O novo general comandante do Ministério da Defesa fez questão de enfatizar: não foram os três comandantes militares que pediram exoneração, porra nenhuma, mas foram exonerados por ele.
Há até quem diga que a reunião do ministro com os ex chefes da Marinha, Exército e Aeronáutica foi tensa, quase descambando para o porradal, o que pode mostrar o clima de racha entre as altas patentes.
Mais que isso, Bolsonaro pode estar perdendo apoio entre militares da Marinha e da Aeronáutica, mais que entre os do Exército, pelo tratamento desrespeitoso dispensado às duas armadas, o que pode gerar problemas lá adiante.
Todavia, não parece que esteja preocupado com isso. Capitão Jair Messias parece já ter percebido que não terá tanques e outros aparatos bélicos nas ruas fechando o Congresso, Supremo e partidos de oposição consolidando seu mandonismo.
Parece contar com a inegável força que possui entre policiais civis, militares e milícias de todos os segmentos a fim de fazer valer a lei da força, assim que a força da lei e dos votos impuserem a ele revezes político/eleitorais que ele não admite.
No melhor estilo invasão do Capitólio, dia 6/1, contará com as armas de turba semelhante e contando que as FA, Marinha, Exército e Aeronáutica, não atrapalharão seus planos, por mais que não colaborem com essa missão 'redentora' bizarra e nostálgica.
Não sei como as instituições republicanas se prepararão para enfrentar essa situação, ainda que o quadro não seja exatamente o acima traçado, mas é certo que Bolsonaro já não se acha mais tão favorito como se achava até o final de 2020, daí a frequente sugestão de ruptura no horizonte político.


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