Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Fim da linha



Por que Simão Jatene teria desistido da disputa eleitoral, onde especulava-se que tentaria uma vaga no Senado Federal e com grandes chances de êxito?

Aparentemente, parece ter se sentido orfão da máquina pública do estado que governa,  que já havia sido fundamental para transformar a iminente derrota de 2014 em uma surpreendente vitória.

Agora, deserdado dela, caso saísse candidato, deixando nas mãos de seu substituto e agora desafeto a prerrogativa de tocar o que for do interesse dos mais chegados, correria o risco de não ser contemplado.

Ora, se é isso, então, Simão não é um líder político, mas apenas um chefe de seita que mantém sua influência apenas quando patrocina a causa dessa seita.

Essa liderança mal alcança a primeira curva do corredor fora de seu gabinete, sendo fortíssimas as perspectivas de ser ignorado até pra receber um 'bom dia!' daqueles que o bajulavam.

Por isso ficou e dirigirá a máquina até o fim desse seu malsinado mandato, talvez declarando ao final uma paráfrase do seu correligionário mais notório, sentenciando 'esqueçam o que eu cantei!'

Não que vá calar seu canto destrambelhado. Todavia, dá pistas que o fará substituindo aquela alegria artificial de hoje, pelo lamuriento ilustrativo da auto vitimização que costuma acometer aqueles que em determinado momento têm um vasto círculo de amigos de ocasião.

Perdida essa batalha, terminará sua trajetória política visto por muitos como traidor e bandido, embora se veja no espelho do tempo como um herói. Há precedentes. Pelo menos na literatura.


Um comentário:

Anônimo disse...

Mas o passo que ele deu inviabilizou a candidatura de parentes seus. Se quisesse chutar o "pau da barraca", se desicompatibilizaria e poderia ter uma eleição para deputado, de certa forma, tranquila. Como fez Jader Barbalho, no século passado e deixou o Pará afundado nas mãos do "cantor" Carlos Santos. Lembro que a minha mãe, então professora, ficou sem receber salários alguns meses, assim como milhares de servidores públicos.