E aquilo que se revelou ao povo não pode ter causado surpresa por seu exotismo, mas, pelo fato de ter sido tolerado quando todos sabiam ser obra de pulhas togados.
Essa é a paráfrase da bela canção 'Índio', de Caetano Veloso, que cabe como interpretação da decisão do ministro Dias Toffoli considerando imprestáveis todos os elementos de provas usados nos acordos de leniência entre a famigerada Lava jato e a empreiteira Odebrecht.
Por que só agora, quando essa imprestabilidade era o óbvio desde 2016?
Seria temor de sofrer o efeito Teori Zavascki, o ministro morto misteriosamente em um acidente aéreo depois de anunciar que poria freios na sanha persecutória daquela quadrilha togada contra desafetos políticos?
Fato é que tudo aquilo que foi anulado até aqui, fruto da "obra" falso moralista dos lavajatistas nos remetem para quase dez anos de gastos de dinheiro público com operações policiais tão espetaculosas quanto farsescas, quebra da economia brasileira com consequências trágicas ao povo, prisões arbitrárias, torturas psicológicas a fim de conseguir confissões que adubassem o enredo mentiroso fabricado por aqueles malfeitores, enfim, desde 2014 e por longos sete anos que os facínoras Sérgio Moro e Deltan Dallagnol montaram e colocaram em ação uma quadrilha cujo papel na ascensão do fascismo foi fundamental.
Agora, após essa decisão de Toffoli, o mínimo que se espera é que tudo que ainda resta daquela malsinada operação seja anulado e os verdadeiros criminosos e coveiros do nosso desenvolvimento paguem na justiça por todos os crimes que cometeram.

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