R$1 bilhão de gastos com supermercado no cartão corporativo da presidência da República, somente no ano de 2020; R$15 milhões só na compra de leite condensado, no mesmo período.
Isto é gravíssimo. Só a indiferença safada da mídia brazuca, que há uns cinco ou seis anos distribuiu impropérios e acusações contra um ministro por causa da compra de uma tapioca no cartão, pra deixar de lado assunto tão candente.
Tá na cara que esses gastos estão superfaturados, significa que o cartão foi usado pra fazer despesas, porém, itens como leite condensado acabaram servindo de biombo para provável uso do cartão para compra vedada em lei.
Uma investigação minuciosa, corajosa e detalhada seguramente chegaria a um novo tipo de rachadinha, onde o desvio de finalidade, isto é, de dinheiro público para os bolsos do clã Bolsonaro se reinventa e de forma ainda mais audaciosa golpeia o erário.
Quem investigará essa pilhagem? Haverá alguma empresa midiática debruçada sobre esse crime? Ou a corrupção continua tabu pra essas organizações mafiomidiáticas, que congelaram a moralidade no golpe de 2016 e de lá pra cá abandonaram o tema?
Até o caso Queiroz foi tratado mais como organização, com ênfase na ligação do clã presidencial com o crime organizado, enquanto o uso continuado das verbas parlamentares para usufruto pessoal não passou de assunto coadjuvante no noticiário.
Caso se confirme a revelação do portal de notícias que ofertou esse crime à opinião pública, trata-se do mais escandaloso caso de mau uso de um expediente administrativo rotineiro, transformado em crime continuado contra uma população vilipendiada. Lamentável!


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