Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 17 de maio de 2020

Da vontade do Leônidas Pires aos atos do bandidão Steve Bannon.


Em 1985, Tancredo tinha ganho do Paulo Maluf no colégio eleitoral, mas morreu antes de tomar posse, logo, o cargo de presidente do Brasil iria ficar vago.

Constitucionalmente, assumiria o cargo o presidente da Câmara Federal, que teria que convocar novas eleições, ou até adiá-las para que outra emenda fosse votada restabelecendo eleições diretas.

Havia clima para isso, Ulisses Guimarães tinha autoridade moral para tomar essa iniciativa e a esmagadora maioria da população brasileira já não aguentava mais ver milico na sua frente.

Mas, aqueles que contribuíram pra passar a perna na Emenda Dante de Oliveira agora estavam no comando das tratativas subterrâneas e eles, só eles, nutriam reverência monástica ao verde oliva.

Assim, aceitaram resignados o veto imposto pelo gorilão do Exército Leônidas Pires Gonçalves ao nome de Ulisses, sendo comparsas em uma trama que levou José Sarney à presidência.

Após esse precedente, a Rede Globo tomou as rédeas do golpismo rasteiro e investiu contra Lula, primeiro como companheiro e pai desnaturado, depois com a edição sórdida do debate com Collor.

Em 1997, em pleno mandato FHC derramou centenas de milhares de reais do dinheiro público pra comprar mais um mandato de presidente, sob as bençãos das mesmas instituições lenientes.

Em 2014, toda a sorte de banditismo midiático, político e jurídico foi tentado contra Dilma a fim de eleger o ladravaz e toxicômano Aécio Neves, tentativa frustrada de fraudar a vontade do povo.

Veio o golpismo flibusteiro de 2016, resultando dele 2018, com a eleição de um jagunço sob as orientações facinorosas de um celerado a serviço do terrorista Donald Trump e suas fake news.

Agora, alguém que não suportou o odor pútrido desse ambiente pantanoso vem a público e denuncia tudo aquilo que já sabíamos, mas o TSE sempre nos fez fazer que não estávamos vendo.

Como causar indignação na população diante do estelionato eleitoral cometido há dois anos, quando a mídia espetáculo chamou de redenção? Os mesmos que contribuíram para a encenação da farsa terão a coragem necessária pra dizer, 'acabou a brincadeira'?  

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