Com argumentação tão verdadeira quanto seu topete capilar, certa feita o ministro Luiz Fux(STF) rejeitou denúncia de agressões à esposa contra o deputado Arthur Lira(PP/AL).
Segundo o protagórico Fux, se Lira tivesse ministrado, de fato, 40 minutos de porrada na companheira, coisa que nem nas lutas de MMA ocorre, essa não viveria para contar o ocorrido.
Ontem, em seu discurso de abertura dos trabalhos presenciais na nossa Suprema Corte, Fux homenageou a Lei Maria da Penha, autêntica rendição de homenagem do vício à virtude, diante dos fatos.
No mesmo dia, o covarde, truculento e larápio Arthur Lira foi eleito em primeiro turno presidente da Câmara Federal, e teve como primeira medida rasgar o regimento Interno do Poder.
Esses dois fatos, aparentemente sem relação causal, mostram o quanto certos homens públicos têm a noção exata do que o país precisa, todavia, não o fazem porque são herdeiros do velho patrimonialismo, que coloca seus interesses pessoais acima dos interesses gerais.
Tanto Fux quanto Lira foram torrenciais na pregação da necessidade de vacinar, vacinar vacinar a população brasileira, mas ambos convivem pacificamente com o negacionismo fascista que labuta contra esse direito, fazendo lembrar Rui Guerra e Chico Buarque, que sarcasticamente explicavam as contradições do vil colonizador pela distância que há entre suas intenções e gestos. NA MOSCA!


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