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Claro que a patuléia reacionária de orientação tucano/midiática há de continuar torcendo o nariz pra esse fato novo da diplomacia mundial que coloca a ilha de Fidel Castro no centro desse cipoal de tratativas. No entanto, a visita do presidente da França, François Hollande, que chegou nesse domingo(10) a Havana para uma visita oficial à ilha está sendo comemorada pela imprensa francesa com um dia histórico, há 55 anos um chefe de estado francês não aparecia por lá. E isto acontece cinco meses depois da investida do presidente Barack Obama contra o fim do isolamento da ilha, quando anunciou o restabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e EUA, de olho nas relações comerciais entre os dois países.
Além disso, o presidente Raúl Castro agradeceu neste domingo ao papa Francisco, pela sua atuação na reaproximação entre Havana e Washington. Ele disse ter ficado tão impressionado com o pontífice que poderia voltar à Igreja, apesar de ser comunista. Francisco, que deve visitar Cuba e os Estados Unidos em setembro, é membro da ordem religiosa jesuíta. Castro brincou dizendo que "até mesmo eu sou um jesuíta, em certo sentido", já que ele foi educado por jesuítas antes da revolução. "Quando o papa for a Cuba em setembro, eu prometo ir a todas as suas missas e ficarei feliz em fazê-lo", disse.
Nesse clima de perplexidade diante do envelhecimento precoce daquele imperativo estúpido de autoria dos coxinhas tupiniquins, que considerava ofensa mandar alguém pra Cuba, percebe-se um silêncio conveniente no momento. Certamente esperando por um milagre republicano que faça voltar tudo como era antes e Cuba volte a ser no imaginário atoleimado dessa ratatuia mental o inferno pintado pela CIA. Enquanto isso, os grandes debates que ora movimentam o mundo político e econômico são solenemente ignorados por essas lideranças anacrônicas e idiotizadas que, com quase seis décadas de atraso, querem inserir-se no debate levantando premissas já sepultadas. Credo!


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