Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 2 de janeiro de 2021

À espera de um milagre. Ou, de uma negociata


Discretissimamente, como sempre ocorre quando lhe é conveniente, a mídia de famiglia deste Brasil cada vez mais varonil e insensato finalmente revela os respectivos cronogramas de vacinação contra o coronavírus mundo afora.

Aí, ficamos sabendo que quando aquela velhinha britânica apareceu para fotos por todo o Ocidente dependente como a primeira a receber uma vacina contra a covid19, milhões de chineses já haviam sido vacinados, há pelo menos cinco meses.

Assim como, uma semana depois daquela pantomima midiática, a Rússia também começou a vacinar os seus cidadãos e cidadãs e a estabelecer parcerias com outros países a fim de distribuir a SputnikV entre parceiros, inclusive a Argentina, que começou a vacinar no dia 29/12.

E o Brasil segue sem vacina, sem seringa e sem a garantia de recursos para a aquisição desses itens, pois Bolsonaro vetou estupidamente o dispositivo legal que proibia mexer nesse dinheiro, para usá-lo em outra finalidade que não a compra de vacinas, aumentando o risco já enorme do prolongamento da pandemia por aqui.

É nítido que Bolsonaro está inteirado do jogo trilionário que envolve negócios, à beira de negociatas, com as poderosas multinacionais fabricantes de medicamentos, visando provavelmente fazer leilão e comprar de quem lhe oferecer mais vantagens pessoais em eventuais tenebrosas transações.

Supremo Tribunal Federal e Tribunal de Contas da União até aqui tomaram medidas tímidas que não chegam a balançar o caráter opaco das decisões governamentais; e do Ministério Público nem se espere coisa alguma, pela íntima relação do procurador Augusto Aras com Jair Bolsonaro.

Até aqui, segundo o levantamento do site Poder360, editado pelo jornalista que deu sumiço na Lista de Furnas, 50 países já iniciaram a vacinação em âmbito nacional, embora não constem dessa lista nem Cuba e Venezuela, seguramente omitidas por razões ideológicas, algo que une mídia e governo fascista e ajuda Bolsonaro a agir à sorrelfa.


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