Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

É o 'pato manco', estúpido.


O bufão Trump, em desespero e campanha pra não perder as eleições legislativas no final deste ano, faz coisas que até Deus duvida.

Não cabe aqui listar seus desatinos, eles estão no noticiário diário, nas conversas políticas, nas decisões de mercado, no sofrimento das pessoas afetadas.

Mas é nítido, penso eu, que ele comporta-se como o único líder político do país capaz de resgatar o papel histórico/religioso que a maioria branca e supremacista estadunidense crê, de conduzir o mundo à felicidade.

A dúvida é: essa maioria ainda é assim tão predominante? Ou, diante da gigantesca fábrica de guerra estadunidense que desassossegou nações nos quatro cantos do mundo e fez explodir um processo migratório, mudou esse quadro?

Independente dos números, há algo que conspira contra o conservadorismo: o ceticismo. Grande parte do cidadão sob o american way of life está desencantado e não sai de casa pra votar porque sabe que sua vida continuará na mesma ou até pior.

Já a outra fração que virou cidadã/cidadão estadunidense à força, aí incluindo descendentes, só vota quando percebe que algo importante depende desse voto; como ocorreu em 2020, quando uma mobilização gigantesca ajudou a derrotar Trump; algo revertido, em 2024, diante do desastre do governo Joe Biden.

Agora, Trump encontra-se na areia movediça dessa disputa e quanto mais se mexe mais afunda, porém, não conhece outra forma de encarar a situação se não pela força; diagnósticos fortuitos, a propósito, de que apresenta sinais de demência não irão impor freio ao seu ímpeto, até mesmo porque demonstra lucidez ao avaliar como fim prematuro de seu governo a perda dessas eleições parlamentares.

E nem a derrota o assusta. Se as pesquisas atestarem que esta se anuncia inexorável, certamente cancelará o pleito alegando clima político instável, por sinal, criado por ele, Donald Trump. Que tal?

Nenhum comentário: