Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

A caravana ladra e os cães são obrigados a assistir


Dessa vez, e mais uma vez, Messias Boçalnaro e a midiazona brazuca estão em fina sintonia a respeito do público, ou falta deste, no evento anti aborto promovido por Bozo, neste último fim de semana em BH.

 Ambos admitiram, dentro da maior discrição, que o evento foi um fiasco, todavia, melhor é não divulgar os números porque isto poderia causar o efeito perene da desolação, horror para ambos, sempre de olho comprido no Lula.

Sites progressistas calcularam algo em torno de quinhentas pessoas presentes em frente ao palanque, dispostas a ouvir a retórica extremista de Bozo, algo que parece ter ficado para trás no imaginário popular, diante da melhora geral de condições de vida.

Com efeito, a grande maioria da população, inclusive aquela fração confinada no curral e proibida de manifestar-se individualmente, parece ter adotado a nova pauta do país, que envolve o barateamento no preço dos alimentos, a criação de meios que libertem as pessoas da ditadura do endividamento, na perspectiva da realização do sonho da casa própria, entre outros assuntos.

Talvez isso dê razão a quem afirmou haver mais cães do que pessoas em frente ao palanque boçal, as pessoas angustiadas com a volta da retórica da peste que se abateu sobre o país nos últimos quatro anos, onde a visão inquisitorial, a condenação, a bisbilhotagem da vida alheia, da priorização  de temas que não estão no dia a dia das pessoas, como uso e legalização da maconha, aborto etc.

Pode até ser que haja mudança de rota novamente e o mito da estupidez retórica que acomete a extrema direita volte a ter força, porém, salta aos olhos que a população brasileira está mais leve, mais solta e mais esperançosa em dias melhores para o povo, sem disposição de embarcar nessa barca furada e repleta de angústia, sofrimento fabricado, sentimento de culpa, de sofrimento e punição. Ninguém merece.   

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