Truculento e intempestivo, Bolsonaro aproveitou o rebuliço causado pela pressão oriunda do Senado para que desse um pé na bunda de Ernesto Araújo e livrou-se de quem não era simpático ao gabinete do ódio.
A volta do troglodita André Mendonça à Advocacia Geral da União deve significar a intensificação do uso da Lei de Segurança Nacional contra desafetos, modelo 1964 de tratar a política como atividade 'subversiva'.
Da mesma forma, a ida do delegado federal Anderson Torres para substituir André no MJ deve consolidar a missão nada institucional do ministério na blindagem do clã, Torres é amigo de longas datas do 01, Flávio.
O dito delegado foi, ainda, assessor do então deputado Fernando Franceschini, também policial federal, membro saltitante da bancada da bala e um magarefe enquanto secretário de segurança do Paraná, gestão do larápio Beto Richa.
Essas mexidas, e mais a ida do general Braga Neto para o lugar de Fernando Azevedo, demonstram que quanto mais Bolsonaro se move, mais fica no mesmo lugar isolando-se deliberadamente, pois seu autoritarismo não aceita contraditórios.
Esse isolamento pode significar aposta de alto risco em uma solução golpista, na medida em que a tendência é de mais tensão com o Centrão, significa dizer que o presidente dispensa aumentar sua base política, basta o pessoal do cercadinho do Planalto.


Nenhum comentário:
Postar um comentário