Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 27 de março de 2018

Oh, dúvida cruel



O MDB do Pará montou um esquema de vigilância nos orgãos federais a fim de ter acesso a quaisquer transações que envolvam o governo paraense com esses orgãos.

Qualquer pedido de empréstimo, cujo aval seja do governo federal; qualquer estudo que vise ação futura, como a análise de viabilidade de venda da Cosanpa, enfim, tudo aquilo que exige transparência e sempre foi feito à sorrelfa acabará nas páginas do Diário do Pará, caso haja suspeita de maracutaia.

Independente dos queixumes a respeito desse uso político, o mínimo que se espera dessas transações é a sua publicidade na medida em que o dinheiro público está no patrocínio dos custos dessas iniciativas oriundas de decisões em gabinetes fechados e só do conhecimento público após consolidadas.

Por isso, a reação do alcaide privata Zenaldo Jr, em esculhambar a família Barbalho pela publicidade de um relatório da CGU que o acusa de superfaturar cerca de R$47 milhões nas obras do BRT, fica parecendo atitude de quem foi pego com a boca na botija e volta-se contra o denunciante, impossibilitado legalmente de explicar seus atos.

Jader não redigiu uma linha sequer daquele relatório da Controladoria Geral da União que acusa Zenaldo de superfaturamento, logo, não é a Jader que o prefeito de Belém deve satisfações, mas à investigação e à população da cidade que majoritariamente o escolheu para governar a cidade.

Ao que parece, o silêncio de seus aliados tomou conta do debate, permitindo que a oposição  na Câmara Municipal de Belém alcançasse, em menos de 24 horas após a denúncia, o número de assinaturas suficientes para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que apure a dita denúncia.

Resta agora a recorrente tática de ocupar os espaços da investigações com aliados do prefeito para que nada seja apurado por essa maioria artificialmente fabricada pela provável operação abafa já em curso.

Pouco importa. Afinal, o relatório da CGU, as investigações em curso e a provável entrada nesse imbroglio do Ministério Público Federal cá em Belém manterão os holofotes da investigação em cima da prefeitura.

Assim, Zenaldo caminha para a condição de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Continuar como prefeito é arriscado por causa dessa investigação e da cassação que o vitimou. Sair pode ser arriscado porque perderá o poder de ter meios que ajudem adiar sabe-se lá até quando o julgamento que poderá afastá-lo definitivamente do cargo. Dureza! 

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