A revogação da prisão do mega larápio Eduardo Cunha, ex deputado e ex presidente da Câmara Federal, é atestado da falência da justiça brasileira enquanto instituição que pune foras da lei.
A referida revogação é tecnicamente correta na medida em que Cunha estava sob prisão preventiva desde 2016, sendo que em 2020 essa prisão passou a ser domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Por que, em cinco anos, aqueles arautos da moralidade, capazes de ler mais de 20 mil páginas de um processo em poucos dias, jamais conseguiram colocar em pauta o caso desse assaltante de dinheiro público?
Enquanto essa sordidez sob o manto da impunidade transcorria, um produtor incerto financiou um filme chamado "A Lei é Para Todos", onde se fazia a apologia de togados malfeitores, como se fossem arautos da moralidade.
Eis aí a prova que nunca foram coisa alguma que indicasse decência, sendo que aquela fita/propaganda não passava de promoção de patifes de preto, que apenas queriam auferir vantagens, sem que até hoje os créditos do filme indiquem quem financiou aquele lixo.
Revogada sua prisão, agora começa a contar o tempo da prescrição de sua condenação, sem que apareça algum togado nesses tribunais de instâncias iniciais a fim de fazer andar o processo desse celerado que carrega um código penal nas costas, mas, tudo indica, virará inocente pois jamais será julgado enquanto houver tempo pra condená-lo. Triste!


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