Convencido de que a ascensão individual não resolve o problema histórico da exclusão social, Lula nomeou uma advogada negra para a Comissão de Ética Pública do governo e segue laborando sobre o nome que substituirá a ministra Rosa Weber no STF, a partir de outubro próximo.
Pelo que ocorreu a quando da escolha de Cristiano Zanin, pode-se afirmar que o presidente está inclinado a indicar seu atual ministro da Justiça Flávio Dino, que já foi juiz de primeira instância, além de desempenhar magistralmente todos os cargos públicos para os quais foi votado ou escolhido.
Tudo indica que o entrave é o próprio Dino, tido e havido por muitos do campo progressista como o sucessor político de Lula, este já com 77 anos e com prazo de validade a expirar provavelmente daqui a uns sete, oito anos, dependendo da sua saúde para enfrentar os próximos três anos de mandato e, sabe-se lá, um quarto.
Atualmente com 55 anos de idade, Dino teria aquilo que podemos chamar a idade da razão política, a confirmar-se o prazo de validade física de Lula para a política, aparentemente um tempo curto, todavia, uma eternidade quando se trata da política tão bem retratada pela metáfora das nuvens no céu. Certo é que Dino segue sendo o mais forte candidato à sucessão de Rosa Weber.

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