Se para quem não necessita será indiferente, então, danem-se aqueles 21,3 milhões de pacientes que procuraram o programa Farmácia Popular, ano passado, criado por Lula.
Esse é o raciocínio do agiota e ladravaz Paulo Guedes, pra extinguir o citado programa: era ineficiente por contemplar todas as pessoas, independentemente da renda.
É a primeira vez que se tem notícia que uma política pública é considerada ineficiente por atender mais de duas dezenas de milhões de pessoas, em apenas um ano. Só esse mega larápio pra parir argumento tão abjeto.
O orçamento do 'Farmácia Popular', para este ano, tem ou teve previsão de R$2,5 bilhões, todavia, como até este mês foram gastos apenas R$1,5 bilhão, é provável que parte ou o todo desse bilhão restante evapore-se.
Certo é que, para o ano que vem, esse dinheiro fará parte do bolo que vai pagar o tal 'Renda Brasil', ou seja lá o nome que tiver o programa que o governo Bolsonaro estará lançando para reeleger-se, substituindo o Bolsa Família.
Mercenários midiáticos já começam a ensaiar o jogral sórdido que tenta vender a vantagem do que virá sobre o que será extinto, os 247,00, que o novo programa vai dar aos necessitados, é superior aos R$191,00 do Bolsa Família, que será extinto.
Vigarice de rapaces. O Bolsa, nos tempos do PT, demandava outras obrigações familiares, como frequência escolar, pré natal, planejamento familiar a fim de fazer jus ao benefício.
Como o atual governo decretou o fim do 'Mais Médicos', Farmácia Popular, abono salarial, entre outros, possivelmente o tal 'Renda Brasil' trará embutidas despesas que desvalorizarão os 247,00 festejados por gangsters midiáticos..
Enfim, estamos entrando na fase em que o atual governo terá que mostrar sua cara e o porquê de até aqui privilegiar banqueiros, em contraste com o surrupiamento de direitos dos mais necessitados. Conseguirá?


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