Segundo dados apresentados pelo jornalista Caco Barcelos, enquanto a polícia de Portugal matou quatro pessoas em trinta anos, a polícia de São Paulo matou SETECENTAS, somente em 2025.
Na raiz disso, obviamente, está o fato que lá a população foi às ruas e derrubou décadas de ditadura salazarista; enquanto, no Brasil, sofremos ainda hoje o que Florestan Fernandes chamou de 'transição transada'.
E foi essa 'transa' que manteve como lei maior da segurança pública no Brasil o famigerado desacato a autoridade, que permite a esbirros despreparados entrarem em periferias sempre com o ânimo assassino, pois cultivam o medo e desprezam o respeito.
É dessa súcia de malfeitores que o fascismo extraiu grande parte do contingente que investiu-se em mandato eletivo, em 2022, ainda sob efeito daquela onda infame iniciada em 2018, que hoje precisa ser varrida da vida parlamentar, tanto em nível federal quanto estadual.

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