O editorial do jornal O Globo, hoje, é a própria nostalgia dos tempos em que a podridão global ditava regras ao país. Não podendo mais faze-la, resta mostrar que continuam os mesmos: reacionários, mentirosos e manipuladores.
Estão até corretos, quando dizem que o grupo de bandidos da Lava Jato de Curitiba "mudou a história do combate à corrupção no país", embora a frase seja carregada de louvações e omita o grau de delinquência daquele bando.
Na verdade, nenhum juiz e procuradores que tivessem, de fato, notável saber jurídico e conduta ilibada prestar-se-iam ao papel de agentes da ruptura institucional e da quebradeira geral da economia do país, apenas por desrespeito recorrente à escolha popular.
A Proconsult nas eleições para o governo do RJ, em 1982; a edição do debate presidencial de 1989; a campanha aberta para os candidatos tucanos em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014, quando abandonaram a via democrática e recorreram ao golpe, onde os celerados togados tiveram papel decisivo.
Claro que essa evocação à grandiosidade de lupanar desses malfeitores togados representa mais a inconformidade com os rumos que podem tomar os processos contra Lula, do que resgate de um papel minimamente digno, afinal, a Rede Globo não suporta a ideia de ver Lula apto eleitoralmente, por este não ter o perfil exigido por ela.
A Globo sabia que Fernando Collor seria um fiasco na presidência, assim como Bolsonaro, todavia, ambos eram mais palatáveis que Lula pelo perfil rebelde e assumidamente popular deste, enquanto os donos dessa organização mafio/midiática sempre detestaram o povo desde sua fundação até os dias de hoje, conforme estão registradas suas mais sórdidas intervenções indevidas na vida nacional.
Por isso, não passa de traque ou nota de três reais essa tentativa de fazer de um grupo de malfeitores de preto, dispostos a tudo quanto é malfeitoria, paladinos da moralidade, arautos da seriedade no trato da coisa pública ou conduta ética no exercício profissional. A própria Globo encarregou-se de desmentir essa falsa crença com as efemérides produzidas na casa e com a participação desses 'artistas' como atração. Não dá!


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