Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 4 de abril de 2015

Nada será como antes...


A "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" ocorreu em 19 de março de 1964, portanto a 12 dias do golpe empresarial/militar que derrubou o governo popular e legitimamente eleito de João Goulart. Contou, como ressaltou o celerado conspirador Lincoln Gordon, embaixador dos EUA, com a presença "de todas as famílias das classes alta e média"(Moniz Bandeira), embora a presença dos pertencentes aos extratos mais modestos fosse bastante limitada.

Convém relembrar que, naquele momento, a operação 'Brother Sam' estava bastante adiantada e o golpe já em andamento, aqui e alhures, ressalte-se. Atualmente, quando a cretina senhora Roberta Jacobson, secretária assistente de Estado(EUA) para o Hemisfério Ocidental(porra!), declara estar decepcionada com a América Latina, "que condenou em uníssono a ordem executiva(porra II!) da Casa Branca que sancionou sete funcionários venezuelanos e declarou a Venezuela ameaça à segurança nacional americana"(O Globo), qualquer ser humano que não acreditou na balela global dos um milhão de manifestantes na Paulista(15/3) percebe que a conjuntura internacional é outra e o continente não se vê mais como mero quintal do famigerado imperialismo estadunidense.

Os crentes no fantástico milhão voltarão às ruas dia 12 próximo. Depois,  estenderão seus zurros às redes sociais. Provavelmente,  acabarão por concluir que Lobão é que estava certo não adiantando esperar por Godot, ops, pelo golpe que derrubará Dilma. Só restará como saída o aeroporto, mesmo com o dólar rompendo a barreira dos R$3,00. 'Zelotes' e HSBC suíço zelarão pelo êxito do êxodo coxinha.

Não se trata de triunfalismo boçal de nossa parte, afinal, os Serras da vida estão aí para mostrar que há mais lacaios entre o céu e a terra do território nacional do que pode imaginar a nossa vã e velhaca politicagem. Trata-se, sim, de continuar na luta para resgatar a saudável prática política, livre da criminalização que a direita lhe impinge toda vez que se vê ameaçada, reforçando uma agenda em que atiremos ao lixo da história definitivamente todo aquele entulho que continua como zumbi nos afrontando.

Nesse sentido, não é um idiota global que vai nos intimidar, ao nos comparar com a Venezuela somente porque reagimos à irracionalidade da direita local tal e qual reagiram as forças populares venezuelanas. Se lá eles defendem conquistas como a erradicação do analfabetismo e a nacionalização das receitas petrolíferas; aqui defendemos a retirada do Brasil do mapa da fome da ONU, tirando 50 milhões de brasileiros da linha da pobreza absoluta, entre outras conquistas. Tão espetaculares quanto a execração do 19/3/1964 e do 15/3/2015, como episódios deploráveis da nossa história recente.

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