Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 24 de março de 2021

A árvore e o ralo


O ex lavajatista Deltan Dallagnol levou muita peia ao insistir na autoglorificação, prontamente repudiada nas redes sociais, após o 2ª Turma do STF declarar seu comparsa como suspeito de malfeitorias.

Disse o mal afamado procurador que os R$5 bilhões recuperados pela operação, após punição a réus, não deram em árvore desesperada tentativa de mostrar uma eficiência que os números da economia desmentem.

Lembro do filme de Sérgio Leone, Por Uns Dólares a Mais, em que o caçador de bandoleiros, Clint Eastwood, recolhe de uma árvore parte do dinheiro que havia ganho como recompensa pela eliminação de malfeitores.

Dallagnol talvez se sinta na mesma condição, daí até ter tentado apropriar-se de parte dessa bufunfa recuperada na justiça, através da ardilosa criação de uma fundação, que o STF oportunamente fez abortar e evitar que membros do MP virassem caçadores de recompensas.

Além disso, o DIEESE mostrou com números que esses cinco bilhões, que o furão do MP exalta, é nada perto da perda de arrecadação de mais de R$50 bilhões que a União teve, em razão da queda dos investimentos, somente no setor da construção civil.

Sem falar da perda de 4,4 milhões de postos de trabalho, também na construção civil, além dos R$172 bilhões que foram pelo ralo da economia, após a quebra das empresas perseguidas pela nefasta gangue de Curitiba, em favor de concorrentes estadunidenses.

Derrotados jurídica e moralmente, os rapazes e moças da justiça curitibana parecem não abandonar aquilo que a mídia partidária e conservadora criou: a crença de que são heróis e heroínas de um povo cada dia mais decepcionado. O tempo se encarregará de mostrar a eles o caminho do ralo do esgoto em que essas reputações fantasiosas fenecerão.


Nenhum comentário: