Artigo publicado no UOL, assinado pelo cientista político Carlos Melo e pelo jornalista Eugênio Bucci, nos brinda com uma tese tão engenhosa quanto falaciosa a respeito de alianças pra 2022.
Diz que o fortalecimento de Lula ao centro, se vier a ocorrer, dispensará o surgimento de uma terceira via na disputa presidencial, pois uniria PT e PSDB pela primeira vez em um primeiro turno.
A pergunta que fica no ar é: já combinaram com os russos, ou com o ruço, cabra da peste arretado que não quer nem ouvir falar de Lula e PT, quanto mais submeter-se a uma coalizão de forças com o PT na cabeça.
Sem contar as barreiras regionais que se colocam como intransponíveis, depois de décadas de embates ferozes com sequelas indeléveis, algo que não cabe em um artigo cheio de academicismo, mas sem cheiro de povo.
Outra dificuldade da exposição é a velha e surrada cobrança de autocrítica, por parte de Lula, daquilo que os autores chamam de "graves desvios éticos registrados em seus governos", de resto morismo inoportuno e chinfrin.
No final, parece que os autores tentam diminuir a força de Lula, expressamente reconhecida em algum canto da análise, porém, e sempre há um porém, é preciso que Lula esqueça o que construiu sob pena de ser responsabilizado por uma polarização que causa ojeriza aos citados 'punhos de renda'. Não dá!


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