Marcio Bittar, relator do orçamento, assumiu o crime.
Assumiu, mas tentou dar um verniz de seriedade ao arrombamento declarando que o orçamento é executado ao longo de todo o exercício, logo, adiante será possível remanejar recursos aprovados em uma rubrica, para pagar despesas de outra, ou seja, mantem-se como sendo recursos de emendas parlamentares aqueles que deveriam pagar benefícios previdenciários.
Em alguns países de costumes mais conservadores, as mãos desses larápios seriam decepadas em praça pública; aqui tudo está sendo tratado pela mídia conservadora como um impasse orçamentário que deverá ser resolvido entre o Ministério da Economia e o relator do orçamento; enquanto isso, paira no ar a iminente ameaça de não pagarem, ou realizarem com atraso o pagamento daquilo que é devido através de parcas pensões a pessoas que só têm aquela fonte renda. Triste!


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