Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Neste dia, é fundamental que a sociedade se conscientize da necessidade de combater essa chaga


Entre tantas outras desgraças que acometem o Brasil atualmente, fruto de um governo troglodita, corrupto e elitista, o trabalho escravo constitui-se como nódoa social ao persistir existindo, em pleno século XXI.

O Ministério Público do Trabalho computou a liberação de 900 pessoas dessa degradante condição, somente no ano passado, depois que os dois governos que sucederam o golpe de 2016 abrandaram fiscalização das condições de trabalho, e proibiram a divulgação da lista dos empresários/bandidos beneficiários dessa sordidez.

Pior de tudo é que não há perspectiva de alívio civilizatório, pois a legislação brasileira parida pelos golpistas retirou de sua ordem jurídica dispositivos de proteção à condição social de trabalhadores, notadamente daqueles que trabalham na zona rural em fazendas que ainda se encontram mentalmente vivendo em meados do século XIX, onde a escravidão é norma.

Não por acaso, ainda, segundo o Ministério Público do Trabalho, setenta por cento dos trabalhadores que se encontram nessa situação análoga à escravidão são negros ou pardos, dotados de baixa escolaridade e sem a menor noção dos direitos que possam ter como trabalhadores, daí lhe serem negados direitos básicos que vão do consumo de água potável a um banheiro.

Por isso, no dia de hoje, quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que as centrais sindicais e os vários sindicatos de trabalhadores rurais levantem sua voz e mostrem ao país que, além dos episódios recorrentes de racismo verificados no cotidiano brasileiro, há o racismo estrutural incrustrado nas relações de trabalho, que usurpou o poder político a fim de apagar conquistas verificadas no século XX, e sustentam a hegemonia da ideologia da 'pátria verde amarela', surgida nos porões das fazendas e sob a guarda do braço armado do estado. 

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