Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Te manca, Simão!
Não há nada mais estúpido do que nota oficial do governo tentando explicar aquilo que calou mal no seio da sociedade. Como dizia o especialista em manobras escusas, Toninho Malvadeza, tudo aquilo que tem de ser explicado é desgastante.
Retrato bem acabado desse tipo de desastre é o do governo do Pará condenando, através de nota oficial, a greve dos professores estaduais, deflagrada pelo cumprimento da obrigação legal do governo paraense pagar o piso salarial vigente da categoria, após decisão favorável da justiça ao reclamo dos docentes.
O governo recusa-se a pagar e acusa, na desastrada nota, os professores de receber acima do piso. Vaias, muitas vaias ao sacripanta que induziu Simão, se é que o próprio não é o principal responsável por aquele excremento administrativo/comunicativo, em que se tenta fazer a população passar por idiota.
Claro que o piso é o parâmetro inicial que visa evitar o que Simão quer perpetuar, isto é, defasar o poder aquisitivo da maior e mais importante classe de servidores do estado, com o intuito malévolo de economizar pra patrocinar com dinheiro público o enorme séquito de 'aspones' que homizia em seu gabinete, partindo-se desse norte para calcular as gratificações a que os servidores têm direito.
Qual a novidade? Nenhuma, claro. Acontece com TODOS os servidores de quaisquer dos poderes constituídos. Por exemplo, qual deputado, qual juiz ou servidores desses poderes ganham apenas o vencimento base? Nenhum? Então, por que Simão quer fazer a população acreditar que os professores devem ganhar apenas o piso?
O próprio Simão, se não fosse esse paradigma de cinismo que é, pelo espírito da nota espúria que soltou, deveria abrir mão das vantagens auferidas com as trocentas viagens que já fez às custas do erário, pior, sem que esse mega turismo tenha trazido qualquer benefício econômico pro Pará.
Simão gaba-se de equilíbrio fiscal nas contas do estado. No entanto, silencia a respeito dessa 'economia' ter sido feita às custas da miséria alheia, do mais baixo valor de investimento do estado em todos os tempos; do Pará ter mais de um milhão de famílias dependentes do Bolsa-Família; de centenas de milhares de outros núcleos familiares serem dependentes de algum benefício da previdência social; de termos a terceira pior renda per capita familiar do país.
Enfim, um governo que fala grosso em nota contra os professores é o mesmo omisso em relação ao crescimento exponencial da violência em território paraense, cuja consequência principal da tragédia é esse abandono a políticas sociais que poderiam tirar a população jovem da situação de risco permanente em que se encontra e a faz refém do crime organizado na buscar pela sobrevivência. Te manca, Simão!
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