Em qualquer país que tenha um governo decente, a manifestação oficial da direção da Receita Federal, que o imposto sobre grandes fortunas não é a solução para reduzir a desigualdade social gigantesca verificada no Brasil porque é um "tributo facilmente burlado", os dirigentes do orgão iriam parar na cadeia como apologistas de sonegação fiscal.
Enquanto países como Argentina e Bolívia aprovaram a criação de um tributo sobre grandes fortunas destacando claramente quem iria pagar e o universo abrangido, aqui temos uma raposa mercenária vigiando o galinheiro da arrecadação, a ponto de fazer a apologia da trambicagem tributária como forma de inibir o estado a cumprir sua obrigação.
Curioso é que revistas nacionais e estrangeiras regularmente publicam listas de brasileiros que acumulam fábulas em dinheiro e patrimônio, enquanto dezenas de milhões de miseráveis vivem com menos de um dólar/dia, todavia, a velhaca direção da Receita Federal declara que não adianta instituir um tributo porque o dito cujo será cinicamente sonegado.
Assim, além da existência de um estado paralelo comandado por milícias justiceiras, charlatães travestidos de religiosos que também fazem da sonegação meio de vida, foras da lei que destroem o meio ambiente indiferentes à legislação vigente, consolida-se a ostentação de uma casta de endinheirados acima do regime tributário nacional, segundo a própria Receita Federal. É o fim!


Nenhum comentário:
Postar um comentário