Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Ele está só. E muito mal acompanhado


Ao que tudo indica, a julgar pelas notícias ecoadas do Palácio da Alvorada, mais especificamente da reunião do governo federal com outros dois poderes e governadores aliados, não há perspectiva de surgir um dr. Jeckill, Bolsonaro será sempre o mr. Hyde.

Com efeito, suas reações contra isolamento social, defesa asinina da cloroquina e hostilidade a governadores decorre da convicção de que essas medidas combatidas por ele seriam desastrosas ao seu plano de reeleição, daí a pose de defensor da economia.

Bem, depois que parte do chamado PIB brasileiro desancou essa crença, através de carta endereçada ao próprio do chefe do Poder executivo, era de se esperar uma mudança de atitude por parte de Bolsonaro, sua presença cordata ontem, na tevê, até dava uma pista de que haveria mudança.

Todavia, nada mudou, conforme sua performance deseducada comprovou hoje pela manhã, segue o presidente fiel a tudo aquilo que sempre defendeu, independente da mudança significativa da conjuntura política brasileira, principalmente após as últimas medidas emanadas do STF.

Bolsonaro foi vítima do imediatismo do seu 'Posto Ypiranga', afeito ao jogo do mercado financeiro e sem formação que lhe dê outra visão da economia do país; vítima também do açodamento trumpista, mas este estava em uma disputa travada no mês de novembro do ano passado, daí a pressa.

Jair, não. Tinha dois anos pra preparar suas táticas e operar para ampliar seu eleitorado, o auxílio emergencial de 600,00 o fez recuperar parte da aprovação popular verificado no início do seu mandato, porém, tudo isso ele jogou para o alto e obedeceu cegamente o agiota/conselheiro.

Perdeu tempo, desgastou-se, virou inimigo público número um da humanidade e atingiu 57%  de rejeição popular, para 2022, abrindo até a possibilidade do campo conservador catar uma candidatura que o suplante e possa enfrentar a candidatura de esquerda, esta cada vez mais próxima de Lula.

Resta o golpe, a repetição da farsa Capitólio, onde um levante movido a um furor moralista fará restabelecer a decência nas eleições e, sob comando do 'capetão', colocar o apedeuta de volta atrás das grades, enxotar os vermelhos pra Cuba e instalar um governo dos mais desvairados sonhos olavistas, mas aí já estamos no âmbito do delirium tremens.

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