Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Depois da tragédia de 1964, Arena volta como farsa


E a circularidade na movimentação do conservadorismo segue firme, na vã crença de que pode travar o curso da história.

Voltam à primeira metade da década de 1980, antes de se separarem pra sobrevier, tentando reviver a farsa do "maior partido do ocidente".

Quando a sustentação política da quartelada de 1964 vinha apanhando seguidas tundas nas urnas, Golbery operou mais uma ação visando maquiar os efeitos do desastre.

Mudou o nome de ARENA pra PDS, visando enganar o eleitorado com uma nomenclatura que tentava ocultar seus áulicos despidos de credibilidade a fim de torná-los competitivos.

Como esperado, deu merda. Continuaram apanhando nas urnas, até que resolveram separar-se, cada grupo buscando livrar-se do cônjuge a quem atribuíam a razão de sucessivas derrotas, seguidas do definhamento eleitoral.

Assim, o PDS(ex Arena) dividiu-se em PFL e PP e essas novas siglas, que abrigavam velhos projetos políticos, reforçaram seus coronéis a brigar por espaço em determinadas áreas da geografia brasileira; o PP mais voltado aos chamados rincões, enquanto PFL deu uma guinada no rumo dos grandes centros.

O PFL até tornou-se um grande coadjuvante da privataria tucana no auge desta, nos anos 1990, quando o pernambucano Marco Maciel foi vice presidente da república; enquanto o PP dependia de figuras como Ciro Nogueira, Benedito Lira, embora liderados por alguém oriundo de um grande centro, o paulistano Paulo Maluf.

O PP nunca abandonou sua identidade, mas o PFL virou Democratas(arggghhh) e agora chama-se União Brasil, sendo que estão anunciando construírem uma federação, na prática, a volta da Arena, só que agora já sem o guarda chuva dos gorilas de plantão, mas com a expertise de décadas de quem aprendeu a arte de beliscar nacos do poder.

E assim o farão, só que do modo adaptado aos dias atuais, quando serão simultaneamente situação e oposição e assim seguirão sobrevivendo. Até quando?

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