Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O direito da repórter de trabalhar; e do comerciante de não ser seu coadjuvante


Esse caso da repórter da TV Record, hostilizada por um comerciante da zona Leste de São Paulo, extrapola o próprio fato e precisa ser visto de maneira mais ampla.
 

Não cabe reparos ao fato da repórter pedir respeito ao cidadão, que atirava lama na direção da jornalista, alegando que estava trabalhando o que é verdade, embora isto não crie 'direitos extras'.

Como, por exemplo, mandar filmar alguém que queria apenas preservar o anonimato de sua figura enquanto limpava a frente do seu comércio, que estava toda enlameada após torrencial chuva caída no local.

Seria tão difícil para a jornalista respeitar a vontade do empresário? Será que em pleno século XXI ela ainda acha que todos querem encantar na televisão? Que não existe alguém cuja vontade de ser quase ninguém é sagrada?

Fato é que, em uma rua de tamanho considerável, o direito da repórter de trabalhar foi ultrapassado pela própria, e aí que violou o direito alheio, quando achou que estava fazendo um favor a outrem exibindo sua imagens  à revelia da vontade dessa pessoa.

Desgraçadamente, esse é um cacoete autoritário que grudou na tevê brasileira, e é muito cultivado nesses programas policialescos de baixo nível, que julgam ser ilimitado o direito da reportagem exibir a imagem de quem bem entendem publicamente, sem o consentimento da pessoa exposta, canalhice que começou no famigerado DOI-CODI e consolidou-se nas periferias do país abastecendo a fabricação de criminosos, sempre pretos e pobres. Não dá!

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